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quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

COLECÇÃO “A NOVELA VERMELHA” DO JORNAL “A BATALHA”


A NOVELA VERMELHA (Colecção): I Série, nº 1 ao nº X; II Série, nº 1 (Maio de 1922) ao nº II (Julho 1922); Editor: Secção Editorial d’A Batalha, Calçado do Combro, 38º-A, 2º, Lisboa, 1921-22, 12 numrs

Trata-se da mítica e rara (quando completa, 12 numrs) colecção de novelas do ideário anarquista, justamente denominada “A Novela Vermelha”, publicada na cidade do Lisboa, nos anos vinte, pela Secção Editorial do periódico “A Batalha”. Vendia-se ao preço avulso de $25 centavos e a série de 10 numrs 2$50.


Colaboração: Aquilino Ribeiro, Manuel Ribeiro, Nogueira de Brito, Mário Domingues, Sobral de Campos, Augusto Machado, Perfeito de Carvalho, Julião Quintinha, Jesus Peixoto, Gonçalves Correia, Cristiano Lima, etc.

NÚMEROS PUBLICADOS:
 
I Série:

Nº1 – A Expiação, por Manuel Ribeiro.
Nº2 – Sangue Fidalgo, por Nogueira da Brito.
Nº3 – Hugo, o Pintor, por Mário Domingues.
Nº4 – Dois Tiros, por Sobral de Campos.
Nº5 – Impossível Redenção, por A. Machado.
Nº6 – A Escola Nun’Álvares, por Cristiano Lima.
Nº7 – Anastácio José, por Mário Domingues.
Nº8 – A Sciência Redentora, por José Benedy.
Nº9 – O Mestre Geral, por Jesus Peixoto.
Nº10 – Dor Vitoriosa, por Julião Quintinha.

II Série:

Nº1 – Poder Redentor, por Manuel Ribeiro.
Nº2 – Não! Diz a lei, por Nogueira de Brito.

FOTO via Livros Antigos Gabriela Gouveia, com a devida vénia.
 
J.M.M.

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

MANUEL RIBEIRO: O TRABALHO E A CRUZ


EXPOSIÇÃO sobre MANUEL RIBEIRO até ao dia 18 de Outubro em ÉVORA

LOCAL: Biblioteca Geral da Universidade de Évora, Évora;
ORGANIZAÇÃO: Biblioteca Municipal de Beja José Saramago e Gabriel Silva (CEL)

… Uma mostra que pretende homenagear Manuel Ribeiro, um dos mais prestigiados escritores portugueses do início do século XX, nascido em Albernoa, concelho de Beja.

(…) Poeta, romancista, jornalista, activista político e também um dos mais destacados militantes anarco-sindicalistas da Primeira República, foi um dos percussores do Neo-realismo e também um dos primeiros escritores a introduzir na literatura a linguagem e as vivências da cultura alentejana.

Nesta exposição divulgam-se documentos inéditos do espólio de Manuel Ribeiro, depositado na Biblioteca Municipal de Beja – José Saramago.

Este trabalho resulta da colaboração entre Gabriel Rui Silva, investigador do Centro de Estudos em Letras da Universidade de Évora, que se tem dedicado ao estudo da obra deste escritor, tendo publicado “Manuel Ribeiro, o romance da fé”, em 2011 e “Rosa Mística e outros poemas”, obra inédita de Manuel Ribeiro, em 2013.

A exposição, patente até 18 de outubro na Biblioteca Geral da Universidade de Évora, conta com a organização da Biblioteca Municipal de Beja – José Saramago e Gabriel Rui Silva (CEL – Universidade de Évora)" [LER AQUI]

J.M.M.

sábado, 9 de abril de 2011

TERRA LIVRE – SEMANÁRIO ANARQUISTA


TERRA LIVRE. SEMANÁRIO ANARQUISTA – Ano I, nº 1 (13 Fevereiro 1913) ao nº 24 (31 de Julho de 1913), Lisboa; Propriedade: Grupo Terra Livre; Administração e Redacção: Rua das Gáveas, 55, 1º, Lisboa; Editor: Jaime de Castro; Director: Pinto Quartin; Corpo Redactorial: Carlos Rates, Neno Vasco, Pinto Quartin, Sobral de Campos; Impressão: Oficinas Gráficas, Rua do Poço dos Negros, 81, Lisboa; publica-se às quintas-feiras; 1913, 24 numrs,

Colaboração/textos: A. Girard, Adolfo Lima, Afonso Manaças (estudan. medicina), Araújo Pereira, Astrogildo Pereira, Aurélio Quintanilha (estudan. Medicina), Bel-Adon, Campos Lima, Clemente Vieira dos Santos, Eça de Queiroz, Edmundo d’Oliveira, Emília Garrido, Emílio Costa, Errico Malatesta, Francisco Lopes de Sousa [carta ao semanário sobre a sua prisão e de outros camaradas em Olhão], Francisco Moreno, G. Moitet, Gaspar Santos (estudan. Medicina), Humberto de Avelar, Ismael Pimentel, Jacinto Benavente, Joana Dubois, José Bacelar, José Benedy, José Carlos de Sousa, José Gomes Ventura, Madeleine Vernet, Manuel Luiz da Costa Júnior, Marcela Capy Marques, Manuel Ribeiro, Max Nourdau, Miranda Santos, N. de B., Nelly Roussel, Pedro Kropotkine, R. C. Júdice, Rocha Vieira (caricaturista), Rene Miguel, Rui Forsado, Zeferino Oliva.

A Biblioteca Nacional disponibilizou online um dos mais importantes jornais da corrente anarquista e libertária do movimento operário, Terra Livre. Nascido em 1913, “nesse agitado e turbulento ano” [cf. João Medina, Um semanário anarquista durante o primeiro governo de Afonso Costa. ‘Terra Livre’, Análise Social, vol. XVII (67-68), 1981] que curiosamente “não deixava saudades a quem quer que fosse, nem mesmo porventura a Afonso Costa, que em começos do ano seguinte acabaria de se apear do Ministério, após a árdua tarefa de dirigir o país durante exactamente treze meses” [ibid], o semanário Terra Livre (“órgão da luta social e económica”) teve a colaboração dos mais preclaros e esclarecidos libertários de então [Pinto Quartin, Carlos Rates, Neno Vasco, Sobral de Campos, Manuel Ribeiro, Emílio Costa, Adolfo Lima, Campos Lima, Aurélio Quintanilha]. Doutrinador e formativo, promoveu um conjunto de raras iniciativas no campo político, cultural e de divulgação do ideário anarquista, criticando e combatendo o parlamentarismo republicano e o governo de Afonso Costa [ver César de Oliveira, in Antologia da Imprensa Operária Portuguesa, 1837-1936, Lisboa, 1984].

Com uma tiragem de 3500 exemplares, o semanário Terra Livre era um “ponto de encontro” e lugar de debate para os mais esclarecidos e “iluminados” dirigentes do movimento operário. Não resistindo à repressão imposta pelo governo de Afonso Costa [o “novo João Franco” ou o “racha-sindicalistas”], com a prisão e a expulsão [por dez anos para o Brasil] do seu director, Pinto Quartin, e de muitos dos seus colaboradores, no decorrer de uma feroz vaga repressora anti-operária e anti-social, o periódico Terra Livre termina a sua publicação ao fim de 24 números e com ele finda uma voz incómoda ao “conservadorismo republicano” [ver, sobre o assunto, o esclarecido artigo, já citado, de João Medina].

Terra Livre AQUI online.

J.M.M.

quarta-feira, 9 de março de 2011

O COMUNISTA (1921-1926) ONLINE


AQUI fizemos referência ao jornal O Comunista. O verbete então feito sobre o jornal, necessariamente incompleto, pode ser corrigido pela leitura de quase todos os seus números, mercê da consulta online, digitalizado que está na página do Partido Comunista Português, em tempo de comemoração do seu 90º aniversário.


"O Comunista, o primeiro órgão do Partido Comunista Português, publicou-se entre 16 de Outubro de 1921 e 6 de Novembro de 1926, tendo sido publicados 55 números, com uma interrupção da sua publicação entre Novembro de 1921 e Maio de 1923. Durante a primeira fase, publicaram-se apenas 7 números, não se dispondo do número seis. Durante a segunda fase, publicaram-se quarenta e oito números, não se dispondo dos números 25 e 47” [ler AQUI]

O COMUNISTA. Órgão do Partido Comunista Português [I série, Semanário das juventudes do PCP; II série, quinzenário do Centro Comunista de Lisboa (ao nº6, Órgão do Partido Comunista SPIC)];

- I Série, Ano I, nº1 (16 de Outubro 1921) ao nº 7 (27 de Novembro 1921); Propriedade: Grupo Editor O Comunista; Administrador: Nascimento Cunha; Secretário: Caetano de Sousa [no nº1]; Editor: José Rodrigues; Redactor Principal: Manuel Ribeiro; Secretário de Redacção [ao nº2]: Caetano de Sousa; Colaboração (e artigos): Álvaro Duarte Cerdeira, Ângelo da Silva, António Monteiro, António Peixe, Armor, Caetano de Sousa, Campos Pereira, Carlos Rates, G.(?) Castro, Henrique Guilbeaux, Jean Gorchery, J. de Sousa, José Pires Barreira, José da Silva Oliveira, Louiz Sellier, Lucia Liciague, Luigi Locatelli, Manuel Ribeiro, Mário Correia da Costa, Nascimento da Cunha, Salvaterra Júnior, Vieira da Cruz; Redacção e Administração, Rua do Arco do Marquês do Alegrete, 30, 2º Dto, Lisboa; Impressão na Typ. do Jornal da Europa, Rua do Século, 150, Lisboa [nº5, Empresa Portuguesa de Publicidade, Trav. Da Boa-Hora, 49, Lisboa];

- II Série, Ano I, nº1 (10 Maio de 1923) ao nº 48 (6 de Novembro de 1926)]; Propriedade: Centro Comunista de Lisboa [nº4, Grupo Editor O Comunista]; Editor: José Rodrigues [ao nº24, Joaquim Rodrigues]; Redactor Principal: J. Carlos Rates [por doença de C. Rates, no nº 34, Manuel Ferreira Quartel, que passa a exercer essa função a partir do nº37]; Colaboração (e artigos): A. Rodrigues, Adriano José Neto (trab. rural), Adolfo Moraça, Adolfo de Moraes, António de Moura, Augusto Machado, Augusto Miranda, B. B. Machado, Bertreint, Bordalo de Lima, Bukarine, Carlos d’Araujo, Carlos Marques (metalurg. e ex-ferrov.), Carlos Rates, Clara Zetkin, Decio Beirão, F. Engels, Ferreira Fontes, Francisco Dias (trab. rural), Francisco Raposo, Francisco Rodrigues Sucena, Francisco Semana, H. Dupuy, J. J. Ventura (trab. rural), J. Staline, J. Tomas Martins, Jerónimo Toucinho (trab. rural), Joaquim Rodrigues, José de Sousa, José da Silva Oliveira, Jules Guedes, Júlio da Silva Rego, Karl Marx, L. Novaes, Lenine, Leon Trotsky, Losovski, M. A. Cruz, Manuel Mafra, Manuel Martins (trab. rural), Manuel Ramos, Manuel Roque Junior, Miguel Quaresma, Neno Vasco, Pierre Pascal, Teixeira Danton, Victor Serge, Zinoviev; Redacção e Administração, Rua do Conde das Antas, 51, r/c, Lisboa; Impressão na Typ. da Rua da Procissão, 78 (T. do Jasmim), Lisboa [nº5, Travessa da Agua de Flor, Lisboa].

O Comunista ONLINE AQUI.

J.M.M.