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quinta-feira, 22 de novembro de 2018

ENCONTROS DE OUTONO 2018, EM FAMALICÃO

A partir de amanhã, 23 de Novembro de 2018 e no dia seguinte, 24, realiza-se, em Famalicão, mais uma  edição do colóquio Encontros de Outono. O tema geral do colóquio é: "As Relações entre Portugal e os EUA. Da I República à Democracia Abrilista (1910-1975)".

O colóquio é organizado pelo Museu Bernardino Machado e vai realizar-se na Casa das Artes, em Vila Nova de Famalicão.

O programa é  o seguinte:
O evento conta com alguns investigadores reconhecidos como:
- António José Telo;
- Fernanda Rollo;
- Daniel Marcos;
- Fernando Martins;
- Aurora Almada e Santos;
- Pedro Aires de Oliveira;
- Nuno Simas.

NOTA: As inscrições e a participação nas conferências são gratuitas e dão direito a um Certificado de Participação.

Acreditado pelo Centro de Formação Científica (CCPFC).
Grupos: Português e HGP (200); História (400); Creditação: 12h

Informações mais detalhadas podem ser obtidas AQUI.

Com os votos do maior sucesso.

A.A.B.M.

terça-feira, 16 de outubro de 2018

A GRANDE GUERRA NO PARLAMENTO



LIVRO: A Grande Guerra no Parlamento;
AUTORAS
: Maria Fernanda Rollo e Ana Paula Pires;
EDIÇÃO: Coleção Parlamento, 2018.

“A República Portuguesa ainda não tinha completado quatro anos, quando o herdeiro do trono austro-húngaro, Francisco Fernando, e a sua mulher, a duquesa de Hohenberg, foram assassinados por Gravrilo Princip, em Sarajevo, a 28 Junho de 1914. A notícia da eclosão da guerra na Europa chegou ao Parlamento português, pela voz do Presidente do Ministério Bernardino Machado, a 7 de Agosto.

No verão de 1914, quando a guerra na Europa teve início, o exército português tinha apenas três períodos de treino, encontrando-se em plena reorganização e, como tal, mais orientado para a defesa interna do que para qualquer tipo de intervenção na Europa ou em África.  

O volume que agora se edita, analisa e interpreta os debates que ocorreram no Parlamento português, entre agosto de 1914, data da eclosão da Grande Guerra na Europa, e 1921, ano em que se realizou a cerimónia de transladação para o Mosteiro de Santa Maria da Vitória, na Batalha, dos corpos de dois soldados desconhecidos portugueses, mortos em África e na Flandres. Ficam de fora desta análise dezenas de debates relativos à temática das reparações de guerra e à participação de Portugal na Conferência da Paz, discussões que pela sua importância, especificidade e recorte cronológico, necessitariam, por si só, de um único volume.

O livro mostra-nos um país dividido relativamente à sua posição na intervenção na guerra na Europa e descreve-nos, de forma detalhada, as dificuldades económicas e financeiras sentidas pela República, tanto a nível interno corno externo, durante os anos da conflagração. Analisa em detalhe o papel dos políticos e dos diplomatas, homens de cuja decisão dependeu a intervenção de Portugal na Guerra, criticando a respetiva capacidade de gerir, tanto os impactos da Guerra no país, como as tensões que caracterizaram, ao longo de toda a conjuntura bélica, as relações entre os diferentes agrupamentos políticos e o Estado republicano.

Foram cerca de 62 os parlamentares que, entre 1914 e 1918, combateram na Grande Guerra, na Europa, em África e no Atlântico. Entre estes deputados, alguns sofreram ferimentos graves, como Velhinho Correia ou José Afonso Pala, gravemente ferido em África e que viria a morrer, em 1915, na sequência desses ferimentos, e o primeiro-tenente José Botelho de Carvalho Araújo, eleito deputado em 1911 e grande defensor da intervenção de Portugal na Grande Guerra, morto em combate, no Atlântico, a 14 de outubro de 1918”
 
[in contracapa da obra - sublinhados nossos]
 
 

J.M.M.

quinta-feira, 10 de novembro de 2016

CONFERÊNCIA GUERRA E PROPAGANDA NA FIGUEIRA DA FOZ

No Auditório Municipal da Figueira da Foz, com organização do Museu Municipal Santos Rocha, vai realizar-se no próximo sábado, dia 12 de Novembro de 2016, a partir das 15 horas, uma conferência com vários oradores convidados, tendo por base o tema global "Guerra e Propaganda". A moderadora convidada desta conferência é a Professora Doutora Maria Fernanda Rollo.

São oradores nesta conferência:
- Professora Doutora Noémia Malva Novais, com a comunicação "As Balas de Papel" Ilustrado na I Guerra Mundial;
- Professor Doutor António Paulo Duarte, com a comunicação "Propaganda de Guerra e Conhecimento Historiográfico. A influência do guerrismo e do antiguerrismo na leitura historiográfica da Participação Portuguesa na Grande Guerra";
- Professora Doutora Maria Teresa Lopes Moreira, "O pulsar da Grande Guerra nas entrelinhas do jornal Correio da Estremadura";
- Professora Doutora Clara Isabel Serrano, "Augusto de Castro e António Lobo de Almada Negreiros. Impressões de Guerra.

Depois das comunicações proceder-se-á à apresentação da nova obra historiográfica da Professora Doutora Noémia Malva Novais, Imprensa e I Guerra Mundial. Censura e Propaganda (1914-1918), editada pela Caleidoscópio.


O Índice da obra é o seguinte:

Sumário
Introdução. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .   . . . 11

Capítulo I
O discurso jornalístico no primeiro quartel do Século XX: contributos para uma teorização dos conceitos de objectividade e de subjectividade na escrita da imprensa. . . . . . . . . . .  . . . . .  . .  . .      27
A realidade e a sua reconstrução discursiva. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .    29
A subjectividade ou objectividade subjectiva nas ciências sociais e humanas e no jornalismo.  . .    38
 A objectividade subjectiva/intencionalidade da imprensa durante a guerra . . . . . . . . . . . . . ..  . .     40
A «inautenticidade» da imprensa durante a Guerra segundo Karl Kraus . . . . . . . . . . . . . . . . .  .   . . 43 
A ideia de que as nações são diferentes mas a imprensa é toda igual. . . . . . . . . . . . . . . . . . .  . .    . .50 
A batalha de Karl Kraus contra a imprensa . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .   . 55
Aquilino Ribeiro, a imprensa francesa e a guerra . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .   . 60

Capítulo II
A Imprensa antes da I República: Da instauração da liberdade de Imprensa à Lei repressiva (da Imprensa) de 1907. 69 Entre avanços e recuos até à Lei das Rolhas. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .   . . 72 Da Regeneração do jornalismo à Portaria Muda. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .  .  .  . . .   76
A Lei repressiva da Imprensa de 1907. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .  . . . .   . .85
A proximidade entre a pena e a espada depois do regicídio. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .   . . . . . . .  . . 89

Capítulo III
 A Imprensa na I República: Entre a utopia liberal e a realidade da Guerra. . . . . . . . . . . . . . . .  . . .   97
A Lei de Imprensa de 28 de Outubro de 1910. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .  . .   .97
A restrição da liberdade de imprensa em face da guerra. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .  . .    102
A apreensão administrativa de publicações periódicas: Decreto 2270 de 12 de Março de 1916 e as reacções dos jornais. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .  .  . . .   105
A Lei n.º 495 – lei da censura prévia –, as reacções dos jornais e a oposição da União Republicana. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .  . . .   108
 Critérios irregulares dos censores, reacções dos jornais e novas leis . . . . . . . . . . . . . . . . . . .  . .    111
A legislação sidonista da Imprensa. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 115

 Capítulo IV
A I República, a Imprensa e a Guerra: O discurso dos jornais intervencionistas versus o discurso dos jornais anti-intervencionistas. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .  . . . .    . . 121
As negociações diplomáticas belicistas. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .  .  124
Intervenção no pedido de auxílio da França. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .  . .   133
O pimentismo contrário à guerra. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .  .   . 137
O regresso do discurso da propaganda republicana. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .  .  139
A declaração de guerra da Alemanha a Portugal. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .  .   . .144
A política de guerra da União Sagrada. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .  . .   155
Do milagre de Tancos à ida do CEP para França. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .   . 161
O sidonismo contrário à guerra. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .  .   172
Entre o intervencionismo e o anti-intervencionismo: O caso de O Açoriano Oriental . . . .  . .  . .  . 175
De jornal pró-aliado a germanófilo e novamente pró-aliado. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .   . . 177
A reacção em face da censura. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .   . 179 De jornal sidonista convicto a acolhedor do Integralismo Lusitano. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .  . .  .182

Capítulo V
 A Imprensa ilustrada, a censura, a propaganda e a Guerra. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .   .   . 187
A propaganda de guerra . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .  . . . .189
A imprensa ilustrada de propaganda de guerra. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .   . . . 199
Portugal na Guerra, revista quinzenal ilustrada de propaganda de guerra. . . . . . . . . . . . . .  . .  . .  . 203
O Espelho, jornal ilustrado de propaganda de guerra . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .  . .  206
A singularidade do panfleto Portugal perante a Guerra. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .   .   213
Conclusão. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .  .  227
Fontes e Bibliografia. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .  . . 239
Anexos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .  . .257

Pode ler-se na sinopse da obra:

Imprensa e I Guerra Mundial . Censura e Propaganda . 1914-1918 - analisa a relação existente entre a Imprensa e a Primeira Guerra Mundial, esclarecendo a ação da Censura de guerra e da Propaganda política, embrião da manipulação da Opinião Pública no século XX. Evidenciando que os jornais são um espelho, no qual os governantes e os diplomatas se contemplam, mostra também que os jornalistas são os peões movimentados de acordo com a vontade dos Estados beligerantes, e que, neste jogo de guerra, os diplomatas e os políticos contam as mentiras aos jornalistas e depois acreditam nelas ao vê-las publicadas. Esta é uma obra que cruza os saberes resultantes das ciências da comunicação e da ciência política com os da diplomacia e da história contemporânea e que, sendo científica, é também de leitura acessível a todos os interessados no entendimento do século XX. Foi uma das cinco obras distinguidas com o Prémio de Defesa Nacional 2014 atribuído pela Comissão Portuguesa de História Militar do Ministério da Defesa Nacional.

Breve nota sobre a autora da obra:

NOÉMIA MALVA NOVAIS Historiadora, escritora e jornalista. Exerce atualmente a função de consultora de comunicação social e política. É doutorada em Ciências da Comunicação, especialidade de Comunicação e Ciências Sociais, mestre em História Contemporânea e licenciada em História, variantes de investigação e de ensino. Dedica-se à investigação nas áreas da História Contemporânea – política, diplomática e cultural -, e das Ciências da Comunicação - media e propaganda política. É investigadora integrada do Instituto de História Contemporânea da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, investigadora colaboradora do Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX da Universidade de Coimbra. Tem uma vasta obra publicada, nomeadamente livros científicos, capítulos e artigos em livros e revistas científicas, artigos e entradas em enciclopédias e dicionários historiográficos, bem como literatura infantil. O seu trabalho académico foi distinguido com o Prémio Aristides de Sousa Mendes (1.ª Menção Especial 2004) da Associação dos Diplomatas Portugueses e com o Prémio de Defesa Nacional (Menção Honrosa 2014) do Ministério da Defesa Nacional. O seu trabalho jornalístico foi galardoado com o Prémio de Jornalismo e Direitos Humanos e Integração (1.ª Menção Honrosa 2013) da Unesco e com o Prémio de Jornalismo Os Direitos da Criança em Notícia (1.º Prémio 2014) atribuído pelo Fórum dos Direitos da Criança da Unesco.

Com os votos do maior sucesso.

A.A.B.M.

terça-feira, 29 de dezembro de 2015

MANUEL DE BRITO CAMACHO: UM INTELECTUAL REPUBLICANO NO PARLAMENTO



LIVRO: Manuel de Brito Camacho: um intelectual republicano no Parlamento;
AUTORES: Maria Fernanda Rollo e Ana Paula Pires;
EDIÇÃO: Assembleia da República (Colecção Parlamento), 2015, p. 503.

Manuel de Brito Camacho foi um dos protagonistas mais destacados e relevantes da década inicial da I República Portuguesa, liderando, até 1919, um dos três primeiros partidos do republicanismo constitucional – a União Republicana. O texto que agora se publica mostra o perfil de um intelectual civicamente interveniente e revela as diferentes facetas do político e do parlamentar – o sobrevivente de diversas conjunturas – que ao longo de quase duas décadas animou debates e abrilhantou, quase diariamente, sessões na Câmara dos Deputados.

Uma das questões que mais preocupou Brito Camacho foi a do desenvolvimento nacional, que compreendia em três dimensões: moral, material e política. A entrada no Parlamento, o exercício de funções como deputado foram encarados, desde logo, como uma oportunidade para compreender e analisar detalhadamente os principais problemas que afetavam a sociedade portuguesa. Do ponto de vista do regime, Brito Camacho defendia uma república inspirada nas conceções defendidas por Léon Gambetta: um regime presidido por um chefe de Estado eleito e com um parlamento respeitado, em que burguesia e república se conciliassem sem alienar direitos, nem simpatias. A proclamação da República não lhe atenuou o ímpeto e muito menos serviu para diminuir o tom crítico das suas intervenções que, de resto, continuaram, quanto ao essencial, a não perder de vista um conjunto de princípios fundamentais, nomeadamente a necessidade do regime se apoiar em partidos políticos conscientes dos seus deveres e das suas responsabilidades, defendendo sem peias que a República não podia ser a Monarquia com outro nome.

Brito Camacho foi um intelectual que viveu para além do seu tempo. O seu legado, memória e herança, permanecem inscritos na história de Portugal do século XX. Eterno perseguidor da modernidade, foi um defensor acérrimo da reforma da cultura e das mentalidades portuguesas e apologista da difusão do conhecimento e do saber científico, entendendo-o como base do progresso económico e social e sustentáculo de qualquer regime político. Foi essa modernidade e esse desejo de mudança que procurou até ao fim da vida, denunciando e interpretando criticamente as principais debilidades que condicionavam a sociedade portuguesa na transição do século XIX para o século XX e, em boa medida o seu atraso económico.


Viveu muitos anos no Chiado, numa casa situada na rua da Assunção; alimentava-se do bulício das ruas, respirava a mundanidade cultural que enchia os cafés da Baixa e passava o final da tarde à conversa com os amigos na Farmácia Durão, propriedade de António Ferreira, que chegou a ser administrador de A Luta, discutia ideias e, algumas vezes, conspirava.

Cem anos passados sobre a implantação do regime republicano, importa compreender, identificar, perceber, enquadrar e estudar estes «geradores» de pensamento moderno: médicos, engenheiros, políticos, intelectuais, cientistas e doutrinadores que procuravam um rumo novo, buscando um caminho que, para muitos, o ideário republicano soubera enunciar. Brito Camacho foi um desses desbravadores" [in Catálogo de publicações da Assembleia da República]

J.M.M.

domingo, 13 de dezembro de 2015

"MANUEL DE BRITO CAMACHO: UM INTELECTUAL REPUBLICANO NO PARLAMENTO" E "ANTÓNIO MARIA DA SILVA: O ENGENHEIRO DA REPÚBLICA"

Apresentação de mais duas obras da colecção Parlamento no próximo dia 16 de Dezembro de 2015, pelas 18.30, após a sessão do plenário, na Biblioteca da Assembleia da República.

Vão ser apresentadas as seguintes obras:
 - Manuel de Brito Camacho: Um intelectual Republicano no Parlamento, de Maria Fernanda Rollo e Ana Paula Pires;

- António Maria da Silva: o Engenheiro da República, de Ricardo Revez.

Mais duas obras sobre personalidades da República que têm vindo a ser publicadas pelo Parlamento, numa excelente iniciativa de divulgação e investigação biográfica.

Com os votos do maior sucesso.

A.A.B.M.

quinta-feira, 10 de setembro de 2015

III CONGRESSO I REPÚBLICA E REPUBLICANISMO: PROPOSTAS DE COMUNICAÇÃO


Recebemos e divulgamos com todo o prazer esta iniciativa que vai para a terceira edição, dedicada aos interessados e investigadores de História. Promovida pelo Instituto de História Contemporânea, através do Centro República e contando na organização com as Professoras Fernanda Rollo e Teresa Nunes.

Call for papers  
O III Congresso I REPÚBLICA E REPUBLICANISMO é promovido pelo Centro de Documentação e Estudos sobre a História da I República e do Republicanismo.   

O Centro República tem por missão garantir a preservação e a disponibilização do património digital, bibliográfico e documental produzido e reunido no âmbito do Programa das Comemorações do Centenário da República e realizar iniciativas destinadas a promover a investigação e a elaboração de estudos científicos sobre a I República e o Republicanismo.   

Entre essas iniciativas inclui-se a realização de um congresso anual dedicado à apresentação de estudos no domínio da História da I República e do Republicanismo.   

O III Congresso do Centro República terá lugar em Lisboa, na Biblioteca Nacional de Portugal, nos dias 21, 22 e 23 de Outubro de 2015.

Este importante fórum de discussão aberto e pluridisciplinar procurará contribuir para o alargamento do espaço de reflexão e de conhecimento sobre o republicanismo enquanto movimento político, ideológico, filosófico e cultural, mas também para que se renovem as interpretações sobre as experiências históricas concretas de afirmação e/ou rejeição do modelo republicano.   

Este ano, o III Congresso I República e Republicanismo pretende suscitar o debate em torno das Sociabilidades e Sociedades Republicanas (1870-1930), segundo uma perspectiva historiográfica comparada, nomeadamente com as experiências espanhola e francesa. Pretende-se privilegiar os modelos de intervenção social republicanos e conhecer o alcance respectivo, no âmbito das estruturas locais, nos domínios político, económico, recreativo, cultural, desportivo, entre outros. Por outro lado, visa-se um conhecimento renovado sobre as elites republicanas, na definição de perfis, no entendimento das motivações subjacentes à sua adesão ao republicanismo e na indagação das fórmulas de promoção política do ideário no espaço local.  
  
O III Congresso I República e Republicanismo reúne intervenções proferidas por conferencistas internacionais e nacionais convidados, bem como a apresentação de comunicações submetidas através de call for papers.   

A seleção das propostas será orientada pelo propósito de garantir o máximo de qualidade, originalidade e diversidade dos trabalhos.   

Call for Papers: as propostas de comunicação devem ser apresentadas num texto máximo de 500 palavras e devem ser acompanhadas por três palavras-chave. Os proponentes deverão juntar uma breve nota biográfica (200 palavras), a assim como a indicação da afiliação institucional e contactos do autor ou autores (email e telefone).  As comunicações têm a duração máxima de 30 minutos e poderão ser apresentadas em português, castelhano, inglês e francês.  

Submissão das Propostas de comunicação  até 25 de Setembro de 2015   
Divulgação dos resultados  30 de Setembro de 2015 

Comissão Organizadora  Maria Fernanda Rollo (IHC-FSCH-UNL)  Teresa Nunes (FL e IHC)  

Por favor envie as suas propostas de comunicação por e-mail para:  centrorepublica@fcsh.unl.pt  

Um evento para divulgar entre os muitos interessados pelo período da República, desta vez com particular enfoque nos temas relacionados com as Sociabilidades e Sociedades Republicanas (1870-1930).

Um tema muito interessante e que esperamos convoque muitas participações.

Com os votos do maior sucesso para este evento.

A.A.B,M.

quarta-feira, 15 de julho de 2015

CONFERÊNCIA – O PAPEL DE BRITO CAMACHO E DOS UNIONISTAS PERANTE A GUERRA


ORADORA: Professora Maria Fernanda Rollo (I.H.C.);

DIA: 17 de Julho 2015 (21,30 horas);
LOCAL: Museu Bernardino Machado (Vila Nova de Famalicão);

ORGANIZAÇÃO: C.M. de Vila Nova de Famalicão | Museu Bernardino Machado;

Integrado no “Ciclo de Conferências 2015: Portugal na I Guerra Mundial” (que decorrerá até Dezembro deste ano), o Museu Bernardino Machado promove uma conferência, subordinada ao tema, “O papel de Brito Camacho e dos Unionistas perante a Guerra”, a cargo da professora e investigadora do I.H.C. da  FCSH/U.N.L, Maria Fernanda Rollo.
 
 

De referir que a conferência sobre Brito Camacho, inicialmente agendada para o passado mês de Abril (dia 17 de Abril) – conforme AQUI sinalizamos –, não se realizou por diversos motivos e foi aprazada, deste modo, para o próximo dia 17 de Julho.  

A não perder.

J.M.M.

segunda-feira, 15 de junho de 2015

COLÓQUIO – O DIREITO, A JUSTIÇA E A POLÍCIA (XIX-XX) PELO OLHAR DA BIOGRAFIA




DIA: 19 de Junho 2015 (9,30 horas);
LOCAL: Tribunal da Relação de Lisboa;

ORGANIZAÇÃO: Associação Sindical dos Juízes Portugueses | Tribunal da Relação de Lisboa | Instituto de História Contemporânea

COORDENAÇÃO: Luís Eloy Azevedo (IHC-FCSH/UNL).

PROGRAMA:

[9,30 H]:

ABERTURA: Luís Vaz das Neves, Presidente do Tribunal da Relação de Lisboa (TRL) | Maria José Costeira, Presidente da Associação Sindical dos Juízes Portugueses (ASJP) | Maria Fernanda Rollo, Presidente do Instituto de História Contemporânea (IHC­-FCSH/UNL)

INTERVENÇÕES

[10,00 H-12,00 H]:

Luís Cabral de Oliveira (FDUNL/ESTG-IPL), “Joaquim Bernardo Soares (1827-1908) ” | Luís Eloy Azevedo (IHC-FCSH/UNL), “Francisco de Medeiros (1845-1912)” | Filomena Bandeira (IHC-FCSH/UNL), “Augusto Oliveira (1886-1962)” | Paula Borges Santos (IHC-FCSH/UNL), “José Magalhães Godinho (1909-1994)”;

[14,30 H – 16,30 H]:

David Teles Pereira (FD-UL), “Paulo Merea (1889-1977) ” | Luís Bigotte Chorão (Ceis20/UC), “Marcelo Caetano (1906-1980) " | Nuno Andrade (IHC-FCSH/UNL), “Passos Esmeriz (1919-2004) ” | Tiago Pires Marques (CES-UC), “Jerónimo da Cunha Pimentel” (1842-1898);

J.M.M.

quinta-feira, 16 de abril de 2015

O PAPEL DE BRITO CAMACHO E DOS UNIONISTAS PERANTE A GUERRA: CONFERÊNCIA

No ciclo de conferências que estão a realizar-se no Museu Bernardino Machado, em Vila Nova de Famalicão, ao longo deste ano, vai ter lugar uma nova conferência na próxima sexta-feira, pelas 21.30 horas.

Desta vez a convidada é a Professora Doutora Maria Fernanda Rollo, que vai falar sobre "O Papel de Brito Camacho e dos Unionistas perante a Guerra",

Cumpre lembrar que Brito Camacho desempenhou um complexo papel como opositor às ideias de Portugal entrar na Guerra, era «antiguerrista» e essa situação trouxe-lhe alguns dissabores e acusações. Os seus artigos publicado no jornal A Lucta, com a acutilância que lhe ra reconhecida tinham impacto na opinião pública. Segundo a sua perspectiva Portugal só devia responder em caso de ataque. Havia um grupo de intelectuais e políticos como Manuel de Arriaga, Machado Santos, D. Manuel II, António José de Almeida ou Sidónio Pais que não eram germanófilos, eram sim contra a presença dos portugueses em França. Defendiam sim a aproximação à Inglaterra e a defesa dos interesses portugueses, sobretudo em termos coloniais.

Um tema aliciante e certamente polémico que a Professora Fernanda Rollo vai analisar e explicar na próxima sexta-feira.

Uma actividade muito interessante e que não podemos deixar de recomendar a todos os que se interessam pelo temática da Grande Guerra.

Com os votos do maior sucesso.

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

A SOCIEDADE E A GRANDE GUERRA: SEMINÁRIO

No âmbito das evocações do Centenário da Grande Guerra, o Centro de História da Faculdade de Letras de Lisboa vai levar a efeito no dia 13 de Novembro o II Seminário de História Contemprânea, coordenado pela Prof. Teresa Nunes.

Entre os oradores nacionais contam-se os professores Hermenegildo Fernandes, António Ventura, Manuela Tavares Ribeiro, Maria Fernanda Rollo e Norberto Ferreira da Cunha.

Entre os convidados internacionais refira-se Gerhard Besler, Peter Borschberg e Kateryzna Stocklosa.

Uma interessante iniciativa a acompanhar e a divulgar.

A.A.B.M.

segunda-feira, 14 de julho de 2014

GRANDE GUERRA EM ÁFRICA: CONGRESSO



A Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa vai levar a efeito hoje, 14 e amanhã 15 de Julho de 2014, um congresso sobre as incidências, leituras, análises, interpretações e apresentação de novos elementos de investigação sobre a I Guerra Mundial em África.

O programa que chegou ao nosso conhecimento vem em inglês e que a seguir apresentamos para os potenciais interessados:

Monday 14 July
9.30 Registration and welcome
10.30 Session 1: East Africa
Chair: Ana Paula Pires
The involvement of India in the Great War East African Campaign - Harry Fecitt
The fate of the Konigsberg - Christopher Hill
The Faridkot Sappers and Miners: an online resource - Anne Samson for Richard Sneyd

12.00 LUNCH
13.30 Session 2: West Africa (Nigeria)
Chair: Anne Samson
World War 1 and socio-political rights in Nigeria - James Olusegun Adeyeri
Nigeria' s involvement in WWI and impact on postwar changes - Fewzi Borsali

BREAK

15.15 Session 3: Portugal's war
Chair: Aniceto Afonso
O Projecto Geopolítico Alemão para África até à Grande Guerra e o Interesse no Espaço de Angola - Marisa Fernandes
Reflexos da 1ª Guerra Mundial em Angola: das Campanhas de Pacificação às Revoltas Indígenas - Anabela Silveira
A Justiça Militar durante a Grande Guerra: Autos de Corpo de Delito da Expedição Militar a Moçambique - Graça Barradas
16.45 Close of Day 1

Tuesday 15 July
9.30 Session 4 West Africa (Cameroons)
Chair: Fernanda Rollo
The Great War Sepultures in Cameroon, a heritage questioned - Saliou Abba and Atteba Ossende
The role of neutral Cameroon German refugees in Spanish Guinea - Carlos Gavira
Le Service de santé colonial de l'armée française dans la Grande Guerre - Rémy Porte

Break
11.15 Session 5 East Africa (Mozambique)
Chair: José Luís Assis
“Recordar é o trabalho que a mim próprio impus”. Norton de Matos e a memória da Grande Guerra em África - Sergio Neto
Morrer em Kionga, convalesce rem Goba. O desastre sanitaria da “Expedição a Moçambique de 1916 - Rui Pereira and Carla da Silva
The scrambles that provoked the World Wars - Jeannick Vangansbeke

12.45 LUNCH
14.00 Session 6 Other
Chair: Rémy Porte
Morts pour la France ? Indigenous Veterans and the Process of Claims-making in Interwar Algeria - Donal Hassett
'To our Colonial Troops, Greetings from the Far-away Homeland': Race, Imperial Anxieties and the Mobilization of Colonial Soldiers in the Belgian Empire during the First World War - Amandine Lauro
When two bulls clash, the grass suffers: the impact of the Great War in Africa - Anne Samson
Lettow-Vorbeck's raid into PEA and the end of the war - Dan Whitaker

16.00 Close
Conference organisers
Anne Samson, Great War in Africa Association http://gweaa.com
Ana Paula Pires, IHC-FCSH-UNL, International Network for the Study of the Great War in Africa
Maria Fernanda Rollo, IHC-FCSH-UNL, International Network for the Study of the Great War in Africa
Steering Committee of the International Network for the Study of the Great War in Africa Ana Paula Pires (IHC-FCSH-UNL) Anne Samson (Great War in Africa Association) Maria Fernanda Rollo (IHC-FCSH-UNL) Melvin E. Page, East Tennessee State University Michael Neiberg (US Army War College) Michelle Moyd (Indiana University – Bloomington) Pierre Purseigle (Yale University) Rémy Porte (Service Historique de la Défense) Richard Fogarty (University at Albany – SUNY) Santanu Das (King’s College – University of London)
Venue
Instituto de História Contemporânea at NOVA University of Lisbon
Faculdade de Ciências sociais e humanas
Universidade Nova de Lisboa Av. Berna, 26 C 1069-061 LISBOA

Mais informações podem ser obtidas consultando AQUI.

Com os votos do maior sucesso para mais esta iniciativa que assinala o Centenário da Grande Guerra e as investigações que estão em curso sobre o tema.

A.A.B.M.

terça-feira, 29 de abril de 2014

CRISES E REVOLUÇÕES NA HISTÓRIA DE PORTUGAL: DO PROCESSO DE INDEPENDÊNCIA À REVOLUÇÃO DEMOCRÁTICA - COLÓQUIO


A Academia Portuguesa da História vai levar a efeito amanhã, 30 de Abril de 2014, entre as 9.30 h e as 18.15h, o colóquio que subordinou ao título: Crises e Revoluções na História de Portugal: Do Processo de Independência à Revolução Democrática.

Conforme o programa detalhado que se pode consultar acima, este colóquio conta com os seguintes investigadores: 
- Bernardo Vasconcelos e Sousa, Portugal entre Crises e Consolidação - da formação à "refundação" do reino;
- Maria do Rosário Themudo Barata, Da afirmação do poder régio ao "Estado Interrompido";
- João Marinho dos Santos, As Crises do Império;
- António Pedro Vicente, Portugal e a Europa dos "Estados";
- Zília Osório de Castro, A Revolução Liberal;
- Maria Fernanda Rollo, Uma Nova Ordem: A República;
- Adriano Moreira, Abril de 1974: o fim do euromundismo.

Um programa de muita qualidade e que merece a melhor divulgação junto de todos os interessados.

A.A.B.M.




sábado, 9 de novembro de 2013

GUERRA E PROPAGANDA NO SÉCULO XX - COLÓQUIO

Nos próximos dias 11 e 12 de Novembro de 2013, realiza-se em Lisboa, na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, um colóquio internacional sobre o tema acima indicado.

A comissão científica do congresso é constituída por Maria Fernanda Rollo, Ana Paula Pires e Noémia Malva Novais que apresentavam a seguinte nota de abertura e apresentação do colóquio:

A Conferência Internacional «Guerra e Propaganda no Século XX» integra o Programa do Centenário da Grande Guerra, coordenado pelo Imperial War Museum de Londres.
O século XX foi fértil em experiências sobre o poder da propaganda em contexto de guerra. Desde a Primeira Guerra Mundial à Guerra Civil de Espanha, à Segunda Guerra Mundial, à Guerra do Ultramar (no caso de Portugal), à Guerra Fria, à Guerra na Bósnia e à Guerra no Golfo, foram muitas as ocasiões em que a propaganda se afirmou como uma das armas de combate.

A Primeira Guerra Mundial (1914-1918) constituiu o contexto em que pela primeira vez os estados perceberam a importância da propaganda como instrumento de guerra. Tornou-se evidente o papel, a importância e o potencial da comunicação gráfica. A propaganda passou a ser encarada como uma ferramenta essencial, capaz de fazer de elo de ligação entre a frente de combate e a frente interna, instrumento de galvanização e de predisposição das populações para aceitar a ‘inexorabilidade’ da Guerra e os sacrifícios que daí decorriam.

A propaganda surgiu assim como uma representação, quase sempre com expressão pictórica da identidade nacional em combate, enaltecendo as virtudes dos exércitos nacionais e diabolizando o inimigo, representando-o de forma desumanizada, instigando ao ódio entre civis e militares, ao mesmo tempo que eliminava a noção de culpa ou responsabilidade por parte dos dirigentes governamentais. Aos olhos da propaganda, as guerras surgiram sempre como consequência inevitável de choques civilizacionais, legitimadas aos olhos do colectivo: combate-se por um ideal, luta-se por um interesse.

À medida que a frente interna foi crescendo em importância nos conflitos contemporâneos, o controlo da opinião pública, através da propaganda, tornou-se mais sofisticado. Criaram-se ministérios para pensar e gerir a propaganda, investiram-se verbas avultadas e aproveitaram-se todos os meios de comunicação de massas desenvolvidos entre o final de Novecentos e as primeiras décadas do século XX, colocando-os ao serviço dos Estados: imprensa, rádio, televisão e cinema.
A propaganda representava o sacrifício dos soldados em guerra e enaltecia o poderio dos países. Um pouco por todo o mundo foi em torno destas imagens que se mobilizaram populações inteiras em torno da conquista da vitória. Através da imagem estática dos cartazes impressos ou do movimento dos jornais de actualidades projectados em salas de cinema espalhadas um pouco por todo o globo, os governos procuravam promover o espírito patriótico, incentivando o esforço de sacrifício individual através do envio de um conjunto de mensagens claras e directas em que se apelava ao alistamento voluntário nos exércitos, ao racionamento de bens essenciais, à intensificação da produção ou à compra de obrigações ou títulos de guerra, exacerbando sentimentos, despertando emoções e projectando uma imagem repartida entre a noção de superioridade e a ideia de temor pelo adversário.


Desde a Imprensa, na Primeira Guerra Mundial, à Rádio, na Segunda Guerra Mundial, à televisão, ao cinema e à publicidade, sobretudo a partir da década de 50, a propaganda revelou poder ser tão mortífera como as armas manuseadas pelos soldados em guerra.
Por isso, afigura-se fundamental debater a problemática da Guerra e da Propaganda no Século XX.

O programa do colóquio conta com números participantes dos mais variados países para debaterem vários ângulos de análise da temática da Guerra e da Propaganda em tempo de guerra.

Assim o congresso organiza-se nos seguintes painéis:
-I Grande Guerra: a propaganda e os neutrais;
- Propaganda, exílio e emigração;
- Propaganda e Império;
- Propaganda, os alívios da guerra e a desumanização do inimigo;
- I Grande Guerra: Experiências Nacionais;
- Propaganda, Ciência e Diplomacia Cultural;
- Guerra Civil de Espanha;
- Imprensa e Propaganda;
- II Guerra Mundial;
- Propaganda, História e Educação;
- Arte Imagem e Propaganda;
- A Guerra Fria;
- Propaganda Visual;
- Guerra Colonial Portuguesa;
- Propaganda na Era da Tecnologia Digital.

O programa completo do colóquio pode ser consultado AQUI.

Uma importante iniciativa sobre a Guerra e a Propaganda que merece a melhor atenção e divulgação junto dos nossos ledores, com os votos do maior sucesso para as organizadoras.

A.A.B.M.

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

ORDEM DOS ENGENHEIROS - 75 ANOS DE HISTÓRIA


No próximo dia 25 de Setembro de 2012, pelas 17 horas, no Museu da Electricidade, em Lisboa, vai ser apresentada a obra Ordem dos Engenheiros – 75 anos de História. Inovação e Desenvolvimento em Portugal: o lugar dos engenheiros.

Esta obra resulta da pareceria desenvolvida entre a Ordem dos Engenheiros e o Instituto de História Contemporânea, da Universidade Nova de Lisboa e da investigação realizada pelas investigadoras Maria Fernanda Rollo e Ana Paula Pires.

Pode ler-se na divulgação da iniciativa, disponível na Ordem dos Engenheiros:

a iniciativa tem como objetivo garantir que a História da Ordem dos Engenheiros, reveladora dos contextos políticos, económicos e sociais de cada época, não se perde no tempo, mas também contribuir, com as memórias dos seus fundadores, para pensar o futuro da Engenharia em Portugal. O documento revela, ainda, que os momentos mais marcantes do crescimento do País corresponderam a períodos de intervenção forte da Engenharia e dos Engenheiros.

O lançamento será organizado em três cerimónias distintas, que decorrerão em Lisboa (25 de setembro, no Museu da Electricidade), no Porto (1 de outubro, no Salão Nobre da Reitoria da Universidade do Porto) e em Coimbra (2 de outubro, na Sede da Região Centro da Ordem dos Engenheiros).

A apresentação da obra será efetuada pelos Engenheiros Eduardo Marçal Grilo, Horácio Maia e Costa e Pedro Saraiva, respetivamente.


A obra vai depois ser apresentada nos seguintes locais, sendo necessário realizar uma inscrição prévia :

Porto | 1 de outubro | Reitoria da Universidade do Porto | 18horas
Apresentação pelo Eng. Horácio Maia e Costa

Coimbra | 2 de outubro | Sede da Região Centro da Ordem dos Engenheiros | 18horas
Apresentação pelo Eng. Pedro Saraiva

Inscrição
Lisboa | Tel.: 213 132 662/3/4 | Email: colégios@ordemdosengenheiros.pt
Porto | Tel.: 222 071 307 | Email: eventos@oern.pt
Coimbra | Tel.: 239 855 190 | Email: correio@centro.ordemdosengenheiros.pt

Uma obra que revela como os engenheiros têm sido importantes nas suas acções políticas, industriais e nos negócios que se realizam em Portugal não só nos últimos 75 anos, mas ao longo de bastante tempo. O papel da sua organização de classe na criação de várias políticas que foram desde os transportes, à energia, da habitação às telecomunicações, das minas à alimentação, da economia à política. As preocupações dos engenheiros, dos líderes da ordem, os momentos marcantes na História da Engenharia em Portugal e algumas das suas figuras mais marcantes.

Certamente uma obra com muito interesse para muitos dos nossos ledores.

A.A.B.M.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

O MUNICIPALISMO E A REPÚBLICA POR MARIA FERNANDA ROLLO



Vai realizar-se amanhã, dia 22 de Janeiro de 2011, na Biblioteca Municipal de Silves, pelas 16 horas, a conferência da Professora Maria Fernanda Rollo, subordinada ao título O Municipalismo e a República.

A Doutora Maria Fernanda Rollo é doutorada em História Económica e Social Contemporânea pela Universidade Nova de Lisboa (UNL) e professora Auxiliar do Departamento de História da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da UNL.

É autora das seguintes publicações: “Portugal e o Plano Marshall”, “Percursos Cruzados“, “Inovação e produtividade: o modelo americano e a assistência técnica americana a Portugal no pós-guerra", “Heranças da Guerra: o reforço da autarcia e os ‘novos rumos’ da política económica”, entre outros trabalhos.

Informações/Contactos:
- Gabinete de Arqueologia, Conservação e Restauro, telefone: 282 444 100
email arqueologia@cm-silves.pt.

Uma actividade que recomendamos
A.A.B.M.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

COLÓQUIO: REPÚBLICA E O DESENVOLVIMENTO


Vai realizar-se hoje, 25 de Novembro de 2010, pelas 18 horas, nos Paços do Concelho, em Lisboa, o décimo colóquio desta série de iniciativas conjuntas entre a Fundação Mário Soares e a Câmara Municipal de Lisboa. Desta vez, a conferente será a Professora Fernanda Rollo, do Instituto de História Conemporânea e membro da Comissão Nacional Para as Comemorações do Centenário da República e autora de vários títulos ligados a este período da investigação.

Pode ler-se na nota de divulgação deste colóquio:

Este 10.º colóquio da série A República Mês a Mês, organizado em parceria pela Fundação Mário Soares e pela Câmara Municipal de Lisboa, é dedicado ao propósito de reflectir sobre as razões e os contextos que condicionaram a realidade económica e social portuguesa no tempo da I República - reconhecendo o seu desenvolvimento e os seus limites, ponderando o passado de que resultaram, considerando os enquadramentos e as circunstâncias políticas em que se inscreveram e de que forma se influenciaram mutuamente.

A I República não definiu uma política económica e financeira própria, já que os objectivos avançados pelos republicanos neste domínio - fomento económico e equilíbrio das contas públicas - eram bastante idênticos aos contemplados no modelo económico da Regeneração. Foram contudo inovadoras e significativas, nomeadamente pelos efeitos duradouros dos seus enunciados, várias propostas de fomento avançadas pela República.

Apesar de várias dessas propostas terem ficado por concretizar, sobretudo no domínio dos métodos apontados para alcançar o desenvolvimento, foram lançadas e incorporadas novidades bastante significativas, nomeadamente no campo da difusão da instrução; da exploração racional das colónias; do aumento do crédito agrícola e, claro, salientando o indiscutível êxito republicano nesse domínio, as medidas introduzidas na gestão das contas públicas, visando o aumento das receitas e diminuição das despesas do Estado.

De assinalar, ainda, o contributo moderno e inovador deixado por um conjunto de autores, como Basílio Teles (1856-1923) ou Ezequiel de Campos (1874-1965) entre tantos outros, que, numa série de escritos dispersos, procuraram enquadrar algumas temáticas relacionadas com o desenvolvimento económico nacional, nomeadamente: a especialização do País na produção agrícola, a valorização do solo, o planeamento regional, e que, no caso específico de Ezequiel de Campos, passavam também por uma consciencialização quanto ao papel da energia eléctrica no desenvolvimento e valorização da economia nacional.

Devem considerar-se, na análise do período, a instabilidade política, económica e social marcaram a realidade portuguesa e o enquadramento internacional, caracterizado por sucessivas e profundas perturbações, registadas em vários espaços e ao nível geral, que tiveram impactos evidentes, embora variáveis em termos de natureza e intensidade, na economia portuguesa. Situação em que se destaca, pela dimensão da ruptura à escala planetária, pelo carácter e durabilidade dos seus efeitos e pelo envolvimento directo de Portugal, a I Guerra Mundial.

No seu conjunto, a I República constituiu um período genericamente caracterizado por uma evolução económica desequilibrada, irregular e níveis modestos de crescimento. Tendência que se alterou no final do período, sendo de registar sinais de crescimento significativo, sobretudo a partir de 1923, definindo uma conjuntura que registou um relativo reequilíbrio da situação financeira do País, e conheceu a presença ou surgimento de um conjunto de actividades económicas bem sucedidas, em particular industriais, que tenderiam a afirmar-se nos anos seguintes.


Com a devida vénia, retirado da Fundação Mário Soares.

Uma actividade a acompanhar com todo o interesse.
A.A.B.M.