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sexta-feira, 9 de março de 2012

DECLARAÇÃO DE GUERRA DA ALEMANHA A PORTUGAL (9 DE MARÇO DE 1916)


O jornal Vanguarda publicava em 11 de Março de 1916, as incidências da declaração de guerra da Alemanha a Portugal.

O jornal pode ser consultado AQUI.

Depois do que dissemos há um mês atrás, aqui fica mais uma leitura dos acontecimentos feita por este jornal.

Uma efeméride que marcou a I República e condicionou todo o seu percurso posterior.

A.A.B.M.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

121º ANIVERSÁRIO DO 31 DE JANEIRO DE 1891


Os acontecimentos do 31 de Janeiro, recordados aqui um ano depois, em 1892, num dos jornais que surgiu após a eclosão do movimento.

Uma efeméride que a propaganda republicana aproveitou até à implantação da República e que depois continuou a ser recorrente no discurso republicano ao longo do tempo.

Para os interessados recorda-se que o jornal diário Vanguarda, pode ser consultado integralmente na página da Biblioteca Nacional Digital AQUI.

A ler com atenção.

[NOTA: Clicar na imagem para conseguir ler o jornal apresentado.]

A.A.B.M.

domingo, 3 de outubro de 2010

A VANGUARDA – DIA 2 DE OUTUBRO DE 1910



A VANGUARDA. Diário Republicano da Manhã [idem (12 Abril 1900); Diário Republicano Independente; Órgão Republicano de Livre Pensamento (13 de Março de 1910)] - [Ano I, nº1 (9 de Março de 1891) ao XIX Ano, nº 7.395 (14 de Agosto 1909 * acaba neste número a publicação, dando origem à Ideia Nova, retomando de novo o título)] e ... do ano XX, nº1 (13 de Março de 1910 * semanário de publicação irregular, Órgão Republicano de Livre Pensamento, sob direcção de Magalhães Lima) ao Ano XX, nº 52 (5 Março 1911) ... e do Ano XXI, nº 7.447 (23 Abril 1911 * direcção de Feio Terenas) ao Ano XXI, nº 7627 (22 Outubro 1911) ... seguindo depois com o mesmo título, agora Propriedade da Empresa Jornalística O Socialista (22 Outubro 1914) acabando a publicação em (31 de Julho) 1929], Lisboa;

Director: Alves Correia [Faustino da Fonseca (10 Novembro 1895); Sebastião Magalhães Lima/Esteves Lisboa (16 de Outubro de 1898); Sebastião Magalhães Lima (12 Abril 1900)]; Feio Terenas (23 de Abril 1911); Editor: Eduardo José Gaspar (Manuel Gonçalves da Paula, Raul Joaquim Gil); Alguns Colaboradores: Alberto Souto, Andrade Neves, António Ernesto da Silva, António França Borges, Archer de Lima, Aquilino Ribeiro (1906), Caiel (aliás, Alice Pestana), César da Silva, Cruz Magalhães (pseud. Riso Amargo), Eduardo de Abreu, Ernesto Loureiro, Esteves Lisboa, Eusébio Leão, F. Branco, Faustino da Fonseca, Feio Terenas, Fernão Botto Machado, Ferreira Martins, Freitas Branco, Gomes da Silva, Heliodoro Salgado, João Pais Pinto (Abade de S. Nicolau), Júlio Gracco, Lino de Macedo, Luís Derouet, José Carrilho Videira, José de Macedo, José do Vale, Júlio Augusto Martins, Maria Veleda (aliás, Maria Carolina Frederico Crispim), Perry Vidal, Raul Proença, Rocha Martins, Sebastião Magalhães Lima, Teófilo Braga, Tomás da Fonseca, Urbano Rodrigues; Administração e Redacção, Rua Serpa Pinto, 48, 2º [Rua Diário de Notícias, 102, 1º; Rua da Trindade, nº5; Rua Luz Soriano, 48; Rua de São Roque, 92, 2º], Lisboa.

FOTO do jornal "A Vanguarda" do dia 2 de Outubro de 1910 [jornal A Vanguarda online AQUI]

J.M.M.

sexta-feira, 5 de janeiro de 2007

ANTÓNIO NARCISO REBELO DA SILVA ALVES CORREIA


Nasceu em Vila Real em 25 de Maio de 1860. Inicialmente desempenhou a profissão de farmacêutico, mas porque mostrou aptidões para a escrita, começa a colaborar nos jornais. Adopta então a profissão de jornalista e colaborou em inúmeras publicações periódicas, especialmente ligadas ao Partido Republicano.

Destaca-se a sua colaboração na Folha do Povo, no Trinta, no Século, Os Debates, A Vanguarda e, finalmente, O País. Neste último jornal, foi o fundador em 1895 e dirigiu-o até à sua morte, provocada pela tuberculose, em 5 de Janeiro de 1900.

Segundo o professor Oliveira Marques, foi iniciado na Maçonaria em 1882, na Loja Cavaleiros de Nemesis, em Lisboa, adoptando o nome simbólico de João Huss. [A. H. Oliveira Marques, Dicionário da Maçonaria Portuguesa, vol. I, Editorial Delta, Lisboa, 1986, col. 413.]

Foi um jornalistas republicanos mais em destaque no seu tempo, envolvendo-se em várias polémicas, chegou a ser agredido e preso.

Escreveu Alves Correia, nos Debates, em 3 de Novembro de 1889, quando D. Carlos chega ao trono:

Refervem as ambições em volta do novo trono do palácio de Belém, onde se senta um rapaz inexperiente, sem capacidade e sem prestígio moral, que um odioso privilégio coloca à frente do governo do país.
E como os ambiciosos são muitos e poucos os lugares que se pretendem, cada um pelo seu lado procura incessantemente e por todos os meios captar as régias simpatias, humilhando-se o mais que pode ante o novo monarca, para o adular conquistando-lhe a omnipotente simpatia.
[...]

Dizem os partidos da régia omnipotência que no estado de descrédito e de fraqueza em que se encontram os partidos onde militam, é preciso que o rei seja o árbitro supremo da governação e por si só substitua os partidos fortes que fazem falta no mecanismo monárquico-representativo. [...]

Só o espírito de interesseira cortesania inspira as suas palavras [dos monárquicos]. É a ambição que determina essas tristíssimas abdicações de consciência de quem escreve os artigos a que nos referimos. Como sintoma, porém, é de um altíssimo valor, pois os nossos adversários confessam que à monarquia constitucional faltam os elementos de que ela absolutamente precisa para o seu exercício legal e regular, isto é, partidos fortes que a vigorem e que se alternem na governança de modo a satisfazer as necessidades públicas. Não obstante, defendem essa forma de governo que reconhecem gasta.

Defendem-na porque ela vive da corrupção e porque essa corrupção é também a base da riqueza de muitos que ainda há bem pouco tempo entravam na política com as algibeiras vazias, possuindo hoje ouro de mais e convicção de menos
.
[grafia actualizada]

Sobre Alves Correia, afirma Joaquim Madureira (Bráz Burity), Caras Amigas (Gente Limpa), Antiga Casa Bertrand José Bastos, Lisboa, s.d., p. 237-250:

Estou a vê-lo, anos depois, na nossa camaradagem do País, já moribundo, já com frouxos de tosse, metálicos e fundos, o facies chupado e luzidio, bistres as olheiras, crestados os lábios, os cabelos empastados em suores de febre, todo o seu desconjuntado cavername de magricela acolchoado numa pelissa [...].

Ainda estou a vê-lo ... poucos meses antes do desfecho, já em Monsanto, depois em Caneças, lutando sempre, vencido pela tísica traiçoeira, pela tísica implacável, desfibrando-lhe, dia-a-dia, momento a momento, a pobre carcassa enfezada que todas as refregas e todas as privações haviam batido durante anos, num temporal desfeito de misérias, de vigílias, de canseiras e de calúnias [...].

[Nos Debates] Alves Correia, em luta constante, em luta sangrenta com as instituições, hoje querelado, amanhã agredido, sempre caluniado, sempre perseguido, fez todas as campanhas do Ultimatum, do 11 de Fevereiro e do 20 de Agosto, agitou a alma nacional em todas as arremetidas de desforra que, liquidando na madrugada ingénua e épica, romanesca e bela do 31 de Janeiro, trouxeram a supressão violenta dos Debates e logo a seguir, puseram Alves Correia à frente da Vanguarda - talvez de todos os seus jornais,o que ele mais amou e, de todos eles, com certeza e incontestavelmente, o que mais lhe deveu em trabalho, em dedicações, em amarguras, em sacrifícios.

A.A.B.M.