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terça-feira, 29 de abril de 2014

CRISES E REVOLUÇÕES NA HISTÓRIA DE PORTUGAL: DO PROCESSO DE INDEPENDÊNCIA À REVOLUÇÃO DEMOCRÁTICA - COLÓQUIO


A Academia Portuguesa da História vai levar a efeito amanhã, 30 de Abril de 2014, entre as 9.30 h e as 18.15h, o colóquio que subordinou ao título: Crises e Revoluções na História de Portugal: Do Processo de Independência à Revolução Democrática.

Conforme o programa detalhado que se pode consultar acima, este colóquio conta com os seguintes investigadores: 
- Bernardo Vasconcelos e Sousa, Portugal entre Crises e Consolidação - da formação à "refundação" do reino;
- Maria do Rosário Themudo Barata, Da afirmação do poder régio ao "Estado Interrompido";
- João Marinho dos Santos, As Crises do Império;
- António Pedro Vicente, Portugal e a Europa dos "Estados";
- Zília Osório de Castro, A Revolução Liberal;
- Maria Fernanda Rollo, Uma Nova Ordem: A República;
- Adriano Moreira, Abril de 1974: o fim do euromundismo.

Um programa de muita qualidade e que merece a melhor divulgação junto de todos os interessados.

A.A.B.M.




terça-feira, 25 de março de 2014

HISTÓRIA DO POVO NA REVOLUÇÃO PORTUGUESA 1974-75


AUTORA: Raquel Varela;
EDITORA: Bertrand, 2014, 536 p.

“A luta política assume nas sociedades contemporâneas, em condições de calendário eleitoral estável, essencialmente, a forma da luta entre os partidos. Quando uma revolução se coloca em movimento, no entanto, tudo pode ser subvertido, porque milhões de pessoas inativas ou até desinteressadas despertam para a luta social.

Este livro apresenta-nos uma rigorosa investigação sobre a revolução portuguesa que ambiciona dar voz aos que não tiveram voz. Nos livros de história eles são, não poucas vezes, invisíveis. Mas são os rostos comoventes destas grandes massas populares que oferecem sentido àquelas maravilhosas fotografias da revolução portuguesa. Anónimos, os seus retratos nas manifestações dizem-nos tudo o que precisamos de saber sobre a esperança e a frustração, a fúria e o medo, o entusiasmo e a ilusão, e tudo aquilo que oferece grandeza à vida e não cabe em palavras.

Foram eles que fizeram a revolução. Nas páginas deste livro bate um coração que tem respeito e admiração por essa gente” [AQUI]
 
J.M.M

sábado, 23 de junho de 2007

JORNAL NACIONAL-SINDICALISTA "REVOLUÇÃO" [1932-1933]


Revolução - diário nacionalista da tarde

O "Diário académico nacionalista da tarde "Revolução" [nº1 (15 de Fevereiro 1932) a nº 418 (23 de Setembro de 1933)], veio da dissidência integralista [o periódico foi fundado pelo mesmo grupo de estudantes que anteriormente publicava o jornal "Política", órgão da Junta Escolar de Lisboa do Integralismo Lusitano, 1929-31] e integrou o chamado "nacional-sindicalismo" português.

Foi editado por José de Almeida Carvalho; redactores, Amaral Pyrrait, António Pedro, António Tinoco, Alberto de Monsaraz [fundador e director do órgão integralista "Nação Portuguesa"], Chaves de Almeida, Dutra Faria. A partir de 28 de Maio de 1932 (nº66), o diário passa a ser dirigido por Rolão Preto. A redacção e administração estavam situadas na Rua Serpa Pinto, 25, 3º, Lisboa. Publicou, ainda, sob forma de suplemento o semanário "Revolução dos Trabalhadores" [nº1, separata de "Revolução" nº 279, saiu a 4 de Fevereiro de 1933 e trazia na capa um “artigo ditirâmbico dedicado ao Fuhrer" – vidé João Medina, Salazar e os Fascistas, Bertrand, 1979]

No seu nº 261 (13 de Janeiro de 1933) publica-se uma foto dos homens do "nacional-sindicalista" e amigos, entre os quais; Sebastião Martins, Dutra Faria, Almeida Carvalho, Mário Lyster Franco, Rodrigo de Sousa Pinto (director do semanário algarvio "O Nacional-Sindicalista", 1932-33), José Pacheco, José Serrano, Gama Pinto, Ciríaco da Trindade, Alexandre Barbosa, H. Brás Leote.

Apresentou, também, com grande aparato, os banquetes de homenagem a Rolão Preto [Lisboa e Porto], publicando uma curiosa lista de adesões ao "nacional-sindicalismo", entre os quais registe-se: José Cabral [o protagonista da lei contra as sociedades secretas, e a quem Fernando Pessoa responde dura e ironicamente], Luís Pastor de Macedo [arqueólogo], capitão Teófilo Duarte, João Ameal, Rui de Andrade, brigadeiro João de Almeida, Eusébio Tamagnini [prof. de Coimbra e futuro ministro da Educação de Salazar], António Pedro, capitão Mário Pessoa, capitão David Neto, António Tinoco, Neves da Costa, Alberto de Monsaraz, Mário Cárdia [médico], Alçada Padez, Manuel Rodrigues [cf. Medina, 1979].

Registe-se, ainda, a adesão ao "nacional-sindicalismo" em Coimbra: Luís Cabral de Moncada, Carlos Moreira e João da Costa Leite Lumbrales [profs. de Direito]; Lopes de Almeida e Gonçalves Rodrigues [profs. de Letras]; Augusto Pires de Lima [Medicina].

O "Revolução" é suspenso no seu nº 418 (23 de Setembro de 1933) por Salazar e surgiu, depois, sob o nome de "Revolução Nacional", dirigido por Manuel Múrias, e faz a ponte entre os "nacionais-sindicalistas" desavindos e o salazarismo. Por isso, Manuel Múrias escrevia [nº1, 1/03/1934] o seguinte:

"O Nacional-Sindicalismo, nas suas aspirações tantas vezes inquietas e indefiníveis, busca ir mais longe – sempre mais longe … Talvez, decerto por isso, não tem podido ocultar de vez em quando as suas preocupações ansiosas ao verificar a lentidão, que as circunstanciais impõem às realizações, na metódica segura do Sr. Dr. Oliveira Salazar"

Pouco depois, no nº 146 (18/06/1934) do jornal "Revolução Nacional", Manuel Múrias despede-se, escrevendo: "Lealdade para Salazar – que reconhecemos e aclamamos aqui desde a primeira hora Chefe da Revolução Nacional".

J.M.M.