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quarta-feira, 5 de setembro de 2018

CENTENÁRIO DO SANATÓRIO VASCONCELOS PORTO


No próximo dia 8 de Setembro de 2018, realiza-se esta iniciativa evocativa do Centenário do Sanatório Doutor Carlos Vasconcelos Porto a ter lugar no Museu do Traje de S. Brás de Alportel.

Após a cerimónia de abertura com o Presidente da Câmara Municipal de S. Brás de Alportel, da representante da Direcção Regional de Cultura, do Director do Serviço de Pneumologia, do Presidente da Administração Regional de Saúde do Algarve e e do Reitor da Universidade do Algarve.

São conferencistas:
- Vítor Ribeiro e Cristina Fé Santos, O(s) Sanatório(s) de São Brás de Alportel - O caso do Sanatório Vasconcelos Porto;
- Renato Gama; Rosa Costa, Arquitectura Sanatorial: Contribuições a partir do Sanatório Vasconcelos Porto;
- Gisele Sanglard, Filantropia, saúde, sociedade: a construção de uma rede de assistência no Brasil e em Portugal, no início do século XX;

- Graça Serejo, As empresas ferroviárias e a assistência hospitalar;
- José Luís Dória, A assistência hospitalar até ao SNS;

- Fernando Rosas, A "pneumónica" ou a "gripe espanhola" em Portugal (1918/1919);
- Vítor Matos e Ana Luísa Santos, O Arquivo Clínico do Sanatório Vasconcelos Porto - São Brás de Alportel;
- Isabel Palmeirim, A formação em Medicina, os jovens profissionais e a integração na região.

Esta acção é promovida pelo Município de São Brás de Alportel, em parceria com a Administração Regional de Saúde do Algarve, a Direcção Regional de Cultura e a Universidade do Algarve.

A realização deste conjunto de conferências tem o apoio do Centro Hospitalar Universitário do Algarve (CHUA), da Sub-Região de Faro da Ordem dos Médicos, da Secção Regional do Sul da Ordem dos Arquitetos, da CP Comboios de Portugal, do Instituto de Higiene e Medicina Tropical e da Santa Casa da Misericórdia de São Brás de Alportel – Museu do Traje.

A inscrição pode ser feita AQUI.

Com os votos de maior sucesso nesta iniciativa.

A.A.B.M.

quinta-feira, 28 de abril de 2016

FERNANDO ROSAS: ULTIMA LIÇÃO

Hoje, 28 de Abril de 2016, daqui a poucas horas vais ser apresentada a última lição do Professor Fernando Rosas, no Auditório da Universidade Nova de Lisboa

O tema da lição vai ser História, (des)memória e Hegemonia.

Para acompanhar com toda a atenção e votos de continuação de muitas pesquisas, publicações e intervenções pela frente ao conferencista.

A.A.B.M.

quarta-feira, 20 de abril de 2016

A RUPTURA REPUBLICANA: CICLO DE CONFERÊNCIAS NA FUNDAÇÃO MÁRIO SOARES

A Fundação Mário Soares, no âmbito de mais um ciclo de conferências subordinada ao tema Rupturas, com a coordenação do Professor Fernando Rosas vai levar a efeito esta conferência, para a qual chamamos a atenção de todos os que nos seguem:

Título da conferênciaA Ruptura Republicana (1910-1914)

Conferencista: Joaquim Romero Magalhães

Local: Auditório José Gomes Mota
Rua de S. Bento, 160 - Lisboa
Entrada Livre

Data: 21 de Abril de 2016

Horário: 18:00 h

Uma iniciativa a divulgar e a que desejamos o maior sucesso.

A.A.B.M.

terça-feira, 14 de outubro de 2014

REVISITAR O ESTADO NOVO: CURSO LIVRE


Ao longo dos meses de Outubro e Novembro o Instituto de História Contemporânea e a Associação Portuguesa dos Amigos dos Castelo retomam a organização de Cursos Livres de História, neste caso procedendo a uma revisitação a alguns aspectos e momentos do Estado Novo. Apesar de já se ter realizado a primeira sessão, aqui fica o calendário das sessões que se seguem até 6 de Novembro, num total de oito aulas sobre diferentes análises do Estado Novo, contando com alguns reconhecidos especialistas no tema.

Nesta sessão de dia 16 de Outubro de 2014, Álvaro Garrido (FLUC) trata o tema «Estado Novo, corporativismo e fomento económico».

Dentro desta temática, o curso abordará os mais variados subtemas: questões de politicas interna e externa, relação com a Igreja Católica, a questão colonial, as regras em espaço público, a falência do regime e o seu período de transição.

O curso decorrerá na biblioteca dos Amigos dos Castelos em Lisboa, com oito sessões, de 9 de Outubro a 6 de Novembro, entre as 18.00h e as 20.00h e com a coordenação científica do Prof. Doutor Fernando Rosas.

A participação é sujeita a inscrição.

PROGRAMA

16 de Outubro
Estado Novo, corporativismo e fomento económico
Prof. Doutor Álvaro Garrido (FLUC)

21 de Outubro
O trono e o altar: o Estado Novo e a Igreja católica
Doutora Paula Santos (investigadora do IHC)

23 de Outubro
Do “império” ao “ultramar”: a política colonial do Estado Novo
Doutor Miguel Bandeira Jerónimo

28 de Outubro
Salazarismo, cultura e espaço público
Prof. Doutor Luís Trindade (Birbeck College, U. Londres)

30 de Outubro
Entre o Atlântico e a Europa: a política externa e o Estado Novo
Prof. Doutor Luís Nuno Rodrigues (ISCTE)

04 de Novembro
A guerra colonial (1961-1974/75)
Coronel Aniceto Afonso (investigador do IHC)

06 de Novembro
O marcelismo e a falência da transição
Prof. Doutor Fernando Rosas (FCSH/UNL e IHC)

Inscrições
Com documentação e/ou aulas projetadas incluídas:
.Associados e Estudantes: €60,00
.Não Associados: €70,00

A inscrição será feita através do Secretariado dos Amigos dos Castelos utilizando o telefone: 218885381 ou pelo endereço eletrónico hfarrim@amigosdoscastelos.org.pt">hfarrim@amigosdoscastelos.org.pt

O pagamento da inscrição deverá ser feito presencialmente no Secretariado ou através de transferência bancária pelo NIB 001000007417630000190. No caso desta opção deverá enviar um comprovativo da sua inscrição para o endereço eletrónico hfarrim@amigosdoscastelos.org.pt">hfarrim@amigosdoscastelos.org.pt indicado o nome, morada, telefone e contribuinte do participante.

O coordenador científico do curso é o Prof. Doutor Fernando Rosas.

As informações detalhadas e esclarecimentos podem ser procurados AQUI.

Um curso muito interessante e que merece a melhor divulgação.

A.A.B.M.

sexta-feira, 9 de maio de 2014

"SETÚBAL SOB A DITADURA MILITAR", DE ALBÉRICO AFONSO COSTA

Vai ser amanhã apresentado em Setúbal, na Galeria do Quartel 11, pelas 16.30 horas, a mais recente publicação do Prof. Albérico Afonso Costa Alho, Setúbal sob a Ditadura Militar (1926-1933).

Para proceder à apresentação da obra estarão presentes Carlos Tavares da Silva e Fernando Rosas.

Participam ainda no evento o Grupo Musical Trovas e Cantigas, para animar musicalmente a sessão.

Sobre o autor da obra pode encontrar-se um currículo detalhado AQUI.

A acompanhar com toda a atenção.

A.A.B.M.

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

XII CURSO LIVRE DE HISTÓRIA CONTEMPORÂNEA

Está a decorrer durante toda esta semana, entre 18 e 22 de Novembro, o XII Curso Livre de História Contemporânea, organizado em parceria entre a Fundação Mário Soares e o Instituto de História Contemporânea da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, desta vez subordinado ao tema A Segunda Grande Depressão. Dinâmicas e Debates da Crise

O presente curso está a ser coordenado pelo Professor Francisco Louçã.

Entre os professores convidados contam-se Carlos Batien, Fernando Rosas, João Ferreira do Amaral, Eduardo Paz Ferreira, Vítor Bento, José Maria Castro Caldas, Carlos Farinha Rodrigues, Renato Miguel do Carmo, Isabel Moreira e Michael Ash.

O programa completo pode ser consultado AQUI.

A.A.B.M.

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

ESTADO NOVO E UNIVERSIDADE: A PERSEGUIÇÃO AOS PROFESSORES


AUTORES: Fernando Rosas & Cristina Sizifredo;
EDITOR: Tinta-da-China (Setembro 2013), p. 144.

A Perseguição aos Professores conta a história de todos aqueles que,  por motivos políticos, se viram impedidos de aceder à docência  universitária, foram afastados dos seus centros de investigação,  impossibilitados de progredir nas carreiras académicas ou  compulsivamente exonerados das suas funções como investigadores ou  professores das universidades portuguesas durante a Ditadura Militar e  o Estado Novo.

A depuração política do corpo docente universitário ou de quem a ele  pretendia aceder, quase sempre fundamentada em informações da polícia  política, atingiu um largo espectro de investigadores ou docentes,  muitos dos quais representavam, nos seus sectores – na matemática, na  medicina, na economia, na física, na agronomia, nas ciências humanas  –, o escol do pensamento científico português. A perseguição política  desses elementos por parte de um regime que considerava a liberdade de  opinião e de expressão, e portanto a liberdade científica, como  incompatíveis com a segurança do Estado, acarretaria nefastas e  duradouras consequências para o desenvolvimento científico em Portugal.

Muitos dos investigadores e docentes perseguidos pelas suas convicções  políticas viram-se forçados ao exílio em vários países da Europa e da  América Latina, ou nos EUA, onde livremente puderam exercer o seu  múnus científico. E aí semearam a marca indelével do seu saber,   deixando aos países que os acolheram aquilo que foram impedidos de  oferecer ao seu.

Não parece possível abordar o problema da depuração política das  universidades sem se compreenderem as relações do Estado Novo com o  saber científico e académico e, portanto, com as universidades, depositárias tradicionais desse conhecimento e órgãos por excelência  da sua reprodução. Tenhamos presente que no projecto político, ideológico e cultural da 'política do espírito', delineado no rescaldo  do plebiscito constitucional de 1933 com a criação do Secretariado de  Propaganda Nacional (SPN), virá a ser atribuído um papel claramente  periférico e subalterno ao saber académico, à cultura científica e às   universidades de uma forma geral”.  [ler AQUI - sublinhados nossos]
 
 J.M.M.

sábado, 24 de novembro de 2012

"SALAZAR E O PODER. A ARTE DE SABER DURAR" DE FERNANDO ROSAS

Amanhã, domingo, no espaço FNAC ao Chiado, vai ser apresentado o livro do Professor Fernando Rosas, Salazar e o Poder. A Arte de Saber Durar.

A apresentação terá lugar pelas 18 horas e estará a cargo do também historiador e comentador político José Pacheco Pereira.

Uma oportunidade para ouvir as opiniões de dois dos mais reconhecidos historiadores portugueses, em especial sobre o período salazarista, que ambos combateram na sua juventude. Num momento em que também se encontram alguns sinais que alertam para os perigos e para a fragilidade da liberdade e da democracia é importante percebermos esses sinais, sobretudo com os exemplos que nos chegam do passado não muito recuado para se perceber o presente.

Uma apresentação e uma obra a não perder.

A.A.B.M.

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

CARTILHA "NORMALIZADA" DO ESTADO NOVO?


"Não era minha intenção intervir na polémica que neste jornal tem oposto os historiadores Rui Ramos (RR) e Manuel Loff (ML), a propósito dos conteúdos sobre a História do século XX da de que o primeiro é, respectivamente, autor e co-autor. E não o faria, se o inacreditável artigo de Filomena Mónica (FM) publicado nestas colunas (1/8 - jornal Público) a tal me não tivesse obrigado.

Permitam-me que comece por situar a questão, tal como a vejo: é ou não científica e civicamente relevante discutir criticamente os pontos de vista que enformam a versão da História política do século XX subscrita por RR? Eu acho que sim. Porque é um texto bem escrito, porque teve ampla divulgação e, sobretudo, porque é matéria que se prende umbilicalmente com a forma como pretendemos legitimar o presente e fazer o futuro. No meu entender, foi precisamente isso que, à sua maneira e no seu estilo assertivo, mas onde não vislumbro nada de insultuoso ou pessoalmente difamatório para o criticado, julgo que Manuel Loff pretendeu fazer. Na realidade, essa parte da História de Portugal de RR, no seu modo corrente e aparentemente desproblematizador, no seu jeito de discurso do senso comum superficial e para o 'grande público', é um texto empapado de ideologia. Uma ideologia que faz passar a visão da I República como um regime ditatorial, 'revolucionário' e de 'terror', por contraponto a um Estado Novo ordeiro e desdramatizado, quase banalizado na sua natureza política e social, transfigurado em ditadura catedrática, em regime conservador moderado e aceitável, apesar de um ou outro abuso. Essa visão — em vários aspectos semelhante ao próprio discurso propagandístico do Estado Novo sobre a I República e sobre si próprio — carece, a meu ver, de qualquer sustentação histórica. E, talvez por isso mesmo, convém salientá-lo, não é subscrita, ao que me parece, por uma significativa parte de historiadores e investigadores que, com diferentes perspectivas, trabalham sobre este período.

O que julgo intelectualmente inaceitável é que alguns dos candidatos do costume a sacerdotes do 'pensamento único' venham ameaçar com a excomunhão do seu mundo civilizado quem não aceitar o que eles parece quererem transformar numa espécie de cartilha 'normalizadora' do salazarismo e da sua representação histórica. Peço licença para dizer que, como historiador e como cidadão, não me intimidam. E por isso vamos ao que interessa.

É bem certo que a I República, e já várias vezes o escrevi, não foi, obviamente, uma democracia nem política, nem socialmente, sobretudo no sentido moderno do termo. Com o seu liberalismo oligárquico, com as suas perseguições políticas (sobretudo na sua primeira fase contra as conspirações restauracionistas) e principalmente sociais (contra o movimento operário e sindical), foi um regime de liberdade frequentemente condicionada, à semelhança da maioria dos regimes liberais da Europa do primeiro quartel do século XX. Mas com o ser isso tudo, foi um sistema imensamente mais liberal e aberto do que o Estado Novo da censura prévia, da proibição e perseguição dos partidos, dos sindicatos livres, do direito à greve e da oposição em geral, da omnipresença da polícia política e da violência arbitrária, da opressão quotidiana dos aparelhos de repressão preventiva e de enquadramento totalizante. E tenho para mim que isso não é banalizável ou 'normalizável'. Nem histórica, nem civicamente. É por isso que os valores matriciais da I República puderam ser os da resistência à ditadura salazarista e enformaram, como referência, os constituintes democráticos de 1976.

Infelizmente, RR não compareceu a este debate. Refugiou-se sob o manto de uma pretensa intangibilidade moral, ou seja, de uma vitimização construída a partir, na realidade, da deturpação dramatizante das críticas do seu interlocutor. FM fez bem pior. Sem aparentar perceber nada de nada, veio à liça reclamar contra o facto de ML romper o consenso que ela acha que existia em torno do 'terror republicano', apodá-lo de 'marxista leninista' e de 'historiador medíocre' — quem falou de insultar? — sem discutir um único dos seus pontos de vista e confessando desconhecer e não querer conhecer a obra de ML! E embalou: a 'deturpação de um texto', diz FM, está na natureza dos comunistas e apela sem rebuço à censura do 'seu' jornal contra tal gente. Isto tudo, claro está, porque, como se terá percebido, FM 'gosta de controvérsia'...

Para mim, ao contrário, acho absolutamente necessário que RR e FM continuem a ter pleno direito à palavra. Pelo menos, isso mantém-nos atentos e despertos relativamente aos 'demónios capazes de despertar o pior da cultura portuguesa' (António Barreto dixit)"

FERNANDO ROSAS, in jornal Público, 5 de Setembro 2012, p. 47

[texto via Entre as Brumas da Memória - sublinhados nossos -, com a devida vénia]

J.M.M.

quarta-feira, 4 de abril de 2012

PORTUGAL CONTEMPORÂNEO: ESTUDOS HISTÓRICOS COMENTADOS


No próximo dia 11 de Abril de 2012 vão realizar-se duas sessões do seminário organizado pelo Instituto de História Contemporânea, coordenadas pelos Professores Fernando Rosas e Paula Borges Santos.

A primeira, às 16 horas, conduzida por Flamarion Maués e comentada por Nuno Medeiros, extremamente interessante sobre Livros que tomam partido. A edição política em Portugal (1968-1982). Certamente com referências às edições clandestinas que circulavam, aos escritores proibidos no período do Marcelismo, aos editores com Francisco Lyon de Castro, Fernando Ribeiro de Mello, entre muitos outros.



Mais tarde, pelas 18 horas, Ricardo Noronha conduz uma apresentação sobre Política e Economia: a banca nacionalizada durante o PREC, que a Professora Eugénia Mata comentará. Certamente curiosos os contornos que envolveram esta medida e as consequências que teve e tem na economia portuguesa até aos nossos dias. Um tema por demais interessante porque ainda recentemente idêntica medida foi tomada, noutro contexto, e que tanta polémica tem provocado na sociedade portuguesa, tal como a decisão de há quase quatro décadas provocou.

Um conjunto de iniciativas a não perder.

A.A.B.M.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

1961 - O ANO DE TODOS OS PERIGOS



CICLO 1961 - O ANO DE TODOS OS PERIGOS. Desvio do Santa Maria, Lutas de Libertação, Golpes Militares, A Queda de Goa. Era o princípio do fim (Debates, Filmes, Conversas ...)

DATA: dia 19 de Fevereiro 2011 (15 horas);
LOCAL: Picoas Plaza (Rua Tomás Ribeiro, 65, Lisboa);
ORGANIZAÇÃO: CES (Centro de Estudos Sociais)

CONFERENCIA: Porque rugem as ondas do mar: Desvio do Santa Maria. Ataque à prisão de S. Paulo. Descontentamento militar. Lutas civis;
ORADOR: Fernando Rosas;
FILME: "Santa Liberdade", de Margarita Ledo Andion

"O ano de 1961 foi, para o regime salazarista, o ano de todos os perigos, vindo a revelar-se como o annus horribilis do ditador. Em distintos contextos, múltiplos acontecimentos marcariam esse ano, prenúncio do final do regime colonial-fascista português. Porque uma das linhas de orientação temática do CES aposta no aprofundar do conhecimento sobre o espaço de expressão portuguesa – e sobre as suas ligações históricas – este conjunto de sessões procura reflectir sobre um espaço unido por várias histórias e lutas.

Em 2011 passam 50 anos sobre esse ano de todos os perigos. Boa ocasião para recordar factos muitas vezes esquecidos, ouvindo os seus protagonistas, enquadrando-os na história comum que une Portugal e os países em que se transformaram – ou se integraram – as suas possessões coloniais...
"

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J.M.M.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

O LYCEU DE CAMÕES NA 1ª REPÚBLICA (1910-1930)



EXPOSIÇÃO:"O Lyceu Camões na 1ª República (1910-1930)"
LOCAL: Biblioteca da Escola Secundária de Camões
DATAS: 4 a 15 de Outubro de 2010

HOJE, DIA 7 de Outubro, realizou-se uma Conferência: "A Mulher na República", pelo Dr. Paulo Guinote

DIA 11 de Outubro: Conferência - "Porque se perdeu a 1ª República", pelo Dr. Fernando Rosas

ver TODAS as ACTIVIDADES AQUI

J.M.M.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

COLÓQUIO CORPORATIVISMO FASCISMOS E ESTADO NOVO

Vai realizar-se nos próximos dias 15 e 16 de Outubro de 2010, um importante colóquio, com um excelente leque de investigadores, para abordar e desbravar o difícil campo do corporativismo. Historiadores, economistas,sociólogos, politólogos, entre outros especialistas das Ciências Sociais vão apresentar as diferentes abordagens que se têm feito do tema: Corporativismo. Com uma comissão científica garantida pela qualidade do Professor Fernando Rosas e do Doutor Álvaro Garrido, devem passar pelo Sala Multiusos do Edifício ID, da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa cerca de duas dezenas de investigadores com créditos firmados. Entre os investigadores que vão apresentar o resultado das suas pesquisas e investigações temos, para além dos acima referidos: Diogo Freitas do Amaral, António Costa Pinto, Luís Reis Torgal, José Maria Brandão de Brito, António Manuel Hespanha, Manuel Lucena, Carlos Bastien, Fátima Patriarca, Maria Fernanda Rollo, Dulce Freire, José Luís Cardoso, Fernando de Oliveira Baptista, João Paulo Avelãs Nunes, Joana Dias Pereira e José Carlos Valente. Uma oportunidade invejável para compreender melhor o funcionamento, a regulação económica, a ideologia, a doutrina, o controlo social e a organização que funcionou em Portugal durante o período da "República Corporativa" instituída pelo Estado Novo. Uma actividade a não perder. A.A.B.M.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

I REPÚBLICA - LIBERDADE RELIGIOSA



Bispo defende que I República deu mais liberdade à Igreja

"O bispo auxiliar de Lisboa, D. Carlos Azevedo, defende que 'a I República deu à Igreja mais liberdade, mesmo cortando algumas liberdades'. Num debate inédito ontem à tarde, em Fátima, onde também participou o historiador Fernando Rosas, Carlos Azevedo recordou os 'muitos custos' que os privilégios da Igreja tinham durante a Monarquia constitucional: o governo controlava as dioceses, os dirigentes e os compêndios dos seminários ou os professores, entre outros factores.

Utilizando palavras mais duras em relação à posição da Igreja Católica na época, Fernando Rosas alinhou pela mesma avaliação positiva: 'A obra de laicização da República, com os seus desvios, com os seus exageros jacobinos, com as suas perversões, é uma das obras modernizadoras mais importantes do século XX português'

O dirigente do Bloco de Esquerda acrescentou que a Igreja da época 'estava transformada numa espécie de repartição pública' e que a separação do Estado e da Igreja é 'uma reforma fundamental da modernidade'.

Mas que Igreja Católica era esta? Aqui, notou-se mais divergência entre os dois intervenientes. Fernando Rosas, que fez questão de referir várias vezes a sua posição de ateu, descreveu o catolicismo do início do século XX português como muito diferente do actual: 'Apesar de variada e plural, a Igreja era em muitos aspectos, no seu discurso doutrinário e nas posições dos principais responsáveis, subsidiária da Sillabus', disse o historiador, numa referência ao documento do Papa Pio IX, do final do século XIX, em que se condenava a modernidade. Era uma Igreja 'ultramontana, desconfiada da democracia e da modernidade'.

Carlos Azevedo, também historiador - dirigiu a História Religiosa de Portugal -, olha para o catolicismo da época de forma menos negativa: a Igreja não atacou a República, antes se defendeu dos ataques; nem se moveu para 'restaurar a monarquia'; 'havia bispos amigos da família real, havia abades minhotos que aderiram à monarquia do Norte, a imprensa católica tinha um fundo monárquico, mas a realidade era muito mais vasta que isso', defendeu.

Carlos Azevedo citou a propósito uma intervenção do patriarca de Lisboa, António Mendes Belo, em Setembro de 1909, na Câmara dos Pares, em que lamentava a 'triste, tristíssima situação do episcopado português, cuja jurisdição' estava 'quase extinta'.

Perante cerca de duas centenas de participantes nas jornadas do Secretariado das Comunicações Sociais da Igreja Católica, Rosas defendeu que a Igreja de há 100 anos tinha um 'carácter subversivo' contra a República. E citou, entre outros exemplos, os 'muitos párocos envolvidos em manobras' contra o regime implantado em 5 de Outubro de 1910.

Rosas admitiu que havia muitos padres republicanos, mas acentuou: 'A Igreja, na voz de muitos dos seus principais dirigentes, era hostil ao republicanismo.' Mesmo se parte da Igreja 'não põe em causa' o 'regime republicano' e se nunca houve uma posição oficial contra a República, 'o espírito da coisa era muito anti-republicano: houve padres que pegaram em armas contra a República e a cultura anti-republicana e monárquica era largamente dominante na Igreja'.

Neste quadro, o historiador e dirigente do Bloco de Esquerda Fernando Rosas identifica um 'erro mortal' da I República: 'Permitir que a questão da laicidade do Estado, que era uma justa prioridade, se convertesse em questão religiosa. O governo republicano tratou não de criar um ambiente de separação, mas de restaurar muitos dos privilégios que existiam na Monarquia a favor da República.' Com isso, criou-se uma questão religiosa, apaziguada a partir de 1918"

[Bispo defende que I República deu mais liberdade à Igreja - Debate inédito junta Carlos Azevedo e Fernando Rosas em Fátima para falar da Igreja na I República, in jornal Público, 24 de Setembro de 2010, p. 16 - sublinhados nossos]

J.M.M.

domingo, 14 de fevereiro de 2010

LISBOA REVOLUCIONÁRIA 1908-1975


FERNANDO ROSAS - Lisboa Revolucionária 1908-1975 (VERSÃO ECONÓMICA)
EDITORA: Tinta da China

"O livro tem como objecto de estudo a Lisboa Revolucionária do século XX, particularmente os primeiros 30 anos do século passado, tendo ainda uma incursão pelo "abalo telúrico" de 1974/75, para utilizar uma expressão com que o autor se costuma referir a este período.

Uma das originalidades do livro, e um dos aspectos mais inovadores em termos da apresentação desta investigação histórica, é que o autor parte dos vários cenários de Lisboa, onde ocorreram os principais eventos que iriam determinar os acontecimentos insurreccionais, traçando uma espécie de geografia dos vários confrontos ...
" [ler TUDO AQUI]

J.M.M.

sexta-feira, 19 de junho de 2009


HISTÓRIA DA PRIMEIRA REPÚBLICA PORTUGUESA

«Propomos, neste volume, vários entendimentos para essa curta mas rica e complexa República de 16 anos que, longe de ser a aurora emancipadora e progressista que os seus apologistas e apoiantes anunciavam, desejavam e por que se bateram, acabou por se transformar na conturbada crise terminal do liberalismo português a que sucederia o longo ciclo de autoritarismo. Como venceu a República em 1910? Que contradições, que dificuldades viveu, como as resolveu, ou não, até à terrível aventura da participação na Grande Guerra? Que projectos delineou, que portas abriu ou tentou abrir nos vários campos em que procurou apostar? E como renasceu do pós-guerra, após o breve mas premonitório intervalo sidonista? Que República ou que repúblicas e anti-repúblicas foram essas que então se realinharam, também em Portugal, para a grande batalha social e política que anunciava na Europa a época dos fascismos? Afinal, porque venceu e porque morreu a Primeira República? E o que ficou dela como património de memória e reflexão para a democracia de hoje?»

in Introdução, "História da Primeira República", Edição Tinta da China, 2009

Foi recentemente publicada esta nova perspectiva sobre a Primeira República em Portugal, coordenada por Fernando Rosas e Maria Fernanda Rollo, editada pela Tinta da China, ao longo das mais de seis centenas de páginas com os contributos de alguns dos especialistas no tema como: Aniceto Afonso, Sílvia Correia, Luís Farinha, Ernesto Castro Leal, Isabel Pestana Marques, Maria Eugénia Mata, Filipe Ribeiro de Meneses, Vítor Neto, David Pereira, Joana Dias Pereira, Ana Catarina Pinto, Ana Paula Pires, Maria Cândida Proença, António Reis, Maria Fernanda Rollo, Fernando Rosas, Maria Alice Samara e João B. Serra.

Uma obra de conjunto que se aguardava e que, certamente, irá dar origem a outros estudos mais detalhados nas diferentes áreas com novos contributos, perspectivas de análise e documentos que entretanto foram sendo descobertos.

Uma obra a não perder.

A.A.B.M.

HISTÓRIA DA PRIMEIRA REPÚBLICA

Coordenação de Fernando Rosas e Maria Fernanda Rollo, Editora Tinta da China, Junho de 2009.

J.M.M.

quinta-feira, 29 de maio de 2008

DIÁRIO DA BATALHA DE PRAGA - POR FLAUSINO TORRES



Diário da Batalha de Praga – por Flausino Torres

"(...) este Diário… é o de uma “Batalha”, batalha não só do povo checoslovaco contra o invasor e as forças obscuras que reemergiram da sombra e do passado recente para barrar o “novo curso” de Dubcek e da sua equipa de “reformadores”. Batalha também, e para tantos decisiva e derradeira, de muitos militantes comunistas portugueses (desde logo os exilados nos países do leste) pela coerência de um ideal que deles e das suas vidas tinha feito quase tudo o que eram, um ideal que sentiam resgatado, renascido, pelo “socialismo de rosto humano”anunciado pela “Primavera de Praga”, isto é, pelas mudanças operadas na direcção e no programa do PC da Checoslováquia a partir de Janeiro de 1968, quando Dubcek, a face da mudança, assume a direcção do partido, e na prática, do Estado. Batalha que mobiliza totalmente o intelectual comunista Flausino Torres, então leitor de Cultura e Língua portuguesa na Universidade de Karlova, em Praga, e vários dos seus camaradas de um exílio feito de muitas dúvidas e desilusões com a experiência do “socialismo real”. Estava ali, afinal, a alternativa, o reencontro do socialismo consigo próprio, com o que entendiam, como nestes textos nos dá conta Flausino Torres, ser a sua essência de humanitarismo, democracia, participação operária e cidadã, liberdade, independência nacional, dignidade, em suma. Por tudo isto, combate que os faz chocar de frente, e no caso de Flausino usando uma violência verbal e escrita sem precedentes, com a direcção do PCP e o próprio Álvaro Cunhal, designadamente numa decisiva e tempestuosa reunião que se realiza, em Novembro de 1968, em Praga, da qual resultará o seu afastamento das fileiras do partido em que militava desde o final dos anos trinta. (...)"

[Fernando Rosas, in pref. Diário da Batalha de Praga Socialismo e Humanismo, de Flausino Torres, Edições Afrontamento. Apresentação e notas de Paulo Torres Bento]

J.M.M.