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quinta-feira, 31 de janeiro de 2019

[PORTO] COMEMORAÇÃO DO 31 DE JANEIRO DE 1891




DIA: 31 de Janeiro 2019 (10,00 horas);
LOCAL: Cemitério do Prado do Repouso;
ORGANIZAÇÃO: Associação Cívica e Cultural 31 de Janeiro.


10h00m – Cemitério do Prado do Repouso. Concentração na entrada do Largo Soares dos Reis;
 
10h30m – Cortejo com destino ao monumento aos Heróis 31 de JANEIRO de 1891 (portão do Largo Padre Baltazar Guedes);
 
11h00m – No monumento aos Heróis 31 de JANEIRO de 1891
 
Içar da bandeira e canto do Hino Nacional pelo Tenor João Miguel Gonçalves | Colocação de coroas de flores
 
Abertura da sessão pelo Presidente da Assembleia Geral da Associação 31 de JANEIRO, Dr. Carlos Nunes
 
Evocação dos “Heróis 31 de JANEIRO de 1891 pelo Prof. Doutor José de Faria Costa, Professor Catedrático da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra e ex Provedor de Justiça (2013/17).
 
Intervenções das entidades:
 
Associação Nacional de Sargentos | Presidente da Direcção Associação Cívica e Cultural 31 de JANEIRO, Dr. Luís Cameirão | Presidente do Conselho da Área Metropolitana do Porto (a confirmar)  | Presidente da Assembleia Municipal do Porto, Dr. Miguel Pereira Leite
 
Hino NacionalVivas aos Heróis do 31 de JANEIRO e à República
 
J.M.M.

domingo, 31 de janeiro de 2016

GLÓRIA AOS REVOLUCIONÁRIOS DE 31 DE JANEIRO DE 1891

 
 
Comemorações do 31 de Janeiro em Lisboa de 1946 - Manifestação organizada pelo MUD, a propósito das comemorações do 31 de Janeiro em Lisboa. Homenagem a António José de Almeida.  [via Casa Comum] - CLICAR NA FOTO
 
Texto de José Augusto Seabra, in "O 31 de Janeiro e a cultura cívica europeia", República nº 7, Maio 2001
 
J.M.M.


31 DE JANEIRO DE 1891-31 DE JANEIRO DE 2016


Assinalando a efeméride do 31 de Janeiro de 1891, a Associação de Jornalistas e Homens de Letras do Porto leva a efeito um conjunto de iniciativas que o Almanaque Republicano não pode deixar de divulgar junto daqueles que gostam do estudo, análise e investigação sobre a questão da implantação da República em Portugal.

Uma visita guiada aos locais pelo apaixonado pela História e pelas "estórias" do Porto e dos portuenses, Germano Silva, e a homenagem ao republicano e publicista Sampaio (Bruno) - Do Idealismo Republicano à Crítica Literária, com a edição do trabalho de Paulo Samuel.

Um conjunto muito interessante de acontecimentos para participar e aprender.

A.A.B.M.


sábado, 30 de janeiro de 2016

DR. AUGUSTO MANOEL ALVES DA VEIGA – “A VOZ QUE RIJAMENTE PROCLAMOU A REPÚBLICA EM PORTUGAL”



Alves da Veiga nasceu no dia 28 de Setembro de 1849 em Izeda (Bragança). Ainda jovem, com 15 anos, parte rumo a Coimbra, a instância de Emídio Garcia, conterrâneo e amigo da família, filho de um dos seus professores do liceu (Leonardo Emídio Garcia), para aí completar os estudos preparatórios e fazer o ingresso na Universidade de Coimbra. É acolhido na casa de Manuel Emídio Garcia (lente da Universidade de Coimbra e destacado maçon, igualmente nascido em Bragança em 1838), tornando-se seu “protegido” e estabelecendo uma amizade para a vida, como seu discípulo.

Cedo, como estudante, mostrou grande interesse pela imprensa, redigindo nos tempos liceais o periódico O Lyceu-Semanário Cientifico e Literário, colaborando sempre na imprensa da sua época. Em 1867, com 18 anos de idade, publica num semanário local de Coimbra um conjunto de artigos, sob o título genérico de “Ensaio sobre Philosophia Alemã – Kant e sua escola”. Na esteira do pensamento positivista revolucionário, filosófico e federalista de Emídio Garcia, publica em 1872, enquanto estudante do 3º ano da faculdade, as suas aulas de “Estudos de Philosophia Política”.

Nesse período da academia, em Coimbra, cimenta igualmente uma forte amizade e companheirismo no apostolado republicano com Sebastião Magalhães de Lima, que perdura ao longo de toda a sua vida, reforçada pela possível pertença de ambos à Loja Perseverança, de que igualmente fazia parte Manuel Emídio Garcia.

Em 1873, dois meses depois da implantação da República em Espanha, funda o semanário A República Portugueza (órgão do Partido Republicano de Coimbra) com os seus colegas de faculdade Magalhães de Lima, Álvaro Morais e Almeida Ribeiro.

Terminado o curso de direito em 1874, fixa residência no Porto em 1875, onde estabeleceu banca de advogado, dando igualmente aulas particulares durante algum tempo. Casa com Joana Teixeira, abandonando, entretanto, a actividade de advogado e dedica-se ao ensino liceal, a par da sua acção de propaganda republicana.

No Porto inicia um percurso de intenso labor na difusão dos ideais republicanos, quer como um dos fundadores do Partido Republicano, quer como tribuno, quer como periodista. Sampaio Bruno escreveria em 1881 que Alves da Veiga era o "elemento mais pronunciado e dominante da democracia nas províncias do norte, que ele tem percorrido como propagandista sem tréguas". Nesta sequência e em resultado de reunião realizada no Porto em 2 de Abril de 1882, presidida pelo professor catedrático Emídio Garcia, cria-se uma comissão constituída por Alves da Veiga, Júlio de Matos e Manuel J. Teixeira (seu cunhado) em representação do Porto, e Magalhães de Lima e José Falcão em representação de Coimbra, com vista à organização, em Junho de 1883, do “partido republicano”.

Emídio Garcia, em 1882, atribui a Alves da Veiga, na Galeria Republicana, o epíteto de “uma das mais distintas individualidades do partido republicano portuguez”. Foi o primeiro deputado republicano, apresentado pelo Porto, a entrar no “Parlamento da Monarquia”.

Como periodista colabora também no jornal O Século, fundado em 1880 pelo seu colega de curso Magalhães Lima e nos por si co-fundados A Actualidade e A Discussão, este por si financiado.
 
 

Na esteira do seu intenso labor organizativo e de tribuno em prol do republicanismo, no Porto e no norte do país, funda o Centro Republicano Democrático do Porto, através do qual publica importantes contribuições para a difusão dos ideais federalistas republicanos, cuja bandeira rubra foi arvorada no dia 31 de Janeiro de 1891 na CM do Porto. Na sequência do incêndio que deflagrou na trágica noite de 22 de Março de 1888, o Porto viveu uma terrível tragédia em que pereceram carbonizados muitos dos espectadores então presentes. Passados dois dias, depois da Matinée da Imprensa Portuense realizada no Palácio de Cristal, para angariação fundos para apoio às vítimas, D. Maria Pia percorreu durante quatro horas as casas dos parentes das vítimas, distribuindo generosamente libras de ouro. O líder do Partido republicano, Alves da Veiga, foi um dos visitados, não porque lhe tivesse morrido alguém, mas para a Rainha lhe agradecer o gesto de recolher dois órfãos de um dos mortos do Teatro Baquet. João Chagas, acompanhou a visita e deixou-nos a descrição pormenorizada desse tocante "momento de conciliação de dois princípios", que reuniu num acto solidário a possibilidade da junção da máxima representante da monarquia e do chefe da oposição republicana.

Em 1 de Abril de 1890, integra a lista de membros fundadores da “Associação Protectora do Asilo de S. João”, no Porto, que mais tarde virá a tornar-se o actual Internato de S. João.

Do seu percurso maçónico é de referir que, no Porto, integra os quadros da Loja Primavera (com o nome simbólico de Descartes) e da Loja Independência, de que foi um dos fundadores em 1887 e seu Venerável, pelo menos, em 1891. Atingiu em 1889 o grau 33 do REAA (Rito Escocês Antigo e Aceite). Em 12 de Agosto de 1891 foi abatido do quadro da Loja Independência, em virtude dos acontecimentos do 31 de Janeiro de 1891, regressando ao seu quadro em 21 de Outubro de 1891, após proposta de re-inserção votada por unanimidade das Lojas presentes na Grande Dieta realizada nos finais de Setembro de 1891, sendo nomeado seu venerável honorário em 14 de Janeiro de 1892.

Em 1890 é referido no Boletim de Procedimientos de 15 de Janeiro de 1890, como representante do Soberano Gran Consejo General Ibérico (SGCGI), a que estava agregada a sua Gran Logia Simbólica Española del Rito Antigo y Primitivo Oriental de Memphis y Mizraím. O Dr. Alves da Veiga fez parte dos quadros do SGCGI durante muitos anos, mesmo durante o seu exílio, após o 31 de Janeiro de 1891, figurando como «membro honorário» do Supremo Conselho do SGCGI.

Como refere José Augusto SeabraAugusto Manoel Alves da Veiga, ilustre advogado e professor do Porto, foi uma personalidade prestigiada, que exercia uma profunda influência na vida cívica, social e intelectual da cidade e no norte do país. Por isso ele se distinguiu no movimento que, desde a Liga Patriótica do Norte, em 1890, se ergueu contra o Ultimatum inglês, conduzindo-o depois à liderança do 31 de Janeiro, ao lado de figuras como Sampaio Bruno, Basílio Teles, João Chagas e tantos outros”.

Chefe civil da gorada Revolução de 31 de Janeiro de 1891, emigra para França, onde publica com Sampaio Bruno O Manifesto dos Emigrados Portugueses da Revolução Republicana de 31 de Janeiro de 1891, continuando sempre a sua luta pela implantação da república, a democracia e a liberdade em Portugal. Em coerência com os seus princípios, Alves da Veiga recusou sempre qualquer amnistia que não abrangesse os militares participantes no 31 de Janeiro, nomeadamente a decretada em Março de 1893.

No seu exílio, por ela abrangido, declarou “emquanto as fronteiras portuguezas não se abrirem para todos, emquanto gemer no exílio ou nas prisões qualquer das victimas da generosa tentativa revolucionária, eu continuarei sendo proscripto; solidário nas idéas sel-o-hei também nos sacrifícios, embora sinta cada vez mais a nostalgia da pátria, déssa formosa terra que adoro como um filho adora sua mãe”.

Esta sua luta na vida política portuguesa em prol da implantação da república, leva-o a integrar a legação diplomática constituída por Sebastião Magalhães de Lima (Soberano Grande Comendador e Grão Mestre de 1907 a 1928) e José Relvas, desempenhando um destacado papel organizativo e de promoção de contactos para se negociar em França e Inglaterra o apoio à promoção dos ideais liberais republicanos, com vista à preparação da revolução do 5 de Outubro de 1910.

É nomeado em 24 de Janeiro de 1911 Ministro Plenipotenciário em Bruxelas. Apresenta às Constituintes de 1911 o seu estudo e projecto pioneiro federalista e municipalista “Política Nova – Ideias para a Reorganização da Nacionalidade Portuguesa”, que é vencido pela proposta de organização unitarista da Nação Portuguesa. A actualidade do projecto federalista de Alves da Veiga, inspirado no modelo da Confederação Helvética, dos cantões suíços, nas constituições dos Estados Unidos da América e na da República Federativa do Brasil, ainda está por cumprir em Portugal e mesmo na Europa, sem unidade política e dirigida por um Directório.

É proposto para os cargos de Presidente da República e Ministro dos Negócios Estrangeiros (que chega a exercer por um dia), mas não consegue apoios suficientes para uma carreira política no governo da nação, pelo que desiste e resolve permanecer em Bruxelas.

Durante a sua permanência em Bruxelas, desenvolve importante actividade política aquando da I Grande Guerra Mundial a favor dos interesses portugueses e das forças aliadas, com vista ao Armistício. Esta sua actividade política e diplomática em Bruxelas granjeia-lhe relações de amizade com o Rei da Bélgica, ao ponto de ser sua visita habitual para jantar. O espólio da sua correspondência diplomática de então aguarda estudo e investigação para uma melhor compreensão da importância do seu contributo para as relações europeias e internacionais nesse período histórico, conforme sugeriu o Embaixador José Augusto Seabra.
 
 

Faleceu em 02.12.1924, na sua casa de Paris, situada na 7, rue Bassano (XVIème Arrondissement), onde uma placa evocativa colocada no dia 31 de Janeiro de 1997 testemunha a sua memória. Passados cerca de três meses é sepultado no Porto no jazigo de família do cemitério privado da Irmandade da Lapa. O seu funeral recebe honras de Estado, com a presença do Presidente da República portuguesa Manuel Teixeira Gomes, entre muitas outras individualidades.

[por Fernando Castel-Branco Sacramento, com a devida vénia]

J.M.M.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

COMEMORAÇÕES DO ANIVERSÁRIO DO 31 DE JANEIRO DE 1891, NA CHARNECA DA CAPARICA E SOBREDA


O Clube Recreativo Charnequense, fundado em 31 de Janeiro de 1910 (na Charneca da Caparica e Sobreda) e Instituição de Utilidade Pública desde 22 de Junho de 1996, irá proceder à Evocação do Aniversário do 31 de Janeiro de 1891, ao mesmo tempo que festejará o seu 105 Aniversário.

PROGRAMA [31 Janeiro 2015]

16.00 – Boas Vindas às Entidades Públicas e aos Visitantes   

16.45CONFERÊNCIA: “Histórias do Charnequense”, por Vítor Reis (Presidente da Assembleia de Freguesia da Charneca de Caparica e Sobreda)

17.30 – Apontamento Musical, pelo Prof. Hélder Charneira

17.45 – Homenagem ao Sócio Honorário Manuel Coelho | Homenagem a José Pinho, Francisco Pinho e João Silva

18.00– Actuação das Concertinas - Águias Vermelhas

18h30CONFERÊNCIA: “A Revolta do 31 de Janeiro de 1891 (crise de soberania nacional) ”, pelo Prof. Doutor Amadeu Carvalho Homem | “Democracia e Transparência em Portugal”, pelo Prof. Doutor Paulo Morais

20h00: Jantar

21h30: Sarau Musical - Salão de Festas do Clube Recreativo Charnequense: Bombos da Escola 31 de Janeiro da Parede & Rancho Folclórico da Morgadinha

J.M.M.

COMEMORAÇÕES DO ANIVERSÁRIO DO 31 DE JANEIRO DE 1891, NA CIDADE DO PORTO


 
Como habitualmente vão realizar-se na cidade do Porto as Comemorações do Aniversário do 31 de Janeiro de 1891, promovidas pela Associação Cívica e Cultural 31 de Janeiro, cujo programa é o seguinte:

PROGRAMA  [31 Janeiro 2015]

10h30 – Cemitério do Prado do Repouso. Concentração na entrada do Largo Soares dos Reis;

10h45 – Caminhada com destino ao portão do Largo Padre Baltazar Guedes;

11h00 – No monumento aos Heróis 31 de Janeiro de 1891: Içar da bandeira ao som do Hino Nacional | Colocação da coroa de flores

Abertura da sessão pelo Presidente da Assembleia Geral da ACC 31 de Janeiro;   

Evocação de Aurélio Paz dos Reis  “Portuense, pai do Cinema Português, Republicano e Maçon” - pelo Professor António Nunes.            

Intervenções das entidades presentes: Associação Nacional de Sargentos, pelo sargento-Ajudante Francisco Silva | Associação 25 de Abril (a confirmar) | Associação Cívica e Cultural 31 de Janeiro (Arq Gomes Fernandes) | Pres. da Câmara de Vila Nova de Gaia – Prof Doutor Eduardo Victor | Pres. da Câmara Municipal do Porto – Dr Rui Moreira

Hino Nacional, viva aos Heróis do 31 de Janeiro, viva à Republica.

Deposição de flores no túmulo de Aurélio Paz dos Reis.                

J.M.M.

GLÓRIA AOS REVOLUCIONÁRIOS DE 31 DE JANEIRO DE 1891, DA CIDADE DO PORTO


Eu meu Senhor, não sei o que é a República, mas não pode deixar de se uma coisa santa. Nunca na Igreja senti calafrio assim. Perdi a cabeça então como os outros todos. Todos a perdemos. Atirámos então as barretinas ao ar. Gritámos todos: Viva, Viva, Viva a República” [testemunho, em tribunal, de um soldado implicado no movimento de 31 de Janeiro de 1891, na cidade do Porto]

A revolução republicana de 31 de Janeiro de 1891, na cidade do Porto, foi a primeira das várias “manifestações revolucionárias” visando implantar a República.

Essencialmente militar (contando com o apoio de civis), a revolta republicana foi, passe o seu insucesso, um dos muitos “gritos patrióticos” erguidos contra a degradação da situação política, social e económica do final da monarquia, sendo, sem dúvida, uma data histórica de luta e paixão pelo ideário republicano em Portugal. Como tal faz parte do vasto património revolucionário republicano e democrático.

No seu espírito mais profundo, o dia 31 de Janeiro de 1891, consubstanciou um virtuoso sentimento patriótico contra a afronta, humilhação e devassa com que a Pátria vivia (em que o Ultimatum foi o abalo insofismável, o catalisador do ambiente que gerou a revolta).

Pelo despertar das almas, contra a indiferença e o desânimo instaurado, no seu vibrante grito patriótico pela renovação da Alma Lusitana, a revolta dessa “sublime manhã” de 31 de Janeiro ficou para sempre marcada como uma “lição moralde civismo [Basílio Teles], traçando o que seria o caminho desse generoso levantamento cultural e cívico pela res publica, que patrocinou o desfecho vitorioso do 5 de Outubro de 1910. E que por isso, aqui, também honramos!

Evocar o pronunciamento militar da revolta do Porto, essa data gloriosa da República, será tentar compreender as suas motivações e consequências, as ilusões e esperanças do seu anunciado projecto republicano democrático; será homenagear a combatividade e o assombro ético dos seus intervenientes (“esses vencidos que estiveram prestes a ser vencedores” – no dizer de um jornal monárquico).

De outro modo, entender as desinteligências e controvérsias havidas no seio dos correligionários republicanos, compreender a manifesta improvisação e erros da tentativa militar de insurreição, sentir o pulsar e o ensejo de mudança das elites, da burguesia e do operariado do País, acompanhar os gestos e o papel desempenhado pelas associações/sociedades do mundo civil, em que os clubes e a maçonaria têm lugar central, é, afinal, não só enquadrar os acontecimentos de 31 de Janeiro e a marcha ascensional para revolução posterior de 5 de Outubro, mas também compreender que esta data gloriosa marcou, no tempo, as “necessidades e as aspirações nacionais” de liberdade redentora, pela construção de instituições constitucionais, liberais e democráticas (...)"

J.M.M. (datado de 31 de Janeiro de 2014)

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

AINDA O 31 DE JANEIRO DE 1891

Uma peça particular, que mão amiga nos permitiu aceder, para assinalar nesta efeméride.

O número do jornal O Alarme,de Coimbra, assinalando o primeiro aniversário da revolta de 31 de Janeiro de 1891, com uma gravura de João Chagas. Repare-se que a moldura do jornal já algo deteriorada mantém na parte superior gravado negro na madeira VIVA A REPÚBLICA.

SAÚDE E FRATERNIDADE!

A.A.B.M.


quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

COMEMORAÇÕES DO 31 DE JANEIRO NA CIDADE DO PORTO


Como habitualmente vão realizar-se na cidade do Porto, as comemorações do 31 de Janeiro de 1891, promovidas pela Associação Cívica e Cultural 31 de Janeiro cujo programa é o seguinte:

Programa


31 Janeiro 2014
 12h 00 - Cemitério do Prado do Repouso (Entrada Largo Padre Baltazar Guedes)
Junto ao monumento evocativo de 31 de Janeiro de 1891.
Içar da bandeira ao som do Hino Nacional.
Colocação da coroa de flores


Intervenções das entidades presentes.
Orador convidado
Associação Nacional de Sargentos
Associação 25 de Abril
Associação Cívica e Cultural 31 de Janeiro
Presidente da Câmara Municipal do Porto
Hino Nacional
21H30 - Ateneu Comercial do Porto
- Concerto de piano com obras de :
MOZART
CHOPIN
BEETHOVEN
Pianista - CONSTANTIN SANDU

O programa com a devida vénia foi retirado daqui.

Vão realizar-se também comemorações pela Associação Nacional de Sargentos em vários locais como se pode verificar abaixo:
Lisboa



Castelo Branco

Funchal

Comemorações promovidas pelo Movimento Republicano 5 de Outubro, a ter lugar na Lousã:


NOTA: Clicar nas imagens para aumentar.

A.A.B.M.

segunda-feira, 6 de maio de 2013

A NOVA PÁTRIA

 
 


A NOVA PÁTRIA. Ordem e Trabalho Todos por Todos. Número Commemorativo do 31 de Janeiro de 1891; Edição da Empreza de La Revue de Portugal (Av. Rodrigues de Freitas, nº 295, Porto); Editor: António d’Almeida Marcos; Director: G. de Medeiros; Typ. a Vapor de Arthur de Souza & Irmão, Succ, Largo de S. Domingos, 67, Porto;, Porto, 31 de Janeiro de 1891.
 
digitalizado AQUI
 
J.M.M.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

AVEIRO 1956 - COMEMORAÇÕES DO 31 DE JANEIRO


65º ANIVERSÁRIO DO 31 DE JANEIRO DE 1891 - Comemorações em Aveiro

"A Revolta do Porto de 1891 é o primeiro clarão da República Portuguesa. Tantos anos passados, não são apenas os vultos do Alves da Veiga, do Sampaio Bruno, do Basílio Teles, do sargento Abílio, do João Chagas e do tenente Coelho que persistem na sua lição exemplar. Não são só os acordes de «A Portuguesa» e pouco tempo depois a estrofes admiráveis da «Pátria» do Junqueiro... É a soberba legião dos emigrados que fugiram para Espanha e para França, dos degredados da África, é a longa lista dos bons homens condenados — os cidadãos anónimos, os soldados, os cabos e os sargentos da insurreição —, e aqueles rapazes de Coimbra, muitos dos quais haviam de implantar a República em Outubro de 1910.

Nesta aliança e no quadro dos sacrifícios, é que nós nos queremos ver como num espelho. [Manuel Mendes]

... Esta comemoração de 31 de Janeiro deve servir para despertar na consciência dos verdadeiros democratas portugueses a obrigação de trabalharem denodadamente para não deixar perder as liberdades fundamentais que uma vez perdidas muito custa a reconquistar aos inimigos da liberdade e da justiça.

Os povos que deixam escravizar o seu pensamento desonram-se por si e quase sempre recebem o castigo da sua servidão política. É por aí que começa a decadência das nações! [António Luís Gomes]


J.M.M.

JAIME CORTESÃO E O 31 DE JANEIRO DE 1891


A causa próxima e directa da eclosão do movimento de 31 de Janeiro de 1891 foi a consciência do contraste entre uma Pátria forte e digna, que abrira à Europa e, em particular à Inglaterra, as estradas dos Oceanos e as portas do Oriente, e a Pátria de então, que cedeu, com humilhação e opróbrio, à brutalidade do ‘Ultimatum’ inglês.

Mais uma vez o Porto assumiu, heróica mas isoladamente, as responsabilidades que lhe cabiam como capital cívica do país. Viu-se que nem tudo estava perdido. E o malogro dos precursores acendeu uma chama de esperança, que não voltou a apagar-se (…)

Se a história não tem sido a mestra da vida, é porque os homens são tardios e remissos em aprender as suas lições e actualizá-las em acção

Jaime Cortesão [texto editado pela Comissão das Comemorações do 31 de Janeiro no Porto, em 1956.

NOTA: a comissão era constituída por António Macedo | Armando de castro | Artur Andrade | Guedes Pinheiro | Júlio Semedo | Mário Cal Brandão |  Silva Petiz | Veloso de Pinho e Oliveira Valença.

J.M.M

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

ECOS DO 31 DE JANEIRO DE 1891 NA IMPRENSA INTERNACIONAL: ESPANHA (IV)

 No jornal La Libertad02/02/1891 - Año II,  Número 168, p. 2, relatavam-se assim os acontecimentos.

A.A.B.M.

ECOS DO 31 DE JANEIRO DE 1891 NA IMPRENSA INTERNACIONAL: ESPANHA (III)



Agora na Crónica de Badajoz : periódico de intereses morales y materiales, de literatura, artes, modas y anuncios, 05/02/1891- Año XXVIII Número 2064, p. 1 e 2.

Curiosa, neste jornal, a posição do correspondente do jornal que, de Lisboa, faz o resumo da narração dos acontecimentos através da imprensa portuguesa.

A.A.B.M.

ECOS DO 31 DE JANEIRO DE 1891 NA IMPRENSA INTERNACIONAL: ESPANHA (II)

Agora no jornal El bien público, 05/02/1891, Año XX Número 5426, p. 2, onde se faz um relato bastante detalhado dos acontecimentos a partir da imprensa portuguesa.
A.A.B.M.

ECOS DO 31 DE JANEIRO DE 1891 NA IMPRENSA INTERNACIONAL: ESPANHA (I)

A eclosão da revolta de 31 de Janeiro de 1891 encontrou algum eco na imprensa internacional, maior talvez que se possa supor.

Começando pela nossa vizinha Espanha foram vários os órgãos da imprensa espanhola que fizeram referência aos acontecimentos que tiveram lugar na cidade do Porto, alguns deles com o distanciamento e o discernimento para avaliar a situação. Por outro lado, com uma rede já interessante de correspondentes na principais cidades da Península Ibérica, ou normalmente recorrendo à reprodução/tradução de artigos publicados por outros jornais.

Vamos agora ver como eles foram relatados na imprensa do país vizinho. Vamos procurar dar ênfase aos que maiores relatos fazem sobre as ocorrências.

Iniciamos pelas referências de um jornal que era claramente contra a revolta:



- El vigía de Ciudadela,  04/03/1891, Año IX Número 869, p. 7 e 8, publicado já algum tempo depois dos acontecimentos mas tomando claramente uma posição e lançando suspeitas (órgão da imprensa católica).

A.A.B.M.

31 DE JANEIRO: ANTÓNIO JOSÉ DE ALMEIDA

Um documento sobre o 31 de Janeiro de 1891, escrito por António José de Almeida em 1923, quando era Presidente da República.

Documento disponibilizado via Museu da Presidência da República no Facebook.

A.A.B.M.

domingo, 27 de janeiro de 2013

MEMÓRIA E CIDADANIA: CICLO DE CONFERÊNCIAS NA FUNDAÇÃO MÁRIO SOARES

Inicia-se no próximo dia 31 de Janeiro de 2013, quinta-feira, pelas 18 horas, um ciclo de conferências subordinado ao título Memória e Cidadania promovido pela Fundação Mário Soares.

Pode ler-se na nota de abertura:
A Fundação Mário Soares promove um ciclo de 18 conferências sobre aspectos marcantes do nosso tempo. Abordando acontecimentos históricos relevantes, o papel da literatura e das artes, os espaços de memória e as realidades contemporâneas, este ciclo de conferências pretende abrir novas perspectivas no reforço de uma cidadania responsável e consciente.

O primeiro tema é a Revolta de  31 de Janeiro de 1891 e o conferencista é o Prof. Joaquim Romero Magalhães.

Seguem-se depois mais quatro conferências até final do mês de Fevereiro, que haveremos de divulgar junto dos potenciais interessados.

Uma iniciativa que merece a nossa melhor atenção.

A.A.B.M.


terça-feira, 31 de janeiro de 2012

121º ANIVERSÁRIO DO 31 DE JANEIRO DE 1891



Na revista Ilustração Portuguesa, de 1916, pode confirmar-se a grandiosa manifestação realizada no Porto por ocasião do 25º aniversário do 31 de Janeiro.

Participaram nessas comemorações o Presidente da República Bernardino Machado e Afonso Costa, que contaram com uma multidão a acompanhar o seu percurso pela cidade.

Nessa ocasião, procedeu-se à inauguração de uma nova avenida na cidade onde se deram os acontecimentos.

A.A.B.M.

121º ANIVERSÁRIO DO 31 DE JANEIRO DE 1891



Na segunda página do jornal Vanguarda, de 31 de Janeiro de 1892, é possível encontrar uma enumeração detalhada de todos os que foram condenados devido ao envolvimento nos acontecimentos ocorridos na madrugada de 31 de Janeiro de 1891 na cidade do Porto.

No artigo com o título "Os Perseguidos", é possível encontrar a listagem de todos os intervenientes nos acontecimentos e respetivas condenações.

Fica a curiosidade para memória de alguns "mais esquecidos", que até querem fazer esquecer a importância da data de 5 de Outubro. Para todos, mas, em particular, para eles, fica a nota sobre o sacrifício de alguns, para conseguir concretizar aquilo que em 31 de Janeiro de 1891, ainda parecia um sonho quase impossível de realizar.

Viva o 31 de Janeiro!!!

VIVA A REPÚBLICA, A DEMOCRACIA E A LIBERDADE

A.A.B.M.