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segunda-feira, 7 de outubro de 2019

[EXPOSIÇÃO] CENTENÁRIO DO JORNAL “A BATALHA”



Centenário do jornal “A Batalha”

DIA: 9 de Outubro de 2019 (17,00 horas) a 27 de Dezembro de 2019;

LOCAL: Auditório da Biblioteca Nacional de Portugal (Campo Grande, 83, Lisboa);

ORGANIZAÇÃO: Jornal A Batalha.

PROGRAMA do dia 9 de Outubro

17,00 horas – Inauguração da Exposição;

18,00 horas – Lançamento da obra  [reedição] de Jacinto Baptista, “Surgindo vem ao longe a nova Aurora... Para a história do diário sindicalista A Batalha / 1919-1927" (1ª ed., Lisboa, Livraria Bertrand, 1977, 214 p.)

Apresentação do Prof. António Ventura

► “No âmbito das comemorações do centenário do jornal A Batalha, inaugura no próximo dia 9 de Outubro uma exposição na Biblioteca Nacional, com curadoria de António Baião (CEPS), António Cândido Franco (UÉvora) e João Freire (ISCTE-IUL), patente até ao dia 27 de Dezembro.

Através de material em boa medida inédito ou inacessível, esta exposição dará conta de uma história rica em acontecimentos e transformações, desde o período em que o jornal foi órgão da Confederação Geral do Trabalho e principal voz do anarco-sindicalismo em Portugal (1919-1927) até ao ressurgimento no pós-25 de Abril e ao momento presente, em que, renovado, se assume como «jornal de expressão anarquista».

Ocorre também este ano a efeméride dos 45 anos de criação da revista A Ideia, recordando-se aqui igualmente a sua trajetória, desde Paris, em abril de 1974, até ao atual n.º 84/85/86 como «revista de cultura libertária».

A inauguração terá lugar a partir das 17h00 no Auditório da Biblioteca Nacional, com entrada livre, seguindo-se, às 18h00, a apresentação da reedição de "Surgindo vem ao longe a nova Aurora...", uma história dos primeiros anos deste jornal da autoria de Jacinto Baptista, uma edição conjunta entre a Letra Livre e A Batalha.

Esperamos por ti! Saudações libertárias”

VER O PROGRAMA AQUI

J.M.M.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2019

HISTÓRIA DA CULTURA EM PORTUGAL NO SÉCULO XX. INDUSTRIALIZAÇÃO, MASSIFICAÇÃO, MEDIAÇÕES - CONGRESSO


Nos dias 7, 8 e 9 de Fevereiro de 2019 realiza-se um importante congresso dedicado à questão da História da Cultura em Portugal no Século XX. Industrialização, massificação e mediações.

Ao longo de três dias alguns dos especialistas vão tratar de temas que vão desde os livros, ao cinema, à música, entre outros aspectos.

O evento decorre na Biblioteca Nacional.

Pode ler-se na nota de abertura do congresso aqui:

"O congresso “História da Cultura em Portugal no Século XX” procura recensear pesquisas recentes e abrir novos campos de investigação na história cultural contemporânea em Portugal. A amplitude temática dos painéis, que inclui questões políticas e de periodização cultural, circulações do objecto escrito e o desenvolvimento das indústrias audiovisuais, entre outras, será uma oportunidade para estabelecer novas relações entre a história da cultura e outras dimensões, porventura melhor conhecidas, da história de Portugal no século XX.

Por outro lado, o conjunto de abordagens que teremos oportunidade de discutir, reflectirão criticamente sobre algumas das categorias menos questionadas do campo cultural – a cultura nacional, o cânone erudito, o estatuto da autoria – abrindo assim a análise para a circulação de objectos culturais, para a cultura popular e para as formas de apropriação e convívio culturais, na linha dos cortes transversais operados pela viragem cultural das últimas décadas. O objectivo do congresso é o de procurar, na diversidade das apresentações, encontrar uma perspectiva de conjunto das muitas formas que a cultura e a vida cultural assumiu no sociedade portuguesa ao longo do século XX."

Na comissão organizadora do congresso encontram-se dois especialistas com trabalhos e publicações científicas sobre o tema de grande valor: Luís Trindade e Luís Augusto da Costa Dias.

O programa completo pode ser consultado AQUI.
Os resumos das comunicações e as notas biográficas dos comunicadores podem ser consultadas AQUI.

Um excelente programa, tocando as mais variadas áreas e temas actualizando conhecimentos e descobrindo que existe ainda muito mais para se investigar em Portugal.

Muitas felicidades para a iniciativa e que corra tudo pelo melhor, até porque estão vários amigos com quem nos temos cruzado pelos congressos, bibliotecas e eventos científicos.

A.A.B.M.




segunda-feira, 5 de março de 2018

VIDA E OBRA DE MARIA LAMAS



DEBATE: “Vida e Obra de Maria Lamas. Atualizar o pensamento, abalar a indiferença”.

DIA: 8 de Março 2018 (10,00 horas);
LOCAL:
Auditório da Biblioteca Nacional de Portugal (Campo Grande, 83, Lisboa);

Na Comemoração dos seus 50 Anos, o Movimento Democrático de Mulheres (MDM), realiza um Ciclo de Debates – “MDM. Um Movimento de Mulheres em Movimento" -, abrindo o seu Ciclo, no próximo dia 8 de Março, com um sugestivo tema: "Vida e Obra de Maria Lamas. Atualizar o pensamento, abalar a indiferença”. No decorrer da sessão será lançado o livro de “Atas do II Congresso Maria Lamas”, realizado a 12 de Dezembro de 2015, em Almada.

A não perder.

J.M.M.

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

COLÓQUIO INTERNACIONAL: GOMES FREIRE E AS VÉSPERAS DA REVOLUÇÃO DE 1820


Hoje, 18 de Outubro de 2017, a Biblioteca Nacional, em Lisboa, leva a efeito um colóquio internacional assinalando os 200 anos da morte de Gomes Freire de Andrade, organizado pelas prestigiadas historiadoras Miriam Halpern Pereira e Ana Cristina Araújo.

Este colóquio conta, entre outros historiadores, com a presença prestigiante dos Professores José Manuel Tengarrinha, Miriam Halpern Pereira, José Capela, Maria Beatriz Nizza da Silva, José Luís Cardoso e Fernando Dores Costa que garantem a qualidade dos intervenientes e das comunicações a apresentar.

O programa do colóquio é o seguinte:


9h30 Receção

9h45 Abertura | Maria Inês Cordeiro (BNP), Miriam Halpern Pereira (CIES/ISCTE.IUL) e Guilherme d´Oliveira Martins (FCG) 

10h00 1ª sessão | Império e Reino Unido: as fraturas
Moderação: Lúcia Bastos (FERJ / Brasil)


O Norte na restauração nacional de 1808 - o papel dos militares | José Viriato Capela (ICS-UM)
Reforma e revolta na crise de 1810-1820 | José Manuel Tengarrinha (FLL/UL)
Indisponibilidade e fratura no centro político: proteção britânica, retorno de membros da Legião Portuguesa e dissidências ideológicas | Ana Cristina Araújo (FLUC-CHSC)


Debate 

11h30 Pausa para café 

11h45 2ª sessão | Protesto político em divergência: de Pernambuco a Lisboa
Moderação: José Capela (ICS-UM)

1. A revolta de Pernambuco de 1817 

A elite mercantil pernambucana e a rebelião de 1817 | Maria Beatriz Nizza da Silva (USP- São Paulo)
Como fazer uma revolução: a historiografia e o movimento de 1817 em Pernambuco | Guilherme Pereira das Neves (UFF -Niterói, RJ)


Debate

13h44 Almoço

14h30 2ª Sessão (continuação)
Moderação: Ana Cristina Araújo (FLUC-CHSC)


2. A “Conspiração” de Gomes Freire de Andrade


A Conspiração de Gomes Freire: enquadramento económico e político | José Luís Cardoso (ICS-UL)
A guerra iminente em 1817. As consequências europeias da política platina de D. João VI e Portugal como espaço sem «soberano». | Fernando Dores Costa (FCSH/UNL-IHC),
A conspiração de Gomes Freire e a oposição liberal aos regimes da Restauração na Europa | Grégoire Bron (U:Paris/ Berne)
Memória e História: “de traidores a mártires da Pátria”, em perspectiva crítica | Miriam Halpern Pereira (CIES/ISCTE-IUL)


Debate 

16h15 Pausa para o café 

16h30 3ª sessão | A opinião pública e a imprensa dos exilados em Londres - Mesa Redonda 1
Moderação: José Manuel Tengarrinha (FLL/UL)


A Conspiração de Gomes Freire: enquadramento e leituras da imprensa no exílio londrino | Adelaide Vieira Machado (FCSH/UNL-CHAM)
O Correio Braziliense e a ‘pretendida conspiração’ | João Pedro Ferreira (FCSH/UNL-CHAM)


Debate

18h00 Encerramento

Informações complementares podem ser obtidas na página da Biblioteca Nacional AQUI.

Uma excelente iniciativa que não podemos deixar de divulgar junto de todos os interessados na temática e sobretudo com a qualidade destes participantes.

Com os votos do maior sucesso para a iniciativa.

A.A.B.M.

sexta-feira, 13 de maio de 2016

USOS DO PASSADO - SEMINÁRIO DE INVESTIGAÇÃO

Realiza-se no dias 13 de Maio de 2016, na Sala de Formação da Biblioteca Nacional, em Lisboa, a partir das 9.50h,  o seminário de investigação subordinado ao tema: Usos do Passado.
Pode ler-se na nota de divulgação:
Este seminário pretende colocar em discussão formas diversas de fazer sentido do passado e de a ele ser sensível. Atendendo a diferenças e continuidades entre os modos de usar o passado, na primeira parte do seminário discutiremos práticas comemorativas que vão das celebrações da 
data da abolição da escravidão no Brasil à comemoração - corria o ano de 1946 - pelo Império Português da “descoberta” da Guiné. E discutiremos ainda o lugar da Idade Média nas políticas de comemoração e patrimonialização do Portugal Contemporâneo. Na segunda parte, o debate concentrar-se-á nas práticas de representação historiográfica e cinematográfica do passado, focando-se questões que vão dos estilos de escrita dos historiadores nos primórdios do Estado Novo às operações de apropriação de imagens de arquivo pelo cinema que hoje se tem interessado pela história contemporânea de Portugal. Analisaremos ainda a prática historiográfica de actuais apologistas portugueses da história política.
PROGRAMA 9h50 | Abertura, por José Neves e Pedro Martins 10h | POLÍTICAS DE COMEMORAÇÃO “Antes, a gente ouvia falar. Hoje, a gente está falando”: História, memória e a construção de formas de se contar a escravidão e a abolição no Brasil.Matheus Serva Pereira (Unicamp) Medievalismo, romantismo e nacionalismo: as origens da nacionalidade portuguesa entre a historiografia e as políticas de memória (séculos XIX  e XX)Pedro Martins (IHC-FCSH/UNL e Universidade de Lucerna) As comemorações públicas e a invenção da mitologia imperial nas colóniasVíctor Barros (CEIS20 – Universidade de Coimbra) 13h: pausa para almoço 14H30 | HISTÓRIA E METAHISTÓRIA Histórias em tempos de fascismoAntónio da Silva Rêgo (Birkbeck College – Universidade de Londres) Tempo, história e política em Fátima Bonifácio e Rui RamosJosé Neves (IHC-FCSH/UNL) O filme de apropriação e a (re)escrita da históriaTiago Baptista (Cinemateca, IHC-FCSH/UNL) ------------------------------------------  RESUMOS DAS COMUNICAÇÕES - “Antes, a gente ouvia falar. Hoje, a gente está falando”: História, memória e a construção de formas de se contar a escravidão e a abolição no Brasil. A apresentação terá como objetivo investigar os esforços para a construção de uma memória sobre a abolição da escravidão no Brasil (13 de maio de 1888) nos dez anos seguintes ao ocorrido. Em seguida, pretende comparar essa construção com outras formas de contar a escravidão e a abolição no país, especialmente aquelas emergidas a partir dos anos 1980, quando de transformações na historiografia brasileira sobre a abolição da escravidão e da ascensão de movimentos sociais que pautavam suas reivindicações em políticas públicas sobre a memória do passado escravista brasileiro. Matheus Serva Pereira realiza doutoramento em História Social da África, na Unicamp (Campinas-Brasil), com pesquisa financiada pela FAPESP. Graduado e Mestre em História Social pela UFF (Niterói-Brasil). -
Medievalismo, Romantismo e Nacionalismo: as origens da nacionalidade portuguesa entre a historiografia e as políticas de memória (séculos XIX e XX)
Identificada pelos românticos como uma das épocas de ouro das nações europeias, a Idade Média assumiu um importante papel na cultura histórica portuguesa dos séculos XIX e XX. Figuras como Afonso Henriques ou monumentos como o Castelo de Guimarães e a Sé de Lisboa tornaram-se 
símbolos de uma medievalidade que, à luz do conceito de Estado-nação, importava estudar, recuperar e comemorar. Nesta comunicação, iremos analisar como o tema das origens da nacionalidade foi narrado, discutido e celebrado neste período, partindo de três exemplos: a História de Portugal de Alexandre Herculano (1846-1854), os debates em torno do restauro da sé de Lisboa (1902-1940) e as comemorações centenárias de 1940. Pretender-se-á demonstrar a importância de estudar a relação entre historiografia e as chamadas “políticas de memória”, a fim de melhor compreender a representação e divulgação de uma imagem romantizada da Idade Média em Portugal.
Pedro Martins é investigador do IHC. Entregou recentemente a sua tese de doutoramento sobre as representações da Idade Média no Portugal contemporâneo, realizada na Universidade Nova de Lisboa e na Universidade de Lucerna, tendo para o efeito beneficiado de uma bolsa de 
doutoramento da FCT.
- As comemorações públicas e a invenção da mitologia imperial nas colónias
Em 1946, as autoridades coloniais do Estado Novo decidem comemorar o quinto centenário do‘descobrimento’ da Guiné. Perante a precariedade de conclusões assertivas que permitissem aceitar com grande plausibilidade a problemática histórica da chegada dos portugueses à costa Ocidental africana (então designada de Guiné), os prosélitos do salazarismo instauram uma comemoração e, com ela, inventam a colónia. Propõem-se então nesta comunicação colocar em evidência a forma como os usos públicos da história em contexto colonial operam na fabricação de imaginários e no manuseamento de narrativas destinadas a inventar uma história para as colónias.
Víctor Barros é bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian e investigador colaborador do CEIS 20 (Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX – Universidade de Coimbra). - Histórias em tempos de fascismo
Nas décadas de 1930 e de 1940, todas as histórias institucionalizadas em Portugal eram caucionadas pelo regime do Estado novo. Contudo, importa verificar a pluralidade dessas abordagens, das mais conservadoras e ultramontanas às mais radicais e fascistas. Nesta comunicação, vamos olhar para as virtudes, hábitos, desiderata e competências que caracterizavam os historiadores “do regime”, tal como os distintos estilos de escrita por eles usados, de forma a perceber os principais conflitos e confluências da historiografia do começo do 
Estado Novo.
António da Silva Rêgo é actualmente doutorando no Birkbeck College, Universidade de Londres. Licenciou-se na FCSH em 2012 e concluiu em 2015 o Mestrado (RMa) na Universidade de Leiden, escrevendo a tese History in times of Fascism. Discipline and Practices of History during the 
beginning of the Portuguese New State.
- Tempo, história e política em Fátima Bonifácio e Rui Ramos
A produção historiográfica de Fátima Bonifácio e de Rui Ramos constitui-se um objecto de referência no domínio da história contemporânea. Na presente comunicação, começo por analisar a consistência de um projecto intelectual que – a caminho de uma cultura histórica liberal – abraçou numa mesma filosofia uma ideia de história, um ideal de historiografia e uma tradição político-ideológica. Em seguida, veremos como os efeitos desta unificação se exprimem tanto a 
nível da escrita historiadora de Ramos e Bonifácio como a nível dos sujeitos que se tornam protagonistas das suas histórias. Finalmente, elaborarei algumas críticas tanto à prática historiográfica de ambos os autores como a certas críticas que lhes são dirigidas.
José Neves é professor auxiliar no departamento de História da FCSH-UNL e dirige actualmente a revista Práticas da História – Journal on Theory, Historiography and Uses of the Past. - O filme de apropriação e a (re)escrita da história.

Nos últimos dez anos, verificou-se uma multiplicação de filmes portugueses feitos com recurso parcial ou total a imagens de arquivo como, por exemplo, Kuxa Kanema: o nascimento do cinema (Margarida Cardoso, 2003), Natureza Morta (Susana de Sousa Dias, 2005), Fantasia 
Lusitana (João Canijo, 2010), ou Linha Vermelha (José Filipe Costa, 2012). Estes filmes tiram partido da grande massa de imagens preservadas e disponibilizadas pelos arquivos audiovisuais nos últimos 20 anos, de novas tecnologias de visionamento e montagem digital, e de transformações nas interpretações historiográficas do salazarismo e do PREC. O trabalho de apropriação e ressignificação de imagens de arquivo analisa o papel do cinema naqueles períodos históricos ao mesmo tempo que proporciona lições importantes sobre o próprio funcionamento da imagem cinematográfica. Os filmes de apropriação sublinham, assim, o papel mediador das imagens de arquivo, que deixam de ser entendidas como representações transparentes do passado para serem vistas, antes, como construções audiovisuais desse mesmo passado.
Tiago Baptista trabalha como conservador e investigador na Cinemateca Portuguesa-Museu do Cinema desde 2002. Desenvolve actualmente o seu doutoramento na Universidade de Londres sobre a prática do ensaio audiovisual digital.


A informação sobre este evento pode ser obtida AQUI.

A entrada é gratuita.

A.A.B.M.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

NO CENTENÁRIO DA CRUZADA DAS MULHERES PORTUGUESAS: MOSTRA DOCUMENTAL NA BIBLIOTECA NACIONAL

Foi ontem inaugurada na Biblioteca Nacional de Portugal a Mostra Documental que assinala o Centenário da Cruzada das Mulheres Portuguesas, onde se pode observar o papel que desempenhou esta organização durante a Grande Guerra.

Pode ler-se na nota de divulgação do evento no sítio da Biblioteca Nacional de Portugal:

A Biblioteca Nacional de Portugal (BNP) assinala o centenário da criação da Cruzada das Mulheres Portuguesas (CMP), associação criada em 1916 com o objetivo de prestar assistência aos necessitados devido à Grande Guerra.

Foi inspirada na sua congénere francesa, La Croisade des Femmes Françaises, surgida em 1915, que, a 20 de março de 1916, um grupo de 80 mulheres, em que se incluía Elzira Dantas Machado, mulher do Presidente da República Bernardino Machado, fundou a Cruzada. A CMP desenvolveu a sua ação através de comissões (Propaganda, Enfermagem e Assistência aos Militares Mobilizados), promoveu a organização de cursos destinados a preparar enfermeiras e a criação de um hospital.

Integrou um grupo de mulheres portuguesas que quiseram responder a um repto patriótico, num momento particularmente difícil da História. Mulheres – mães, esposas e irmãs – souberam mobilizar-se para intervir e auxiliar, aos mais diversos níveis, numa cruzada cuja ação se manteria por mais de duas décadas.

Já anteriormente em 1914, perante a emergência de uma nova realidade social, se assistiu ao surgimento da Comissão Feminina «Pela Pátria» que mobilizou um grupo de mulheres em torno da ideia de apoio pelo voluntariado, entre as quais Ana de Castro Osório, Ana Augusta de Castilho, Antónia Bermudes e Maria Benedita Mouzinho de Albuquerque Pinto.

Norteada pelos princípios advogados pela sua antecessora «Pela Pátria» – e depois da declaração de guerra da Alemanha a Portugal a 9 de março de 1916, como consequência da aliança anglo-portuguesa – a CMP congregou um grupo considerável de mulheres, tendo por secretária da Comissão de Propaganda e Organização do Trabalho, Ana de Castro Osório, e contou com o apoio dos mais altos representantes da estrutura governativa e militar.

A Cruzada não se ficou pelas campanhas de recolha de donativos, pela confeção e distribuição de bens e agasalhos aos mais carenciados e pelo apoio aos soldados. A Obra Maternal, criada em 1909, foi assumida pela estrutura nascente como forma de auxiliar os órfãos de guerra, procurando assegurar a dignidade e a formação de crianças que mendigavam pelas ruas da capital. Fez ainda nascer outras obras, como o instituto que visava a reinserção dos mutilados regressados da frente de batalha, instalado no antigo convento de Arroios, sob a presidência de Ester Norton de Matos. Impulsionou a criação de inúmeros estabelecimentos visando quer o desenvolvimento das capacidades profissionais, quer o acolhimento aos mais desfavorecidos, nomeadamente a casa de trabalho em Xabregas, promoveu a abertura de creches, escolas e orfanatos. E, em França, criou o Hospital Militar Português em Hendaia.

Esta mostra apresenta essencialmente o material enviado, em 27 de julho de 1917, pela Comissão Feminina «Pela Pátria» para o projetado Museu de Guerra, e que se encontra hoje no acervo da BNP.

A mostra estará patente entre 28 de Janeiro de 2016 e 30 de Abril de 2016, na sala de referência da Biblioteca Nacional, conforme se pode verificar AQUI.

Uma interessante iniciativa que merece uma visita e a melhor divulgação.

A.A.B.M.

domingo, 18 de outubro de 2015

III CONGRESSO REPUBLICA E REPUBLICANISMO


Vai realizar-se em Lisboa, na Biblioteca Nacional, nos próximos dias 21, 22 e 23 de Outubro, o III Congresso República e Republicanismo. Este congresso, conforme se pode ler na nota de apresentação:
Este importante fórum de discussão aberto e pluridisciplinar procurará contribuir para o alargamento do espaço de reflexão e de conhecimento sobre o republicanismo enquanto movimento político, ideológico, filosófico e cultural, mas também para que se renovem as interpretações sobre as experiências históricas concretas de afirmação e/ou rejeição do modelo republicano.
Este ano, o III Congresso I República e Republicanismo pretende suscitar o debate em torno das Sociabilidades e Sociedades Republicanas (1870-1930), segundo uma perspectiva historiográfica comparada, nomeadamente com as experiências espanhola e francesa. Pretende-se privilegiar os modelos de intervenção social republicanos e conhecer o alcance respectivo, no âmbito das estruturas locais, nos domínios político, económico, recreativo, cultural, desportivo, entre outros. Por outro lado, visa-se um conhecimento renovado sobre as elites republicanas, na definição de perfis, no entendimento das motivações subjacentes à sua adesão ao republicanismo e na indagação das fórmulas de promoção política do ideário no espaço local.
Programa
Quarta-feira, 21 de Outubro

14h30 – 18h00 Abertura
Nicolas Berjoan ,Université de Perpignan-Via Domitia (Roussillon-France), Penser le républicanisme (fini séculaire) avec Maurice Agulhon. Relecture de l'œuvre, et perspectives historiographiques

Salvador Cruz Artacho, Francisco Acosta Ramírez, Santiago Jaén milla, Ana Belén , Universidad de Jaén, Sociabilidade republicana en Andalucía (1890-1923)
Norberto Cunha, Universidade do Minho, A aproximação Portugal-Brasil. Problemas do projecto de Gaspar de Lemos (1919)
Quinta-feira, 22 de Outubro
9h30 – 11h00
Pedro Martins, IHC-FCSH-UNL, Da comuna medieval à República: Jaime Cortesão e “Os factores democráticos na formação de Portugal”
David Luna de Carvalho, IHC-FCSH-UNL, A geografia da implantação do republicanismo em Portugal (1910-1917)
Amadeu Sousa , Ceis20 - UC, Republicanizar pela cabeça e pela barriga-o relevo do Centro Escolar Bernardino Machado, em Braga, no dealbar da República
João Moreira, Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, A I República e o republicanismo português em João Martins Pereira

11h30 – 13h00
Carla Sequeira, CITCEM - Faculdade de Letras da Universidade do Porto, Sociabilidades e propaganda republicana no Alto Douro: a Comissão Municipal Republicana de Peso da Régua
Maria João Raminhos Duarte, ISMAT- Instituto Manuel Teixeira Gomes (Portimão), Regionalismo no Algarve na I República: uma relação equívoca entre o centro e a periferia
Célia Reis, IHC-FCSH-UNL, As eleições de 1911 em Timor
Lia Ribeiro, Escola D. Maria II – Vila Nova da Barquinha, O clube como pedra angular da propaganda republicana

14h30 – 15h30
Pilar Salomón, Universidad de Zaragoza, Sociabilidad republicana y construcción de la ciudadanía femenina: Anticlericalismo e identidades de género durante la II República española
Fátima Mariano, IHC-FCSH-UNL, O voto de Carolina Beatriz Ângelo – Algumas interrogações e outras tantas reflexões
16h00 – 18h00
Carlos MB Valentim, ISCTE-IUL/Academia de Marinha, A República dos Marinheiros
Fernando David e Silva, Centro de Investigação Naval, Das “ambições da Armada republicana “ à “esquadra de papel”: a República e a Marinha nas vésperas da Grande Guerra:
Mariana Castro, IHC-FCSH-UNL, A República em Elvas durante a Primeira Guerra Mundial: Um Sucesso ou um Falhanço? - Alguns traços gerais sobre a extensão do poder local 
Eliana Brites Rosa, ICS-UL , A Renascença Portuguesa e a I Guerra Mundial

Sexta-feira, 23 de Outubro
9h30 – 11h00
Nuno Simão Ferreira, Centro de História da Universidade de Lisboa, O Integralismo Lusitano e a crítica à I República: a visão de Alberto de Monsaraz
João Barata, Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, Biografia Parlamentar: Anselmo Xavier 1911-1915
Nulita Raquel Freitas Andrade, FCSH-UNL, O Visconde da Ribeira Brava na 1.ª República Madeirense
Inês Paixão Martins, Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, Republicanismo e a reorganização do Exército Português

11h30 – 13h00
Gonçalo Silva Ferreira, Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, A segurança pública na Lisboa republicana. O desempenho de Eusébio Leão como Governador Civil.
Gonçalo Rocha Gonçalves, CIES / ISCTE-IUL , A Comodificação da Desordem: Incêndios, Seguros e o Imaginário da Insegurança em Portugal, 1910-1917.
Diogo Ferreira, IHC-FCSH-UNL, O 14 de Maio de 1915 em Setúbal: o último ímpeto republicano numa cidade operária
Pedro Leal, Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, A influência da GNR na sociedade portuguesa entre 1919-1921: a acção política de Liberato Pinto

14h30 – 15h30
Vanessa Batista, Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, O governo de José Relvas: Uma tentativa de renascer a «Velha República»
Francisco Miguel Araújo, CITCEM - Faculdade de Letras da Universidade do Porto, A campanha «Homem Cristo» (1923-1926)

15h45 – 17h Encerramento
Maria Gemma Rubi Casals, Universitat Autònoma de Barcelona, República y nación en España. La apuesta del republicanismo catalanista a principios del siglo XX
António Ventura, Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, A Maçonaria Portuguesa e as Revoltas contra a Ditadura Militar (1927-1931)

Uma iniciativa que não podemos deixar de divulgar e de desejar os maiores sucessos.

A.A.B.M.

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

MOSTRA BIBLIOGRÁFICA: RAMALHO ORTIGÃO - UM PUBLICISTA EM FIM DE SÉCULO


A partir de 25 de Setembro, vai estar patente na Biblioteca Nacional de Portugal uma mostra bibliográfica sobre Ramalho Ortigão.

Pode ler-se na  nota de divulgação evento na Biblioteca Nacional:
José Duarte Ramalho Ortigão (1836-1915) foi uma expressão da multifacetada figura do publicista finissecular, porém com uma atividade de sincero compromisso crítico com «o país e a sociedade portuguesa» de que As Farpas foram a obra de referência de quase uma vida.

Sobre Sampaio Bruno ou França Borges, por exemplo, figuras típicas que com ele partilharam uma posição de exceção ética – quando o estatuto simbólico do publicista declinara, no fim do século XIX, no oportunismo e na promiscuidade com os interesses das elites políticas e económicas −, Ramalho Ortigão prefigura, como poucos, o longo percurso do intelectual de oitocentos. A longevidade de vida o permitiu.

O ponto de partida romântico teve lugar logo na educação doméstica, passada numa quinta nortenha aos cuidados de uma avó, a que se seguiu a tentativa de cursar Direito em Coimbra, de que veio a desistir; regressou ao Porto para dar aulas de línguas no colégio de Nª Srª da Lapa, de que o pai era diretor, sendo professor de Eça de Queirós; enfim, a carreira de homem de letras, num estatuto que nunca perdeu por completo, misto de diletante viageiro, cronista do que vê, do que lê, por onde passa. Esta fase terminou com um alinhamento ao lado de Feliciano de Castilho, na querela literária com os jovens partidários do Bom Senso e Bom Gosto, chegando a bater-se com Antero de Quental de florete em riste.

Ler mais sobre o evento AQUI.

Um evento que se recomenda a todos os interessados em conhecer melhor a obra de Ramalho Ortigão.

A.A.B.M.

sábado, 27 de setembro de 2014

II CONGRESSO I REPÚBLICA E REPUBLICANISMO


 
Nos próximos dias 2 e 3 de Outubro de 2014, na Biblioteca Nacional, em Lisboa, realiza-se o II Congresso I República e Republicanismo.

Organizado pelo Centro República, o congresso conta com um conjunto significativo de investigadores que abordarão diversas temáticas relacionadas com o republicanismo. O painel inicial de dia 2 de Outubro vai ser dedicado ao tema Ciência e Educação e conta com as participações de:
Elisabete Francisco (FL/UL e C.E.H.R./UCP), A 1.ª República: entre o passado e o futuro.
- Ana Cristina Martins (IICT), A 9.ª sessão do Congresso Internacional de Antropologia e Arqueologia Pré-Histórica (Lisboa, 1880) e o movimento republicano em Portugal: ilusões e desilusões
João Principe (CEHFCi/EU e IHC-FCSH/UNL), Sérgio e Caraça: Uma solidariedade Plural
Luís Alberto Alves e Francisco Miguel Araújo (CITCEM-FL/UP e CITCEM-FL/UP e FCT), A internacionalização da Universidade do Porto na I República.
Painel II | A Guerra e a República
Diogo Ferreira (IHC-FCSH/UNL), O impacto socioeconómico da I Guerra Mundial em Setúbal (1914-1918)
Mariana Castro (IHC-FCSH/UNL), Contrabando de Guerra em Elvas durante a Primeira Guerra Mundial (1914-1918)
 Ana Damâso e Sandra Patrício (IHC-FCSH/UNL), Às Portas da Guerra: Movimentos Sociais em Sines. As movimentações operárias e patronais em Sines de 1914 a 1926
José Lima Garcia (CEIS 20-UC e IHC-FSCH/UNL), O Combate e a defesa dos paradigmas republicanos do belicismo e do intervencionismo
- João Nogueira (CH-FL/UL), Carlos Olavo, um deputado nas trincheiras: reflexões sobre a Grande Guerra e a República.
Carlos Manuel Valentim (CEHC-ISCTE/IUL), Sidónio Pais e a Revolta dos Marinheiros (Dezembro de 1917-Janeiro 1918). Um confronto entre a terra e o mar     
Sérgio Resende (UA), A Gripe Espanhola nos Açores: Memória e Património durante a Grande Guerra
David Luna Carvalho (CHEC-ISCTE/IUL), Os questionários sobre a implementação da Lei da Separação do Estado das Igrejas entre a sua publicação a 20 de Abril de 1911 e Abril de 1914, em Portugal
Ana Gaspar (Dir.Serv.Arq.Doc-SG MF), As implicações da Lei da Separação do Estado das Igrejas no concelho de Cascais
Ana Venâncio (ARTIS-IHA-FL/UL), Edifícios nacionalizados destinados a qualquer fim de interesse social. A arquitectura religiosa adaptada ao serviço da população
Vanessa Batista (FL/UL), Da República Irmã? Percepções espanholas sobre a virtualidade da relação luso-espanhola (1911-1913)
Manuel Baiôa (CIDEHUS/UE), Os centros políticos, a imprensa e o financiamento do Partido Republicano Nacionalista (1923-1935)
Painel IV | República em contexto local 
- Paulo Rodrigues (CCAH/UM), O Povo na formação do pensamento republicano madeirense (1883-1888/1907-1910)
- Joaquim Rodrigues (ES e IHC-FCSH/UNL), O Algarve na I República. Da esperança à desilusão (1910-1926)
- Miguel Portela, A criação do concelho de Castanheira de Pera em 1914
- Carla Sequeira (CITCEM-FL/UP), A organização do campo político municipal no concelho de Peso da Régua entre 1919 e 1926
- António José de Oliveira (CEPESE), Subsídios para o estudo do Jornal das Taipas, semanário republicano (1921-1924)
- Augusto Moutinho Borges (CLEP/UL), Almeidenses na República: José Augusto Barbosa Colen (1849-1917), Dr. António Ginestal Machado (1874-1940) e Dr. Teófilo Carvalho dos Santos (1906-1986)
Nuno Simão Ferreira (FL/UL), A República e os monárquicos: as visões de Mariotte e de Alberto de Monsaraz
Painel V | Mulheres e República
 - Ana Bela Silveira (IHC-FCSH/UNL), O pensamento feminista de Beatriz Pinheiro a partir da revista viseense Ave Azul (1899/1900)
- Isabel Pinto (CECC), Do silêncio nasce a voz, ou as outras cidadanias da I República
- Sílvia Marques (FL/UL), A I República, a Infância e a Delinquência Juvenil
- João Esteves (CEHC-ISCTE/IUL), Da República à ditadura: as mulheres do Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas na década de 1920
DIA 3 DE OUTUBRO DE 2014
Painel VI | Republicanismo
-  Fernando Rodrigues (EcoSol-CES/UC), Dimensão axiológica da República: a economia social
- João Lázaro (ISCTE/IUL), O ideal republicano no movimento operário português (1850-1860)
- Isabel Correia da Silva (ICS/UL), O lusobrasileirismo como discurso político republicano: o poder da imagem fraterna
-   Amadeu Sousa (CEIS20/UC), Pela República, Sempre! A ação dos republicanos em Braga após maio de 1926
- Adelaide Vieira Machado (CHC-CHAM-FCSH/UNL), O exílio e a ideia de democracia em contexto colonial. O «Boletim da Sociedade Luso-Africana» do Rio de Janeiro (1932-1938): unidade e diversidade
- Célia Reis (IHC-FCSH/UNL), O Projecto de reorganização do Ensino em Macau no início da República
-  Alice Samara (IHC-FCSH/UNL), A República e a Cidade. A memória da Primeira República durante o Estado Novo
Painel VII | Cultura, lazer e desporto 
-  Maria João Castro (IHA-FCSH/UNL), Da inspiração à exibição: Fragmentos de dança na I República
- Ana Luisa Paz (Inst.Educ./UL), Combates pelo génio: o músico intelectual e o ideal cultural no republicanismo português
- Milton Vogado (UC), José Pontes. O mito do desporto na I República
- Pedro Cerdeira (IHC-FCSH/UNL), A Sociedade Propaganda de Portugal e a implantação da República
- Ana Rias e Rogério Santos (FCH/UCP), «A República Portuguesa […] não é república nem portuguesa.» Os Opositores da República – o caso de António Ferro
 - Vera Mariz (ARTIS), Políticas e práticas patrimoniais na Índia portuguesa durante a I República
O colóquio conta ainda com conferências de abertura, realizadas por reputados historiadores da República e do Republicanismo de Portugal, Espanha e Itália, como:
Norberto Cunha | Universidade do Minho I Os intelectuais na I República
Maria Casalina | Universidade de Florença I A República entre a História e Historiografia
António Ventura | Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa I Maçonaria e República: desfazendo alguns mitos...
Rosa Ana Gutierrez | Universidade de Alicante | La monarquía cuestionada: el discurso político  y la cultura republicana en el liberalismo español decimonónico.
Informações complementares podem ser consultadas AQUI.

Um evento de grande qualidade, com variadas perspectivas sobre a temática da República que merece a pena conhecer e compreender para melhor avaliar.

Com os votos de maior sucesso para mais este congresso e para muitos amigos que tivemos oportunidade de conhecer no anterior congresso.

A.A.B.M.