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terça-feira, 7 de novembro de 2017

NOS 11 ANOS DO ALMANAQUE REPUBLICANO


Assinalou-se ontem, 6 de Novembro, os 11 anos de existência do blogue Almanaque Republicano, conforme se pode confirmar AQUI.

Foram 11 anos de publicações mais ou menos regulares, feitas por dois cidadãos livre e democratas que tinham um objectivo de fundo começar por relembrar alguns eventos, figuras e organizações que estiveram na génese da República em Portugal.

Demos e vamos continuar a dar o nosso contributo para se compreender o Portugal contemporâneo: os escritores, os jornalistas, os intelectuais que marcaram o nosso País entre os finais do século XIX e o início do século XX. Divulgamos centenas de lançamentos de livros, centenas de colóquios, conferências, esboçamos biografias, recomendamos dezenas de jornais que se encontram disponíveis online e chamamos a atenção para a sua importância enquanto fontes históricas.

Foram feitas 3177 publicações. 
O contador interno do blogger informa-nos que até hoje houve 1 177 680 visualizações de páginas.  No último mês tivemos 11 000 visualizações de páginas.
Recebemos até ao momento 585 comentários que estão publicados nos milhares de artigos publicados.
O artigo mais visitado foi "Os Homens que Realizaram o 25 de Abril", publicado AQUI, com mais de 5600 visitas.

Para quem está profissionalmente activo por vezes não é fácil sustentar e actualizar o blogue e para nós também não. Civicamente activos e envolvidos nos meios onde residimos procuramos, dentro do que nos é possível, colocar informação que nos parece útil e actualizada sobre os mais variados assuntos de temática histórica. 

Em comunicações científicas surgem algumas referências ao Almanaque Republicano que nos honram, como AQUI, em trabalhos científicos como AQUI, AQUI, AQUI, AQUI, AQUI ou AQUI só a título de exemplo.

O Almanaque Republicano continua a manter a sua actividade, divulgando, assinalando, evocando episódios e personalidades que foram caindo no esquecimento e que devemos relembrar. Por vezes a disponibilidade para actualizar o blogue não é muito grande mas, desde há alguns anos que, através da rede social Facebook, partilhamos e divulgamos em vários grupos, eventos e apontamentos sobre algumas personalidades, livros e temas que se correlacionam com as preocupações que manifestamos inicialmente.

Relembramos o texto que serviu de mote e apresentação ao blogue e que se mantém pleno de actualidade:

"O Almanaque Republicano é um álbum onde se vai perfilar uma geração sonhadora, generosa e messiânica, que é afinal o nosso costumado fadário, o nosso "eterno retorno". Da República de 1891 e da outra de 1910 há uma imensa viagem de encantos e desencantos, de "coisa esquecidas e mortas", um itinerário de bondade, pessimismo, ironia e sarcasmo. Há nele todo um movimento que "carecia de alma", como diria Pascoes. Essa Alma Republicana, seja ela qual for, será sempre essa jornada emotiva e social, espiritual e libertária, de encantos e desencantos vários, crença ou saudade do Encoberto, reformadora e socialista, liberal e popular, que da decadência à regeneração marcam para sempre o "espírito lusitano". A "Nova Era" redentora, quer fosse construída no cantar antiquíssimo da Renascença Portuguesa ou ressurgida pela demanda da Liberdade, Igualdade e Fraternidade, ou intencional na exaltação da luta pela emancipação das classes trabalhadoras e em redor do movimento operário e sindical, não deixa de ser, sem dúvida alguma, um dos momentos mais interessantes da história da sociedade portuguesa contemporânea. Afinal, "Ubi libertas, Ibi Patria".

Sitio de passagem e de euforias públicas, jornada de mil caminhos que o tempo percorreu, o Almanaque Republicano é um panfleto aberto e frontal da Alma Republicana. E será, doravante, o nosso "companheiro de trabalho".
 

Esperemos que assim continue por muitos e longos anos.

A.A.B.M.
J.M.M.

segunda-feira, 7 de novembro de 2016

X ANIVERSÁRIO DO ALMANAQUE REPUBLICANO



A alegria é a coisa mais séria da vida” [Almada]

O Almanaque Republicano é um mistério no seu próprio nome. Blog da Alma Portuguesa, memória sereníssima ou “velada d’armas" do ideário republicano, movimento de Saudade do Futuro & em recreação para ledores atentos e suspicazes, o Almanaque Republicano faz hoje 10 Anos.
Faz gosto lê-lo! Contra o derrotismo dos Antigos e dos Modernos fazemos a Obra (muy bem acabada) com o vagar dessa gesta antiquíssima que connosco habita. Admirável esta confraria de 2 caval(h)eiros prudentíssimos, que praticam conforme o estylo, sem amargura na Alma.

Sabe-se: o Almanaque Republicano tem assento em casa de varonis homens de bons costumes, de boa erudição e merecida estimação, que dão por bem empregada a leitura e a luz (Gracia Plena). Como Antonioni diremos: “já não temos ideias, apenas memória”. Por isso, apenas demoramos as mãos no passado pelo prazer da representação do presente. Qual Fénix de Portugal Prodigioso percorremos os valores (e as vozes) cívicos do antigo projecto republicano - quieto fogo da Res Publica – e dizemos bem alto Liberdade, Igualdade e Fraternidade. Raros predicados pátrios para saber bem navegar. Sentimentos saudosos, viagem sem fim.     
O Almanaque Republicano faz hoje 10 Anos no V. aconchego. Cumpre-nos caminhar outros mais e “não nos comprometemos senão connosco próprios”. No mais e até lá … sempre um derradeiro Vale!

Saúde, Paz e Fraternidade!

[traçado algures no Vale do Mondego … com Mar (e Amar) ao fundo]
José Manuel Martins [J.M.M.]
Artur Ângelo Barracosa Mendonça [A.A.B.M.]

domingo, 20 de dezembro de 2015

COIMBRA: ENCONTRO COM BOCAGE – NO SEU 250º ANIVERSÁRIO


COIMBRA: Encontro com Bocage – No seu 250º Aniversário;

DIA:
21 de Dezembro 2015 (18,00 horas);
LOCAL: Café Santa Cruz [Coimbra];

ORADOR: Daniel Pires (professor, investigador e diretor do Centro de Estudos Bocageanos);
ORGANIZAÇÃO: Pró-Associação 8 de Maio | apoio do Ateneu de Coimbra e a presença da editora INCM

► Apresentação do Livro:Bocage– A Imagem e o Verbo”, de Daniel Pires;

Poesia (lida por vários poetas e actores) | Música – “Ça Ira”, dirigida por Maestro Virgílio Caseiro e Rui Paulo ao piano.
 
 

Bocage a Imagem e o Verbo propõe-se dar a conhecer as linhas de força da poesia, da biografia e da receção de Bocage, através da revelação de algumas facetas desconhecidas deste complexo autor que a tradição se encarregou de transformar num mito. Para tanto contribui o abundante material iconográfico aqui reunido, e organizado em quatro grandes temas essenciais: a época, a vida, a poesia e a posteridade do poeta. 

Manuel Maria Barbosa du Bocage foi uma das mais complexas e notáveis figuras do Iluminismo em Portugal. Autor versátil de múltiplas formas de poesia, dramaturgo e tradutor rigoroso, Bocage entrou em colisão declarada com a estética literária estabelecida, com a moral mais conservadora e com a hipocrisia dos costumes, tendo sido particularmente reconhecido e apreciado entre as classes letradas do seu tempo.

Se, por um lado, semeou inúmeros conflitos, por outro, alcançou ampla simpatia junto dos leitores seus contemporâneos. Gozando de grande popularidade em quase todos os meios sociais, Bocage foi repetidamente invocado na literatura, nas artes plásticas, na música, no cinema, no teatro e até na publicidade. A sua escrita irreverente e as contundentes intervenções públicas tornaram-no uma referência para várias gerações de portugueses.

As Comemorações dos 250 Anos do Nascimento de Bocage, que decorrem em Setúbal entre setembro de 2015 e setembro de 2016, constituem o enquadramento ideal para o surgimento desta belíssima obra da responsabilidade do investigador bocageano Daniel Pires, que é também presidente da direção do Centro de Estudos Bocageanos e membro da comissão científica das comemorações" [AQUI]
 
J.M.M.

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

NO 8º ANIVERSÁRIO DO ALMANAQUE REPUBLICANO


Quando dois amigos dos livros, que a vida profissional tinha procurado afastar, criam a ideia de criar um espaço que os mantenha em contacto para falarem dos temas, dos autores e dos livros antigos. Depois de alguma troca de ideias, de sugestões que foram abandonadas acabamos por escolher o nome para um blogue que devia procurar na “alma republicana”, porque era e continua a ser um assunto que nos apaixona, cujo centenário se avizinhava e porque podíamos trazer novos contributos.

Escolhemos o nome Almanaque, como repositório das informações que vindas do passado se reactualizam e reutilizam em dados momentos, recordando efemérides, personalidades e eventos históricos, dando particular ênfase à fase da propaganda republicana. Os almanaques são obras de conhecimento úteis e o blogue que queríamos fundar também o pretendia ser e pensamos que o conseguimos ser.

Republicano, porque nos assumimos republicanos, tomando a forma de governo escolhida pelo povo, portanto democratas e homens livres, racionais e defensores da critica fundamentada e fundada em alicerces que consideramos seguros. Assumindo que não iríamos entrar em polémicas inúteis, porque optamos por não abordar muito a situação política contemporânea, muitas vezes feita de muitos faits-divers e sem grande interesse, porque reconhecemos a saturação e o desinteresse que muitos debates provocam.

Ao longo do tempo o blogue conheceu alterações e inovações, como foi o caso bastante útil das etiquetas que colocamos lateralmente (lado direito), por ordem alfabética. Por outro lado, os contadores para se ter uma ideia das visitas, foram sendo alterados e optamos por colocar três diferentes, que nos dão informações um pouco diferentes uns dos outros e que nos dão leituras diferentes entre si. Aliou-se depois a utilização das redes sociais com o twiter e o facebook onde se replicam as publicações que se vão fazendo.

Ao longo destes oito anos, desde 6 de Novembro de 2006, publicaram-se 2675 mensagens, receberam-se e publicaram-se 539 comentários. As três mensagens mais vistas pelos nossos visitantes foram:
1º - Machado dos Santos: O Intransigente da República, com 2202 visualizações de página e foi publicada em 13 de Novembro de 2013;
2º - As [Nossas] três escolhas, com 1374 visualizações e foi publicada em 4 de Janeiro de 2008;

3º - Leilão de Livros do Palácio do Correio Velho, com 1213 visualizações e foi publicada em 26 de Novembro de 2010.

Os contadores informam-nos do seguinte:  Visitas
Sitemeter:
Total
385,612
  

  
Average Per Day
143
  
  
Average Visit Length
1:31
  
  
Last Hour
11
  
  
Today
113
  
  
This Week
1,001




Extreme Tracking
visitas – 340 642

Histats:
Visitas: 472 370
Visualizações: 714 430

Blogger: contador interno
Visualizações: 648 130

Em média visitam este espaço mais de 150 pessoas diariamente, dessas 30 são seguidores, não sendo muitas dão um número muito significativos de visualizações de páginas, a rondar já as 700 000, dependendo dos contadores utilizados.

As dez etiquetas mais utilizadas referem os assuntos mais abordados ao longo do tempo:
Biografias – 233
Maçonaria - 191
Centenário da República - 172
Conferência - 172
Coimbra - 133
Biobibliografia – 87
Bibliografia- 84
Revistas - 80
1ª Guerra Mundial - 74
António Ventura – 55

Nos últimos anos temos dedicado especial atenção aos autores portugueses que deixaram memórias da sua participação na 1ª Grande Guerra, que vamos continuar a biografar, bem como algumas das novidades bibliográficas que vão chegando ao nosso conhecimento. Além disso, vamos relembrando algumas das figuras da propaganda republicana e que hoje já se encontram algo esquecidas e que vamos recuperar ao baú das memórias para conhecimento no presente.

Um aspecto que não podemos deixar de referir é o número de dissertações de mestrado e doutoramento, artigos científicos e obras de divulgação onde se tem utilizado referências ao Almanaque Repúblicano e já são várias como se pode ver AQUI, AQUI, AQUI ou AQUI (Brasil), só como exemplos ilustrativos, porque existem mais, onde se reconhece a qualidade de alguns dos elementos que constam neste nosso espaço.

A todos os que nos têm acompanhado e estimulado ao longo destes anos, pelas mensagens que nos enviam, pela leitura atenta e critica que fazem, pelas recomendações que nos fazem chegar, o nosso muito obrigado.

Saúde e Fraternidade

A.A.B.M. (Artur Barracosa Mendonça)
J.M.M. (José Manuel Martins)

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

ANIVERSÁRIO DO ALMANAQUE REPUBLICANO - 8 ANOS DE ENCANTAMENTOS


"A República é, no estado, liberdade; nas consciências, moralidade; na industria, produção; no trabalho, segurança; na nação, força e independência. Para todos, riqueza; para todos, igualdade; para todos, luz." [Antero de Quental]
Fraternalmente, o sopro da Grande Alma Republicana, encanto da nossa viagem, valeu-nos estes venturosos VIII anos na V. companhia. Antes disso já o timbre desse antiquíssimo cantar da res publica se ouvia ao longe, pois língua de mar e amar a Pátria, abraçando o “fundo dos tempos ou luzeiro de soidade”. Dessa geração messiânica, muitos o souberam antes (e bem) cantar. Nós seguimos-lhes o rasto, em contentamento e esperança! Corações ao alto.

Na nossa assinalada memória invocámos mundos visíveis e invisíveis, eterno retorno dos Cavaleiros do Amor; percorremos (sempre) ideários de homens e mulheres que nos alumiaram e emanciparam a alma; perseguimos itinerários e factos, mistérios antigos, em demanda de paixão profana. Sempre em bom porto, sempre em V. companhia. Estamos e continuamos por cá – em “velada de armas”.

Nestes “dias de chumbo”, paisagem (ou quimera) crescentemente imunda, determinada paroquialmente pela reinação neoliberal, não nos vergamos nem nos resignamos. Exaltamos a liberdade e “contra a corrente subimos os rios à procura do lugar onde os sonhos nascem … onde o sonho sobe” [Eduardo Guerra Carneiro].
 
A Vós leitores & amigos, a nossa mais sincera estima e gratidão.
 
Saúde e Fraternidade!
 
José Manuel Martins (J.M.M.)
Artur Barracosa Mendonça (A.A.B.M.)

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

III CONGRESSO DA OPOSIÇÃO DEMOCRÁTICA DE AVEIRO (1973-2013)

No próximo sábado, 7 de Dezembro de 2013, realiza-se a cerimónia comemorativa dos 40º aniversário do III Congresso da Oposição Democrática de Aveiro (1973-2013), com um conjunto de iniciativas com alguns dos participantes, historiadores e políticos.

O encontro realiza-se na Universidade de Aveiro a partir das 9 horas da manhã.

O programa conta com a participação de Vítor Dias, José Tengarrinha, Pedro Coelho, Fernando Rosas, José Pacheco Pereira, Luís Reis Torgal e Luísa Tiago de Oliveira, Rui Tavares, Pedro Adão e Silva, Manuel Carvalho da Silva, Frei Bento Domingues, Tatiana Moutinho, Flávio Sardo e Neto Brandão.

O programa completo pode ser consultado AQUI.

Um evento cuja memória viva ainda existe, onde a História já tem dado alguns contributos, mas essencialmente, foi o impulso para derrubar o Estado Novo.

Porque por aqui nos preocupamos com a preservação da memória...

Uma iniciativa que se recomenda a todos os que se interessam pela temática. 

A.A.B.M.

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

VII ANIVERSÁRIO DO ALMANAQUE REPUBLICANO


 "Alma! Eis o que nos falta. Porque uma nação não é uma tenda, nem um orçamento uma bíblia". [Guerra Junqueiro]
Cumpre-nos hoje assinalar o nosso (e vosso) VII ANIVERSÁRIO. Desta (e vossa) tribuna memoramos a Grande Alma Republicana, viveza de outros rostos e outras discursividades, oração aos frescos e virtuosos itinerários d’antanho.

Com luzimento celebrámos a festa da Pátria, essa Alma Lusitana – nossa paixão e nosso antigo dever -, admirável e generosa, com o afecto à memória da res publica, trabalho legado e nunca acabado. Inventariámos recordações, exaltámos princípios – Liberdade, Igualdade e Fraternidade -, desafogámos prantos que o despotismo e as ditaduras atribularam, saudámos revoltas, evocámos insubmissões, combates, utopias. Estamos vivos!
Nos trágicos dias por que passa a nação, entrapados que estamos nesta vil agonia cacarejada por gente apátrida, medíocre e sem escrúpulos, caminhamos de fronte erguida, sem mácula, certos que a hora soará.

Até lá um forte, vivo e fraterno abraço republicano.

Viva a República!
Viva Portugal 
J.M.M.
A.A. B.M.

domingo, 6 de outubro de 2013

ALMOÇO REPUBLICANO DE COIMBRA - 5 DE OUTUBRO DE 2013

Hoje, juntaram-se em Coimbra, cerca de seis dezenas de cidadãos e cidadãs, de várias regiões do País, para assinalar o 5 de Outubro e comemorar a data da Implantação da República, organizada pelo Movimento Republicano 5 de Outubro.

Cerca das treze horas os convivas foram-se juntando. Sendo anfitriões iniciais o José Dias e a Anabela Monteiro que nos receberam  e procederam às apresentações iniciais de todos os presentes. Estavam, como seria de esperar, em maior número os residentes em Coimbra e arredores, mas havia também elementos que vieram de Mortágua, de Penacova, Arganil, Condeixa-a-Nova ou Figueira da Foz. Destacaram-se os elementos que vieram de mais longe como Sintra, Salvaterra de Magos ou outras localidades que se juntaram aos elementos do Movimento Republicano 5 de Outubro nesta jornada pela preservação da memória e evocação dos acontecimentos de 1910.

Depois de saborear a refeição que foi servida pelo Restaurante "Cantinho dos Reis" e, enquanto se saboreava o café e os digestivos, alguns dos presentes tomaram a palavra. Os convivas de forma tolerante e fraterna trocaram e emitiram opiniões sobre alguns aspectos que lhes aprouve, demonstrando a pluralidade de opiniões que existem entre os republicanos, que em alguns aspectos pensamos nós, podem ser sinais da nossa fragilidade para alguns ou, para outros, a nossa maior riqueza e capacidade de aceitação da diferença de opiniões.

Fernando Fava recordou a data, a importância dos feriados e a sua simbologia, dando particular enfoque ao de 5 de Outubro, mas lembrou a importância e a responsabilidade histórica das datas que se transformaram em feriados. O 5 de Outubro como festividade cívica, laica e de rememoração dos acontecimentos, lembrando a necessidade de avivar a memória, não só sobre a data, mas também e sobretudo para toda a simbologia que envolve a implantação da República. Termina com os vivas à República.

Segue-se no uso da palavra Carlos Esperança que relembra o papel dos heróis da Rotunda, de Machado Santos e dos seus homens, alerta para os perigos cada vez mais em voga de nos tornarmos um povo sem memória, porque não valoriza o seu passado. Recorda ainda o papel que desempenharam a Maçonaria e a Carbonária nos acontecimentos de há 103 anos. Defende que o regime republicano trouxe uma maior igualdade entre classes sociais porque terminou com os títulos nobiliárquicos e estabeleceu a ponte entre o 5 de Outubro de 1910 e o 25 de Abril de 1974, identificando algumas causas em comum, ou pelo menos algumas das ideias que podem aproximar ambos os acontecimentos. Lembra então, com emoção, a figura do amigo, do militar de Abril e de homem bom e justo que foi o general Augusto Monteiro Valente e o seu papel na luta pela concretização dos ideais de Abril. Advoga para o País um estado republicano, laico e democrático. Manifestando também a sua revolta e tristeza com a actual situação política e contra a falta de memória da maior parte dos nossos principais actores políticos. Por fim, verbaliza de forma decidida a maldição daqueles que atraiçoaram o 5 de Outubro e os seus objectivos, daqueles que traíram de forma deliberada e impune a memória de 1910.

De seguida, José Dias lembrou os trabalhos do Movimento Republicano 5 de Outubro nos próximos tempos e pelo menos até Outubro de 2014, evocando quatro momentos que vão ser assinalados, pelo menos projecta-se evocar o 31 de Janeiro, quadragésimo quinto aniversário da Crise Académica de 1969, que alguns dos presentes viveram de forma intensa, o quadragésimo aniversário do 25 de Abril e ainda as comemorações do Congresso Republicano de Aveiro, onde também alguns dos presentes estiveram envolvidos. Além disso, permita-se-nos também lembrar uma outra efeméride que se avizinha e que convém evocar, porque se assinala o Centenário do Congresso do Partido Republicano Português, realizado na Figueira da Foz, em Maio de 1914. O orador recordou anda e apelou para a importância de se participar nas comemorações do 25 de Abril, criando um movimento de cidadãos que percorra a região evoque e explique o 25 de Abril, que realce os valores e os factos que estavam em questão na altura da revolução que trouxe a Democracia depois de 48 anos de Ditadura. Salientou, nessa altura, o trabalho realizado pelos membros do movimento que participaram em 75 iniciativas aquando das comemorações do Centenário da República, com todas as dificuldades e carências que estas iniciativas cívicas transportam e pelo altruísmo que sobressai de quem as realiza.

Registaram-se também intervenções de Rosa Lopes Ribeiro, de Horta Pinto, Jorge Antunes, Marco da Raquel e de um cidadão de Sintra onde houve múltiplas referências ao momento actual da vida política portuguesa, ao aumento da pobreza, ao descrédito da classe política e também se referiu a ausência de algumas personalidades que seria esperado que estivessem presentes neste almoço e que se mostraram indiferentes ou mesmo indisponíveis para participar no mesmo.

Por fim, e aguardado por muitos, a intervenção de Amadeu Carvalho Homem. Começa por homenagear de forma emocionada dois amigos e dois democratas: Augusto Monteiro Valente e Alberto Vilaça. Com voz embargada de emoção recordou Monteiro Valente, que também integrou o Movimento Republicano 5 de Outubro, e na presença da viúva lembrou alguns dos traços da personalidade do militar. Lembrou também o advogado e militante comunista Alberto Vilaça que, sabendo das diferenças ideológicas entre ambos, o convidou para apresentar uma das suas obras. De seguida, parte para a análise dos acontecimentos de 1910, das suas causas e sobretudo do seu significado cultural, cívico e político. Lembrou a importância da memória colectiva de um povo, da sua História e do papel que desempenha na formação de uma Nação. Recorda os valores da Revolução Francesa e o seu papel na evolução histórica da Humanidade. Apela à participação de todos, mas também faz referências às ausências notadas, aos que seria suposto estarem presentes e não compareceram à chamada, no fundo, e reforçando a ideia de outros oradores, de se estar no papel do maratonista que sabe manter uma cadência, um ritmo, uma intervenção que se quer contínua e não somente episódica. Sublinha, pessoalmente, a sua fraca capacidade, mas reconhece que em conjunto com outros elementos, e outras vontades, é possível fazer um trabalho que pode ser importante de recuperação da memória, de participação cívica e de descoberta dos fundamentos da liberdade.

Foi uma jornada interessante, com algumas surpresas e imprevistos, onde notamos um trabalho de organização que nos merece elogios, onde se salientam os valores da Liberdade, Igualdade e Fraternidade, como pilares de formação de muitos dos presentes. Mostra como com poucos meios, boas vontades e espírito de maratonista se pode pegar numa ideia, fazê-la ganhar forma e transforma-la em realidade. Certamente que ainda não terá correspondido às expectativas que alguns ambicionariam, mas mostra que há um caminho que está a ser percorrido, que no pluralismo das ideias existem pontos que comuns que tornam a IDEIA, num projecto que pode ser concretizado e, a nosso ver mais forte. A LIBERDADE na sua dimensão mais ampla e a capacidade realizadora do Homem podem e devem produzir transformações na vida em comunidade e, por consequência, na vida política.

Uma iniciativa que se saúda e que esperemos que se alargue a outros pontos do País, pode ser um exemplo positivo para outros núcleos e movimentos que existem que continuam, apesar de já não ser feriado nacional a assinalar a data e a lembrar o que foi, porque foi feita e por quem foi feita a REPÚBLICA.

VIVA A LIBERDADE! 
VIVA A REPÚBLICA! 
VIVA PORTUGAL!

A.A.B.M.




terça-feira, 29 de janeiro de 2013

20º ANIVERSÁRIO DA BIBLIOTECA-MUSEU REPÚBLICA E RESISTÊNCIA

Assinala-se no próximo dia 31 de Janeiro o 20º Aniversário da Biblioteca-Museu República e Resistência (Espaço Grandella).

O evento conta com a participação do Prof. António Ventura, que vai proferir uma conferência intitulada O Significado do 31 de Janeiro de 1891, pelas 21 horas.

O programa completo da festividade pode ser consultado acima.

Com os votos de muitos sucessos.

A.A.B.M.

terça-feira, 6 de novembro de 2012

6º ANIVERSÁRIO DO ALMANAQUE REPUBLICANO



No momento em que o AlmanaqueRepublicano alcança o seu sexto aniversário fazemos, e em jeito de balanço, foram colocados 2006 mensagens desde 2006, quando iniciamos esta aventura pelo mundo virtual. Ao longo deste período registaram-se no blogue 260 350 visitas e 438 700 visualizações de páginas, segundo o contador mais antigo que utilizamos. A média atualmente é de 173 visitas diárias que permanecem ligados ao blogue cerca de 1.26 min.

Estão registados 468 comentários feitos pelos nossos ledores do blogue, verifica-se que as cinco mensagens mais vistas foram por esta ordem: As três escolas de 2007 (1307); As caricaturas da I República (601); Gomes Freire de Andrade (592); Centenário da República em Miranda do Corvo (531); e Busto da República (424).

Os temas abordados estão sujeitos a uma etiqueta de entrada para se saber a temática que abordam. Assim, as dez etiquetas mais utilizadas são: Livros (208); Biografia (196); Maçonaria (117); Coimbra (113); Colóquios (108); Conferência (96); Exposição (82); Bibliografia (81); Comemorações da República (76); Periódicos (73)


Tal como nos comprometemos no quinto aniversário, iniciámos um conjunto de recolhas biográficas de autores, que deixaram livros sobre a participação de Portugal na I Guerra Mundial. Além disso vamos passar a dedicar alguma atenção ao movimento anarquista em Portugal nos finais do século XIX e início do século XX.

A.A.B.M.
J.M.M.

sexta-feira, 16 de março de 2012

80º ANIVERSÁRIO DO PROF. JOSÉ MANUEL TENGARRINHA


O Almanaque Republicano já tem vindo a divulgar no Facebook esta a iniciativa de comemorar o 80º Aniversário do Prof. José Tengarrinha. Aqui ficam algumas informações úteis da comissão organizadora para todos os potenciais interessados.

INFORMAÇÕES ÚTEIS PARA OS INTERESSADOS:

1. O almoço realiza-se, sábado 14 de Abril, no Restaurante Espaço Tejo no Centro de Congressos de Lisboa, na Junqueira, entre as 12.30/13.00 e as 16.00 h.

2. O preço por pessoa é 29 euros e será pago à entrada. O almoço inclui: uma entrada, um prato de carne ou de peixe, um doce, uma fruta, vinhos brancos e tintos, cerveja, café.

3. José Tengarrinha recebeu em sua casa, no passado dia 10, uma parte do grupo organizador desta iniciativa, que lhe foi dar conhecimento do almoço e entregar a lista dos 180 nomes que, então, integravam já a Comissão Promotora. Recebeu a notícia com total surpresa e com profunda emoção.

4. O grupo organizador, ouvido José Tengarrinha, decidiu convidar dois dos seus amigos para usarem da palavra durante o almoço - aqueles que, de entre os nomes sugeridos, recolheram a opinião unânime, por serem grandes conhecedores do seu percurso como cidadão, nas vertentes fundamentais da sua intervenção: cívica/política e académica/de investigação. O almoço encerrará com umas palavras do aniversariante.

5. A Comissão Promotora tem vindo a adquirir o sentido de informal homenagem a José Tengarrinha, continuando a alargar-se para além do número previsto - por vontade expressa de algumas pessoas, amigos uns, e outros, grandes admiradores do cidadão – e integra já cerca de 220 pessoas (em anexo). Porém, a sua constituição terá, em breve, de ser encerrada para que se possa dar conhecimento dela à Comunicação social.

Apelamos a todos os amigos para que:

- se inscrevam no almoço, lembrando outros amigos e, particularmente, jovens, dando a esta iniciativa o impulso que ela merece (oitentatengarrinha@gmail.com e t: 218121219 )
- contribuam para tornar este dia um memorável momento na vida de José Tengarrinha;
- façam desse encontro de Abril uma festa de todos, em clima de alegria e de esperança.

Um abraço
Helena Pato (do grupo organizador)


Com os votos do maior sucesso para a iniciativa.

A.A.B.M.

domingo, 6 de novembro de 2011

5º ANIVERSÁRIO DO ALMANAQUE REPUBLICANO


Trilhados que foram 5 anos de trabalho, o Almanaque Republicano, continua na sua senda de descobrir, clarificar e desenvolver algum trabalho em prol da ideia de Res Publica, sobretudo na sua dimensão histórico-cultural.

A alma republicana não pode ser baseada em conjunturas e pessoas efémeras, procura reforçar o papel das ideias duradouras e daqueles que souberam e sabem construir políticas sérias, que afirmam valores perenes, salvaguardam e promovem a cidadania ativa, para um futuro que se quer melhor.

Neste devir constante do tempo, ultrapassamos recentemente os 200 000 visitantes e atingimos 335 000 visualizações de páginas, segundo o contador que usamos desde o início. Noutros a contabilização até nos é mais favorável.

Publicamos ao longo deste tempo 1644 artigos. Desses 177 dedicados a biografias, 166 sobre livros, divulgamos 97 colóquios, 80 sobre a Maçonaria, 73 sobre periódicos, 70 exposições, 68 conferências, 43 artigos de efemérides, outros tantos sobre revistas, bem como sobre imprensa republicana, 33 sobre o Estado Novo, 24 sobre congressos, 20 In Memoriam entre muitos outros assuntos.

Temos conhecimento de que o trabalho desenvolvido é acompanhado com algum interesse. Embora muitas vezes não citando, encontramos referências a aspetos que temos desenvolvido neste nosso espaço, que visa ser de alguma utilidade a todos os interessados. Mesmo a nível universitário, encontramos muitos visitantes, alguns acompanham o nosso esforço de divulgação do que se vai fazendo ao nível da historiografia contemporânea de Portugal e, com particular incidência, no período da República.

Nos tempos mais recentes, cerca de dois anos, passamos também a utilizar a nossa página no Facebook, onde se divulgam, por vezes, com maior celeridade alguns eventos. No entanto, os trabalhos de fundo, mais extensos, são sempre através deste espaço de livre acesso e consulta por todos.

Novos projetos nos aguardam nos próximos tempos. Dentro em breve iniciaremos a abordagem de Portugal na I Guerra Mundial, lembrando alguns dos protagonistas mais ou menos conhecidos, dos memorialistas que escreveram sobre o período de 1916-1918 e dos eventos associados a esta efeméride.

As disponibilidades dos fautores deste projeto são limitadas, mas ainda mantêm a vontade de erguer este projeto e continuar com um trabalho que muitos poderão considerar em vão, porque não se retira qualquer tipo de lucro, apenas algum prazer.
Esperamos somente que este prazer continue a ser acompanhado por alguns amigos neste percurso, por vezes tão solitário e pouco reconhecido.

A todos bem-haja pela visita.

Saúde e Fraternidade!
A.A.B.M.
J.M.M.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

ALMANAQUE REPUBLICANO - 3º ANIVERSÁRIO


O Almanaque Republicano cumpre hoje o seu terceiro aniversário.

Ao longo destes três anos publicaram-se 878 mensagens.
O contador que utilizamos desde o início, apesar de ser menos benévolo nas suas contagens assinala até ao momento 73 560 visitas, que se traduz em 108 665 páginas visistadas. Em média por dia visitam este nosso espaço 104 visitas diárias.

Ao longo deste último ano, o Almanaque Republicano passou a integrar as redes sociais como o Twitter e, mais recentemente o Facebook, onde a rede de amigos tem crescido continuamente e esperemos que continue a alargar-se.

Quanto ao trabalho realizado, podem consultar-se na barra lateral as 644 etiquetas diferentes que foram utilizadas até agora. Sendo que as 10 entradas mais utilizadas são:

1º - biografia, 110;
2º - bibliografia, 60;
3º - Coimbra, 52;
4º - livros, 51;
5º - colóquios, 43/periódicos, 43;
6º - efemérides, 39;
7º - regicídio, 35;
8º - questão académica, 32;
9º - maçonaria, 27;
10 - imprensa republicana, 24;

Curiosamente, e se calhar não por acaso, se analisarmos a questão das etiquetas revelam-se os interesses dos autores deste nosso espaço.

Não podemos também deixar de referir algumas achegas, contributos e estímulos que nos vão chegando pelas mais variadas formas. Nesta altura, não podemos esquecer cinco personalidades que já nos contactaram e que nos forneceram algumas pistas, facultaram dados ou simplesmente nos apoiaram neste nosso percurso na permanente demanda de novos elementos sobre a implantação da República: António Ventura; Ernesto Castro Leal; Fernando Catroga; Luís Bigotte Chorão e Manuel Sá Marques.

Chamamos também a atenção dos nosso estimados ledores para a plêiade de blogues que nos acompanham nestas lides (por exemplo: Bernardino Machado ; Republica100anos ou os Caminhos da Memória) e que podiam ser em maior número se houvesse maior número de pessoas empenhadas.

A todos os que nos têm acompanhado e aos que habitualmente nos visitam só podemos dizer:

VIVA PORTUGAL

VIVA A REPÚBLICA.

Saúde e Fraternidade.

A.A.B.M.
J.M.M.

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

ALMANAQUE REPUBLICANO ... DOIS ANOS DEPOIS ...


DOIS ANOS DEPOIS...

Assinalando o segundo aniversário, o Almanaque Republicano revigora-se e encontra forças para continuar na sua caminhada rumo ao Centenário da República.

Num período de crises, em que o mundo gira em torno de ideias efémeras, nós procuramos aquilo que é perene, que se mantém, que se transforma e evolui. Mas sem abdicar de princípios orientadores que nos conduzem: o gosto pela História de Portugal e, em especial, a pesquisa sobre a História da República em Portugal. Durante o ano agora concluído dedicámos alguma da nossa atenção à divulgação de eventos ligados à história, pelos vários recantos do País, e que chegaram ao nosso conhecimento; recordámos alguns factos; evocámos personalidades que fazem parte do nosso imaginário republicano; analisámos e divulgámos algumas obras historiográficas que se vão publicando; iniciámos a elaboração de uma listagem dos periódicos republicanos pelos diferentes distritos (que nos propomos continuar de acordo com as nossas parcas disponibilidades de tempo); analisámos o papel de algumas figuras marcantes na história de todos nós; reconstruímos biografias; entre outras tarefas.

Chegaram-nos alguns ecos positivos sobre o nosso trabalho. Os nossos estimados leitores fizeram-nos chegar alguns dos seus comentários e contributos que muito apreciamos. Também nos chegaram as críticas, que lemos com atenção e reflectimos sobre a sua importância no nosso humilde espaço interactivo.

As audiências, tendo por base o mesmo medidor que no ano anterior informa-nos que esta cresceu substancialmente: passamos de 18880 para 42 372 visitas; foram pesquisadas no ano anterior 26 918 páginas e neste ano atingimos às 59 763. Em média contactam-nos diariamanente 91 visitantes que por dia pesquisam 124 páginas. Linkaram-nos 60 blogs e sem contabilizarmos algumas páginas institucionais.

Dois anos passaram! A todos os que habitualmente nos visitam, o nosso agradecimento, porque reforçam o nosso ensejo de continuaramos a recuperar a nossa memória histórica colectiva, a nossa alma nacional. Propomo-nos continuar as nossas actividades histórico-culturais num momento extremamente difícil das nossas vidas profissionais, onde o tempo é dispendido em reuniões e tarefas, muitas vezes infrutíferas, onde os conteúdos científicos são completamente desvalorizados, num processo burocrático que se tornou monstruoso. Mas mesmo nestas condições, em "horas impróprias para consumo" e algumas vezes retiradas ao convívio familiar, aqui estamos com muito gosto, numa agradável tertúlia que se prolonga, muitas vezes, pela madrugada fora. Por tudo isso e pelo que nos falta cumprir, dizemos: presente. Vale!

A todos o nosso bem-haja.

Viva Portugal!
Viva a República!

A.A.B.M.
J.M.M.

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

DA ETIQUETA [G-Z]


Da Etiqueta [G – Z]

Gilberto Rola * Ginga Tchen * Gomes da Costa * Gomes Leal * Governo * Grémio Lusitano * Greve 1907 * Greves * Grupo de Madrid * Guerra Junqueiro * Guerra Peninsular * Heliodoro Salgado * Hemeroteca Municipal de Lisboa * Henrique Nogueira * Herlander Ribeiro * Hitler * Homem Christo * Iconografia * III Republica * Ilustração Portuguesa * Imparcial * Implantação da República * Imprensa Republicana * Indústria * Institutos * Integralismo * ISCSP * Jaime Cortesão * Jaime de Morais * João Camossa * João Chagas * João Franco * João Menezes * Jornal A Capital * Jornal Diário Lisboa * Jornal O Comunista * Jornal Portimão * Jornal Público * Jornal República * Jornalistas * José Adelino Maltez * José Afonso * José Benevides * José Eugénio Ferreira * Judaica * Julho * Lentes * Leão de Oliveira * Lima de Freitas * Lisboa * Livrarias * Livros * Locomotiva * Loja Fraternidade * Lopes de Almeida * Luz de Almeida * M. Cesariny Vasconcelos * Machado Santos * Magalhães Lima * Major Severino * Manifestos * Manuel de Arriaga * Manuel Rodrigues * Marcelo Caetano * Mário Monteiro * Maçonaria * Melhores Livros * Memórias * Mendes Cabeçadas * Mendes dos Remédios * Miguel António Dias * Miguel Baptista Pereira * Miguel Bombarda * Monárquicos * Moreira de Almeida * MUD * MUNAF * Museu Bernardino Machado * Museu da República * Museus * Mussolini * Mário Figueiredo * Mário Soares * Nacional-Sindicalismo * Neves Anacleto * Norton de Matos * Nota de Abertura * Novidades * O Badalo * O Domingo Ilustrado * O Espectro de Juvenal * O Mundo * O Mundo Legal e Judiciário * O Português * O Povo de Aveiro * O Século * O Tempo e o Modo * Oliveira Marques * Oliveira Marreca * Oliveira Martins * Oliveira Pio * Oliveira Salazar * Ordem Nova * Os Budas * Óscar Carmona * Parlamento * Passos e Sousa * Passos Ponte * PCP * Pechão * Pedagogia * Periódicos * Petição * Pinto Quartin * Portalegre * Porto * Portugal na CEE * Portugal na Guerra * Postal * Presos Políticos * Programa * Questão Académica * Rafael Bordalo Pinheiro * Ramada Curto * Raul Brandão * Raul Proença * Rebelo da Silva * Regicídio * Reitor * República * Resistência Republicana * Reviralhismo * Revista Estudos do Século XX * Revista História * Revolta * Revolução * Revolução e Democracia * Rocha Martins * Rodrigues Miguéis * Rolão Preto * Rui d’Espinay * Salgueiro Maia * Santos Viegas * Sarmento Pimentel * Seara Nova * Seixas da Costa * Silva Pinto * Sousa Brandão * Sousa Dias * Stuart Mill * Surrealismo * Teixeira Bastos * Tertúlia * Teófilo Braga * Torre do Tombo * Tradição e Modernidade * Tribunal Plenário * Tricentenário de Camões * Trigueiros de Martel * Trindade Coelho * Ultimato Inglês * Universidade * União dos Republicanos Portugueses * União Nacional * UTL * V. Pulido Valente * Vasco da Gama Fernandes * Veríssmo de Almeida * Vértice * Vieira de Castro * Xavier de Paiva

Foto: biblioteca de S. Bento

DA ETIQUETA [A-F]


Da Etiqueta [A – F]

1880 * 25 de Abril * 28 de Maio 1926 * II Guerra Mundial * 31 de Janeiro * 5 de Outubro * A Choldra * A Lanterna * A Luz * A Monarquia * A Nação * A Paródia * A. Herculano * A. Monteiro Valente * Abranches Ferrão * Acúrsio da Neves * Adelino Gomes * Adelino da Palma Carlos * Administração Pública * Afonso Costa * Agatão Lança * Albano Coutinho * Alberto Carlos Lima * Alberto Xavier * Alcobaça * Alexandre Braga * Alfarrabistas * Alfredo da Cunha * Alfredo P. Gomes * Alfredo Pimenta * Algarve * Aliança Republicana e Socialista * Alice Samara * Alma Nova * Almanaque Republicano * Almanaques * Almocreve das Petas * Álvaro de Castro * Alves Correia * Alves da Veiga * Anarquismo * Aniversário * Antero de Quental * António Baeta * António José Almeida * António Maria Silva * António Sérgio * António Granjo * António Sérgio * António Ventura * APH * APHES * Aquilino Ribeiro * Aquilino Ribeiro Machado * Arlindo Vicente * Associações * Ateneu Comercial * Augusto Casimiro * Aurélio Ferreira * Aveiro * Azedo Gneco * Bandeira de Portugal * Bandeira Vermelha * Barros Bastos * Beja * Benoliel * Bento Gonçalves * Bernardino Machado * Bernardino Pereira Pinheiro * Bernardo de Passos * Bibliografia * Biblioteca Nacional * Bibliotecas * Biobibliografia * Biografia * Bissaya-Barreto * Borges Grainha * Braga * Bragança * Bulhão Pato * CADC * Cadernos Coloniais * Câmara Reys * Campos Lima * Cândido dos Reis * Capitães Abril * Carbonária * Cardeal Saraiva * Carlos Ferrão * Carlos Olavo * Carlos Paredes * Carrilho Videira * Cartaz * Cartofilia * Cecílio de Sousa * CEIS 20 * Censura * Centro Eleitoral Republicano * CEP * CEPP * Coimbra * Colóquio * Comício Republicano * Conferência * Conferências do Casino * Congresso * Constituição * Crise Académica 62 * Crises Académicas * Cunha Leal * Curso Livre * D. António Ferreira Gomes * D. Carlos * D. Manuel II * Da Cunha Dias * Damião Peres * David Neto * Deportados * Dia de Portugal * Digitalizados * Ditadura Militar * Diário Popular * Editoras * Editorial * Editorial Cosmos * Eduardo Burnay * Eduardo Frias * Efemérides * Eleições Presidenciais * Elias Garcia * Emídio Garcia * Estado Novo * Estevão de Vasconcelos * Ex-Libris * Exilados Políticos * Exposição * Famalicão * Faro * Fascismo * Felizardo Lima * Fernando Pessoa * Fernão Botto Machado * Ferroviários * Fevereiro de 1927 * Figueira da Foz * Filipe Viegas Aleixo * Flausino Torres * Fotografia * Francisco Martins Rodrigues * Francisco Pulido Valente * França Borges * Freire de Andrade

[a continuar]

terça-feira, 6 de novembro de 2007

UM ANO DEPOIS...


Este nosso modesto espaço assinalou hoje o seu primeiro ano de existência. Foi um ano de surpresas, de trabalho, de pesquisa e de divulgação de alguns aspectos e figuras da nossa História recente.

Durante este ano divulgamos acontecimentos, assinalamos efemérides, elaboramos biografias, dedicamos algum do nosso escasso tempo para estudar e conhecer um pouco mais melhor dados e factos já caídos no esquecimento. Defendemos a manutenção e a revitalização do papel da nossa memória histórica, em particular, dos episódios ligados à implantação da República. Como dissemos no nosso editorial e mantemos, "o Almanaque Republicano é um álbum onde se vai perfilar uma geração sonhadora, generosa e messiânica, que é afinal o nosso costumado fadário, o nosso "eterno retorno", foi isso que nos comprometemos e procuramos cumprir ao longo de um ano.

Recebemos e continuamos a receber alguns estímulos pelo trabalho empreendido. Será trabalho inglório dirão muitos, mas é um trabalho feito por quem gosta da nossa História, dos nossos momentos de glória, mas também dos momentos de profundo desalento. Não estamos desanimados, porque no início não tinhamos grandes expectativas sobre a visibilidade desta temática. Não tocamos, em regra, assuntos no nosso quotidiano político ou sobre a notícia efémera que marca os nossos noticiários. Procuramos descobrir aquelas notícias que não são divulgadas pela imprensa ou pela televisão, mas não deixamos de estar atentos e intervir sempre que um assunto nos mereça mais cuidado. Vamos tentar manter a linha que traçamos com coerência, procurando aprofundar ou aprender novas temáticas e descobrir mais figuras.

Propomo-nos continuar a divulgar a História que se vai fazendo. Temos critérios que procuramos respeitar e que desejamos manter. Divulgaremos a bibliografia de História que vai aparecendo, em particular a que tem ligação com o assunto que escolhemos tratar, bem como as iniciativas que vão acontecendo um pouco pelo País, para mostrar a riqueza da nossa história e da importância de ela ser conhecida por todos. Por outro lado, vamos continuar a divulgar biografias de personalidades, escritores, jornalistas, poetas e políticos que estiveram na origem da implantação da República; continuar a divulgar efemérides; elaborar a listagem da imprensa republicana nos diferentes distritos; entre outros assuntos.

Aos 18880 leitores que visitaram o nosso sítio e pesquisaram 26918 páginas, aos 156 blogues que durante este ano nos linkaram, aos nossos cerca de 50 visitantes assíduos e aos nossos comentadores habituais o nosso bem haja.

Esperamos continuar por aqui, acompanhando o processo que conduziu à implantação da República em 1910, procurando divulgar e participar nas Comemorações do Centenário da Implantação da República.

Viva a República!
Viva Portugal!

A.A.B.M.
J.M.M.

PRIMEIRO ANIVERSÁRIO


Almanaque Republicano – Primeiro Aniversário

"Alma! Eis o que nos falta. Porque uma nação não é uma tenda, nem um orçamento uma bíblia". [Guerra Junqueiro]

Faz hoje um ano que lançámos o Almanaque Republicano. Exemplar único da Alma Republicana, na blogosfera indígena. Pouso de genuína "ascendência portucalensis". Lugar dum tempo de antiquíssima saudade, e que em boa hora retomámos em merecida ventura. Eis, passado um ano, o canto, a gesta e a demanda admirável de uma "geração sonhadora, generosa e messiânica", como aqui dissemos.

Depois, e regularmente, temos vindo a fazer espaço de reflexão, de invocação - sem mandas aos profanos mas em testemunho de gratidão -, de remanso espiritual. Mas, também, não evitámos "perturbar as almas" e "desorientar os espíritos”" [F. Pessoa], nessa viagem. O legado do antes e depois da re-volução ("movimento novo") será sempre - para nós - esse passo interior ou iluminante, fundo dos tempos ou luzeiro de soidade.

Na nossa incursão à Alma Republicana surge, por isso, um abraço humílimo, restaurado, ao antiquíssimo cantar do "espírito lusitano" que a tradição fez sorrir. Os "nossos antigos" [Antero] não morreram, mas ainda não estão. Por isso continuamos em "velada d'armas". O Édito dessa anunciação ainda é o rasto do nosso versejar. Ainda é o alento que rompe sombras, "pois não há sono no mundo" [F. Pessoa].

E por isso temos tenção de continuar. Entretanto um abraço.

J.M.M.
A.A.B.M.