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domingo, 10 de outubro de 2021

[DIA 12 OUTUBRO – COLÓQUIO EM LISBOA] – OS SEAREIROS

 


COLÓQUIO COMEMORATIVO DO CENTENÁRIO DA SEARA NOVA: OS SEAREIROS

DIAS: 12 de Outubro 2021;
LOCAL: Fundação Calouste Gulbenkian (Lisboa);

"Fundada em outubro de 1921, a Seara Nova ocupa um lugar ímpar na história cultural e política portuguesa do século XX.

Autores tão relevantes como António Sérgio, Raul Proença, Jaime Cortesão, Luís da Câmara Reis, Irene Lisboa, Fernando Lopes-Graça, Manuel Rodrigues Lapa, José Rodrigues Miguéis e Adolfo Casais Monteiro publicaram centenas de artigos nas páginas desta revista que foi um expoente de defesa do pensamento crítico, liberdade e democracia, batendo-se contra as ditaduras salazarista e marcelista. José de Azeredo Perdigão, o primeiro presidente da Fundação Calouste Gulbenkian, foi também um seareiro ilustre, tendo pertencido ao grupo fundador da revista.  

Este colóquio, a realizar no dia 12 de outubro, a partir das 9:30, vai homenagear estes oito homens de cultura e cidadãos exemplares, intérpretes do espírito que animou a revista, quer através da consideração do contributo de cada um para o empreendimento comum, quer pela presença das temáticas compartilhadas nas obras que os distinguiram.

Entre os oradores contam-se António Nóvoa, Paula Mourão, António Reis, Luís Bigotte Chorão e Guilherme D’Oliveira Martins” [VER AQUI]

PROGRAMA:

9h30 Sessão de abertura

10h00 António ReisRaul Proença – O grande intérprete do programa seareiro;

10h40 Luís Bigotte ChorãoLuís da Câmara Reis – O culto da Seara;

11h20 Paula MorãoIrene Lisboa e a Seara Nova;

12h00 António NóvoaAntónio Sérgio e a educação;

14h20 Mário Vieira de Carvalho“Aquilo em que aposto é na liberdade” – Fernando Lopes Graça, seareiro;

15h00 Norberto CunhaRodrigues Lapa – um seareiro de muitas searas;

15h40 João Luís LisboaRogério Fernandes na direcção da Seara – 1962-1969;

16h20 Guilherme d’Oliveira MartinsJosé de Azeredo Perdigão – O espírito seareiro em ação.

17h30 Sessão de encerramento

A NÃO PERDER

J.M.M.

sábado, 2 de outubro de 2021

[LISBOA] – COMEMORAÇÃO DO 5 DE OUTUBRO DE 2021 – GRANDE ORIENTE LUSITANO

 


4 de Outubro


- Lançamento do nº 23 da Revista Grémio Lusitano dedicado ao Anti Maçonismo - no Grémio Lusitano, Museu Maçónico Português


- Conferência “República escolar: a educação”, pelo Prof. Guilherme d’Oliveira Martins

NOTA; esta conferência será disponibilizada no canal Youtube do GOL


5 de Outubro

17h30 Deposição de uma coroa de flores aos heróis da República, na Estátua António José de Almeida.

Cerimónia presidida pelo Grão-Mestre Fernando Lima.


J.M.M.

domingo, 13 de junho de 2021

ESSA PALAVRA LIBERDADE. REVOLUÇÃO LIBERAL E CONTRARREVOLUIÇÃO ABSOLUTISTA (1820-1834)


LIVRO: Essa Palavra Liberdade. Revolução Liberal e Contrarrevolução Absolutista (1820-1834);

AUTOR: Luís Reis Torgal (pref. de Guilherme de Oliveira Martins);

EDITORA: Temas & Debates (Círculo de Leitores).

«Essa Palavra Liberdade..., livro do historiador Ls Reis Torgal, professor aposentado da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, vai estar disponível nas livrarias a partir do próximo dia 24. É uma edição da Temas e Debates (Círculo de Leitores) e integra-se nas Comemorações do Bicentenário da Revolução de 1820, adiadas para o próximo Outubro.

A revolução do Porto de 1820 e a Constituição de 1822 dela nascida abriram caminho, de modo inexorável, para o Estado de Direito, e esse facto projectou-se na História política portuguesa até aos nossos dias. Urge, portanto, relembrar, analisar e divulgar os acontecimentos que permitiram a Portugal substituir um rei absoluto por um sistema capaz de representar cidadãos. A historiografia apresentada neste livro pelo professor Luís Reis Torgal procura descortinar a complexidade dos fenómenos e as suas repercussões duráveis, de modo a que o leitor consiga perceber o longo caminho de afirmação do constitucionalismo e do liberalismo, até aos dias de hoje».

«Na verdade, é a "liberdade" que está em questão nesta obra. É a liberdade que se opõe ao absolutismo, mas também quando, na polémica sobre a Instrução Pública, os liberais mais coerentes pretendem criar (sem o conseguir) um novo edifício, baseado na cidadania, para substituir o do hierarquizado "Antigo Regime". É a liberdade que está em causa quando, em nome da "ordem" e perante a guerrilha liberal, outra vez saída do Porto, o absolutismo miguelista castiga, com o apoio da libertinagem de rua, os alegados estudantes radicais e "criminosos" (defensores, a seu modo, da liberdade), com uma execução exemplar. E é, enfim, também a liberdade, mas a liberdade económica - ideia utilizada por liberais, mas também por antiliberais - que se propõe em favor do desenvolvimento, mas também indiciadora da luta pelos interesses privados. "Liberdade" é, pois, uma palavra nobre, polissémica e ambígua. É nessa múltipla significação que o liberalismo, seu defensor contra a monarquia absoluta, a usa e dela abusa para fins privados. Essa palavra, "liberdade", é, pois, o que analisei neste discurso histórico, sempre cheio de interrogações. Será um conceito sempre a rever, no período que abordamos e nos dias que correm.» [da Introdução]

«Na linha da obra que ora tenho a honra de apresentar urge estudar, investigar, mas também desenvolver a ação pedagógica, no sentido da melhor historiografia, sem tentações “presentistas”. É o devir que constitui a História. Daí a importância do conhecimento e da perspetiva crítica. Eis a matéria-prima de que se faz este livro, sobre sementes perenes de modernidade» [Do Prefácio de Guilherme d’Oliveira Martins - sublinhados nossos]

J.M.M. 

segunda-feira, 28 de setembro de 2020

ANAIS DO MUNICIPIO DE FARO, VOL. XLII, 2020

 

Foi apresentado no passado dia 26 de Setembro de 2020. no edifício dos Paços do Concelho, em Faro, o mais recente volume da revista Anais do Município de Faro.

Perante uma sala a respeitar as regras do distanciamento social, mas muito bem composta, foi apresentado o volume dirigido pelo Prof. Doutor Guilherme d'Oliveira Martins.

A apresentação esteve a cargo do Prof. Doutor João Guerreiro, que fez um percurso pelos vários artigos que compõem a revista.

A Ficha Técnica e o Índice do presente número seguem abaixo:




[Clicar nas imagens para aumentar.]

Para os potenciais interessados, também podem encontrar o vídeo da apresentação da revista na ligação abaixo, onde é possível ver e ouvir as palavras proferidas pelos vários oradores:

quarta-feira, 12 de outubro de 2016

A PRIMEIRA REPÚBLICA NA FRONTEIRA DO LIBERALISMO E DA DEMOCRACIA



LIVRO: A Primeira República na fronteira do liberalismo e da democracia;
AUTORA: Miriam Halpern Pereira
;
EDIÇÃO: Gradiva (Colecção Trajectos Portugueses), 2016, p. 224

LANÇAMENTO
DIA: 14 de Outubro de 2016 (18,30 horas);
LOCAL: Centro Nacional de Cultura (Largo do Picadeiro, nº10, 1º), Lisboa;

EDIÇÃO: Guilherme de Oliveira Martins.

 
“Primeira República é uma época que surpreende pelos contrastes paradoxais.
A cidadania limitada à população masculina e alfabetizada coexistiu com uma vigorosa intervenção cívica extraparlamentar. A instabilidade governamental e a violência na rua não impediram o êxito de decisivas reformas na educação, na cultura, nas relações laborais, no estatuto da mulher e na relação entre o Estado e a população. O crescimento económico, embora moderado, permitiu a recuperação da crise finissecular oitocentista e beneficiou da retoma internacional dos anos 20. Recuperou-se o equilíbrio financeiro. A consolidação do espaço colonial foi alcançada, aqui a quase totalidade da população africana foi excluída da cidadania, em consonância com as outras colónias europeias. A vontade de mudança esbarrou com frequência crescente no conservadorismo e o desfecho desse confronto violento foi dramático. Seguiram-se várias décadas de regressão educativa, cultural, social, cívica e política. Como se explica esta evolução? Nesta síntese atualizada encontrará a resposta.
O objectivo deste livro é proporcionar essa visão sintética que permita a um público não especializado o acesso a uma interpretação actualizada dos principais problemas desta época” [AQUI]

J.M.M.

terça-feira, 29 de setembro de 2015

SESSÃO EVOCATIVA DE RAMALHO ORTIGÃO NA ACADEMIA DAS CIÊNCIAS



Sessão Evocativa de Ramalho Ortigão (por ocasião do centenário da sua morte)
 
DIA: 1 de Outubro 2015 (15,00 horas);
LOCAL: Academia das Ciências de Lisboa (Salão Nobre), Lisboa;
ORGANIZAÇÃO: Academiadas Ciências de Lisboa;

[TEMAS /ORADORES]:

Ramalho e os Vencidos da Vida” [Guilherme d’Oliveira Martins];

Saudação em nome da família de Ramalho” [Margarida Ortigão Ramos];

Virtudes e defeitos do povo n’As Farpas” [António Valdemar];

Ramalho na Academia das Ciências” [Artur Anselmo].
 
 

«Tenho hoje 54 anos, dos quais 35 consagrados à profissão das letras. Do exercício da minha arte tirei grandes alegrias de aplicação e de trabalho. Nos primeiros anos um feminismo, que estava talvez em gérmen no meu temperamento, mas que a leitura de Garrett na psicose da minha puberdade contribui muito para desenvolver num sentido romanesco, levava-me a apetecer um certo género de celebridade: que as mulheres me lessem, me olhassem com simpatia. Essa ambição tive, mas nunca tive outra sendo completa e absolutamente indiferente ao aplauso das academias, aos prémios oficiais, a toda a espécie de honras e dignidades públicas. Mais tarde esvaiu-se esse mesmo desejo de ser lido por mulheres lindas, e o meu único prazer de escrever está na minha própria escrita, quando raramente numa e noutra linha consigo fixar a imagem de um sentimento verdadeiro, transmitir uma emoção sincera.

Maçar o menos que seja possível o meu semelhante, procurando tornar para os que me cercam a existência mais doce, o mundo mais alegre, a sociedade mais justa, tem sido a regra de toda a minha vida particular. O acaso fez de mim um crítico. Foi um desvio de inclinação a que me conservei fiel. O meu fundo é de poeta lírico.

Cumpri o melhor que pude o meu destino, criando o filho e escrevendo o livro. Faltou-me plantar a árvore, e é já agora tarde para o fazer com alguma probabilidade de aproveitar a sombra.

Mas à minha profissão exercida com modéstia, mas com honradez, devo amizades, e ligações de simpatia, que fazem a minha única glória, e me permitirão talvez não morrer ao sol e às moscas” [Autobiografia]




J.M.M.

sexta-feira, 26 de julho de 2013

MANUEL VIEGAS GUERREIRO E O SEU LEGADO PATRIMONIAL: CONFERÊNCIA

Realiza-se hoje, dia 26 de Julho, pelas 21.30 h, em Querença, concelho de Loulé, um Jantar, seguido de debate organizado pela Fundação Manuel Viegas Guerreiro, no âmbito das comemorações do Centenário do Nascimento do Professor que dá o seu nome à fundação.

O convidado para conversar sobre Manuel Viegas Guerreiro é o Prof. Guilherme de Oliveira Martins, Presidente do Tribunal de Contas e do Centro Nacional de Cultura, figura respeitada do panorama cultural português e, também ele, com ligações familiares ao Algarve.

Pode ler-se na nota de divulgação do evento:
"Estes Jantares/Debate inserem-se nas comemorações do centenário do nascimento do Professor Manuel Viegas Guerreiro. São subordinados ao tema « Viegas Guerreiro e o seu legado patrimonial» , onde uma personalidade de grande prestígio e notoriedade nacional será convidada a proferir uma Conferência e a dinamizar o debate."
(Via Luís Guerreiro Facebook)

Com os nossos votos do maior sucesso para esta sessão.
A.A.B.M.