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quinta-feira, 8 de junho de 2017

CONFERÊNCIA – SOB A ÉGIDE DE BOCAGE: A MAÇONARIA EM SETÚBAL (1828-1983)



CONFERÊNCIA: Sob a Égide de Bocage: a Maçonaria em Setúbal;

ORADOR: António Ventura (professor da FLUL);

DIA: 10 de Junho 2017 (15,00 horas);
LOCAL: Casa de Cultura de Setúbal [Sala José Afonso];


J.M.M.

sábado, 27 de fevereiro de 2016

ÍNDICE BIOBIBLIOGRÁFICO DE BOCAGE




LIVRO: Índice Biobibliográfico de Bocage. Colecções documentais da Casa Bocage, Biblioteca Pública, Museus e Arquivo Municipal de Setúbal;

Coordenação Geral: José Luís Catalão; Texto: Daniel Pires;
EDIÇÃO: Câmara Municipal de Setúbal, 2016, p. 151.

“Nunca é demais enaltecer a pertinência das bibliografias. A sua consulta constitui o primeiro patamar de uma investigação profícua; permite-nos, por outro lado, num curto espaço de tempo, encontrar pistas ou soluções para equacionar os assuntos que pesquisamos.

Encontra-se na Casa de Bocage uma preciosa colecção da qual constam obras e outros espécimes bibliográficos que se prendem com o poeta. Trata-se da bibliografia activa e passiva – ou seja, obras de e sobre Bocage – mais exaustiva até hoje reunida. Na verdade, é o corolário da convergência de múltiplas sinergias que, ao longo de décadas – mais concretamente desde que o edifício foi adquirido em 1888 por Edmond Bartissol –, se foram manifestando.

Um passo decisivo para a estruturação do presente acervo foi aquele que Fernando Elói do Amaral deu. Depois de organizar metodicamente uma exposição em Lisboa, na Cooperativa Ajudense, entre 11 e 18 de Setembro de 1965, no âmbito das comemorações do bicentenário do nascimento de Bocage, aquele ensaísta doou à edilidade setubalense um valioso espólio. Pertencera esse pecúlio a seu pai, João Elói Ferreira do Amaral, pintor e professor que nasceu em Setúbal (1839-1927) e que contribuiu para eternizar Bocage com um óleo e com a publicação de uma antologia poética. O respectivo protocolo foi assinado no início de 1967, de acordo com documentos que me foram gentilmente indicados pelas doutoras Maria da Conceição Heleno e Ana Catarina Stoyanoff.

Deste legado faziam parte as primeiras edições das célebres Rimas, os livros de fôlego de Bocage; alguns folhetos publicados em vida do escritor, de extrema raridade; as suas não menos incomuns traduções, feitas a partir do francês e do latim; uma panóplia de obras póstumas, entre as quais poderíamos destacar as Poesias de Manuel Maria de Barbosa du Bocage, da responsabilidade do conceituado bibliógrafo Inocêncio Francisco da Silva – um marco relevante, pois pela primeira vez foi publicada, corria o ano de1853, em seis tomos, a obra completa do bardo sadino.

A colecção não se limitava à bibliografia activa de Bocage: a passiva estava igualmente bem representada. Referimo-nos às obras de carácter biográfico, à iconografia relativa ao poeta e à época, aos poemas manuscritos e a outros textos tecidos sobre o escritor.

O acervo, entretanto, foi crescendo, porquanto recebeu os contributos de coleccionadores bem como de autores, compositores e de artistas plásticos que tiveram Bocage como fonte inspiradora – por exemplo, Rogério Chora, Júlio Pomar, Romeu Correia e Frederico Brito.

Ênfase igualmente para a colecção depositada na Biblioteca Municipal de Setúbal, da qual constam periódicos que dedicaram a Bocage particular atenção, entre outros, O Elmano, A Voz do Progresso, Germinal e A Nossa Homenagem, tendo sido este dinamizado por Ana de Castro Osório e por Paulino de Oliveira. Do acervo faz ainda parte a obra de Bocage mais invulgar, porquanto é particularmente ambicionada pelos coleccionadores e terá tido uma tiragem reduzida: Elogio Poético à Admirável In­trepidez com que em domingo 24 de Agosto de 1794 subiu em balão aerostático o Capitão Vincenzo Lunardi.
 
 
Este levantamento bibliográfico não se circunscreve aos acervos da Casa de Bocage e da Biblioteca Municipal de Setúbal: conta igualmente com os espécimes existentes no Museu de Setúbal / Convento de Jesus, no Museu do Trabalho Michel Giacometti e no Arquivo Municipal. No primeiro, encontra-se o espólio do Manuel Maria Portela, dinamizador da inauguração da estátua de Bocage e da comemoração do centenário do seu falecimento, respectivamente nos anos de 1871 e de 1905.

A presente bibliografia é, deste modo, fulcral para o aprofundamento do conhecimento da poesia e da biografia de uma personalidade ímpar da literatura portuguesa; contribui para a compreensão do século XVIII e sugere, por outro lado, a necessidade de se fazer da Casa de Bocage um pólo irradiador da investigação sobre o poeta e a sua época”

[Daniel Pires, in Bibliografia de Bocage, pp 3-4]

J.M.M.

domingo, 20 de dezembro de 2015

COIMBRA: ENCONTRO COM BOCAGE – NO SEU 250º ANIVERSÁRIO


COIMBRA: Encontro com Bocage – No seu 250º Aniversário;

DIA:
21 de Dezembro 2015 (18,00 horas);
LOCAL: Café Santa Cruz [Coimbra];

ORADOR: Daniel Pires (professor, investigador e diretor do Centro de Estudos Bocageanos);
ORGANIZAÇÃO: Pró-Associação 8 de Maio | apoio do Ateneu de Coimbra e a presença da editora INCM

► Apresentação do Livro:Bocage– A Imagem e o Verbo”, de Daniel Pires;

Poesia (lida por vários poetas e actores) | Música – “Ça Ira”, dirigida por Maestro Virgílio Caseiro e Rui Paulo ao piano.
 
 

Bocage a Imagem e o Verbo propõe-se dar a conhecer as linhas de força da poesia, da biografia e da receção de Bocage, através da revelação de algumas facetas desconhecidas deste complexo autor que a tradição se encarregou de transformar num mito. Para tanto contribui o abundante material iconográfico aqui reunido, e organizado em quatro grandes temas essenciais: a época, a vida, a poesia e a posteridade do poeta. 

Manuel Maria Barbosa du Bocage foi uma das mais complexas e notáveis figuras do Iluminismo em Portugal. Autor versátil de múltiplas formas de poesia, dramaturgo e tradutor rigoroso, Bocage entrou em colisão declarada com a estética literária estabelecida, com a moral mais conservadora e com a hipocrisia dos costumes, tendo sido particularmente reconhecido e apreciado entre as classes letradas do seu tempo.

Se, por um lado, semeou inúmeros conflitos, por outro, alcançou ampla simpatia junto dos leitores seus contemporâneos. Gozando de grande popularidade em quase todos os meios sociais, Bocage foi repetidamente invocado na literatura, nas artes plásticas, na música, no cinema, no teatro e até na publicidade. A sua escrita irreverente e as contundentes intervenções públicas tornaram-no uma referência para várias gerações de portugueses.

As Comemorações dos 250 Anos do Nascimento de Bocage, que decorrem em Setúbal entre setembro de 2015 e setembro de 2016, constituem o enquadramento ideal para o surgimento desta belíssima obra da responsabilidade do investigador bocageano Daniel Pires, que é também presidente da direção do Centro de Estudos Bocageanos e membro da comissão científica das comemorações" [AQUI]
 
J.M.M.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

BOCAGE UM MAÇON NO SEU TEMPO


CONFERÊNCIA: "Bocage um Maçon no seu Tempo”;
ORADOR:
Jorge Morais;
DIA:
17 de Dezembro (19,30 horas);
LOCAL: Biblioteca-Museu República e Resistência Grandella (Estrada de Benfica, 419, Lisboa);
ORGANIZAÇÃO: C.M. Lisboa; Bibl. Mun. Lisboa, VITRIOL

Trata-se da referência a filiação maçónica de Manuel Maria de Barbosa du Bocage [1765-1905], poeta (fez parte da Nova Arcádia com o nome de Elmano Sadino), boémio, liberal e jacobino. Ao que é dito, Bocage foi (se foi) provavelmente iniciado entre 1795 e 1797 [ou 1802, porque a Loja Fortaleza, de Lisboa, de que Bocage teria pertencido, dataria do princípio do sec. XIX] na Maçonaria com o n.s. de “Lucrécio”, [cf. Oliveira Marques, Dicionário …; idem, História da Maçonaria …; cf. Jorge Morais, “Bocage Maçon”, 2007], como provavelmente (?) também foi membro da Sociedade da Rosa.   

J.M.M.