segunda-feira, 9 de abril de 2012

TROPAS DO CORPO EXPEDICIONÁRIO PORTUGUÊS


Na data em que se assinala mais um aniversário da Batalha de La Lys, o 94º, aqui ficam algumas imagens dessa presença portuguesa em terras de França.


Aqui umas imagens do treino das tropas portuguesas em Inglaterra em 1917:


Mais imagens da passagem das tropas portuguesas por Inglaterra para treino:


A.A.B.M.

JOÃO CHAGAS - TRABALHOS FORÇADOS


TRABALHOS FORÇADOS por JOÃO CHAGAS [1863-1925], Typ. da Folha do Povo (Biblioteca da Folha do Povo, com capa alegorica de Moraes), Lisboa, II vol., 1900, 288+322 pgs [saiu uma edição definitiva em 1926-27, pela Aillaud & Bertrand (Lisboa), em III vols, 261+245+266 pgs]

Trata-se do raro e estimado livro de João Chagas, valioso testemunho para a história política da época, um "libelo revolucionário republicano do período em que o mais acérrimo opositor de João Franco – João Pinheiro Chagas – foi deportado para Angola" [ler AQUI]


" ... Fruto dos artigos acutilantes que entretanto tinha [João Chagas] escrito, foi alvo de diversos processos que o levaram à prisão por dez dias, em 26 de Janeiro de 1891, sentença esta que estava cumprindo aquando da revolta no Porto, sendo considerado um dos promotores e cúmplices da revolta. Foi julgado e condenado a 4 anos de prisão ou 6 anos de degredo. Em Setembro de 1891 embarca para Angola (Moçamedes), para cumprir a sua pena, lá tentou pôr em prática um plano de evasão que se gorou. Consegue evadir-se do seu cárcere no dia 1 de Novembro, chegando a Paris a 15 de Janeiro de 1892, após diversas peripécias narradas no seu livro 'Trabalhos forçados'. Sendo uma pessoa de espírito irrequieto e bastante audacioso, em Fevereiro, vem para Portugal, onde se manteve alguns dias sem ser descoberto pela polícia. No mês de Setembro voltou clandestinamente a Portugal, onde foi feito preso e enviado para África, onde permaneceu até ao ano de 1893 ano em que, fruto de uma amnistia para presos políticos, regressou à cidade do Porto. Os trabalhos forçados a que foi sujeito no degredo não o vergaram nem o desalentaram dos seus intuitos ... [ler TUDO AQUI - sublinhados nossos]

capa via FRENESI

J.M.M.

BANDEIRA NACIONAL E A REPÚBLICA PORTUGUESA


CONFERÊNCIA: "Bandeira Nacional e a República Portuguesa";
ORADOR: Jorge de Matos (historiador e heraldista);
DIA: 10 de Abril (19,30 horas);
LOCAL: Biblioteca-Museu República e Resistência / Espaço Grandella (Estrada de Benfica, 419, Lisboa);
ORGANIZAÇÃO: VITRIOL Associação da Língua e Cultura Lusófona)

"Profundamente eivada de ideais libertários veiculados por determinados movimentos iniciáticos – ainda que numa óptica ideológico-sublevadora – a República Portuguesa cedo se defrontou com problemas imediatos da sua representatividade imagética nacional, que procurou solucionar de forma célere e recorrendo veladamente a uma compositividade iconográfico- cromática inerente à sua respectiva simbolicidade hermética.

O objectivo desta investigação reflexiva consiste em perspectivar o debate e o confronto no âmbito temático da problemática contínua da génese e desenvolvimento dos símbolos e das cores nacionais, conjuntamente em termos heráldico-vexilológicos.

A presente investigação não pretende propriamente aqui sintetizar qualquer análise evolutiva da bandeira nacional portuguesa, ainda que apenas se restringindo à génese e desenvolvimento do presente ícone vexilológico do regime republicano português, acrescentando a actual informação disponível sobre o tema das raízes heráldico-simbólicas do pavilhão verde-rubro
" [ler AQUI]

J.M.M.

sábado, 7 de abril de 2012

DIÁRIO DE LISBOA


Há 91 anos, começou a publicar-se o Diário de Lisboa.

Este jornal, que começou a publicar-se em 7 de Abril de 1921 e terminou com o número 23 378, de 30 de Novembro de 1990. Era um jornal vespertino, que tinha como diretor inicialmente Joaquim Manso (até 11 de Setembro de 1956), depois foi Norberto Lopes (até 15 de Dezembro de 1967), A. Ruella Ramos (até 15 de Setembro de 1989), Mário Mesquita (até 28 de Setembro 1990) e, finalmente, A. Ruella Ramos até final da publicação.

Tudo indica que a iniciativa da fundação do jornal partiu do banqueiro António Vieira Pinto, sócio da Casa Bancária Pinto & Sottomayor (mais tarde Banco Pinto & Sottomayor), que decidira criar um jornal republicano. Para esta iniciativa contou com o apoio de Candido Sotto Mayor Júnior e de Tomás e Rafael Bordalo Pinheiro [cf. Mário Matos e Lemos, Jornais Diários Portugueses do Século XX. Um Dicionário, Ariadne Editora/CEIS20, Coimbra, 2006, p. 256-260].

Contou um conjunto alargardo de colaboradores na sua larga duração.

Pode atualmente ser consultado online na Fundação Mário Soares em formato digital.

A.A.B.M.

O MUNDO DAS SETE PARTIDAS DE FERNANDO NAMORA


Vai realizar-se na próxima quinta-feira, 12 de Abril de 2012, pelas 18 horas, na Casa Museu Fernando Namora, em Condeixa, uma conferência assinalando o 93º aniversário do nascimento do escritor Fernando Namora.

Pode ler-se na sinopse do evento:
A Casa Museu Fernando Namora celebra, no próximo dia 12 de Abril, o 93º Aniversário deste vulto da cultura portuguesa, que nasceu a 15 de Abril de 1919, com uma palestra "O mundo das sete partidas de Fernando Namora".

Esta sessão será apresentada pelo Doutor Paulo Archer de Carvalho, que abordará a relação de Fernando Namora com Condeixa e de Condeixa na obra escrita e pictórica do jovem Namora.

Neste dia será, ainda, inaugurada uma exposição "Dedicatórias de Namora a Urbano Tavares Rodrigues", resultante de um novo acervo documental adquirido pela Câmara Municipal de Condeixa.


A informação e o convite para o evento que retiramos daqui.

Um evento a acompanhar com atenção e com os votos do maior sucesso.

A.A.B.M.

quinta-feira, 5 de abril de 2012

BATALHA DE LA LYS



No próximo dia 9 de Abril assinala-se mais um aniversário da Batalha de La Lys, onde o CEP desempenhou um papel fundamental.

O sofrimento das tropas portuguesas, a ausência de meios, os problemas de organização e de meios são analisados neste documentário que conta com alguns especialistas em História Militar, em especial no período da I Guerra Mundial.


A ver com toda a atenção este e as restantes partes deste documentário.

A.A.B.M.

quarta-feira, 4 de abril de 2012

A REPÚBLICA: FIGURAS, ESCRITAS E PERSPECTIVAS


Uma das obras que nos chegou às mãos intitula-se A República: figuras, escritas e perspectivas, foi publicada em 2011 e resultou de um conjunto de 10 conferências organizadas pela Faculdade de Ciências Humanas e Sociais da Universidade do Algarve em parceria com a Biblioteca Municipal de Olhão/Câmara Municipal de Olhão.

Pode ler-se na Sinopse:
Numa iniciativa conjunta da Faculdade de Ciências Humanas e Sociais da Universidade do Algarve e da Biblioteca Municipal de Olhão/Câmara Municipal de Olhão, realizaram-se, entre 24 de Setembro de 2010 e 29 de Janeiro de 2011, dez conferências, subordinadas ao tema A República: figuras, escritas e perspectivas, no âmbito das Comemorações do Centenário da República Portuguesa. Procurou-se evocar e debater as ideias e representações, aspirações, realizações e legados dos primeiros e complexos tempos do regime, revisitando a produção literária e filosófica de vários autores dessa época, nas suas vertentes utópicas, nos empenhos intelectuais que as sustentaram, nas apostas de modernidade nelas contidas, assim como vozes discordantes de certos aspectos da instauração da República. O Leitor poderá, assim, deparar-se com autores como António Sardinha, Teixeira de Pascoaes, Fernando Pessoa, José Rodrigues Miguéis, M. Teixeira-Gomes, João Lúcio, José Gomes Ferreira, Miguel de Unamuno, António Sérgio, Leonardo Coimbra, Antero de Quental, Basílio Teles, entre outros, bem como com os ecos da República na imprensa algarvia da época.


Índice:

Nota Prévia
João Carlos Carvalho

O Integralismo Lusitano de António Sardinha, o Saudosismo universalista de Teixeira de Pascoaes e o apelo modernista e cosmopolita de Fernando Pessoa
João Carlos F. A. de Carvalho

Reflexos da República na obra Idealista no mundo real de J. Rodrigues Miguéis
António Paulo Dias Oliveira

Manuel Teixeira-Gomes, escritor e republicano
Ana Alexandra Seabra de Carvalho

João Lúcio – poeta de transição
Vasco Prudêncio

No tempo em que se faziam revoluções de chapéu de coco e bigodes carbonários.
Os Intelectuais na 1.ª República

Nuno Júdice

Antero de Quental: vida literária e acção política
Alexandra de Brito Mariano

A República na imprensa regional do Algarve: o caso do jornal louletano O Primeiro de Maio
M. Isabel Rosa Dias

Basílio Teles (1856-1923) – O Republicanismo Autoritário
Miguel Real

Sobre o coordenador da obra:
João Carlos Carvalho é doutorado em Literatura Portuguesa Clássica e professor de Literatura e Cultura Portuguesas e Comparadas do Departamento de Artes e Humanidades da Faculdade de Ciências Humanas e Sociais da Universidade do Algarve e investigador do CLEPUL/UAlg. É também autor de diversos livros, artigos de revistas e de comunicações apresentadas em congressos nacionais e internacionais, sobre as áreas científicas das especialidades a que se dedica (Literatura, Cultura, Teoria e Crítica Literárias, Semiótica e Retórica, Arte e Ciência), conforme se pode ler AQUI.


Uma obra bastante interessante, com um conjunto de textos/ensaios sobre a problemática da República, com alguma incidência na região algarvia, mas abordando várias situações.

A ler com toda a atenção.

A.A.B.M.

PORTUGAL CONTEMPORÂNEO: ESTUDOS HISTÓRICOS COMENTADOS


No próximo dia 11 de Abril de 2012 vão realizar-se duas sessões do seminário organizado pelo Instituto de História Contemporânea, coordenadas pelos Professores Fernando Rosas e Paula Borges Santos.

A primeira, às 16 horas, conduzida por Flamarion Maués e comentada por Nuno Medeiros, extremamente interessante sobre Livros que tomam partido. A edição política em Portugal (1968-1982). Certamente com referências às edições clandestinas que circulavam, aos escritores proibidos no período do Marcelismo, aos editores com Francisco Lyon de Castro, Fernando Ribeiro de Mello, entre muitos outros.



Mais tarde, pelas 18 horas, Ricardo Noronha conduz uma apresentação sobre Política e Economia: a banca nacionalizada durante o PREC, que a Professora Eugénia Mata comentará. Certamente curiosos os contornos que envolveram esta medida e as consequências que teve e tem na economia portuguesa até aos nossos dias. Um tema por demais interessante porque ainda recentemente idêntica medida foi tomada, noutro contexto, e que tanta polémica tem provocado na sociedade portuguesa, tal como a decisão de há quase quatro décadas provocou.

Um conjunto de iniciativas a não perder.

A.A.B.M.

terça-feira, 3 de abril de 2012

NOS 18 ANOS DA MORTE DE AGOSTINHO DA SILVA


Nos 18 anos da morte do Professor Agostinho da Silva (03 de Abril de 1994)

"Mensagem aos Portugueses

O que quero de todos os portugueses é o seguinte: sejam curiosos; e que a organização em sociedade possa ser de tal maneira que eles possam satisfazer essa curiosidade completamente. E não para ganhar dinheiro, não para fazer figura, nem para ganhar cargo, mas para ser plenamente aquilo que é. Alguma coisa que ele sinta que o está desenvolvendo na mensagem única que tem que dar do mundo, de maneira que a minha mensagem para qualquer aluno de qualquer escola é: faça favor de cuidar da sua mensagem e não da minha. A minha foi, é só para dizer «cuide da sua», porque essa é que tem importância. E a mensagem será vossa na medida em que for o mais diferente possível da minha, ou de qualquer outra. Senão, para quê duplicados no mundo? Não é preciso. Para isso é que inventaram os carimbos. Eu não sou um carimbo de ninguém. - Agostinho da Silva, in Entrevista"

via Mário Ribeiro Caiado (Facebook)

J.M.M.

ABECEDÁRIO SIMBIÓTICO - LANÇAMENTO DO LIVRO NA FIGUEIRA DA FOZ



LIVRO: Abecedário Simbiótico. Um digesto político contemporâneo com exemplos sagrados e profanos, Campo da Comunicação, 2011, 789 pgs;
AUTOR: José Adelino Maltez.

APRESENTAÇÃO: Dr. António Arnaut, com a presença do Grão-Mestre do Grande Oriente Lusitano (Maçonaria Portuguesa) e da Grã Mestra da Grande Loja Feminina de Portugal;
LOCAL: Auditório do Museu Municipal Santos Rocha - Figueira da Foz;
DATA: 6 de Abril de 2012 (15,30 horas);
ORGANIZAÇÃO: Associação Cívica e Cultural 24 de Agosto.

J.M.M.

ULTIMOS INSTANTES DE MANOEL FERNANDEZ THOMAZ


ULTIMOS INSTANTES DE MANOEL FERNANDEZ THOMAZ, in Supplemento à Borboleta, nº 265, Domingo 24 de novembro de 1822 [via Biblioteca Nacional]

clicar na FOTO para ler

J.M.M.

CARTA DE M. SCEVOLA [PSEUD. DE ALMEIDA GARRETT]



CARTA DE M. [Múcius] SCEVOLA [aliás, J. B. ALMEIDA GARRETT], V. Slater, Printer, London, 1830, 8 pgs B.

[rarissima peça bibliográfica garrettiana datada de 4 de Outubro de 1830 por Almeida Garrett, sob pseudónimo, durante o seu exílio em Londres, dirigida "Ao futuro Editor do primeiro jornal liberal que me portuguez se publicar" [in Catálogo da Biblioteca de Laureano de Barros, vol I]

"Esta é a peça mais rara de toda a bibliografia de Almeida Garrett. A Carta de M. Scevola - Múcius Scevola, nome por ele usado na Maçonaria - foi publicada em Londres, em 1830, com um duríssimo ataque a Palmela, acusado de só apoiar os exilados que lhe eram politicamente afectos. São 8 páginas de grande violência. Como revela Gomes de Amorim nas suas Memórias Biográficas de Garrett (1881, Tomo I, pp. 510 e 511), fizeram-se 500 exemplares, dos quais foram destruídos 400, quando o autor se arrependeu do desabafo - irá pagar por isso durante toda a vida - e procurou emendar a mão. Terão sido por isso dirtribuídos 100. Este exemplar é um dos que chegaram até nós e que comprei, para grande felicidade minha, num leilão, despercebido, no meio de diversos folhetos..." [António Ventura - via Facebook]

J.M.M.

segunda-feira, 2 de abril de 2012

AMIS ET ENNEMIS DE ROUSSEAU



EXPOSIÇÃO: "Vivant ou mort, il les inquiétera toujours". Amis et ennemis de Rousseau;
DATA: 20 de Abril a 16 de Setembro 2012;
LOCAL: Bibliothèque de Genève, Fondation Martin Bodmer et de l’Institut et Musée Voltaire;
ORGANIZAÇÃO: Gauthier Ambrus e Alain Grosrichard.

«Trois siècles d’amour et de haine, une exposition, trois musées

La Fondation Matin Bodmer, la bibliothèque de Genève, et l’Institut et Musée Voltaire se sont associés pour proposer une exposition sur 3 sites. L’œuvre et la personne de Rousseau n’ont pas cessé de susciter des jugements aussi passionnés que contradictoires, qu’il traite de religion, d’éducation, d’arts de la scène ou de musique, rien de ce qu’il a écrit ne laisse indifférent. Il a tout mis en question, lui-même compris. Chaque institution présente une période particulière, à travers des trésors exceptionnellement dévoilés pour l’occasion.

Fondation Martin Bodmer "Les Révolutions"

Dans les dix ans qui suivent sa mort, l’auteur d’Emile et de la Nouvelle Héloïse devient l’objet d’un véritable culte. A partir de 1789, c’est de l’auteur du Contrat social que vont se réclamer les hommes de la Révolution. Mais le Rousseau qui hante le siècle ne se réduit pas au philosophe politique. L’exposition à la Fondation Martin Bodmer, rappelle que l’ensemble de son oeuvre a profondément marqué les principaux écrivains du siècle, même si certains, comme Chateaubriand ou Lamartine, en viendront à renier celui qu’ils avaient autrefois adoré" [ler AQUI]

J.M.M.

domingo, 1 de abril de 2012

I CONGRESSO ANUAL DE HISTÓRIA CONTEMPORÂNEA



Nos próximos dias 18 e 19 de Maio de 2012, vai realizar-se o I Congresso Anual de História Contemporânea, na Universidade Nova de Lisboa. Da nota de apresentação do Congresso que transcrevemos abaixo podemos ver algumas das condições que são exigidas aos investigadores interessados em apresentar as suas propostas de comunicação.

I Congresso Anual de História Contemporânea
Universidade Nova de Lisboa
18 e 19 de Maio de 2012

O I Congresso Anual de História Contemporânea dedica-se à apresentação de estudos no domínio da História Contemporânea.
O Congresso reúne intervenções proferidas por conferencistas convidados e a apresentação de comunicações submetidas através de call for papers.
Línguas do congresso: Português, Inglês, Francês e Espanhol.
O resumo da comunicação não deve ultrapassar as 700 palavras.
Aos oradores cujas comunicações sejam aceites para o Congresso será pedido um texto para publicação, com o limite de 3000 palavras, até ao dia 30 de Junho de 2012. Cada comunicação terá a duração de 20 minutos.
A selecção das propostas será orientada pelo propósito de garantir o máximo de qualidade e diversidade dos trabalhos.

Comissão Organizadora
Maria Fernanda Rollo (IHC)
Maria Manuela Tavares Ribeiro (CEIS20)
Ana Paula Pires (IHC)
João Paulo Avelãs Nunes (CEIS20)


Para mais informações consultar o blog do Congresso AQUI.

O call for papers deve ser consultado AQUI.

Uma importante iniciativa, que o Almanaque Republicano divulga junto de todos os interessados na temática e que nos acompanham no seu gosto pela História Contemporânea. Uma excelente oportunidade para alguns jovens investigadores apresentarem algumas parcelas dos projetos de investigação que possam ter em curso. Além disso, pode ser também uma oportunidade para alguns investigadores trazerem a público algumas temáticas novas que a História Contemporânea começa a aflorar.

Com os nossos votos do maior sucesso para esta iniciativa.

A.A.B.M.

JOÃO JOSÉ DA SILVA


Natural de Moncarapacho, concelho de Olhão, onde nasceu a 8 de Março de 1845. Filho de um modesto proprietário daquela freguesia, José Gregório da Cruz e Maria Catarina da Silva, desde bastante jovem mostrou energia e vontade para conseguir melhores condições de vida. Tinha sido destinado por seus pais para ingressar na vida eclesiástica, fez os seus estudos preparatórios ainda bastante jovem no Liceu Nacional de Faro, onde foi considerado um dos melhores estudantes do seu tempo. Entrou para o seminário diocesano, onde completou o curso de Teologia, tendo sido galardoado com os primeiros prémios. Como não se sentiu vocacionado para a vida religiosa e seus pais não dispunham de meios para lhe dar outra, José João da Silva regressou a Moncarapacho, onde foi provido no lugar de professor de instrução primária que se achava vago.

A sua inteligência e força de vontade encorajou-o a prosseguir outros objectivos. Assim, partiu para Lisboa e aí começou a leccionar de diversos colégios, alcançando alguma notoriedade devido à preparação que dava aos seus alunos.

Mais tarde passou a frequentar o curso da antiga Escola Normal de Marvila, onde foi aprovado com distinção e louvor em todas as disciplinas, chegando a ser professor e, mais tarde, director.

No entanto, a sua ambição era maior e desejava saber mais e entrou para o Curso Superior de Letras que completou, tendo conseguido a classificação superior de distinção, entre professores como Rebelo da Silva, Augusto Soromenho, António José Viale e Jaime Moniz.

Pensou então na Universidade, onde conseguiu chegar após ter repetido numa só época, no Liceu de Santarém, os exames de todos os cursos preparatórios cursados no Liceu de Faro, sendo aprovado em quase todas as disciplinas com distinção e louvor. Em Coimbra, fez as lições litografadas para o seu curso, foi ensinando Geografia e História e conseguiu concluir a licenciatura em Direito classificado como distinto.
Entre os seus condiscípulos da época podemos apontar António Osório, Vicente Pindella e Sebastião Centeno, entre outros fizeram carreira distinta na vida pública.

Desde Fevereiro de 1879, o dr. João José da Silva passa a servir o país nas colónias, onde as informações que chegavam dos diversos governadores referiam a sua acção bastante positiva. Desempenhou as funções de delegado do Ministério Público, procurador da Coroa e Fazenda junto da Relação de Luanda, como secretário-geral do governo de Angola e como Juiz na comarca de Macau.
Ao longo do tempo exerceu a sua actividade nos seguintes locais: delegado do procura-dor régio em Santiago da Praia, Cabo Verde (1879), procurador Régio junto do Relação de Luanda (1880) e juiz de Direito em Macau (1882). Ascendeu à 2.ª Instância em 1891, sendo colocado na Relação de Luanda, tribunal de que seria presidente (1892). Em 1894, passou à Relação de Goa, presidindo igualmente a esta instituição (1894). Tendo completado os anos de serviço no Ultramar, foi admitido ao quadro da Metrópole (1896). Agregado à Relação de Lisboa (1897), foi nomeado definitivamente juiz do mesmo tribunal em 1898. Em 1908-1909, exerceu em comissão o lugar de auditor do Tribunal Superior do Contencioso Fiscal. Reassumiu funções na Relação de Lisboa, onde foi nomeado presidente, por Decreto de 2 de Dezembro de 1909, tomando posse a 9 de Dezembro.

Foi o candidato apresentado pelos republicanos, pelo círculo de Olhão, durante as eleições gerais de deputados realizadas em 1892.

Foi ainda Juiz Presidente da Relação de Luanda e de Goa, regressando a Portugal como Juiz da Relação de Lisboa. Exerceu ainda cargos de Auditor do Tribunal Superior Aduaneiro e vogal na antiga Junta Consultiva do Ultramar.

A sua obra essencialmente de carácter jurídico é vasta, porém podem destacar-se: Manual dos Chefes de Concelho, Directório das Câmaras Municipais do Ultramar, Manual do Processo Criminal com algumas noções de Processo Civil, para uso dos Juizes Municipais e sub-delegados do Procurador da Coroa e Fazenda, Repertório Alfabético e Cronológico ou Indice Remissivo da Legislação Ultramarina, desde a época das descobertas até 1902, colaborou assiduamente com a Revista de Direito, O Direito e Revista de Justiça e noutras revistas jurídicas com o pseudónimo de “Silvestre de Santa Marta”.

Durante o consulado de Sidónio Pais foi senador pelo Algarve. Aposentou-se com o cargo de Juiz do Supremo Tribunal de Justiça, tendo mesmo exercido ao longo de vários anos a função de Presidente desse Tribunal.

Recebeu a comenda da Ordem de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa

Cultivou também o espiritismo tendo mesmo desempenhado funções consultivas na Federação Espírita Portuguesa, tendo sido Presidente da Junta Consultiva da referida federação.

Faleceu em Lisboa a 4 de Agosto de 1927, deixando três filhos: Luís João da Silva, Juiz em Lisboa, coronel João Africano da Silva e Antero da Silva, funcionário aduaneiro colonial.

A.A.B.M.

quinta-feira, 29 de março de 2012

O PENSAMENTO FINANCEIRO E A UNIVERSIDADE DE COIMBRA



LIVRO: A Colina dos Desaires. O Pensamento Financeiro e a Universidade de Coimbra;
AUTOR: Aires Diniz;
EDIÇÃO: Estratégias Criativas [Bibl. Criativa], p. 144.

SUMÁRIO [res.]:

- Cap. I: A Ciência das Finanças;
- Cap. II: O Estado da Ciência das Finanças nos anos 60 [do sec. XIX];
- Cap. III: A Ciência das Finanças Públicas em 1883;
- Cap. IV: Finanças como Base da Desorganização nacional;
- Cap. V: As Ilusões Financeiras da República.

[Algumas Referências a ...] Adrião Forjaz de Sampaio, Afonso Costa, Albino Vieira da Rocha, Álvaro de Castro, Álvaro Noronha de Castro, Alves dos Santos, Anselmo d’Andrade, Anselmo Augusto Vieira, António Assis Teixeira de Magalhães (dr. Assis), António Oliveira Salazar, António dos Santos Pereira Jardim, Barros Queiroz, Basílio Telles, Bento Carqueja, Da Cunha Dias, Campos Pereira, Fernando Emídio da Silva, Jacinto Augusto de Sant'anna e Vasconcellos, João Chagas, João José Mendonça Cortez, Joaquim José Maria d'Oliveira e Valle, José Eugénio Dias Ferreira, José Ferreira Marnoco e Sousa, José Frederico Laranjo, Lobo d’Ávila Lima, Lopo Vaz de Sampaio e Mello, Manuel Duarte Guimarães Pestana da Silva, Tomaz Cabreira, Pierre-Joseph Proudhon

"Como são ridiculos os ministros das Finanças (…). Tenho talvez algumas provas guardadas que verificam e comprovam tudo isto. De facto guardei algumas delas que seleccionei dos artigos de opinião de António Sousa Franco publicadas no Diário de Notícias de 31 de Dezembro de 1999 e 11 de Janeiro de 2000 e ainda a resposta de Eduardo Catroga em 7 de Janeiro de 200.

Nenhuma delas acrescenta nada ao Pensamento Financeiro Português. Foi com esta ideia na cabeça que revi os diversos passos da sua história, agora circunscrita à Administração Pública poius está ligada ao ensino da Finanças Públicas pelo qual é guiada
" [ler MAIS AQUI]

J.M.M.

CENSURA (RELATÓRIO) - "O DILEMA DA POLÍTICA PORTUGUESA"




Trata-se do despacho do relatório da D.G.S. sobre o livro [AQUI REFERIDO] de Mário Sottomayor Cardia, "O DILEMA DA POLÍTICA PORTUGUESA" [clicar nas fotos para ler]

via Ephemera [de J.P.P.], com a devida vénia.

J.M.M.

SOTTOMAYOR CARDIA - "O DILEMA DA POLÍTICA PORTUGUESA"



LIVRO: O DILEMA DA POLÍTICA PORTUGUESA;
AUTOR: [Mário Augusto] Sottomayor [Leal] Cardia [1941-2006];
EDIÇÃO: PRELO, Maio 1971, p.96.

J.M.M.

A CRISE ACADÉMICA DE 1962 - 100 DIAS QUE ABALARAM O REGIME



LIVRO: 100 Dias Que Abalaram O Regime - A Crise Académica de 1962;

AUTORES: Coord. Artur Pinto; TEXTOS de Alexandre Alves Costa, António Sampaio da Nóvoa, Carlos Campos Morais, Eurico Figueiredo, Fernando Rosas, João Marecos, Jorge Sampaio, José Augusto Rocha, José Maria Brandão de Brito, José Marques Felismino, José Medeiros Ferreira, Manuela Bernardino, Maria Benedicta Monteiro, Ruben de Carvalho, Teresa Tito de Morais;

EDIÇÃO: Tinta da China, 2012.

J.M.M.

segunda-feira, 26 de março de 2012

ALMOÇO DE HOMENAGEM AO DR. ANTÓNIO ARNAUT


ALMOÇO DE HOMENAGEM AO DR. ANTÓNIO ARNAUT

DIA: 21 de Abril (13 horas)
LOCAL: Penela (Pavilhão Multiusos).

"Caros Amigos

Solicitamos a máxima divulgação do cartaz do Almoço de Homenagem ao Dr. António Arnaut. Dada a justificada afluência à iniciativa, que os interessados em participar se inscrevam atempadamente.

Por pessoa: 15 euros

Envio de comprovativo para
homenagemdrarnaut@gmail.com"

J.M.M.

ALMOÇO OFERECIDO PELOS REPUBLICANOS DA FIGUEIRA DA FOZ AO DR. AFONSO COSTA


ALMOÇO oferecido pelos REPUBLICANOS DA FIGUEIRA DA FOZ ao 5r. Dr. AFONSO COSTA [datado de 19 de Maio de 1914]

Menu do Almoço oferecido a Afonso Costa pelos Republicanos da Figueira da Foz, no Congresso do Partido Republicano Português (1914), realizado na cidade entre os dias 16-18 de Maio de 1914 [clicar na foto]

J.M.M.

sexta-feira, 23 de março de 2012

CINQUENTENÁRIO DA CRISE ACADÉMICA DE 1962


Iniciam-se amanhã as comemorações do 50ºAniversário do início da Crise Académica de 1962.

No âmbito dessas comemorações foi disponibilizado um conjunto de elementos sobre os acontecimentos que pode ser consultado AQUI.

Através desta página com o repositórios de documentos, depoimentos, imagens e testemunhos de alguns dos intervenientes. Entre eles podem referir-se algumas personalidades bem conhecidas da nossa vida política, social e económica, como: Isabel do Carmo, Ana Benavente, Helder Costa, Rui Namorado, Medeiros Ferreira, Ruy d'Espiney e Jorge Sampaio, entre muitos outros.

Amanhã realiza-se um almoço convívio na Cantina Universitária em Lisboa e inaugura-se a Exposição "100 DIAS QUE ABALARAM O REGIME", pelas 11H30, no átrio de entrada da Reitoria. Procede-se ainda ao lançamento do catálogo da referida exposição, com documentos, fotografias e textos de alguns intervenientes.

Também amanhã, mas às 17H30, terá lugar uma Sarau na Aula Magna, em que actuarão, entre outros, o Coro Universitário, João Afonso num momento de homenagem ao Zeca e o Grupo Jurídico de Canto e Guitarra de Coimbra interpretando Adriano.

Um dos momentos de combate contra o Regime Salazarista, que marcou pela sua influência nos anos seguintes e nos protagonistas que fez emergir. Num contexto em que a Guerra Colonial já era uma realidade e devido à participação de alguns dos intervenientes na crise académica terem sido castigados com a ida para a frente de combate. Algumas marcas desta efeméride já foram assinalados AQUI.

Um acontecimento que marcou a memória coletiva dos intervenientes diretos e deixou muitas marcas ao longo do tempo.

A.A.B.M.

MALDITA SEJA A GUERRA ... - RIBEIRO DE CARVALHO



RIBEIRO DE CARVALHO [Da Academia das Sciencias de Lisboa] - "Maldita Seja a Guerra ...", Lvmen, Abril de 1925.

via Memória da República

J.M.M.

quarta-feira, 21 de março de 2012

"O BOM ACOLHEMENTO MATINAL DAS SECRETARIAS"


"O Bom Acolhemento Matinal das Secretarias"

Guache e tinta da china s/ papel, N. ass./ N. Dat (Inícios Séc. XIX)[clicar na foto]

via Memória da República, com a devida vénia.

J.M.M.

terça-feira, 20 de março de 2012

FÉLIX BERMUDES [1874-1960]


Foi fundador [nº5] do S.L.Benfica e seu Presidente [1916-17; 1930-31; 1945], atleta do clube [em futebol, remo, esgrima e ciclismo] e campeão nacional de tiro (representou o país nos Jogos Olímpicos de 1920 e 1924); foi da sua autoria a sugestão para a bem conhecida divisa do SLB, "E Pluribus Unum"; foi autor da letra do primeiro Hino do Benfica [“AVANTE, AVANTE P´LO BENFICA!!!"], de imediato censurado pelo governo; republicano, espiritualista e ilustre teósofo

[foi activista importante - aos 80 anos de idade era presidente do Ramo “Annie Besant” - e um dos dirigente (foi Presidente) da prestigiada Sociedade Teosófica de Portugal - fundada em 1921, entre outros, por Óscar Garção, João Antunes, Francisco Esteves dos Santos, Artur Nascimento, Silva Júnior, Domingos Costa -, fraternidade que sucedeu, possivelmente, à ocultista Academia Esotérica],

foi tradutor [a não perder a sua tradução do “If” de Rudyard Kipling, bem como os “Versos Pitagóricos”], ensaísta, homem de letras [foi presidente da sociedade de escritores] e célebre autor de teatro de revista, e um convicto opositor à Ditadura salazarista. O seu único irmão, Arnaldo Redondo Adães Bermudes, renomado arquitecto [de notar que o Monumento ao Marquês de Pombal, 1914, tem a sua colaboração], foi um notável republicano e maçon [iniciado na L. Fiat Lux, do Porto, com o n.s. Afonso Domingues]. Teve Félix Bermudes um filho e uma filha, Cesina Bermudes, cidadã integra e também ela activista da S.T.P., tendo sido uma das primeiras mulheres doutoradas em Medicina.

[voltaremos ao tema]

J.M.M.

segunda-feira, 19 de março de 2012

DAS REVISTAS POLÍTICAS E LITERÁRIAS NA I REPÚBLICA – ciclo de conferências


A Hemeroteca Municipal de Lisboa e a Biblioteca/Museu República e Resistência vão organizar, quinzenalmente, um ciclo de conferências subordinado ao tema "Das Revistas Políticas e Literárias na I República". O programa das várias conferências pode ser consultado AQUI e apresentamo-lo abaixo.

PROGRAMA

1.ª Conferência: A Águia (1910-1932) e o Movimento da Renascença Portuguesa, por Paulo Samuel (CLEPUL- Faculdade de Letras de Lisboa/CEPP- Universidade Católica do Porto/CHC- Universidade Nova de Lisboa) – 27 de Março

2.ª Conferência: A Nação Portuguesa (1914-1938) e o Integralismo Lusitano, por Pedro Serranito (Investigador)– 10 de Abril

3.ª Conferência: A Contemporânea (1915- 1926) e o Modernismo Artístico e Literário, por Luis Bigotte Chorão (Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX- Universidade de Coimbra) - 24 de Abril

4.ª Conferência: Pela Grei (1918-1919) e o Sidonismo, por Álvaro Costa de Matos (Hemeroteca Municipal de Lisboa/Centro de Investigação Media e Jornalismo) –



8 de Maio

5.ª Conferência: A Seara Nova (1921-1926) e a refundação da República, por António Reis (Universidade Nova de Lisboa - Faculdade de Ciências Sociais e Humanas) –

22 de Maio

6.ª Conferência: A Lusitânia (1924-1927) e a “re-criação do espírito da Pátria”, por Luís Andrade (Universidade Nova de Lisboa – Faculdade de Ciências Sociais e Humanas) – 5 de Junho

7.ª Conferência: A Batalha (1923-1927) e o Anarco-Sindicalismo, por Daniel Pires (Centro de Estudos Bocageanos - Setúbal) – 19 de Junho



Local: Biblioteca Museu República e Resistência – Espaço Cidade Universitária

Local: Biblioteca Museu República e Resistência – Espaço Cidade Universitária

Com os votos do maior sucesso para esta iniciativa.

A.A.B.M.

domingo, 18 de março de 2012

ANTÓNIA PUSICH E LOJA DE ADOPÇÃO "DIREITO E RAZÃO"



"Embora as informações sejam escassas, parece que a primeira Loja Maçónica portuguesa de Adopção - feminina - data de 1864, presumivelmente filiada na Confederação Maçónica Portuguesa. Trata-se da Loja 'Direito e Razão' [NOTA: A.H. de Oliveira Marques, no seu "Dicionário da Maçonaria Portuguesa", refere a sua instalação em Lisboa, tendo em "Junho desse ano, 19 obreiras"] e a sua Venerável terá sido Antónia [Gertrudes] Pusich [Cabo Verde, 1806 (1805?) - Lisboa, 1883], considerada a primeira jornalista portuguesa. Este é o seu retrato" [António Ventura, via Facebook]


"ANTÓNIA GERTRUDES PUSICH foi a primeira mulher no nosso país que, como jornalista e directora de publicações periódicas, pôs o seu nome no cabeçalho, sem se esconder, como até aí outras mulheres o haviam feito, atrás de um pseudónimo masculino ...

A sua obra literária é extensa e sabe-se que recorreu à escrita para custear as despesas da sua numerosa família. Embora muitos dos seus livros só interessem a investigadores, a sua escrita como jornalista e como fundadora de três periódicos ainda se lê com interesse e agrado. Fundou A Cruzada, A Beneficência e A Assembleia Literária que são testemunho de uma faceta de pedagoga e interveniente na vida social e política ..." [LER NOTA BIOGRÁFICA AQUI]

J.M.M.

sábado, 17 de março de 2012

MAÇONARIA - ORGANIZAÇÃO E FUNCIONAMENTO. RITOS, SÍMBOLOS E GRAUS



CICLO DE CONFERÊNCIAS: A MAÇONARIA EM PORTUGAL DO SÉCULO XVIII AO SÉCULO XXI - MUSEU BERNARDINO MACHADO (Famalicão)

CONFERÊNCIA: ORGANIZAÇÃO E FUNCIONAMENTO: RITOS, SÍMBOLOS E GRAUS;
ORADOR: João Alves Dias [prof. Univ. Nova de Lisboa]
DIA: 23 de Março (21,30 horas);
LOCAL: Museu Bernardino Machado (Vila Nova de Famalicão).

J.M.M.

O REPUBLICANO - PELA PÁTRIA, PELA REPÚBLICA



O REPUBLICANO. PELA PÁTRIA, PELA REPÚBLICA – Ano I, I série nº 1 (8 Julho 1919) ao nº 7 (12 Outubro de 1919); Propr., Editor e Director: Raul Valente Conde (Raul Malva), impresso na Tipografia Cirne (Estarreja), Estarreja, 1919, 7 numrs,

Jornal republicano de Estarreja.

J.M.M.

sexta-feira, 16 de março de 2012

VISITA DO PRESIDENTE DA REPÚBLICA AO CEP



O Almanaque Republicano vai continuando a divulgar alguns dos documentos sobre a 1ª Guerra Mundial que se encontram disponíveis nas várias plataformas digitais que atualmente existem.

Hoje publicamos este video acerca do regresso do Presidente da República,Bernardino Machado à frente de Batalha em França.
Apesar de tudo um documento sobre a época, a coreografia do poder e a propaganda que era utilizada.

A.A.B.M.

80º ANIVERSÁRIO DO PROF. JOSÉ MANUEL TENGARRINHA


O Almanaque Republicano já tem vindo a divulgar no Facebook esta a iniciativa de comemorar o 80º Aniversário do Prof. José Tengarrinha. Aqui ficam algumas informações úteis da comissão organizadora para todos os potenciais interessados.

INFORMAÇÕES ÚTEIS PARA OS INTERESSADOS:

1. O almoço realiza-se, sábado 14 de Abril, no Restaurante Espaço Tejo no Centro de Congressos de Lisboa, na Junqueira, entre as 12.30/13.00 e as 16.00 h.

2. O preço por pessoa é 29 euros e será pago à entrada. O almoço inclui: uma entrada, um prato de carne ou de peixe, um doce, uma fruta, vinhos brancos e tintos, cerveja, café.

3. José Tengarrinha recebeu em sua casa, no passado dia 10, uma parte do grupo organizador desta iniciativa, que lhe foi dar conhecimento do almoço e entregar a lista dos 180 nomes que, então, integravam já a Comissão Promotora. Recebeu a notícia com total surpresa e com profunda emoção.

4. O grupo organizador, ouvido José Tengarrinha, decidiu convidar dois dos seus amigos para usarem da palavra durante o almoço - aqueles que, de entre os nomes sugeridos, recolheram a opinião unânime, por serem grandes conhecedores do seu percurso como cidadão, nas vertentes fundamentais da sua intervenção: cívica/política e académica/de investigação. O almoço encerrará com umas palavras do aniversariante.

5. A Comissão Promotora tem vindo a adquirir o sentido de informal homenagem a José Tengarrinha, continuando a alargar-se para além do número previsto - por vontade expressa de algumas pessoas, amigos uns, e outros, grandes admiradores do cidadão – e integra já cerca de 220 pessoas (em anexo). Porém, a sua constituição terá, em breve, de ser encerrada para que se possa dar conhecimento dela à Comunicação social.

Apelamos a todos os amigos para que:

- se inscrevam no almoço, lembrando outros amigos e, particularmente, jovens, dando a esta iniciativa o impulso que ela merece (oitentatengarrinha@gmail.com e t: 218121219 )
- contribuam para tornar este dia um memorável momento na vida de José Tengarrinha;
- façam desse encontro de Abril uma festa de todos, em clima de alegria e de esperança.

Um abraço
Helena Pato (do grupo organizador)


Com os votos do maior sucesso para a iniciativa.

A.A.B.M.

segunda-feira, 12 de março de 2012

LEILÃO DE LIVROS



A Livraria Manuel Ferreira, no Porto, está a levar a efeito um grande leilão de livros que estende ao longo de toda a semana.

Esta é a segunda parte do leilão de livros de uma Biblioteca de Livros Raros ou Curiosos Colecionados por um Distinto Bibliófilo Portuense que se realiza na Junta de Freguesia do Bonfim, Campo 24 de Agosto, na cidade do Porto. Nesta segunda parte do leilão vão estar na praça os lotes 2204 a 4180.

O primeiro volume desta segunda parte pode ser consultado AQUI.

O segundo volume pode ser descarregado AQUI.

À atenção dos interessados em algumas curiosas peças de literatura portuguesa dos séculos XIX e XX.

A.A.B.M.

domingo, 11 de março de 2012

MÁRIO SACRAMENTO - AVEIRO 1973



«FAÇAM UM MUNDO MELHOR, OUVIRAM? NÃO ME OBRIGUEM A VOLTAR CÁ!»

Mário Sacramento, in "Carta-Testamento", Inova, Porto, 1973 [ler AQUI]

J.M.M.

sábado, 10 de março de 2012

OS COMUNISTAS E OS CAMPONESES - LENINE



"Trata-se da primeira brochura publicada pelo PCP, em 1923, e que não existe na Biblioteca Nacional. Não conheço outro exemplar, mas certamente haverá...

A brochura tem 23 páginas, com uma nota introdutória onde se informa que a colecção terá 12 opúsculos. Na verdade só sairão dois. O texto de Lenine não é identificado. Trata-se, contudo, do relatório sobre o trabalho no campo, que ele apresentou em 23 de Março de 1919 no VIII Congresso do Partido Comunista (bolchevique) da Rússia. O texto vem publicado no Volume 29º das Ouevres, Moscovo - Paris, Editions Sociales - Éditions du Progrés, 1973, pp. 198 a 216.
" [António Ventura - sublinhados, nossos]

via António Ventura Facebook

J.M.M.

sexta-feira, 9 de março de 2012

REVISTA DA MAÇONARIA - II SÉRIE, Nº2



REVISTA DA MAÇONARIA - II Série, nº2, Fevereiro de 2012, p.106;
DIRECÇÃO: Maria Martins:
EDITORA: Diário de Bordo.

APRESENTAÇÃO: Dia 16 de Março (18 horas) na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (Anfiteatro III) - por José Fanha.

AQUI nos referimos ao nº1, desta IIª série. Este nº 2, datado de Fevereiro de 2012 tem os seguinte artigos [sublinhados, nossos]

TÁBUA: Coisas da Espiritualidade iniciática (Luís Conceição); Ser Maçon do Direito Humano no Séc. XXI (Jorge Ramos); "Adon Olan" O Senhor do Mundo (Mery Ruah); Irmão Francisco Caeiro In Memoriam (José Nuno Martins); Entre Gomes Freire e o Patriotismo Científico (José Adelino Maltez); Poetas e Maçons (José Fanha); Entrevista sobre maçonaria a Rui Costa; A "Maçonaria" e a "Ètica Republicana" (João Lima); Pitágoras (Maria Emília Cardoso); Maçonaria e Iluminismo (José Manuel Anes); O Mundo actual visto por Willy Raemakers; A Primeira República, Macau e os Maçons (Arnaldo Gonçalves); Marguerite Yourcenar (Rogélia Neves); A Pedra Polida ou a Loja Universal (Mário Máximo).

J.M.M.

DECLARAÇÃO DE GUERRA DA ALEMANHA A PORTUGAL (9 DE MARÇO DE 1916)


O jornal Vanguarda publicava em 11 de Março de 1916, as incidências da declaração de guerra da Alemanha a Portugal.

O jornal pode ser consultado AQUI.

Depois do que dissemos há um mês atrás, aqui fica mais uma leitura dos acontecimentos feita por este jornal.

Uma efeméride que marcou a I República e condicionou todo o seu percurso posterior.

A.A.B.M.

quinta-feira, 8 de março de 2012

SABONETES




"... Bem vistas as coisas, o País precisa de uma barrela que limpe o corpo e a alma. Aqui está o produto apropriado para essa limpeza" [António Ventura - 20/2/2012]

via António Ventura Facebook

J.M.M.

quarta-feira, 7 de março de 2012

DR. MIGUEL BOMBARDA - n. 6 DE MARÇO DE 1851


LIVRO: A Ciência e o Jesuitismo. Réplica a um Padre Sábio, Lisboa, Parceria António Maria Pereira, 1900;
AUTOR: Miguel Bombarda

Trata-se da violenta resposta do professor da escola médico-cirúrgica Miguel Bombarda [1851-1910] na polémica que o opôs ao padre jesuíta [1864-1900] Manuel Fernandes Santana [com sólida cultura teológica e filosófica, foi professor no Colégio de S. Fiel e no de Campolide, duro combatente contra o materialismo positivista e o laicismo, foi fundador da Liga de Acção Social Cristã e outras mais associações, colaborou na revista Brotéria].

Miguel Bombarda - figura grada do republicanismo [curiosamente a sua adesão data apenas de 1908, quando se associa com Teófilo Braga na Liga Liberal], militante naturalista e positivista, socialista liberal, maçon, implacável combatente anticlerical, prestigiado cientista e experimentalista [no campo terapêutico e da psiquiatria, com vasta bibliografia] e intransigente defensor da medicina social, director do Hospital de Rilhafoles [em 1892, por intervenção de Dias Ferreira] e deputado. Foi, como se sabe, assassinado por um louco a 3 de Outubro de 1910 - polemizou contra as teses escolásticas jesuíticas [a “ciência contra a alma”] e a visão metafísica neotomista do primado da alma, onde não havia lugar ao esforço científico, “por inferior e limitado”.

A famosa polémica entre Miguel Bombarda e o jesuíta Manuel Fernandes Santana [ou, de outro modo, entre a “ciência e a religião”] inicia-se em 1897 [data das conferências de Miguel Bombarda], a que se segue o comentário do padre jesuíta em “Evisceração da Consciência e Livre Arbítrio do sr. Dr. Miguel Bombarda”; após a publicação do livro de Miguel Bombarda, “Consciência e Livre Arbítrio” (1898,) o padre replica no “Correio Nacional”, na obra “Materialismo em Face da Ciência” e nas “Bases Científicas da Religião” (1899-1900). Termina a polémica, já após a morte de Manuel Fernandes Santana, quando Miguel Bombarda publica (1900) “A Ciência e o jesuitismo – Replica a um Padre Sábio” [sobre a célebre polémica consultar o artigo de Vítor Neto na Revista Portuguesa de História, vol. 36 (2006), “Miguel Bombarda e Manuel Fernandes Santana – um confronto de ideias”]

FOTO via Memória da República

J.M.M.

terça-feira, 6 de março de 2012

DR. AFONSO COSTA - n. 6 DE MARÇO DE 1871




DR. AFONSO COSTA [n. 6 de Março de 1871 - 11 de Maio de 1937]

"Ilustre e Grande Cidadão
Dr. Affonso Costa


É soberanamente justo que defendaes a vossa honra, quando ella seja atacada na sua pureza, mas afigura-se-nos que é inteiramente inadmissível que a título d’um capricho por supposta offensa de palavras proferidas no calor d’essa discussão parlamentar, embora irritante pela natureza do próprio assumpto, vós submettaes a vossa vida às contigências d’um duelo
[tratou-se do duelo que travou com o conde da Penha Garcia, em defesa da honra, e a propósito da sua intervenção no Parlamento sobre o “adiantamentos reais”, da qual o estadista sai ferido ligeiramente no braço – ler AQUI e AQUI]

Hoje já a vida vos não pertence, mas antes aos vossos Filhos, á vossa Esposa, ao Partido Republicano, e mais que a todos, á Pátria.

A monarchia pretende eliminar-vos, porque vos sois um terrível estorvo á sua existência, e, se pudesse haver duvida nesse intuito, bastava a opinião do arbitro que deu ao vosso adversário a prioridade de offensa.

Bem podeis comprehender que, embora, vingássemos a vossa morte, isso não remediava para a Democracia tão lamentabilíssima perda, por inevitavelmente irreparável.

Não vejaes um conselho, onde só há a singela opinião d’uma incondicional, fervorosa e sincera estima.

Acceitae os protestos da nossa entranhada estima e firme solidariedade.

Vossos admiradores

Os socios do Grémio Liberdade e Progresso
[… do Porto]

Porto, 15 de Julho de 1908 [segs várias assinaturas …]"

in Correspondencia Política de Afonso Costa 1896-1910, org. de A. H. de Oliveira Marques, Estampa, 1982, p. 311-312.

FOTOS: "Homenagem ao grande estadista Dr. Affonso Augusto da Costa" [s.n, s.l.] e uma credencial do Pres. do Conselho da Ordem do GOLU para Afonso Costa, no exílio após o 28 de Maio de 1926.

J.M.M.

domingo, 4 de março de 2012

A REPÚBLICA


Na Biblioteca Nacional Digital estão disponíveis, para consulta dos interessados, vários jornais com interesse para o estudo da propaganda da imprensa republicana, da implantação da República e das ideias republicanas. Um dos mais recentes exemplos de jornais disponibilizados foi A República, que se publicou na cidade do Porto entre 19 de Abril de 1890 e 8 de Maio de 1891, tendo depois continuação no jornal Voz Pública, que se publicou até 1909, de forma diária na cidade do Porto, mas com incidência em toda a região norte do País.

Entre os colaboradores deste jornal destacam-se Rodrigues de Freitas, Guerra Junqueiro, Sampaio Bruno, Xavier de Carvalho, entre muitos outros. Todo eles já biografados no Almanaque Republicano ao longo do tempo.
Segundo Mário Matos e Lemos, este jornal acabou por ser suspenso por edital do Governador Civil do Porto, Joaquim Taibner de Moraes, em 4 de Maio de 1891.

Um excelente serviço prestado pela Biblioteca Nacional Digital que merece o nosso aplauso, onde é possível encontrar também livros digitalizados, partituras, iconografia e espólios.

A consultar com toda a atenção.

[NOTA: clicar na imagem para aumentar]
A.A.B.M.

quinta-feira, 1 de março de 2012

O MAL E A CARAMUNHA - JOAQUIM ALVES CORREIA



O MAL E A CARAMUNHA - reprodução do artigo publicado no jornal "REPÚBLICA", de 23 de Outubro de 1945 pelo Padre Joaquim Alves Correia

Edição: Comissão Directiva do Porto do Movimento de União Democrática.

[clicar na foto para ler]

J.M.M.