MANUEL BAPTISTA - "A Minha Cruz de Guerra. Memórias de Campanha", Luanda, Tip. Minerva, [ed. Autor], 1933, 333 [9] p.
► "Trata-se das Memórias da guerra do segundo sargento Manuel Baptista do 1º Grupo de Companhias de Saúde.
[Manuel Baptista], natural e residente em Coruche na altura que rebentou a guerra, barbeiro de profissão, com 33 anos de idade (em1916), tinha em 1902 ficado livre do serviço militar. Quando a Alemanha declara guerra a Portugal, Manuel Baptista, num forte apelo patriótico e nacionalista, temendo pela «independência de Portugal e integridade da República» dirige um requerimento ao Ministro da Guerra , General Norton de Matos a oferecer-se para ser incorporado de imediato. O ministro aceita «o patriótico oferecimento» e acaba por ser incorporado, antes de fazer os 34 anos no 1º Grupo de Companhias de Saúde de Lisboa.
A par dos exercícios militares tira o curso de enfermeiro. Faz parte do primeiro contingente de militares portugueses a partir para França de onde só regressa em Maio de 1919. Estas Memórias, escritas dez anos depois da guerra acabar, são um precioso testemunho das primeiras impressões após a chegada a França, a frente, o terror da guerra e de uma série de pormenores que retratam a vivência deste sargento enfermeiro durante toda a guerra.
[Luís Guerreiro, via Corpo Expedicionário Português (Facebook), com a devida vénia]
J.M.M.
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