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terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

MUSEU DA REVOLUÇÃO


Um dos aspectos ainda pouco conhecidos, ou pelo menos por esclarecer, é a curta existência do Museu da Revolução Republicana.

Em Fevereiro de 1911, o Museu situado na Rua Miguel Lupi, inaugurava a sala João Chagas com espólio pessoal do ilustre republicano.

Através da notícia publicada na Capital, 8-02-1911, Ano I, p. 2 conforme a imagem da esquerda atesta, na sala existiam documentos de diversos tipos, em especial sobre a revolução de 31 de Janeiro e sobre o período da propaganda republicana.

Na imagem da direita, da revista Ilustração Portuguesa, nº 261, p. 234, vêm duas fotografias do recheio do museu.

Segundo a imprensa da época no dia da inauguração visitaram o museu cerca de 5000 pessoas. Será que actualmente não haveria público para este tipo de museu?

Actualmente, coloca-se o problema de saber onde ficou o espólio desse museu? Alguém nos consegue esclarecer?

A.A.B.M.

segunda-feira, 25 de junho de 2007

MUSEU DA REPÚBLICA EM AVEIRO


MUSEU DA REPÚBLICA EM AVEIRO

Tomamos hoje conhecimento através do Público, de que o projecto que existia para a criação de um Museu da República em Aveiro acabou por não se concretizar.

A Câmara Municipal de Aveiro devolveu o espólio que o Doutor António Pedro Vicente tinha doado para a constituição do referido museu. Segundo alguns especialistas este espólio é classificado por especialistas como a maior colecção de documentos sobre a vida política e a propaganda partidária da Primeira República, ombreando, segundo uns, superando segundo outros, a colecção do falecido historiador Oliveira Marques.

Lamentamos tal facto. Mais uma vez se verifica a pouca importância que as instituições públicas e privadas dão à manutenção da memória de determinados momentos. O mecenato cultural ainda continua a ser, quase exclusivamente, para o património edificado e realizado de forma muito pontual.

A quinzena de anos que este processo demorou até este desenlace manifesta também uma dificuldade extrema dos organismos estatais em tomarem determinadas decisões. Por outro lado, é fundamental em nossa opinião que o espólio iniciado pelo Dr. Arlindo Vicente e continuado pelo Doutor António Pedro Vicente não se perca e possa ser facultado e preservado para tratamento e investigação, como temos conhecimento que estava a acontecer.

A História continua a ser um campo de trabalho muito mal tratado, e, muitas vezes, só se faz devido ao gosto de alguns historiadores e outros pseudo-historiadores pelo seu labor.

A.A.B.M.