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segunda-feira, 9 de abril de 2012

JOÃO CHAGAS - TRABALHOS FORÇADOS


TRABALHOS FORÇADOS por JOÃO CHAGAS [1863-1925], Typ. da Folha do Povo (Biblioteca da Folha do Povo, com capa alegorica de Moraes), Lisboa, II vol., 1900, 288+322 pgs [saiu uma edição definitiva em 1926-27, pela Aillaud & Bertrand (Lisboa), em III vols, 261+245+266 pgs]

Trata-se do raro e estimado livro de João Chagas, valioso testemunho para a história política da época, um "libelo revolucionário republicano do período em que o mais acérrimo opositor de João Franco – João Pinheiro Chagas – foi deportado para Angola" [ler AQUI]


" ... Fruto dos artigos acutilantes que entretanto tinha [João Chagas] escrito, foi alvo de diversos processos que o levaram à prisão por dez dias, em 26 de Janeiro de 1891, sentença esta que estava cumprindo aquando da revolta no Porto, sendo considerado um dos promotores e cúmplices da revolta. Foi julgado e condenado a 4 anos de prisão ou 6 anos de degredo. Em Setembro de 1891 embarca para Angola (Moçamedes), para cumprir a sua pena, lá tentou pôr em prática um plano de evasão que se gorou. Consegue evadir-se do seu cárcere no dia 1 de Novembro, chegando a Paris a 15 de Janeiro de 1892, após diversas peripécias narradas no seu livro 'Trabalhos forçados'. Sendo uma pessoa de espírito irrequieto e bastante audacioso, em Fevereiro, vem para Portugal, onde se manteve alguns dias sem ser descoberto pela polícia. No mês de Setembro voltou clandestinamente a Portugal, onde foi feito preso e enviado para África, onde permaneceu até ao ano de 1893 ano em que, fruto de uma amnistia para presos políticos, regressou à cidade do Porto. Os trabalhos forçados a que foi sujeito no degredo não o vergaram nem o desalentaram dos seus intuitos ... [ler TUDO AQUI - sublinhados nossos]

capa via FRENESI

J.M.M.

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

CARTA D'EL REI D. CARLOS I


Carta D'El Rei D. Carlos I

"9-5-907

Meu querido João

Depois da nossa conversa tive varias outras noticias de differentes origens que todas confirmam a maneira de vêr e de proceder em que hontem ficamos de accordo. Vamos por certo ter uma campanha sobretudo contra nós dois, mas para isso é que cá estamos. Campanha baseada na minha carta ao Hintze, e nas tuas antecedentes affirmações.
Mas a minha carta ao Hintze não condemna em absoluto as dictaduras. Dizia que n'aquelle momento as não achava convenientes, o que não queria dizer que n'outros, e este é um d'elles, eu não as acceite e, o que é mais, até as ache convenientes e necessarias. E ainda que eu tivesse declarado absolutamente o contrario, diria que não é homem de Estado, nem sabe servir o seu Paiz aquelle que julgando ter affirmado um erro, se não penitenceie d'elle e não esteja prompto, reconhecendo-o, a seguir caminho diverso que julgue mais opportuno e conveniente.
Quanto ás tuas affirmacões … provaste á saciedade que as quizeste seguir; deste uma sessão parlamentar, nunca vista, mas chegaste ao fim, como chegaram todos aquelles que estão de sangue frio e não levados por mesquinhas considerações pessoaes ou partidarias, convencido que não era d'alli que poderia vir o restabelecimento da disciplina social, nem o renascimento do nosso Paiz. N'este sentimento acompanha-te, acompanha-nos, por certo grande parte do Paiz; deixemos, pois, fallar quem falla e continuemos serenamente, com calma, mas com firmeza a nossa obra. N'este caminho encontrarás tu e os teus collegas todo o meu appoio o mais rasgado e o mais franco, porque considero que só assim, dadas as circumstancias em que nos encontramos, poderemos fazer alguma cousa boa e util para o nosso Paiz. Desculpa esta massada, mas tive receio que da nossa conversa d'hontem te tivesse ficado alguma duvida sobre a minha maneira de pensar.
Sempre teu amigo obrigado

Carlos R.
"

[in, Cartas D'El Rei D. Carlos I a João Franco Castello-Branco seu ultimo Presidente do Conselho, Livrarias Aillaud e Bertrand, 1924, 5ª ed., p.119-120]

J.M.M.

quarta-feira, 4 de abril de 2007

JOÃO FRANCO

João Franco

João Franco, Presidente do Conselho, no seu gabinete da rua da Emenda, com Henrique Schindler.

Foto de Joshua Benoliel, in Arquivo Fotográfico.

J.M.M.