Mostrar mensagens com a etiqueta Manuel Tito Morais. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Manuel Tito Morais. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

MANUEL TITO DE MORAIS - VIDAS COM SENTIDO


Realiza-se amanhã, 14 de Novembro, pelas 18 horas, na Fundação Mário Soares, em Lisboa, a quinta sessão do ciclo "Vidas Com Sentido", desta vez dedicada a Manuel Tito de Morais.

Serão intervenientes na sessão Mário Soares, Manuel Alegre e António Almeida Santos.

Pode ler-se na breve nota biográfica sobre Tito de Morais:

Manuel Alfredo Tito de Morais nasceu em Lisboa a 28 de Junho de 1910 e faleceu na mesma cidade a 14 de dezembro de 1999. Engenheiro e político. 
Filho de um dos oficiais de Marinha que se destacaram na Implantação da República, frequentou a Faculdade de Ciências de Lisboa, sendo impedido pela ditadura de ingressar na Escola Naval. Licenciou-se, em 1934, em Engenharia Electrotécnica em Gand, na Bélgica. Em 1945, integra a Comissão Central do MUD, sendo preso em 1946 e em 1948, e despedido da empresa onde trabalhava. Participa na campanha de Norton de Matos, em 1948/49. Viu-se obrigado a procurar trabalho em Angola, em 1951. Aí continuou a lutar pelos seus ideais, assumindo a direcção da Sociedade Cultural de Angola e participando na campanha de Humberto Delgado. Com o início da guerra colonial, envia a família para Lisboa, sendo preso na cadeia de Luanda, sujeito a maus-tratos e tortura. Enviado para Lisboa sob prisão, é libertado à chegada. 
Parte para o Brasil, onde participa na fundação do movimento Unidade Democrática Portuguesa. Em 1963, é um dos fundadores, em Roma, da Frente Patriótica de Libertação Nacional (FPLN), seguindo para Argel, como representante da Resistência Republicana e Socialista, sendo o primeiro responsável pelas emissões de "A Voz da Liberdade". Após a criação da ASP, estabelece-se em Roma, em 1966, preparando com Ramos da Costa e Mário Soares o ingresso na Internacional Socialista, em 1972. Lança em 1967 o jornal "Portugal Socialista". Em 19 de Abril de 1973, participa na fundação do Partido Socialista. 
Regressado a Lisboa no "comboio da Liberdade", Tito de Morais assume acrescidas responsabilidade no PS (Vocês vão para o governo, eu fico a organizar o partido). Eleito deputado às Constituintes e à Assembleia da República, de que será Presidente entre 1983 e 1984, ocupa também funções como Secretário de Estado da População e Emprego. 
Aos 80 anos foi iniciado na Loja José Estêvão do Grande Oriente Lusitano.

Uma sessão a acompanhar com todo o interesse, para se conhecer melhor algumas das facetas desta personalidade que acompanhou a luta contra o salazarismo, sofreu as prisões e perseguições movidas pelo regime, participa na fundação do Partido Socialista, deputado às constituintes e Presidente da Assembleia da República.

A.A.B.M.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

PORTUGAL SOCIALISTA (1967-1973)


PORTUGAL SOCIALISTA [CLANDESTINO]

[Edição fac-similada] PORTUGAL SOCIALISTA – Ano I, I série nº 1 (1 Maio 1967) ao Ano VII, nº 36 (Maio de 1973); Ano VII, Nova Série, nº 1 (Agosto de 1973) ao nº3 (Dezembro de 1973); [Director: Y. Reitano, impresso em Roma, Tipografia Seti – na direcção verdadeira do jornal esteve Manuel Tito de Morais, que na época vivia em Roma, com apoio de Ramos da Costa, exilado em Paris, e Mário Soares, então em Lisboa]; 1967-73, 39 numrs,

O jornal, como AQUI referimos, "estava ligado à Acção Socialista Portuguesa (mais tarde, Agosto de 1973, surge já como Órgão Central do Partido Socialista), e contou com o apoio tipográfico (e divulgação) do Partido Socialista Italiano; o jornal tinha como destino o interior do país, e por isso a colaboração vinda de Portugal é assinada sob pseudónimo [como Tristão da Cunha, J. L. Libanio, A D’Anobra, Vladimiro Quaresma, Jaime Cruz, Marcelo], sendo certo que escreveram, além de Tito de Morais, Mário Soares, António Macedo, e sob o nome próprio Ramos da Costa [nº 6, Novembro de 1967; refira-se que Ramos da Costa era o Delegado do C. E. da ASP] e, mesmo, Tito de Morais [Setembro de 1968]”.

[Alguma] Colaboração/textos assinados [uns sob pseudónimo]: A. D’Anobra, Adelino, Almor Rabello, Álvaro Gomes, Alves Pinto, Américo de Sá, António Figueiredo, [António Macedo], António Miranda, C. Silva Santos, Cândido Maia, Carlos António, Carlos Fontes, Carlos Vieira, Cunha Monteiro, Edgar Carnide, Eleutério Gervásio, Fausto Silveira, Francisco Salgado Zenha, J. R. Libanio, J. R. M., Jaime Cruz, João Bonança, João Carlos Moreira Freire (reprod. da carta que enviou ao então Ministro da Marinha), Joaquim Fernandes, Joaquim Pinho, Jorge Condesso, Jorge Faria, José Alves, José das Neves Rodrigues, LUAR, Marcelo, [Mário Soares], R. M., Ramos da Costa, Raul Morodo, Santos Dionísio, Tito de Morais, Tristão da Cunha, Vasco da Gama Fernandes, Victor Blanc, Vladimiro Quaresma, Z. Almeida.

J.M.M.

domingo, 11 de julho de 2010

MANUEL TITO DE MORAIS (1910-2010) – NOTA BREVE


Manuel Alfredo Tito de Morais nasceu em Lisboa, no dia 28 de Junho de 1910. Era filho de Augusto Tito de Morais [oficial da marinha, ministro, deputado e ilustre republicano] e de Carolina de Macedo Morais. Frequenta o Colégio Militar e o Liceu Camões, e já em Gand (Bélgica) tira o curso de Engenheiro Electrotécnico [cf. CCTM (blog) e que acompanharemos de perto]. Regressa a Portugal, trabalhando na Marconi e na General Electric (1940).

Integrou ou acompanhou de perto, ao longo da sua inquebrantável luta contra a ditadura, o MUNAF, o MUD [foi membro da Comissão Central e integra a campanha presidencial de Norton de Matos – cf. CCTM (blog)], o Núcleo da Doutrinação e Acção Socialista, a União Socialista, a Resistência Republicana e Socialista [integrada na F.P.L.N.], a Acção Socialista Portuguesa [em 1962 em Paris, reuniram-se Tito e Morais, Mário Soares e Piteira Santos para a redacção das bases ideológicas da organização. Afasta-se do projecto Piteira Santos e só em Abril de 1964 surge a declaração de princípios do movimento – cf. Tito de Morais, in "Portugal Socialista. Um Pouco da sua História", O Portugal Socialista na Clandestinidade, 1977] e o Partido Socialista [fez parte do seu núcleo fundador, na reunião, de 9 de Abril de 1973 em Bad Munstereifel, onde a ASP é extinta e dá origem ao PSP; foi presidente do partido entre 1986-88].

Em 1945, na sequência da sua participação na campanha presidencial de Norton de Matos é "dispensado” do serviço que então exercia no Instituto Pasteur, ficando no desemprego. É, posteriormente, preso a 31 de Janeiro de 1947 [o MUD foi ilegalizado e os elementos da sua Comissão Central são detidos], saindo sob fiança a 23 de Março de 1948, tendo embarcado para Angola procurando exercer a sua profissão. Participa na campanha presidencial de Humberto Delgado (1958) e no começo da guerra colonial (1961) é detido pela PIDE na prisão de Luanda "onde foi tratado o mais desumanamente que se pode imaginar" [cf. CCTM, ibidem]. É-lhe concedido o regresso a Portugal, porém com residência fixa.

Assim sendo, sem trabalho e com a PIDE atenta, decide partir para o exílio, passando por França, Brasil [1961-63, onde funda a União Democrática Portuguesa], Argélia [de 1963-66, agora como dirigente da Junta de Salvação Nacional – FPLN] e, após a fundação da Acção Socialista Portuguesa, vai para Roma em 1966 e participa no Congresso da Internacional Socialista.

Em Roma funda o jornal "Portugal Socialista" [Ano I, nº 1 (1 de Maio de 1967) ao Ano VII, nº 3 (Dezembro de 1973); estava ligado à Acção Socialista Portuguesa (mais tarde, Agosto de 1973, surge já como Órgão Central do Partido Socialista), e contou com o apoio tipográfico (e divulgação) do Partido Socialista Italiano; o jornal tinha como destino o interior do país, e por isso a colaboração vinda de Portugal é assinada sob pseudónimo [como Tristão da Cunha, J. L. Libanio, A D’Anobra, Vladimiro Quaresma, Jaime Cruz, Marcelo], sendo certo que escreveram, além de Tito de Morais, Mário Soares, António Macedo, e sob o nome próprio Ramos da Costa [nº 6, Novembro de 1967; refira-se que Ramos da Costa era o Delegado do C. E. da ASP] e, mesmo, Tito de Morais [Setembro de 1968].

O 25 de Abril "apanhou Tito de Morais em Bona, juntamente com Mário Soares e Ramos da Costa", tendo de imediato regressado a Portugal, com os seus companheiros. Após o 25 de Abril foi deputado à Constituinte, Secretário de Estado do Emprego no 6º Governo Provisório e Secretário de Estado da População e Emprego no 1º Governo Constitucional. Exerceu, ainda, os cargos de Vice-Presidente da Assembleia da República (1977-83), Presidente da Assembleia (1983-85), tendo em 1989, invocando razões de saúde, renunciando à actividade parlamentar.

Em 1990 [no dia 31 de Março - cf. António Reis], Manuel Tito de Morais é iniciado na maçonaria, na Loja José Estêvão, com o n. s. Tito Augusto Morais, tendo atingido o grau de Mestre.

Faleceu no dia 14 de Dezembro de 1999.

No CENTENÁRIO do nascimento de Manuel Tito de Morais consultar a biografia, factos e acontecimentos da sua vida, bem como testemunhos de amigos e camaradas … AQUI, no blog justamente chamado MANUEL TITO DE MORAIS.

J.M.M.