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segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

JOSÉ CALDAS (PARTE II)


JOSÉ CALDAS (PARTE II)

Com a implantação da República foi nomeado director geral dos negócios eclesiásticos do Ministério da Justiça (1910-1916). Em 1911, foi nomeado ministro plenipotenciário em Roma, cargo que não chegaria a tomar posse.

Foi sócio da Academia das Ciências de Lisboa e do Instituto de Coimbra.

Faleceu em Viana do Castelo a 2 de Agosto de 1932.

Colaborou nas seguintes publicações:

José Caldas colaborou em grande número de jornais políticos e literários, em revistas, estudos históricos e poesias, não nos sendo possível apresentar com segurança todas as publicações onde publicou os seus textos, conhecem-se-lhe as seguintes:

- foi redactor principal da folha portuense Actualidade, lugar que exerceu desde 1881; e foi ainda redactor principal do Imparcial de Viana, desde o princípio de 1884.
- Quadros antigos. (Estudos do tempo de el rei D. João I.) - Saiu em folhetins no Primeiro de Janeiro, do Porto.
- Jornal da noite. A Camões. Lisboa, Junho de 1880, na pagina 2, José Caldas publica um artigo de homenagem a Luís de Camões.
- António Rodrigues Sampaio. Homenagem prestada à sua memoria pela Imprensa do Porto, Porto, Real Tipografia Lusitana, 1882, Vol. de XXXII onde publicou um artigo intitulado Ruínas.

- Arte e a Natureza em Portugal, Edição definitiva. Colecção fotográfica de monumentos, costumes e paisagens. Fototipias inalteráveis; descrições em português e francês; clichés originais. - Publicada sob a direcção de F. Brütt e Cunha Moraes, com colab. no vol. II, dedicado a Barcelos, Viana do Castelo, Caminha, Valença, Monsão, Arcos de Valdevez, Ponte da Barca, Ponte de Lima, Amarante, Guimarães [José Caldas] e Douro.
- Idem, Volume Terceiro. Leça do Balio, Maia, Vila do Conde [José Caldas], Braga, Aveiro.
- Ano (Um) depois. (Aos vencidos). 31 de Janeiro de 1831 - 31 de Janeiro de 1892. Porto, Typ da Empreza Litteraria e Typographica, 20 pag.
- Armas e Letras. Numero único, organizado para ser vendido no teatro do Príncipe Real na noite de 9 de Dezembro de 1886, revertendo o seu produto em favor da família do tenente Ferreira, Porto, Typographia Occidental, 1886.

- Bazar do Bom Pastor. (Brinde de D. Laura Vilar Cardoso de Castro), Esmola, Corbeille de versos e prosas. Porto, Typ. Elzeviriana, 1885, 27 pág. Director: Joaquim de Araújo.
- Charitas. Assembleia valenciana. Exposição de rosas em Valença do Minho, Maio de 1886, Porto, Typ. Occidental, 1886.
- Alvorada (A). Revista mensal literária e científica. Director proprietario, Joaquim de Azuaga. Vila Nova de Famalicão. Homenagem a Camilo Castelo Branco no dia do seu 61.º aniversário natalício, 16 de Março de 1887. Porto, Imp. Civilisação 1887. 12 pag. Com um retrato de Camilo (17c×14c) litografado, na primeira pagina, desenho feito por A. Silva, de um retrato da photographia Moderna.
- Nova alvorada. Revista mensal literária e científica. Vila Nova de Famalicão. Director J. J. de Sousa Fernandes, 1891, Typ. Minerva, de Gaspar Pinto de Sousa & Irmão. Famalicão. 16 pag.

- Homenagem da lusa independencia. A academia de Braga ás damas bracarenses. 1.º de Dezembro. Director, Albano Coelho. Porto, 1885, imp. Moderna. Número único, de 8 pag.
- 18 de Maio de 1884. A Manuel José Mendes Leite os seus amigos e admiradores - Aveiro, Imp. Aveirense. IV 44 pág. - Número único, publicado pela associação escolar de ensino livre, Lisboa, 3 de Dezembro de 1899. Minerva Peninsular, 8 pág. Não numeradas. Com o retrato (11c×9,5c) do Dr. Teófilo Braga.
- Palavra. Redactor principal, Luiz Gonçalves de Freitas. A Victor Hugo. 1802 1885. Lisboa Typ. Luso espanhola, 4 pág.
- Reacção (A). Publicação anti jesuítica. 1.° ano. 6 de Janeiro de 1901. N.º 8. - Numero comemorativo da entrada do século XX. Porto, Typ. Peninsular, 8 pag.

- Ilustração Universal. Portugal a Espanha. (Sem data e sem indicação da terra, nem da typgraphia). XV pag. Com 17 gravuras, desenhos originais.
- Philantropia. Publicação em favor das vítimas dos terramotos da Andaluzia. Oliveira de Azemeis, 20 de Março de 1885. Aveiro, imp. Aveirense, fornecedora de Sua Majestade a Rainha. 1885. 9 pág. Não numeradas.
- Guimarães Andaluzia. Publicação em beneficio das vítimas dos terramotos na Espanha, pela comissão de socorros vimaranenses, 14 de Fevereiro de 1885, Guimarães, Typ. do Comércio de Guimarães, 1885, 7 pág. não numeradas e 1 em branco.
- RELATÓRIO publicado acerca da 9.ª sessão do Congresso Internacional de Antropologia e de Arqueologia Pré-Históricas realizado em Lisboa, em Setembro de 1880, com o texto “Archéologie préhistorique dans la province de Minho”, por José Caldas, pág. 333 a 351.

- O Norte, Porto, 1900-1910;
- O Mundo, Lisboa, 1900-1936;
- Alma Nova, Mensário de Arte, Porto, 1903.
- A Montanha, Porto, 1911-1936;
- A Pátria, Porto, 1909-1911.


Publicou os seguintes títulos:
- Elegia. (A uma desgraçada.) ,imp. Portuguesa, Porto, 1884.
- Novo livro de leitura para as escolas primarias de Portugal e Brazil. (Ilustrado.), 3º ed, Editores Magalhães & Moniz. 1884. (Tem 45 gravuras intercaladas no texto.).
- Os Humildes, Porto, Livraria Chardron, Porto, 1900.
- Os Jesuítas e a sua influência na Actual Sociedade Portuguesa: Meio de a Conjurar, Livraria Chardron, Porto, 1901;

- História de um Fogo-Morto : (subsídios para uma história nacional) 1258-1848: Viana do Castelo (Fastos, Políticos e Militares) , Porto, Livraria Chardron, 1903;
- Margarida Pusterla. Romance por Cesar Cantu. Notas e Tradução de José Caldas, A. M. Teixeira Editores, Lisboa, 1904.
- Benigna Verba, França Amado Editor, Coimbra, 1907;
- Cartas de Um Vencido, Casa Editora José Bastos, Lisboa, s.d. [1911];

- Fora da Terra, Lisboa, Guimarães, 1911;
- A Corja Negra (Tosquia de um charlatão), Livraria Chardron, Porto, 1914;
- D. Frei Bartolomeu dos Mártires: profana verba, Coimbra Editora, Coimbra, s.d. [1922];
- História da Origem e Estabelecimento da Bula Cruzada em Portugal, Coimbra Editora, Coimbra, 1923;
- Vinte Cartas de Camilo Castelo Branco (1876-1885), Companhia Portuguesa Editora, Porto, 1923.

BIBLIOGRAFIA CONSULTADA:
ARAÚJO, António de, Jesuítas e Antijesuítas no Portugal Republlicano, Roma Editora, Lisboa, 2004.
FERREIRA, David, "Caldas, José", Dicionário de História de Portugal, Dir. Joel Serrão, vol. 1, Figueirinhas, Porto, 1992, 433.
LEMOS, Mário Matos e, Jornais Diários Portugueses do Século XX. Um Dicionário, Ariadne Editora/CEIS 20, Coimbra, 2006.
LISBOA, Eugénio (Coord.), Dicionário Cronológico de Autores Portugueses, vol. II, Publicações Europa-América, Lisboa, 1990.
SILVA, Inocêncio Francisco da, Dicionário Bibliográfico Português, Imprensa Nacional, Lisboa.

A.A.B.M.

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

JOSÉ CALDAS (PARTE I)


JOSÉ CALDAS (PARTE I)

Nasce em Viana do Castelo em 28 de Novembro de 1842, com o nome completo de José Ernesto de Sousa Caldas, filho de Jacinto José de Sousa Caldas e de Isabel Matilde Pereira Marinho. Fez a maior parte dos seus estudos particularmente, e, em 1861, foi nomeado amanuense da repartição da Fazenda de Viana do Castelo e promovido, em 1876, a aspirante de primeira classe.

Em 1877, foi convidado pelo arcebispo de Braga a escrever um estudo crítico e biográfico acerca do venerável D. Fr. Bartolomeu dos Mártires e da sociedade portuguesa do seu tempo, situação que lhe permitiria libertar-se um pouco da situação de miséria em que vivia com a sua família. Como no ano seguinte o arcebispo, D. João Crisóstomo de Amorim Pessoa, intima-o a publicar de imediato a parte da obra que estivesse pronta, ao que José Caldas recusa e envia cartas ao prelado e a Camilo Castelo Branco onde relata o abuso a que estava a ser sujeito. Entretanto, em 1879, regressa às suas funções burocráticas, mas consegue que Manuel Pinheiro Chagas, em sessão da Academia das Ciências de Lisboa apresentasse uma petição a solicitar o reconhecimento do trabalho por ele desenvolvido e lhe prestasse auxílio para o conseguir concluir.

Em 1880, a Academia deliberou a favor de José Caldas e convidou-o a apresentar em Lisboa, em pleno Congresso Antropológico uma comunicação que obteve grande reconhecimento junto dos intelectuais portugueses. A sua notoriedade facilitou-lhe a ascensão na hierarquia administrativa, conseguindo a elevação a inspector de Fazenda, posição em viria a aposentar-se.

Politicamente afirma-se republicano desde bastante cedo. Integrou mesmo a comissão consultiva do Directório eleito em 1897, em Coimbra.

Jornalista e escritor autodidacta, interessado pelos temas clássicos e pela história local. Poliglota, aprendeu várias línguas como o espanhol, francês, italiano, inglês, alemão, grego e latim. O conhecimento das línguas clássicas permitiram-lhe aprofundar investigações em arquivo, cruzando dados com as mais recentes obras da historiografia portuguesa e estrangeira. Porém, a sua obra é muito marcada pela parcialidade das suas posições, em particular pelo anticlericalismo. Era um crítico acérrimo da influência dos Jesuítas na sociedade portuguesa da época. No entanto, José Caldas, manifesta uma notável erudição e um espírito de curiosidade digno de menção, sobretudo se for tida em conta a realidade portuguesa da época.


[Em Continuação]

A.A.B.M.