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domingo, 1 de dezembro de 2019

ASILO POLÍTICO EM TEMPOS DE SALAZAR



LIVRO: Asilo político em tempos de Salazar. Os casos de Humberto Delgado e Henrique Galvão;
AUTOR
: Luís Bigotte Chorão;
EDIÇÃO: Edições 70, Novembro de 2019, 336 p.

LANÇAMENTO:

DIA: 5 de Dezembro (18,30 horas);
LOCAL: Livraria Almedina Rato (R. da Escola Politécnica, 225 - Lisboa);
ORADORES: António Araújo | José Pacheco Pereira.

Henrique Galvão e Humberto Delgado assinalaram os difíceis tempos de oposição e luta à ditadura salazarista, tendo deixado um rasto de esperança e de ilusão nas camadas populares. Ambos tinham sido apoiantes da ditadura militar e do Estado Novo, ornamentando as suas fileiras. Na verdade, o tenente aviador Humberto Delgado e autor Da Pulhice do Homo Sapiens (Casa Ventura Abrantes, 1933), virulento escrito antirrepublicano e antimonárquico, acompanhou desde o início a ditadura e teve cargos relevantes no regime salazarista; Henrique Galvão, apoiante sidonista e caloroso adepto do salazarismo, exerceu devotamente cargos institucionais no início do Estado Novo. Essa ainda pouco esclarecida página negra da história contemporânea, levaram-nos, mais tarde, para o campo da oposição a Salazar e à Ditadura, fosse no escolho por uma pacífica luta eleitoral ou no ardor colocado em acções de grande espetacularidade e duro enfrentamento ao regime.

Este último trabalho de Luís Bigotte Chorão, aprofundamento de uma sua intervenção sobre o pedido de asilo político de Henrique Galvão à embaixada argentina, na FLUC, apresenta o enquadramento político e alguns marcos importantes em torno do asilo de Humberto Delgado (Janeiro de 1959) e Henrique Galvão (Fevereiro de 1959), incluindo, ainda, neste no seu estimado estudo outros asilados, como Rodrigo Teixeira Mendes de Abreu, Luís Cesariny Calafate, Manuel Serra, Sebastião Ribeiro, Manuel Sertório, Horácio Augusto Fernandes Gradim, Rogério de Oliveira e Silva, Joana Francisca Fonseca Simeão, Raúl Miguel Marques, Carlos Dionísio, entre outros.

Obra estimada e copiosa, com importantes fontes e demais anotações, apresenta no seu final (pp. 285-325) uns Anexos, provenientes do Arquivo Família Mairal, correspondência epistolar entre Henrique Galvão e Ernesto Pablo Mairal.  

Henrique Galvão e Humberto Delgado foram figuras extremamente populares durante o Estado Novo, nos meios oposicionistas não afetos ao Partido Comunista Português. Adversários destemidos do regime salazarista, viram-se ambos obrigados a pedir asilo político em circunstâncias que merecem a recuperação da memória histórica que este livro lhes concede. Enquanto Humberto Delgado o fez a 12 de janeiro 1959, na embaixada do Brasil, em Lisboa, Henrique Galvão formulou um pedido semelhante a 17 de fevereiro do mesmo ano, na representação diplomática da Argentina. Os dois pedidos de asilo transformaram-se rapidamente em acontecimentos políticos de primeira linha, com uma projeção internacional surpreendente. Em causa estavam duas personalidades que exaltavam, por maus motivos, os meios diplomáticos e a opinião pública. Enquanto o general Humberto Delgado tinha acabado de sair de um confronto violento com o regime, o capitão Henrique Galvão arrastava-se por inúmeras prisões ao longo de sete anos. Luís Bigotte Chorão reflete, assim, sobre um tempo de alta tensão política na história do século [AQUI]

J.M.M.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

MEU PAI, O GENERAL SEM MEDO - NO CINQUENTENÁRIO DO SEU ASSASSINATO


AUTORA: Iva delgado;
EDITORA: Caminho, 2015, 200 p.

LANÇAMENTO:

DIA: 13 de Fevereiro 2015 (18,00 horas)
LOCAL: Cinema São Jorge
ORADORES: Irene Pimentel | Helena Roseta | André Gago | António Costa

Humberto Delgado ficou conhecido como General sem Medo, pela coragem com que enfrentou a ditadura de Salazar. Aclamado por multidões de norte a sul de Portugal, lutou pela Liberdade até à sua morte às mãos da PIDE, em 13 de Fevereiro de 1965.

O livro de memórias de sua filha revela-nos o lado íntimo dessa figura carismática. Humberto Delgado é recordado no seu bom humor e na sua generosidade, como pai a um tempo rigoroso e criador de elos afectivos.

A presente obra inclui correspondência violada pela PIDE e uma extraordinária colecção de fotografias na maior parte inéditas. Iva Delgado deixa-nos um testemunho ímpar sobre um homem que se tornou um mito do século XX português.” [AQUI]
 
J.M.M.

domingo, 1 de junho de 2014

O DR. SEBASTIÃO RIBEIRO [1894-1979] PARTE III


O dr. Sebastião Ribeiro teve “muitos clientes e muitos processos disciplinares” da Ordem dos Advogados, sendo neste último teimosamente reincidente [a sanha de Sebastião Ribeiro contra a Ordem dos Advogados tinha, decerto, origem numa disputa com a Ordem em torno do caso Cunha e Costa, atrás referida). Assim, no exercício da profissão de advogado, confrontou-se por várias vezes com o Conselho Superior da Ordem dos Advogados, tendo sido suspenso por dois meses, seis meses (16 de Junho de 1952 – o Edital foi divulgado nos periódicos) por “injúrias” à Ordem e aos seus membros, sendo presidente da Ordem o dr. Adelino da Palma Carlos, três anos e depois castigado com “dez anos de suspensão” (cf.Seis Casos, p. 63) e irradiado dos quadros da Ordem (acórdão de 25 de Novembro de 1953).
 
[sobre a questão esgrimida com a Ordem dos Advogados e as sanções disciplinares a que teve sujeito, S. Ribeiro publica o panfleto, “Os Coriscos da Ordem”, o que lhe valeu um processo-crime pela Ordem, a que se seguiu nova resposta de S. Ribeiro com novo opúsculo, “No Panteão dos Insignes”, uma diatribe contra Adelino da Palma Carlos, e, nessa querela, outros mais folhetos se lhe seguiram. Imparável! Curioso é a análise que faz sobre o pedido pelo Ministério Público das assinaturas das listas do MUD, então nas mãos do dr. Mário de Castro e dos factos que se lhe sucederam – ver pp. 96-102, de “Os Coriscos da Ordem”; pp. 105-117, e do “No Panteão dos Insignes”. Diga-se, ainda, que o dr. Eduardo Ralha (que era, então, membro do Conselho Superior da Ordem e relator do processo que expulsara S. Ribeiro da OA), despeitado publicamente por S. Ribeiro (ver “Os Coriscos da Ordem”, “Sá, Ralha & C.ª”, “Lobos e Cordeiros”, etc.) replica com um opúsculo ao seu detractor, “Desfazendo calúnias do Dr. Sebastião Ribeiro”, Porto, 1956]



Foi preso pela PIDE, em Vila Nova de Gaia, a 24 de Abril de 1963, juntamente com o dr. Leite Faria e enviado para o Aljube (esteve preso 15 dias). Os motivos, com base em escutas telefónicas, prendiam-se com uma suposta cumplicidade com Henrique Galvão (sobre Galvão e a sua prisão pela PIDE, ver o opúsculo de S. Ribeiro, “Seis Casos” e, também, “A Confusão”. Refira-se que Sebastião Ribeiro foi advogado de Henrique Galvão, em substituição de Vasco da Gama Fernandes) e Humberto Delgado (cf. Sebastião Ribeiro, in "Anotações ao Presente", I vol, s.d. Foi “conselheiro jurídico” do general Delgado). É de novo preso no dia 28 de Maio de 1963, acusado de “intervir nos acontecimentos de Beja”, ou “golpe de Beja”, dado terem-lhe apreendido uma carta supostamente comprometedora do general Humberto Delgado e terem em seu poder cartas de Henrique Galvão, para si dirigidas, que a PIDE tinha confiscado. Como companheiro de prisão tem o dr. Maldonado de Freitas, o dr. Vieira de Almeida (filho). Assinou as Listas do MUD e apoiou a candidatura de Humberto Delgado (1958) à Presidência da República.
 

Colaborou em diversas revistas e jornais, como o “Diário Liberal” (colaborava na secção dos “Ecos” e publicou uma serie de artigos sobre as reformas de justiça pós-28 de Maio, que sofreu o corte da censura), no “Emancipador” (de Lourenço Marques, Moçambique) e na “Vida Contemporânea” [revista cujo proprietário e director era Cunha Leal; a revista existiu de Maio de 1934 a Abril de 1936].
 
Publicou os seguintes livros e opúsculos (muitos deles foram, de imediato, apreendidos, e motivo de processo crime, “por virtude de injúrias a autoridades”): “Resposta Pronta” (1929); “A Opipara Inquisição do Maculusso”; “O Conselho Superior Judiciário das Colónias”; “Palavras Claras sobre Jurisprudência Escura” (1936); “A Minha Razão” (1939); “A Razão Deles” (1940); “No Seio da Ordem” (1943); “A Miragem da Ordem” (1943); “Os Coriscos da Ordem” (1952); “No Panteão dos Insignes” (1953); “Sá, Ralha & C.ª” (1955); “Lobos e Carneiros” (1956); “Os Fariseus” (1956); “Só Ralha” (1956); “Seis Casos” (1957); “A Confusão” (1958); “Equidade e Iniquidade” (1963); “O Rescaldo”; “Recordações do Passado” (1967); “Anotações do Presente”, vol. I e II.

Morre em Lisboa, a 14 de Dezembro de 1979.

J.M.M.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

O CASO DELGADO – PROCESSO GUERREIRO


[Mário de Carvalho] O caso Delgado. Processo Guerreiro, FPLN [Frente Portuguesa de Libertação Nacional – surge na sequência da ruptura de Delgado com a Frente Patriótica de Libertação Nacional, em Janeiro de 1965]
, s/d (1968 ?).

“Folheto de 20 páginas, presumivelmente escrito pelo Professor Mário de Carvalho, a residir em Roma, colaborador 'insuspeito' do General Humberto Delgado, por quem este nutria uma total confiança e uma inusitada admiração, sobretudo devido ao seu passado antifascista e currículo notável.

Depois do 25 de Abril veio-se a saber que o tal Professor De Carvalho era nem mais nem menos que o informador da PIDE, com o nome de ‘Oliveira’ e que todo o seu passado e elementos biográficos eram totalmente falsos [um deles é ter participado, o Mário de Carvalho, na revolta de 1927, o que é inverosímil porque teria então 15 anos; na obra ‘A História da PIDE’, de Irene Flunser Pimentel, há a referência (p. 326 e segs) que o tal prof. Mário de Carvalho se teria ‘profissionalizado como informador da PIDE em Setembro de 1962', sendo o pagamento feito por cheques da Casa Piano, de Jorge Farinha Piano; apresenta ainda outras provas documentais sobre a sua ligação á polícia política e ao assassinato de Delgado, ver pp. 400-402]  

Este Folheto escrito, provavelmente, em 1968 e editado pela Frente Portuguesa de Libertação Nacional, pretendia desmascarar e apontar como principal suspeito pelo desaparecimento do General e sua Secretária, Emídio Guerreiro que logo que se soube da notícia de Badajoz indicou como principal culpado Mário de Carvalho acusando-o já nessa altura de estar ligado à PIDE.

Mário de Carvalho moveu-lhe um Processo em Roma por difamação e é justamente sobre essa matéria que trata o Folheto, de modo a ilibar – claro está – o respeitável Professor Mário de Carvalho – ricerche técnico-scientifiche, como se auto intitulava”


J.M.M.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

terça-feira, 20 de maio de 2008

CINQUENTENÁRIO DAS ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS DE 1958


Cinquentenário das eleições presidenciais de 1958

Título do jornal República de 15 de Maio de 1958:

"O Porto, berço eterno das liberdades públicas responde altivamente à opressão que domina Portugal

Espero sair vencedor desta campanha pois o medo desapareceu!declarou na empolgante e formidável sessão da capital do Norte o sr. General Humberto Delgado, delirantemente aclamado pela multidão"

A ler on line.

J.M.M.

CINQUENTENÁRIO DAS ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS DE 1958 NA HEMEROTECA MUNICIPAL DE LISBOA


Cinquentenário das eleições presidenciais de 1958

A Hemeroteca Municipal Digital – tal como aqui referimos – disponibiliza, no seu site, alguns conteúdos digitalizados na comemoração do Cinquentenário da candidatura presidencial de Humberto Delgado. A Hemeroteca Digital apresenta-nos um serviço público exemplar e de merecida estimação, merecendo todo o nosso apoio.

Assim, é possível ler na íntegra, a partir do jornal República, a "Proclamação de abertura do General Humberto Delgado a todos os portugueses da Metrópole e do Ultramar"; um depoimento sobre as eleições de Humberto Delgado, em que afirma: "não se pode viver sempre a faltar à verdade"; e outros mais depoimentos sobre as eleições de 1958.

A consultar on line.

J.M.M.

sexta-feira, 9 de maio de 2008


Humberto Delgado. Eleições Presidenciais – Cinquentenário

"As Eleições Presidenciais de 1958, foram um acontecimento que, sabemos hoje, representou uma expectativa de mudança para grande parte da população portuguesa. Numa conferência de imprensa em Lisboa, no café Chave de Ouro, Humberto Delgado (HD) surpreenderá tudo e todos com o célebre “obviamente demito-o”, respondendo assim a uma pergunta de um jornalista estrangeiro sobre o destino a dar ao Presidente do Conselho, António de Oliveira Salazar, caso fosse eleito.
A candidatura de HD terá um grande impacto, nacional e internacional, para surpresa dos analistas políticos da época ...
" [ler mais, aqui]

A Câmara Municipal de Lisboa apresenta uma Programação Cultural evocativa das Eleições Presidenciais de 1958 do General Humberto Delgado. No seu Cinquentenário, a programação inclui uma Homenagem [Dia 16 de Maio, 15.30h], exposições, conferências e colóquios, visitas guiadas.

Locais para consultar:

- Programa da Câmara Municipal de Lisboa

- Obras sobre Humberto Delgado no Catálogo da Rede Municipal de Bibliotecas de Lisboa

- Fundação Humberto Delgado.

A não perder.

J.M.M.