Mostrar mensagens com a etiqueta Hemeroteca Municipal de Lisboa. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Hemeroteca Municipal de Lisboa. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 6 de dezembro de 2016

PORTUGALA ESPERANTISTO: ORGÃO DO MOVIMENTO ESPERANTISTA PORTUGUÊS



PORTUGALA ESPERANTISTO. Órgão mensal do Movimento Esperantista Português. Ano I, nº 1 (Janeiro de 1936) ao nº 8 (Agosto de 1936); Propriedade: L.E.S Nova Vojo, Liga dos Esperantistas Ocidentais e L.E.S. Antauen [no nº1]; Administração e Redacção: Rua Jardim do Regedor, nº5, 4 º, Lisboa; Editor: Joaquim Costa; Director: Manuel de Jesus Garcia; Impressão: Sociedade Industrial de Tipografia (Rua Almirante Pessanha, 5, Lisboa) [ao nº3, Tip. A Montanhesa (Rua Luz Soriano, 71, Lisboa]; Lisboa; 1936, 8 numrs

Colaboração: A. Couto, Afonso de Castro, Alsácia Fontes Machado, António Alves, Carvela Ribeiro, Costa Júnior, Jacinto Benavente, José Antunes, José Vicente Júnior, Júlio Baghy, Júlio Dantas, Justinho Carvalho, L. Beaufront, Lígia de Oliveira, Luzo Bemaldo, Manuel de Jesus Garcia, Mário Pedroso de Lima, Ramiro Farinha, Saldanha Carreira [importante impulsionador do esperantismo português], [Simões Raposo – entrevista].

Trata-se de um periódico esperantista (bilingue), que se dizia “órgão do movimento esperantista”, que se publicou em 1936, em Lisboa. Foram fundadores e proprietários três organismos esperantistas: a “L[aboristas] E[sperantistas] S[ocieto] Nova Vojo”, a “Liga dos Esperantistas Ocidentais” e a “L.E.S. Antauen”.
PORTUGALA ESPERANTISTO AQUI DIGITALIZADO
► «Esta "língua internacional auxiliar", cuja história remonta (também em Portugal) aos finais do século XIX, conhece um ressurgimento na década de 30 do século XX, e é nesse contexto que este jornal, bilingue, se apresenta em editorial: "Ao publicarmos o primeiro número (...), cumpre-nos dizer duas palavras sobre o seu aparecimento. É muito difícil, quási impossível, por nos faltarem elementos, determinar com precisão as causas do desenvolvimento do Esperanto no país, depois de 1931. Certo é que, dessa data em diante, as sociedades, as secções e cursos de Esperanto se multiplicaram de uma maneira assombrosa, não só na capital como na província, num ritmo com tendência a acelerar-se. Só em Lisboa, o número de esperantistas filiados nas organizações citadinas duplicou e, constatando êsse número salta logo à vista que, paralelamente, nada estava feito que pudesse unificar e coordenar os esforços de todos, dando-lhes consciência de uma finalidade a atingir."
Essa coordenação, lê-se no editorial do número seguinte, fazia parte da missão do Portugala Esperantisto, que se propunha como "instrumento de aproximação entre as sociedades esperantistas e consequentemente entre os esperantistas", com vista à futura constituição de uma entidade coordenadora, não um "organismo de carácter associativo ou federativo", antes uma "comissão que interrelacione os grupos".
Saiba mais na ficha histórica da publicação, por Rita Correia, aqui.
 
Em paralelo, disponibilizamos, aqui, a Grammatica da lingua internacional auxiliar Esperanto, editada no Porto em 1907, da autoria de José Augusto Proença e o Curso completo (elementar, médio e superior) de Esperanto, aqui, em 16 fascículos, editado pelo Portugala Instituto de Esperanto entre 1934 e 1935.
Para assinalar a disponibilização destes materiais, iremos realizar na Hemeroteca, amanhã, 7 de dezembro, pelas 17:30h, a sessão O Esperanto como veículo de paz e amizade entre os povos : do Portugala Esperantisto aos nossos dias. Rita Correia falará do passado do Esperanto e Miguel Boieiro, orador convidado, falará do seu presente e das perspetivas de futuro. Mais informações aqui» [via Hemeroteca]

J.M.M.

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

50 ANOS DA MORTE DE DELFIM SANTOS (1907-1966)



50 ANOS DA MORTE DE DELFIM SANTOS (1907-1966)

► “No ano em que se assinalam os 50 anos da morte de Delfim Santos (1907-1966), a Hemeroteca associa-se ao ciclo de iniciativas com o dossier digital DELFIM SANTOS NA IMPRENSA PERIÓDICA DE GRANDE CIRCULAÇÃO, que reúne colaboração do autor – professor, filósofo, pedagogo, ensaísta –, a partir das existências na coleção da Hemeroteca Municipal de Lisboa.

 Importa salientar que esta limitação temática impõe, à partida, excluir desta recolha uma parte muito substancial da colaboração de Delfim Santos em revistas e jornais especializados. E são várias dezenas os títulos em que publicou artigos e ensaios, desde que se estreou, com 18 anos, num efémero Diário de Sport, publicado no Porto: mencionem-se A Águia, a Princípio, a Presença, a Litoral, a Variante, a Revista de Portugal,... A lista exaustiva pode ser consultada em Delfiniana : o site de estudos sobre Delfim Santos, no separador Obra.

Longe de fragilizar o produto que se apresenta, esta opção permite revelar a faceta do dinamizador e promotor cultural, junto de um público indiferenciado. É também demonstrativa de um panorama em que a intelectualidade era ativamente convocada a participar, com textos de opinião, na comunicação social escrita, num processo de democratização da cultura, rompendo com a exclusividade de uma audiência de elites e dirigindo-se ao cidadão comum, interpelando-o, estimulando-o, numa tentativa de o elevar cultural e civicamente.
 
Consulte o dossier aqui.

J.M.M.

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

ARQUIVO GRÁFICO DA VIDA PORTUGUESA (1913-1918)



ARQUIVO GRÁFICO da vida portuguesa. [fascículo specimen] Ano I, nº 1 (1903) ao nº VI (1907); Administração e Redação: Travessa da Condessa do rio, 27, Lisboa; Impressão: Bertrand & Irmãos; 1933, 1+6 numrs

Trata-se de uma publicação póstuma (em fascículos e ilustrada) que, a partir do valioso espólio fotográfico de Joshua Benoliel (1873-1932) – “o mais aclamado fotógrafo do início do século XX, considerado por muitos o pai do foto-jornalismo português” - pretende apresentar a “história da vida nacional em todos os seus aspectos, de 1903 a 1918”. A publicação de Joshua Benoliel, que tem como mentor do projecto Rocha Martins, seu biógrafo em 1933 [“Os grandes objectivos duma objectiva célebre”, fasc. nº1], termina abruptamente (por “circunstâncias políticas da época” ou por “dificuldades económicas” – cf. Alexandre Pomar) no final do sexto fascículo, não cumprindo o seu plano inicial de seleccionar a sua colectânea de fotografias até ao ano de 1918.

Do plano inicial faziam parte textos/apontamentos/legendas - e além dos escritores/jornalistas que abaixo referimos - como os de Fernando de Sousa (“Nemo”), general Domingues de Oliveira, Bento Carqueja, Cristiano de Carvalho, Matos Sequeira, Norberto de Araújo, Joaquim Manso, Fidelino de Figueiredo, Albino Forjaz de Sampaio, Rogério Peres, Vasconcelos e Sá, Jorge de Faria, Augusto Pinto, Nobre Martins, Gomes Monteiro, Salazar Correia, Adelino Mendes, Carlos Rates, Manuel Joaquim de Sousa, Alfredo Marques, Costa Júnior, Ribeiro dos Reis.
Joshua Benoliel
 
Não deixa de ser curioso o “raminho” de jornalistas/escritores que (decerto) Rocha Martins escolheu para colaborar nesta homenagem a Joshua Benoliel, que vai de fundibulários monárquicos, integralistas, sindicalistas anarquistas, a aderentes do Estado Novo.  

De facto, alguns dos artigos são muito curiosos: “O que será o Arquivo Fotográfico” (nº specimen), “Os Grandes Objectivos duma Objectiva Celebre” (nº1, Rocha Martins), “O Movimento Operário em Portugal” (ao fasc.nº3, de Ramada Curto), “Procissões” (nº3, pelo padre Miguel de Oliveira), “Reinado de D. Carlos é a base onde assenta o moderno exército português” (fasc.nº4 e ss, com a pena do monárquico e conspirador contra a República, Eurico Satúrio Pires), “A revolta do cruzador D. Carlos”, 8 de Abril de 1906 (6º fasc.), “Os Intransigentes de 1907” (6º fasc., por Mário Monteiro, ex-intransigente da greve de 1907 e violentamente anti-republicano).
Colaboração: Mário Monteiro [aliás, Fortunato Maria Monteiro de Figueiredo, 1885-X; personagem violentamente anti-republicana; participou na Greve de 1907, em Coimbra; advogado, dirigiu o semanário “A Alvorada”, esteve implicado na insurreição militar de 27 de Abril de 1913, razão por que se hominizou no Brasil, perorando em várias conferências monárquicas (curiosamente com Homem Cristo, também ele em fuga no Brasil), regressando por breve tempo a Portugal, tendo regressado ao Brasil, onde se radicou, não sem uma vida complicada, acusado e levado por diversas vezes a tribunal. Mário Monteiro é, de facto, um estranho individuo, desde a publicação (em Coimbra, 1904), dos seus panfletos “Pavões”], Joshua Benoliel (1873-1932), (padre) Miguel A.[Augusto] de Oliveira (1897-1968), Ramada Curto (1886-1961), Rocha Martins (1879-1952), [Eurico] Satúrio Pires (1881-1952).

Arquivo Gráfico da Vida Portuguesa AQUI digitalizado.

J.M.M.

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

AS NOTÍCIAS DOS “NOSSOS BRAVOS SOLDADOS” . A PARTICIPAÇÃO DE PORTUGAL NA I GUERRA MUNDIAL E O JORNALISMO (1914-1918).

A Câmara Municipal de Lisboa, no âmbito das evocações por ocasião do Centenário da I Guerra Mundial, realiza o seminário acima indicado no dia 16 de Outubro de 2014. Este evento resulta de uma parceria entre a Hemeroteca Municipal de Lisboa e o Centro de Investigação Média e Jornalismo, da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, da Universidade Nova de Lisboa.

O seminário vai realizar-se na Sala do Arquivo dos Paços do Concelho.

Pode ler-se na nota de divulgação do seminário:

A I Guerra Mundial foi uma prova de fogo para o jornalismo português, “até então praticamente dependente do fluxo de notícias dos jornais estrangeiros e das agências internacionais como a Havas e a Reuters”. Cem anos depois, apercebemos que tal prova foi superada, aparentemente: os principais jornais portugueses enviaram repórteres para fazer a cobertura noticiosa da guerra e, desta forma, pela primeira vez jornalistas portugueses cobriram um conflito bélico no terreno. A guerra deixava de ser um “território virgem” e “uma coisa abstrata” para o jornalismo nacional, ainda que a circulação de notícias fosse fortemente controlada pelos beligerantes. 
Com efeito, os repórteres eram sempre acompanhados de militares, que faziam de guias, intérpretes e sobretudo de censores, com incursões restringidas às zonas de retaguarda. A juntar a isto, temos a censura militar, instituída pela I República na Lei de 28 de Março de 1916, excluindo do noticiário qualquer dado considerado estratégico ou qualquer informação que pudesse “abalar o moral das tropas”. “Esta guerra é uma guerra do silêncio”, desabafava o jornalista Adelino Mendes numa das reportagens enviadas da Flandres para o jornal A Capital, em 1917. (...)

(..) Enfim, motivos de sobra para uma revisitação histórica e sociológica da cobertura noticiosa e iconográfica da participação de Portugal na I Guerra Mundial, em África e na Europa, nas suas diferentes representações e discursos jornalísticos. Inscreva-se e fique a saber mais sobre a guerra e o jornalismo em Portugal nos conturbados anos de 1914 a 1918.
O seminário conta com a presença de mais de uma dezena de especialistas e tem por objetivo uma revisitação histórica e sociológica da cobertura noticiosa e iconográfica da participação de Portugal na I Guerra Mundial, em África e na Europa, nas suas diferentes representações e discursos jornalísticos.

O programa do seminário é o seguinte:
16 de Outubro de 2014 (9H.30M às 19H)
PROGRAMA
9H30M – Receção aos participantes
9H45M – Sessão de Abertura: Intervenção do Senhor Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Dr. António Costa, e da Senhora Presidente do Centro de Investigação Media e Jornalismo, Professora Dr.ª Estrela Serrano

10H – Palestra Inaugural: A Participação de Portugal na I Guerra Mundial e o Jornalismo (1914-1918), por Rui Ramos (Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa)
I Painel: A IMPRENSA OPERÁRIA, MONÁRQUICA E PROTO-COMUNISTA | Moderação: Ana Cabrera
10H30M – O Olhar da Imprensa Operária e Sindicalista sobre a Guerra, por António Pires Ventura (Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa)
11H – O Olhar da Imprensa Monárquica sobre a Guerra: a revista integralista Nação Portuguesa, por Ernesto Castro Leal (Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa)
11H30M – A I Guerra Mundial, o Proto-Comunismo Português e a sua Imprensa, por José Pacheco Pereira (Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa)
12H – Intervenções do público
12H30M – Intervalo para almoço


II Painel: A IMPRENSA NOTICIOSA, PARTIDÁRIA, CATÓLICA E A CENSURA | Moderação: Álvaro Costa de Matos
14H – Os Repórteres Portugueses na I Guerra – uma viagem pelos textos enviados pelos jornalistas ao serviço de A Capital, O Século e Diário de Notícias, por Carla Baptista (Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da UNL | Centro de Investigação Media e Jornalismo) e Ana Mira Roque (Mestranda da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da UNL)
14H30M – O Jornalismo Político-Partidário sobre a Guerra em a República e A Lucta, por Ana Cabrera (Centro de Investigação Media e Jornalismo)
15H – O Olhar da Imprensa Católica sobre a Guerra, por Paulo Fontes e Nuno Estêvão Ferreira (Centro de Estudos de História Religiosa da Universidade Católica Portuguesa)
15H30M – Jornalismo Político e Censura na I Guerra - uma visão comparativa entre os jornais O Mundo e A Lucta, por Júlia Leitão de Barros (Escola Superior de Comunicação Social | Instituto de História Contemporânea da FSCH)
16H – Intervenções do público
16H15M – Intervalo para café


III Painel: AS IMAGENS DA GUERRA | Moderação: Carla Baptista
16H30M – "Irmãos de Armas": o CEP no cinema de propaganda da Grande Guerra, por Maria do Carmo Piçarra (Centro de Investigação Media e Jornalismo)
17H – Joshua Benoliel e as imagens da Primeira Guerra em tempo de câmaras de madeira e negativos em vidro, por Maria Teresa Flores (Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias | Centro de Investigação Media e Jornalismo)
17H30M – A I Guerra Mundial na revista Ilustração Portuguesa, por Jorge Pedro Sousa (Universidade Fernando Pessoa | Centro de Investigação Media e Jornalismo) e Helena Lima (Faculdade de Letras da Universidade do Porto | Centro de Investigação Media e Jornalismo)
18H – A Guerra na Imprensa Humorística Nacional (1914-1918), por Álvaro Costa de Matos (Hemeroteca Municipal de Lisboa | Centro de Investigação Media e Jornalismo)
18H30M – Intervenções do público

18H45M – Apresentação do dossier Fontes Jornalísticas para o Estudo da Participação Portuguesa na I Guerra Mundial, na Hemeroteca Digital de Lisboa, por João Carlos Oliveira (Hemeroteca Municipal de Lisboa | Hemeroteca Digital)
19H – Encerramento dos trabalhos

Organização: CML (Hemeroteca Municipal) e Centro de Investigação Media e Jornalismo (FCSH – UNL)
Inscrições gratuitas: T. 218 504 020 (Ext. 23) | maura.pessoa@cm-lisboa.pt

O programa detalhado do seminário pode ser descarregado/consultado AQUI.

Uma excelente iniciativa da Hemeroteca Municipal de Lisboa, com um conjunto de ilustres investigadores que garantem a grande qualidade deste evento. 

A não perder.

A.A.B.M.

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

PÃO NOSSO... SEMANÁRIO REPUBLICANO PORTUENSE


PÃO NOSSO... Semanário Republicano Portuense. Ano I, nº I (19 de Abril de 1910) ao nº XXIII (28 de Setembro de 1910); Editor: Empresa do Pão Nosso (Rua de Santo Ildefonso, 260, 1º, Porto); Administração e Redacção: Rua de Santo Ildefonso, 260, 1º, Porto; Director: António de Pádua Correia (1873-1913); Impressão: Tipografia Mendonça, (Rua da Picaria, nº30, Porto); Porto; 1910, XIII numrs, 368 p.

Importante e rara revista panfletária de cunho republicano, desse muito curioso combatente pela República, jornalista enérgico, irónico e talentoso, panfletário destemido, orador incisivo, anticlerical assumido, antigo director do valioso jornal portuense “A Voz Pública”, jornalista n’A Montanha, deputado às Constituintes e que era, na data da sua morte, deputado eleito pelo círculo de Lamego [região a que votava imensa paixão], António de Pádua Correia [a revisitar oportunamente, aqui, no Almanaque Republicano].

«A República não vem por seu pé. A República nunca vem, se nós, republicanos, a não trouxermos. Isto é: para termos a República, é necessário que nós a façamos. Como se derrubam regimes? Conspirando e batendo-se.»

Conspirar e bater-se ativamente para derrubar o regime era pois o mote do Pão Nosso... (como o foi de toda a ação política do seu autor), linha programática que acompanhava, não por acaso, o grande desígnio consolidado no 11º Congresso do Partido Republicano que, a 29 e 30 de abril de 1910, se realizou no Porto. De facto, ainda que sem ligação orgânica formal entre o periódico e a reunião partidária, é no quadro de um profundo imbricamento entre ambos que a missão do Pão Nosso… ganha pleno significado…» [Pedro Teixeira Mesquita – ler MAISAQUI]


Ficha Histórica, LER AQUI

FOTO [arquivo nosso]: capa de brochura que acompanha os exemplares do periódico

J.M.M.

quarta-feira, 30 de julho de 2014

BIBLIOGRAFIA PORTUGUESA DA I GRANDE GUERRA



Vitoriano José César, Bibliografia da Grande Guerra (resenha das publicações portuguesas), Lisboa, Tip. da Escola Militar, 15 de Outubro de 1923 .

Escreveu-se muito, em toda a parte, durante a guerra e depois; ainda se continuará a escrever. Do que na língua portuguesa e escrito por portugueses tem sido publicado, é lúcida ementa o trabalho a que essas linhas servem de prefácio". Estas palavras do prefacionador, o vice-almirante Vicente Almeida d'Eça (1852-1929), definem o âmbito desta Bibliografia da Grande Guerra (resenha das publicações portuguesas), editada em 1922, da autoria do então coronel Vitoriano José César (1860-1939), militar de carreira e autor de história militar, sócio da Academia de Ciências de Lisboa e lente na Escola Naval, promovido a General em Outubro de 1926.

Ao longo de 102 páginas, é elencada mais de uma centena de títulos de tipologia diversa, ordenados alfabeticamente por autor, considerados como fonte para a história da I Guerra Mundial. A maioria das entradas é complementada por um curto texto descritivo dos conteúdos, que biografa o seu autor ou chama simplesmente a atenção para aspetos concretos sobre os quais a obra se debruça. O volume surge complementado por uma listagem, ordenada cronologicamente, dos artigos publicados na Revista Militar, "que devem ser consultados por quem se proponha a escrever a história da grande guerra". De referir ainda que o produto da venda deste exemplar revertia, como se lê na folha de rosto, para a "Subscrição Nacional dos Padrões, Consagração do esforço da Nação Portuguesa e Glorificação dos nossos Mortos na Grande Guerra".

João Carlos Oliveira | Lisboa, HML, julho 2014]  


"Simples e despretensiosas ‘notas’ dum curioso de coisas bibliográficas que à Grande Guerra deu o melhor da sua alma no sacrifício voluntário e consciente do seu sangue e do seu espírito". Assim se apresentam estas Notas subsidiárias para uma bibliografia portuguesa da Grande Guerra, organizadas e publicadas em 1926 (depois de apresentadas em rubrica própria, entre 1922 e 1925, na III série da Alma Nova) pelo capitão miliciano de artilharia José Augusto Brandão Pereira de Melo (1890-1974).

Nascido em Soure, integrou o Corpo Expedicionário Português no 2.º Grupo de Bataria de Artilharia enviado para a frente europeia, onde foi gaseado, voltando do conflito com a Cruz de Guerra da Flandres. Depois de uma experiência como autarca de Penela, foi nomeado governador da Ilha do Príncipe, cargo do qual seria destituído após um polémico relatório, sendo passado à reserva, e integrando os Serviços de Censura.

O ambicioso plano de obra apresentado no prefácio pretendia organizar os conteúdos em torno de 3 categorias: obras originais de autores portugueses (incluindo prosa, verso, teatro, ensaio, obras técnicas, publicações periódicas e outros materiais diversos  - folhas volantes, discursos, manifestos, programas, relatórios, …  -, bem como informação relativa a novos títulos em preparação; traduções portuguesas; e obras estrangeiras impressas em Portugal. O volume que disponibilizamos, de 58 páginas, referencia cerca de 300 títulos, correspondentes a obras originais de autores portugueses, nos géneros prosa e poesia. Não temos conhecimento de o projeto editorial ter sido concluído.

João Carlos Oliveira | Lisboa, HML, julho 2014

J.M.M.

segunda-feira, 28 de julho de 2014

I GUERRA MUNDIAL – 100 ANOS – HEMEROTECA MUNICIPAL DE LISBOA


 
 
“Em 28 de julho de 1914, a ocupação da Sérvia pelas forças do Império Austro-Húngaro marcava o início de um conflito que rapidamente se propagou, num esquema de alianças que dividiu o mundo em dois, alterou o curso da história e constituiu, para muitos autores, a verdadeira entrada na contemporaneidade.

Portugal acabou por abandonar a neutralidade inicial, em parte pela necessidade de afirmação da jovem República (proclamada 4 anos antes) no contexto internacional, em parte pela necessidade de defesa dos seus interesses coloniais em África. África foi, de resto, o primeiro palco de guerra das tropas portuguesas, que desde setembro de 1914 se viam envolvidas em combates fronteiriços no Sul de Angola e no Norte de Moçambique, embora só em 9 de março de 1916 a Alemanha nos declarasse oficialmente guerra.


Só em princípios de 1917 se inicia o envio de tropas portuguesas para a Flandres, com o primeiro contingente do Corpo Expedicionário Português (C.E.P.) a embarcar, em janeiro, a bordo de três vapores ingleses. Este exército, composto por cerca de 30.000 homens, foi sujeito a uma instrução preparatória intensiva de nove meses, sob a direção do então ministro de Guerra, o general Norton de Matos. Ficaria conhecida como "Milagre de Tancos". Visivelmente mal preparado e equipado, o C.E.P. sofreu pesadas baixas, sendo tristemente célebre a data de 9 de Abril de 1918, que assinala a Batalha de La Lys.

No ano em que se assinala o 1.º Centenário da I Guerra Guerra Mundial, a Hemeroteca Municipal de Lisboa prepara este dossier digital, que será alimentado com novos conteúdos até 11 de Novembro de 2018, data que assinala a assinatura do Armistício.

Para além de publicações periódicas da coleção da Hemeroteca, integram este dossier materiais de outra natureza, que resultam da identificação de recursos na coleção da Rede de Bibliotecas de Lisboa (com natural destaque para a coleção da Biblioteca-Museu República e Resistência) ou de outras entidades. Pretendemos, desta forma, contribuir ativamente para os trabalhos de investigação que se esperam no âmbito deste centenário, bem como corresponder ao natural interesse do público em geral em conhecer mais sobre este conflito.

Destaque ainda para os recursos iconográficos alusivos à I Guerra Mundial que  temos vindo a disponibilizar na plataforma web Flickr, e que pode visitar AQUI”.

J.M.M.

quinta-feira, 24 de julho de 2014

OS CRIMES DA FORMIGA BRANCA …


[PUBLICAÇÃO SEMANAL EM FOLHETOS]: Os Crimes da Formiga Branca. Confidências verídicas e sensacionais d’um Juiz de Investigação; Editor: J. Rocha Junior [J. Diogo Peres, ao nº3; Victor Alcantara, ao nº4]; Tabacaria Liberty, Typ. Lamas & Franklin, Lisboa [Officinas Graphicas, Rua do Poço dos Negros, Lisboa – ao nº4 ]; Lisboa, 1915, V numrs, p. 80

Nascido para difamar, o que faz deste folheto um pasquim, pouco revela sobre a sua identidade e a dos seus promotores. Aparentemente, isto é, tomando como verídicas as informações que ostenta em capa, bem como a data do editorial presente no primeiro número, «2 de Fevereiro de 1915», terá aparecido em Lisboa, pouco tempo depois [Na folha de rosto do primeiro número o ano referenciado é o de 1914, mas provavelmente não significa mais do que um erro tipográfico, pois não se repetiu nas edições seguintes].

Como se afirmava uma «Publicação semanal em folhetos de 16 páginas» e apenas saíram 5 números, a sua existência não terá ido além do mês de março. Nesse breve período, o pasquim teve três editores diferentes, sobre os quais não se encontrou qualquer notícia biográfica ou referência bibliográfica: J. Rocha Júnior, que depois de associar o seu nome aos dois primeiros números pediu escusa do cargo [Cf. ‘O nosso editor’, in Os Crimes da Formiga Branca, n.º 3, p. 48. Nessa altura foi identificado como João Rocha Júnior]; J. Diogo Peres, que assumiu o terceiro; e Victor Alcantara, que se responsabilizou pelos dois últimos números. O «juiz» manteve a sua identidade na sombra, assim como o(s) ilustrador(es) que colaboraram na produção do pasquim (n.º 2, 3 e 4). Parece(m) ser artista(s) da escola moderna. Também se publicam as fotografias dos rostos de algumas vítimas e de formigas [Rita Correia, CONTINUAR A LER AQUI]


Ficha Histórica, por Rita CorreiaLER AQUI

J.M.M.

quarta-feira, 25 de junho de 2014

ARGUS. REVISTA MENSAL ILLUSTRADA (1907)



ARGUS. Revista Mensal Illustrada; Ano I, nº 1 (Maio 1907) nº 3 (Julho 1907); Propr. e Adm.: Mário Antunes Leitão; Adm/Redacção: Rua de D. Pedro, 184, Porto; Director: [Abílio de] Campos Monteiro; impressa nas Officinas da Empresa Litterária e Tipographica Graphicas (Rua de D. Pedro, nº 178, Porto – o seu propr. era Joaquim Antunes Leitão); Porto, 1907, 3 numrs

[Alguma] Colaboração/textos assinado: A. Lemos, Alexandre da Conceição, Álvaro, António Ferreira, António Garcia, Campos Monteiro, Eduardo Noronha, Francisco Braga, G. Rolando, Gomes Leal, Gonçalves Cerejeira, Guilherme, J[osé]. Ramos Coelho, João Ramos, dr. Looch, Ruy Barbosa, Simplorio.


Publicou-se na cidade invicta, em 1907, mas teve uma duração efémera, com apenas 3 números, provavelmente devido ao quadro político da época e ao controlo legal exercido sobre a imprensa. Abundantemente ilustrada, a Argus foi dirigida pelo monárquico Abílio de Campos Monteiro (1876-1933), também o seu principal redator, enquanto a propriedade e administração era assegurada por Mário Antunes Leitão. Apesar da matriz literária, a revista procurou ser eclética, mergulhando noutros assuntos, no teatro, na música, no desporto, nas ciências, a par dum registo temático, que se evidencia logo no primeiro número, com fotografia de Guerra Junqueiro. Politicamente, adivinha-se um posicionamento antifranquista. A Argus contou com a colaboração literária de Gomes Leal (1848-1921), Alexandre da Conceição (1842-1889), Eduardo de Noronha (1859-1948), Gonçalves Cerejeira e do poeta brasileiro J. Ramos Coelho (1832-1914). A maioria da produção artística não está assinada, mas sempre conseguimos identificar alguns desenhos de Manuel Monterroso (1875-1967), na secção “Comédia Humana”. Os 3 números da Argus ficam agora disponíveis em linha, na Hemeroteca Digital, AQUI. Para saber mais sobre a revista, ler AQUI o estudo que Helena Roldão lhe dedicou”.

ARGUS. Revista Mensal Illustrada AQUI DIGITALIZADA
J.M.M.

quarta-feira, 23 de abril de 2014

DOSSIER DIGITAL - O 25 DE ABRIL DE 1974 NA IMPRENSA DA ÉPOCA

 
 

Nos 40 Anos que se assinalam sobre o 25 de Abril de 1974, a Hemeroteca Municipal de Lisboa associa-se ao ciclo de comemorações com um dossier digital que evoca os dias quentes da Revolução.

A par da cobertura televisiva (cuja emissão noticiosa do dia 25 de Abril pode ver no separador Televisão), a imprensa portuguesa, em formato Jornal ou Revista, cobriu os acontecimentos de forma entusiástica, como fica expresso nas edições integrais que disponibilizamos. Isenta de censura prévia, a liberdade de imprensa - que viria a ser sancionada pela Lei 85-C/75 - promoveu a imprensa deste período à condição de parceira ativa no debate em torno dos destinos do País.

Mas também no estrangeiro a revolução portuguesa fez manchete na imprensa: "Revolução asseada" (The New York Review of Books, 13 de junho), "Cavalheiresco golpe de estado" (Newsweek, 6 de maio), "Perder um império, ganhar respeito" (International Herald Tribune, 27 de Maio), são algumas das notícias que encontrará nos 3 títulos que integram a secção Monografias, que compilam ecos do impacto internacional do 25 de Abril: "Um livro, uma canção e depois uma revolução" (Time, 6 de maio).

O "livro" alude ao Portugal e o Futuro : análise da conjuntura nacional, do general António de Spínola, editado em fevereiro de 1974. Já a "canção" remete para as duas senhas do movimento que, com intervalo de menos de duas horas, foram emitidas na rádio: "E depois do adeus", de Paulo de Carvalho (canção vencedora do Festival RTP da Canção de 1974) e "Grândola, vila Morena", de Zeca Afonso. Esta circunstância serve de mote para a homenagem que, na secção Música, e com a colaboração do Serviço de Fonototeca da Biblioteca Orlando Ribeiro, prestamos ao canto de intervenção, representado por cinco canções que se impuseram na história da música portuguesa como a arma de combate mas também de celebração da Democracia.

DOSSIER DIGITAL AQUI - HEMEROTECA MUNICPAL DE LISBOA
J.M.M.

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

MUNDO LITERÁRIO ONLINE



 
AQUI abrimos a ficha do semanário de critica e informação literária, cientifica e artística – MUNDO LITERÁRIO -, publicado entre o 11 de Maio de 1946 e o 1º de Maio de 1948.
 
Na altura, dissemos:
 
MUNDO LITERÁRIO. Semanário de crítica e informação literária, científica e artística, Lisboa, Ano I, nº 1 (11 Maio 1946) ao Ano II, nº 53 (1 Maio de 1948); Propr: Editorial Confluência, Lda; Editor: Luís de Sousa Rebelo; Director: Jaime Cortesão Casimiro (e Adolfo Casais Monteiro), 1946-48, 53 numrs

[Alguma] Colaboração: Adolfo Casais Monteiro, Alberto Ferreira, Alexandre O’Neill, Álvaro Salema, Alves Redol, António Pedro, António Ramos de Almeida, António Sérgio, Aquilino Ribeiro, Branquinho da Fonseca, Eugénio de Andrade, João Gaspar Simões, João José Cochofel, Jorge de Sena, José Blanc Portugal, José Régio, Júlio Pomar, Mário Dionísio, Mário Sacramento, Ruy Luís Gomes, Sant’Anna Dionísio, Tomaz Kim, Victor de Sá, Vitorino Magalhães Godinho.
 

Ora a Hemeroteca Municipal de Lisboa, continuando o seu elevado espírito de serviço público, disponibilizou a digitalização dos seus 53 números, incluindo, curiosamente, a sua folha promocional. De mesmo apresenta-nos a sua Ficha Histórica, de autoria de Helena Roldão. A não perder!

 
 

 

J.M.M.


terça-feira, 3 de dezembro de 2013

A FLECHA. PANFLETO POLÍTICO


A FLECHA. Panfleto político de publicação quinzenal – Ano I, nº1 (28 Fevereiro 1926) ao nº 3 (1 Abril 1926); Director, Editor e Proprietário: Evaristo de Carvalho; Administração e Oficinas: Travessa das Mercês, 31, Lisboa; Impressão: Tip. Formosa (Rua do Século, 2 C, 1º), Lisboa; 1926, III numrs [Ficha Histórica AQUI]


“… A nossa política, é hoje, um grande arraial, com balcões e tavolagens, por toda a parte. Por todas a parte, se compra e vende e, por toda a parte, se joga. A mercadoria mais cotada, a mais cobiçada, a mais disputada, é o inconsciente voto do aldeão, a influência eleitoral do caíque provinciano. E os jogos mais em voga são: o jogo da incompetência, o jogo da ignorância atrevida e louca, o jogo da ambição grotesca, o jogo do videirismo trepador, o jogo das deslealdades e traições, ….”

A FLECHA. Panfleto Político AQUI DIGITALIZADO

J.M.M.

sábado, 30 de novembro de 2013

FORA DA LEI! PERIÓDICO PANFLETÁRIO E REPUBLICANO


FORA DA LEI! Periódico Panfletário e Republicano – 1915; Proprietários, Editores e Directores: Hermano Neves & Herculano Nunes; Administração e Depósito: Livraria Ventura Abrantes (Rua do Alecrim, 80), Lisboa; Impressão: Tip. Leiria (Rua da Horta Seca, 64), Lisboa; 1915, II numrs [29 de Abril 1915-6 de Maio de 1915]


O facto de voluntariamente nos collocarmos fora da lei, outra coisa não significa mais do que a affirmação de uma necessidade urgente: entendemos que n’este grave momento da vida nacional é indispensável proclamar-se sem rodeios e sem hesitações tudo o que suppomos a verdade.

Fóra da lei, quuer dizer, libertos de preconceitos, de convenções, de hypocrisias, de conveniências, orientados apenas pelo interesse supremo de um paiz cujas energias tardam em despertar, guiados tão somente pelo desejo de contribuir, com um pouco de esforço, para o grande esforço de patriótica ressureição que é indispensável surgir em Portugal. Fora da lei é tudo isto, mas é mais alguma coisa ainda: é a garantia de uma independência formal de clientellas e de partidos políticos, cujos interesses só consideramos legítimos quando se confundem com os interesses geraes da nação ..." [in nº I, 29 de Abril 1915]
 
 
J.M.M.

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

REVISTA DE ESTUDOS LIVRES



REVISTA DE ESTUDOS LIVRES. Mensário lisboeta de cariz científico – 1883-1886; Propr: José Carrilho Videira, Nova Livraria Internacional (Rua do Arsenal, nº 96); Impressão: Tip. de A. J. da Silva Teixeira (Rua Cancela Velha), Porto; 1983-86, 33 fasc,

[Alguma] Colaboração: António José Teixeira, Augusto Brochado, Carlos de Melo, Carlos von Koseritz, F. Sá Chaves, Filipe de Figueiredo, Filomeno da Câmara, Frederico de Barros, João Cardoso Júnior, João Teixeira Soares, Joaquim José Marques, José Augusto Vieira, José Carrilho Videira, José Eduardo Gomes, José Leite de Vasconcelos, José de Sousa, Júlio Lourenço Pinto, Júlio de Matos, Lino de Assunção, Luciano Cordeiro, Moniz Barreto, Oliveira Martins, Ramalho Ortigão, Reis Dâmaso, Silva Teles, Sílvio Romero, Teixeira Bastos, Teófilo Braga.

"A Revista de Estudos Livres não pode expor melhor o pensamento que a motiva, nem o intuito que nos estimula senão apresentando em duas palavras o que Augusto Comte entendia por uma Revista moderna. O eminente transformador da Filosofia do século XIX, projetava uma Revista ocidental como um órgão de aplicação contínua da sua doutrina ao curso dos acontecimentos humanos, realizados ou previstos, para a apreciação sistemática do movimento intelectual e social nas cinco grandes populações avançadas, francesa, italiana, espanhola, germânica e britânica.

A Revista de Estudos Livres visa à aplicação dos eternos princípios da liberdade intelectual, moral e política aos acontecimentos atuais, para os julgar e poder deduzir deles as condições do progresso. Todas as investigações nos interessam, com tanto que elas conduzam para um ponto de vista social. Na crise de transformação mental e política em que vão entrando as duas nacionalidades portuguesa e brasileira, filhas da mesma tradição histórica, nas quais o regime católico-monárquico subsiste pela inércia, mas sem apoio nas consciências, é imensamente necessário um órgão crítico e especulativo que agremiasse [sic] os dois povos para a inteligência da sua tra[n]sição inevitável.

A Revista de Estudos Livres tornar-se-á benemérita no dia em que inicie esta convergência necessária, até hoje firmada apenas pelo nexo económico e pela concorrência mercantil, formas espontâneas da síntese ativa. Entre Portugal e Brasil existem as bases profundas de uma síntese afetiva, como se verificou esplendidamente nas festas do Centenário de Camões, porém as publicações intituladas “luso-brasileiras”, não podendo elevar-se à compreensão da síntese especulativa, ou acordo mental, caíram diante da chateza da exploração do assinante, obstando pelo descrédito à influência de um pensamento tão fecundo…


- Revista de Estudos Livres  AQUI ONLINE.
 
J.M.M.

quinta-feira, 18 de julho de 2013

A PARÓDIA (1900-1907)

A Hemeroteca Digital de Lisboa continua a prestar um serviço público de excelência ao disponibilizar a todos uma das publicações humorísticas mais conhecidas do início do século XX, neste caso A Paródia, com desenho de Rafael Bordalo Pinheiro.

No próximo dia 19 de Julho, esta publicação passará a estar integralmente disponível online. O evento será acompanhado de um conjunto de iniciativas, conforme se pode verificar pelo cartaz de divulgação.

A sessão vai realizar-se no Museu Bordalo Pinheiro, ao Campo Grande, em Lisboa, a partir das 19 horas.

A não perder.

A.A.B.M.

sexta-feira, 5 de julho de 2013

82.º ANIVERSÁRIO DA HEMEROTECA MUNICIPAL DE LISBOA


82.º ANIVERSÁRIO DA HEMEROTECA MUNICIPAL DE LISBOA

" Amanhã [dia 5 de Julho] celebra-se o 82.º ANIVERSÁRIO DA HEMEROTECA MUNICIPAL DE LISBOA, com um "pacote" diversificado de iniciativas culturais e lúdicas (v. programa em baixo), dentro e fora de portas, pelo que convidamo-lo(a) a estar presente...


"A Hemeroteca Digital, sítio da Hemeroteca Municipal de Lisboa (HML), tem por objectivo a construção duma biblioteca digital de jornais e revistas caídos em domínio público. Com este projecto pretende-se criar um sítio de referência para a consulta em linha e difusão pública do universo fascinante da imprensa periódica portuguesa.

Disponibilizamos, assim, através da Internet, em formato HTML e PDF, diversos títulos de publicações periódicas, com destaque para as colecções digitais de periódicos do fundo local e histórico, completadas com fichas históricas de apresentação dos jornais e revistas, raridades bibliográficas relacionadas com a imprensa escrita, e bibliografia de referência para o estudo e consulta do acervo bibliográfico da HML.

Disponibilizamos ainda outros recursos informativos, resultantes da actividade cultural e científica da biblioteca, bem como o acesso a serviços electrónicos, que simplificam muito o contacto do utilizador com a HML.

Visite-nos, dê-nos sugestões, navegue por esta página, ajude-nos a construir e a desconstruir a Hemeroteca Digital. Os dados estão lançados… " [AQUI]
 
J.M.M.

segunda-feira, 17 de junho de 2013

ERA NOVA: REVISTA DO MOVIMENTO CONTEMPORÂNEO, NA HEMEROTECA DIGITAL DE LISBOA

Foi recentemente disponibilizada online, na Hemeroteca Digital de Lisboa, a revista Era Nova.

Continuando o excelente trabalho de divulgação de algumas das publicações portuguesas do século XIX e XX, foi agora a vez desta revista ligada ao movimento positivista, que atravessa a segunda metade do século XIX, e que contou com algumas das personalidades importantes ligadas à fase da propaganda republicana.

Esta revista publica-se durante pouco mais de um ano, mas exerceu alguma influência no movimento positivista português liderado por Teófilo Braga, mas que contou com colaboradores como Alves Correia, Teixeira Bastos, Silva Lisboa, Alexandre Conceição, Augusto Rocha, José Leite de Vasconcelos, José Augusto Vieira, Júlio de Matos, Silva Graça, entre vários outros.

Uma nota também para a ficha histórica sobre a publicação que pode ser descarregada/consultada AQUI, da autoria de Rita Correia.

A consultar, para perceber a formação do movimento positivista e a sua aliança com o movimento republicano durante o período final da Monarquia Constitucional.

A.A.B.M.

quinta-feira, 13 de junho de 2013

NOS 125 ANOS DO NASCIMENTO DE FERNANDO PESSOA


QUEM NOS ROUBOU A ALMA?” [F.P.] – Nos 125 Anos do Nascimento de Fernando Pessoa (13 de Junho de 1888).

[NOVO] Álbum de recortes de imprensa - AQUI na Hemeroteca Digital

J.M.M.