quinta-feira, 11 de outubro de 2012

PRIMEIRA REPÚBLICA EM FAFE - ELEMENTOS PARA A SUA HISTÓRIA

Amanhã, sexta-feira (12 de Outubro), pelas 21h30 h, no Salão Nobre do Teatro – Cinema de Fafe, conjuntamente com os investigadores Artur Ferreira Coimbra e Artur Magalhães Leite, vamos lançar o livro A PRIMEIRA REPÚBLICA EM FAFE – Elementos para a sua história, que será apresentado pela historiadora Maria Alice Samara, que assina o prefácio. Sendo uma edição do Núcleo de Artes e Letras de Fafe, em que cada um dos três investigadores analisa e reflecte sobre este período estruturante na História Contemporânea do concelho de Fafe.

A entrada é livre.

São autores desta obra os historiadores fafenses Artur Ferreira Coimbra, Daniel Bastos e Artur Magalhães Leite.
A obra tem prefácio de Maria Alice Samara, investigadora do Instituto de História Contemporânea da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, que estará presente na sessão de lançamento.

A edição é do Núcleo de Artes e Letras de Fafe e conta com o apoio do Município de Fafe e da Junta de Freguesia de Fafe. A obra surge como resultado da realização do Curso Livre de História Local, sob o tema “O concelho de Fafe durante a Primeira República (1910-1926)”, promovido pelo Núcleo de Artes e Letras de Fafe, há dois anos, no âmbito das celebrações do Centenário da República.

A acção decorreu entre 07 de Outubro e 18 de Novembro de 2010 e teve como propósito proporcionar ao público em geral um melhor conhecimento sobre um período histórico fundamental na afirmação e desenvolvimento do concelho de Fafe. Durante sete semanas, mais de meia centena de pessoas acompanhou as sessões.

A obra assume como ponto de partida a matéria apresentada ao longo daquele curso, naturalmente mais organizada, aprofundada e dotada de uma coerência que a oralidade não permite, acrescentada com dois ou três temas que enriquecem e diversificam o conteúdo.

Começando com a contextualização do período histórico de 1910 a 1926, são abordados os temas As raízes republicanas no concelho de Fafe, Fafe em 1910 - Breve retrato, A Proclamação da República em Fafe, Momentos e legado da I República em Fafe, O governo local (1910-1926), A contra-revolução monárquica em Fafe 1911-1919 (Das incursões couceiristas à Monarquia do Norte), O concelho de Fafe durante a I Grande Guerra Mundial, As mulheres da I República em Fafe, Ensino e escolas na I República, O associativismo na I República, O jornalismo na I República, Figuras referenciais da I República em Fafe, As ruas da República e Imagens da I República em Fafe.

Não pretendendo esgotar a história daqueles tempos, já que muito fica ainda por dizer, ficam as linhas gerais do impacto que teve aquele fracturante período histórico do Portugal Contemporâneo neste município minhoto, numa investigação que teve como socorro privilegiado o fundo do Arquivo Municipal e a imprensa periódica local.

Fafe era um município essencialmente rural, com uma economia baseada na agricultura e na pecuária, com alguma indústria, com grande número de gente analfabeta e temente a Deus, como por todo o Norte. Um concelho em tudo idêntico a tantos onde a República custou a entrar e onde a reacção monárquica encontrou terreno fértil e fácil, sobretudo por influência do clero, como se demonstra pelas incursões de Paiva Couceiro e pelas reacções à curta Monarquia do Norte, em Janeiro/Fevereiro de 1919.

De resto, ficaram algumas “marcas” deste período, na arquitectura e no urbanismo da cidade, na produção da energia eléctrica para abastecimento público, com a construção de uma das primeiras centrais hídricas da região (1914), na dinâmica cultural, com a edificação do mítico Teatro-Cinema de Fafe (1923), no associativismo, no jornalismo e em outras áreas, como se verifica nas páginas da obra.


A presente notícia, com a devida vénia, foi retirada DAQUI.

A.A.B.M.

INAUGURAÇÃO DO MUSEU DA REPÚBLICA E DA MAÇONARIA


INAUGURAÇÃO DO MUSEU DA REPÚBLICA E DA MAÇONARIA - DIA 13 OUTUBRO 2012

PROGRAMA:

10.30 H: Sessão solene com a presença do Sap:. Grão Mestre do Grande Oriente Lusitano, Prof. Fernando Lima;
11.00 H: Visita guiada ao espaço museológico;
11.30 H: Palestra sobre a "Simbologia Maçónica", pelo Dr. António Lopes;
12.00 H: Ágape fraterno.

LOCAL: VILLA ISAURA – Turismo no espaço rural, Troviscais Cimeiros, 3270–154, Pedrogão Grande: Solicita-se confirmação através do Telem. 919856297 ou pelo e-mail: geral@avillaisaura.com

[via Aires Barata Henriques Facebook]

"… O MUSEU DA REPÚBLICA E DA MAÇONARIA, onde se acentua o simbolismo da sua própria fachada em alvenaria de xisto, ergue-se numa pequena aldeia do interior beirão, em Troviscais Cimeiros, no concelho de Pedrógão Grande, no âmbito de um projecto de alojamento turístico e cultural que dá pelo nome de VILLA ISAURA / SOLAR DO POVO RATINHO.
O Museu em questão é composto por três acervos principais: o primeiro, relativo às personalidades que estão na origem da República portuguesa, assim como por objectos de uso corrente e outros relacionados com momentos politicamente mais relevantes, cartazes, fotografias e postais ilustrados, etc.; o segundo acervo evidencia objectos de cerimonial maçónico, como escapulários e aventais dos vários graus, canhões em vidro e pratos em faiança utilizados nos ágapes de confraternização, espadas rituais, diplomas e credenciais de várias Lojas,  etc.; o terceiro acervo aborda o regime do Estado Novo, sublinhando-se sobremodo a ideia de poupança, a par de um breve enfoque nos períodos da  2ª Grande Guerra e da Guerra Civil de Espanha, com uma mostra de figuras alusivas aos políticos da época (Churchill, Hitler, etc.) produzidas nas principais fábricas de cerâmica nacionais (Caldas da Rainha, Sacavém e Coimbra) …" 
 [extracto de um (antigo) texto de Aires B. Henriques, que reproduzimos com a devida vénia – sublinhados nossos]

J.M.M.

CADERNOS DO ARQUIVO HISTÓRICO DE LOULÉ, Nº7


Recebemos a seguinte informação que divulgamos junto de todos os interessados na História Local, em especial sobre Loulé, para o lançamento do número sete dos Cadernos do Arquivo desta cidade, subordinado ao tema "História Económica e Social de Loulé", tendo por autor João Miguel Simões.

Pode ler-se na nota de divulgação do evento, que vai realizar-se no próximo dia 13 de Outubro de 2012, pelas 15 horas, nas instalações do Arquivo Municipal de Loulé, dirigido por Luísa Martins: 

 “A cidade de Loulé apresenta hoje uma variedade urbanística e arquitetónica que, à primeira vista, poderia classificar-se de caótica. Porém, como iremos observar ao longo deste estudo, esta complexidade singular revelava a riqueza da história da cidade e, principalmente, dos seus habitantes.
O presente texto pretenderá, por isso, relatar a história de Loulé, a nível social, económico e político, com vista a entender a cidade enquanto objeto urbano e arquitetónico subsidiário desta dinâmica humana.

Como iremos observar, a complexidade de Loulé resulta de diferentes conjunturas sócio económicas que modelaram a cidade tendo em conta os seus interesses. Ao longo dos séculos, cada geração concebeu as suas habitações e arruamentos e, por consequência, a própria cidade, tendo em conta dos seus interesses, perspetivas e esperanças, individuais ou coletivos, financeiros ou ideológicos, resultando hoje Loulé num universo arquitetónico complexo que reflete múltiplas opções e ideias.

Não será nossa metodologia entender as épocas antigas como ‘áureas’ ou ‘legítimas’, por oposição à atual, normalmente considerada ‘intrusa’, de má qualidade e ‘descaracterizadora’ de um passado arquitetónico que por ser antigo é necessariamente bom. As gerações de louletanos alteraram o seu património tendo em conta os seus objetivos, os seus anseios e as suas perspetivas de futuro. Cabe a nós, historiadores, entender porque se procedeu a tais alterações e levar esse entendimento a todos os que operam no património construído, sejam profissionais, autarcas ou população em geral.”

O autor, João Miguel Simões é licenciado em História, variante em História de Arte e Mestre em Arte Patrimonial e Restauro pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Trabalhou no Gabinete Técnico Local da Câmara Municipal de Borba e para várias instituições públicas e privadas, sempre na área da Investigação; História Local e História da Arte. Atualmente é colaborador do Museu de São Roque. Sobre o Algarve, produziu os livros dedicados ao Convento da Graça de Loulé, à Igreja de Nossa Senhora da Assunção da Mexilhoeira Grande, à Igreja de Santiago de Estômbar e História da Mexilhoeira Grande.

Com os votos do maior sucesso para o evento.

A.A.B.M.

JOSÉ RIBEIRO DOS SANTOS: HOMENAGEM

Vai realizar-se amanhã, 12 de Outubro de 2012, o quadragésimo aniversário em que foi assassinado o então jovem estudante de Direito em Lisboa, José Ribeiro dos Santos, pela polícia política do Estado Novo.

Assinalando a data, a Associação Académica da Faculdade de Direito de Lisboa, vai realizar uma homenagem a Ribeiro dos Santos, cujo programa programa se apresenta acima.

Inauguração de uma placa toponímica numa calçada com o seu nome, contando com a presença do Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, António Costa e do Reitor da Universidade de Lisboa, António Sampaio da Nóvoa. Segue-se depois a deposição de uma coroa de flores junto da campa de Ribeiro dos Santos.

No próximo dia 17 de Outubro realiza-se a inauguração de uma exposição, conferências e lançamento da segunda edição do livro sobre José Ribeiro dos Santos, organizada por Ivo Pêgo.

Entre os conferencistas contam-se: António Monteiro Cardoso, Irene Pimentel, José Manuel Cordeiro, Miguel Cardina. Na sessão de homenagem conta-se com a participação Aurora Rodrigues, José Lamego, Maria José Morgado e Teresa Serra, entre outros que certamente também participarão na sessão.

A.A.B.M.


quarta-feira, 10 de outubro de 2012

NOVAS CARTAS PORTUGUESAS - 2ª LEITURA COLECTIVA


EVENTO: 2ª Leitura Colectiva NOVAS CARTAS PORTUGUESAS [40º Aniversário];
LOCAL: Centro de Cultura e Intervenção Feminista (Rua da Cozinha Económica, Bloco D, 30-M e N, Alcântara, Lisboa;
DATA: de 25 de Outubro 2012 (18,30 horas);
ORGANIZAÇÃO: CESNOVA / Faces de Eva (colaboração UMAR).

► "… Desde o princípio tiveram os homens de se julgar semideuses caídos de sua graça por obra da mulher; e logo depois tiveram que se inventar redimidos através do ventre de nova mãe, essa santa, essa capaz de conhecer Deus no seu ventre e de no seu ventre incarnar o deus salvador, depois chamado o filho do homem – que ironia rebuscada – na sua vida e nos seus actos exemplares. Porque o homem vai fazendo o mundo e cavando o seu túmulo, e vai chamando a mulher, então dizendo-lhe ‘mãe’, para que esta lhe nomeie o mal e o bem, e lho signifique, e tome em si o absurdo insuportável da ordem das coisas, e vai o homem fazendo o mundo sobre o ventre acolhedor e produtor da mulher, então dizendo-lhe ‘coisa de mim’, e posto na mulher o mal e o bem e o absurdo insuportável da ordem das coisas é então justo que seja ela a primeira vítima, ela a culpada até ao momento em que finalmente o homem chama a mulher, dizendo-lhe ‘mulher’, e repara que está vazio o lugar da seu lado …"
in Novas Cartas Portuguesas, de Maria Isabel Barreno, Maria Teresa Horta e Maria Velho da Costa.
J.M.M.

terça-feira, 9 de outubro de 2012

FERRAMENTAS PARA A CIDADANIA: CICLO DE CONFERÊNCIAS

Ao longo deste mês de Outubro, na Biblioteca Museu República e Resistência - espaço Grandela, vai realizar-se um ciclo de três conferências subordinadas ao tema: Ferramentas para a Cidadania, conforme se pode confirmar consultando o cartaz acima.

O ciclo prolonga-se até Março de 2013, mas este mês é dedicado à temática da República. Para discutir e apresentar as suas ideias sobre esta temática forma convidados Amadeu Carvalho Homem, Domingos Abrantes e António Ventura.

As conferências decorrerão às quintas-feiras, pelas 18.30 h.

Uma organização do Círculo de Intervenção Cultural, que muito se saúda e para a qual chamamos a melhor atenção dos nossos ledores.

A esta iniciativa desejamos os maiores sucessos.

A.A.B.M.

BERNARDO MARQUES: EVOCAÇÃO NA HEMEROTECA DE LISBOA

Na Hemeroteca Municipal de Lisboa está a decorrer uma evocação do pintor e ilustrador, Bernardo Loureiro Marques (Silves, 21-11-1898- Lisboa, 28-09-1962).

Dessa evocação consta uma mostra expositiva de bibliografia, conferências e disponibilização de conteúdos digitais sobre Bernardo Marques na Hemeroteca Digital.


Sobre a actividade e percurso do artista consultar algumas notas AQUI e AQUI, com múltiplas notas biográficas e bibliográficas para compreender melhor a personalidade que agora se evoca.

A acompanhar e a visitar com toda a atenção.

A.A.B.M.

IN MEMORIAM AQUILINO RIBEIRO MACHADO


“Por mais desgraçada que seja a nossa situação há limites abaixo dos quais não é possível descer, por razões de solidariedade humana e compassividade, por respeito mínimo para com outros, nas suas horas de maior provação” [A.R.M.]

“Nasceu em Paris, em 1930, durante o exílio forçado da família em França. Forçado porque o pai, o escritor Aquilino Ribeiro, tinha participado numa revolta frustrada contra a ditadura militar três anos antes [revolta de Pinhel] (…)

O último apelido de Ribeiro Machado deve-se à mãe, Jerónima Dantas Machado. Do lado materno da família, tinha Bernardino Machado por avô, que foi por duas vezes Presidente da República, em 1915-17 e em 1925-26. Neste segundo mandato, foi deposto pelo Golpe de 28 de Maio de 1926, que acabou com a Primeira República e acabou por resultar no Estado Novo” [in jornal Público]

Foi “educado segundo valores que fizeram dele um exemplo na sua vida cívica e política. Foi deputado na Assembleia da República na I e II legislaturas pelo círculo de Lisboa. Foi maçon, membro da Loja Liberdade e exerceu as funções de Grão-Mestre Adjunto, entre 1988 e 1990, durante o grão-mestrado de Raul Rego. Foi presidente da Câmara de Lisboa entre 1977 e 1980 e a ele se deve o facto de a Rua do Grémio Lusitano ter recuperado este seu nome, que a Ditadura havia feito substituir pela antiga designação de Travessa do Guarda-mor” [via Grande Oriente Lusitano]

Aquilino Ribeiro Machado foi um homem generoso, afectuoso, de grandes virtudes sociais e humanas. Era um cidadão livre, fraterno, desassombrado, de corpo inteiro, firme e coerente nas suas ideias. Um homem de honra. O seu passamento deixa-nos o coração de pesado luto e eterna saudade.

O Almanaque Republicano apresenta à família e amigos os nossos sentidos pêsames. Que descanse em paz e eternamente.

J.M.M.
A.A.B.M.

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

MEMORIAL REPUBLICANO (Parte II)

Ainda na apresentação do livro "Memorial Republicano", da autoria de Amadeu Carvalho Homem e Alexandre Ramires, apresentado em Coimbra no passado dia 5 de Outubro de 2012, captamos uma pequena parte da intervenção do Dr. António Arnaut.

Ao cuidado dos interessados.

A.A.B.M.

domingo, 7 de outubro de 2012

APRESENTAÇÃO DO "MEMORIAL REPUBLICANO" EM COIMBRA


Em boa hora assistimos à apresentação da obra Memorial Republicano, da autoria de Amadeu Carvalho Homem (texto) e Alexandre Ramires (imagem).

Num final de tarde solarengo, feriado de 5 de Outubro, que alguns querem que seja o último a comemorar a data da Implantação da República, juntaram-se em Coimbra, no Quartel de Sant'ana, perto de duas centenas de pessoas para assistir à apresentação da obra supra referida. Esta adesão surpreendeu positivamente a organização que tinha previsto realizar a sessão na capela do quartel, mas face à sala cheia como um ovo, deliberou acertadamente transferir a sessão para o átrio do quartel.


Com a presença de muitas caras conhecidas do meio cívico e universitário de Coimbra, vimos, entre outros: Rui Alarcão, Gomes Canotilho, Carlos Esperança, Miguel Pignatelli Queirós, Joaquim Romero Magalhães, José Manuel Portugal, Miguel Dias Santos, Fernando Fava, António Maduro, Rui Lopes, entre muitas outras personalidades mais ou menos anónimas.



No pequeno video que colocamos acima, temos uma pequena parte da intervenção de João Paulo Almeida e Sousa aquando da apresentação da obra. O ilustre clínico escolheu algumas das passagens do livro para as dar a conhecer aos assistentes que ainda não conheciam a obra, elogiou a organização e a selecção de imagens da obra e salientou as várias figuras do movimento republicano que são evocadas: José Falcão, Elias Garcia, Rodrigues de Freitas, Antero de Quental, Berardino Machado, Teófilo Braga, Sebastião de Magalhães Lima, entre outros.

De seguida colocamos, uma fotografia ilustrando a intervenção do Dr. António Arnaut. Foi durante esta intervenção que se verificou uma manifestação clara dos assistentes, salientando alguns dos aspectos mais positivos do Memorial que apresentava e que ele considerou mais um contributo importante para o estudo da República. O advogado, recorrendo à sua experiência de tribuno, apostou na escolha de algumas passagens mais marcantes da obra e procurou estabelecer pontes entre o passado e o presente. Lembrou alguns dos problemas que presentemente atravessamos e comparou-os com os momentos que conduziram à Implantação da República.

Lamentando o final do feriado e criticando a decisão política, António Arnaut conseguiu em algumas das das ideias empolgar por breves momentos a assistência. Salientou alguns dos perigos a que se assiste nos tempos que correm, com acusações aos políticos, pelos políticos e pela opinião pública que só contribuem para descredibilizar todo o sistema político. Terminou a sua intervenção saudando a República.


Os autores, começando por Alexandre Ramires, que salientou a importância do reconhecimento do tratamento da imagem e como através da imagem se podem contar muitas outras histórias. Referiu também  ainda o projecto de mostrar a evolução da cidade de Coimbra, através da fotografia que se foi fazendo na cidade desde meados do século XIX.

Amadeu Carvalho Homem salientou a importância dos ideais da República que estão em permanente actualização: Liberdade, Igualdade e Fraternidade. A Democracia, que está na sequência dos ideais atrás enunciados, está num momento difícil, mas manifestou a sua esperança na renovação da mesma. Os valores universais não se alteram com facilidade. Este autor reforçou a ideia que a presente obra, estava, na sua essência, pronta desde 2010, mas o atraso na publicação acabou por servir para utilizá-la como um símbolo de protesto contra o fim do feriado de 5 de Outubro, sendo pública e reconhecida a sua actividade em prol do estudo do Republicanismo e da causa republicana em Portugal.

Uma apresentação muito concorrida, com muita gente interessada no tema e um livro para ler e analisar com toda a atenção.

A.A.B.M.

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

IMPLANTAÇÃO DA REPÚBLICA

Na imagem, a capa do jornal republicano A Capital, que se publicava em Lisboa na época dos acontecimentos. Este jornal está disponível para consulta na Hemeroteca de Lisboa

A imprensa, neste caso a republicana, assumia um caráter laudatório, anunciando o Governo Provisório e algumas medidas mais urgentes, bem como o relato dos últimos acontecimentos.

A.A.B.M.

VIVA O 5 DE OUTUBRO! VIVA A REPÚBLICA! NÃO NOS CALARÃO!


"Coexiste comigo muita gente que vive comigo apenas porque dura comigo" [F. Pessoa]

A história, na sua pureza e luminosidade, será sempre esse antiquíssimo cantar (ou viagem) à (re)construção da nossa memória colectiva, que o prumo da narrativa torna gratulatório na sua demanda.

A história da República será sempre esse reencontro, esse espaço simbólico onde o mundo se espelha, onde as nações, os povos e a humanidade estabelecem laços solidários, divisas sacras, “lugares de memória”.

O Almanaque Republicano, álbum (ou itinerário) de uma geração sonhadora, generosa e messiânica, entende que o 5 de Outubro, enquanto ritualização e memoração de factos históricos emblemáticos, marca uma importante função de formação, preservação e reformulação da identidade nacional, solidificando os laços entre os cidadãos e a Pátria.

O Almanaque Republicano, panfleto aberto e frontal da Alma Lusitana, entende que o 5 de Outubro pelo seu processo de legitimação simbólica, pela sua visibilidade e reconhecimento, pela homenagem à identidade e memoração dos homens, factos acontecimentos, inculca “ritos políticos de cidadania” (pela res publica), sendo um importante “lugar da memória” e do nosso eterno devir.

Por isso a intenção da supressão do feriado de 5º de Outubro (ou do 1º Dezembro) é, para nós, um factor e lugar de contra-memória. É um “apagamento da memória” histórica, da nossa identidade cultural.

Por que (ainda) não perdemos o direito de pensarmos, por que somos homens livres e fraternos, dizemos que ... NÃO NOS CALARÃO!

VIVA O 5 DE OUTUBRO! VIVA A REPÚBLICA!
SAÚDE E FRATERNIDADE!

J.M.M.
A.A.B.M.

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

CARBONARISMO EUROPEU NO SÉCULO XIX, POR FRANCISCO CARROMEU

No âmbito das comemorações do 5 de Outubro, realiza-se no próximo dia 8 de Outubro de 2012, pelas 18 horas uma conferência subordinada ao tema O Carbonarismo Europeu no Século XIX, pelo professor Francisco Carromeu.

Mais informações sobre a conferência podem ser obtidos  AQUI.

Esta conferência vai realizar-se na Biblioteca Museu República e Resistência - Espaço Cidade Universitária em parceria com a Associação República e Laicidade.

A acompanhar com toda a atenção.

A.A.B.M.

LIGA REPUBLICANA DAS MULHERES PORTUGUESAS


"Foi (...) em 1907, que um grupo de mulheres instruídas e cultas fundou o 'Grupo Português de Estudos Feministas', com o objectivo de difundir os ideais da emancipação feminina, fundar uma biblioteca e publicar estudos destinados a instruir e a educar a mulher portuguesa, a fim de melhor desempenhar as funções de mãe e educadora da sociedade futura. O 'Grupo', dirigido por Ana de Castro Osório e que agregava intelectuais, médicas, escritoras e, sobretudo, professoras, teve uma existência efémera, mas ainda publicou alguns folhetos que reproduziam discursos, conferências e outros textos de autoria das principais dirigentes, preenchendo assim uma grande lacuna de leituras de teor feminista, acessíveis às mulheres portuguesas.

É em torno deste núcleo que se vai fundar a 'Liga Republicana das Mulheres Portuguesas'. A ideia é lançada em Agosto de 1908 por Ana de Castro Osório e António José de Almeida e apoiada por Bernardino Machado e Magalhães Lima. Este projecto, acarinhado pelo Partido Republicano, vai tomar forma legal em Fevereiro de 1909, constituindo-se numa associação, simultaneamente, política e feminista. Os dirigentes republicanos apoiavam e incentivavam a luta reivindicativa das mulheres pela igualdade de direitos que lhes permitissem uma maior intervenção na vida social, económica e política do país mas também lhes interessava criar mais uma frente de combate à monarquia, sobretudo, por o sexo feminino ser conotado com o obscurantismo religioso e o conservadorismo político.

A 'Liga Republicana das Mulheres Portuguesas', fundada com o objectivo de 'orientar, educar e instruir, nos princípios democráticos, a mulher portuguesa, fazer propaganda cívica, inspirando-se no ideal republicano e democrático e promover a revisão das leis na parte que interessa especialmente à mulher e à criança', será a primeira, a mais duradoura e combativa associação a conciliar a defesa e a difusão dos ideais feministas e republicanos" [ler MAIS AQUI]

J.M.M.

FARO E A IMPLANTAÇÃO DA REPÚBLICA



Foi inaugurada hoje, 4 de Outubro de 2012, em Faro, uma exposição subordinada ao tema "Faro e a República".

A exposição conta com um conjunto de documentos, jornais e fundos documentais do Arquivo Histórico Municipal de Faro e procura mostrar como foi recebida a notícia da Implantação da República na cidade de Faro.

Esta exposição documental foi organizada pelos serviços de Arquivo e de Extensão Cultural da Divisão de Bibliotecas e Arquivos.


As informações sobre o evento podem ser encontradas AQUI.

Uma exposição a visitar nos Paços do Município em Faro entre 4 e 31 de Outubro.

A.A.B.M.


GLÓRIA AOS COMBATENTES DE OUTUBRO - VIVA A REPÚBLICA!


in O INTRANSIGENTE, Ano I, nº 324, de 5 de Outubro de 1911

J.M.M.

CARDEAL SARAIVA

O jornal Cardeal Saraiva encontra-se agora disponível online, através do Arquivo Municipal de Ponte de Lima AQUI.


O jornal Cardeal Saraiva é um jornal semanário que se edita em Ponte de Lima ininterruptamente desde 15 de Fevereiro de 1910, tendo como fundadores António Ferreira, Juiz Desembargador, natural de Ponte de Lima, Plágio dos Reys Lemos e Avelino Guimarães.

Até 2 de Novembro de 1911 foi impresso na extinta Tipografia Confiança, então sita na Rua do Arrabalde nº 97. A redacção e a administração do jornal situavam-se no fundo do bairro do Pinheiro, defronte do Cruzeiro de Merim, ou do Sr. da Paz, no prédio onde residia o seu director, António José de Oliveira, professor oficial primário em Ponte de Lima.

Em 1912 era impresso na Typographia Modelo, em Viana do Castelo e em 25 de Setembro de 1913 voltou a ser composto e impresso em Ponte de Lima, mais concretamente na tipografia do seu administrador, editor e director Avelino Guimarães - Tipografia Guimarães. Desde então, o Jornal Cardeal Saraiva, que se mantêm na mesma família, continua a publicar-se semanalmente. É o jornal mais antigo que se publica no concelho de Ponte de Lima.
Âmbito e conteúdo
Título: Cardeal Saraiva (1910-1939)

Responsabilidade: director António José de Oliveira (1910-1913); director Avelino Guimarães (1910-1939); Administrador e editor Avelino Guimarães (1910-1939)

Publicação: Ponte de Lima: Typ. Confiança, 1910; Ponte de Lima: Typ. Modelo, 1912?-1913; Ponte de Lima: Typ. Guimarães, 1913-1939

Periodicidade: semanário
Um jornal local, com uma história longa e que pode ser consultado, ainda que incompleto, pelos interessados pela História Local de Ponte de Lima.

Uma iniciativa que saúda.

A.A.B.M.

SALVÉ REPÚBLICA!


in "A FORMIGA. Pela Verdade! Pela Liberdade! Pela República!"

Ano I, nº 1 (14 Março 1915) ao Ano II, nº 43 (13 Fevereiro 1916), Évora; Propr: Empresa A Formiga; Adm: José d’Oliveira; Director/Editor: José Palminha Lança & Manoel dos Santos; Adm/Redacção: Largo do Colégio, 15, Évora; Impresso na  Minerva Comercial (Rua da República, 73, 75, 77, Évora); 1915-16, 43 numrs – ver AQUI]
J.M.M

GRÉMIO LUSITANO - COMEMORAÇÕES DO 5 DE OUTUBRO


"O Grémio Lusitano vai celebrar o dia 5 de outubro enquanto data fundamental da nossa História e á qual a Maçonaria portuguesa está intimamente ligada.

Com estas comemorações o GOL dá também início às celebrações dos 210 anos de existência do GOL enquanto Obediência, o que a torna a segunda mais antiga da Europa"

► Em LISBOA:

11.00 horas - Deposição de uma coroa de flores na estátua António José de Almeida e alocução do Grão-Mestre do Grande Oriente Lusitano – Maçonaria Portuguesa;
13.00 – Almoço de confraternização a realizar no Grémio Lusitano;
16.00 – Visita guiada ao Museu Maçónico Português (entrada livre);
17.00 – Visita guiada ao Museu Maçónico Português (entrada livre);
18.00 – Conferência.

► O 5 DE OUTUBRO [press release]

O dia 5 de outubro, dia da implantação da República em Portugal, é para muitos cidadãos um símbolo que paira acima das ideologias. É um símbolo de dádiva ao Bem Comum, de sacrifício, por vezes com a própria vida, onde o súbdito se transformou em cidadão, um cidadão pleno, consciente dos seus direitos e deveres.

A prevalência do interesse público sobre os interesses privados no âmbito de uma ética social e pessoal ligada à honradez e à probidade, a cidadania participativa, a ética do serviço público, a soberania do povo, o regime democrático, a liberdade, a igualdade e a fraternidade são ideais de uma profunda actualidade, valores nem sempre acautelados numa sociedade competitiva como é aquela em que vivemos. O fim do poder hereditário na chefia do Estado, as grandes reformas do ensino ou o registo civil obrigatório, são alguns exemplos, entre muitos, da importância histórica de um momento chave na reforma das instituições nacionais e uma das datas mais identificadoras de um povo que, por isso, a tem comemorado com legítimo orgulho e patriotismo. Não se trata de dividir os portugueses entre si, sejam quais forem as suas convicções democráticas, mas antes de fazer refletir numa data as grandes mudanças sociais e culturais a ela inerentes e onde estão plasmados grandes valores da Humanidade, hoje generalizadamente aceites. Acresce ainda que, durante anos, foi uma data simbólica de oposição à Ditadura e da expressão da Liberdade. Vamos por isso continuar a comemorá-la em respeito pelos que nos que antecederam e nos legaram os valores que desfrutamos hoje!

Também por isso se torna importante hoje relembrar algumas ideias que estiveram na base do 5 de outubro e que podem ter sido esquecidas. Há cem anos atrás os homens e mulheres que  estiveram nas ruas de Lisboa fizeram-no tendo em vista a justiça social. Os tempos mudaram, mas a necessidade de uma melhor justiça, de obrigações equitativas e sem privilégios de espécie alguma, continuam como uma utopia numa luta por uma sociedade progressiva. Justiça e fraternidade é também a luta contra uma sociedade que por vezes esquece o valor do Ser humano, trocando-o por falsas quimeras.

Tal como em 1910 enfrentamos hoje grandes desafios. Acreditamos nos valores de outubro, cimentados num amor á cultura, ao ensino, e na valorização da pessoa na sua diversidade cultural e social. Acreditamos que o futuro pertence a todos os cidadãos, sem exceção, porque só a eles cabe a tarefa de levar a bom porto a construção de um país com oito séculos de História, cujo passado nos orgulha, onde o presente nos coloca desafios novos, onde o futuro nos exige uma estratégia inovadora na nossa relação com outros países ou continentes"

via Grande Oriente Lusitano, com a devida vénia

J.M.M.

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

MEMORIAL REPUBLICANO


Vai ser apresentado no próximo dia 5 de Outubro de 2012, em Coimbra, no Quartel da Brigada de Intervenção, pelas 19 horas, o livro do Professor Doutor Amadeu Carvalho Homem e Alexandre Ramires, intitulado Memorial Republicano.

A apresentação, conforme se confirma pelo convite vai ser feita por António Arnault e João Paulo Almeida e Sousa.

Com os votos de maior sucesso para esta iniciativa que serve também para lembrar que a República / Res Publica tem memória, teve um passado, vive o presente e está virada para o futuro.

Saúde e Fraternidade

A.A.B.M.

A QUESTÃO DOS FERIADOS

Na página http://www.uc.pt/imprensa_uc/noticias/apresentacao_feriados, da Imprensa da Universidade de Coimbra, pode ler-se: «No próximo dia 2 de outubro, pelas 18h00, será apresentada, na Sala Sá de Miranda (Casa Municipal da Cultura de Coimbra), a obra Feriados Em Portugal. Tempos de Memória e de Sociabilidade, de autoria de Luís Reis Torgal e Luís Oliveira Andrade. Será proferida uma conferência, de homenagem ao Doutor Luís Andrade, sobre o tema "Feriados em Portugal. História e polémica", pelo Doutor Luís Reis Torgal.»

Fui à apresentação do livro e gostei muito da intervenção do Doutor Luís Reis Torgal. Foi brilhante e vibrante!

Tenho para mim que a Questão dos Feriados é verdadeiro símbolo da luta de bastidores entre os que defendem que Portugal permaneça independente, como o é desde 1143, há quase 869 anos, e os que pretendem vê-lo transformado em Estado, Staat, do novo Império Centro-Europeu, do Das Vierte Reich.

E porquê? Porque os feriados cuja extinção foi proposta são feriados MUITO PORTUGUESES!

Os feriados cívicos e patrióticos do Cinco de Outubro e do Primeiro de Dezembro são-no, naturalmente. Mas os feriados religiosos do Corpo de Deus e da Assunção de Nossa Senhora também o são!

Vejamos então qual o SIGNIFICADO SIMBÓLICO dos feriados propostos para extinção:
  • O Cinco de Outubro é o Dia dos Heróis da República… e mesmo que a República seja uma República Coroada, como a República Portuguesa o foi até 1910, os Heróis da República são, sempre, os Heróis da República. São disso exemplos paradigmáticos João do Canto e Castro (n. 19 de Maio de 1862, f. 14 de Março de 1934) Presidente da República Portuguesa, José Maria Norton de Matos (n. 23 de Março de 1867, f. 2 ou 3 de Janeiro de 1955) Fundador da Cidade do Huambo (Nova Lisboa) e Manuel Maria de Bragança e Saxe-Coburgo-Gotha (n. 15 de Novembro de 1889, f. 2 de Julho de 1932) Rei de Portugal.
  • O Primeiro de Dezembro é o Dia da Autonomia da Pátria Portuguesa… e comemora a libertação da Mátria Portuguesa (que à época se estendia do Alto Amazonas, confluência dos rio Napo e Aguarico, ao Mar de Timor).
  • O Corpo de Deus, ou Corpo de Cristo, que é feriado em Portugal na Áustria e na Polónia, foi instituído em 1264 com o objectivo celebrar o Mistério da Eucaristia e possui antiquíssima tradição em Portugal.
  • A Assunção de Nossa Senhora, ou Assunção de Maria, que é feriado em Portugal, em Cabo Verde, na maioria dos países católicos da Europa e nas ortodoxas Grécia e Roménia, tem por objectivo celebrar Mistério da Assunção de Maria, dogma só proclamado por Pio XII em 1950… mas crença que no Ocidente de Sefarad precede de muito a data do Tratado de Zamora.
Creio pois que é manifesto que os feriados propostos para extinção, supostamente por razões económico-financeiras, são feriados da MAIOR IMPORTÂNCIA SIMBÓLICA para Portugal e para a Pátria Portuguesa.

No entanto foram estes quatro que foram propostos para extinção. Logo exactamente estes quatro. Se tivesse sido só um, dois mesmo, eu ainda acreditaria nas puras motivações económico-financeiras… mas tendo sido os quatro não acredito!

Quanto a mim o que realmente se passa é que esta proposta é uma OFENSIVA SIMBÓLICA contra a Alma da Mátria Portuguesa.

Com a devida vénia  transcrevemos este texto, que  foi publicado por Álvaro Aragão Athayde (Via Facebook).

A.A.B.M.

terça-feira, 2 de outubro de 2012

COMEMORAÇÕES DO 5 DE OUTUBRO EM COIMBRA


No próximo dia 5 de Outubro vai comemorar-se em Coimbra através do movimento cívico Movimento Republicano 5 de Outubro.

Este movimento propõe-se honrar a efeméride referente à implantação da República em Portugal através das seguintes iniciativas, a realizar no próximo dia 5 de Outubro:

12h15 – Concentração de Republicanos junto do monumento ao 25 de Abril, em Coimbra , onde se fará a evocação da figura do Major-General Augusto Monteiro Valente, recentemente falecido. A alocução evocativa estará a cargo de Carlos Esperança.

13h00 – Almoço de confraternização no Restaurante “Still Is”, com marcação prévia. Esta deverá fazer-se, até ao dia 2 de Outubro, através dos seguintes contactos: e-mail – anabela8@hotmail.com ; telm – 934141813. O almoço terá o custo aproximado de 15 euros e as inscrições são limitadas. 


Com a devida vénia via Ponte Europa.

A.A.B.M.

COMEMORAÇÕES DO 5 DE OUTUBRO EM ALPIARÇA

Realizam-se nos próximos dia 5  e 6 de Outubro, em Alpiarça, um conjunto de iniciativas para comemorar a implantação da República.

Para além das visitas guiadas à Casa dos Patudos, realiza-se também uma cerimónia de homenagem a José Relvas, no Jardim do Município e pelas 18 horas, o Professor Doutor António Ventura vai realizar uma conferência intitulada A I República Portuguesa: um balanço. O dia termina com uma revista preparada pela Academia Sénior de Alpiarça.

No dia 6 realiza-se um encontro de coros e o lançamento de um livro.

A acompanhar com toda a atenção.

A.A.B.M.

A REPÚBLICA E O DESPERTAR DOS FAMINTOS: CONFERÊNCIA

No próximo dia 4 de Outubro de 2012, no Auditório Municipal de Alcácer do Sal, pelas 21.30 h, vai realizar-se uma conferência com o Doutor João Madeira, subordinada ao título em epígrafe.

Uma organização da Associação Cultural Cantra, com o apoio da Câmara Municipal de Alcácer do Sal.

Um evento a acompanhar e a divulgar com todo o interesse.

A.A.B.M.

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

A LIBERDADE..., POR VASCO DA GAMA FERNANDES


“A liberdade é como as árvores das grandes florestas: só se lhes pode tomar a grandeza quando um dia decepadas, ou prostradas ao solo.

E será essa liberdade de que jamais prescindiremos, a alavanca das tarefas que se impõem, pois tudo é possível dentro dela e nada fora dela”   [Vasco da Gama Fernandes]

J.M.M.



domingo, 30 de setembro de 2012

ARQUIVO FERNANDO VALLE


"No seguimento de vários contactos com amigos e familiares do Dr. Fernando Vale, o Centro de Documentação 25 de Abril  vai dar início ao trabalho de organização, catalogação e inventário do seu valioso arquivo de correspondência.

Em colaboração estreita com a família este será o primeiro passo no sentido da preservar um património documental de valor e significado únicos para a história da vida social e política portuguesa do Século 20
"

[via Centro de Documentação 25 de Abril]

J.M.M.

sábado, 29 de setembro de 2012

FERIADOS EM PORTUGAL. TEMPOS DE MEMÓRIA E SOCIABILIDADE

Na próxima terça-feira, 2 de Outubro de 2012, pelas 18 horas, na Sala Sá de Miranda (Casa Municipal da Cultura de Coimbra), vai ser apresentado o livro intitulado Feriados Em Portugal. Tempos de Memória e de Sociabilidade, de autoria de Luís Reis Torgal e Luís Oliveira Andrade.

Na sessão será apresentada uma conferência sobre o tema em epígrafe, em homenagem ao Doutor Luís Andrade (1959-2005).

Segundo se pode ler na nota de divulgação da obra:

Esta obra, iniciada há mais de dez anos e agora concluída, mostra-se aquando do seu lançamento mais relevante que nunca, dado o contexto do debate sobre o tema, quando o Estado alterou o Código do Trabalho e aboliu quatro feriados. Os autores começam por recuar até ao Liberalismo, época em que a conceção de feriados cívicos começou a surgir, vindo a consolidar-se no âmbito da celebração dos centenários e do debate sobre o descanso semanal. O próximo grande passo surge em 1910 com o plano dos feriados da República, em que não foram incluídos os dias santos, mas sendo de realçar que esse sistema se manteve na Ditadura e no Estado Novo, só se podendo falar de feriados religiosos em 1952. Com o 25 de Abril de 1974, para além de se tentar recriar a memória dos feriados anteriores, procurou criar-se e ativar-se as festas do trabalhador e da liberdade (o 1.º de Maio e o 25 de Abril) e dar aos feriados municipais uma dimensão popular. A obra termina com a análise da atual viragem de paradigma, quando, em 2011-2012, ainda no âmbito do Centenário da República, surgiu uma justificação simplesmente económica para reduzir os feriados oficiais, resultando na extinção de dois feriados cívicos que simbolizam valores essenciais como o da Respublica e o da independência de Portugal.

Esta obra analisa a problemática dos feriados constatando algumas situações mais ou menos conhecidas do público em geral, entre elas observa-se o seguinte:

O 1.º de Dezembro é o feriado civil mais antigo: sobreviveu à I República austera em festividades, ao Estado Novo que só recuperou os "dias santos" em 1952 e à chegada da democracia, que nunca aboliu feriados mas acrescentou vários ao calendário. 

Menos de uma semana após a revolução republicana de 1910, um decreto acabou com os feriados religiosos e institui apenas cinco dias de 'folga nacional': o 1.º de Janeiro (transformado em Dia da Fraternidade Universal), o 31 de Janeiro (data da revolta republicana no Porto, em 1891), o 5 de Outubro (Dia da República), o 1.º de Dezembro (Dia da Independência e da Bandeira) e o 25 de Dezembro (que passou a Dia da Família).

O mesmo decreto permitia aos municípios escolherem um dia de celebração local, estando aqui a origem dos feriados municipais.

Os republicanos só aceitavam uma celebração civil vinda da monarquia: o 1.º de Dezembro, que celebra a restauração da Independência em relação a Espanha em 1640. Este é um feriado nascido na segunda metade do século XIX, pela mão da então Comissão Nacional 1.º de Dezembro, mais tarde Sociedade Histórica da Independência Nacional, criada em 1861 como reacção "a um movimento iberista".







Um estudo oportuno e interessante para se perceber a polémica que actualmente se vai vivendo no nosso País sobre a redução do número de feriados e as várias posições que vão por aí circulando.

A.A.B.M.

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

CENTRO ESCOLAR REPUBLICANO ANTÓNIO JOSÉ DE ALMEIDA


CENTRO ESCOLAR REPUBLICANO ANTÓNIO JOSÉ DE ALMEIDA - fundado na freguesia dos Anjos, a 1 de Agosto de 1906.

J.M.M.

BAZÍLIO TELLES



► BAZILIO TELLES, "A Questão Religiosa", Porto, Livraria Moreira, 1913, 88 p.

"Em suma, aqui se trata do mais radical posicionamento da República perante o culto católico, que Basílio Teles resume numa proposta de «bazes geraes em que o entendimento recíproco é acceitavel, e não seria talvez difficil d’ultimar rapidamente»:

'[...] Ficam supprimidas, nos orçamentos do Estado e dos corpos administrativos, quaesquer despezas para cultos; [...]
 
Fica supprimido o ensino religioso nas escolas officiaes, o da história das religiões exceptuado. [...]
 
Deixam de ser reconhecidas pelo Estado quaesquer prestações, incluindo as consuetudinárias, dos parochianos, aos seus párochos como subvenção cultual, ou cultual e pessoal ao mesmo tempo. [...]
 
Serão revertidos para o Estado e corporações administrativas, cabendo ao ministério da Justiça o seu arrolamento e avaliação, todos os bens immobiliários e mobiliários até aqui affectos ou destinados ao culto público da religião cathólica, á sustentação, residência, instrucção e recreio dos seus ministros, alumnos ecclesiásticos e demais pessoal da Egreja, desde que se prove não pertencerem a particulares ou a corporações com individualidade jurídica. [...]
 
Serão equiparados, para effeitos tributários, os bens ou valores affectos ao culto cathólico [...]'

► BAZILIO TELLES, "A Inglaterra Pacifista", Porto, Livraria Figueirinhas, 1916, 56 p.

"Opúsculo elogioso para o país aliado, aqui se faz um apanhado das circunstâncias em que a Grã Bretanha entrou na Primeira Guerra Mundial. O panfleto de Edward Cook Porque É que a Grã Bretanha Se Acha em Guerra, Causas e Effeitos é basto citado, em prol das teses expostas"
 
via FRENESI
 
J.M.M.

HENRIQUE GALVÃO - "CRÓNICA DE HORAS VAZIAS"


LIVRO: Crónica das Horas Vazias [Contém uma carta do autor a Marcello Caetano, então Ministro das Colónias];
AUTOR: Henrique Galvão [capa de Ribeiro];
EDITORA: Livraria Popular Francisco Franco, Lisboa, s.d. [1975], 148 p.

"Textos escritos na prisão (política), nos anos 50 do século XX, anteriores à fuga que levará Galvão a actos militarmente subversivos, entre os quais o sequestro do Santa Maria, navio da marinha mercante posto ao serviço de tropas para as colónias. Livro que reflecte o ódio do ex-servidor do Estado Novo a uma ditadura que ele próprio havia promovido. Uma azeda passagem menos “histórica”, mas nem por isso menos importante para a caracterização, hoje à distância, dos anos negros:

'[...] Ainda não podemos ler jornais mas já nos permitem a leitura de alguns livros: só aqueles que a Censura da cadeia tiver como inofensivos para o nosso espírito.

Quem exercerá as funções de Censor? O director da Cadeia nas horas livres dos seus cuidados de hortelão e criador de galinhas? O director da P.I.D.E. ou algum dos seus inspectores? Seja quem for, da casa, estamos sossegados. Os mais cultos pertencem àquela classe de analfabetos que sabem ler e escrever.

Nenhum livro dos que me enviaram me foi interdito. Tratava-se evidentemente de simples formalidade. A Censura não podia deixar de ser um dos órgãos da P.I.D.E. Tinha de assinalar a sua existência. O Estado Novo é um sistema de bolas chinesas: uma grande bola dentro da qual se contém e gira outra bola mais pequena, que por sua vez contém bolas, sempre menores e também cheias de bolas, até à insignificante e última que é maciça. No Estado Novo há um ditador e muitos ditadorzinhos concêntricos, uma Censura e muitas censurazinhas, uma Propaganda e muitas propagandazinhas, etc. Em Caxias gira uma das bolas interiores do sistema com o seu ditador, a sua censura, a sua polícia e a sua propaganda. [...]"

via FRENESI.

J.M.M.

O BERRO - FOLHA HUMORÍSTICA


O BERRO: Ano I, nº 1 (9 Fevereiro 1896) ao nº 18 (27 Junho de 1896); Adm: J. Nápoles (depois, Joaquim Meira Souza); Editor: Paulo da Fonseca; Adm/Redacção: Rua da Barroca, 60, 1º (depois, Rua dos Fanqueiros, nº262), Lisboa; Impresso no Atelier Photo-Chimigraphico», de P. Marinho & C.ª (e na Tipografia Guedes, ao Arco da Bandeira, 64); 1896, 18 numrs [o último numero d’ O Berro deveria sair a 4 de Junho, mas a edição foi apreendida, pelo que so reaparece no dia 27 do mês – ver AQUI]

Colaboração: Arnaldo Fonseca, Celso Hermínio (caricaturista), Gomes Leal, João Chagas (a partir 4º numr).

"Publicado em Lisboa, estreou-se a 9 de Fevereiro de 1896, para berrar somente até 27 de Junho do mesmo ano. Com caricaturas de Celso Hermínio, e crónicas de João Chagas, foi uma das folhas humorísticas mais violentas que se publicaram na época. Os alvos predilectos d’O Berro eram o rei, João Franco e os partidos políticos monárquicos em geral, em linha com o seu programa de apresentação: 'Isto não é um jornal é um Berro!' (...)

Berre-se: que a orientação moral tem a levedação pútrida das dignidades mercenárias. Berre-se: que a orientação política tem o cunho das cínicas torpezas; (…) Berre-se… e berre o escorraçado! Se não… senão, todo o vigor evitado dessa fúria transmutar-se-á no crime: haverá que estrangular a família no ímpeto, e evitar que os filhos sejam míseros' (Arnaldo Fonseca). Nos rugidos, além de Hermínio e Chagas, contaram ainda com a “colaboração de todos os escritores sem trabalho e com muitíssimo talento”. Porque “há que rir!”, colocámos na Hemeroteca Digital esta extraordinária publicação, aqui; para saber mais sobre a história d’O Berro leia, aqui, a ficha história que Rita Correia lhe dedicou..." [via Hemeroteca Digital]

O BERRO - FOLHA HUMORÍSTICA digitalizado AQUI.

J.M.M.

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

IMAGENS DE LISBOA: O TERREIRO DO PAÇO


EXPOSIÇÃO: Imagens de Lisboa: o Terreiro do Paço;
LOCAL: Arquivo Nacional da Torre do Tombo (Sala de Exposições);
DATA: de 28 de Setembro 2012 a 11 de Janeiro de 2013;
ORGANIZAÇÃO: Direcção-Geral de Arquivos (Arquivo Nacional da Torre do Tombo).

J.M.M.

HOMENAGEM AO PROF. DOUTOR JOAQUIM VERÍSSIMO SERRÃO


Vai realizar-se na Sociedade de Geografia de Lisboa, no próximo dia 28 de Setembro de 2012, pelas 17 horas, uma sessão de homenagem ao Professor Doutor Joaquim Veríssimo Serrão.

Será oradora convidada a Profª. Doutora Manuela Mendonça, Presidente da Academia Portuguesa da História.

O autor da famosa História de Portugal, que tem vindo a ser editada desde 1977, é professor jubilado da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Nasceu em Santarém  em 8 de Julho de 1925 e foi reitor da mesma Universidade entre 1973 e 1974, tendo apresentado a demissão na sequência dos acontecimentos de 25 de Abril de 1974.

Ocupou as funções de Presidente da Academia Portuguesa da História ao longo de 31 anos (1975-2006).

Em Santarém, nas instalações do antigo Presídio Militar, foi instalado Centro de Investigação Joaquim Veríssimo Serrão (CIJVS) que receberá o espólio deste historiador que o doou a esta cidade em 2009. Desse espólio fazem parte: os milhares de ficheiros que constituíram as «alfaias» da investigação desenvolvida ao longo de uma vida, bem como os 30 mil livros, 90 caixas de manuscritos, entre os quais a correspondência que trocou com Marcello Caetano, condecorações, telas, entre outras coisas.

Uma interessante iniciativa que não podemos deixar de divulgar junto de todos os que se interessam pela História e Historiografia de Portugal.

A.A.B.M.

terça-feira, 25 de setembro de 2012

BULHÃO PATO, JORNALISTA


CONFERÊNCIA: "BULHÃO PATO, JORNALISTA";
ORADOR: Ernesto Rodrigues;
DIA: 27 de Setembro 2012 (18 horas);
LOCAL: Hemeroteca Municipal [R. S. Pedro de Alcântara, 3, Lisboa];
ORGANIZAÇÃO: Hemeroteca Municipal de Lisboa.

J.M.M.