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domingo, 19 de julho de 2020

LEVY MARIA JORDÃO DE PAIVA MANSO (1831-1875) - NOTA BREVE



Levy Maria Jordão de Paiva Manso nasceu em Lisboa, a 9 de Janeiro de 1831. Era sobrinho do filólogo Francisco Dias Gomes e filho de Abel Maria Jordão de Paiva Manso (1801-1874; curiosamente Belisário Pimenta questiona a possibilidade do seu nascimento ter sido em Buarcos), 1º barão de Paiva Manso (em 14 de Abril de 1868), prestigiado advogado, curioso escritor (tinha preparado uma investigação sobre a Casa dos 24, a apresentar á Academia das Ciências, de que era sócio), redactor da Gazeta dos Tribunais, membro da Sociedade Patriótica Lisbonense [vide Inocêncio F. Silva; idem Esteves Pereira; idem Luís Garrido, 1877; idem Pedro Caeiro, Boletim FDUC, v. 71, 1995].

Frequentou Levy Maria Jordão a Universidade de Coimbra, cursando Direito com muito brilho e mérito, tendo, enquanto estudante do 3º ano, publicado um Ensaio sobre a história do Direito Romano (Coimbra, Imprensa de E. Trovão & C., 1850), de que se imprimiu nesse ano a sua 1ª parte ou 1º período, seguindo-se depois os dois últimos períodos. No dia 19 de Junho de 1853 obteve o grau de doutor, com a dissertação O fundamento do direito de punir, após que partiu para Lisboa para exercer advocacia.

É possível que tenha sido iniciado na maçonaria já em Coimbra, porque em 1863, com o nome simbólico de Fabrício e o grau 7 (sete) surge como obreiro da Loja Liberdade (1863-64) desta cidade, oficina que estava sob os auspícios da Confederação Maçónica Portuguesa. Curiosamente não está presente no quadro listado (in O Conimbricense) por Joaquim Martins de Carvalho para as eleições de 22 de Fevereiro de 1864 da oficina, pelo que já não devia ser membro da loja.    

Teve Levy Maria Jordão grande reputação como causídico, com intervenção em causas célebres, originando curiosos folhetos: a questão da suspensão do arcebispo de Mitilene (1856), o divórcio de António Dantas da Gama (1857), a petição de agravo em defesa do prelado de Moçambique (1859). Em 1856 era Levy Maria Jordão vereador da Câmara de Lisboa e, em 28 de Julho de 1855, foi eleito sócio efetivo da Academia das Ciências de Lisboa, ainda antes do seu pai, tendo aí proferido estimadas memórias jurídicas e biográficas. Notável foi o seu trabalho de jurista e que opôs a Coroa portuguesa à Inglaterra em defesa dos inalienáveis direitos de posse dos territórios à volta da baia de Lourenço Marques, depois publicado com o título Bahia de Lourenço Marques. Questão entre Portugal e a Gran-Bretanha …. Memoria apresentada pelo governo portuguez (1873 e 1874).

Entre 1856 e 1859 foi vereador da Câmara de Lisboa, nomeado auditor junto do ministério da marinha (1859), depois deputado às Cortes (1861-1870) pelo partido Progressista, tendo pertencido a várias comissões; foi um dos revisores da reforma penal e membro da comissão encarregada da revisão do código civil; sócio de várias instituições, membro do conselho de sua majestade, foi agraciado por D. Luís com o título de visconde de Paiva Manso a 13 de Outubro de 1869.

A sua produção literária e jurídica é copiosa [sobre os trabalhos de Levy, consultar com muito proveito, Pedro Caeiro, ibidem], tendo colaborado em diversos periódicos, como O Instituto, a Semana e a Revolução de Setembro; publicou uma História do Direito e estava a trabalhar numa interessante obra sobre a Historia do Congo, de que a Academia publicou alguns dos documentos em estudo, quando faleceu a 19 de Junho de 1875, em Lisboa, com 44 anos de idade.  

J.M.M.

quarta-feira, 17 de junho de 2020

ANTÓNIO NUNES DE CARVALHO (1786-1867) – NOTA BREVE

 
Ao August Seichas, porque sim.

Em 16 Junho de 1786, nasceu em Viseu, António Nunes de Carvalho, aliás, António Nunes de Carvalho da Costa Monteiro de Mesquita. Era filho de Inácio Nunes de Carvalho e de Maria Angélica da Costa. Frequentou os Oratorianos de Filipe de Nery e, em 1804, é nomeado professor substituto da cadeira de latim na cidade.
Pouco depois, pelo honroso convite de Frei Manuel do Cenáculo Vilas Boas, lecionou (1806) Humanidades em Évora, revelando-se um dos mais “doutos e esclarecidos espíritos” desse tempo; em 1808 teve de fugir da cidade, por causa das invasões francesas, salvando a vida do seu protetor Frei Manuel do Cenáculo (incorrendo nos ódios da população), que anos depois, em agradecimento, lhe oferece a maior parte da sua valiosa biblioteca

[Sobre António Nunes de Carvalho consulte-se, com proveito: Pinho Leal, Portugal Antigo e Moderno, 1886, vol. 12, p. 1806 e ss; Dicionário Popular de Manuel Pinheiro Chagas (Suplemento), 1886, Vol 15, p. 159; José Maria de Abreu, Breves Apontamentos …, in O Conimbricense, 1867, nº 2077, 2080/81; Silvestre Pinheiro, Historia dos Estabelecimento …, vol. XVI, pp. 220-222 (acrescentos ao verbete d’O Conimbricense); José Júlio César, Doutor Nunes de Carvalho, in revista Beira Alta, Ano V, ano I a III; Rute Massano Rodrigues, Pitoresco e Romântico: premissas para a conservação do sítio da Arrábida, segundo o doutor António Nunes de Carvalho …, in Artison, 2015, nº1, pp. 223-230].
Em 1813, António Nunes de Carvalho, é nomeado professor interino de Lógica no Real Colégio das Artes de Coimbra e, em 1817, provido definitivamente; matriculando-se na Universidade, conclui a formatura em Cânones (1820) e em Leis (1821), recebendo o grau de doutor em Leis, em 1822, sendo nomeado, por Francisco de S. Luís (futuro Cardeal Saraiva), professor efetivo. Presume-se que tivesse sido iniciado na maçonaria, numa oficina em Coimbra [cf. A. H. de Oliveira Marques, História da Maçonaria em Portugal], que curiosamente reunia (1823) na sua própria habitação (aponta-se a loja como sendo aquela estabelecida na "Rua do Norte", pertencendo as casas à Imprensa da Universidade; a loja seria constituída por muitos lentes e doutores).

A sua adesão à causa liberal levou a que fosse incluído na lista de proscritos, feita pela junta expurgatória de Coimbra, mas a ténue tolerância após a Abrilada evitou a sua (e de outros) expulsão do ensino. A mesma perseguição se passou com vários lentes, estudantes e outros opositores ao absolutismo. Na devassa então feita a António Nunes de Carvalho, refira-se que no dia 7 de Agosto de 1828, os elementos miguelistas “procederam a uma exame nos livros que ele havia deixado”, tomando-se nota dos “trechos considerados impios à doutrina miguelista (Pinho Leal, ibidem). Mais ainda: transcreveram-se cartas dele para Frei Francisco de S. Luís onde estava presente as suas ideias liberais e renovaram a “velha acusação que lhe faziam de pedreiro livre, e de ter em sua casa a loja maçónica dos jardineiros, o que não foi confirmado pelas minuciosas pesquisas nela feita em 1823” (Pinho Leal, ibidem, p. 1809)

António Nunes de Carvalho era um liberal esclarecido e, em 24 de Junho de 1828, no decorrer da sua participação nas lutas liberais, depois do combate perdido em Cruz de Morouços (Antanhol), pelos partidários de D. Pedro, sob comando do general Francisco Saraiva Refoios, deixou Coimbra, “a pé e doente”, acompanhando a tropa liberal a caminho do Porto. Por pouco tempo, dado que o antigo apoiante da revolução de 24 de Agosto de 1820 e ex-deputado constituinte, agora assumido miguelista, o general Póvoas, entra com as suas forças militares na cidade e instala o governo de D. Miguel em todo o país.
Pronunciado por rebelião (o seu nome consta da Lista de Ausentes que foram citados por Cartas de Editos da Alçada a 11 de Julho de 1829) teve que se homiziar, em 1828, partindo para a Galiza e depois seguindo para Inglaterra e, mais tarde, reside em França.

Em Inglaterra tinha residido já o seu irmão, José Nunes de Carvalho, que foi oficial da embaixada portuguesa e cujo lugar, curiosamente foi recomendado ao então conde (depois Duque) de Palmela por José Liberato Freire de Carvalho. José Nunes de Carvalho foi, também um letrado notável e, ao que nos diz Inocêncio F. da Silva (Dicionário Bibliográfico), teve parte ativa na impressão das Odes de António Dinis (Londres, 1820), na Nova Edição da Carta de Guia de Casados (Londres, 1820) e, talvez, na edição de Londres da obra anónima “Arte de Furtar”. No verbete citado de Inocêncio surge-nos José Nunes de Carvalho como “partidário apaixonado do governo do infante D. Miguel” (sem que o sábio bibliógrafo cite a fonte a que recorreu), o que não sendo de todo impossível, nos parece questionável pela documentação oficial do Ministério dos Negócios Estrangeiros, principalmente um oficio, datado de Maio de 1834, assinado por Agostinho José Freire onde é possível verificar que José Nunes de Carvalho continuava a trabalhar como oficial da secretaria de Estado, o que nos tempos difíceis que se seguiram à guerra civil, com os ressabiamentos existentes, não seria muito credível.    

Ainda em Londres, António Nunes de Carvalho passa a maior parte do seu tempo no Museu Britânico, recolhendo elementos e trabalhando em estudos sobre Portugal. Não por acaso encontra um inédito do Roteiro de D. João de Castro que sai, posteriormente, precedido de uma introdução e notas, em 1833, em Paris, com o título

Roteiro em que se contem a Viagem que fizeram os portuguezes em 1541: partindo da nobre cidade de Goa até Soez, que he no fim, e stremidade do mar Roxo … pelo doutor Antonio Nunes de Carvalho da cidade de Vizeu; À custa de huma sociedade de Portuguezes”, Officina Typographica de Casimir (rue de la Vieille-Monnaie, n0 12), Paris, 1833, L-334-I pags
Contou a obra, que é dedicada ao “honrado Amigo e Benfeitor na Adversidade” senhor Adrião Ribeiro Neves

[1783-1858; importante negociante, assumido liberal, grande admirador de Manuel Fernandes Tomás, membro da Sociedade Literária e Patriótica de Lisboa; tem o seu retrato (1825), feito por Domingos Sequeira, no Ashmolean Museum of Art and Archaeology, de Oxford, curiosamente fundado por Elias Ashmole, no século XVII],

com o auxílio pecuniário de outros portugueses exilados, cujos nomes vêm no final do prefácio, a saber: Marquesa de Nisa, de Palmela, Condessa de Vila Real, D. Leonor da Câmara, D. Ermelindo Monteiro de Almeida, o Marquês do Lavradio, Marquês de Nisa, Conde do Funchal, Conde de Sampaio, D. Francisco de Almeida Portugal, D. Luís da Câmara, Domingos de Saldanha de Oliveira e Daun, José Joaquim da Gama Machado, Nuno Barbosa de Figueiredo, Bernardo Daupias, Adrião Ribeiro Neves, Anselmo José Braamcamp, Custódio Pereira de Carvalho, Domingos de Oliveira Maia, Henrique de Sampaio Osborne, João Ferreira Pinto, Joaquim José de Azevedo, Manuel Inácio da Silveira, Manuel Joaquim Soares e Teodoro Ferreira Pinto Basto.

De Londres partiu para o exílio em França, onde ensina literatura à filha de D. Pedro IV, a futura rainha D. Maria II. No final da guerra civil, regressa a Portugal e a Coimbra, onde lecciona, sendo ao mesmo tempo deputado da Real Junta da Directoria Geral dos Estudos. Em 1835 é nomeado Bibliotecário-Mor da Casa Real. Passos Manuel, em 1836, homenageando o erudito liberal e bibliófilo, fê-lo 41.º Guarda-Mor do Real Arquivo da Torre do Tombo, lugar deixado vago pelo ilustre e erudito Frei Francisco de S. Luís, acumulando a função com o da Comissão de Depósito das Livrarias dos Conventos (cf. José Júlio César, ibidem). António Nunes de Carvalho era de grande erudição (mesmo que tenha sido uma figura excêntrica), versado em diferentes ciências, em linguística e foi “talvez o 1º bibliógrafo que teve Portugal no seu tempo” (cf. Pinho Leal, Portugal Antigo e Moderno, vol. 12, p. 1806)

Anos depois regressa ao ensino e à Universidade de Coimbra, tendo-se jubilado a 25 de Abril de 1861. Em 28 de Setembro de 1864, por escritura pública, doou a sua erudita, copiosa (perto de 9 mil obras) e muito valiosa biblioteca à cidade de Viseu, sua terra natal, em testemunho do seu afecto e amor. Foi comendador da Ordem de Cristo e Cavaleiro da Nossa Senhora da Conceição.
Faleceu, em Coimbra, em 5 de Junho de 1867, estando sepultado no cemitério público local, em mausoléu que lhe foi erigido pelo seu dedicado criado e amigo José Maria Lila que para isso sacrificou todos os seus haveres.

J.M.M.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2018

SIDÓNIO PAIS – [EXTRATO] ORAÇÃO DE SAPIÊNCIA - 16 OUTUBRO DE 1908



Oração de Sapiência recitada na Sala dos Actos da Universidade [de Coimbra], no dia 16 de Outubro de 1908, pelo dr. Sidónio Bernardino Cardoso da Silva Pais, lente catedrático da Faculdade de Matemática
 
“ (…) O primeiro dever de quem fala é dizer o que pensa. Torcer as suas ideias para as ajustar ás do auditório, procurando agradar, é servir um fim utilitário, egoísta. Pode calar-se, mas se fala tem de dizer o que está de harmonia com a sua consciência.

E tendo escolhido para assumpto a grave questão do ensino universitário, eu acho que soou a hora de se dizer toda a verdade; impõe-se o dever cívico de arrostar com as opiniões contrárias, mesmo correndo o risco de alienar as simpatias dos que ouvem.

Mas eu creio, além disso, Senhores, que uma assembleia tão distinta, para quem o amor da verdade é com certeza um culto, não me perdoaria se as minhas palavras não fossem a expressão sincera e desinteressada do meu modo de ver. A todos peço desculpa do tempo que lhes roubo. Que fazer, porém? Não podia sem desprimor rejeitar a honra que a faculdade de matemática me deu e que deste togar agradeço.

Do que a Universidade precisa neste momento não é de palavras, é de obras. Envolve-nos, Senhores, uma atmosfera insalubre de desconfiança, de descredito e de hostilidade. É certo que o sistema das instituições pedagógicas não inspira confiança ao país. É certo mesmo que clamores gerais se têm levantado contra os erros da organização escolar por que é responsável o Estado, contra os defeitos do ensino dentro dessa organização imputados aos professores e até contra o mau aproveitamento dos alunos debaixo dessa dupla tutela do Estado e do professor, pelos vícios da educação recebida no lar e no meio social, de que é culpada a família e a sociedade.

Mas os ataques dirigem-se de preferência e atingem a maior violência contra a Universidade. O centro do alvo é aqui. Não se, ouve nem se lê uma palavra a favor e o descrédito da Universidade, merecido ou injusto, tendo a propagar-se por toda a parte. Este é o facto impressionante: a Universidade de Coimbra, a única Universidade portuguesa, que devia ser o primeiro centro do instrução e de educação do país, perde rapidamente o seu antigo prestigio o começa a ser olhada como uma instituição anacrónica e perniciosa!

Que este juízo da opinião pública corresponda a uma fase real de decadência da Universidade ou não, é o que importa mais. Mas de passagem deixai-me notar que ele representa sempre um entrave, e difícil de vencer, para o êxito do ensino. Não é que a Escola se despovoe. A Universidade não corre esse risco, primeiro porque é a única para certas profissões e depois porque o aluno entre nós busca, em geral, infelizmente, a facilidade do diploma e não a excelência do ensino. Ora com este critério, e em igualdade das outras condições a Escola mais desacreditada pode ser e será muitas vezes a mais frequentada (…)

Mas não é só fora do recinto universitário que se julga urgente urna reforma da Universidade. Os estudantes ainda há pouco mais de um ano manifestaram essa aspiração num movimento impetuoso de revolta, em que os poderes públicos não viram senão uma questão de disciplina. E finalmente por parte dos professores muitas vezes se tem formulado reclamações de largas reformas, anseios de vida nova; e há anos que a Oração de Sapiência é a prova mais eloquente d'esta situação dos espirites. Se alguém pensa ainda que a Universidade satisfaz plenamente a sua alta missão educativa, esse alguém que reflita um pouco no isolamento do seu modo de ver e que medite nas causas determinantes desta corrente geral de opiniões.

Pela minha parte encontro, entre outros, três defeitos fundamentais na organização desta Escola. O primeiro é peculiar a ela: é a subsistência das velhas fórmulas da sua primitiva estrutura religiosa e clerical. O segundo, decerto o mais grave de todos, é uma doença comum a toda a nossa instrução publica e resume-se na — anulação da iniciativa do aluno. O terceiro em fim — a estreiteza do circulo em que se projeta a luz da instrução, — é não só um mal da nossa organização escolar e um problema para resolver ainda em muitos países civilizados, mas é mesmo uma das faces da questão social (…)

Eu respeito, Senhores, todas as crenças sinceras, e avalio a benéfica influencia que as religiões tiveram na educação moral das sociedades, sem desconhecer a tendência das oligarquias para abusar delas como instrumentos de dominação do povo.

Porém ciência e religião têm esferas separadas. Ambas têm um corpo de doutrinas, mas os conhecimentos científicos emanam só da razão e as verdades religiosas apoiam-se na revelação, que é uma palavra que não tem sentido em ciência. Nestas condições a Escola, para ser livre, tem de ser neutral em matéria religiosa. É a doutrina que se contém nestas belas e insuspeitas palavras do grande Pasteur: ‘Quando entro no laboratório, deixo á porta todas as minhas crenças; quando saio, retomo-as’.

Assim o parece ter compreendido o Estado português que não exerce influencia religiosa, nem a deixa exercer, na maior parte dos seus estabelecimentos de instrução. Subsistem apenas duas exceções inexplicáveis:

A primeira é na Escola primária, onde se ensina ainda a doutrina cristã, mas este ensino não é obrigatório para os alunos cujos pais pertençam a outras religiões. A segunda é na Universidade de Coimbra.

Refiro-me, Senhores, às obrigações de caracter religioso que são impostas aos alunos e professores da Universidade e a esta mistura do serviço de Deus e do serviço de Minerva, que me deixa perplexo sobre se foi a Escola que se instalou na Igreja ou se foi a Igreja que invadiu a Escola. É ver no Anuário, publicação oficial, o calendário eclesiástico e académico por que começa, onde se detalham e distribuem ao mesmo tempo lições e missas, festas e feriados, a cor dos paramentos e as insígnias dos professores, as horas das aulas e as horas das rezas. Todas as festas académicas são conjugadas com solenidades religiosas. Poderá haver alguma festa de capella que não tenha o carácter académico, mas todas as funções académicas têm urna feição religiosa (…)”

in Anuário da Universidade de Coimbra, Ano Lectivo de 1908-1909, Coimbra, Imprensa da Universidade, 1909, pp. XLIII-LIV

J.M.M.

domingo, 22 de outubro de 2017

[COIMBRA – 23 DE OUTUBRO] EXPOSIÇÃO & CONFERÊNCIA SOBRE CAMILO PESSANHA



Nas Comemorações dos 150 Anos do Nascimento de Camilo Pessanha

EXPOSIÇÃO: Um precursor do Modernismo: Camilo Pessanha (1867-1926);

DIA: 23 de Outubro 2017 (10,00 horas);
LOCAL:
Biblioteca Joanina (BGUC), Coimbra;

ORGANIZAÇÃOBGUC | Centro de Literatura Portuguesa.


11, 00 horas - CONFERÊNCIA: “Clepsydra – Um livro por Haver

ORADOR: Paulo Franchetti (professor da UNICAMP);
LOCAL: Anfiteatro III da Faculdade de letras da Universidade de Coimbra

J.M.M.

terça-feira, 19 de julho de 2016

VISITA - EXPOSIÇÃO BIBLIOGRÁFICA E DOCUMENTAL JOAQUIM DE CARVALHO



VISITA - EXPOSIÇÃO BIBLIOGRÁFICA E DOCUMENTAL JOAQUIM DE CARVALHO

DIA:
20 de Julho de 2016 (19,00 horas);
LOCAL: Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra (Sala do Catálogo);

VISITA GUIADA pelo prof. Paulo Archer;

Está patente na Sala do Catálogo da Biblioteca Geral da UC a exposição bibliográfica e documental Joaquim de Carvalho, originalmente organizada pelo Departamento de Cultura da Câmara Municipal da Figueira da Foz.
Amanhã, dia 20 de Julho, pelas 19 horas, haverá uma visita guiada pelo Doutor Paulo Archer de Carvalho, do CEISXX.
Joaquim de Carvalho (Figueira da Foz, 10 de junho de 1892 - Coimbra, 27 de outubro de 1958) foi um professor da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, onde regeu cadeiras de Filosofia e de História da Cultura.
Foi diretor da “Revista da Universidade de Coimbra”, da Biblioteca Geral (1926-1931) e da Imprensa da Universidade. No desempenho destas funções, promoveu a publicação de centenas de livros resultantes da investigação académica. Instituiu igualmente diversas linhas de pesquisa, em particular na história da ciência e do pensamento português e europeu. Em registo de invulgar abrangência, consagrou também ensaios a alguns dos escritores mais representativos do cânone literário português: Gil Vicente, Luís de Camões, Eugénio de Castro, Teixeira de Pascoaes e Antero de Quental.

Dirigiu, ainda, a prestigiada Biblioteca Filosófica (da livraria Atlântida, em Coimbra) e a “Revista Filosófica” (cujo último número sairia postumamente, em 1959). Acalentou o projeto de escrever uma história da Filosofia em Portugal.

É consensualmente reconhecido pela seriedade e fundura do seu labor intelectual.

Obediente à sua própria consciência, foi tenazmente perseguido pelo Estado Novo, a ponto de ter visto extinta a Imprensa da Universidade, que dirigia. No seu tempo, os próprios colegas universitários mais conservadores se referiam a Joaquim de Carvalho como o “sábio”. De entre os discípulos que formou, destaca-se Eduardo Lourenço, que foi seu assistente, entre 1947 e 1953” [AQUI]
J.M.M.

sábado, 26 de março de 2016

O CASO DOS “DIVODIGNOS” E AS LUTAS ENTRE LIBERAIS E ABSOLUTISTAS



LIVRO: O caso dos “Divodignos” e as lutas entres liberais e  absolutistas. História. Memória e Ideologia;
Autor: Luís Reis Torgal;
EDIÇÃO: Câmara Municipal de Condeixa-a-Nova, 2016.

A Câmara Municipal de Condeixa-a-Nova promoveu o lançamento do livro 'O Caso dos ‘Divodignos’ e as Lutas Entre Liberais e Absolutistas: História, Memória e Ideologia”, de Luís Reis Torgal, com o objectivo de documentar, preservar e divulgar a importância deste acontecimento histórico, segundo anunciou, hoje, a autarquia.




O lançamento da obra coincidiu com a inauguração de um memorial, na sexta-feira, no lugar do Cartaxinho, freguesia de Ega, uma vez que nesse lugar, a 18 de Março de 1828, deu-se o recontro entre estudantes liberais da associação secreta designada por “Divodignos” e uma comitiva universitária e eclesiástica que ia a Lisboa prestar homenagem ao proclamado “Rei Absoluto” D. Miguel, que se opusera à Carta Constitucional.

Nesse acontecimento morreram dois lentes da Universidade de Coimbra, tendo sido posteriormente executados nove estudantes, em 20 de Junho de 1828, no cais do Tojo, em Lisboa.

 

Com esta inauguração e com a apresentação do livro, o executivo da Câmara Municipal de Condeixa-a-Nova 'pretende colocar em prática uma das mais nobres missões do poder autárquico, que é estar ao serviço da preservação e divulgação da micro-história local, que consiste muitas vezes em pequenos episódios e acontecimentos cujo alcance, se não têm repercussão fora de portas, falam todavia no íntimo à comunidade autóctone', justifica a vereadora Liliana Pimentel no prefácio da obra.

O caso dos 'Divodignos', nomeadamente, o recontro entre a associação secreta dos estudantes liberais e a comitiva universitária e eclesiástica, acontecimento vulgarmente conhecido por 'assassinato dos lentes', tem sido fortemente divulgado pela literatura, pois os acontecimentos subjacentes ao drama atingiram notoriedade nacional, tanto assim que despertaram imediato interesse literário, sob a forma de ficção literária, cénica, telenovelística e popular', refere a autarquia condeixense”

 [LER AQUI | AQUI | AQUI ]

FOTOS via Pró-Associação 8 de Maio, com a devida vénia

 

Sociedade dos Divodignos" [Divodigus] ou Divodis (1828) - Era composta, na quase totalidade, por estudantes liberais - o seu presidente era Francisco Cesario Rodrigues Moacho -, e de onde saíram os estudantes que participaram nos assassinatos e ferimentos aos lentes e cónegos [Jeronymo Joaquim de Figueiredo e Mattheus de Sousa Coutinho, foram os lentes mortos], no dia 18 de Março de 1828, além de Condeixa [sítio do Cartaxinho]. Tinham as reuniões na Rua do Loureiro, em umas casas pequenas do lado esquerdo logo acima do Arco de D. Jacintha" [in, Apontamentos para a História Contemporânea, p. 93]. Tinham os Divodignos "uma constituição, uma lei orgânica, que prescrevia a obrigação de actos violentos, e nestes, até o assassinato" [cf. Alberto de Sousa Lamy, A Academia de Coimbra 1537-1990].

Segundo um elemento pertencendo à sociedade [conta Joaquim Martins de Carvalho] faziam os Divodigus as assembleias num casarão quase subterrâneo, sito nos Palácios Confusos. Foi, aí, que se resolveu a trama de Condeixa, isto é, o cumprimento da deliberação de tirar do caminho de Lisboa os "membros das duas deputações " que levavam felicitações ao rei d. Miguel.

Assistiram a essa sessão dos Divodignos, 200 académicos liberais, tendo sido sorteados 13 deles para o cumprimento da missão. Segundo Joaquim Martins de Carvalho [op. cit], os membros dos Divodignos que "desfecharam as armas" foram: Delfino Antonio de Miranda e Mattos [de Barcelos], Bento Adjuto Soares Couceiro e Antonio Correia Megre.

Perante a descoberta ocasional do crime ocorreram populares e uma força de Cavalaria, que ali passava, pondo em debandada os Divodignos. Foram presos e enforcados [cf. Joaquim de Carvalho, op. cit, p. 96] nove deles [Bento Adjuto Soares Couceiro, Delfino Antonio de Miranda e Mattos, Antonio Correia Megre, Domingos Barata Delgado, Carlos Lidoro de Sousa Pinto Bandeira, Urbano de Figueiredo, Francisco do Amor Ferreira Rocha, Domingos Joaquim dos Reis e Manuel Inocêncio  de Araújo Mansilha]. Foram conduzidos para Lisboa e do processo resultou na sentença [muito contestada juridicamente] de morte por "enforcamento" no dia 20 de Junho de 1828, no "cais do Tejo, a Santa Apolónia" [cf. Lamy, op. cit].

Ainda segundo J. Martins de Carvalho evadiram-se os quatro restantes [diga-se que José Germano da Cunha, nos "Apontamentos para história do Concelho do Fundão" (Lisboa, 1892) diz-nos que foram enforcados 10 dos membros dos Divodignos e que escaparam 3, referindo: Bernardo Nunes, o padre Bernardo Antonio Ferreira e Francisco Sedano Bento de Mello], registando Martins de Carvalho os seguintes:

Antonio Maria das Neves Carneiro (do Fundão, e que acabou por ser enforcado em 1830), Francisco Sedano Bento de Mello (Caldas da Rainha), José Joaquim de Azevedo e Silva (Lisboa) e Manuel do Nascimento Serpa (falecido na Misericórdia de Lagos, com o nome de "Fresca Ribeira"- ver obra citada e, principalmente, o Capitulo XII, "Sentença  que condenou à morte os 9 estudantes enforcados a 20 de Junho de 1828"; do mesmo modo, consultar os "Grande Dramas Judiciários", de Sousa e Costa; idem para Oliveira Martins, in Portugal Contemporâneo, vol I.; ou Teófilo Braga, "História da Universidade de Coimbra", tomo IV; tb Camilo Castelo-Branco, in "O Retrato de Ricardina.”

[texto nosso, publicado no Almocreve das Petas (ver Associações de Coimbra), a 24 de Novembro de 2003 | outra Anotação nossa]

J.M.M.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

EUROPA, ATLÂNTICO, MUNDO. MOBILIDADES, CRISES, DINÂMICAS CULTURAIS: COLÓQUIO EM HOMENAGEM À PROF. MANUELA TAVARES RIBEIRO


Amanhã e depois, 17 e 18 de fevereiro de 2016, na Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra, realiza-se o colóquio Europa, Atlântico, Mundo. Mobilidades, Crises, Dinâmicas Culturais. Pensar com Maria Manuela Tavares Ribeiro.

Uma homenagem a uma docente que marcou várias gerações de professores, historiadores e investigadores de assuntos europeus, onde desenvolveu um importante trabalho de investigação, contribuindo com a sua reflexão e as suas análises para a aprofundar o conceito de História das Ideias e da Cultura em Portugal. Como antigo aluno, faço-lhe também a minha homenagem, visto que não consigo estar presente.

Ao longo de dois dias, vários investigadores vão apresentar as suas reflexões sobre os diversos temas onde a Professora Maria Manuela Tavares Ribeiro foi apresentando alguns contributos.

Abaixo apresenta-se o programa detalhado do colóquio:

Uma oportunidade para se aprender e para conhecer mais sobre a Cultura Portuguesa, a História das Mentalidades e da Europa.

A ligação para o cartaz do colóquio poder encontrada AQUI.

Para acompanhar com toda a atenção e divulgar.

[NOTA: Clicar nas imagens para aumentar]

A.A.B.M.

domingo, 25 de outubro de 2015

1415-2015: DOS IMPÉRIOS À CPLP - DISCURSOS E PRÁTICAS: COLONIALISMO, ANTICOLONIALISMO E IDENTIDADES NACIONAIS - COLÓQUIO INTERNACIONAL

Em Coimbra, a partir dos próximos dias 28 a 30 de Outubro, realiza-se o III Colóquio Internacional: 1415-2015: Dos Impérios à CPLP - Discursos e Práticas: Colonialismo, Anticolonialismo e Identidades Nacionais para todos os interessados nestas temáticas que conheceram, contactaram e são herança destes múltiplos e longos contactos de séculos.

O colóquio conta com um conjunto muito interessante de investigadores de vários países e instituições, com leituras plurais e enriquecedoras de uma problemática que toca muito a Portugal.

O programa do colóquio organiza-se da seguinte forma:

Dia 28 de Outubro
9h 30m – Sessão de Abertura

10h - I Painel: Império e impérios: um inventário multissecular de homens e lugares (1415-1975) – Moderadora: Ana Luísa Santos (DCV-CIAS— Universidade de Coimbra)

1oh-“Lûmbu: democracia no antigo Kôngo”, por Patrício Batsikama (Universidade Agostinho Neto-Angola)

1oh 20m -“O que viu Barbosa quando viu o Theyyam?”, por José Filipe Pereira (Performer – Universidade de Coimbra)

1oh 45m – Debate

11h 15m - Pausa para Café

11h 30m Moderação: Julião Soares Sousa (CEIS 20-Universidade de Coimbra)

11h 30m - “O Império francês na contradição republicana da estratégia mundial oitocentista”, por José Luís Lima Garcia (CEIS 20 – Universidade de Coimbra)

11h 5om - “Dominação e subalternização das identidades. A codificação dos “usos e costumes” no Moçambique colonial”, por Rui Pereira (IHC- Universidade Nova de Lisboa)

12h 10m – Debate

13h-Pausa para Almoço

14h 30m – II Painel: Império e impérios: cartografia imperial: analogias e contradições – Moderador: José Luís Lima Garcia (CEIS 20-Universidade de Coimbra)

14h 30m - “Os desafios na construção dos estados na época da globalização”, por Maria Antónia Barreto (Instituto Politécnico de Leiria)

14h 50m - - "Ideal e utopia: uma cultura colonial específica", por António Faria (Universidade Lusófona)

15h 10m -O fim da guerra na Guiné - Operações Secretas, por José Matos (Associação de Física-Universidade de Aveiro)

15h 30m - Debate

16h – Pausa para Café

16h 15m - “A política de planeamento e integração económica das províncias ultramarinas portuguesas na década de 1960 – reconfiguração institucional e limites da interterritorialidade”, por Fátima Moura Ferreira (Universidade do Minho); Francisco Azevedo Mendes (Universidade do Minho); Bruno Fonseca (Universidade do Minho); Aníbal do Rosário da Costa (Bolseiro do Instituto Camões-MNE)

16h 35m - “A instituição do Estado Novo pela imprensa brasileira”, por Thiago Fidelis (Universidade Estadual Paulista - Brasil)

16h 55m - Debate

17h30m – Final do primeiro dia de trabalhos



Dia 29 de Outubro

9h 30m – Abertura


10h - III Painel – Pós-Colonialismo, Construção do Estado e CPLP (1975-2015) – Moderador: Clara Serrano (CEIS 20-Universidade de Coimbra)

10h - “Descolonização e CPLP como produto pós-colonial”, por Laura Antonini (ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa)

10h 20m – “José Eduardo dos Santos e a ideia de Nação Angolana”, por Patrício Batsikama (Universidade Agostinho Neto-Angola)

10h 40m – “The Federal Republic of Germany and the Angolan War of Independence (1961-1974)”, por Nils Schliehe (Universidade de Hamburgo)

11h - Debate

11h 20m- Pausa para Café

11h 30m -“Entre a Descolonização e a CPLP. As relações entre Portugal e os novos estados africanos de língua portuguesa através dos programas de Governo”, por Pedro Pontes e Sousa (Faculdade de Letras da Universidade do Porto)

11h 50m - “O processo de descolonização representado pela narrativa jornalística: o olhar do outro ocidental”, por Marco Gomes (CEIS 20-Universidade de Coimbra)

 12h 10m – Debate

12h 45m-Pausa para Almoço

14h 30m – IV Painel – A visão do (s) outro (s) (1415-2015) – Moderador: Fernando Florêncio (DCV-Universidade de Coimbra)

14h 30m - Visões do paraíso hígido. A ilha da Madeira nos discursos médicos do século XIX”, por Luís Timóteo Ferreira (CEIS20-Universidade de Coimbra)

14h 50m - Relações cosmopolíticas entre a costa oriental da América do Sul e a África de Oeste”, por Camillo César Alvarenga (Universidade Federal do Recôncavo da Bahia- Brasil)

15h 10m - Debate

15h 2om – Pausa para Café

16h 5m-"A imagética do Império em Moçambique: história, memória e identidade", por Olga Iglésias Neves (ISEG-Universidade de Lisboa)

16h 25m - “As imagens somos nós – um ensaio sobre o retrato fotográfico”, por Isabel Calado (Instituto Politécnico de Coimbra)

16h 45m – Debate

17h 15m – Sessão de Encerramento


Comissão Científica:
                
                 Ana Luísa Santos (CIAS-DCV-UC)
Ana Paula Tavares (FL-UL)
Clara Carvalho (ISCTE)
Clara Isabel Serrano (CEIS 20-UC)
Eduardo Costa Dias (ISCTE)
Fernando Florêncio (DCV-UC)
Fernando Pimenta (CESNOVA-FCSH-UNL)
Heloísa Paulo (CEIS 20-UC)
Luís Reis Torgal (CEIS 20-UC)
José Luís Lima Garcia (CEIS 20-UC)
Julião Soares Sousa (CEIS 20-UC)
José Carlos Venâncio (FCSH-UBI)
Maria Manuela Tavares Ribeiro (CEIS 20-UC)
Pedro Aires Oliveira (IHC-UNL)
Sérgio Neto (CEIS 20-UC)
Vítor Neto (CEIS 20-UC)

Comissão Organizadora:
Clara Isabel Serrano
José Luís Lima Garcia
Julião Soares Sousa
Marlene Taveira
Sérgio Neto

Local da Realização:

Universidade de Coimbra (Anfiteatro 2-Departamento das Ciências da Vida - Antropologia)

Com os votos de maior sucesso para esta iniciativa que seja um ponto de encontro e de reflexão sobre uma temática tão interessante, ainda para mais quando se assinalou este verão os seis séculos do início da Expansão Portuguesa, com a conquista de Ceuta.

A acompanhar com todo o interesse.

A.A.B.M.