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quarta-feira, 18 de junho de 2014

VIDA POLÍTICA – LUÍS DA CÂMARA REYS


VIDA POLÍTICA. Ano I, nº 1 (12 de Agosto 1911) ao nº 17 (Março 1913); Propr. e Director: Luís da Câmara Reys (1885-1961); Typ. Mendonça; Depositária: Livraria Ferreira; Lisboa; 1911-13, 17 fasc., 272 p. (numeração contínua – com publicação a 10, 20, 30 de cada mês)


Quem assistiu às primeiras horas da Republica Portugueza, nas ruas de Lisboa, ficou tendo desse dia uma vaga recordação de sonho, uma impressão fulgente, de alegria, de libertação, de fraternidade festiva. Correram dez mezes sobre a proclamação de novo regimen e já evocamos esse momento com saudade(...)” [AQUI]

FOTO via FRENESI
 
J.M.M.

quinta-feira, 25 de julho de 2013

GLEBA. SEMANÁRIO DE LITERATURA E CRÍTICA


GLEBA.  Semanário de literatura e crítica.

Ano I, [numero espécimen, Novembro de 1934], nº1 (4 de Dezembro) ao nº 4 (1 de Janeiro 1935) [suspende a sua publicação com um curioso esclarecimento em que se defende da acusação de ser um periódico “comunistóide”; refira-se que as estimadas Edições Gleba, nascem deste grupo, onde primeiro se manifesta o neo-realismo]; Comissão Directiva: Almeida e Silva, Duarte Rodrigues, Guy de Oliveira, Jorge Antunes, Jorge Domingues, Mário Dionísio, Moura Vitória, Victor Santos [este grupo tinham antes fundado as revistas Quid? e Prisma]; Redacção: M. Ramos da Cunha; Impressão: Impr. Baroeth, Lisboa; 1934-35, 1+4 numrs

Colaboração: Almeida e Silva, Anjo Alva, António Sérgio, Câmara Reis, Campos Lima, Duarte Rodrigues, Fernando Barros, Guilherme Morgado, Guy de Oliveira, Jorge Antunes, Jorge Domingues, José Rodrigues Miguéis, Leite da Costa, Lino Carracho, M & M [? – curioso texto com o título “Quinto Império], Mário Dionísio, Moura Vitória, Palma Carlos, Rocha Pinto, Rodrigues Lapa, Seabra Diniz, Sérgio Augusto Vieira, Vasco da Gama Fernandes, Vicente Martins, Victor Santos.
O núcleo que constitui Gleba não tem norma, não respeita a tradição, não aceita o passado; também não é um camartelo demolidor, por sistema, nem iconoclasta no sentido mais lato da palavra … Gleba não é o porta-voz duma seita. Aspira a ser o estandarte dum escol que não imporá ideias, mas que as difundirá persuasivamente entre os predispostos, porquanto os dispostos delas não carecem” [inDicionário das Revistas Literárias Portuguesas do Século XX”, de Daniel Pires].

J.M.M.

sexta-feira, 22 de junho de 2007

AINDA ... A REVISTA "SEARA NOVA"


Ainda ... a revista Seara Nova

"... Nasceu [a Seara Nova] de uma reunião na Biblioteca Nacional, no gabinete do Director, onde me encontrei a convite de Raul Brandão, Raul Proença, Aquilino Ribeiro, Ferreira Macedo e Jaime Cortesão. Foi cerca do ano de 1920. Apareci ali sem saber qual era o fim da reunião. Pouco depois conhecia-o: era o de elaborar um programa de acção politica e social, um programa mínimo de realizações nacionais, em que pudessem colaborar todos os elementos sinceros e sãos da colectividade (...) O pequeno grupo inicial alargou o âmbito da sua acção, empregando vários elementos à esquerda e à direita. Deste modo se trabalhou durante alguns meses. Foi difícil e lenta esta acção. Atingiu-se a concretização de um certo número de ideias e normas e fez-se a eliminação dos que, por incompreensão ou interesse, não eram desejáveis ou não desejavam comprometer-se, o que vinha a dar ao mesmo (...) Um dia, os elementos afins reuniram novamente e decidiram fundar uma revista de doutrina e critica e organizar uma secção editorial, cuja base comercial foi a Empresa de Publicidade Seara Nova,

[constituída em Maio de 1921, com sede na rua António Maria Cardoso, nº26. Os "corpos gerentes da empresa eram constituídos por Ferreira de Macedo – substituído em 1923 pelo Capitão Fernandes Duarte –, Jaime Cortesão e Câmara Reys (Direcção), Faria de Vasconcelos, António Tomás Conceição Silva e Rodrigo Caeiro Vieira (Mesa da Assembleia Geral), João de Araújo Morais, João Maria Sant’Iago Prezado e José das Neves Leal (Conselho Fiscal)"]

baptizada por Aquilino, que sugeriu a primeira palavra, e por mim, que a completei com a segunda".

[Luís da Câmara Reys (no desenho acima), entrevista ao Primeiro de Janeiro em 1937, transcrita na Seara Nova nº 513 (10/06/1937) - aliás em "Imaginário Seareiro. Ilustradores e Ilustrações da Revista SearaNova (1921-1927)", de António Ventura, INIC, 1989]

J.M.M.

domingo, 19 de novembro de 2006

SEARA NOVA

 

FOTO (1921) DO GRUPO FUNDADOR DA REVISTA SEARA NOVA

FOTO do Grupo fundador da revista Seara Nova, tirada em 1921 no Coimbrão (lugar que fica a caminho da Praia do Pedrogão – concelho de Leiria), em casa de José Leal (casa desenhada pelo arquitecto republicano e maçon Ernesto Korrodi, pertencente à família Leal, onde em tempos se refugiou da polícia política Aquilino Ribeiro e anos mais tarde Mário Soares) que inclusive patrocinou monetariamente a revista.

Da esquerda para a direita, em pé: o padre de Coimbrão, Horácio Fernandes Biu (1883-1947 – não integrou o grupo literário fundador da revista), Faria de Vasconcelos (1880-1939), Raul Proença  (1884-1941) e Luís da Câmara Reys (1885-1961); sentados: Jaime Cortesão (1884-1960), Aquilino Ribeiro (1885-1963)  e Raul Brandão (1867-1930).

De referir que na foto histórica e oficial do grupo “Seara Nova” – ver Antologia Seara Nova, Edições do Cinquentenário 1921-1971, Seara Nova, 1971, vol. I, p. 87 – não consta o padre Horácio Fernandes Biu, porém originalmente o padre, antigo estudante de Coimbra e amigo de alguns dos literatos seareiros, esteve presente nesse memorável encontro.

"... As condições em que surgiu na vida portuguesa a Seara Nova, não me cabe a mim [José Rodrigues Miguéis] explicá-las aqui e são de resto sobejamente conhecidas: um caos governativo presidindo a um caos moral, económico e mental; a Nação desorganizada entregue à mais sistemática de todas as desgovernações; a República sofrendo todas as consequências más dos erros acumulados através do tempo, agravados agora pelo desvairamento ou pela corrupção de uns políticos e de muitos cidadãos. Se o problema era e é primariamente um problema educativo ou cultural - como afirma António Sérgio - ou ainda económico, - como parece concluir Ezequiel de Campos, - a verdade é que a cadeia dos males nacionais é tão fechada que não podemos perder tempo a discutir 'por onde se há-de começar a abrir-lhe a brecha' (...) Para nós, a Seara Nova é como que o embrião dum grande órgão jornalístico que, exercendo a sua acção fora dos partidos, das classes, dos interesses e das religiões, - conseguisse levar a todos os espíritos um pouco de luz, de conforto e de verdade. Jornal republicano, ele seria para os cidadãos um bom conselho e um bom estimulo - sem lhes pedir em troca o seu voto e a sua consciência, sem os forçar a ignorar o que é preciso que se saiba em Portugal ..."

[José Rodrigues Miguéis, discurso proferido por 'ocasião do quarto aniversário da Seara Nova', in Antologia Seara Nova, texto 14, Vol. I, 1971]

J.M.M