segunda-feira, 30 de abril de 2012

HERBERTO HELDER



HERBERTO HELDER DE OLIVEIRA [informação da PIDE/DGS - clicar na FOTO para ler]

via Torre do Tombo

J.M.M.

GRÉMIO LUSITANO Nº18 - REVISTA


Saiu a revista nº18 (I semestre de 2012) Grémio Lusitano [Propr. Grémio Lusitano; Editor: Grémio Lusitano; Director: António Lopes; Director-Adjunto: Salvato Teles de Menezes, António Lopes; Coord.: A.L., S.T.M., Silvino G. Silva; Redacção: Rua do Grémio Lusitano, 25, Lisboa], com o seguinte Índice:

"A memória é a consciência da alma" [texto de Fernando Lima] / “Da travessa do Guarda Mór à rua do Grémio Lusitano”, por António Lopes [interessante texto monográfico, com curiosas notas sobre a história do Palácio Maçonico, na antiga travessa do Guarda Mór, depois rua do Grémio Lusitano] / “Museu da República e da Maçonaria”, por Aires Henriques [com invulgares fotos do acervo do Museu, sito em Troviscais, concelho de Pedrógão Grande] / “A Força dos ideais estampados na Beleza de um rótulo”, por Salgueiro Maia (n.s.), da Loja Redenção [curioso e invulgar texto, com referências várias à vila da Irmãnia, ou seja à aldeia da “Marmeleira”, depois denominação extensiva, enquanto “nome maçónico”, para todo o concelho de Mortágua; notas várias sobre o republicano e maçon Basílio Lopes Pereira (Loja Revolta) e ao comerciante, republicano e maçon Júlio Batista dos Reis] / “Internato S. João: férias balneares de 1879”, por Pedro Manuel Pereira / “Na rota dos companheiros”, texto estimado de Feliciana Ferreira (GLFP) / “No primeiro aniversário da Loja Teotónio de Ornelas”, valioso texto de Manuel (n.s.), da Loja Passos Manuel [referências ao trabalho militar, político, carbonário e maçónico do ilustre liberal Teotónio Ornelas, na Ilha Terceira] / A maçonaria em Portugal [debate promovido pelo D.N., em 24 de Novembro, com António Reis] / “Uma questão de identidade”, por JEMC, da Loja Convergência / “Procura Iniciática e Transmissão", por Irène Manguy [importante texto proferido no aniversário da Loja Acácia] / “O Rito Escocês Antigo e Aceito. Contributos para o estudo da sua introdução em Portugal”, por António Lopes [apreciado texto, anteriormente proferido numa conferência, em Novembro, na Universidade Lusófona] / “Do passado para o futuro”, por António Flora (n.s.), da Loja Universalis / “Revista da Maçonaria”, por Salvato Teles de Menezes / “O chamamento maçónico”, por Fernão Mendes Pinto (n.s.), da Loja Graal / “O segredo maçónico”, texto de Fernando Castelo-Branco Sacramento / “Entre Gomes Freire e o Patriotismo Científico ou o partido dos funcionários contra o partido dos fidalgos – um projecto por cumprir”, por José Adelino Maltez [precioso texto, proferido por Adelino Maltez na conferência do centenário do Instituto Superior Técnico] / “A propósito de Berlin Alexanderplatz”, por Cícero (n.s.), da Loja Transparência / “Paradoxos do laxismo e da complacência”, por Voltaire (n.s.), da Loja Camões / “Emergência de uma nova governança mundial”, por Teresa S. C. Pereira / “Questões dominantes para o futuro”, por António Carlos (n.s.), da Loja Victória / “Metodologias para o século XXI”, por Franklin Rousevelt (n.s.), da Loja Victória / "A morte é o fim?", por Pedro Hispano (n.s.), da Loja Solidariedade / “São João e a Maçonaria”, por Montesquieu (n.s.), da Loja Passos Manuel [estimado texto] / "Estudo para uma interpelação ritual”, por Hermann Hesse (n.s.), Loja Universalis [estimado e valioso texto] / "A surpresa de uma cerimónia iniciática", de Einstein (n.s.), da Loja Amor da Pátria / "Reflexão e interpretação simbólica do uso do malhete e do cinzel da pedra bruta", por Origo (n.s.), da Loja O Futuro / "Barros Queiroz: exemplo de serviçoa à causa pública", por Miguel Cunha Ferraz [valioso texto sobre uma personalidade estimada do republicanismo, Tomé José de Barros Queiroz / "Tiradentes", de Amândio Silva / "António José de Almeida e a Maçonaria", estimado texto de António Ventura, com novas anotações biográficas sobre a iniciação maçónica de António José de Almeida.

J.M.M.

sexta-feira, 27 de abril de 2012

OS PORTUGUESES QUE COMBATERAM EM FRANÇA NA GUERRA DE 1914-1918


Nas nossas pesquisas sobre a participação portuguesa na I Guerra Mundial, encontramos este video. Elaborado, ao que tudo indica, por um emigrante ou luso descendente radicado em França, que mostra diversas informações curiosas, ainda que em francês, compreensíveis para a maioria dos interessados.

Além disso, com base numa interessante colecção de postais, fotografias e imagens antigas e actuais faz uma homenagem aos "heróis portugueses que combateram em França".

A ver com todo o cuidado.

A.A.B.M.

quinta-feira, 26 de abril de 2012

POLÍTICAS SOCIAIS: DEBATE E PERSPECTIVAS



Inicia-se amanhã, 27 de Abril, e depois de amanhã, 28 de Abril, na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, um colóquio com o título em epígrafe, que conta com a seguinte comissão organizadora: Maria Fernanda Rollo, José Maria Brandão de Brito, David Pereira e Ana Carina Azevedo.

O programa detalhado das comunicações e debates pode ser consultado AQUI.

Entre os intervenientes contam-se: Julia Moses, Miriam Halpern Pereira, Cristina Rodrigues, Teresa Nunes, Sean Lucey, Célia Reis, Laurinda Abreu, Carolina Colvero, Simone Frangella, Jonas Van Vossole, Marjatta Rahikainen, Álvaro Garrido.

A sessão termina com uma mesa-redonda subordinada ao tema: O presente e o futuro das políticas sociais com moderação de José Maria Brandão de Brito , onde debaterão o tema proposto Carlos Farinha Rodrigues, Fernando Ribeiro Mendes, João Proença, Manuel Carvalho da Silva.

Uma interessante iniciativa organizada pelo Instituto de História Contemporânea.

Um problema pleno de actualidade, certamente com leituras contraditórias, suscitando por isso um interessante debate.

A.A.B.M.

LUZ DE ALMEIDA - CONFERÊNCIA POR ANTÓNIO VALDEMAR



CONFERÊNCIA: "Luz de Almeida (1867-1939) Grão-Mestre da Carbonária e um dos fundadores da República";
ORADOR: António Valdemar (jornalista e olisipógrafo);
DIA: 3 de Maio (17 horas);
LOCAL: Biblioteca de São Lázaro (Rua do Saco, 1, Lisboa - Freguesia da Pena);
ORGANIZAÇÃO: Jorge Trigo & Biblioteca de São Lázaro, com apoio da Fundação Mário Soares e do G.O.L. [Grande Oriente Lusitano].

J.M.M.

RELATÓRIOS DE LIVROS CENSURADOS



Um conjunto de Relatórios de Livros Censurados pelo Secretariado Nacional de Informação (Censura) estão digitalizados na Torre do Tombo online - AQUI, AQUI, AQUI, AQUI, AQUI, AQUI, AQUI e AQUI.

FOTO: documento de proibição da obra "Historia Critica de la Teoria de la Plus Valia", de "Carlos Marx".

J.M.M.

LIVROS PROIBIDOS NO REGIME FASCISTA (VII)




- MARCHAS, DANÇAS E CANÇÕES PRÓPRIAS PARA GRUPOS VOCAIS OU INSTRUMENTAIS POPULARES [capa de Vespeira], Música de Fernando Lopes Graça; Versos Inéditos de Armindo Rodrigues, Arquimedes da Silva Santos, Carlos de Oliveira, Edmundo Bettencourt, João José Cochofel, Joaquim Namorado, José Ferreira Monte, José Gomes Ferreira e Mário Dionísio; Lisboa, Seara Nova, 1946, 46 pgs.

FOTO 2: Documento da PIDE sobre a apreensão do livro "Marchas, Danças e Canções" [via Torre do Tombo]

J.M.M.

quarta-feira, 25 de abril de 2012

LIVROS PROIBIDOS NO REGIME FASCISTA (VI)




- NOVOS CONTOS DO GIN, Mário Henrique-Leira, Lisboa, Editorial Estampa, 1973, 183-VII págs.

"Entrei.
- Tire o chapéu – disse o Senhor Director.
Tirei o chapéu.
- Sente-se – determinou o Senhor Director.
Sentei-me.
- O que deseja? – investigou o Senhor Director.
Levantei-me, pus o chapéu e dei duas latadas no Senhor Director.
Saí
"

Mário Henrique-Leira, História Exemplar.

J.M.M.

III CONGRESSO DA OPOSIÇÃO DEMOCRÁTICA - AVEIRO 1973




III CONGRESSO DA OPOSIÇÃO DEMOCRÁTICA - Aveiro 4 a 8 de Abril de 1973

J.M.M.

OTELO SARAIVA DE CARVALHO



"E, oxalá que, realmente não tenhamos que um dia encher a arena do Campo Pequeno com muitos contra-revolucionários, antes que os contra-revolucionários nos metam a nós no Campo Pequeno"

Otelo Saraiva de Carvalho, 15 de Junho de 1975

J.M.M.

LIVROS PROIBIDOS NO REGIME FASCISTA (V)



- Anti-Dühring ou a Subversão da Ciência pelo sr. Eugénio Dühring, Frederico Engels [trad. Isabel Hub & Teresa Adão], Edição Fernando Ribeiro de Mello (Afrodite), 1971, 398-(1) pgs;

- Da Prática: De onde vêm as ideias justas, Mao Tsé-Tung [trad. José Pacheco Pereira & Maria Helena Cunha], V. Nova de Famalicão, Distribuição Livraria Brandão (Cadernos Vanguarda, nº1), 1971, 29 pgs.

J.M.M.

"REDACÇÕES DA GUIDINHA" - LUÍS DE STTAU MONTEIRO




"Redacções da Guidinha" [clicar para ler] de Luís de Sttau Monteiro, in Diário de Lisboa (suplemento A Mosca) - "O Chefe do meu pai era um democrata e ninguém sabia ..." (Sábado, 11 de Maio de 1974)

J.M.M.

25 DE ABRIL DE 1974




Esta é a madrugada que eu esperava
O dia inicial inteiro e limpo
Onde emrgimos da noite e do silêncio
E livres habitamos a substância do tempo
.

[Sophia de Mello Breyner]

FOTO 1: Salgueiro Maia in [entrevista a Adelino Gomes - AQUI]

FOTO 2: via Maria João Costa Facebook

J.M.M.

“ABRIL NÃO DESARMA” – MANIFESTO DA ASSOCIAÇÃO 25 DE ABRIL



"Há 38 anos, os Militares de Abril pegaram em armas para libertar o Povo da ditadura e da opressão e criar condições para a superação da crise que então se vivia.

Fizeram-no na convicta certeza de que assumiam o papel que os Portugueses esperavam de si.

Cumpridos os compromissos assumidos e finda a sua intervenção directa nos assuntos políticos da nação, a esmagadora maioria integrou-se na Associação 25 de Abril, dela fazendo depositária primeira do seu espírito libertador.

Hoje, não abdicando da nossa condição de cidadãos livres, conscientes das obrigações patrióticas que a nossa condição de Militares de Abril nos impõe, sentimos o dever de tomar uma posição cívica e política no quadro da Constituição da República Portuguesa, face à actual crise nacional.

A nossa ética e a moral que muito prezamos, assim no-lo impõem!

Fazemo-lo como cidadãos de corpo inteiro, integrados na associação cívica e cultural que fundámos e que, felizmente, seguiu o seu caminho de integração plena na sociedade portuguesa...
" [CONTINUAR A LER O MANIFESTO]

[Manifesto “Abril Não Desarma” da Associação 25 de Abril – AQUI]

J.M.M.

terça-feira, 24 de abril de 2012

MIGUEL PORTAS 1958-2012



"Fui livre, como as águas, que não sobem.
Pensei ser livre, como as pedras caem.
O nada contemplei sem êxtase nem pasmo,
Que o dia a dia
Em que me via
Ele mesmo apenas era e nada mais.
...
Se em meus lugares, portanto, me buscardes
O nada que encontrardes
Eu sou e a minha vida
"

[Jorge de Sena]

J.M.M.

LIVROS PROIBIDOS NO REGIME FASCISTA (IV)



- Pátria, Lugar de Exílio. Poesia em Tempo de Guerra, Daniel Filipe, Edição do Autor, 1963, 80 pgs;

- O Canto e as Armas, Manuel Alegre, Lisboa, Edição do Autor (Colecção Nova Realidade), 1967 [foto de Eduardo Gajeiro], 150 pgs.

J.M.M

LIVROS PROIBIDOS NO REGIME FASCISTA (III)



- As lutas operárias contra a carestia de vida em Portugal: a greve geral de Novembro de 1918, José Pacheco Pereira, Porto, Tip. Grafamar, Portucalense Editora (colecção nº2 dos “Textos de Apoio”), Agosto de 1971, 200 pgs;

- Questões sobre o movimento operário português e a revolução russa de 1917, José Pacheco Pereira, Porto, Tip. Orgal, Ed. Autor, Distribuição pela Livraria Júlio Brandão (V. N. Famalicão), 103 pgs.

J.M.M.

A CONTEMPORÂNEA (1915-1926) E O MODERNISMO ARTÍSTICO E LITERÁRIO

CICLO de CONFERÊNCIAS: Das Revistas Políticas e Literárias na I República


CONFERÊNCIA:

ORADOR: Luís Bigotte Chorão(Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX);
DIA: 24 de Abril (18 horas);
LOCAL: Biblioteca-Museu República e Resistência / Cidade Universitária, Lisboa);
ORGANIZAÇÃO: Biblioteca-Museu República e Resistência & Hemeroteca Municipal de Lisboa.

Uma iniciativa a não perder, com um investigador e bibliófilo de grande qualidade.

A.A.B.M.

segunda-feira, 23 de abril de 2012

NO DIA MUNDIAL DO LIVRO: JOSÉ MINDLIN



Hoje, quando se assinala o Dia Mundial do Livro, recordamos, com este pequeno video, um dos maiores entusiastas e apaixonado pelo livro. Conseguiu reunir a maior biblioteca particular do Brasil e na sua vastíssima coleção de livros deixou inúmeras relíquias que muitos bibliófilos apaixonados tanto ambicionam.

A ver com toda a atenção e, particularmente, dedicado a todos os entusiastas pelo livro ainda e sempre (dizemos nós) em papel.

A.A.B.M.

CEUD - BOLETIM INTERNO Nº1



BOLETIM INTERNO DA CEUD [Comissão Eleitoral de Unidade Democrática], datado de 20 de Setembro de 1969, apresentando os candidatos às eleições para a Assembleia Nacional (1969) [clicar para ler]

FOTO: via Restos de Colecção, com a devida vénia.

J.M.M.

LIVROS PROIBIDOS NO REGIME FASCISTA (II)



- ESCRITOS POLÍTICOS - Mário Soares, Lisboa, Edição do Autor, Tip. Jornal do Fundão, Depositária Editorial Inquérito, 1969, 245 pgs

- FALAR CLARO - José Magalhães Godinho, Lisboa, Edição do Autor, Tip. do Jornal do Fundão, Depositária Editorial Inquérito, 1969, 200 pgs

NOTA: as obras atrás referidas foram apreendidas (em Outubro de 1969 ?) e proibidas de circular no decorrer da campanha eleitoral para a Assembleia da República, em 1969. Mário Soares e José Magalhães Godinho pertenciam à CEUD [Comissão Eleitoral de Unidade Democrática], coligação que se apresentou às eleições (apenas) no círculo de Lisboa, Porto e Braga.

J.M.M.

domingo, 22 de abril de 2012

LIVROS PROIBIDOS NO REGIME FASCISTA (I)


O EXPRESSO (por José Pedro Castanheira) apresenta na edição de 21 de Abril (pp 22-23) uma inventariação de obras proibidas durante 1933-1974 – “Os 900 livros que o Estado Novo censurou” – recorrendo ao trabalho encetado (em 2003) por José Brandão. A listagem já tinha sido anteriormente publicada pela Comissão do Livro Negro sobre o Regime Fascista (Maio de 1981, 124 pgs), mas na verdade não esgotou o rol de publicações censuradas e apreendidas pela Ditadura.

De outro modo, há um curioso zelo (ou enfado ... será?) na não divulgação da opiniosa, quanto sublime, prosa presente nos despachos dos censores (sob este assunto acompanhe-se o trabalho porfiado de José Pacheco Pereira na Ephemera). E, o que é admirável nisto tudo, é a inexistência (que se saiba) de qualquer investigação sobre as recomendações publicados nos jornais (ou em Cartas ao Director) pelos “nossos” censores indígenas (alguns escreviam sob pseudónimo) que em artigos se insurgiram contra a circulação dessas obras ditas “blasfemas”, que “minavam a juventude”, o regime e a civilização. Seria curioso testemunhar esse apostolado reaccionário, bem como entender a ligação que mantinham com sectores institucionais ligados à perpetuação da ditadura. O branqueamento desta questão (como de outras) é quase total. O silêncio é d’oiro!



[a continuar]

J.M.M.

quinta-feira, 19 de abril de 2012

DIA MUNDIAL DOS MONUMENTOS E SÍTIOS EM LOULÉ


No âmbito das comemorações do Dia Mundial dos Monumentos e Sítios realiza-se no próximo dia 21 de Abril, em Loulé, uma visita guiada pelo cemitério local. Conduzem a visita dois apaixonados pela história local: Luís Guerreiro e Luísa Martins.

A investigação sobre a importância dos cemitérios tem vindo a aumentar e, não só em Portugal, mas sobretudo os estrangeiros têm vindo a explorar melhor as potencialidades destes espaços. Nos cemitérios, encontram-se não somente dados sobre pessoas mais ou menos conhecidas no meio local, muitas vezes preservadas na toponímia local, mas também verdadeiras obras de arte: esculturas, trabalhos em ferro forjado, campas e lápides com frases, poemas, símbolos, jazigos construídos em mármore, granito ou em calcário, entre muitas outras coisas.

Os cemitérios são lugares fascinantes, cheios de símbolos, obras de arte e mistérios. Já existem alguns estudos sobre a importância destes espaços em Portugal, como este que encontramos AQUI, AQUI ou AQUI.

Os contactos e o horário constam no cartaz publicado acima.

Uma atividade diferente e certamente interessante.

A.A.B.M.

quarta-feira, 18 de abril de 2012

18 DE ABRIL DE 1925


A revolta militar de 18 de Abril de 1925 é, geralmente considerada, como uma espécie de ensaio geral do que viria a ser o 28 de Maio um ano mais tarde. Com base no apoio da ditadura de Primo Rivera em Espanha, os revoltosos, onde destacavam Sinel de Cordes, Raul Esteves e Filomeno da Câmara, pretendiam “A reorganização e saneamento do Exército e da Marinha”, e “A rigorosa compressão das despesas do Estado pelo afastamento de funcionários em excesso”, e ainda "A justa actualização das receitas, de forma a conseguir_se o equilíbrio orçamental" onde se misturavam objetivos militares e políticos.

A conspiração que já vinha a ser preparada à algum tempo e onde pontificavam como autores da intentona algumas das figuras da “direita” em Portugal. O 18 de Abril foi, de facto, um golpe militar, com alguns civis à mistura. Tal como assinalou um dos envolvidos no movimento, Jorge Botelho Moniz, o líder da conspiração, o General Sinel de Cordes optou por centrar toda a conspiração no meio militar. A visão dominante naquele período, nos meios castrenses e conservadores, apontava como solução para o problema político de Portugal, uma intervenção redentora do Exército que poderia contribuir para solucionar a crise por que passava a pátria.

A ação do movimento constou no seguinte: os revoltosos ocuparam na madrugada de 18 de Abril de 1925 a Rotunda e, tal como acontecera com Machado dos Santos, catorze anos e meio antes, aí se entrincheiraram, cobrindo, desta feita, com as metralhadoras, as embocaduras das vias que irradiavam dessa posição. Para este golpe contavam com o apoio das seguintes unidades: 1.º Grupo de Metralhadoras, ao Grupo de Artilharia a Cavalo de Queluz, ao Batalhão de Telegrafistas, que, contudo, só às duas da tarde aderiu ao movimento, e ao Batalhão de Sapadores dos Caminhos-de-Ferro, uma unidade mítica para a direita conservadora, pois ajudara a esmagar as greves dos ferroviários dos anos de 1919 e 1920, assegurando a circulação das locomotivas e dos comboios.

Como sempre acontece nestes momentos, algumas das forças prometidas acabaram por não se revoltar, enfraquecendo de forma nítida a manobra delineada. Neste caso esteve o regimento de Infantaria 16 (instalado no Castelo de São Jorge), que deveria ocupar o Arsenal do Exército, o que acabou por não acontecer. Muitos dos oficiais de Cavalaria 2, que não apareceram com o seu regimento, de Infantaria 2, onde no dia aprazado, só estavam metade dos oficiais que se tinham comprometido com o movimento.

No total, organizaram-se na Rotunda cerca de 1000 homens, 50 metralhadoras e 8 peças de artilharia, que pertenciam ao Grupo de Artilharia a Cavalo de Queluz. Porém, Sinel de Cordes, envia como emissário dos revoltosos Vieira da Rocha, para negociar e para tentar impor o seu ultimato ao Presidente da República, Manuel Teixeira Gomes. O emissário demonstrou desde logo empatia para com os objectivos do movimento. Entretanto, no Quartel do Carmo, refugiaram-se o Presidente da República e o governo. Aí, Vieira da Rocha é demitido e Sinel de Cordes feito prisioneiro pelas tropas apoiantes do Governo. Este mobiliza as forças militares que dispõe, sobretudo quando se confronta com a inação dos militares da Rotunda, que mantêm uma ansiosa expectativa. Os militares revoltosos foram surpreendidos com a coragem e resolução por parte do Governo, nem contavam com tanta hesitação por parte da maioria dos seus camaradas que erravam na posição que deveriam tomar.

Ás quatro da tarde, garantidas algumas unidades da capital, como a do Castelo de São Jorge e com o apoio da Armada, o governo decide passar à ofensiva. Estrategicamente, a partir de Monsanto, Artilharia 3 ataca a Rotunda. Porém, porque descoberta, Artilharia 3 sofre pesadas baixas, por via da resposta das baterias da Rotunda. De Infantaria 16, vem mais fogo, com base nas tropas instaladas do Castelo de São Jorge. A situação dos sublevados torna-se cada vez mais fraca porque não conseguem descortinar se o fogo intenso a que estão expostos vem ou não do Castelo de São Jorge. A artilharia do Castelo era invisível para os revoltosos. Em simultâneo, os elementos da Armada com algumas colunas de marinheiros, uma companhia de Infantaria 16 e outra de Infantaria 11 investem pelo Largo do Rato, pela Avenida Braancamp e por Campolide atacando a Rotunda. O regimento de Infantaria 1 envolve-se nos confrontos e reforça as forças governamentais. Entretanto, outras forças como a Guarda Republicana, com forças de cavalaria e infantaria aproximavam-se também, pela Avenida Duque de Loulé e por Sete Rios.

Apesar do fogo intenso de parte a parte, as baixas mortais são poucas. Entre os revoltosos alguns ainda pensavam que o prolongamento da resistência poderia ser-lhes favorável. No entanto, na manhã de dia 19 de Abril, o governo controlava já a situação. As forças governamentais dispunham de maior poder de fogo e de mais forças. Pior, os revoltosos estão cercados e à beira de ficarem isolados. Perante esta situação pouco favorável só resta aos sublevados a capitulação, assim o fazem, na manhã de 19 de Abril de 1925.


Entretanto, a participação do operariado no combate ao movimento militar de 18 de Abril de 1925 tinha tido como resultado a deportação de numerosos militantes tanto comunistas como anarquistas para África. No entanto, a sua acção foi decisiva para conter a rebelião militar, e por outro lado, deu alento ao governo para actuar em defesa da República. Embora os militares se recusassem a entregar armas aos civis, o comportamento popular na rua conduziu ao recuo das forças militares que previamente tinham garantido a sua adesão ao movimento das direitas. Alguns dias depois, centenas de sindicalistas e de anarquistas são presos. As prisões de sindicalistas começaram logo a 18 de Abril. A 20 de Maio de 1925, na sequência do atentado a Ferreira do Amaral, houve uma segunda leva de deportados sem julgamento.

Curiosamente, em Setembro desse mesmo ano, serão levados a julgamento os oficiais implicados no golpe, tendo o promotor da Justiça, General Óscar Fragoso Carmona, declarado: «A Pátria doente manda acusar e julgar neste tribunal os seus filhos mais dilectos».
O resultado final desse julgamento é que todos os implicados foram absolvidos.

Passados poucos meses, a 19 de Julho de 1925, a revolta vem da Marinha e é seu protagonista o capitão de fragata Mendes Cabeçadas (republicano conservador). Nessa revolta as intenções expressas eram "restabelecer a ordem e a disciplina" e "libertar o País dos maus políticos e suas clientelas".

Menos de um ano depois, a 28 de Maio de 1926, o mesmo programa estará de novo na rua. Dessa vez com mais forças, e novas chefias militares: Óscar Fragoso Carmona, que absolvera os incriminados do 18 de Abril; Gomes da Costa que era general com folha de serviços recheada, herói da Índia, da África e da Flandres, passara pelo sidonismo e pela Cruzada Nun'Alvares e Mendes Cabeçadas que fora um dos heróis do 5 de Outubro de 1910, mas que ambicionava uma República diferente daquela que existia em 1925/26.

Esta não foi de facto uma revolta qualquer. A liderar o movimento de revoltosos estão alguns dos homens que farão, um ano depois, o 28 de Maio de 1926 e terão um papel destacado na ditadura militar e do aparecimento do Estado Novo.

A.A.B.M.

HOMENAGEM A JOAQUIM ROMERO MAGALHÃES


Decorreu, esta tarde, na Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra, a última lição e a homenagem ao Professor Joaquim Romero Magalhães. Conforme se pode ver na fotografia que apresentamos, da direita para a esquerda, estiveram na mesa o Magnífico Reitor da Universidade de Coimbra, João Gabriel Silva, o homenageado, o Diretor da Faculdade de Economia e antigo aluno do homenageado, Professor Doutor José Reis, o Doutor Álvaro Garrido e a representante da Editora Almedina, que promoveu a edição do livro de homenagem que referimos AQUI.

Num anfiteatro cheio, onde se encontravam alguns antigos alunos da Faculdade como o Dr. Manuel Machado, antigo presidente da Câmara Municipal de Coimbra e o atual presidente da Câmara Municipal de Coimbra, João Paulo Barbosa de Melo, professores da FEUC e da FLUC (Isabel Vargues, Manuela Tavares Ribeiro, João Paulo Avelãs Nunes), professores de outras Universidades como do ISEG, Nuno Valério e Maria Eugénia Mata, David Justino, Universidade do Porto, Luís Miguel Duarte, Universidade de Évora Fernanda Olival, Universidade do Algarve, António Rosa Mendes, entre muitos outros que quiseram estar presentes neste momento. Alguns deles, e não somente familiares, deslocaram-se propositadamente do Algarve para o cumprimentar neste dia.

Momento que marca uma carreira universitária, mas não pára projetos e ideias que o homenageado anunciou que ainda tem por concretizar, nos livros que ainda quer escrever, entre outros aspetos. A última lição representa um ciclo que se encerra, mas um novo que se abre. A partir de agora, talvez já sem as pressões e as obrigações inerentes às funções, mas a capacidade de aproveitar mais as coisas e tentar, como foi dito pelo próprio "divertir-se" com aquilo que gosta.

A última lição proferida pelo professor de História Económica, entre as muitas referências que fez da sua vida pessoal e académica, aos cargos políticos que desempenhou, em especial no período pós-25 de Abril, às funções que desempenhou como Comissário Geral da Comissão Nacional para as Comemorações dos Descobrimentos Portugueses, aos episódios marcantes que passou quando chegou a Coimbra, as personalidades que conheceu nessa fase com destaque para o Professor Salvador Dias Arnaut e para o Professor Paulo Quintela. Aproveitou também para relembrar como se cruzou com o Professor Vitorino Magalhães Godinho e como este lhe abriu as portas a um novo mundo de investigação histórica que se fazia no exterior, emprestando-lhe os livros e os autores que, na época, ainda eram desconhecidos em Portugal como Lucien Febvre, Ernest Labrousse e, sobretudo, Fernand Braudel.

Um final de tarde de encontros e reencontros com alguns dos fazedores da História que se vai investigando em Portugal, em especial da História Económica e Social, onde o Professor Joaquim Romero Magalhães tem um lugar de destaque.

A.A.B.M.

terça-feira, 17 de abril de 2012

II CONGRESSO REPUBLICANO DE AVEIRO


II Congresso Republicano de Aveiro – Teses e Documentos. Textos Integrais, AA.VV. (capa de Santos de Almeida), Impressão Bertrand (Irmãos), Rua Sacadura Cabral, Edição Seara Nova, Lisboa, 1969, II vols (516+360 pgs)

Trata-se da Edição "sob patrocício e direcção do Secretariado do Congresso" - II Congresso Republicano de Aveiro - "segundo a ordem por que apareceram no programa das sessões".

Documentos dos seguintes Intervenientes: Álvaro Seiça Neves, Helder Ribeiro, Ferreira de Castro, Cunha Leal, Elina Guimarães, Rodrigues Lapa, Rui Grácio, José Rodrigues, José Esteves, César Anjo, J. Simões, Fernando Mouga, José Alberto Rodrigues, Manuela Azevedo, José Tengarrinha, Augusto da Costa Dias, António Macedo, Santos Simões, Raul Rego, Veiga Pires, Veloso Pinho, J. E. Anção Regala, Orlando de Carvalho, Vasco da Gama Fernandes, Virgínia Moura, Lobão Vital, M. da Costa e Melo, F. Abranches Ferrão, Limdim Ramos, Salgado Zenha, Duarte Vidal, Raul de Castro, Eduardo Ribeiro, José Rabaça, Rogério Fernandes, Flávio Martins, Alberto Pedroso, José Gaspar teixeira, Luís Francisco Rebelo, José Magalhães Godinho, A. Marcelino Mesquita, Vitor Sá, Armando de Castro, M. Dinis Jacinto, Urbano Tavares Rodrigues, Vitorino Magalhães Godinho, Armando Bacelar, José Henriques Varela, Óscar Lopes, Marta Cristina Araújo, Edito Gonçalves, Mário Soares, Sottomaior Cardia, Marcelo Campos, Blasco Hugo Fernandes, Manuel Augusto Araújo, Sérgio Ribeiro, Júlio Almeida Carrapato, Emídio Santana, Humberto Lopes, Aida Loureiro Magro, Álvaro Salema, Manuel Rodrigues Lapa, Rui Luís Gomes, José Morgado, Maria Lamas, F. Ramos da Costa, Flausino Torres, António Borges Coutinho, Augusto César Araújo, Manuel Sertório, Joaquim de Matos Pinheiro, Joaquim Mestre, Rui José Nobre Teixeira Filho, Manuel Teixeira Ruela.

FOTO via FRENESI

J.M.M.

segunda-feira, 16 de abril de 2012

"A CONSTITUIÇÃO DEFENDIDA, O DESPOTISMO ATERRADO"




A Constituição defendida, o despotismo aterrado [Visual gráfico: alegoria] - de Luis Antonio [Xavier, cf. Diccionario Bibliographico Portuguez, de Inocêncio Francisco da Silva & Brito Aranha], Lisboa, s.n., 1822 [ver digitalizado na BND].

via António Ventura Facebook

J.M.M.

domingo, 15 de abril de 2012

ÚLTIMA LIÇÃO: JOAQUIM ROMERO MAGALHÃES



Na Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra, vai realizar-se na próxima quarta-feira, dia 18 de Abril, pelas 17 horas, a última lição do Professor Romero Magalhães.

Pode lêr-se na nota de divulgação:
No próximo dia 18 de abril, 4ª feira, às 17 horas, o Doutor Joaquim Romero Magalhães profere no Auditório da FEUC a Lição “Últimas Palavras?”, com que se assinala a sua Jubilação. Esta lição insere-se nas Conferências da FEUC, com que pagamos o nosso tributo a professores que, jubilando-se ou reformando-se, passaram a outro estatuto como membros desta Faculdade.

No mesmo momento será apresentado o livro “Economia, Instituições e Império: Estudos oferecidos a Joaquim Romero Magalhães”.


A seguir, pelas 20 horas, no restaurante "Baga" do Hotel Tryp Coimbra, realiza-se um jantar.

Convidam-se todos a estarem presentes no Auditório, manifestando o nosso reconhecimento a este Professor, e a participarem no jantar.
As inscrições para o jantar e respetivo pagamento deverão ser feitas junto da D. Gabriela Correia, na Administração da FEUC, ou por email (feuc@fe.uc.pt), sendo que neste último caso o pagamento poderá ser feito no próprio dia.


Nesta mesma ocasião vai fazer-se a apresentação de uma obra feita por um conjunto de investigadores que conviveram e trabalharam com o Professor Romero Magalhães organizada pelos Professores Álvaro Garrido, Leonor Freire Costa e Luís Miguel Duarte.

Um evento que o Almanaque Republicano divulga junto de todos os seus ledores para acompanhar com toda a atenção.

A.A.B.M.

FACES DE MUDANÇA: HISTORIOGRAFIA E HISTORIADORES DO SÉCULO XX EM PORTUGAL


O Centro de História da Universidade de Lisboa , dirigido pelo Professor Doutor António Ventura, vai levar a efeito na próxima terça-feira, 17 de Abril de 2012, um seminário intitulado Face de Mudança: Historiografia e Historiadores do Século XX em Portugal que conta com a presença de alguns dos investigadores que agora se têm dedicado a esta temática como: Norberto Cunha, José Neves, Ana Maria Rodrigues, António Hespanha, Luís Bigotte Chorão, Paulo Archer de Carvalho, Maria do Rosário Themudo Barata, Maria Alexandra Lousada, Luís Ramalhosa Guerreiro, Francisco Contente Domingues, Luís Reis Torgal.

A sessão vai realizar-se no Anfiteatro III, da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.

Uma iniciativa dos grupos de trabalho do Centro de História - Memória & Historiografia e do Centro de Estudos Migrações das Relações Interculturais da Universiade Aberta- Comunidades, Identidades e Memórias que merece toda a divulgação.

A acompanhar com todo o interesse.
A.A.B.M.

quarta-feira, 11 de abril de 2012

MANUEL BORGES GRAINHA (1862-1925)



AQUI, AQUI, AQUI & [TUDO] AQUI referimos "um dos republicanos mais activos no combate ao clero português: Manuel Borges Grainha" [n. 14 Janeiro 1862 - f. 4 Abril 1925]. Apresentamos, agora, duas das suas obras:

- "O PORTUGAL JESUITA", Lisboa, 1893, Typographia e Stereotypia Moderna, 2ª ed., 514 págs.

"Publiquei ha mezes um livro intitulado Os Jesuitas e as Congregações Religiosas em Portugal nos ultimos trinta annos, o qual teve echo no paiz, principalmente nos centros jesuiticos. [...]

Do campo catholico-jesuita (pois ha tambem o catholico não jesuita) sairam immediatamente tres livros contra o meu. N’elles notei que, deixando de parte as outras Congregações, pretenderam defender quasi exclusivamente os jesuitas; e que, não percebendo a força da minha prova testemunhal, julgaram que não poderia adduzir em favor das minhas affirmações documentos e citações auctorisadas.
Visto isso, vou fazer n’este livro um estudo mais particular e detalhado dos jesuitas e dos seus defensores, que constituem o que podemos chamar o Portugal Jesuita ...
" [M. Borges Grainha - via FRENESI]

- "HISTÓRIA DO COLÉGIO DE CAMPOLIDE DA COMPANHIA DE JESUS. Escrita em Latim pelos Padres do Mesmo Colégio Onde Foi Encontrado o Manuscrito", Imprensa da Universidade, Coimbra, 1913, LXXVI+ 148 págs (20 extra-textos+11 desdobráveis).

"De altíssima importância histórica. Permite-nos, por exemplo, perceber por que expulsou o marquês de Pombal os jesuítas, ou por que os perseguiu a República.
Avulso, apenas dois títulos de capítulo esclarecedores: 'Colégios para pobres transformados em Colégios para ricos e relutância dos jesuítas em gastar dinheiro com o ensino de crianças pobres', é o IV capítulo; outro, o V: 'Antipatriotismo dos jesuítas portugueses. Algumas das suas casas colocadas sob nomes de estranjeiros e resultados pitorescos e aflitivos dessa manigância' ...
" [via FRENESI]

J.M.M.

JOGO DA GLÓRIA



Vai ser apresentado na proxima sexta-feira, 13 de Abril de 2012, pelas 18.30h, o catálogo da exposição Jogo da Glória que está ainda patente no Palácio da Cidadela, em Cascais.

Esta exposição foi organizada com base na importante coleção de publicações disponibilizada pelo distinto bibliófilo Emilio Ricon Peres, que no âmbito da colaboração como Museu da Presidência da República possibilitou a organização desta iniciativa.

Através da caricatura e da sátira dos humoristas podemos ver alguns dos acontecimentos, figuras e polémicas que marcaram o século XX.

Stuart de Carvalhais, Rafael Bordalo Pinheiro, Silva Monteiro, António, Cid, Amadeu de Sousa Cardoso, Almada Negreiros, Luis Afonso, Cristina Sampaio ou Sam são alguns dos nomes associados à caricatura e à ilustração cujos trabalhos originais serão expostos, reconstituindo um percurso de avanços e retrocessos que simula o célebre Jogo da Glória.

Disponíveis visitas ao Palácio da Cidadela de Cascais e à exposição Jogo da Glória.


Vão apresentar o catálogo João Paulo Cotrim e José Pacheco Pereira.

Relembramos e recomendamos a visita à exposição que termina no próximo dia 15 de Abril.

A.A.B.M.

RELIGIÃO, REPÚBLICA, EDUCAÇÃO - UMA ANTOLOGIA DE TOMÁS DA FONSECA



LIVRO: Religião, República, Educação;
AUTOR: Tomás da Fonseca [Org. e pref. de Luís Filipe Torgal;
EDITORA: Antígona.

APRESENTAÇÃO: Augusto Monteiro, Luís Filipe Torgal & Luís Oliveira (Antígona);
DATA: 14 de Abril de 2012 (15 horas);
LOCAL: Teatro Académico Gil Vicente (Coimbra)

"Religião, República, Educação é uma antologia essencial para aprofundar a extensa e impressionante produção literária do republicano e visceralmente anticlerical Tomás da Fonseca. A diversidade de forma e de fundo que os seus textos ostentam coaduna-se, porém, com a emergência de três temas fundamentais e absolutamente complementares na obra do autor: a ideologia religiosa, política e educativa ..."

J.M.M.

terça-feira, 10 de abril de 2012

SEMINÁRIO ESPIRITUALIDADE, CULTURA E PEDAGOGIA EM JOÃO DE DEUS



Vai realizar-se no próximo dia 14 de Abril de 2012, no Anfiteatro Francisco Vargas Mogo, em S. Bartolomeu de Messines, um seminário dedicado à figura de João de Deus (1830-1896). Uma nota biográfica extensa e interessante pode ser consultada AQUI.

O evento pretende desbravar novos caminhos, na vertente espiritual, no conhecimento desta figura ímpar da cultura lusófona. Conta com a presença de alguns investigadores reputados como: António Martins, António Carlos Carvalho, Carlos Aurélio, Elisabete Francisco, Pedro Martins, Maria Leonor Xavier, Luís Paixão, António Ponces de Carvalho, Manuel Ferreira Patrício, José Carlos Seabra Pereira e Renato Epifânio.

Mais informações sobre o evento podem e devem ser consultadas AQUI.

Uma interessante e louvável iniciativa que merece a nossa melhor divulgação.

A.A.B.M.

LA LYS - 9 DE ABRIL DE 1918


BILHETE POSTAL: La Lys - 9 de abril 1918

"Portugal - Adeus, amor, a quem deixo por outro amor - o da Pátria...", Bilhete Postal Lithografia de Portugal, Lisboa.

via Memória da República, com a devida vénia

J.M.M.

segunda-feira, 9 de abril de 2012

A NAÇÃO PORTUGUESA (1914-1938) E O INTEGRALISMO LUSITANO


CICLO de CONFERÊNCIAS: Das Revistas Políticas e Literárias na I República

CONFERÊNCIA: A Nação Portuguesa (1914-1938) e o Integralismo Lusitano;
ORADOR: Pedro Serranito (investigador);
DIA: 10 de Abril (18 horas);
LOCAL: Biblioteca-Museu República e Resistência / Cidade Universitária, Lisboa);
ORGANIZAÇÃO: Biblioteca-Museu República e Resistência & Hemeroteca Municipal de Lisboa.

J.M.M.

TROPAS DO CORPO EXPEDICIONÁRIO PORTUGUÊS


Na data em que se assinala mais um aniversário da Batalha de La Lys, o 94º, aqui ficam algumas imagens dessa presença portuguesa em terras de França.


Aqui umas imagens do treino das tropas portuguesas em Inglaterra em 1917:


Mais imagens da passagem das tropas portuguesas por Inglaterra para treino:


A.A.B.M.