Uma excelente iniciativa do Ateneu Comercial e Industrial de Loulé para os dias 26 e 27 de Novembro de 2015, sobre o papel do Algarve e dos algarvios na Implantação da República.
Um encontro formativo sob a forma de oficina dinamizada por Luís Guerreiro, um apaixonado pela história local e regional, com muitas conferências e textos na imprensa regional. Desta vez num modelo de formação mais alargada.
Sendo que qualquer pessoa pode participar embora deva fazer a sua inscrição através dos seguintes contactos: luisa.martins@cm-loule.pt . Tm : 926817053.
Entrada Livre.
Uma sessão que se saúda com os votos do maior sucesso e se divulga junto de todos os interessados.
A.A.B.M.
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quinta-feira, 26 de novembro de 2015
segunda-feira, 6 de outubro de 2014
COMEMORAR A REPÚBLICA | CONDEIXA-A-NOVA - 4 DE OUTUBRO 2014
Realizou-se ontem, sábado, 4 de Outubro pelas 18 horas, em Condeixa-a-Nova. na Galeria Manuel Filipe, a anunciada conferência e inauguração da exposição sobre a Maçonaria e República.
Contando com a presença do Prof. Doutor António Ventura e de Aires Henriques que cedeu os objectos para a exposição, estiveram também presentes o Presidente da Câmara Municipal de Condeixa-a-Nova, Nuno Moita da Costa e a vice-presidente, Liliana Pimentel. Com uma audiência inesperadamente grande, visto que parte da assistência acabou por ficar à porta, mas o sistema de som permitiu acompanhar as palavras que então foram proferidas.
O Prof. António Ventura começou por lançar a provocação à audiência "que relação entre República e Maçonaria? - Nenhuma", mas esclarece de seguida que esta relação parte de uma análise institucional, porque a Maçonaria se assume como como acima da política partidária, não só no passado como nos nossos dias. Mas reconhece que muitos republicanos que eram maçons, a título individual participaram nos acontecimentos que eclodiram em 5 de Outubro de 1910. Para isso socorreu-se de documentos fundadores da Maçonaria como as Constituições de Anderson e outros textos onde se definia que a Maçonaria não podia discutir política partidária, mas pode e discute, como reconheceu, questões políticas desde a assistência social até à saúde, do ensino até ao problema da defesa nacional.
Explicou rapidamente o processo de constituição do Grande Oriente Lusitano Unido com homens como o José Elias Garcia, Conde de Paraty (João Inácio Francisco de Paula de Noronha), Bernardino Machado, Francisco Gomes da Silva, Luis Augusto Ferreira de Castro, Sebastião de Magalhães Lima e António José de Almeida (todos Grão-mestres da Maçonaria). Deu particular destaque à figura de Sebastião de Magalhães Lima, tendo recorrido a vários documentos produzidos no interior do GOLU durante o período em que esteve à frente da maior obediência maçónica em Portugal.
Estabeleceu vários paralelismos entre os problemas políticos actuais e os do passado, com a preocupação de contextualizar sempre as afirmações feitas em determinado período fruto de uma conjuntura específica que as determinou. Alertou a assistência para aquelas que considera as grandes marcas da prática maçónica: Liberdade, Fraternidade e Justiça. Abordou ainda de forma superficial algumas das questões da sociedade actual em que se olha criticamente a Maçonaria, mas explicou que pelo facto de muitos terem sido iniciados não significa que tenham entendido os princípios que lhe foram sendo ensinados e que esses são afastados da organização tendo explicado como esse processo se realizava no passado.
Falou ainda Aires Henriques que explicou o papel da Villa Isaura e do Museu da República e da Maçonaria em Troviscais, Pedrogão Grande. A sua paixão pelo tema ao longo do tempo e as dificuldades na construção deste museu numa pequena localidade do interior do País. Porém, pela dimensão e importância que conseguiu alcançar já cedeu exposições para várias entidades públicas e privadas em Portugal, sendo considerada das mais interessantes e importantes.
Na fase de intervenção do público o Prof. António Ventura tentou explicar a questão do secretismo da Maçonaria na actualidade e apresentou alguns notas sobre o triângulo nª 175, criado em Condeixa-a-Nova em 1911, os obreiros que o integravam e outras pessoas que de Condeixa ou que vivendo em Condeixa, integraram a Maçonaria como os Presidentes da Câmara Manuel Simões Alegre, António Pires da Rocha, Fortunato Carvalho Bandeira e o Dr. João Cardoso Moniz Bacelar.
Por fim, procedeu-se à inauguração da exposição organizada pela autarquia com a coordenação do Dr. Rui Miranda, com destaque para um pequeno catálogo editado pelo município com os objectos expostos, com uma pequena nota de lamento pela ausência de um pequeno texto explicativo/orientador tanto ao nível das biografias como dos objectos patentes na exposição.
Na audiência destacavam-se entre outros o Dr. António Arnaut, bem como pessoas dos mais diversos quadrantes da vida política e cultural condeixense, bem como muitos visitantes de vários locais desde Coimbra, Aveiro, Figueira da Foz entre outros.
O Almanaque Republicano esteve presente e assistiu com com agrado a este evento que divulgamos.
A.A.B.M.
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sexta-feira, 3 de outubro de 2014
SÃO BRÁS DE ALPORTEL E SEUS ILUSTRES - DA AUTONOMIA À LIBERDADE: CONFERÊNCIA
No próximo dia 5 de Outubro de 2014, assinalando o aniversário da implantação da República e no âmbito das comemorações do centenário da elevação de São Brás de Alportel a concelho, realiza-se no salão nobre da Câmara Municipal, a conferência subordinada ao tema: São Brás de Alportel e seus ilustres - da autonomia à Liberdade.
A conferencista é a Doutora Maria João Duarte, que já investigou a questão da criação do concelho por João Rosa Beatriz juntamente com Paulo Pires, e que tem dedicado a sua actividade historiográfica à investigação dos temas algarvios.
A sessão realiza-se às 10.15 h e tem entrada livre.
A não perder.
A.A.B.M.
sábado, 5 de outubro de 2013
COMEMORAÇÕES DO 5 DE OUTUBRO
“O nosso ideal não é
construir um mundo – é apenas construir uma casa – a nossa casa – segundo o
plano que nos legaram os arquitectos de 89” [João Chagas]
► ALPIARÇA:
11.00 – Homenagem a José Relvas e
aos Republicanos. Deposição de Coroa de flores;
► COIMBRA:
13.00 – Almoço do 5 de Outubro (no
Cantinho dos Reis) – organização do Núcleo de Coimbra do Movimento Republicano5 de Outubro;
► LISBOA:
11.30 – Cerimónia/Evocação do
5 de Outubro e deposição de uma coroa de flores na estátua de António José de
Almeida – organização do Grande Oriente Lusitano Maçonaria Portuguesa;
12.30 – Inauguração da Exposição de
Raul Rego “Vida Num Percurso na Cidade …”, na Câmara Municipal de Lisboa;
► PENACOVA:
15.45 – Deposição de flores no busto de António José de Almeida;
15.45 – Deposição de flores no busto de António José de Almeida;
16.00 – Palestra “O 5 de
Outubro: nascimento, vida, morte e ressurreição de um feriado nacional”, pelo
prof. Luís Reis Torgal;
► PORTO:
11.30 – Romagem ao Cemitério
do Prado do Repouso e alocuções várias – organização da Associação Cívica e
Cultural 31 de Janeiro;
J.M.M.sexta-feira, 5 de outubro de 2012
IMPLANTAÇÃO DA REPÚBLICA
Na imagem, a capa do jornal republicano A Capital, que se publicava em Lisboa na época dos acontecimentos. Este jornal está disponível para consulta na Hemeroteca de Lisboa
A imprensa, neste caso a republicana, assumia um caráter laudatório, anunciando o Governo Provisório e algumas medidas mais urgentes, bem como o relato dos últimos acontecimentos.
A.A.B.M.
A imprensa, neste caso a republicana, assumia um caráter laudatório, anunciando o Governo Provisório e algumas medidas mais urgentes, bem como o relato dos últimos acontecimentos.
A.A.B.M.
quinta-feira, 4 de outubro de 2012
FARO E A IMPLANTAÇÃO DA REPÚBLICA
Foi inaugurada hoje, 4 de Outubro de 2012, em Faro, uma exposição subordinada ao tema "Faro e a República".
A exposição conta com um conjunto de documentos, jornais e fundos documentais do Arquivo Histórico Municipal de Faro e procura mostrar como foi recebida a notícia da Implantação da República na cidade de Faro.
Esta exposição documental foi organizada pelos serviços de Arquivo e de Extensão Cultural da Divisão de Bibliotecas e Arquivos.
As informações sobre o evento podem ser encontradas AQUI.
Uma exposição a visitar nos Paços do Município em Faro entre 4 e 31 de Outubro.
A.A.B.M.
Uma exposição a visitar nos Paços do Município em Faro entre 4 e 31 de Outubro.
A.A.B.M.
quarta-feira, 27 de julho de 2011
HENRY T. GAGE E A IMPLANTAÇÃO DA REPÚBLICA EM PORTUGAL

No âmbito das nossas deambulações e pesquisas acerca da implantação da República e do período da República em Portugal deparamo-nos com a importância que tiveram os ecos da revolução republicana em vários países, especialmente os europeus França, Inglaterra, Alemanha, Bélgica, Itália, mas também os americanos acompanharam com detalhe o evoluir da situação.

O Ministro dos Estados Unidos em Portugal na época da implantação da República era Henry Tift Gage, que permaneceu somente cerca de cinco meses no nosso País, mas acompanhou, com informações regulares, sobre a evolução política.
Encontramos, entre vários telegramas e cartas da correspondência diplomática americana, este texto que nos parece um relato esclarecedor sobre a situação que se viveu em Portugal.
Um interessante conjunto de documentos que permitem acompanhar a percepção que os americanos tinham da realidade política portuguesa até à década de 50 do século XX.
A.A.B.M.
domingo, 6 de fevereiro de 2011
PORTIMÃO E A REVOLUÇÃO REPUBLICANA

TÍTULO: Portimão e a Revolução Republicana;
AUTOR(es): José Tengarrinha (coord.) et al;
EDITOR: Texto Editora;
ANO: 2010.
Esta interessante peça bibliográfica da história local de Portimão, que teve o apoio da sua Câmara Municipal e edição via Texto Editora, "é um notável trabalho de investigação … feito por especialistas" [Manuel da Luz, in Nota Introdutória, p. 9] que nasceram ou aí viveram e “vem revelar muito do que foi, em Portimão, esse tempo que precedeu a República e as grandes transformações a que assistiu nos anos subsequentes” [ibid.].
E assim, de facto, é. O estudo aqui reunido – sob organização e coordenação escrupulosa do dr. José Tengarrinha – reconstitui, como nota o Coordenador [in Prefácio],"com bastante intensidade", a revolução e o ideário republicano, acompanha a organização do Partido Republicano no Algarve e o papel influente do notável cidadão e figura intelectual que foi Manuel Teixeira Gomes, regista a relevância da actividade de propaganda e a resistência da imprensa algarvia, distingue a importância e implantação das associações secretas (Carbonária e Maçonaria). Por outro lado, as profundas "mudanças estruturais" verificadas, e que desde finais de Oitocentos se observa pelo agonizar da monarquia, em particular a indelével presença de "novas elites" comerciais, industriais, sociais e políticas que dominam e revitalizam a sociedade local [veja-se, em pormenor, o texto "A Elite Política Local" (pp. 129-145) do nosso camarada de blog, Artur Mendonça e os contributos estimáveis de Valdemar Coutinho sobre a estrutura económica, o associativismo, a educação e as actividades culturais], acentuam uma curiosa "continuidade e ruptura", a que não foi de todo alheio a "clientela", justamente criada pelos "benefícios" dessa mesma elite. Assim, a melhoria das condições de vida das populações ocorrida desde os "primeiros anos da revolução" - e que estão consagradas nos trechos apresentados na II parte da obra -, revelam o empenho dos republicanos locais e marca a integração activa de Portimão (e do Algarve) "num projecto nacional que configurou, para o futuro, uma nova dimensão da relação entre região e nação" [José Tengarrinha, p.16].
Parabéns pela surpreendente iniciativa que, em boa hora, a C. M. de Portimão, proporcionou aos seus munícipes e a todos nós.
Do Sumário:
I: Portimão e a República - A Monarquia e os Monárquicos [Maria João Raminhos Duarte] / O Algarve no virar do século: o despertar [idem] / A Recepção da Revolução [Valdemar Coutinho] / A República e os Republicanos [M.J.R.D.] / Os Monárquicos no novo regime [idem] / A Igreja, os católicos e o movimento anticlerical [idem] / A Maçonaria em Portimão [António Ventura] / Topografia e Toponímia portimonense. Lugares de memória republicanos [Alberto Piscarreta; Luís Vidigal; M.J.R.D.; Artur Mendonça];
II: As mudanças estruturais – A elite política local [Artur Mendonça] / A evolução na estrutura da sociedade [Valdemar Coutinho] / A estrutura económica: agricultura, pescas, oficinas, fábricas e comércio [V.C.] / Os meios de comunicação marítimos e terrestres. A circulação de mercadorias, pessoas e ideias [V.C.] / Ensino oficial e particular. As actividades culturais [V.C.] / O Associativismo em Portimão [V.C.] / Urbanismo e Património Arquitectónico [V.C.];
III: Política – O quadro político: Análise comparativa dos resultados eleitorais antes e depois do 5 de Outubro (a nível nacional e local) [Luís Vidigal] / Os deputados do Algarve na Constituinte de 1911 [Artur Mendonça];
IV: Manuel Teixeira Gomes e a oposição ao Estado Novo [Maria João Raminhos Duarte].
J.M.M.
sexta-feira, 12 de novembro de 2010
A REPÚBLICA EM VILA NOVA DE OURÉM - CONFERÊNCIA

Vai realizar-se amanhã, 13 de Novembro de 2010, em Vila Nova de Ourém, pelas 21.30h na Casa do Administrador, uma conferência sobre a implantação da República neste município.
O orador vai ser José Manuel Poças das Neves, que apresenta um trabalho intitulado: A Implantação da República em Vila Nova de Ourém.
Após esta apresentação segue-se um estudo biográfico de Sérgio Ribeiro acerca de Artur Oliveira Santos, o líder republicano local, que teve papel de destaque aquando das aparições de Fátima.
Uma actividade que o Almanaque Republicano não podia deixar de divulgar junto dos seus ledores e interessados nestas temáticas, com os votos do maior sucesso para esta iniciativa de carácter local.
A.A.B.M.
sábado, 28 de agosto de 2010
MESSINES E A IMPLANTAÇÃO DA REPÚBLICA - PALESTRA
DIA: 29 DE AGOSTO (21,30 horas)
PALESTRA: MESSINES E A IMPLANTAÇÃO DA REPÚBLICA
ORADOR: Artur Barracosa Mendonça
LOCAL: Sociedade de Instrução e Recreio Messinense (S. Bartolomeu de Messines)
ORGANIZAÇÃO: Junta de Freguesia de São Bartolomeu de Messines
O nosso camarada de blog, Artur Barracosa Mendonça (A.A.B.M.), profere uma palestra no dia 29 de Agosto (21,30 horas) na Sociedade de Instrução e Recreio Messinense (S. Bartolomeu de Messines) sobre "Messines e a Implantação da República". A pesquisa, informação, estudo e reflexão em torno da história da Primeira República na região do Algarve (a que A.A.B.M. se tem dedicado, em especial), bem como a obra arrolada e a dimensão do trabalho já feito e que A.A.B.M. está a desenvolver, tornará decerto proveitosa a iniciativa levada a cabo pela Junta de Freguesia de São Bartolomeu de Messines e a que nos associamos, desde já. A não perder!
J.M.M.
terça-feira, 12 de janeiro de 2010
A IMPLANTAÇÃO DA REPÚBLICA NA RÁDIO

Duas das nossas estações de rádio já disponibilizaram programas dedicados à História da República.
No caso do Rádio Clube, o programa intitula-se Avenida da República, é emitido aos sábados, com apresentação de Ana Bernardino e pode ser ouvido desde 5 de Outubro de 2009, contando já com 15 programas emitidos. Todos os programas estão disponíveis em formato podcast e podem ser ouvidos em qualquer altura. Ao longo dos vários programas vão sendo ouvidos diversos historiadores especialistas nos temas escolhidos para cada programa.
Por seu lado, a TSF iniciou agora a emissão do Jornal da República, com apresentação de Fernando Alves, emitido aos domingos pelas 10 horas. O programa também já está disponível no sítio desta emissora radiofónica em formato idêntico ao anterior, começando com uma entrevista ao Professor Doutor Joaquim Romero Magalhães a propósito do seu último livro, que já por diversas vezes referimos neste nosso espaço.
Estranhamente, ou talvez não, os órgãos da imprensa escrita continuam ainda algo ausentes nesta divulgação e análise dos acontecimentos.
Saudamos, porém, a iniciativa das estações radiofónicas que temos vindo a acompanhar com alguma curiosidade.
A.A.B.M.
domingo, 15 de novembro de 2009
RES PUBLICA, RÉPUBLIQUE, REPÚBLICA

Res publica, République, República: matrices, héritages, singularités
Vai realizar-se na Universidade de Nantes, através do Centro Internacional de Línguas, com a colaboração do Departamento de Estudos Lusófonos da Universidade de Nantes e com o apoio do Instituto Camões, nos próximos dias 19 a 21 de Novembro de 2009, este interessante colóquio.
Ao longo de três dias, com contributos de investigadores brasileiros e portugueses a viverem no estrangeiro, vão discutir-se, com olhares cruzados entre a Europa e a América. Saliente-se que o colóquio inicia com uma reflexão, certamente fundamental de um dos nossos melhores ensaistas, Eduardo Lourenço.
Afirma-se na nota de abertura do programa do colóquio:
Une République centenaire: le Portugal. Questions autour d'une problématique.
Concept défini au croisement de différents domaines de connaissances, l'idée de République connaît aujourd'hui de profonds questionnements. Si au XIXe siècle cette idée apparaît comme une réponse à l'Etat moderne, à l'ère de la mondialisation nous assistons, paradoxalement, au retour de concepts ambivalents tels du nationalisme et de l'identité qui, d'une part, sont liés à l'idée de République, mais d'autre part peuvent la relativiser et menacer sa légitimité. Dans ce contexte, le projet républicain est au centre du débat car il met en question le rapport entre l'homme et l'organisation politique.
Comme d'autres espaces géopolitiques, le Portugal et le Brésil sont directement
impliqués. Depuis au moins le XVIIIe siècle la France a exercé une influence certaine dans la formation des élites tant au Portugal comme au Brésil. Dans ces pays, ainsi que dans d'autres pays sud-américains, les idéaux révolutionnaires ont façonné la pensée et les oeuvres de poètes et de philosophes. Systématiquement refoulés, les mouvements indépendantistes se sont inspirés des valeurs-phares de la République française, la France étant le modèle pour les mouvements d'avant-garde tant idéologiques qu'artistiques et littéraires. Dans ce sens, il est possible de suivre l'un des points de convergence entre la France et le monde lusophone depuis au moins trois cents ans.
Afin de marquer les 220 ans de la Révolution française, les 120 de la République au Brésil et les 100 ans du républicanisme au Portugal, notre colloque reprend les matrices du Portugal moderne, jette la lumière sur les héritages qui perpétuent le dialogue entre l'Europe et le Brésil, et souligne les singularités de la civilisation brésilienne et qui font du Brésil un Etat républicain moderne.
[Lamentamos, desde já não fazer a tradução do texto, mas certamente que quase todos os nossos ledores, se o desejarem, conseguem-no.]
O programa completo do evento pode ser consultado AQUI.
Uma iniciativa importante, a decorrer fora de Portugal e que, muitas vezes, passa despercebido aos olhares dos interessados. Estas actividades permitem, por vezes, leituras alternativas, porque se encontram fora do circuito sempre muito limitado das correntes historiográficas dominantes num determinado momento.
A.A.B.M.
quarta-feira, 30 de setembro de 2009
A MAÇONARIA E A IMPLANTAÇÃO DA REPÚBLICA

«O livro “A Maçonaria e a Implantação da República” vai ser lançado no próximo dia 5 de Outubro, em sessão pública que decorrerá no Auditório da Fundação Mário Soares, em Lisboa, com início às 18 horas. João Alves Dias apresentará a obra. Mário Soares, Presidente da Fundação, e António Reis, Grão Mestre do Grande Oriente Lusitano-Maçonaria Portuguesa, estarão presentes.
“A Maçonaria e a Implantação da República”, que conta com um posfácio do Prof. Doutor A. H. de Oliveira Marques, reúne um conjunto de documentos inéditos referentes à Comissão de Resistência da Maçonaria e à participação desta nos preparativos do 5 de Outubro de 1910, bem como alguns textos de enquadramento geral da situação que então se vivia no nosso país, uma cronologia dos principais acontecimentos, fotografias e notas biográficas sobre os intervenientes.
A Fundação Mário Soares e o Grémio Lusitano entenderam publicar, nas vésperas do Centenário da República, este espólio documental inédito que ilustra a intervenção da Maçonaria na implantação da República.
Reunidos e anotados por Simões Raposo Júnior, destacado elemento da Maçonaria, os documentos agora reunidos em livro e reproduzidos em facsimile constituem um retrato insubstituível dos preparativos do movimento republicano e das movimentações que o precederam.
A documentação publicada foi depositada na Fundação Mário Soares por Sérgio Carvalhão Duarte. Este acervo documental havia sido entregue, em vida, a seu pai, Jaime Carvalhão Duarte, por José António Simões Raposo Júnior, tendo permanecido durante muitos anos devidamente resguardado fora de Lisboa.
No dia 5 de Outubro será também inaugurada nas instalações da Fundação Mário Soares uma exposição intitulada “Quem Fez a República”» [AQUI E AQUI]
“A Maçonaria e a Implantação da República" - lançamento dia 5 de Outubro no Auditório da Fundação Mário Soares, em Lisboa, pelas 18 horas.
J.M.M.
segunda-feira, 6 de julho de 2009

COMISSÃO MILITAR REVOLUCIONÁRIA DO 5 DE OUTUBRO DE 1910 (Parte III)
Continuando a apresentar os militares que intergravam a Comissão Militar Revolucionária e reconhecendo a impossibilidade de os indicar a todos, apresentamos mais um conjunto de figuras que conspiraram para derrubar a monarquia em 1910.
- Mariano Martins
- Vasconcelos e Sá
- Tancredo de Morais
- Artur Carlos de Carlos Barros Basto
- João Ribeiro Gomes
- Armando Porfírio Rodrigues
- José Malta
- Manuel Lourenço Godinho
- Manuel Tavares Grelo
- Augusto Mateus dos Santos Costa
- António Inácio Simões
- Alves de Sousa
- Policarpo de Azevedo
- Humberto de Ataíde Ramos e Oliveira
- António José Soares Durão
- Viriato Pereira de Lacerda
- João Ribeiro Gomes
- Francisco Xavier da Cunha Aragão
- Fernando Mauro d'A. Carmo
- Alexandre Augusto Terry
- José Dias Veloso
- Francisco Gonçalves Velhinho Correia
- Nicolau Tolentino Pereira Homem Teles
BIBLIOGRAFIA CONSULTADA:
* Martins, Rocha, D. Manuel II(Memórias para a História do seu reinado), vol. II, Sociedade Editora José Bastos, Lisboa, s/d.
* Mello, João Augusto Fontes Pereira de, A Revolução de 4 de Outubro (Subsídios para a sua História). A Comissão Militar Revolucionária, Guimarães & Cª Editores, Lisboa, 1912.
*Santos, Machado, A Revolução Portuguesa (1907-1910), introd. Joel Serrão, Assírio e Alvim, Lisboa, 1982.
* Silva, António Maria da, O Meu Depoimento. Da Monarquia a 5 de Outubro de 1910, República, Lisboa,1974.
[Na imagem Mariano Martins, um dos conspiradores referido neste post, nasceu em Aljustrel em 8 de Dezembro de 1880 e falecido em 22 de Maio de 1943. Era filho de Sebastião Rodrigues e de Firmiana Rita da Costa. Frequentou o curso superior do Comércio no Instituto Industrial. Ingressou na Armada em 1899, ascendeu a aspirante de 1ª classe em 1903, guarda-marinha em 1905; 1º tenente em 1910; capitão tenente em 1917 e capitão de fragata em 1918, alcançando a patente de capitão de mar e guerra em 1930. Envolveu-se no movimento de 14 de Maio de 1915. Foi governador de S. Tomé e Principe (1911-13) e da Índia (1925-26).Foi administrador colonial, deputado, governador civil de Vila Real e de Lisboa. Desempenhou ainda as funções de Ministro da Agricultura e de Ministro das Colónias. Na fase final da sua vida acabou por aderir ao Estado Novo.]
A.A.B.M.
domingo, 5 de julho de 2009

COMISSÃO MILITAR REVOLUCIONÁRIA DO 5 DE OUTUBRO DE 1910 (Parte II)
Continuando as nossas pesquisas sobre a Comissão Militar Revolucionária encontramos mais os seguintes elementos:
- Djalme de Azevedo
- Sobrinho de Azevedo
- Duarte Fava
- Castro Morais
- António Ladislau Parreira
- José de Ascensão Valdez
- Victorino Godinho
- Manuel Maia de Magalhães
- Camacho Brandão
- Alfredo Pedreira Martins de Lima
- Costa Gomes
- Guilherme Rodrigues
- João Lúcio Serejo
- Álvaro de Oliveira Soares Andreia
- João Salgueiro Rodrigues
- André Bastos
- Carlos Ludgero Antunes Cabrita
- João Sarmento Pimentel
[Na Foto: uma das fachadas da Real Fábrica da Cordoaria Nacional, em Lisboa, local onde a Comissão Militar Revolucionária se reuniu por diversas vezes para preparar a revolução de 4 e 5 de Outubro de 1910.]
A.A.B.M.
quarta-feira, 1 de julho de 2009

COMISSÃO MILITAR REVOLUCIONÁRIA DO 5 DE OUTUBRO DE 1910 (Parte I)
Foi no mês de Julho de 1909, em data que não foi possível determinar, que se iniciaram os preparativos para a revolução que acabou por ocorrer em 4 e 5 de Outubro de 1910.
Após a realização do Congresso do Partido Republicano, em que uma parte do partido decidiu organizar a conspiração para derrubar a monarquia foi necessário encontrar entre os conspiradores, desde os militares, à Maçonaria e à Carbonária quem estivesse disposto a arriscar na preparação da revolução.
Como sempre, nestas situações ou não existem documentos escritos, porque era muito arriscado; ou dependemos e acreditamos nas memórias e relatórios que nos foram legadas à posteriori. Tendo em consideração aquilo que temos consultado sobre o assunto, decidimos cruzar elementos entre diversas obras que resultam de testemunhos dos acontecimentos para tentar simplesmente dar conta de alguns dos nomes dos envolvidos no processo. Infelizmente, muitos desses homens permaneceram no anonimato e pouco se sabe sobre alguns deles. Outros, porque desempenharam funções e cargos públicos, acabaram por deixar algum rasto da sua existência, embora muitas vezes quase esquecido.
Vejamos então quem eram alguns dos membros dessa Comissão Militar Revolucionária:
- Carlos Cândido dos Reis
- Carvalho Araújo
- Filemon de Almeida
- Carvalhal Correia Henriques
- Pires Pereira
- José Cabral
- Hélder Ribeiro
- João Augusto de Fontes Pereira de Melo
- Azevedo Gomes
- Aragão e Melo
- José Mendes Cabeçadas Júnior
- Jaime de Morais
- Adalberto Gastão de Sousa Dias
- Machado Santos
- Álvaro Teles de Azevedo
- Augusto Ramos da Costa
- Afonso Pala
- Américo Olavo
- Câmara Leme
- Álvaro Pope
- Ernesto Sá Cardoso
- David Ferreira
- Moura Mendes
- João Manuel de Carvalho
- Pinto de Magalhães
- Assis Duarte Ferreira
- Artur Marinha de Campos
- Silva Pais
- António Joaquim de Sousa Júnior
- Monteiro Guimarães
- José Carlos da Maia
- João Fiel Stockler
Nos próximos dias procuraremos indicar mais alguns dos homens que prepararam a conspiração, principalmente, entre os militares sejam da marinha ou exército.
[Na imagem acima Artur Marinha de Campos que, com a devida vénia, utilizamos o que estava AQUI onde se faz um pequeno bosquejo biográfico sobre a personalidade]
Em continuação
A.A.B.M.
sábado, 2 de maio de 2009

DA MONARQUIA CONSTITUCIONAL À REPÚBLICA
No próximo dia 16 de Maio, vai relizar-se na Ericeira, um colóquio, no auditório da Casa da Cultura Jaime Lobo e Silva, com a participação de alguns especialistas na matéria.
Os conferencistas convidados garantem a qualidade do colóquio. São eles:
- Prof. Doutor António Reis;
- Prof. Doutor António Ventura;
- Prof. Doutor Ernesto Castro Leal;
- Prof. Doutor António Matos Ferreira.
Este colóquio organizado pelo Instituto de Cultura Europeia e Atlântica que irá decorrer entre as 10.30h e as 18h, com entrada livre.
Um evento a não perder e que o Almanaque Republicano não podia deixar de divulgar.
[Clicar na imagem para aumentar]
A.A.B.M.
sexta-feira, 23 de janeiro de 2009
GOVERNO PROVISÓRIO DA REPÚBLICA PORTUGUESA

GOVERNO PROVISÓRIO DA REPÚBLICA PORTUGUESA
Um Conselho de Ministros (da esquerda para a direita): Amaro de Azevedo Gomes (Ministro da Marinha), Coronel Barreto (Ministro da Guerra), dr. Afonso Costa (Ministro da Justiça), dr. António José de Almeida (Ministro do Interior), dr. Teófilo Braga (Presidente do Governo Provisório), dr. António Luiz Gomes (Ministro do Fomento), dr. Bernardino Machado (Ministro dos Negócios Estrangeiros), José Relvas (Ministro das Finanças).
Foto, in Brasil-Portugal, nº283, 1 de Novembro de 1910.
J.M.M.
quarta-feira, 8 de outubro de 2008
AS MULHERES E A REPÚBLICA - PARTE II

A propósito do que dissemos no post anterior, realizamos alguma pesquisa, consultamos mais bibliografia, que nos desse garantia de qualidade e isenção acerca dos estudos sobre a mulher no período final da Monarquia e durante a República.
Assim, encontrou-se um artigo muito interessante da Doutora Irene Vaquinhas (FLUC), publicado na Revista da Faculdade de Letras - História da Universidade do Porto, em 2002, onde se pode ler entre outras coisas:



Estes excertos, do texto original, mostram a evolução da situação da mulher entre os finais do século XIX e inícios do século XX, no entanto levantam também a curiosa questão de saber em que momento(s) a(s) mulher(es) consegue(m) obter aquilo por que lutaram durante tanto tempo e porque razão esse direito lhes foi concedido num determinado momento.

Muito interessante e curioso, em particular para estes neomonárquicos que parecem tão interessados em denegrir a imagem da República onde vivem, com a liberdade que desfrutam, provavelmente mantendo a situação da mulher como era noutros tempos...
A.A.B.M.
domingo, 5 de outubro de 2008
AS MULHERES E A REPÚBLICA
Os direitos de participação das mulheres na política é uma realidade muito recente em Portugal, só começa a notar-se após a Revolução de 25 de Abril de 1974.
No entanto, como em tudo, houve um precurso que foi percorrido, em que com muito pioneirismo algumas mulheres fizeram ouvir a sua voz na opinião pública reivindicando a sua participação. No dia em que se assinala os 98 anos da implantação da República propomo-nos recordar algumas das figuras que mais se destacaram nesse combate pela sua emancipação e pelos seus direitos.
Desde o início do século XX que, pontualmente, alguns escritos, por influência das inovações que vinham do exterior, procuravam a defesa do sufrágio onde as mulheres pudessem também participar. Pouco a pouco, as mulheres portuguesas começam a ser sensibilizadas para esta questão, porém, é necessário ter em conta que cerca de 70% da população continuava mergulhada no analfabetismo e as grandes afectadas eram sobretudo as mulheres. Cerca de 1907, com a instauração da ditadura de João Franco, as poucas mulheres com instrução iniciam um processo lento e pontual de afirmação de algumas ideias, onde uma das mais importantes era o direito de voto das mulheres.
Neste contexto, Ana de Castro Osório, apresentou no Congresso Republicano, de 1909, uma proposta para os republicanos consagrarem nas suas promessas políticas a questão do voto feminino, porém os congressistas conseguiram protelar a promessa. Após a instauração da República, o Partido Republicano foi colocando entraves a este avanço. Quando, nas Constituintes se discutiu o assunto, Ana de Castro Osório lembra que muitos deputados consideravam o direito de voto das mulheres uma proposta justa, porém, "apenas três tiveram a coragem de publicamente manter as suas afirmações" [in João Esteves, As Origens do Sufragismo Português, Lisboa, Editorial Bizancio, 1998, p. 73]
As pioneiras do sufragismo feminino em Portugal foram, entre outras:
- Adelaide Cabete (1867-1935)
- Alice Moderno (1867-1945)
- Ana de Castro Osório (1872-1935)
- Angelina Vidal (1853-1917)
- Carolina Beatriz Ângelo(1877-1911)
- Emília de Sousa Costa (1877-1959)
- Elzira Dantas Machado (1865-1942)
- Lutgarda Guimarães de Caires (1873-1935)
- Maria Veleda (1871-1955)
e muitas outras que têm ficado no esquecimento...
Saúde e Fraternidade!
A.A.B.M.
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