sexta-feira, 18 de outubro de 2024
sexta-feira, 23 de agosto de 2024
[FIGUEIRA DA FOZ] HOMENAGEM A MANUEL FERNANDES TOMÁS - EVOCAÇÃO DA REVOLUÇÃO LIBERAL DE 1820
[FIGUEIRA DA FOZ] CERIMÓNIA EVOCATIVA DA REVOLUÇÃO LIBERAL DE 1820 E HOMENAGEM A MANUEL FERNANDES TOMÁS
DIA: 24 de Agosto de 2024 (17,00 horas);
LOCAL: Praça 8 de Maio, Figueira da Foz;
ORGANIZAÇÃO: CMFF | Ass. Manuel Fernandes Tomás | Associação 24 de Agosto
INTERVENÇÕES:
- Representante da Associação Cívica e Cultural 24 de Agosto;
- Representante do Grémio Lusitano;
- Representante da Associação Manuel Fernandes Thomaz;
- Presidente da Câmara Municipal da Figueira da Foz.
sábado, 6 de julho de 2024
O SÉCULO DO LIBERALISMO. PORTUGAL 1820-1926
LIVRO: O Século do Liberalismo. Portugal 1820-1926;
AUTOR:
Miriam Halpern Pereira;
EDIÇÃO:
Fundação Calouste Gulbenkian, 2024, 866 p.
“Sem
a economia, a história torna-se historizante, e sem a história a economia fica
mais pobre nas suas explicações». A afirmação de Miriam Halpern Pereira
perpassa em toda esta obra antológica. Estamos perante uma investigadora de
excepcional qualidade, que soube aliar sempre a análise rigorosa dos
acontecimentos complexos com uma perspectiva crítica, centrada no diálogo com
os melhores autores. A perspectiva económica completa-se com a compreensão
psicológica e sociológica — com um particular cuidado na dimensão pedagógica,
para que a perspectiva e o método históricos possam abrir horizontes no
entendimento das grandes tendências e das dinâmicas de desenvolvimento humano.
[…]
A
evolução institucional nos séculos XIX e XX é analisada nos seus progressos e inércias.
A lentidão das reformas liberais que se arrastam até à década de 1860, depois
do reformismo audacioso de Mouzinho da Silveira, regista uma incidência
cumulativa. Os impasses da segunda metade do século XIX nas finanças públicas
tiveram incidência na situação económica, aumentando a necessidade de
empréstimos para os melhoramentos materiais, que elevaram o custo do crédito,
cerceando-se o impacto da modernização de instrumentos de crédito e da eficácia
dos investimentos […]. Mas as raízes da situação e as exigências de superação
apenas podem ser compreendidas mercê do diálogo entre História e Economia e do
seu melhor entendimento.
A
inclusão do presente livro da autoria de Miriam Halpern Pereira na colecção dos
clássicos da Cultura Portuguesa da Fundação Calouste Gulbenkian constitui
motivo de homenagem a um trabalho persistente de grande coerência”
[Guilherme
D’ Oliveira Martins, in Prefácio]
J.M.M.
domingo, 5 de novembro de 2023
ANAIS DO MUNICÍPIO DE FARO, VOLUME XLV - 2023
Anais do Município de Faro. Ano LIV, nº 45 (Novembro 2023); Propriedade e Edição: Município de Faro; Director: Guilherme d’Oliveira Martins; Conselho Coordenador: Paulo Santos, Sandra Martins e Elsa Vaz; Revisão: Elsa Vaz; Conceção Gráfica: Sul, Sol e Sal; Impressão: Gráfica Comercial (Porto); Faro; Novembro de 2023.
Trata-se de uma revista de “divulgação da história, do património e da cultura da cidade e do concelho de Faro”. Fundada em 1969 suspendeu a sua edição em 2011, reaparecendo no ano de 2016. Esta importante publicação que tem desenvolvido interessantes e valiosos estudos sobre a cultura algarvia apresentou, no passado dia 4 de Novembro, o seu número XLV. A sessão de lançamento da nova revista, realizada na Biblioteca Municipal de Faro, teve a participação do diretor da publicação, o professor Guilherme de Oliveira Martins e do Presidente da Câmara Municipal de Faro, Rogério Bacalhau, e foi competentemente apresentada pela escritora Lídia Jorge.
ÍNDICE:
O lugar transversal da
cultura e o seu papel na sustentabilidade [Rogério Bacalhau Coelho]; O silêncio das palavras … [Guilherme
d'Oliveira Martins]; António Ramos Rosa - coração aberto à terra; Manuel Baptista
(1936-2023); Eduardo Lourenço: retrato à mesa [Lídia Jorge]; Persa, patrono de Ossonoba
[José d'Encarnação]; Noé Conejo, Ossonoba e a moeda antiga do Museu Municipal
de Faro [José d'Encarnação]; Homens de Faro na casa senhorial do Infante D. Henrique
(séc. xv): uma breve sondagem [Fernando Pessanha]; Jardins históricos da cidade
de Faro: do século xvi à actualidade [Maria Filipa Rabaça]; Ourives do ouro e
da prata com atividade em Faro no século XVII [Marco Sousa Santos]; Os Deputados
do Algarve às Cortes de 1822-1823 - parte 2 [Artur Barracosa Mendonça e José Manuel Martins]; Terra Mater: o valor da terra numa freguesia farense
oitocentista [Gonçalo Duarte Gomes]; José Pedro Cruz Leiria: restaurador,
barrista, antiquário e muito mais ao seu serviço [Marco Lopes]; A migração de
andaluzes para o Algarve: 0 caso da migração de andaluzes para o concelho de Faro,
entre 1889 e 1914 [João Romero Chagas Aleixo]; Vilamoura e Costa Esmeralda:
projecto de um banqueiro, utopias de um príncipe [Carminda Cavaco]; O
operariado conserveiro algarvio (1890-1945) - parte I [Joaquim Manuel Vieira
Rodrigues]; Estrada nacional n.° 125: um breve olhar sobre a sua história [Aurélio Nuno Cabrita]; Biblioteca Municipal de Faro: uma biblioteca patrimonial [Patrícia de Jesus Palma]; O Club Farense de 1997 a 2022 [Augusto Miranda e Carlos Afonso];
Jorge Valadas, pintor (1908-1993) [Luísa Fernanda Guerreiro Martins]; Manuel Viegas
Guerreiro, traços do homem e da obra [Francisco Melo Ferreira e Maria Lucinda
Fonseca]; "Farenses" que não nasceram em Faro [João Leal]; Do
fenómeno ex-votista do século XIX em Faro. O caso da igreja de Nossa Senhora do
Monte do Carmo [María del Castillo García Romero].
J.M.M.
terça-feira, 20 de junho de 2023
O PEDREIRO LIVRE – NOS 200 ANOS DA CARTA DE LEI CONTRA AS SOCIEDADES SECRETAS
O Pedreiro Livre (200 Anos da promulgação da Carta de Lei, por D. João VI, contra as Sociedades Secretas); Edição BMBM; Redação: Todos Manos; Vale do Mondego, Edição Fora de Mercado (tiragem de 33 exemplares)
►
Trata-se de uma curiosa revista, de tiragem muito reduzida e
fora de mercado, publicada pela Biblioteca Maçónica do Baixo Mondego, relembrando
os 200
Anos da Carta de Lei contra as Sociedades Secretas, no seguimento do
golpe contrarrevolucionário miguelista anti-liberal e a poucos dias da auto-suspensão
das Cortes Extraordinárias (2 de Julho 1823).
TÁBUA: O Antimaçonismo, Nota sobre o Antimaçonismo, Eu queria dizer-te … (Almeida Garrett), Algumas Efemérides do Antimaçonismo, A Carta de Lei … um caso prático, Carta de Lei de 20 de Junho de 1823 (transcrição), Proclamação de D. Miguel, Sobre as Associações Secretas (Fernando Pessoa).
J.M.M.
sexta-feira, 25 de novembro de 2022
[GRÉMIO LUSITANO] – MAÇONARIA PORTUGUESA. NAS ORIGENS DO GRANDE ORIENTE LUSITANO (1802-1806)
LIVRO: Maçonaria
Portuguesa. Nas origens do Grande Oriente Lusitano (1802-1806);
AUTOR:
Manuel Pinto dos Santos;
EDIÇÃO:
Instituto Português de Estudos Maçónicos, 2022.
LANÇAMENTO
LOCAL:
Grémio Lusitano (11,30 horas)
► Trata-se de uma edição do Instituto de Estudos Maçónicos, curiosamente em torno do tema da fundação do Grande Oriente Lusitano (GOL), justamente pela Grand Lodge of England, procurando dar a público novas e estimulantes abordagens.
Manuel Pinto
dos Santos, que foi docente da FCSH na Universidade Nova, é um profundo
estudioso da maçonaria em Portugal, tendo publicado obra estimada e valiosa. Decerto
nos dará pistas para uma melhor reflexão sobre a datação fundacional do GOL (1802 de acordo
com carta-patente, como alguns asseguram; ou antes, em 1801, segundo outros), as
oficinas que o integraram e as que não vêm referenciadas, e os seus oficiais e grandes
dignitários. O período em estudo (1802-1806) termina justamente com a
promulgação da primeira Constituição do GOL (18 de Julho) e que esteve em vigor
até 1821. Conjunto de assuntos, já se vê, muito curiosos e a seguir.
J.M.M.
terça-feira, 22 de novembro de 2022
[GRANDE ORIENTE LUSITANO – MAÇONARIA PORTUGUESA] BICENTENÁRIO DA MORTE DE MANUEL FERNANDES TOMÁS
A PERENIDADE DE MANUEL FERNANDES TOMÁS (1771 – 1822)
«A afirmação de Ortega & Gasset: “Eu sou eu
e a minha circunstância” é um convite à interpelação, ao que de mais profundo
resiste dentro de nós, aos exemplos daqueles que fizeram o caminho para
estarmos aqui. Muitos o fizeram antes, somos herdeiros da cultura Greco-Latina
a que devemos juntar a matriz judaico-cristã.
Agora que a Universidade de
Coimbra vai ter um polo na Figueira da Foz faz todo o sentido
lembrar que Manuel Fernandes Tomás frequentou
a Universidade de Coimbra entre 1785 e 1791, tendo-se formado em Cânones.
Talvez tenha recebido aí o seu primeiro banho de dialética, a reforma pombalina
trouxe a Coimbra o melhor de uma Europa que se exprimia no pensamento e nas
artes.
Sabemos que trabalhou cerca de
cinco anos no município da Figueira da Foz, que passou por Arganil, Coimbra
e Porto (1816), onde foi um dos militantes mais convictos das causas
liberais, tendo fundado o Sinédrio (1818), com
José Ferreira Borges, João Ferreira Viana e José da Silva Carvalho. O Sinédrio teve o
apoio de lojas maçónicas de Lisboa, e de maçons que viviam em Coimbra, Santarém
e na Figueira da Foz. Manuel Fernandes Tomás era maçon,
com o nome simbólico Valério Publícola, tendo
chegado a ser Venerável (1821) da Loja
Patriotismo, nº7, ao Vale de Lisboa.
Participa nas Cortes Constituintes (1821) e no
desenho da 1ª Constituição Portuguesa. A sua morte em Novembro de 1822,
não lhe permitiu assumir o mandato nas Cortes Legislativas.
Estamos aqui a evocar o homem, o
seu pensamento e o legado de Manuel
Fernandes Tomás, quando passam 200 anos da sua morte, aquele que
foi o “Patriarca da Liberdade Portuguesa”, aquele
que não hesitou em erguer o verbo para contra os que recusavam jurar a
Constituição (inclusive o Patriarcado de Lisboa). Aquele que elegeu a Liberdade como um dos
vértices da trilogia da Revolução Francesa: Igualdade e Fraternidade.
Considerava que é a Liberdade é o maior dos direitos do homem, aquele
que permite pensar e escolher, o que ousa a sua condição pela dignidade.
Nesse arco de 200 anos nasce, em
1900, a Loja Fernando Tomás, que adota
o seu nome como patrono. Nessa mesma loja, importa lembrar a data de 24 de
Agosto de 1904, já em plenos trabalhos maçónicos, em sessão especial, o
irmão Bernardino Machado, recebe a
insígnia de Venerável Honorário. O povo maçónico associa-se para que o monumento
da Praça 8 de Maio fosse uma realidade, tendo a loja
Fernandes Tomás um papel determinante, ainda que com o apoio
do Grande Oriente - tendo
sido inaugurado no dia 24 de Agosto de 1911. É esta transmissão dos valores da
liberdade, da igualdade e fraternidade que une os que se reveem na maçonaria
universal. A cadeia de união que junta homens e mulheres que acreditam que é
possível construir uma sociedade mais justa e igualitária, respeitando as
diferenças é aquilo que nos une há séculos. Os melhores de nós morreram por
nós, lembro Gomes Freire de Andrade.
Manuel
Fernandes Tomás atravessa o tempo, esse grande escultor, de
que falava Marguerite Yourcenar. O que
fazemos na Maçonaria? “Trabalhamos para a construção de um homem novo e de uma
sociedade nova, ou seja, para dar à vida um sentido ético e solidário.
Praticamos o livre pensamento, a tolerância e a filantropia. “ Essa filantropia
que permitiu, também, erguer o monumento a Manuel
Fernandes Tomás. Como escreveu António Arnaut, “Queremos
um mundo mais livre, justo e fraterno. A utopia que alimenta a nossa fome de
perfeição é a certeza de que o futuro está nas mãos de todos os homens e mulheres
de boa vontade. Por isso, a Maçonaria é hoje tão indispensável como no
passado.”
Não é possível estudar os últimos
200 anos da História de Portugal sem reconhecer a importância da Maçonaria, dos
maçons que como Manuel Fernandes Tomás construíram
um edifício constitucional que alimentou a chama de um futuro que ainda nos
aquece e desafia. Talvez, seja fácil reconhecer que uma enorme parte da
Humanidade mais válida lhe pertenceu ou pertence. Hoje estamos aqui a lembrar Manuel Fernandes Tomás, que dizia:
“tirar ao homem e ao cidadão a liberdade é o maior castigo que se lhe pode
dar, porque o priva de maior direito”.
É impossível esquecermos neste
momento a guerra na Ucrânia. Por isso,
“Pátria é sinónimo de Liberdade. Onde está a Pátria aí está também a
Liberdade”, dizia Magalhães Lima, em 1928,
então Grão-Mestre.
Em nome do Grão-Mestre, Fernando Cabecinha, e do Grande Oriente Lusitano, Maçonaria Portuguesa, presto a
mais sentida homenagem ao homem, ao seu pensamento, ao cidadão, cuja perenidade
evocamos ao lembrar os seus ideais e valores, Manuel
Fernandes Tomas, duzentos anos depois do seu
desaparecimento.
“Nos quase 300 anos de história
maçónica, nos mais de 270 dessa mesma história em Portugal e nos quase 200 anos
de existência do Grande Oriente Lusitano, o combate pela Liberdade tem sido um
denominador comum.” (Oliveira Marques, há 20
anos). É por essa liberdade que aqui estamos e estaremos sempre, mesmo que isso
tenha um preço elevado. Agradecemos o convite do senhor Presidente da Câmara, Dr. Pedro Santana Lopes, para esta
evocação de um dos nossos que é, também, da pátria.
[Discurso proferido por António
Vilhena, em representação do Grão-Mestre do Grande Oriente
Lusitano, Maçonaria Portuguesa, na Figueira da Foz a 19 de Novembro de 2022 - sublinhados nossos]
sábado, 19 de novembro de 2022
[19 DE NOVEMBRO DE 2022] 200 ANOS DO NASCIMENTO DE JOAQUIM MARTINS DE CARVALHO
200 ANOS DO NASCIMENTO DE JOAQUIM MARTINS DE CARVALHO
Joaquim Martins de Carvalho foi um notável jornalista conimbricense – talvez o mais admirável do seu tempo – e ocupa, por mérito próprio, um singular relevo na imprensa liberal da segunda metade do século XIX. Os trabalhos jornalísticos, disponibilizados nas “páginas faladas” do periódico O Conimbricense (nº 1, 24 de Janeiro de 1854) que sabiamente administrou e redigiu, permitem-nos antever a eloquência e generosidade do seu saber, compreender o seu infatigável combate e firmeza pela causa da liberdade e testemunhar o seu enorme afecto e amor a Coimbra.
O seu fecundo labor pelas belas letras e em prol das
associações operárias retrata um inquieto “filho do seu tempo”, um homem de
acção, de combate e de sonhos. De facto, em tempos de grande agitação política
e onde se combatia e morria pela liberdade, Joaquim Martins de Carvalho “simbolizou
a luta do homem pela vida. Pertenceu a essa raça privilegiada de batalhadores que
devem tudo o que são a si mesmo, à sua perseverança, ao seu trabalho e à sua
dedicação pela causa que perfilham e defendem" (revista do Grémio Lusitano,
Ano IX, n.20) [AQUI]
J.M.M.
[19 DE NOVEMBRO 2022] IN MEMORIAM DE MANUEL FERNANDES TOMÁS
200 ANOS DO FALECIMENTO DO PATRIARCA DA REVOLUÇÃO LIBERAL DE 1820
“Manuel Fernandes Tomás foi a “alma e o cérebro” do levantamento regenerador de 24 de Agosto de 1820, na cidade do Porto, memorável página do nosso primeiro liberalismo político. A coerência do seu pensamento, a superioridade e eloquência do seu saber, a sábia palavra que a todos iluminava, são testemunhos insuspeitos para laurear o seu nome entre os Homens de 1820 e esculpir uma página mais à “história das idades”.
Manuel Fernandes Tomás faleceu no dia 19 de Novembro de 1822: uma vida de probidade e integridade, um pensamento político e obra pública notável, materializada nos ideais de liberdade, justiça e luta contra o despotismo. E foi assim na cidade do Porto quando organizou um grupo de amigos da verdade e da liberdade à volta de uma associação patriótica, denominada Sinédrio. E, depois, quando plantou uma semente mais do edifico do primeiro liberalismo pátrio, a Constituição de 1822.
Isto é, o exemplo benemérito e civilizador de Manuel Fernandes Tomás deve ser rememorado, merece ser evocado no dia do seu passamento. Vale!” [AQUI]
J.M.M.
sexta-feira, 18 de novembro de 2022
[FIGUEIRA DA FOZ – 19 DE NOVEMBRO] – BICENTENÁRIO DA MORTE DE MANUEL FERNANDES TOMÁS, O ILUSTRE REGENERADOR DA PÁTRIA
BICENTENÁRIO DA MORTE DE MANUEL FERNANDES
TOMÁS, O ILUSTRE
REGENERADOR DA PÁTRIA
DIA: 19 de Novembro de 2022 (16,30 - 20,00 H);
LOCAL: Praça 8 de Maio | Auditório Municipal da CMFF | Igreja da Ordem Terceira
ORADORES: Pres. da Câmara Municipal da Figueira da Foz | José Luís Cardoso | Ana Cristina Araújo | Associação Manuel Fernandes Tomás | Associação Cívica e Cultural 24 de Agosto | Grande Oriente Lusitano
ORGANIZAÇÃO: CMFF| Ass. MFT | Ass. 24 Agosto
PROGRAMA:
16H30 – Deposição de flores pelas diferentes representações junto ao monumento tumular, na Praça 8 de Maio,
17H00 - Sessão Solene de Homenagem e Evocação da Vida, Obra e Legado de Manuel Fernandes Thomaz, no auditório Municipal
19H15 - Cerimónia Religiosa na Igreja da Ordem Terceira
► A Câmara Municipal da Figueira da Foz patrocina a
Celebração do Bicentenário da Morte de Manuel Fernandes Tomás, ilustre filho da
Figueira da Foz e o Patriarca da Revolução de 1820, na cidade do Porto. Manuel
Fernandes Tomás foi uma figura relevante do nosso primeiro liberalismo, um dos
regeneradores da Pátria, um “fervoroso apóstolo da Liberdade e
da soberania nacional”, o Patriarca da Revolução de 1820. Rememorar a sua vida
e obra, principalmente nestes 200 anos do seu falecimento, é um dever cívico de
todos e cada um.
J.M.M
quinta-feira, 17 de novembro de 2022
[ANIVERSÁRIO SOCIEDADE MARTINS SARMENTO] CONFERÊNCIA: FOI A INDEPENDÊNCIA DO BRASIL UMA CONSEQUÊNCIA DA REVOLUÇÃO DE 1820? | O CONSELHEIRO JOÃO BAPTISTA FELGUEIRAS
DIA: 19 de Novembro de 2022 (16,30
horas);
LOCAL: Sociedade Martins Sarmento (R.
Paio Galvão 2, Guimarães);
ORGANIZAÇÃO: Sociedade Martins Sarmento
CONFERÊNCIA: Foi a Independência do Brasil uma consequência da revolução de 1820?
ORADOR: José Manuel Lopes Cordeiro.
… E APRESENTAÇÃO do Retrato do Conselheiro João Baptista Felgueiras
Trata-se de uma Conferência sobre
a questão da Independência do Brasil (1822), pelo prof. José
Manuel Lopes Cordeiro, integrada na comemoração do 141.º
Aniversário da distinta e ilustre Sociedade Martins
Sarmento, instituição
cultural fundada em 1881 por um grupo de vimaranenses em homenagem a Francisco
de Morais Sarmento. A conhecida instituição manifestou desde o início uma enorme
preocupação pelo desenvolvimento da cultura e instrução na cidade de Guimarães,
tendo ao longo dos anos desenvolvido interessantes e persistentes trabalhos no
âmbito da Arqueologia, História e Etnologia, publicando a Revista de Guimarães (1884), periódico científico e
cultural de referência nacional. Tem e disponibiliza a Sociedade
Martins Sarmento uma valiosa biblioteca e uma estimada hemeroteca, com peças desde o primeiro
quartel do século XIX e raros periódicos digitalizados, ao dispor dos
interessados.
► João Baptista Felgueiras (1787-1848), natural de
Guimarães e oriundo de uma das “mais distintas” famílias do Minho, formado em
Direito (1809) em Coimbra, juiz de fora em Viana, deputado às Constituintes e
secretário das Cortes, fixa residência em Guimarães com a reação absolutismo em
1823; saúda, depois, a Carta Constitucional mas pela contra-revolução de 1828 vê-se
obrigado a esconder-se em casa da família Gomes de Castro; acompanha o
desembarque de D. Pedro no Porto e o triunfo liberal, mantendo sempre forte
amizade com José da Silva Carvalho e Agostinho José Freire (AJF); nomeado procurador-geral
da Coroa, demitindo-se com a revolução de Setembro (1836); involuntariamente
esteve ligado ao triste acontecimento da morte de Agostinho José Freire, porque
foi em casa de Felgueiras, onde jantava, que AJF soube do início da Belenzada e saindo
de rompante para Belém, no caminho de Alcântara foi assassinado; na verdade, o
desgosto de Felgueiras foi enorme, tendo escrito, a única obra sua conhecida, Necrologia de Agostinho José Freire (1837) e, parece, republicou
essa obra sem nome do autor (sem venda pública), com o título, “Resumo histórico da vida e trágico fim do
conselheiro de estado Agostinho …”; depois foi eleito deputado por
Viana e é nomeado, sem saber, ministro da justiça (1842), não aceitando a benesse
de Costa Cabral, que, aliás, “nunca lhe perdoou”. Regressa a casa e no dia 13
de Março de 1848 morre subitamente, tendo sido enterrado no Alto de S. João.
Foi João Baptista Felgueiras um liberal de espirito muito aberto e livre.
Pertenceu à poderosa Sociedade Literária Patriótica de Lisboa (1822), conforme
consta da sua Lista de Sócios.
J.M.M.
sexta-feira, 23 de setembro de 2022
VIVA A CONSTITUIÇÃO DE 1822
O CONSTITUCIONAL DO MONDEGO – Nº Único, 23 Setembro de 2022; Adm e Redacção: Vale do Mondego; Tipografia BMBM.
Trata-se de uma publicação da Biblioteca Maçónica do Baixo Mondego (BMBM) em Homenagem e Preito à Constituição de 1822.
Viva a Constituição!
sexta-feira, 3 de junho de 2022
O NASCIMENTO DO JORNALISMO PORTUGUÊS LIVRE. O JORNALISMO LUSO-BRASILEIRO EM LONDRES (1808-1822)
LIVRO: O Nascimento do Jornalismo Português Livre. O jornalismo luso-brasileiro em Londres (1808-1822);
AUTOR: Luís Francisco Munaro
EDIÇÃO: Lema d´Origem, Março de 2022.
NOTA: Baseia-se esta edição (2.º
ed.) na muito importante tese de doutoramento em História (Universidade
Fluminense) de Luís Francisco Munaro. Apresenta um prefácio do professor
Guilherme Pereira das Neves.
LANÇAMENTO:
DIA:
6 de Junho 2022 (18,00 horas);
LOCAL: Casa da Cultura (Rua Pedro
Monteiro, Coimbra);
ORADORES: Prof.ª Isabel Nobre
Vargues | Prof.ª Adelaide Machado | Prof.º Vital Moreira | Prof.º Luís Reis
Torgal;
ORGANIZAÇÃO:
Lema d’Origem, Comissão Liberato, União das Freguesias de S. Martinho e Ribeira de Frades
► “… Este é um
trabalho sobre identidade, uma investigação sobre determinados indivíduos a
partir dos vestígios escritos daquilo que viveram, levando em conta que o
jornalismo constituiu uma parte fundamental da trama de suas vidas. Visto como
herói ou como vilão pela historiografia nacional, Hipólito da Costa inaugurou a produção periódica portuguesa livre
da censura. Ao longo de quatorze anos, nos quais viu a arquitetura do Reino
luso-brasileiro se retransformar radicalmente, manteve firme o propósito de
levar a cabo uma publicação para instruir o público brasileiro. Nada mais
ilustrativo, portanto, do que começar e terminar a narrativa com ele, chamado
por João Bernardo da Rocha Loureiro
de "patriarca" da imprensa portuguesa, ou por Joaquim de Freitas de
"Adão" da terra dos periódicos.
Tanto quanto seus colegas portugueses, Hipólito precisou reiventar-se e
reinventar a sua escrita para alcançar setores cada vez mais inquietos da população.
Entre 1808 e 1822, tempo em que durou o Correio Braziliense, os jornalistas
portugueses buscavam inserir a razão iluminista no mundo ibérico ainda
governado pelas tradições e pela política do Antigo Regime. Mesmo que
mergulhado nesse universo de etiquetas e devoção à Casa Monárquica, Hipólito se envolveu precocemente com a
República norte-americana, conheceu o modo de funcionamento dos jornais na
Filadélfia e, depois, em Londres, misturou-se aos negociantes que buscavam
interagir mais livremente com o mundo britânico. O Correio serve, assim,
como um veículo privilegiado para a compreensão da difícil transição do reino
que queria incorporar, da forma menos traumática possível, as Luzes de que
tanto falavam os philosophes.
Tarefa ingrata, como se perceberá.
Tarefa, ademais, impossível de ser com-preendida em sua real dimensão sem que
conheçamos mais profundamente a comunidade em que Hipólito estava inserido, seu círculo de interlocutores, sua
necessidade de rebater escritos que pregavam a subserviência do Brasil a
Portugal ou que panfletavam a causa republicana. Com a firme convicção de que
essa produção que estabeleceu as bases do jornalismo lusófono não pode ser
entendida isoladamente, buscamos estender a análise para o circuito de
interações que envolvia vários jornais publicados no exterior. Jornais tão diversos
como O
Português, O Espelho, O Campeão, O Investigador, O
Microscópio de Verdades, O Padre Amaro, Argus, Zurrague
e o efemero Navalha de Figaró, publicados no espaço que vai da invasão de
Napoleão na península ibérica até a proclamação da independencia brasileira.
Cada um desses periódicos possui uma identidade
que pode ser determinada a partir do conflito criado com os outros. Cada um
desses busca criar uma forma particular de se relacionar com o pensamento das
Luzes, tornando-o adequado às idiossincrasias intelectuais do reino
luso-brasileiro […]
Estes jornais publicados em Londres para
o público lusófono, ao serem consumidos, davam aos seus leitores a segurança de
estarem sendo lidos concomitantemente por vários indivíduos semelhantes a eles
e diferentes dos outros. Eles geravam a possibilidade de criar vínculos
imaginados, espaços de fraternidade e discussão intelectual até então
impossíveis em Portugal e Brasil. Portanto, criaram um canal de difusão de
ideias que ajudou a expandir as sociabilidades portuguesas e garantir alguma
variedade nas formas de imaginar o Reino luso-brasileiro. Sobretudo, entre
estes jornais, existe uma apreensão que gira em torno dos planos e projetos
relativos à sede do Reino luso-brasileiro. Se, na utopia mais cara à época, o
reino deveria abrigar os portugueses em ambos os lados do Atlântico, a demora
do rei no Brasil gerava um clima de desconforto e orfandade entre os
portugueses.
Para Hipólito da Costa, o Brasil também surgia como uma espécie de utopia, um projecto de governo ideal deslocado do tempo e espaço europeus, sugerindo a possibilidade de realização da história portuguesa em sua maior pureza […]
[Luís Francisco Munaro, in Introdução, pp. 17 e ss]
J.M.M.
sexta-feira, 20 de maio de 2022
O LUMINOSO DIA 20 DE MAIO DE 1822
A 20 de Maio de 2022 passam 200 anos sobre a publicação da sentença de nulidade da condenação dos Mártires da Pátria em 1817. Consumada a Revolução Liberal de 1820, eleitas e instaladas as Cortes Gerais e Extraordinárias, após os primeiros dias de actividade, os deputados autorizam o regresso dos exilados políticos (decreto de amnistia de 9 de Fevereiro de 1821) e estendem o perdão aos condenados cuja pena não tivesse sido executada. Proporcionam ainda às viúvas e familiares dos condenados à morte a possibilidade de requerer a revisão das sentenças, reabilitando a boa memória dos seus parentes.
segunda-feira, 11 de abril de 2022
IMAGINAR O ESTRANGEIRO EM PORTUGAL. IDEIAS, ESTEREÓTIPOS E MITOS. IDENTIDADE NACIONAL EM CONFRONTO (SÉCS. XVIII-XX)
LIVRO:
Imaginar o Estrangeiro em Portugal. Ideias, Estereótipos e Mitos. Identidade nacional em confronto (Sécs. XVIII-XX);
AUTOR: Cristiana Lucas Silva;
EDIÇÃO: Theya Editores, Julho 2021.
“ … a identidade nacional se constrói numa dinâmica de confronto, o nosso estudo patenteia uma perscrutação das representações do Estrangeiro em textos emblemáticos da cultura portuguesa dos séculos XVIII a XX, tendo em consideração que, dependendo do contexto e da sua tipologia (estrangeiro exógeno ou endógeno), o Estrangeiro pode ser encarado como o inimigo a combater e a anular ou o modelo a emular. Embora a análise das representações do Estrangeiro não seja um tema inédito, ainda não existe, que tenhamos conhecimento, um estudo sistematizado no âmbito da História que explore, numa perspetiva de longa duração, a ideografia do Estrangeiro a partir de um conjunto de textos representativos dos contextos históricos coevos, numa tentativa de compreensão das motivações por detrás das formulações míticas e estereotipadas acerca desse Estrangeiro, com vista a uma aproximação à verdade histórica.
Além deste objetivo principal, pretendemos demonstrar como a noção de estrangeiro formulada na e pela cultura portuguesa pode ser interpretada a partir de uma estrutura de ressentimento e do mecanismo do bode expiatório …”
[Da obra]
J.M.M.
segunda-feira, 28 de março de 2022
[31 DE MARÇO – MONTESSÃO, COIMBRA] – INAUGURAÇÃO DO BUSTO DE JOSÉ LIBERATO FREIRE DE CARVALHO
DIA: 31 de Março de 2022 (18,00 horas);
LOCAL: Rotunda José Liberato (Montessão, S. Martinho do Bispo - Coimbra);
ORGANIZAÇÃO: União de Freguesias de S. Martinho do Bispo e Ribeira da Frades | Comissão Liberato
A Comissão Liberato, em parceria com a União de Freguesias de S. Martinho do Bispo e
Ribeira da Frades, dá, no próximo dia 31 de Março, início à Homenagem a José
Liberato Freire de Carvalho no 250º aniversário do seu nascimento, com a
inauguração do seu busto, justamente na rotunda em Montessão que tem o seu
nome.
A organização, ao longo do tempo, tem-nos
proporcionado um conjunto caloroso e inestimável de eventos em memória do
ilustre e vigoroso jornalista vintista, a luz brilhante do pregador da causa
liberal, que tão bem soube honrar e prestigiar a terra que o viu nascer.
À União de Freguesias de S. Martinho do Bispo e
Ribeira da Frades e à Comissão Liberato, a homenagem da nossa simpatia e
distinção.
J.M.M.

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