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sexta-feira, 31 de janeiro de 2020

CAUSAS DA ECLOSÃO E DO MALOGRO DO 31 DE JANEIRO [1891]



A causa próxima e directa da eclosão do movimento de 31 de Janeiro de 1891 foi a consciência do contraste entre uma Pátria, forte e digna, que abrira à Europa e, em particular à Inglaterra, as estradas dos Oceanos e as portas do Oriente, e a Pátria de então, que cedeu, com humilhação e opróbrio, à brutalidade do «Ultimatum» inglês.

Mais uma vez o Porto assumiu, heroica mas isoladamente, as responsabilidades que lhe cabiam como capital cívica do país. O Porto salvou a honra da nação. Viu-se que nem tudo estava perdido. E o malogro dos precursores acendeu uma chama de esperança, que não voltou a apagar-se.

Mas a consciência nacional, despertada pelo centenário popular de Camões e pela mutilação que Portugal sofrera no seu corpo ultramarino, balbuciava apenas. Era-lhe impossível ainda mobilizar todas as energias da nação. A ideologia do partido republicano, incipiente, mostra-se por demais abstracta e desligada dos grandes problemas sociais. Os intelectuais e, em particular, os «Vencidos da Vida», amadores em política, e quase todos simples demolidores, mostraram-se, na sua maioria, inaptos para a renovação construtiva. Em vão Antero clamou que a primeira necessidade dos portugueses, incluindo os seus pares, era fazer exame de consciência e renegar corajosamente os crimes e erros próprios.

Se a história não tem sido a mestra da vida, é porque os homens são tardos e remissos em aprender as suas lições e actualizá-las em acção”.

[Jaime Cortesão, 25-1-1956] *

* Texto editado pela Comissão das Comemorações do 31 de Janeiro no Porto, em 1956, constituída por António Macedo, Armando Castro, Artur Andrade, Guedes Pinheiro, Júlio Semedo, Mário Cal Brandão, Silva Petiz, Veloso de Pinho e Oliveira Valença.

J.M.M. 

segunda-feira, 13 de janeiro de 2020

[COIMBRA] JAIME CORTESÃO: CORRESPONDÊNCIA DO EXÍLIO COM O IRMÃO ARMANDO – EXPOSIÇÃO/MOSTRA DOCUMENTAL



DIA: 15 de Janeiro 2020 (18,00 horas) – Sessão Inaugural
LOCAL: Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra [Sala da Livraria do Colégio de São Pedro], Coimbra;

ORADOR: Professor Daniel Pires.

► “A partir do próximo dia 15 de janeiro, a Sala da Livraria do Colégio de São Pedro na BGUC receberá uma nova exposição, intitulada "Jaime Cortesão: Correspondência do exílio com o irmão Armando". Nela serão divulgadas mais de sete dezenas de cartas trocadas entre os dois irmãos e historiadores Jaime Cortesão e Armando [Cortesão].

A troca de correspondência durante a ditadura não se apresentava fácil, sendo por vezes necessário recorrer a artifícios de contorno da censura. Ao longo desta viagem que vos propomos fazer, é possível contactar diretamente com a dimensão humana da sobrevivência e da separação de dois irmãos, a partir do exílio.

De entrada livre, estará disponível até finais de fevereiro”



“A sessão de inauguração decorrerá no próximo dia 15, pelas 18h00 e que contará com a presença do Dr. Daniel Pires, um especialista e quase "amigo de longa data" de Jaime Cortesão”

A não perder!

J.M.M.

terça-feira, 3 de julho de 2018

[LIVRO] UMA VIDA DE HERÓI: MORTE E TRANSFIGURAÇÃO DE JAIME CORTESÃO



LIVRO: Uma Vida de Herói: morte e transfiguração de Jaime Cortesão;
AUTOR: Pedro Martins;
EDIÇÃO: Zéfiro, Julho de 2018.

LANÇAMENTO:

DIA: 4 de Julho (18,30 horas);
LOCAL: Museu Maçónico / Grémio Lusitano (Rua do Grémio Lusitano, 25, Lisboa);
ORADORES: Miguel Real | Daniel Pires | Renato Epifânio;

Através de uma leitura simbólica do ocultismo cifrado na literatura de Jaime Cortesão, Pedro Martins apresenta um surpreendente retrato espiritual do grande poeta e historiador. Esta sua interpretação revoluciona, uma vez mais, a história da cultura portuguesa, ao demonstrar como a génese do movimento da Renascença Portuguesa tem as suas raízes no esoterismo judeo-cristão, inscrevendo-se num vasto horizonte que abarca Dante, o Zohar e a Carta sobre a Santidade e se interliga com a maçonaria e o martinismo.

«Pedro Martins neste seu novo trabalho não se afasta da sua linha anterior – ler o que há de mais vital e vivo nas manifestações da cultura portuguesa a partir dum estrato iniciático, que é anterior às religiões e que lhes sobreviveu muitas vezes à margem ou mesmo em franco antagonismo.

Isto deu já proveitosos frutos na leitura duma pintura ainda tão mal conhecida como a de Vasco Fernandes, o autor dos painéis do Retábulo da Sé de Viseu, coevo de Gil Vicente e de Bernardim e sobre o qual tão pouco se sabe.

Com idênticas chaves de leitura – experiência e saber iniciáticos – ele consegue agora uma cerrada e prodigiosa interpretação de parte da obra de Jaime Cortesão e que fica desde já a ser, pela inteligência, finura e teimosia com que cinge as letras, um marco assinalável de progressão nos estudos sobre a poesia e o teatro do autor.

Só agora, após este trabalho, estamos em condições de começar a vislumbrar as verdadeiras dimensões duma obra poética e dramática que sem a simbologia iniciática ficava amputada dum espírito essencial que em muito contribui para a sua altura e o seu desmedido valor.

Cortesão é um dos grandes escritores do século XX português e este livro de Pedro Martins, escrito numa era sombria de morte e de esquecimento, contribui como nenhum outro até hoje para lhe restituir a aura de grandeza e de luz que tem


[António Cândido Franco, in Prefácio].

J.M.M.

segunda-feira, 31 de outubro de 2016

JAIME CORTESÃO - EXPOSIÇÃO E PALESTRA

O Professor Doutor Joaquim Romero Magalhães foi o convidado para a evocação que o Museu do Aljube, sob a direcção do Prof. Luís Farinha, está a preparar para este mês de Novembro, dedicada ao historiador, escritor e resistente antifascista Jaime Cortesão.

Com início no próximo dia 3 de Novembro de 2016, pelas 18 horas, em que se fará a apresentação crítica da obra de Jaime Cortesão sendo de seguida feita a inauguração da exposição Jaime Cortesão. Patriota, Intelectual Anti-fascista, que estará patente até 15 de Dezembro de 2016.



A propósito de Jaime Cortesão convém lembrar algumas das notas que já fomos disponibilizando neste espaço ao longo do tempo AQUI, ou a nota biográfica que o convidado para este evento dedica no Dicionário de Historiadores Portugueses AQUI.

Uma sessão a não perder por todos que puderem estar presentes ou que ajudem a divulgar o evento.

A.A.B.M.

quinta-feira, 7 de maio de 2015

CONFERÊNCIA – JAIME CORTESÃO: O CIDADÃO E O ESCRITOR


CONFERÊNCIA: Jaime Cortesão: o Cidadão e o Escritor;

DATA: 10 de Maio 2015 (17,30 horas);
LOCAL: Centro Paroquial de Solidariedade de Ançã [Ançã - Cantanhede];
ORGANIZAÇÃO: Patrimonium


J.M.M.

terça-feira, 3 de março de 2015

PROENÇA, CORTESÃO, SÉRGIO E O GRUPO SEARA NOVA - LIVRO


Na próxima quinta-feira, 5 de Março de 2015, pelas 18.30 h, na sala D. Pedro V, na Faculdade de Letras de Lisboa, vai ser apresentada a obra cujo título se apresenta em epígrafe e que resultou do Colóquio realizado em 2009 acerca do tema.

Com org. de Amon Pinho, António Pedro Mesquita e Romana Valente Pinho, a obra conta com múltiplas colaborações que é possível perceber através da contracapa.

Pode ler-se no prefácio do Professor António Reis:
"O Colóquio sobre Proença, Cortesão, Sérgio e o Grupo Seara Nova, organizado por Amon Pinho, António Pedro Mesquita e Romana Valente Pinho na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, em 2009, constituiu um importante acontecimento académico e, sem dúvida, um dos mais fecundos encontros científicos jamais promovidos em torno do grupo seareiro e das suas mais relevantes personalidades. E tantos foram, desde os que ocorreram na década de oitenta do passado século, assinalando os centenários dos nascimentos dessas mesmas personalidades, até ao que se realizou já na primeira década deste século sobre António Sérgio e organizado pelo Centro Regional do Porto da Universidade Católica Portuguesa. E, no entanto, de cada vez que nos aproximamos dos grandes vultos seareiros, somos sempre surpreendidos por novos ângulos de abordagem e originais aprofundamentos das múltiplas dimensões dos respectivos magistérios. Como se fossem filões inesgotáveis a inspirarem sucessivas vagas de pesquisa por parte de renovadas gerações de estudiosos". 
António Reis
do Prefácio

O Professor Doutor António Ventura, do Centro de História da FLUL, foi o convidado para apresentar a presente obra.

[NOTA: clicar na imagem para aumentar e/ou guardar para conseguir ler.]

A.A.B.M.

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

VIDAS COM SENTIDO: JAIME CORTESÃO (1884-1960), POR JOAQUIM ROMERO MAGALHÃES E MÁRIO SOARES

CONFERÊNCIA: "JAIME CORTESÃO” (1884-1960) [do ciclo “Vidas com Sentido"];
DIA: 29 de Janeiro 2015 (18,00 horas);
LOCALAuditório da Fundação Mário Soares (Rua de S. Bento, 160, Lisboa);
ORGANIZAÇÃO: Fundação Mário Soares;
ORADORESMário Soares | JOAQUIM ROMERO MAGALHÃES

Uma sessão a acompanhar com toda a atenção e que não podemos deixar de recomendar a todos os que gostariam de conhecer um pouco mais e melhor a personalidade de Jaime Cortesão, como intelectual, político e historiador.

A.A.B.M.

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

JAIME CORTESÃO NO EXÍLIO (1929)


JAIME CORTESÃO e esposa, Filipe Mendes e esposa, e Raul Proença, no exílio de Jaime Cortesão, em Boulogne-sur-Mer (1929)
FOTO via Casa Comum
J.M.M.

quinta-feira, 11 de julho de 2013

CONFERÊNCIA SOBRE A REVOLUÇÃO LIBERAL DE 1828 (AVEIRO)


[16-05-1956] – “Conferência de Jaime Cortesão sobre a Revolução Liberal de 1828”, no “Salão Aleluia”, Aveiro.

NA FOTO [da esquerda para a direita]: Álvaro Seiça Neves, Júlio Calisto, Jaime Cortesão, Mário Sacramento, M. Costa e Melo e João Sarabando [via Mário sacramento Facebook

► [NOTA] A revolta liberal de 16 de Maio de 1828, organizada e propalada a partir de Aveiro, com evidentes relações à cidade do Porto e outras vilas, é uma resposta ao golpe de estado de D. Miguel, em Março de 1828. Diga-se que já havia uma forte tradição liberal em Aveiro, com a presença de membros ligados ao Sinédrio (revolução de 1820) e de “domicílio” em “Caçadores 10” [cf. Aveiro Berço da Liberdade, de Marques Gomes, 1928]. Marques Gomes refere, mesmo, que estavam no conhecimento da revolta de 24 de Agosto de 1820, o tenente-coronel Luiz Gomes de Carvalho, o desembargador Fernando Afonso Geraldes e o juiz de fora José de Vasconcelos Teixeira Lebre [ibidem].

A revolta liberal, em Aveiro, é pensada e organizada a partir do trabalho desenvolvido por uma curiosa Loja Maçónica [1821-1823- 1828?]

que reunia na “Quinta dos Santos Mártires” [actual Baixa de Santo António] – que possivelmente abate colunas após a devassa por decreto de 20 de Junho de 1823 - e de que faziam parte, entre outros, António de Azevedo e Cunha (Venerável), Francisco Lourenço de Almeida (de Fermelã, Estarreja), Basílio de Oliveira Camossa (irmão terrível), Caetano Xavier Pereira Brandão, dr. Joaquim José de Queiroz e Almeida (avô de Eça de Queiroz, que tem de se exilar; segundo alguns, foi ele o “cérebro” da revolta), Luiz Gomes de Carvalho, dr. Luiz Cipriano Coelho de Magalhães (o pai de José Estevão), Francisco Manuel Gravito de Veiga e Lima (preso e executado a 7 de Maio de 1829), Clemente José de Morais Sarmento (preso e executado a 09/10/1829), Francisco António de Abreu e Lima (preso, condenado à morte e desterrado para Angola, onde morre em 1835), Francisco Silvério de Carvalho Magalhães Serrão (preso e executado a 7 de Maio de 1829) [ibidem; ver, ainda, História da Maçonaria em Portugal, de A. H. O. Marques]

e desencadeada militarmente a partir de “Caçadores 10” [repetindo a revolução de 1820].

O movimento revolucionário, de civis e militares de “Caçadores 10”, parte para o Porto, forma a “Junta do Governo Provisório”, mas não consegue resistir á entrada e cerco das forças miguelistas na cidade, tendo o grosso da tropa fugido para a Galiza, seguindo depois para Plymouth (Inglaterra). A tentativa da revolta tem como resultado a prisão, seguida de execução ou desterro de muitos e o exílio de outros mais.
 
J.M.M. 

domingo, 30 de junho de 2013

GUIA DE PORTUGAL


GUIA DE PORTUGAL. Organização de Raul Proença [até ao vol II] e Sant’anna Dionísio. Oficinas Gráficas da Biblioteca Nacional de Lisboa [depois, a partir do vol III, Fundação Calouste Gulbenkian], Lisboa, 1924-1970, V vols em VII tomos [foi feita reedição de todos os volumes pela Fund. Calouste Gulbenkian – apresentação e notas de Sant’ana Dionísio]; responsável gráfico, Raul Lino.

A todos os que não desejam fazer perpetuamente justa a frase célebre de Montesquieu, ao dizer dos portugueses que tinham descoberto o Mundo, mas desconheciam a terra em que nasceram; este livro, inventário das riquezas artísticas que ainda se não sumiram na voragem, e das maravilhas naturais que ainda não conseguimos destruir, antologia de paisagistas, «vade-mecum» de beleza, roteiro dos passos dos portugueses enamorados, indículo das pequenas e grandes coisas, que requerem o nosso amor – pelo passado, pelo presente e pelo futuro – é Oferecido e Dedicado” [Raul Proençain edição primeva do I Vol., 1924] 

Trata-se de uma estimada obra de trabalho/memória colectiva, de minuciosos estudos monográficos, de grande valia e merecimento, levada a cabo pela iniciativa dinamizadora e o espírito luminoso de RAUL PROENÇA [vide o Prefácio, pelo próprio Raul Proença, no volume inaugural, publicado em Novembro de 1924 ou o curioso prefácio do II volume – 1927 -, já com Raul Proença perseguido pela Ditadura Militar e o Fascismo], quando Jaime Cortesão dirigia a Biblioteca Nacional, e que teve o apoio do “Grupo da Biblioteca” [António Sérgio, Aquilino Ribeiro, Câmara Reys e Raul Brandão] e o grupo da “Seara Nova” [cf. João B. Serra – ler texto AQUI].

O GUIA DE PORTUGAL [“monumento de patriotismo cultural” – cf. José Rodrigues Miguéis, “Uma Flor na Campa de Raul Proença"] contou com COLABORAÇÃO de valiosos autores, especialistas nos mais diversos domínios, os “melhores do seu tempo”, como:

A. Nogueira Gonçalves, Aarão de Lacerda, Abade de Baçal, Afonso Lopes Vieira, Alberto Oliveira, Almeida Fernandes, Amorim Girão, António Mendes Madeira, António José Teixeira, António Sérgio, Aquilino Ribeiro, Azevedo Gomes, Brito Camacho, Carlos Selvagem, Carrington da Costa, Diogo de Macedo, Egas Moniz, Eugénio de Castro, Félix Alves Pereira, Ferreira de Castro, Francisco Keil do Amaral, Garcês Teixeira, Gustavo Matos Sequeira, Hernâni Cidade, J. Pereira Barata, Jaime Cortesão, João Barreira, João de Barros, Jorge Dias, José de Figueiredo, José Rodrigues Migueis, Júlio Dantas, Luís Teixeira de Sampaio, Manuel Oliveira Ramos, Miguel Torga, Montalvão Machado, Orlando Ribeiro, Paulo Freire, Pedro Vitorino, Pina de Morais, Raul Brandão, Raul Lino, Reynaldo dos Santos, Rocha Madahil, Ribeiro de Carvalho, Rodrigues Lapa, Sant’ana Dionísio, Sarmento de Beires, Sarmento Pimentel, Silva Teles, Teixeira de Pascoais, Tomás da Fonseca, Vergílio Correia, Vítor Guerra, Vitorino Nemésio.

ORGANIZAÇÃO:

- I vol: “Generalidades. Lisboa e Arredores”, 1924 [org. por RAUL PROENÇA];

- II vol: “Estremadura, Alentejo e Algarve”, 1927 [org. por RAUL PROENÇA];  

- III vol: “Beira Litoral, Beira Baixa e Beira Alta”, 1944 [org. por “um grupo de amigos de Raul Proença” (R. P. morre a 20 Maio de 1941), que assinavam, Afonso Lopes Vieira, António Sérgio, Aquilino Ribeiro, Câmara Reys, Ferreira de Castro, Raul Lino, Reynaldo dos Santos, Samuel Maia e Sant’Anna Dionísio” e sob coordenação de Sant’ana Dionísio [a reed. do III vol dividiu-se em 2 tomos: tomo I (1993), “Beira Litoral” e tomo II (1994), “Beira Baixa e Beira Alta”];

- IV vol: “Entre Douro e Minho”, 1964/1965 [II tomos: I (1964), “Douro Litoral” e II (1965) “Minho”] [org. por Sant’ana Dionísio];

- V vol: “Trás-os-Montes e Alto Douro”, 1969/1970 [II tomos: I (1969), “Vila Real, Chaves e Barroso” e II (1970) “Lamego, Bragança e Miranda”] [org. por Sant’ana Dionísio].
 
FOTO via IN-Libris
 
J.M.M.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

JAIME CORTESÃO E O 31 DE JANEIRO DE 1891


A causa próxima e directa da eclosão do movimento de 31 de Janeiro de 1891 foi a consciência do contraste entre uma Pátria forte e digna, que abrira à Europa e, em particular à Inglaterra, as estradas dos Oceanos e as portas do Oriente, e a Pátria de então, que cedeu, com humilhação e opróbrio, à brutalidade do ‘Ultimatum’ inglês.

Mais uma vez o Porto assumiu, heróica mas isoladamente, as responsabilidades que lhe cabiam como capital cívica do país. Viu-se que nem tudo estava perdido. E o malogro dos precursores acendeu uma chama de esperança, que não voltou a apagar-se (…)

Se a história não tem sido a mestra da vida, é porque os homens são tardios e remissos em aprender as suas lições e actualizá-las em acção

Jaime Cortesão [texto editado pela Comissão das Comemorações do 31 de Janeiro no Porto, em 1956.

NOTA: a comissão era constituída por António Macedo | Armando de castro | Artur Andrade | Guedes Pinheiro | Júlio Semedo | Mário Cal Brandão |  Silva Petiz | Veloso de Pinho e Oliveira Valença.

J.M.M

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

MUNDO LITERÁRIO


MUNDO LITERÁRIO. Semanário de crítica e informação literária, científica e artística, Lisboa, Ano I, nº 1 (11 Maio 1946) ao Ano II, nº 53 (1 Maio de 1948); Propr: Editorial Confluência, Lda; Editor: Luís de Sousa Rebelo; Director: Jaime Cortesão Casimiro (e Adolfo Casais Monteiro), 1946-48, 53 numrs

[Alguma] Colaboração: Adolfo Casais Monteiro, Alberto Ferreira, Alexandre O’Neill, Álvaro Salema, Alves Redol, António Pedro, António Ramos de Almeida, António Sérgio, Aquilino Ribeiro, Branquinho da Fonseca, Eugénio de Andrade, João Gaspar Simões, João José Cochofel, Jorge de Sena, José Blanc Portugal, José Régio, Júlio Pomar, Mário Dionísio, Mário Sacramento, Ruy Luís Gomes, Sant’Anna Dionísio, Tomaz Kim, Victor de Sá, Vitorino Magalhães Godinho.

"... A escolha dos colaboradores norteava-se por um critério obviamente não declarado, mas que não era difícil de inferir: o de não apoiarem ou colaborarem com o Estado Novo, tendo a maioria deles subscrito as famigeradas listas do MUD contra o Governo.

Não faltaram problemas com a Censura, que me cabia contactar nessas situações e, para evitar uma primeira suspensão, fomos forçados por ela a 'Declaração' publicada no n.° 6.

A colaboração era remunerada e, em Maio de 1947, as dificuldades financeiras e dívidas acumuladas impuseram a suspensão, que anunciámos no n.° 52, de 3 de Maio de 1947. Consegui, ao fim de quase um ano, o apoio da Editorial Cosmos, gerida por Manuel Rodrigues de Oliveira, após contacto com o Prof. Bento de Jesus Caraça, e o n.° 53 surgiu em l de Maio de 1948, no qual se assinalava que Casais Monteiro abandonara o Corpo Directivo, continuando a dar-nos a sua colaboração. Foi o pretexto para a Censura decidir acabar com o semanário, invocando o que considerava uma intolerável guinada para a esquerda e denunciando em especial a sua falta de confiança no novo corpo directivo e na reportagem 'Alfambras, Terras Perdidas' de Maia de Jesus [acerca da miséria da população algarvia]. Desde então, a Censura recusava-se a devolver, visadas ou cortadas, as provas dos textos a publicar. E quando insistíamos por carta para saber as razões da sua atitude, era-nos respondido apenas que confirmavam o que sobre o assunto haviam dito ao director Jaime Casimiro.

Ainda cheguei a procurar António Ferro que me remeteu para Luís Forjaz Trigueiros, salvo erro ao tempo Director do Diário Popular. Ao contactar este último, tornou-se claro que se pretendia tutelar por este meio o Mundo Literário. Desistimos então ...
" [Jaime Cortesão]

via FRENESI

J.M.M.

sexta-feira, 29 de junho de 2012

JAIME CORTESÃO E A ARRÁBIDA

COLÓQUIO: JAIME CORTESÃO E A ARRÁBIDA; DIA: 30 de Junho (10,30 horas); LOCAL: Biblioteca Municipal de Sesimbra [sala Polivalente]; ORGANIZAÇÃO: Círculo Cultural António Telmo, C.M. Sesimbra, revista Nova Águia, revista Cadernos de Filosofia Extravagante. TEMAS/ORADORES: Jaime Cortesão e o “Risco” da Renascença Portuguesa [António Braz de Oliveira]; A Renascença Portuguesa e o Percurso Político e Historiográfico de Jaime Cortesão [Nuno Sottomayor Ferrão]; Jaime Cortesão, A Renascença Portuguesa e o Ensino da História Pátria [Pedro Martins]; Jaime Cortesão e Agostinho da Silva [Renato Epifânio]; A Poesia de Jaime Cortesão [António Cândido Franco]; O Franciscanismo de Jaime Cortesão [Elísio Gala]; Jaime Cortesão e a Arrábida [Roque Braz de Oliveira]; ÁS 18 HORAS: Visionamento do filme "O Convento", de Manoel de Oliveira. “Dar conteúdo renovador e fecundo à revolução republicana, eis, nas palavras de Jaime Cortesão, o propósito fundamental da Renascença Portuguesa, movimento cultural, patriótico e cívico de importância superlativa na vida espiritual do nosso país, e de que, em 2012, se comemora o primeiro centenário ..." [ler mais AQUI - II ciclo de estudos em homenagem a António Telmo. O legado da Renascença Portuguesa: livros e autores] J.M.M.

sábado, 24 de abril de 2010

AO POVO PORTUGUÊS



"Ao Povo Português" - panfleto assinado pelo General Sousa Dias, Jaime de Morais (Comité Militar Central), Jaime Cortesão (Capitão médico miliciano e delegado do C.M.C. no Norte), Capitão Sarmento Pimentel (delegado do Comité Militar do Norte), João Pereira de Carvalho (do Comité Militar do Norte) - clicar para ler.

via Torre do Tombo.

J.M.M.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

COLÓQUIO - O GRUPO E A REVISTA SEARA NOVA



Colóquio - Proença, Cortesão, Sérgio e o Grupo Seara Nova: dias 28, 29 e 30 de Outubro, na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (Anfiteatro III). Org. pelo Centro de Filosofia da Universidade de Lisboa.

“Em comemoração dos 125 anos de nascimento de Raul Proença e de Jaime Cortesão e da passagem dos 40 anos da morte de António Sérgio, o Centro de Filosofia da Universidade de Lisboa promove o Colóquio Proença, Cortesão, Sérgio e o Grupo Seara Nova.

Congregando especialistas e investigadores que se dedicam ao estudo do pensamento histórico-filosófico português contemporâneo, o colóquio visará proceder a uma análise aprofundada da vida e da obra destes três autores e discutir a relevância que o Grupo e a Revista Seara Nova tiveram na vida social, política, económica e cultural do país na primeira metade do século XX e até à actualidade.” [ler tudo, AQUI]

Consultar o Programa - AQUI.

J.M.M.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

PROGRAMA PARA A DEMOCRATISAÇÃO DA REPUBLICA


PROGRAMA PARA A DEMOCRATISAÇÃO DA REPUBLICA - 31 de Janeiro de 1961

"ORIGEM E ANTECEDENTES. O nome de Jaime Cortesão fica ligado a este documento, não porque seja da sua autoria, não que a redacção seja sua, nem que suas tenham sido todas as sugestões nele contidas, mas por que foi na sua presença confiante e sob o estimulo da sua inspiração que decorreram as primeiras e algumas das principais reuniões de trabalho que levaram à elaboração do sumário de ideias que hoje se oferece à meditação do País, sem caracter de carta outorgada, mas simplesmente, ao gosto de um processo tantas vezes recomentado por António Sérgio, como ponto de partida para um necessário despertar da consciência e para uma salutar discussão

Não pôde Jaime Cortesão ver chegar ao fim esta tarefa em que pôs tanto calor de si próprio, mas é ainda a permanência do seu vulto prestigioso que impulsiona, os que consigo trabalharam e que tomaram para si, como ponto de honra, dar cumprimnto ao plano que intimamente os ligou".

"Raríssimo, importante e extenso documento político policopiado a partir do original dactilografado oposicionista ao governo de Salazar. Responsabilizam-no, entre outros, os nomes de Mário de Azevedo Gomes, Helder Ribeiro, José Mendes Cabeçadas Júnior, Alberto Ferreira, Álvaro Salema, Arnaldo Veiga Pires, Armando Adão e Silva, Artur Santos Silva, Augusto Abelaira, Carlos Cal Brandão, Carlos Sá Cardoso, Eduardo Ralha, Fernando Abranches Ferrão, Fernando Mayer Garção, Fernando Piteira Santos, Fernando Vale, Salgado Zenha, João Araújo Correia, João Santiago Prezado, José Fernandes Fafe, José Magalhães Godinho, Luís Roseira, Mário Cal Brandão, Mário Soares, Nikias Skapinakis, Olívio França, Raul Rego, Urbano Tavares Rodrigues e Vasco da Gama Fernandes"

in Catálogo de Livros de Janeiro da Livraria In-Libris (Porto).

J.M.M.

domingo, 1 de julho de 2007

HISTÓRIA DO REGIMEN REPUBLICANO EM PORTUGAL


História do Regímen Republicano em Portugal

Publicada por Luís de Montalvor. Lisboa/MCMXXX-MCMXXXII. (Tipografia da Emprêsa do Anuário Comercial). 2 vols. 24x31 cm. 388-IV e 416 págs. E.

"Obra de extremo rigor colaborada por autores da maior competência e que são: Jaime Cortesão, Agostinho Fortes, Joaquim de Carvalho, Francisco Reis Santos, Manuel Maria Coelho, Lopes de Oliveira, Luz de Almeida e ainda Bourbon e Menezes. Abundante e valiosa documentação iconográfica, constituída por retratos, mapas, facsimiles de livros, jornais e revistas, caricaturas, etc., etc., tudo impresso em folhas à parte, sendo algumas a cores. Excelente e luxuosa edição da Editorial Ática. Encadernações originais do editor, em pele com ferros a ouro ..."

in Catálogo do mês de Julho da Livraria (Alfarrabista) In-Libris, Porto

J.M.M.

sexta-feira, 22 de junho de 2007

AINDA ... A REVISTA "SEARA NOVA"


Ainda ... a revista Seara Nova

"... Nasceu [a Seara Nova] de uma reunião na Biblioteca Nacional, no gabinete do Director, onde me encontrei a convite de Raul Brandão, Raul Proença, Aquilino Ribeiro, Ferreira Macedo e Jaime Cortesão. Foi cerca do ano de 1920. Apareci ali sem saber qual era o fim da reunião. Pouco depois conhecia-o: era o de elaborar um programa de acção politica e social, um programa mínimo de realizações nacionais, em que pudessem colaborar todos os elementos sinceros e sãos da colectividade (...) O pequeno grupo inicial alargou o âmbito da sua acção, empregando vários elementos à esquerda e à direita. Deste modo se trabalhou durante alguns meses. Foi difícil e lenta esta acção. Atingiu-se a concretização de um certo número de ideias e normas e fez-se a eliminação dos que, por incompreensão ou interesse, não eram desejáveis ou não desejavam comprometer-se, o que vinha a dar ao mesmo (...) Um dia, os elementos afins reuniram novamente e decidiram fundar uma revista de doutrina e critica e organizar uma secção editorial, cuja base comercial foi a Empresa de Publicidade Seara Nova,

[constituída em Maio de 1921, com sede na rua António Maria Cardoso, nº26. Os "corpos gerentes da empresa eram constituídos por Ferreira de Macedo – substituído em 1923 pelo Capitão Fernandes Duarte –, Jaime Cortesão e Câmara Reys (Direcção), Faria de Vasconcelos, António Tomás Conceição Silva e Rodrigo Caeiro Vieira (Mesa da Assembleia Geral), João de Araújo Morais, João Maria Sant’Iago Prezado e José das Neves Leal (Conselho Fiscal)"]

baptizada por Aquilino, que sugeriu a primeira palavra, e por mim, que a completei com a segunda".

[Luís da Câmara Reys (no desenho acima), entrevista ao Primeiro de Janeiro em 1937, transcrita na Seara Nova nº 513 (10/06/1937) - aliás em "Imaginário Seareiro. Ilustradores e Ilustrações da Revista SearaNova (1921-1927)", de António Ventura, INIC, 1989]

J.M.M.

domingo, 22 de abril de 2007

GRUPO DA SEARA NOVA


Da esquerda para a direita: Jaime Cortesão [fundador da Seara Nova, formado em medicina, poeta, dramaturgo, deputado, director da Biblioteca Nacional, dirigente do movimento insurrecional de 3 de Fevereiro de 1927, exilado político, Presidente da Sociedade Portuguesa de Escritores]; Aquilino Ribeiro [licenciado em filosofia, conspirador e amigo da Carbonária, romancista e ficcionista dos mais ilustres, exilado político em 1927, 1º Presidente da Sociedade Portuguesa de Escritores] e António Sérgio [oficial da marinha em 1910, ensaísta, pedagogo, filósofo, director da Seara Nova, exilado político]

J.M.M.