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sexta-feira, 17 de maio de 2019

[“LIBERALISMOS”] REVISTA DE HISTÓRIA DAS IDEIAS, Nº 37



Coord: Professores Doutores Luís Reis Torgal e Ana Cristina Araújo

LANÇAMENTO DO VOLUME 37:

DIA: 29 de Maio de 2019 (15,00 horas);
LOCAL: Faculdade de Letras da Un. de Coimbra (Anfiteatro III, 4º piso);
ORADOR: Professor Doutor Jorge Alves;


► "Este volume da Revista de História das Ideias integra contribuições sobre aspetos fundamentais da cultura política em Espanha e Portugal no século XIX, que permitem rever e ampliar a compreensão histórica do Liberalismo nos dois países ibéricos. Inscrito em reflexões de autores oitocentistas e objeto de revisão da historiografia crítica atual, o liberalismo, permeável a diversas incorporações doutrinais e expressões partidárias e políticas, foi sendo lido e interpretado de maneira diferente. Com argumentos e razões nem sempre idênticos, os historiadores associaram, todavia, o despertar da liberdade política e de pensamento à ideia de Revolução.

Em Portugal, os revolucionários que proclamaram a Revolução de 1820 afirmaram-se liberais e seguidores da herança constitucional de Cádis (1812), mas também da tradição legislativa «liberal» portuguesa. Uma tal afirmação não invalida o reconhecimento de que, para eles, liberalismo económico e liberalismo político não eram duas faces da mesma moeda. Na visão do presente e do passado, as duas correntes de ideias nem sempre se irmanaram no horizonte de expectativa das elites dirigentes. Por outro lado, o alinhamento ibérico atlantista do liberalismo vintista e o descompasso do processo político, posterior a 1823, entre Portugal e Espanha, convergiram em termos de resultados. Do ponto de vista político e institucional os avanços do liberalismo na Península Ibérica foram travados ao longo das primeiras três décadas do século XIX por uma forte reação conservadora. Nos dois países, as clivagens no campo liberal e a forte oposição absolutista e ultramontana deixaram marcas profundas no espaço público. Depois do final da década de trinta do século XIX, as mais importantes instituições e reformas lançadas por governos liberais parece terem sobrevivido à guerra civil e a lutas intestinas entre fações e correntes políticas.

Neste volume da Revista de História das Ideias, o enfoque dado aos liberalismos abarca, para além dos aspetos institucionais, o pensamento político, os usos da linguagem e da ideologia e o estudo comparado dos sistemas políticos. Contempla o campo das ideias e a história do pensamento político e do constitucionalismo. Integra as fações e os partidos a favor e contra os sistemas de governo, de base parlamentar e de cunho monárquico-constitucional, na própria trajetória histórica de liberalismo. Em suma, privilegia o campo das ideias, a análise comparada, os estudos sobre sistemas e práticas eleitorais, formas de sociabilidade e esfera pública, movimentos de opinião, estratégias discursivas e estilos parlamentares.

Sem diminuir o esforço dos ideólogos para forjar uma genealogia histórica do liberalismo, cumpre assinalar a emergência do termo liberal no vocabulário político dos atores sociais das primeiras revoluções ibero-americanas. Numa época de intensa internacionalização de ideias e de aspirações políticas comuns, espanhóis, latino-americanos e portugueses utilizaram, com diversos matizes, o termo «liberal» como bandeira política nos dois lados do Atlântico. No campo lexicográfico, o novo conceito e todas as expressões da linguagem usadas para exprimir anseios e conquistas doutrinais semelhantes ou derivações práticas da mesma matriz teórica e política vulgarizaram-se na Europa meridional e nos espaços francófono e anglófono do Atlântico norte. A esta escala pode talvez encarar-se o liberalismo como um «macroconceito» (Javier  Fernández   Sebastián) difuso e polémico, utilizado por seguidores e adversários, disputado  e reconstruído continuamente por sucessivas gerações.

Com o passar do  tempo  não  se  esbateu,  contudo,  a  ideia  de  associar  o   liberalismo ao constitucionalismo moderno e à implantação de regimes políticos  representativos. Esta evidência norteou também a organização deste volume da Revista de História das Ideias, concebido, especialmente, para assinalar a comemoração do bicentenário da primeira Revolução Liberal Portuguesa de 1820” [AQUI]

REVISTA DE HISTÓRIA DAS IDEIAS Nº37 AQUI DIGITALIZADA

A não perder.

J.M.M.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

REVISTA DE HISTÓRIA E TEORIA DAS IDEIAS 2011



Foi recentemente apresentado o último volume da Revista de História e Teoria das Ideias da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra.

Do Índice pode retirar-se o seguinte:

Nota de Apresentação

João Gouveia Monteiro, A arte militar na Europa dos séculos XI-XIII – um vade mecum

Fernando Taveira da Fonseca, As Artes no Colégio e na Faculdade. (Coimbra, 1535-1555)

José Abreu e Paulo Estudante, A propósito dos livros de polifonia impressa existentes na Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra. Uma homenagem ao musicólogo pioneiro Manuel Joaquim

Frederico Lourenço, Schopenhauer e a metafísica da música

Joana Duarte Bernardes, A eterna repetição de Ícaro. Para uma poética da dança

Luís Calheiros, A metade nocturna do belo: o horrível nas artes. (Subsídios críticos para um estudo diacrónico da fealdade artística)

Maria de Lurdes Craveiro, Arte, história da arte e historiografia artística

Anabela Bravo, Ensaio sobre o mundo da arte e a sua relação com a crítica institucional

Maria João Cantinho, Da fotografia e dos seus efeitos

Delfim Sardo, Retrovisor

Fausto Cruchinho, Cinema e Portugal: não reconciliados

Jorge Seabra, Análise fílmica

Sérgio Dias Branco, Film noir, um género imaginado

Abílio Hernandez Cardoso, Cinema e poesia, ou o coração da memória

Ricardo Revez, Fialho de Almeida e as correntes estético-literárias no final do século XIX em Portugal

Paulo Archer, Mitopeia. Notações para uma poiética do tempo e da história nos estilhaços da antropodiceia pessoana

Maria António Hörster e Isabel Pedro dos Santos, Memórias culturais na literatura infanto-juvenil portuguesa contemporânea. O caso da série “Triângulo Jota”, de Álvaro Guimarães

António Pedro Pita, Da centralidade política da arte no século XX português

Maria João Simões, Impressões do sensível: elos entre literatura e estética

João Maria André, Artes e multiculturalidade: o teatro como campo de diálogo intercultural

Norberto Ferreira da Cunha, A arte do ensaio: a vocação socrática de Proteu

Varia
Ana Vaz Milheiro, Escolas em Angola durante o Estado Novo: arquitectura e arte
Paulo Archer de Carvalho, Para uma perspectiva da historiografia da cultura (1916-1958). Joaquim de Carvalho: metodologia e epistemologia II

Uma das reputadas revistas científicas de História que se publica em Portugal.

A ler com toda a atenção.

A.A.B.M.