quinta-feira, 29 de novembro de 2012

BELISÁRIO PIMENTA

Belisário Maria Bustorf da Silva Pinto Pimenta, historiador e publicista, nasceu em Coimbra a 3 de Outubro de 1879 .

Frequentou o curso de Infantaria da Escola do Exército, pelo que foi promovido a alferes em 1903, frequentou ainda o 2º ano da Faculdade de Matemática da Universidade de Coimbra. Republicano, membro da maçonaria e anticlerical, Belisário Pimenta participou activamente na conspiração republicana.

A 9 de Outubro de 1910, foi nomeado Comissário da Polícia em Coimbra, pedindo a exoneração do cargo dois meses depois. Foi candidato à Constituinte de 1911. Em 1914 militou nos Unionistas de Brito Camacho.  Foi também vogal e presidente do Conselho de Arte e Arqueologia.

Em 1935 foi promovido a coronel, tornando-se comandante do Regimento de Infantaria 7, em Leiria. Em 1939 passou à situação de reserva. Dedicou-se à história militar pelo que publicou diversas obras, das quais se destaca "Subsídios para a História das Invasões Francesas".

Opôs-se à Ditadura Militar e ao Estado Novo. Deixou cedo a vida política e dedicou-se à investigação histórica, em particular da história local e militar. Belisário Pimenta legou à Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra a Livraria e o Arquivo pessoais, entregues a esta Biblioteca em Agosto de 1970. De acordo com disposição testamentária, o arquivo foi aberto em Novembro de 1989 e disponibilizado ao público em 1993. Este fundo pode ser consultado AQUI.

 

Foi iniciado na Carbonária e foi iniciado maçon do Grande Oriente Lusitano Unido, na loja capitular “Academia Livre”, com o nome simbólico de Nun’Alvares, tendo atingido o Grau 20. Pertenceu também às lojas “Liberdade”, “Pro-Veritate” e “Portugal”, onde foi Venerável.


Faleceu em 10 de Novembro de 1969.

Sobre a figura de Belisário Pimenta encontram-se algumas notas curiosas AQUI, o professor António de Oliveira recorda-o na sua actividade como historiador AQUI.

A.A.B.M.

ESCRITOS DISPERSOS DE BELISÁRIO PIMENTA, POR CARLOS FERREIRA


Vai ser apresentado no próximo dia 1 de Dezembro de 2012, em Miranda do Corvo, pelas 15 horas, na Câmara Municipal de Miranda do Corvo, o livro organizado pelo Eng. Carlos Ferreira sobre os artigos publicados por Belisário Pimenta nos jornais Diário de Coimbra e Alma Nova, que se intitula Escritos Dispersos.

A publicação, intitulada “Escritos Dispersos”, é constituída por alguns textos dispersoa que Belisário Pimenta escreveu sobre a história e as gentes de Miranda e que foram publicados no jornal “Diário de Coimbra” entre 1949 e 1925 e no jornal “Alma Nova” entre 1924 e 1925.
A organização, adaptação de textos e anotações são da responsabilidade de Carlos Ferreira.
O lançamento decorrerá no Salão Nobre da autarquia mirandense, estando a apresentação do livro a cargo do Eng.º Carlos Ferreira e a apresentação de Belisário Pimenta a cargo do Dr. Vergílio Ribeiro, autor do livro “Memórias de Belisário Pimenta - Percursos de um Republicano Coimbrão”, cuja publicação será também feita, em junho de 2013, pela autarquia mirandense.
À apresentação do livro seguir-se-á um momento musical pelo duo de piano e violino “Dó Sustenido”.
A sessão de lançamento do livro “Escrita Dispersa” ficará também marcada pela apresentação das jornadas do património “Miranda, História e Tradição”, marcando também o seu início.
As jornadas, que decorrerão ao longo do 1.º semestre de 2013 incluem diversas iniciativas que visam sensibilizar os cidadãos para a salvaguarda do nosso património, subsidiando a sua história e realçando a sua importância enquanto memória e o seu papel na construção do futuro.

Um lançamento a acompanhar com toda a atenção e a que desejamos os maiores sucessos.
A.A.B.M.

TROLHAMENTO DOS 33 GRAUS DO REAA [LIVRO DE INTERESSE PESSOANO]


LIVRO: "Trolhamento dos 33 Graus do Rito Escocês Antigo e Aceite";

Manual de Maçonaria estudado e sublinhado por Fernando Pessoa
Pref. & Org. de  Miguel Roza; Tradução: João Paulo Rosa Dias;

LANÇAMENTO:

DIA: 13 de Dezembro (18,30 horas);
LOCAL: El Corte Inglés (Lisboa);
APRESENTAÇÃO: Félix Lopes. 

J.M.M.

"HUMORISMO NA GUERRA - 1914 A 1918"


"HUMORISMO NA GUERRA - 1914 A 1918" [José Brusco Júnior?]

via CORPO EXPEDICIONARIO PORTUGUES 1916 -1919 Facebook

J.M.M.

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

AÇORES: 100 ANOS DE REPÚBLICA


LIVRO: "AÇORES: 100 ANOS DE REPÚBLICA". Actas do Ciclo de Conferências, Governo Regional dos Açores | Coordenação dos Palácios da Presidência, Outubro 2012.

"Foi recentemente editado o volume intitulado "Açores: 100 Anos de República", onde se encontram reunidas as comunicações proferidas no âmbito do ciclo de conferências com o mesmo nome, que se realizou durante o ano de 2011, no quadro das comemorações do centenário da implantação do regime republicano em Portugal, levadas a efeito pelo Governo Regional dos Açores.

Editadas em colaboração com a Coordenação dos Palácios da Presidência, as Atas incluem, de entre os textos explanados pelos diversos estudiosos e especialistas, a conferência de abertura, da autoria de António Reis, apresentada a 3 de novembro de 2010 no Palácio de Sant’Ana, bem como o texto de encerramento dos trabalhos, proferido por Tomaz Vieira.

Embora nesta obra tenha lugar de destaque a investigação referente directamente aos Açores no período em causa, às particularidades socioeconómicas do arquipélago e às suas personalidades mais marcantes, são também numerosos os textos dedicados à realidade nacional no seu todo e que descrevem e contextualizam os mais variados aspectos da vida portuguesa cerca de 1910, adianta uma nota do Gabinete de Apoio à Comunicação Social". [ler AQUI]
FOTO via António Ventura Facebook, com a devida vénia.

J.M.M.

A COROA - "JORNAL DA CARBONÁRIA PORTUGUESA"


Jornal. "A COROA", s/l, s/d

"A Carbonária Portuguesa também se preocupou com a propaganda, feita de modo discreto, publicando alguns panfletos e pequenos jornais clandestinos, com uma linguagem extremamente violenta, apelando às armas para derrubar a Monarquia.

Este é um desses raros jornalinhos, com quatro páginas, sem data mas publicado, pelas referências do seu conteúdo, pouco depois da coroação de D. Manuel II".

via António Ventura Facebook

J.M.M.

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

LER HISTÓRIA Nº62


Foi agora publicado o mais recente número da revista Ler História, Nº 62, correspondente a 2012, que conta com os seguintes estudos.

  1. ESTUDOS

    Álvaro Garrido
    "Assistência e previdência: a acção social das Casas dos Pescadores (1933-1968)"

    Virgínia Baptista
    "Participação feminina no movimento mutualista: da monarquia ao Estado Novo"

    Rui Duarte
    "Desenvolvimento do processo conspirativo militar na Guiné até ao 25 de Abril de 1974"

    Antonio Moliner Prada
    "Memoria de la Constitución de Cádiz en la España del siglo XIX"

    Deivy Carneiro
    "Relações de género e violência verbal em Juiz de Fora (Minas Gerais)"

    Conta ainda com um dossier sobre a Crise Académica de 1962 "Lembrando o movimento estudantil de 1962" com testemunhos de José Medeiros Ferreira, Isabel do Carmo e Octávio Quintela.

    E um In Memoriam dedicado a Eric Hobsbawm.

    Umas publicações científicas da área da História que ainda vai conseguindo manter-se em publicação desde 1983, o que não pode deixar de se salientar.

    A.A.B.M

LEILÃO DE LIVROS DA LIVRARIA LUÍS BURNAY


Realiza-se nos próximos dias 28 e 29 de Novembro de 2012, mais um leilão de livros da Livraria Luís Burnay.

Vão a leilão Livros, Manuscritos, Autógrafos, Fotografias, Desenhos e Efémera, um conjunto de 523 lotes.

Entre os lotes a leilão destacam-se um conjunto de publicações sobre as colónias, alguns títulos de publicações periódicas (Annaes das Ciências das Artes e das Letras, Acção Realista, Almanaque, O António Maria, entre outras), diversas publicações e catálogos de arte, carta e fotografia de João Chagas, um lote com publicações sobre Coimbra (números únicos e especiais, quase todos dos finais do século XIX e início do século XX), diversas publicações jurídicas, um conjunto importante de títulos do Professor José Augusto França, obras sobre e de João Franco, obras de Costa Goodolfim, algumas obras de Rocha Martins e um conjunto de documentos e e obras de Ramalho Ortigão, entre muitas outras sugestões possíveis.

O catálogo leilão pode ser descarregado AQUI.

Os contactos da livraria são:


Rua das Chagas, 31-33
1200-106 Lisboa
Tel: 213 479 346                                                                                        
 Fax.: 213 479 342
www.livrarialuisburnay
E-mail.:livrariaburnay@mail.telepac.pt

Um evento a acompanhar com toda a atenção.

A.A.B.M.

domingo, 25 de novembro de 2012

25 DE NOVEMBRO DE 1975


25 DE NOVEMBRO DE 1975

Maria Manuela Cruzeiro investigou o 25 de Novembro e chegou às seguintes conclusões: o 25 de Novembro culminou um processo de disputa pelo poder, iniciado no Verão Quente; o golpe foi espoletado por tropas pára-quedistas que ocupam diversas bases aéreas na tentativa de receber apoio do COPCON. A saída dos pára-quedistas é uma reacção a sucessivas provocações feitas ao longo do mês de Novembro por ordens de militares afectos ao Grupo dos 09, que primeiro determinaram a desactivação da unidade, depois congelaram os seus vencimentos, e, finalmente, mandaram cortar o fornecimento de alimentos e electricidade à base aérea de Tancos; em resposta, um golpe, chefiado por Ramalho Eanes, com o comando operacional em Jaime Neves e Pires Veloso, com uma “força militar muito diminuta”, põe em marcha um plano que visava pôr fim ao processo revolucionário em curso, e, nas palavras de Cruzeiro, substituí-lo por um “processo constitucional em curso” [ler AQUI]

J.M.M.

sábado, 24 de novembro de 2012

A RESTAURAÇÃO DE 1640 NAS ARTES E NA SIMBÓLICA


CONFERÊNCIA: "A Restauração de 1640 nas Artes e na Simbólica. Os Símbolos Identitários Nacionais";
ORADOR: Manuel Gandra;
DIA: 1 de Dezembro (15 horas);
LOCAL: Casa do Fauno (Quinta dos Lobos, Caminho dos Frades, SINTRA);
ORGANIZAÇÃO: Casa do Fauno.

Uma oportunidade para a redescoberta e assunção dos símbolos identitários nacionais: da Ocasião ao Dragão Português, passando pela tradição emblemática e pela Iconografia Sebástica”.

J.M.M.

"SALAZAR E O PODER. A ARTE DE SABER DURAR" DE FERNANDO ROSAS

Amanhã, domingo, no espaço FNAC ao Chiado, vai ser apresentado o livro do Professor Fernando Rosas, Salazar e o Poder. A Arte de Saber Durar.

A apresentação terá lugar pelas 18 horas e estará a cargo do também historiador e comentador político José Pacheco Pereira.

Uma oportunidade para ouvir as opiniões de dois dos mais reconhecidos historiadores portugueses, em especial sobre o período salazarista, que ambos combateram na sua juventude. Num momento em que também se encontram alguns sinais que alertam para os perigos e para a fragilidade da liberdade e da democracia é importante percebermos esses sinais, sobretudo com os exemplos que nos chegam do passado não muito recuado para se perceber o presente.

Uma apresentação e uma obra a não perder.

A.A.B.M.

"A REPÚBLICA ATRÁS DO BALCÃO" POR DANIEL ALVES

Vai ser apresentado na próxima segunda-feira, dia 26 de Novembro de 2012, pelas 17.30 h, no espaço Paris em Lisboa, sito na Rua Garrett, em Lisboa, o livro de Daniel Alves, intitulado A República atrás do Balcão [1870-1910]. Os lojistas de Lisboa e o fim da Monarquia.

A apresentação e prefácio da obra são do Dr. António Costa, Presidente da Câmara Municipal de Lisboa.

Uma obra que resulta da pesquisa do autor que obteve com teste trabalho o grau de Doutor em História Económica, cujo currículo académico pode ser consultado AQUI.

Um evento a acompanhar.
A.A.B.M.

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

A MAÇONARIA NOS DISTRITOS DE ÉVORA E BEJA (1900-1935)


CONFERÊNCIA: "A Maçonaria nos Distritos de Évora e Beja (1900-1935);
ORADOR: António Ventura;
DIA: 24 de Novembro (15,45 horas);
LOCAL: Auditório Municipal de Portel (Portel);
ORGANIZAÇÃO: Colóquio “A Instituição Municipal de Portel no Contexto do Municipalismo no Sul (Séc. XIX a XX)".

J.M.M.

O «ANO XX» LISBOA 1946 | DOIS HOMENS UMA SÓ OBRA


LIVRO: " O «ANO XX» LISBOA 1946 | DOIS HOMENS UMA SÓ OBRA";
AUTOR: José-Augusto França;
EDITORA: INCM.

LANÇAMENTO:

DIA: 27 de Novembro (18 horas);
LOCAL: Auditório da Biblioteca Nacional de Portugal;
APRESENTAÇÃO/DEBATE: Guilherme d’Oliveira Martins; Ernesto Rodrigues & Miguel Real. 

«O Ano XX: Lisboa, 1946 (Lisboa: Imprensa Nacional-Casa da Moeda, 2012), o novo livro de José-Augusto França, debruça-se sobre o ‘Ano XX da Revolução Nacional’, celebrado nesse ano de 1946.

‘Na verdade das coisas e dos factos, o ano de 1946, começou, em Portugal, em 8 de maio de 1945, com as manifestações livres feitas às Democracias aliadas vencedoras do nazismo, e terá terminado em 4 de fevereiro de 1947, com a remodelação governamental, e Marcello Caetano na consequente presidência da União Nacional.’ Daí que o primeiro capítulo - No fim da guerra - abranja ‘um largo espectro de acontecimentos […],  incluindo as eleições frustradas de novembro de 1945.’

O ano 1946 foi o da criação do MUD, Movimento de Unidade Democrática, de oposição ao Estado Novo. Mas não só da vida política e social trata este livro. Neste se dá conta da atividade literária e artística, vivida na cidade de Lisboa. É o ano que, segundo José-Augusto França, "marca o início do longo declínio do Estado Novo.»

J.M.M.

TRECHOS LAPIDARES – NA HOMENAGEM NACIONAL A THEOFILO BRAGA


Trechos Lapidares – Na Homenagem Nacional a Theofilo Braga (LXIX Anniversario), Lisboa, Imprensa Libanio da Silva (Travessa do Fala-Só, 24), p.20

 Theofilo Braga, nesta bella arremettida de uma geração ardente contra a inércia de uma autocracia idiota, - tem desde então continuado sempre indeffectivelmente na brecha, na evidencia, na vanguarda: escrevendo de graça, desinteressadamente em satisfação do seu próprio prazer supremo, o prazer de espalhar ideias, segundo o testemunho de Ramalho Ortigão; apostolando, norteando, dirigindo com uma amplitude de efficacia, de que nem ainda hoje damos bem conta, a mentalidade portugueza” [Abel Botelho, p.6]

A renovação intellectual portugueza, encetada pela Eschola de Coimbra trazendo à mentalidade do paiz uma salutar emancipação das velharias do seu classicismo, alargou o espírito de investigação e curiosidade para todos os campos novos que o movimento litterario e scientifico europeu febrilmente revelara ao tempo, em uma demolidora fúria de todas as mentiras, de todos os erros, de todos os preconceitos artificiosos e seculares” [Alexandre Braga, p. 9]

J.M.M.

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

ADRIANO SOUSA LOPES, UM PINTOR NA GRANDE GUERRA


CONFERÊNCIA: "Sousa Lopes, um pintor na Grande Guerra";
ORADOR: Carlos Silveira;
DIA: 24 de Novembro (16 horas);
LOCAL: Museu Municipal – Núcleo de Alverca;
ORGANIZAÇÃO: Museu Municipal (Alverca).

"Nesta acção pretende-se dar a conhecer quem foi este pintor português que se voluntariou para ser artista do exército na Primeira Guerra Mundial (1914-1918). Que obras realizou no pós-guerra e o que nos contam da participação portuguesa num dos momentos mais dramáticos da história do século XX. Nomeado pelo governo da República capitão-artista do Corpo Expedicionário Português, Adriano de Sousa Lopes (1879-1944) encetou em 1917 uma missão oficial com claros objetivos de propaganda. Porém, uma vez chegado à frente de batalha, o seu plano transformou-se numa visão mais pessoal da guerra, destinada a testemunhar o drama humano das trincheiras de França. Propomos a descoberta de um episódio único na arte portuguesa e uma reflexão sobre o significado cultural das pinturas monumentais legadas ao Museu Militar de Lisboa, importante testemunho para conhecermos melhor a história da presença portuguesa no conflito, em vésperas do seu centenário".

Biografia de [Adriano] Sousa Lopes AQUI.

J.M.M.

FERIADOS MUNICIPAIS EM PORTUGAL: VIVER A FESTA, CELEBRAR O DIA


CONFERÊNCIA: "Feriados Municipais em Portugal: Viver a Festa, Celebrar o Dia";
ORADOR: Prof. Luís Reis Torgal;
DIA: 24 de Novembro (15,30 horas);
LOCAL: Centro de Estudos de História Local e Regional Salvador Dias Arnaut (Penela);
ORGANIZAÇÃO: F.L.U.C. | CHSC | Município de Penela.

J.M.M.

terça-feira, 20 de novembro de 2012

NORBERTO ARAÚJO: NOS 60 ANOS DA SUA MORTE


Vai realizar-se a partir do próximo dia 23 de Novembro e até finais do mês de Dezembro um conjunto de iniciativas para assinalar os 60 anos da morte de Norberto de Araújo.

A exposição bibliográfica, iconográfica, as conferências e o conjunto de conteúdos digitais disponibilizados pela Hemeroteca de Lisboa são de enaltecer. Além disso, complementam-se elementos e conteúdos com a documentação existente no Gabinete de Estudos Olisiponenses que também colabora nesta iniciativa.

A acompanhar com atenção ao longo do próximo mês.

A.A.B.M.


MELO ANTUNES - UMA BIOGRAFIA POLÍTICA

Vai ser apresentado na próxima quinta-feira, 22 de Novembro de 2012, pelas 18.30 h, na Fundação Calouste Gulbenkian, Auditório 3, a obra de Maria Inácia Rezola intitulada Melo Antunes - Uma Biografia Política.

A sessão conta com a presença do General Ramalho Eanes, do Coronel Vasco Lourenço e do Dr. Vasco Vieira de Almeida.

O livro agora editado pela Âncora Editora e pela Fundação Calouste Gulbenkian vai ser apresentado pelo Professor António Reis.

Um evento bastante interessante, com uma biografia de uma das personalidades marcantes do período pós 25 de Abril. Certamente uma das obras marcantes sobre Ernesto Melo Antunes (1933-1999) e sobre o período que se segue à "Revolução dos Cravos". Depois do trabalho de Manuela CruzeiroMelo Antunes, o sonhador pragmático (2004), este trabalho vem acrescentar novas perspectivas sobre a personalidade.

Uma obra que indubitavelmente se recomenda aos nossos leitores.

A.A.B.M.

MANUEL BAPTISTA - "A MINHA CRUZ DE GUERRA"


MANUEL BAPTISTA - "A Minha Cruz de Guerra. Memórias de Campanha", Luanda, Tip. Minerva, [ed. Autor], 1933, 333 [9] p. 

"Trata-se das Memórias da guerra do segundo sargento Manuel Baptista do 1º Grupo de Companhias de Saúde.
[Manuel Baptista], natural e residente em Coruche na altura que rebentou a guerra, barbeiro de profissão, com 33 anos de idade (em1916), tinha em 1902 ficado livre do serviço militar. Quando a Alemanha declara guerra a Portugal, Manuel Baptista, num forte apelo patriótico e nacionalista, temendo pela «independência de Portugal e integridade da República» dirige um requerimento ao Ministro da Guerra , General Norton de Matos a oferecer-se para ser incorporado de imediato. O ministro aceita «o patriótico oferecimento» e acaba por ser incorporado, antes de fazer os 34 anos no 1º Grupo de Companhias de Saúde de Lisboa.
A par dos exercícios militares tira o curso de enfermeiro. Faz parte do primeiro contingente de militares portugueses a partir para França de onde só regressa em Maio de 1919. Estas Memórias, escritas dez anos depois da guerra acabar, são um precioso testemunho das primeiras impressões após a chegada a França, a frente, o terror da guerra e de uma série de pormenores que retratam a vivência deste sargento enfermeiro durante toda a guerra.

O livro foi escrito em 1928 e editado em 1933. Tem 338 páginas e tem bastantes gravuras. Foi editado em Luanda porque nesta altura Manuel Baptista era enfermeiro no Hospital de Luanda"

[Luís Guerreiro, via Corpo Expedicionário Português (Facebook), com a devida vénia]

J.M.M.

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

JOÃO CHAGAS - "AS MINHAS RAZÕES"


JOÃO CHAGAS, "As Minhas Razões", Lisboa, Livraria Central de Gomes de Carvalho, MCMVI, p. 462

 "... Colectânea de crónicas publicadas n' O Primeiro de Janeiro, onde aparecem citados importantes personalidades da época. Camiliano."  

via Livraria Manuel Ferreira

J.M.M.

O LEGADO DO CONDE FERREIRA NO ALGARVE

A 24 de novembro, pelas 16h00, na Galeria de Arte do Convento Espírito Santo, em Loulé, vai ter lugar o lançamento do livro Legado do Conde de Ferreira no Algarve, de Idalina Rodrigues, cuja apresentação vai estar a cargo de Helena Batista, inspetora superior principal na Delegação Regional do Algarve da IGE.
Comerciante e filantropo, Joaquim Ferreira dos Santos – Conde de Ferreira nasceu a 4 de outubro de 1782, na Vila Meã, no Douro.
Emigrante, no Brasil, organizou e dinamizou uma economia colonial. Ao regressar ao Porto empenhou-se na causa “Cabralista”, mediante um mecanismo de projeção social conducente à nobilitação: Par do Reino, por carta régia de 3 de maio de 1842; Barão a 7 de outubro de 1842; Visconde a 21 de junho de 1843; Conde a 6 de agosto de 1850.

Conhecedor da situação vivida, em Portugal, na âmbito dos edifícios escolares e, por considerar a instrução pública em elemento essencial para o bem da sociedade, legou a quantia de 144.000$000 réis, destinada à construção de 120 casas para escolas primárias de ambos os sexos.

Faleceu em 24 de março de 1866, na sua residência do Bonfim, no Porto. Foi no seu testamento que o” Conde de Ferreira” deixou claro testemunho dos sentimentos altruístas que possuía. Esta obra debruça-se sobre o papel que teve na instrução público do Algarve.
A autora do livro, Idalina Maria Rocheta Rodrigues, nasceu a 19 de dezembro de 1942, natural de Pereiras-Quarteira, Concelho de Loulé. Diplomada pela Escola do Magistério Primário de Faro, em 1964, lecionou nos concelhos de Portimão, Silves, Loulé, Lagoa e Lagos. Licenciada em Administração Escolar, em 1993, pelo Instituto Superior de Ciências Educativas, em Odivelas.

Realizou o trabalho de investigação e intervenção institucional, aprovado pelo Conselho Científico Pedagógico do Instituto Superior de Ciências Educativas, intitulado “Cosmopolitismo Algarvio e sua Inserção na Instituição Escolar”.
É formadora na área da Formação Pessoal e Social.
Professora requisitada em funções inspetivas, na Delegação Regional do Alentejo da Inspeção Geral da Educação, desde 1994/95 até 1999/2000, cumpriu, entre outros, os seguintes projetos: Novo sistema de avaliação; funcionamento das EBIS; gestão pedagógica; participação em grupos de trabalho a nível da Delegação Regional do Alentejo da Inspeção Geral da Educação; auditoria pedagógica ao funcionamento de estabelecimentos de ensino básico; ação conjunta com a Inspeção Geral do Ministério do Trabalho, em Jardins de Infância; avaliação integrada das escolas, em agrupamentos vertical e horizontal.
Está aposentada desde 2003, mas como voluntária leciona a disciplina de “ História da Educação”, em Universidades Seniores do Centro de Estudos de Lagos, Associação Sénior Autodidata de Portimão e Instituto de Cultura de Portimão. Dedica-se à investigação. É presidente do Clube Lions de Portimão e presidente da Região F – 2010-2011. É autora do livro “Momentos da Jubilação” – 1.ª Edição – abril de 2011 - registo n.º 375/2012.

Sobre o Conde de Ferreira é possível encontrar algumas referências interessantes, como este artigo do professor Jorge Fernandes Alves AQUI ou na Wikipedia AQUI.

Um evento a acompanhar com toda a atenção.

A.A.B.M.

domingo, 18 de novembro de 2012

DR. FRANCISCO VIEIRA


Após os acontecimentos dos últimos dias, que abalaram os concelhos de Lagoa e Silves, com imagens que impressionaram pela rapidez e destruição causada pelo tornado. Entre os estragos causados pelo tornado encontra-se o estádio Dr. Francisco Vieira, do Silves Futebol Clube.

Quem foi então o Dr. Francisco Vieira que dá o nome ao estádio do clube silvense e que o tornado deixou agora em grande parte destruído?

Francisco Vieira nasceu no Funchal (Madeira) a 15 de Outubro de 1863. Foi Presidente da Academia Republicana de Coimbra e companheiro das marcantes figuras da geração de 1890. Presidiu a algumas assembleias magnas realizadas pelos estudantes no período entre o Ultimato de 11 de Janeiro de 1890 e a revolta republicana de 31 de Janeiro de 1891. João Chagas refere-se a ele na sua obra sobre a revolta republicana do Porto, de onde retiramos a imagem que ilustra esta nota biográfica. Era muito amigo de António José d’ Almeida. Foi para Silves como médico municipal em 1891, substituindo o velho médico Anselmo da Cruz Nogueira, o “pai dos pobres” da cidade.

Em termos políticos foi algo instável, começou por ser republicano e chegou a ser delegado ao Congresso   do Partido Republicano como representante do Centro Republicano da Ribeira Brava. Oscilou ao longodo seu percurso político entre progressistas, regeneradores-liberais (franquistas) e republicanos. 
A sua adesão à República só acontece de forma efectiva após o cinco de Outubro.



Foi sócio da Associação de Socorros Mútuos João de Deus e, em 1916, Provedor da Santa Casa da Misericórdia. Foi um dos fundadores da Caixa de Crédito Agrícola de Silves. No período da I Grande Guerra, foi Governador Civil do Algarve. Durante longos anos, exerceu o cargo de Director do Hospital e do Asilo dos Inválidos de Silves. Prestou à cidade um valioso serviço, aquando da pneumónica em 1918. Em 1925, foi Presidente da comissão política municipal do Partido Republicano Português. Ao longo da sua vida foi várias vezes homenageado pelo povo da cidade, nomeadamente em 1926 e em 1941, então em grandiosa homenagem pelos seus 50 anos ao serviço de Silves.

Médico ilustre, reconhecido muito para lá das fronteiras do Algarve, o Dr. Francisco Vieira contribuiu para o desenvolvimento da cidade de Silves. O seu nome surge ligado a instituições como o Lar de Idosos ou a Caixa de Crédito Agrícola Mútuo (foi um dos fundadores).

Republicano e democrata, o Dr. Francisco Vieira desempenhou as funções de Governador Civil do Algarve, entre 10 de Maio de 1917 e 13 de Dezembro de 1917, durante o período sidonista. Quando, em 1917, foi nomeado Governador Civil do Distrito de Faro, o jornal de Silves, Voz do Sul (semanário democrático) acusava a Luta (ligado ao partido unionista de Brito Camacho) de ter publicado um artigo insultuoso contra o Dr. Francisco Vieira:


A "Luta» de 8 do corrente (Maio) tentou agredir o nosso ilustre correlegionário Dr. Francisco Vieira, dando-nos a novidade de que o nosso amigo havia sido progressista,regenerador e franquista» 
(Voz do Sul, Silves, 20-05-1917, Ano I, nº 33, p. 3, col. 4 e 5).

Casado com D. Catarina Amália Mascarenhas Neto Vieira, pertencente a uma das famílias mais importantes da região, acabou por ceder o terreno onde hoje se situa o estádio do Silves (que tem o seu nome). Inicialmente, o terreno foi alugado ao clube, mediante contrapartidas que tinham em conta, sobretudo, o auxílio a instituições da cidade, e, depois doado, já nos seus últimos anos de vida.

O Silves passou a disputar os seus jogos no terreno onde hoje se situa o estádio em 1922, por deferência do Dr. Francisco Vieira e o primeiro encontro que ali se realizou terá sido um Silves – Glória ou Morte Portimonense (com a vitória dos locais por 2-1), em 22 de Agosto do referido ano, em homenagem a Gago Coutinho e Sacadura Cabral.
Foi um dos primeiros professores da Escola Comercial e Industrial de Silves, que foi criada devido a grande empenho da sua parte, tendo desenvolvido esforços pessoais nesse sentido e granjeou grande estima em toda a cidade, face ao importante contributo que deu para o avanço de diversas obras de assistência.

Em Outubro de 1945 manifesta o seu público apoio à reunião do Movimento de Unidade Democrática que se realizou em Silves, tendo este movimento recebido cerca de um milhar de adesões naquele concelho em poucos dias. [Maria João Raminhos Duarte, Silves e o Algarve. Uma História da Oposição à Ditadura, Edições Colibri, Lisboa, 2010]



Nunca chegou a integrar os Corpos Sociais do Silves Futebol Clube, mas demonstrou sempre grande carinho pelo clube, sendo sido eleito, tal como a esposa, sócio honorário numa Assembleia Geral realizada a 23 de Março de 1943.

Em 1940, o escultor João José Gomes ofereceu ao clube um busto em bronze do ilustre médico e benemérito do clube, encontrando-se colocado no portão de entrada do estádio.   Em 1949, aquando das comemorações do 30º aniversário do Silves, foi descerrado na sede, um retrato do Dr. Francisco Vieira, cedido pelo Dr. João Marreiros Neto e família, ainda existente.

A 5 de Junho de 1950, o doador do estádio foi homenageado a título póstumo, realizando-se no recinto que tem o seu nome, um jogo entre as equipas principais do Silves Futebol Clube e do Sporting Clube de Portugal.



O Dr. Francisco Vieira sempre demonstrou algum interesse pela Arqueologia, sobretudo a local conservando e guardando vestígios que lhe chegavam às mãos, tendo mesmo cedido, por empréstimo, alguns objectos ao Museu de Etnologia, dirigido pelo Prof. Leite de Vasconcelos, conforme o atestam as referências no Arqueólogo Português de 1906.
No seu funeral que constituiu grande manifestação de pesar. Milhares de pessoas assistiram, vindos de todo o Algarve e de fora da região. Realizaram-se 40 turnos e junto do seu jazigo falaram o Dr. João José da Silva Nobre, Ferreira da Silva e o major Manuel António do Olival sobre as qualidades que marcaram a vida deste médico notável que dedicou grande parte da sua vida a Silves.
Faleceu com 84 anos, em Silves, a 17 de Março de 1947.
No seu testamento deixou valiosas propriedades à Misericórdia de Silves para auxiliar a manutenção do Asilo das Velhinhas e a Cantina Escolar.


A.A.B.M.

OS ESTADOS UNIDOS DA EUROPA E OS INTELECTUAIS DE OITOCENTOS: CONFERÊNCIA


No âmbito do ciclo de conferências Revisitar o Século XIX, vai realizar-se amanhã, 19 de Novembro de 2012, em Lisboa, na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas a conferência da Prof.ª Maria Manuela Tavares Ribeiro (Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX - UC).

A aula/conferência subordina-se ao título Os Estados Unidos da Europa e os Intelectuais de Oitocentos

Este evento vai realizar-se na sala multiusos 2 (4.º piso) do edifício I&D (antigo DRM) mesmo ao lado da entrada principal da FCSH..

Um evento a acompanhar com toda a atenção.

A.A.B.M.

sábado, 17 de novembro de 2012

FERNANDO NAMORA E A PIDE:ANATOMIA DE UM PROCESSO - CONFERÊNCIA

Vai realizar-se na próxima quinta-feira, 22 de Novembro de 2012, pelas 18 horas, na Casa Museu Fernando Namora, em Condeixa-a-Nova, uma conferência subordinada ao título em epígrafe, pelo Dr.  Paulo Marques da Silva.

Pode ler-se na nota de divulgação do evento:
Para esta sessão foi convidado o Dr. Paulo Marques da Silva, que fará a desmontagem do processo da PIDE, em que é nuclear a figura de Fernando Namora, mas também outros intelectuais da sua época com quem conviveu. Serão abordadas as diligências daquela polícia secreta, nomeadamente no que se refere ao recurso aos informadores, o favorecimento das denúncias ou a colaboração com outras entidades como o poder local.


(Nota Biográfica)
Paulo Marques da Silva nasceu no dia 12 de Dezembro de 1966,em Condeixa-a-Nova. Ingressou no mercado de trabalho após cumprir o serviço militar e foi como trabalhador-estudante que se licenciou em História, em 2005, pela Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra.

Colaborador do Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX (CEIS 20) da Universidade de Coimbra, tem vindo a estudar os processos de alguns escritores e de outras personalidades ligadas à oposição ao Estado Novo, nos arquivos da PIDE/DGS, no Arquivo Nacional da Torre do Tombo.

A sua primeira publicação foi o livro Fernando Namora por entre os dedos da PIDE - A Repressão e os Escritores no Estado Novo. Neste momento, o autor encontra-se a preparar outro trabalho sobre a oposição ao regime de Salazar, em Condeixa-a-Nova.
Sobre a personalidade de Fernando Namora já se encontram disponíveis algumas (poucas) referências na plataforma digital da Torre do Tombo que podem ser consultadas AQUI.

Um evento a que convidamos todos os interessados não só na figura de Fernando Namora, mas também a problemática das oposições ao Estado Novo e das perseguições da PIDE na região circundante a Coimbra.

A.A.B.M.

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

ILUSTRAÇÃO PORTUGUESA (1884-1890)

A Hemeroteca Digital de Lisboa continua a presentear-nos com algumas das boas publicações portuguesas do século XIX, ao colocá-las disponíveis online, para consulta e pesquisa de todos os interessados.

Desta vez disponibilizou a revista Ilustração Portuguesa, que se publicou entre Julho de 1884 e Outubro de 1890. Esta publicação ligada ao importante jornal diário lisboeta Diário Ilustrado (1872-1911), também já disponível e consultável na Biblioteca Nacional Digital  AQUI.

Nesta interessante revista ilustrada e literária colaboravam alguns dos mais importantes escritores portugueses dos finais do século XIX como: Casimiro Dantas, Manuel Pinheiro Chagas, Alberto Pimentel, Eugénio de Castro, Alberto Osório de Castro, Sérgio de Castro, Alfredo Gallis, Abílio Guerra Junqueiro, Gervásio Lobato, Lorjó Tavares, Bulhão Pato, Guiomar Torrezão, entre muitos outros.

A interessante ficha histórica da publicação elaborada por Rita Correia pode ser também consultada AQUI.

Uma iniciativa que não podemos deixar de saudar e que esperemos que continue.

A.A.B.M.

LINHA DA BEIRA ALTA 130 ANOS


MOSTRA COMEMORATIVA: LINHA DA BEIRA ALTA 130 ANOS

DIAS: 17 de Novembro - 13 de Dezembro;
LOCAL: CASO DO PAÇO (FIGUEIRA DA FOZ)

J.M.M.

O DESÍGNIO DA LUSOFONIA NOS 100 ANOS DA “RENASCENÇA PORTUGUESA”


O DESÍGNIO DA LUSOFONIA NOS 100 ANOS DARENASCENÇA PORTUGUESA

CONFERÊNCIA: O Desígnio da Lusofonia nos 100 Anos da “Renascença Portuguesa”;
ORADOR:
Renato Epifânio;
DIA16 de Novembro (19 horas);
LOCAL: Biblioteca-Museu República e Resistência Grandella (Estrada de Benfica, , Lisboa);
Apresentação/Lançamento da Revista “Nova Águia”, nº10/ semestre de 2012.
J.M.M.