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quinta-feira, 24 de outubro de 2024

[BNP – LISBOA – DIA 25 DE OUTUBRO] LUÍS DE CAMÕES. FABULOSO - VERDADEIRO DE AQUILINO RIBEIRO

LIVRO: Luís de Camões Fabuloso * Verdadeiro;
AUTOR: Aquilino Ribeiro / Prefácio de António Valdemar;
EDIÇÃO: Bertrand Editora, 2024.

LANÇAMENTO/APRESENTAÇÃO

DIA: 25 de Outubro de 2024 (17,30 horas);

LOCAL: Biblioteca Nacional (Auditório);

ORADORES: Vanda Anastácio | Diogo Ramada Curto | António Valdemar | Eduardo Boavida | Aquilino Machado

ORGANIZAÇÃO: BNP | Bertrand Editora 

► Aquilino Ribeiro contrariou a imagem de um poeta de origem aristocrática que era veiculada pelo regime e construiu um retrato real. Agora numa nova edição, o livro chega às livrarias a 19 de setembro com introdução de António Valdemar.

Num tempo em que se professava nas universidades «a opinião de que o tudo o que havia a dizer sobre o autor dos Lusíadas estava dito», Aquilino Ribeiro ousou dizer «não». Entre 1949 e 1950, o escritor publicou dois livros em que defendeu «a revisão a fundo e com meticulosidade» da história de Luís de Camões, chocando o «público ilustrado» ao afirmar que o poeta «não era aquilo que ensinavam na escola».

Alicerçando-se na releitura atenta dos estudos de, entre outros, Teófilo Braga, José Maria Rodrigues, Wilhem Storck e Hernâni Cidade, e em «três cartas particulares» de Camões, Aquilino, primeiro em Camões, Camilo, Eça e Alguns mais e depois em Luís de Camões. Fabuloso * Verdadeiro, contrariou a imagem de um poeta de origem aristocrática que era veiculada pelo regime e apoiada por académicos de Coimbra, e construiu um retrato real, de um «gentil-homem pobre, mas invejável», que gerou grande polémica. Um retrato que ainda perdura.

Passados 74 anos da publicação de Luís de Camões. Fabuloso * Verdadeiro, o mais impetuoso dos dois estudos, e numa altura em que se comemoram os 500 anos do nascimento do poeta, a Bertrand Editora lança uma nova edição do livro, que celebra a vida e obra de Camões. Pela primeira vez num só volume (em 1950, foi publicado em dois) e com prefácio do jornalista António Valdemar, que privou com Aquilino.

J.M.M. 

terça-feira, 28 de novembro de 2023

IMPRENSA E CIRCULAÇÃO DE IDEIAS: O JORNAL E O JORNALISMO NO SÉCULO XIX

Realiza-se a partir de amanhã, 29 e 30 de Novembro de 2023, no Auditório da Biblioteca Nacional, em Lisboa, o Simpósio Internacional Imprensa e Circulação de Ideias: o jornal e o jornalismo no séc. XIX.

Pode ler-se na nota de abertura do simpósio:

O Simpósio Internacional Imprensa e Circulação de Ideias: o jornal e o jornalismo no século XIX analisa o papel de imprensa periódica na política e na cultura de língua portuguesa num conjunto muito vasto de domínios: dos órgãos liberais à imprensa colonial, das artes ao humor, da ilustração à moda.

A análise histórica do papel da imprensa junto dos portugueses, dos brasileiros e nas colónias será acompanhada por reflexões teóricas sobre as modalidades da sua abordagem atual.

O Simpósio presta ainda homenagem a José Augusto dos Santos Alves, autor de obra muito relevante e extensa sobre a matéria versada, recentemente falecido (12 de fevereiro de 2021).

O programa conta com as seguintes conferências e conferencistas:

PROGRAMA

29 de Novembro de 2023

09:45 Abertura

10:00 Conferência

José Augusto dos Santos Alves: a história da imprensa como projeto de vida, João Luís Lisboa (CHAM/Universidade Nova de Lisboa)


11:00 Mesa 1 - Arquivos e narrativas na imprensa colonial

Mediação: Roberta Stumpf (CIDEHUS-UAL)

A Gazeta de Goa e a imprensa (1821-1826), Sandra Ataíde Lobo (CHAM/Universidade Nova de Lisboa)

A imprensa de ilustração de Goa entre Margão e Pangim, Hélder Garmes (USP/CNPq)

O Boletim Colonial (1888-1889) e a ideia de autonomia, Adelaide Vieira Machado (CHAM/Universidade Nova de Lisboa)

Ta-Ssi-Yang-Kuo, um ponto de referência obrigatório na história de Macau, Daniel Pires
(CLEPUL)

ALMOÇO
14:00 Mesa 2 - Primeiros tempos

Mediação: Isabel Lustosa (CHAM/Universidade Nova de Lisboa)

A "fugida tumultuosa" da Corte Portuguesa para o Brasil: a interpretação de João Bernardo da Rocha Loureiro, de Hipólito da Costa e de José Liberato Freire de Carvalho, Lucia Maria Bastos P. Neves (UERJ)

[Título a anunciar], Monica Lupetti (Università di Pisa, Dipartimento di Filologia, Letteratura e Linguistca)

As Revistas publicadas pelos exilados portugueses em Paris nas primeiras décadas do século XIX como catalisadores da modernização económica e política de Portugal, Marco E.L. Guidi (Università di Pisa, Dipartimento di Economia e Management)

As primeiras celebrações da Independência do Brasil na imprensa do Maranhão, Marcelo Cheche Galves (UEMA)


16:00 Mesa 3 - A música, o teatro e a crítica

Mediação: Cristina Fernandes (INET-md/Universidade Nova de Lisboa)

"O legítimo e afiançado fadinho nacional": o fado brasileiro na imprensa carioca oitocentista, Rui Vieira Nery (INET-md/Universidade Nova de Lisboa)

O violão na imprensa brasileira do XIX, Márcia Taborda (UFRJ)

Entre a criação e a crítica: artistas-intelectuais e o tema da "regeneração da arte nacional" na imprensa do Rio de Janeiro (1880-1898), Avelino Romero (UNIRIO)

Ecos da ribalta: crítica e polêmica nas rubricas teatrais do século XIX, Orna Levin (UNICAMP)


30 de Novembro de 2023

10:00 Conferência

A pesquisa com periódicos: do analógico ao digital, Tania de Luca (UNESP/Assis)

11:00 Mesa 4 - Humor e caricatura

Mediação: Débora Dias (CHAM/Universidade Nova de Lisboa)

Antes da caricatura: o lugar do humor na imprensa portuguesa no início do século XIX, João Pedro Ferreira (CHAM/Universidade Nova de Lisboa)

O aparecimento da imprensa de caricaturas em Portugal: jornais e contexto, Paulo Jorge Fernandes (Universidade Nova de Lisboa)

"O António Maria" de Bordalo Pinheiro: o lugar do jornal na luta pela liberdade, Mariana Roquette Teixeira e Pedro Bebiano Braga (Museu Bordalo Pinheiro)

Humor e política nas narrativas gráficas do periódico O Mequetrefe (1875-1889), Aristeu Lopes (Universidade Federal de Pelotas)

ALMOÇO

14:00 Mesa 5 - Jornalismos

Mediação: Luís Andrade (CHAM/Universidade Nova de Lisboa)

A Política Liberal (1860-1862) jornal radical do século XIX, Júlio Joaquim Silva (CHAM/Universidade Nova de Lisboa)

Jornal do Brasil, um jornal que já nasceu ‘grande', Itala Maduell Vieira (PUC/RJ)

Flammarion nos jornais brasileiros: observação, imaginação e fantasmagoria, Kaori Kodama (COC-FIOCRUZ)

A língua como separação?, Elizabeth Olegário (CHAM/Universidade Nova de Lisboa)

16:00 Mesa 6 - Ilustra, moda e literatura

Mediação: Vanda Anastácio (CEC/Faculdade de Letras Universidade de Lisboa)

Leitores de impressos periódicos em revistas ilustradas do século XIX, Valéria dos Santos Guimarães (UNESP/Franca)

A moda na grande imprensa da Belle Époque carioca: Uma análise da coluna "A Moda" de Júlia Lopes de Almeida, Ana Claudia Suriani da Silva (University College London)

A empreitada de Camille Adolphe Goubaud na formação de uma rede de impressos de moda franceses no século XIX, Everton Vieira Barbosa (UFF)


18:00 Encerramento

Sobre o projeto "Imprensa e circulação de ideias: o papel dos periódicos nos séculos XIX e XX", Isabel Lustosa (CHAM/Universidade Nova de Lisboa) 


A COMISSÃO CIENTÍFICA DO SIMPÓSIO:

Isabel Lustosa (CHAM/Universidade Nova de Lisboa)

Adelaide Vieira Machado (CHAM/Universidade Nova de Lisboa)

Gilda Santos (RGPL/UFRJ)

Luís Crespo Andrade (CHAM/Universidade Nova de Lisboa)

Tania de Luca (UNESP/Assis)

Toda a informação sobre este simpósio foi retirada do website da Biblioteca Nacional, AQUI

Uma excelente iniciativa, que merece a melhor divulgação e os votos do maior sucesso.

A.A.B.M.

quarta-feira, 17 de maio de 2023

[BIBLIOTECA NACIONAL DE PORTUGAL] DE LORETO A SPARTACUS – EXPOSIÇÃO

 


EXPOSIÇÃO: De Loreto a Spartacus;
MOSTRA: 15 de Maio a 1 de Setembro 2023

“ (A)mostra de um percurso

Guiar o visitante desta pequena exposição para que adquira uma visão clara e estimulante sobre José Liberato Freire de Carvalho -cujas comemorações dos 250 anos estamos a encerrar - requer um roteiro sintético e cuidado, tão longa, rica e variada foi a sua existência e tão longo, rico e variado foi o seu contributo para o pensamento político oitocentista português. De facto, o percurso de noviço Crúzio (em que adoptou o nome de José do Loreto aos 15 anos) até à aceitação do convite para entrar numa loja maçónica denominada A Fortaleza (com o nome simbólico Spartacus) é simultâneo à viragem do século XVIII para o século XIX, um tempo de grandes mudanças e convulsões em Portugal e na Europa.

José Freire de Carvalho nasceu no reinado de D. José e faleceu no de D. Pedro V, vivendo de 1772 a 1855, da reforma pombalina da Universidade de Coimbra até à Regeneração. Atravessou o pombalismo e a viradeira, conviveu com os conflitos religiosos e as novas correntes de pensamento dentro e fora dos conventos, viu nascer a Academia das Ciências e a Maçonaria. Foram os seus anos de formação, de estudo e observação, de procura e mutação. O exemplo e convívio com homens bons como o seu irmão António da Visitação ou Frei Caetano Brandão, as leituras dos jornais revolucionários, a reflexão sobre obras maiores do pensamento da época tiveram uma influência decisiva na construção e transformação do jovem conimbricense.

Iniciou-se como tradutor para ler os iluministas franceses, tendo feito imprimir Condillac e a sua Arte de Pensar tinha ainda 22 anos; outras traduções ficaram apenas como manuscritos, para seu proveito pessoal. Seguiu-se Cornélio Tácito, cujos Anais traduziu durante a prisão, e que constituíram uma inspiração definitiva para a análise e compreensão do exercício do poder e aumentar o seu ódio à tirania. Nos anos finais da sua vida, para subsistir, recorreu de novo aos autores estrangeiros, traduzindo agora romances da moda. Com a morte precoce do seu irmão António, foi convidado a substitui-lo como académico, sendo autor da apresentação de várias memórias e tendo presidido a várias sessões da Academia Real das Ciências de Lisboa, de que se viria a desligar voluntariamente por discordância com o seu novo estatuto. A primeira tradução dos Anais de Tácito foi lida na Academia em 1813, cujo manuscrito se apresenta. Mais tarde, outras sociedades e academias, em Portugal e em França, o viriam a consagrar como sócio honorário e como sócio correspondente.

Cansado de perseguições, clausuras e prisões, aceitou a ajuda de José Ferreira Pinto Basto, exilando-se em Londres em 1813, juntando Liberato ao seu nome e abraçando a atividade de jornalista, primeiro em O Investigador Português em Inglaterra e mais tarde fundando O Campeão Português em Londres, poderosas armas de combate ao absolutismo. Já se tinha iniciado em As Variedades, ainda em Lisboa com seu irmão António, em 1802 e, tal foi a importância da escrita na sua vida, refundou O Campeão Português em Lisboa quando regressou, em 1822. A pedido de Saldanha aceitou redigir a Gazeta de Lisboa em 1827 e, no seu segundo exílio londrino, colaborou no Paquete de Portugal em 1829.

Percebendo a importância das suas reflexões e das suas vivências, deixou um legado de ensaio e memória que viria a ser, talvez, o seu maior contributo para a história do liberalismo português, pois a sua interpretação e os relatos fiéis e pormenorizados são imprescindíveis ao conhecimento e compreensão daquele tempo.

A causa da liberdade e do constitucionalismo viriam a empurrá-lo para uma vida política que nunca desejou na sua forma pública. Foi eleito deputado em quatro ocasiões, aceitando alguns cargos menores de nomeação política, como oficial na secretaria do ministério, administrador na Imprensa Nacional, arquivista e tesoureiro na Câmara dos Pares. Relevante foi a sua participação corno presidente da Comissão de Redacção da Constituição de 1838.

Nos locais onde viveu, José Liberato frequentou e integrou vários espaços e sociabilidades, fosse o Clube dos Portugueses em Londres (reunidos na City of London Tavern), os salões da embaixada portuguesa em Whitechapel ou as sociedades patrióticas que ele próprio fundou e dinamizou em Lisboa. Mas foram as suas fortes e fiéis amizades que lhe permitiram ter ajudas fundamentais, quer na sua fuga de Portugal para os exílios, quer na obtenção de verbas para o jornal O Campeão Português ou mesmo para a expedição de Saldanha e das tropas liberais para o Porto, durante as guerras liberais.


Talvez a sua qualidade de maçon seja a que melhor define e resume a importância e o carácter de José Liberato - o Spartacus da Loja A Fortaleza, que José Agostinho de Macedo referia como a Loja-mãe, «o pedreiral mosteiro». Além dos importantes convívios com Gomes Freire de Andrade, Bocage, Ferreira de Moura, Araújo e Castro ou José Falcão Van Zeller, Liberato foi o primeiro Grande Orador do Grande Oriente Lusitano e, eventualmente, o redator da Constituição Maçónica de 1806. Esteve presente quando foi negada a Junot a pretensão da dignidade de Grão-Mestre, cargo que, ainda que interinamente, ocupou trinta anos mais tarde.

José Liberato está sepultado no cemitério dos Prazeres no jazigo 886 e a leitura das suas Memórias da Vida é a recomendação que deixamos aos nossos visitantes".

[in prospecto da Mostra De Loreto a Spartacus – 250 Anos do nascimento de José Liberato Freire de Carvalho - BNP]

J.M.M.

quinta-feira, 11 de maio de 2023

[DIA 15 DE MAIO - BIBLIOTECA NACIONAL DE PORTUGAL] – DE LORETO A SPARTACUS. MOSTRA DOCUMENTAL E CONFERÊNCIA

 



DE LORETO A SPARTACUS. MOSTRA  DOCUMENTAL  E CONFERÊNCIA


DIA: 15 de Maio de 2023 (16,00 horas);

LOCAL: Auditório da Biblioteca Nacional de Portugal (BNP, Lisboa)

CONFERÊNCIA: Manuel Pinto dos Santos

ORGANIZAÇÃO: Biblioteca Nacional de Portugal | Comissão Liberato 


► A Biblioteca Nacional de Portugal e a ComissãoLiberato patrocinam uma Mostra Documental e Bibliográfica nos 250 Anos do Nascimento de José Liberato Freire de Carvalho (1772-1855).

Esta louvável iniciativa será um tributo mais em homenagem ao vigoroso jornalista, ilustre liberal vintista e reconhecido maçon, nascido em terras de Montessão (Coimbra) – Mostra que decorrerá de 15 de Maio até ao dia 1 de Setembro, deste ano – e será inaugurada com uma Conferência proferida pelo dr. Manuel Pinto dos Santos, à memória dessa figura relevante do nosso primeiro liberalismo.

A não perder!

J.M.M 

quinta-feira, 2 de setembro de 2021

[EXPOSIÇÃO & VISITA GUIADA] – A DIÁSPORA DA PALAVRA NA BNP

 


[EXPOSIÇÃO & VISITA GUIADA] – A DIÁSPORA DA PALAVRA. Obras de Autores Portugueses Impressas fora de Portugal no século XVI(1521-1550)

DIAS: 27 de Julho a 16 Setembro 2021;

LOCAL: Biblioteca Nacional de Portugal [Sala de Exposições, piso 3]


VISITA GUIADA

DIA: 9 de Setembro 2021 (16,00 Horas);

VISITA GUIADA pelo prof. João Alves Dias;

 

► “A cultura portuguesa no século XVI conheceu o mundo. Muitas são as obras escritas por portugueses – de grandes livros a pequenos textos, passando por poemas isolados – que foram impressas além-fronteiras. Umas acompanharam a diáspora dos seus autores, outras foram aí produzidas por razões económicas ou por interesse dos locais nos escritos desses portugueses – uns vivos, outros mortos.

Mas quantos, onde, quando, de quem, por quem e para quem? Que temas abordavam e que línguas foram utilizadas?

Para responder a estas questões, João Alves Dias elaborou um projeto de investigação que consiste no levantamento das obras de autores portugueses – porque nascidos em Portugal – impressas entre 1501 e 1600, fora das fronteiras territoriais lusitanas. Este levantamento, que se prevê se prolongue até 2027, será periodicamente divulgado na Biblioteca Nacional de Portugal (BNP), com a exposição de livros escolhidos de entre os exemplares estudados que se encontram nas coleções à guarda da BNP e da Biblioteca Pública de Évora.

Depois de uma primeira mostra, que se ocupou das duas primeiras décadas, segue-se esta – realizada com a colaboração de Pedro Mesquita – em que se apresenta uma seleção do que foi produzido durante as décadas de vinte, trinta e quarenta do século XVI. Se acaso não for maior – em quantidade – a obra impressa produzida por autores portugueses fora de Portugal, tem um valor idêntico à produzida intramuros e não pode ser ignorada.

Nem tudo o que é referenciado e exposto constitui obra de tomo; alguma dessa produção pode ser considerada apenas uma pequena peça de «adorno» que só viveu, sobreviveu e é hoje conhecida e referenciada, porque «parasitou» uma outra obra, essa sim na época mais importante – como é o caso das pequenas poesias (ou dos epigramas) escritos por Aires Barbosa ou Diogo Pires não esquecendo os de Ângelo André de Resende publicados em conjunto com outros escritores”

[AQUI – sublinhados, nossos]

J.M.M.

segunda-feira, 7 de outubro de 2019

[EXPOSIÇÃO] CENTENÁRIO DO JORNAL “A BATALHA”



Centenário do jornal “A Batalha”

DIA: 9 de Outubro de 2019 (17,00 horas) a 27 de Dezembro de 2019;

LOCAL: Auditório da Biblioteca Nacional de Portugal (Campo Grande, 83, Lisboa);

ORGANIZAÇÃO: Jornal A Batalha.

► PROGRAMA do dia 9 de Outubro

17,00 horas – Inauguração da Exposição;

18,00 horas – Lançamento da obra  [reedição] de Jacinto Baptista, “Surgindo vem ao longe a nova Aurora... Para a história do diário sindicalista A Batalha / 1919-1927" (1ª ed., Lisboa, Livraria Bertrand, 1977, 214 p.)

Apresentação do Prof. António Ventura

► “No âmbito das comemorações do centenário do jornal A Batalha, inaugura no próximo dia 9 de Outubro uma exposição na Biblioteca Nacional, com curadoria de António Baião (CEPS), António Cândido Franco (UÉvora) e João Freire (ISCTE-IUL), patente até ao dia 27 de Dezembro.

Através de material em boa medida inédito ou inacessível, esta exposição dará conta de uma história rica em acontecimentos e transformações, desde o período em que o jornal foi órgão da Confederação Geral do Trabalho e principal voz do anarco-sindicalismo em Portugal (1919-1927) até ao ressurgimento no pós-25 de Abril e ao momento presente, em que, renovado, se assume como «jornal de expressão anarquista».

Ocorre também este ano a efeméride dos 45 anos de criação da revista A Ideia, recordando-se aqui igualmente a sua trajetória, desde Paris, em abril de 1974, até ao atual n.º 84/85/86 como «revista de cultura libertária».

A inauguração terá lugar a partir das 17h00 no Auditório da Biblioteca Nacional, com entrada livre, seguindo-se, às 18h00, a apresentação da reedição de "Surgindo vem ao longe a nova Aurora...", uma história dos primeiros anos deste jornal da autoria de Jacinto Baptista, uma edição conjunta entre a Letra Livre e A Batalha.

Esperamos por ti! Saudações libertárias”

VER O PROGRAMA AQUI

J.M.M.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2019

HISTÓRIA DA CULTURA EM PORTUGAL NO SÉCULO XX. INDUSTRIALIZAÇÃO, MASSIFICAÇÃO, MEDIAÇÕES - CONGRESSO


Nos dias 7, 8 e 9 de Fevereiro de 2019 realiza-se um importante congresso dedicado à questão da História da Cultura em Portugal no Século XX. Industrialização, massificação e mediações.

Ao longo de três dias alguns dos especialistas vão tratar de temas que vão desde os livros, ao cinema, à música, entre outros aspectos.

O evento decorre na Biblioteca Nacional.

Pode ler-se na nota de abertura do congresso aqui:

"O congresso “História da Cultura em Portugal no Século XX” procura recensear pesquisas recentes e abrir novos campos de investigação na história cultural contemporânea em Portugal. A amplitude temática dos painéis, que inclui questões políticas e de periodização cultural, circulações do objecto escrito e o desenvolvimento das indústrias audiovisuais, entre outras, será uma oportunidade para estabelecer novas relações entre a história da cultura e outras dimensões, porventura melhor conhecidas, da história de Portugal no século XX.

Por outro lado, o conjunto de abordagens que teremos oportunidade de discutir, reflectirão criticamente sobre algumas das categorias menos questionadas do campo cultural – a cultura nacional, o cânone erudito, o estatuto da autoria – abrindo assim a análise para a circulação de objectos culturais, para a cultura popular e para as formas de apropriação e convívio culturais, na linha dos cortes transversais operados pela viragem cultural das últimas décadas. O objectivo do congresso é o de procurar, na diversidade das apresentações, encontrar uma perspectiva de conjunto das muitas formas que a cultura e a vida cultural assumiu no sociedade portuguesa ao longo do século XX."

Na comissão organizadora do congresso encontram-se dois especialistas com trabalhos e publicações científicas sobre o tema de grande valor: Luís Trindade e Luís Augusto da Costa Dias.

O programa completo pode ser consultado AQUI.
Os resumos das comunicações e as notas biográficas dos comunicadores podem ser consultadas AQUI.

Um excelente programa, tocando as mais variadas áreas e temas actualizando conhecimentos e descobrindo que existe ainda muito mais para se investigar em Portugal.

Muitas felicidades para a iniciativa e que corra tudo pelo melhor, até porque estão vários amigos com quem nos temos cruzado pelos congressos, bibliotecas e eventos científicos.

A.A.B.M.




segunda-feira, 5 de março de 2018

VIDA E OBRA DE MARIA LAMAS



DEBATE: “Vida e Obra de Maria Lamas. Atualizar o pensamento, abalar a indiferença”.

DIA: 8 de Março 2018 (10,00 horas);
LOCAL:
Auditório da Biblioteca Nacional de Portugal (Campo Grande, 83, Lisboa);

Na Comemoração dos seus 50 Anos, o Movimento Democrático de Mulheres (MDM), realiza um Ciclo de Debates – “MDM. Um Movimento de Mulheres em Movimento" -, abrindo o seu Ciclo, no próximo dia 8 de Março, com um sugestivo tema: "Vida e Obra de Maria Lamas. Atualizar o pensamento, abalar a indiferença”. No decorrer da sessão será lançado o livro de “Atas do II Congresso Maria Lamas”, realizado a 12 de Dezembro de 2015, em Almada.

A não perder.

J.M.M.

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

COLÓQUIO INTERNACIONAL: GOMES FREIRE E AS VÉSPERAS DA REVOLUÇÃO DE 1820


Hoje, 18 de Outubro de 2017, a Biblioteca Nacional, em Lisboa, leva a efeito um colóquio internacional assinalando os 200 anos da morte de Gomes Freire de Andrade, organizado pelas prestigiadas historiadoras Miriam Halpern Pereira e Ana Cristina Araújo.

Este colóquio conta, entre outros historiadores, com a presença prestigiante dos Professores José Manuel Tengarrinha, Miriam Halpern Pereira, José Capela, Maria Beatriz Nizza da Silva, José Luís Cardoso e Fernando Dores Costa que garantem a qualidade dos intervenientes e das comunicações a apresentar.

O programa do colóquio é o seguinte:


9h30 Receção

9h45 Abertura | Maria Inês Cordeiro (BNP), Miriam Halpern Pereira (CIES/ISCTE.IUL) e Guilherme d´Oliveira Martins (FCG) 

10h00 1ª sessão | Império e Reino Unido: as fraturas
Moderação: Lúcia Bastos (FERJ / Brasil)


O Norte na restauração nacional de 1808 - o papel dos militares | José Viriato Capela (ICS-UM)
Reforma e revolta na crise de 1810-1820 | José Manuel Tengarrinha (FLL/UL)
Indisponibilidade e fratura no centro político: proteção britânica, retorno de membros da Legião Portuguesa e dissidências ideológicas | Ana Cristina Araújo (FLUC-CHSC)


Debate 

11h30 Pausa para café 

11h45 2ª sessão | Protesto político em divergência: de Pernambuco a Lisboa
Moderação: José Capela (ICS-UM)

1. A revolta de Pernambuco de 1817 

A elite mercantil pernambucana e a rebelião de 1817 | Maria Beatriz Nizza da Silva (USP- São Paulo)
Como fazer uma revolução: a historiografia e o movimento de 1817 em Pernambuco | Guilherme Pereira das Neves (UFF -Niterói, RJ)


Debate

13h44 Almoço

14h30 2ª Sessão (continuação)
Moderação: Ana Cristina Araújo (FLUC-CHSC)


2. A “Conspiração” de Gomes Freire de Andrade


A Conspiração de Gomes Freire: enquadramento económico e político | José Luís Cardoso (ICS-UL)
A guerra iminente em 1817. As consequências europeias da política platina de D. João VI e Portugal como espaço sem «soberano». | Fernando Dores Costa (FCSH/UNL-IHC),
A conspiração de Gomes Freire e a oposição liberal aos regimes da Restauração na Europa | Grégoire Bron (U:Paris/ Berne)
Memória e História: “de traidores a mártires da Pátria”, em perspectiva crítica | Miriam Halpern Pereira (CIES/ISCTE-IUL)


Debate 

16h15 Pausa para o café 

16h30 3ª sessão | A opinião pública e a imprensa dos exilados em Londres - Mesa Redonda 1
Moderação: José Manuel Tengarrinha (FLL/UL)


A Conspiração de Gomes Freire: enquadramento e leituras da imprensa no exílio londrino | Adelaide Vieira Machado (FCSH/UNL-CHAM)
O Correio Braziliense e a ‘pretendida conspiração’ | João Pedro Ferreira (FCSH/UNL-CHAM)


Debate

18h00 Encerramento

Informações complementares podem ser obtidas na página da Biblioteca Nacional AQUI.

Uma excelente iniciativa que não podemos deixar de divulgar junto de todos os interessados na temática e sobretudo com a qualidade destes participantes.

Com os votos do maior sucesso para a iniciativa.

A.A.B.M.

sexta-feira, 13 de maio de 2016

USOS DO PASSADO - SEMINÁRIO DE INVESTIGAÇÃO

Realiza-se no dias 13 de Maio de 2016, na Sala de Formação da Biblioteca Nacional, em Lisboa, a partir das 9.50h,  o seminário de investigação subordinado ao tema: Usos do Passado.
Pode ler-se na nota de divulgação:
Este seminário pretende colocar em discussão formas diversas de fazer sentido do passado e de a ele ser sensível. Atendendo a diferenças e continuidades entre os modos de usar o passado, na primeira parte do seminário discutiremos práticas comemorativas que vão das celebrações da 
data da abolição da escravidão no Brasil à comemoração - corria o ano de 1946 - pelo Império Português da “descoberta” da Guiné. E discutiremos ainda o lugar da Idade Média nas políticas de comemoração e patrimonialização do Portugal Contemporâneo. Na segunda parte, o debate concentrar-se-á nas práticas de representação historiográfica e cinematográfica do passado, focando-se questões que vão dos estilos de escrita dos historiadores nos primórdios do Estado Novo às operações de apropriação de imagens de arquivo pelo cinema que hoje se tem interessado pela história contemporânea de Portugal. Analisaremos ainda a prática historiográfica de actuais apologistas portugueses da história política.
PROGRAMA 9h50 | Abertura, por José Neves e Pedro Martins 10h | POLÍTICAS DE COMEMORAÇÃO “Antes, a gente ouvia falar. Hoje, a gente está falando”: História, memória e a construção de formas de se contar a escravidão e a abolição no Brasil.Matheus Serva Pereira (Unicamp) Medievalismo, romantismo e nacionalismo: as origens da nacionalidade portuguesa entre a historiografia e as políticas de memória (séculos XIX  e XX)Pedro Martins (IHC-FCSH/UNL e Universidade de Lucerna) As comemorações públicas e a invenção da mitologia imperial nas colóniasVíctor Barros (CEIS20 – Universidade de Coimbra) 13h: pausa para almoço 14H30 | HISTÓRIA E METAHISTÓRIA Histórias em tempos de fascismoAntónio da Silva Rêgo (Birkbeck College – Universidade de Londres) Tempo, história e política em Fátima Bonifácio e Rui RamosJosé Neves (IHC-FCSH/UNL) O filme de apropriação e a (re)escrita da históriaTiago Baptista (Cinemateca, IHC-FCSH/UNL) ------------------------------------------  RESUMOS DAS COMUNICAÇÕES - “Antes, a gente ouvia falar. Hoje, a gente está falando”: História, memória e a construção de formas de se contar a escravidão e a abolição no Brasil. A apresentação terá como objetivo investigar os esforços para a construção de uma memória sobre a abolição da escravidão no Brasil (13 de maio de 1888) nos dez anos seguintes ao ocorrido. Em seguida, pretende comparar essa construção com outras formas de contar a escravidão e a abolição no país, especialmente aquelas emergidas a partir dos anos 1980, quando de transformações na historiografia brasileira sobre a abolição da escravidão e da ascensão de movimentos sociais que pautavam suas reivindicações em políticas públicas sobre a memória do passado escravista brasileiro. Matheus Serva Pereira realiza doutoramento em História Social da África, na Unicamp (Campinas-Brasil), com pesquisa financiada pela FAPESP. Graduado e Mestre em História Social pela UFF (Niterói-Brasil). -
Medievalismo, Romantismo e Nacionalismo: as origens da nacionalidade portuguesa entre a historiografia e as políticas de memória (séculos XIX e XX)
Identificada pelos românticos como uma das épocas de ouro das nações europeias, a Idade Média assumiu um importante papel na cultura histórica portuguesa dos séculos XIX e XX. Figuras como Afonso Henriques ou monumentos como o Castelo de Guimarães e a Sé de Lisboa tornaram-se 
símbolos de uma medievalidade que, à luz do conceito de Estado-nação, importava estudar, recuperar e comemorar. Nesta comunicação, iremos analisar como o tema das origens da nacionalidade foi narrado, discutido e celebrado neste período, partindo de três exemplos: a História de Portugal de Alexandre Herculano (1846-1854), os debates em torno do restauro da sé de Lisboa (1902-1940) e as comemorações centenárias de 1940. Pretender-se-á demonstrar a importância de estudar a relação entre historiografia e as chamadas “políticas de memória”, a fim de melhor compreender a representação e divulgação de uma imagem romantizada da Idade Média em Portugal.
Pedro Martins é investigador do IHC. Entregou recentemente a sua tese de doutoramento sobre as representações da Idade Média no Portugal contemporâneo, realizada na Universidade Nova de Lisboa e na Universidade de Lucerna, tendo para o efeito beneficiado de uma bolsa de 
doutoramento da FCT.
- As comemorações públicas e a invenção da mitologia imperial nas colónias
Em 1946, as autoridades coloniais do Estado Novo decidem comemorar o quinto centenário do‘descobrimento’ da Guiné. Perante a precariedade de conclusões assertivas que permitissem aceitar com grande plausibilidade a problemática histórica da chegada dos portugueses à costa Ocidental africana (então designada de Guiné), os prosélitos do salazarismo instauram uma comemoração e, com ela, inventam a colónia. Propõem-se então nesta comunicação colocar em evidência a forma como os usos públicos da história em contexto colonial operam na fabricação de imaginários e no manuseamento de narrativas destinadas a inventar uma história para as colónias.
Víctor Barros é bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian e investigador colaborador do CEIS 20 (Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX – Universidade de Coimbra). - Histórias em tempos de fascismo
Nas décadas de 1930 e de 1940, todas as histórias institucionalizadas em Portugal eram caucionadas pelo regime do Estado novo. Contudo, importa verificar a pluralidade dessas abordagens, das mais conservadoras e ultramontanas às mais radicais e fascistas. Nesta comunicação, vamos olhar para as virtudes, hábitos, desiderata e competências que caracterizavam os historiadores “do regime”, tal como os distintos estilos de escrita por eles usados, de forma a perceber os principais conflitos e confluências da historiografia do começo do 
Estado Novo.
António da Silva Rêgo é actualmente doutorando no Birkbeck College, Universidade de Londres. Licenciou-se na FCSH em 2012 e concluiu em 2015 o Mestrado (RMa) na Universidade de Leiden, escrevendo a tese History in times of Fascism. Discipline and Practices of History during the 
beginning of the Portuguese New State.
- Tempo, história e política em Fátima Bonifácio e Rui Ramos
A produção historiográfica de Fátima Bonifácio e de Rui Ramos constitui-se um objecto de referência no domínio da história contemporânea. Na presente comunicação, começo por analisar a consistência de um projecto intelectual que – a caminho de uma cultura histórica liberal – abraçou numa mesma filosofia uma ideia de história, um ideal de historiografia e uma tradição político-ideológica. Em seguida, veremos como os efeitos desta unificação se exprimem tanto a 
nível da escrita historiadora de Ramos e Bonifácio como a nível dos sujeitos que se tornam protagonistas das suas histórias. Finalmente, elaborarei algumas críticas tanto à prática historiográfica de ambos os autores como a certas críticas que lhes são dirigidas.
José Neves é professor auxiliar no departamento de História da FCSH-UNL e dirige actualmente a revista Práticas da História – Journal on Theory, Historiography and Uses of the Past. - O filme de apropriação e a (re)escrita da história.

Nos últimos dez anos, verificou-se uma multiplicação de filmes portugueses feitos com recurso parcial ou total a imagens de arquivo como, por exemplo, Kuxa Kanema: o nascimento do cinema (Margarida Cardoso, 2003), Natureza Morta (Susana de Sousa Dias, 2005), Fantasia 
Lusitana (João Canijo, 2010), ou Linha Vermelha (José Filipe Costa, 2012). Estes filmes tiram partido da grande massa de imagens preservadas e disponibilizadas pelos arquivos audiovisuais nos últimos 20 anos, de novas tecnologias de visionamento e montagem digital, e de transformações nas interpretações historiográficas do salazarismo e do PREC. O trabalho de apropriação e ressignificação de imagens de arquivo analisa o papel do cinema naqueles períodos históricos ao mesmo tempo que proporciona lições importantes sobre o próprio funcionamento da imagem cinematográfica. Os filmes de apropriação sublinham, assim, o papel mediador das imagens de arquivo, que deixam de ser entendidas como representações transparentes do passado para serem vistas, antes, como construções audiovisuais desse mesmo passado.
Tiago Baptista trabalha como conservador e investigador na Cinemateca Portuguesa-Museu do Cinema desde 2002. Desenvolve actualmente o seu doutoramento na Universidade de Londres sobre a prática do ensaio audiovisual digital.


A informação sobre este evento pode ser obtida AQUI.

A entrada é gratuita.

A.A.B.M.