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segunda-feira, 31 de outubro de 2016

JAIME CORTESÃO - EXPOSIÇÃO E PALESTRA

O Professor Doutor Joaquim Romero Magalhães foi o convidado para a evocação que o Museu do Aljube, sob a direcção do Prof. Luís Farinha, está a preparar para este mês de Novembro, dedicada ao historiador, escritor e resistente antifascista Jaime Cortesão.

Com início no próximo dia 3 de Novembro de 2016, pelas 18 horas, em que se fará a apresentação crítica da obra de Jaime Cortesão sendo de seguida feita a inauguração da exposição Jaime Cortesão. Patriota, Intelectual Anti-fascista, que estará patente até 15 de Dezembro de 2016.



A propósito de Jaime Cortesão convém lembrar algumas das notas que já fomos disponibilizando neste espaço ao longo do tempo AQUI, ou a nota biográfica que o convidado para este evento dedica no Dicionário de Historiadores Portugueses AQUI.

Uma sessão a não perder por todos que puderem estar presentes ou que ajudem a divulgar o evento.

A.A.B.M.

terça-feira, 19 de julho de 2016

ENCARCERAMENTO COLONIAL NO SÉCULO XX: UMA ABORDAGEM COMPARATIVA - CONFERÊNCIA INTERNACIONAL

Nos próximos dias 21, 22 e 23 de Julho de 2016, no Museu do Aljube, em Lisboa, vai realizar-se a Conferência Internacional Encarceramento Colonial no Século XX: Uma abordagem comparativa.

Ao longo de três dias vários especialistas internacionais vão analisar os vários casos de encarceramento colonial, quando é importante recordar que se assinalam os 80 anos da abertura do Campo do Tarrafal. Na nota de divulgação desta conferência internacional pode ler-se:

A historiografia sobre o encarceramento colonial no período do colonialismo europeu moderno, de finais do século 19 até às independências do século 20, tem manifestado uma vitalidade assinalável nos últimos anos, com uma explosão de estudos empíricos e novas abordagens teóricas. Um dos casos mais estudados é o da África do Sul, onde se criaram os primeiros campos de detenção de prisoneiros políticos no seguimento da guerra Anglo-Boer. A investigação sobre outros contextos coloniais europeus no império britânico, francês, holandês, belga e Italiano também revelou a utilização frequente de campos em África e Ásia para o encarceramento de membros da oposição política perseguidos em contextos metropolitanos e coloniais.
No caso do III Império Português, o encarceramento de opositores é geralmente identificado com a Ditadura Militar e o Estado Novo, que criou campos especiais de detenção para este efeito nas colónias de então. O campo de prisioneiros do Tarrafal na Ilha cabo-verdiana de Santiago é o caso mais notório, denunciado internacionalmente como o primeiro campo de concentração português. Pese embora os africanos que também aí estiveram detidos já em plena guerra colonial, é a sua ligação à política metropolitana que lhe tem conferido um maior peso simbólico e visibilidade. Se alargarmos o foco a todo o império, verificamos que, exceptuando alguns estudos recentes, a história dos campos coloniais portugueses de detenção política no século XX se encontra ainda largamente por explorar. A historiografia crescente do encarceramento colonial tem-se sobretudo focado outros impérios europeus em África e Ásia.
O Instituto de História Contemporânea (Universidade NOVA de Lisboa) e o Museu do Aljube – Resistência e Liberdade pretendem marcar o 80º aniversário da abertura do campo do Tarrafal em Cabo Verde através da organização de uma conferência sobre o encarceramento político em colónias europeias durante o século XX. São bem-vindas propostas com investigações em curso sobre prisões e prisioneiros políticos nos impérios britânico, francês, holandês, belga, alemão e português, bem como olhares transversais e transnacionais sobre o encarceramento político em situação colonial. Uma selecção das comunicações apresentadas será incluída num número especial de uma revista internacional de revisão por pares.
A Conferência terá lugar no Museu do Aljube – Resistência e Liberdade, Lisboa, Portugal

Rua Augusto Rosa, 42, 1100-059 Lisboa.

Contactos

Endereço electrónico: colonialincarceration20century@gmail.com

Telefones: (351) 218 172 400 | (351) 218 170 983

O programa detalhado pode ser consultado/descarregado AQUI.

Entrada é livre, mas é necessária inscrição.

A página da conferência deve ser consultada AQUI.
Uma iniciativa que o Almanaque Republicano não pode deixar de divulgar e de recomendar a todos aqueles que se interessam pelo estudo da oposição ao Estado Novo, aos que combateram a Ditadura e que conheceram as terríveis consequências para a maioria daqueles que conheceram a prisão e as torturas no Campo do Tarrafal.

Para que não se apague a memória!!!

A.A.B.M.

sexta-feira, 17 de junho de 2016

BENTO DE JESUS CARAÇA: RECORDADO NO MUSEU DO ALJUBE

Bento de Jesus Caraça vai ser recordado amanhã, 17 de Junho de 2016, pelas 18 horas no Museu do Aljube em Lisboa, com uma exposição bibliográfica e testemunhas de quem o conheceu e investigou o seu percurso biográfico, como Helena Neves, João Caraça, Cristina Antunes e Diana Andringa. No âmbito do ciclo Intelectuais e Artistas da Resistência que tem vindo a ser promovido nos últimos meses com organização do Professor Luís Farinha.

Pode ler-se na nota de divulgação:

No dia 17 de junho, às 18 horas, temos uma evocação de Bento de Jesus Caraça - vida e obra: com Helena Neves e João Caraça e a presença de Cristina Antunes e Diana Andringa, realizadora e autora, respetivamente, do documentário «Bento de Jesus Caraça. Matemático Cidadão». O Museu do Aljube reúne ainda um conjunto de documentos originais, numa mostra biobibliográfica de Bento Caraça, que estará patente ao público até 30 de junho´.

Uma iniciativa a acompanhar com todo o interesse.

A.A.B.M.

quinta-feira, 28 de abril de 2016

MANUEL TIAGO (ÁLVARO CUNHAL) OBRA ARTÍSTICA ANALISADA NO MUSEU DO ALJUBE

Amanhã, 29 de Abril de 2016, pelas 18 horas, no Museu do Aljube, em Lisboa.

Convidados para colaborar na análise da obra artística de Álvaro Cunhal (Manuel Tiago):
- Ruben de Carvalho
- Manuel Augusto de Araújo

Segue-se uma mostra bibliográfica e uma exposição temporária sobre Álvaro Cunhal.

Com os votos do maior sucesso para esta iniciativa.

A.A.B.M.

domingo, 10 de janeiro de 2016

PRESO POLÍTICO - A LEI E A CONDIÇÃO: MUSEU DO ALJUBE

O Museu do Aljube realiza na próxima terça feira, dia 12 de Janeiro de 2016, pelas 15 horas, uma sessão com a presença de Irene Pimentel para explicitar a questão do Preso Político - a lei e a condição.

Pode ler-se na nota de divulgação que partilhamos abaixo a todos os interessados:

CONVITE
Preso Político – a lei e a condição
Com Irene Pimentel
12.1.2016
Auditório do Museu do Aljube - 15 horas

A Ditadura Militar e o Estado Novo procuraram criar um quadro legal de exceção para os «delinquentes políticos», com fundamento na situação de ilegalidade que aqueles  próprios regimes criaram, prendendo e deportando milhares de opositores «à ordem do governo», numa primeira fase, e depois recorrendo a tribunais especiais e a «medidas de segurança».
No entanto, este quadro legal foi constantemente violado pela venalidade da justiça e pela discricionariedade e poder ilimitado das polícias políticas e do governo.
O quadro legal existente serviu apenas para criar um estado aparente de normalidade, muito conveniente à manutenção do regime? Assim parece.
Contamos com o contributo de Irene Pimentel para discutir o uso da «legalidade» em estados ditatoriais e totalitários.
Um convite ao debate de uma questão fulcral em quadros políticos ditatoriais, mas também em estados democráticos.

Uma sessão a não perder, pela temática a abordar que muitos ainda recordam e sentiram na pele e pela convidada para a sessão que é sem qualquer dúvida uma das grandes especialistas no tema.

Com os votos do maior sucesso para a iniciativa.
A.A.B.M.