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quarta-feira, 6 de novembro de 2013

CONVERSANDO COM MOZART | PESSOA NA PRIMEIRA PESSOA


CONFERÊNCIA(s) / DEBATE com CARLOS OTERO

LOCAL: Palácio Quinta da Regaleira (Sala da Renascença) – pelas 16 horas;
ORGANIZAÇÃO: Cultursintra FP & Carlos Otero;
ORADOR: Carlos Otero 

DIA 9: “Conversando com Mozart”;

DIA 10: “Pessoa na Primeira Pessoa”

Dá-me  os óculos! Foram estas as últimas palavras do poeta no dia 30 de Novembro de 1935. As últimas palavras de Goethe, grande poeta que ele muito admirava, tinham sido: “Mais Luz”.

A distância é pequena e apenas simbólica entre as duas súplicas. “Mais Luz” era para iluminar o espírito de Goethe; Fernando Pessoa, com os óculos, seria para sondar mais profundamente o fundo obscuro da sua alma.

Hoje, passados todos estes anos, aqui está Fernando Pessoa para falar dele... Do seu EU íntimo. Aquele que raramente mostrou. Poderá mesmo parecer-lhe difícil, para não dizer enfatuado, falar na primeira pessoa sem se esconder” [AQUI - sublinhados nossos]

Carlos Otero “nasceu em Lisboa e vive em Paris há 50 anos, onde desenvolveu a sua actividade como actor, cantor lírico e encenador de teatro e de ópera.

Com mais de 3.200 representações públicas em palcos tão distintos como o Teatro Nacional Popular, o Théâtre de la Ville, o Théâtre Marigny, o Festival Lírico de Aix-en-Provence e o Festival de Avignon, Carlos Otero trabalhou ao longo da sua carreira com nomes tão distintos como a actriz Edwige Feuillère, o actor e encenador Georges Wilson, ou ainda Jerome Robbins, produtor, realizador e coreógrafo da Broadway, com quem apresentou, em 1969, no Théâtre Marigny, a comédia musical Violino sobre o Telhado.

Realizou e encenou no Théatre des Champs Elysées, de Paris, o drama “Themos” de Mozart, assim como a ópera “A Flauta Mágica”, representações que foram saudadas pela crítica como “tendo conseguido transmitir o essencial do aspecto sobrenatural e maravilhoso das obras-primas de Mozart”. [ler MAIS AQUI]

J.M.M.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

EFEMÉRIDES : PROPOSTAS PARA 2009


EFEMÉRIDES : PROPOSTAS PARA 2009

No ano em que avizinha o Centenário da República, o Almanaque Republicano propõe-se recordar e vasculhar nos baús da memória colectiva deste povo e avivar alguns momentos que têm progressivamente vindo a cair no esquecimento.

Quando há um século surgia a publicação do Manifesto Futurista de Marinetti, em Itália, e em Espanha se assistia ao fuzilamento de Francisco Ferrer, no nosso país, os republicanos, reunidos em Congresso em Setúbal, decidiram abandonar a luta pelo poder pela via eleitoral e enveredar pela via revolucionária. Entramos no ano da conspiração. A criação da comissão militar, essencialmente constituída por marinheiros, para preparar a revolta; a propaganda anticlerical, com grandes manifestações realizadas em Agosto e Dezembro; a intensificação da agitação operária e anarquista com greves, bombas e prisões; a realização do Congresso Nacional Operário; surgem novos escândalos na vida política portuguesa como o caso problema do açúcar na Madeira e a questão do Banco Predial; a instabilidade governativa era uma constante e o Partido Republicano assistia à morte de algumas figuras importantes como João Pais Pinto. Ainda nesse ano morre, António Augusto da Rocha Peixoto, antigo director da Biblioteca Publica do Porto e director da revista Portugália. Neste mesmo ano, nasceu também o ilustre escritor e activo membro do Partido Comunista, Joaquim Soeiro Pereira Gomes. Realiza-se também o Congresso Municipalista em Lisboa.

Por outro lado, a Maçonaria vivia também nesse ano momentos de convulsão com a expulsão do Grande Secretário-Geral do Grande Oriente Lusitano Unido, Fausto de Quadros; surgem novos triângulos e lojas maçónicas como a Loja Revolta, em Coimbra; parte para o Oriente Eterno, Francisco Gomes da Silva, grão-mestre interino do Grande Oriente Lusitano Unido.

Ao nível da imprensa suspende a publicação o jornal portuense Voz Pública sendo substituído pelo jornal A Pátria, dirigido pelo professor Duarte Leite. Iniciam também publicação, entre outros, os jornais A Lanterna, O Corticeiro, e o Almanach da Lucta começa também a ser editado.

Assinala-se ainda o cinquentenário da adesão de Portugal à EFTA, o ditador cubano Fulgêncio Baptista encontra asilo político na ilha da Madeira e D. António Ferreira Gomes inicia um período de exílio de dez anos; Humberto Delgado e Henrique Galvão passam a viver no exílio. Por sua vez, assiste-se ao fracasso da denominada de Revolta da Sé.

Esperamos a oportunidade para recordar estes acontecimentos e outros que neste pequeno texto não é possível mencionar e aproveitamos para desejar bons augúrios a todos os nossos ledores no novo ano que recentemente iniciámos.

Vídeo: Fotos do Blog (2006-08); Música: Mozart - Die Maurerfreude (Alegria dos Maçons) K471; Officina Almanaque Republicano, Janeiro 2009.

A.A.B.M.
J.M.M.