sexta-feira, 30 de novembro de 2018

[ANGRA DO HEROÍSMO] CONFERÊNCIA/DEBATE – “DIÁLOGOS: A IGREJA E A MAÇONARIA AO SERVIÇO DA SOCIEDADE” | EXPOSIÇÃO DE EX-LIBRIS MAÇÓNICOS



CONFERÊNCIA/DEBATE: Diálogos: a Igreja e a Maçonaria ao Serviço da Sociedade” | Exposição de Ex-Libris Maçónico

ORADORES: Fernando Lima (Grão-Mestre do Oriente Lusitano) | Frei Bento Domingues;

DIA: 1 de Dezembro 2018 (21,00 horas);
LOCAL: Salão Nobre dos Paços do Concelho de Angra do Heroísmo;

NOTA: A Sessão será antecedida pela inauguração da exposição “Ex-Libris Maçónicos – Coleção de Sérgio Avelar Duarte, que tem lugar no Átrio dos Paços do Concelho.

 
A não perder
 
J.M.M.

 
 

MANUEL DE ARRIAGA AO SERVIÇO DA REPÚBLICA (1840-1917)



LIVRO: Manuel de Arriaga ao Serviço da República (1840-1917);

AUTORA: Joana Gaspar de Freitas;

EDIÇÃO: INCM, 2018, 96 pp.

“O presente livro centra-se na vida e obra de Manuel de Arriaga, primeiro Presidente da República Portuguesa. Oriundo de uma família aristocrata faialense, formou-se em Direito pela Universidade de Coimbra, onde se revelou um aluno brilhante e um orador notável. Membro da geração de 70, adere aos ideais republicanos e intervém desde muito cedo na vida política e cultural do país, estando na origem da criação dos seus primeiros centros, em 1882.

Nesse mesmo ano, foi eleito deputado pelo círculo do Funchal e em 1890 pelo círculo de Lisboa distinguindo-se no parlamento pela pertinência das suas intervenções e decisões. Foi um dos autores do programa do Partido Republicano Português (PRP) que tinha por objeto servir de base à unificação de todos os centros republicanos. Após a implantação da República foi nomeado para o cargo de reitor da Universidade de Coimbra (18 outubro) e pouco tempo depois para o de Procurador-Geral da República (31 outubro).

Eleito Presidente da República Portuguesa em 2 de agosto de 1911, exerceu o mandato num período conturbado da vida nacional e internacional. Renunciou ao mesmo em 26 de maio de 1915, abandonando definitivamente a vida política. Faleceu em Lisboa a 5 de março de 1917 e está sepultado no Panteão Nacional desde 2003.[AQUI]
 
 

Manuel de Arriaga não fez a República, mas tornou-a possível, conquistando para a sua fé as multidões que vinham escutar as suas palavras inspiradas e ilustrando com a sua própria vida — pública e privada — os altos valores da cidadania e da virtude política.

A 22 de Maio de 2003, a Assembleia da República, através da Resolução n.º 49/2003, resolvia homenagear a memória do primeiro presidente da República portuguesa eleito democrática e constitucionalmente concedendo-lhe as honras do Panteão.

A 16 de Setembro de 2004, os restos mortais de Manuel de Arriaga deixaram o Cemitério dos Prazeres, onde tinham sido sepultados, e percorreram a cidade, em cortejo, até ao Panteão Nacional. Na urna, onde agora repousam, foram inscritos o nome e as datas de nascimento e morte do presidente Arriaga. Este escreveu um dia, no ano de 1899, que sobre a sua sepultura poderiam (deveriam?) ser colocadas as últimas quadras do seu poema Aos Astros, porque elas resumiam toda a sua fé. Assim, aqui se cumpre a sua vontade:

Astros sem fim, ó sóis que estais por cima,
Longe da Terra, em região mais pura!
Deixai que o corpo desça à sepultura
E a vós se eleve o espírito que o anima!
 
O irmão da Luz, o amante da Verdade,
Há-de ir, deixando o invólucro que veste
Como hóspede da abóbada celeste,
Internar-se feliz na imensidade!...
 
Astros! Igual é a lei que nos governa!
Na Terra, o nosso espírito fecundo
Penetra nos recônditos do mundo,
E vive como vós a Vida Eterna


 Sou republicano, porque não há outro nome que simbolize por ora melhor o credo que eu sigo. Sou republicano porque desejo que a alma do meu país esteja no coração de todos nós.”
[M. Arriaga, Discurso na Câmara dos Deputados, 4 de Julho de 1891]

J.M.M.

CONTRA-REVOLUÇÃO E RADICALISMO NO PORTUGAL MODERNO. O FUNDO DA GAVETA – VASCO PULIDO VALENTE



LIVRO: Contra-Revolução e Radicalismo no Portugal Moderno. O Fundo da Gaveta;
AUTOR: Vasco Pulido Valente;

EDIÇÃO: Dom Quixote, 2018, 282 pp.

“A Monarquia Constitucional portuguesa explicada por Vasco Pulido Valente. Num primeiro ensaio, A Contra-Revolução, esclarece como D. Miguel falhou a tentativa de restaurar o absolutismo. Com o irmão, D. Pedro IV, precipitou o país para as Guerras Liberais. Ressurreição e Morte do Radicalismo, o segundo ensaio, descreve a posterior tentativa falhada de modernização do país, que não conseguiu reformar o Estado, fazer a economia crescer e educar a sociedade.

Assim se conduziu o país para uma nova revolução, a republicana, de 1910. Um livro escrito no estilo inconfundível de Vasco Pulido Valente, O Fundo da Gaveta é uma descrição brilhante do Portugal oitocentista e uma poderosa metáfora do nosso país” [AQUI]

J.M.M.


 

 

 

ESCOLA PRÁTICA DE CAVALARIA – MEMÓRIA (1890-2013)



LIVRO: Escola Prática de Cavalaria – Memória (1890-2013);
AUTORES: António Xavier Pereira Coutinho | António Eduardo Queiroz Martins;
EDIÇÃO: Fronteira do Caos, 2018, 282 pp.

“A Escola foi detentora de um excecional percurso histórico ligado aos destinos de Portugal, em momentos relevantes e decisivos da nossa História. Desde a Primeira Guerra Mundial, passando pelo papel decisivo na alteração do regime político em Portugal e na defesa de Portugal em África, bem como mais recentemente, na participação em missões internacionais, os Cavaleiros escreveram páginas de honra, lealdade e bravura, individual e coletiva, demonstrando uma notável disponibilidade para bem servir o Exército e a Nação em todas as circunstâncias.

A Escola Prática de Cavalaria sempre soube adaptar-se às sucessivas evoluções dos assuntos militares, introduzindo em cada época os ajustes necessários às exigências estratégicas de Portugal. De forma constante manteve o espírito do Cavaleiro, aquele que domina o animal ou controla a máquina, com o seu rasgo de iniciativa, bravura e audácia, suportado no forte espírito de corpo, na abnegação e no sacrifício.

Este livro é, assim, uma afirmação de que hoje, tal como ontem, a nossa Cavalaria continua a alicerçar a sua força e coesão em valores e tradições intemporais, em idiossincrasias próprias, fatores que associados à criatividade, dinamismo e ambição dos seus militares, lhe confere serenidade e confiança face ao futuro”.

(Da Nota de Abertura pelo CEME General Frederico Rovisco Duarte)


J.M.M.

quinta-feira, 29 de novembro de 2018

LEGADO DE EDMUNDO PEDRO É DOADO AO GRANDE ORIENTE LUSITANO



“No passado dia 28 de novembro, o Grande Oriente Lusitano recebeu a visita da viúva do venerado maçon Edmundo Pedro e da filha de ambos, para efetuarem uma generosa doação ao Museu Maçónico Português e à Biblioteca do GOL. O legado é constituído por paramentos dos vários graus e ofícios maçónicos de Edmundo Pedro, bem como por dezenas de livros sobre História, Política e Maçonaria, incluindo os três volumes das suas "Memórias - Um Combate pela Liberdade" e outros de sua autoria.

A cerimónia protocolar decorreu no Palácio Maçónico, tendo o Grão-Mestre Fernando Lima, Fernando Sacramento e António Ventura agradecido à Senhora D. Maria de Lurdes Pedro e a sua filha Sónia, o legado agora entregue, já que, para além do valor material e simbólico, tem um inestimável valor afetivo por ter pertencido a Edmundo Pedro, um dos grandes antifascistas que sempre lutou pela liberdade democrática.

Falecido aos 99 anos de idade, a 18 de Janeiro de 2018, Edmundo Pedro teria completado 100 anos de vida no passado dia 8 de Novembro. Há dois anos Fernando Lima, agraciou Edmundo Pedro, com a primeira medalha de ouro da Ordem Hipólito José da Costa, do GOL.

Uma justa homenagem ainda em vida, a quem conheceu quase todas as prisões do regime salazarista, incluindo o campo de concentração do Tarrafal. Ali permaneceu 10 anos, numa época em que dos 357 detidos por lá passaram, 32 morreram de doença e maus tratos. Muitos dos seus camaradas marcaram, no entanto, a formação política, cultural e profissional de Edmundo Pedro, como humanista e autodidata multifacetado.

Depois do 25 de Abril destacou-se como militante, dirigente e deputado do Partido Socialista e foi um elemento fundamental na articulação civil e militar, contra a deriva totalitária no período da revolução”. [AQUI - sublinhados nossos]

J.M.M.

segunda-feira, 26 de novembro de 2018

MÁRIO SOARES – HOMENAGEM NA FIGUEIRA DA FOZ – DIA 8 DE DEZEMBRO



Soares é Fixe” – Homenagem da Figueira da Foz a Mário Soares;

DIA: 8 de Dezembro de 2018 (a partir das 11,00 horas);
LOCAIS: Biblioteca Municipal Da Figueira da Foz | Buarcos (Rotunda do Farol) | Restaurante Teimoso (Buarcos);

ORGANIZAÇÃO: Núcleo de Amigos de Mário Soares | Câmara Municipal da Figueira da Foz

PROGRAMA – HOMENAGEM AO DR. MÁRIO SOARES

11.00 Horas – Exposição “Mário Soares”. Mostra Documental e Fotográfica (Biblioteca Municipal da Figueira da Foz);

12.00 Horas – Descerramento de placa toponímica na Av. Mário Soares (Rotunda do Farol, Buarcos);

12.30 Horas – Almoço no restaurante “Teimoso” (Buarcos) e descerramento de placa alusiva.



► "Por ocasião do 94º Aniversário do seu nascimento, um núcleo de amigos, socialistas e independentes, ligados à vida cívica e política de Mário Soares e com a colaboração da Câmara Municipal da Figueira da Foz, organiza, no próximo dia 8 de dezembro, pelas 13 horas, no restaurante Teimoso, em Buarcos, Figueira da Foz, um almoço de homenagem “Soares É Fixe”, com o descerramento de uma placa alusiva ao evento, e outros atos importantes que constam do programa, que imortaliza o local e uma cidade que lhe dizia muito.

Segundo a organização, “o local onde se irá realizar a homenagem tem uma simbologia histórica, desde os anos 40, pois foi neste sítio, que Mário Soares teve um encontro com Álvaro Cunhal, ambos na clandestinidade".

Soares sentiu-se “incentivado” pelas palavras do líder comunista e decidiu ficar em Portugal, e assim fez uma escolha decisiva, tanto para a sua vida pessoal e política, como para Portugal e para os portugueses”, acrescentam os promotores do encontro.

O programa da homenagem promovida, entre outros,  por Lucas Santos, Carlos Beja e Rosa Pita  inclui: 11 horas – Biblioteca Municipal- Exposição“Mário Soares na Figueira da Foz” – mostra documental e fotográfica; 12 horas – Buarcos – Rotunda do Farol- Descerramento de placa toponímica na Avenida Dr. Mário Soares; 12.30 horas – Almoço no Restaurante Teimoso com família e amigos de Mário Soares e descerramento de placa alusiva.

No entender de Carlos Beja, elemento do núcleo organizador, foi no período em que Mário Soares foi Primeiro-ministro e até enquanto Presidente da República “que o concelho teve vários obras de grande vulto, tais como a regularização do Baixo Mondego e a Ponte Edgar Cardoso, inaugurada em 1982”.

“Também foi numa Presidência Aberta, sobre o Ambiente, que Mário Soares fez a melhor divulgação da mais importante “biblioteca” do mundo sobre a época jurássica do Cabo Mondego. Mário Soares lembrou, em 2010, quando recebeu a Chave de Honra da cidade, “o grande apoio que sempre granjeou no seio das peixeiras e pescadores. Aqui, sempre se sentiu muito acarinhado, fazendo parte do percurso das suas memórias de infância descer o rio num “gasolino”, que era uma das grandes recordações da sua vida”, lembra Carlos Beja.

O evento deverá contar com a presença de familiares de Mário Soares, que faleceu em 7 de janeiro de 2017.

INFORMAÇÕES/CONCTATOS: Lucas Santos | Carlos Beja | Carlos Monteiro | Rosa Pita " [AQUI]

J.M.M.

sábado, 24 de novembro de 2018

O DUQUE DE LOULÉ. CRÓNICA DE UM PERCURSO POLÍTICO (1804-1875)



AUTOR: Filipe Folque de Mendóça;
EDIÇÃO: Orpheu, 2017

“A investigação que deu corpo a esta dissertação teve por objectivo estudar o percurso político do 1.º Duque de Loulé, uma das personagens cimeiras do Estado Português da segunda metade do séc. XIX, em especial na sua vertente de Homem Público, com particular incidência na época da Regeneração, nomeadamente no período em que esteve à frente da Presidência do Conselho de Ministros (1856-1870).

Partindo da sua biografia, desenvolvemos os seus antecedentes, tanto pessoais, como políticos, com vista ao seu enquadramento na história e mentalidade do seu tempo, abordando as circunstâncias histórico-familiares subjacentes à sua formação, tanto no que se refere à Casa onde nasceu, como na análise posterior do seu percurso sociofamiliar.

Neste contexto, destaca-se o casamento que fez com a Infanta D. Ana de Jesus Maria (filha do Rei D. João VI), tornando-se assim cunhado de D. Pedro IV, e tio da Rainha D. Maria II e de seus filhos os Reis D. Pedro V e D. Luís I. Seguiu o partido liberal, defendendo a legitimidade da Rainha, acompanhando D. Pedro IV durante toda a Guerra Civil (1832-1834), combatendo ao seu lado nas Campanhas da Liberdade e no cerco do Porto, sendo por ele nomeado Ministro dos Negócios Estrangeiros e da Marinha (1833).

Restaurada a legitimidade dinástica e a Carta Constitucional, retomou o seu lugar como membro da Câmara dos Pares do Reino, onde com denodo se bateria pelos princípios constitucionais em que verdadeiramente acreditava, seguindo com moderação a facção radical do liberalismo monárquico. Esta singularidade o impeliria a seguir e propugnar pelo caminho do progressismo liberal, tendo sido então nomeado como Ministro da Marinha (1835) e dos Negócios Estrangeiros (1835-1836), aderindo depois ao Setembrismo, sendo eleito deputado às Cortes Constituintes (1837-1838) e Senador (1840), e posteriormente unido à Junta do Porto, continuando a exercer o lugar de Governador Civil de Coimbra (1846-1847).

Após assinar a Convenção de Gramido (1847), retomaria o seu lugar na Câmara Alta, fazendo parte do partido Nacional na oposição ao Governo, mantendo-se nessa situação até à vitória do movimento da Regeneração, levantado por Saldanha (1851). Depois de uma breve passagem pelo Governo, do qual se afastaria agastado, seria eleito como Grão-Mestre da Confederação Maçónica Portuguesa (1852), acumulando entretanto com o lugar de Provedor da Casa Pia de Lisboa (1853-1856).

Em 1856, seria nomeado por D. Pedro V como Presidente do Conselho de Ministros, dando assim, início a um novo ciclo na vida política nacional, assumindo a chefia do Partido Histórico, e mantendo-se na condução dos destinos da Governação de Portugal, por cerca de nove anos, nomeadamente entre 1856-1859, 1860-1865 e 1869-1870.



Seguidor dos princípios programáticos do movimento da Regeneração que ajudou a estabelecer, ou seja, o progresso material e civilizacional do País, Loulé desenvolveria uma intensa actividade governativa, conseguindo ao longo dos seus mandatos, implantar diversas medidas que lançariam as bases de um Estado Moderno.

As reformas efectuadas pelos diversos governos liderados por Loulé, possibilitariam dotar o país de modernas vias de comunicação, fossem viárias, ou ferroviárias. Além do notório incremento das Obras Públicas, assistimos ainda ao desenvolvimento dos estudos estatísticos, tendo Loulé mandado realizar o 1.º recenseamento geral da população (31 de Dezembro de 1863).

No campo do Ensino e Instrução, seriam dados passos importantes tanto para o aumento de estabelecimentos de ensino primário, promovendo as escolas normais femininas, o ensino industrial e agrícola, sem esquecer o aprimoramento do Ensino Superior, nomeadamente na Universidade de Coimbra e na Escola Politécnica de Lisboa.

No campo político-diplomático Loulé passaria por muitas situações difíceis, tanto no plano externo, como interno, nomeadamente com a questão da barca Charles et Georges, que oporia Portugal à França de Napoleão III, e a questão da Irmãs de Caridade, acicatada pelo confronto ideológico entre liberais e ultramontanos. Apesar das grandes contrariedades com que teve de lidar a respeito destas questões, Loulé conseguirá limitar os danos que poderiam advir do ultimato francês, tendo solucionado definitivamente a bem do Estado e do Rei, a melindrosa questão religiosa.

A sua personalidade moderada, tendente a conciliar plataformas de entendimento supra-partidárias, levou a que ele fosse o maior responsável pelo aparecimento do Governo da Fusão, juntando históricos moderados com regeneradores, por forma a garantirem uma maioria confortável no Parlamento, indispensável para aprovação de diversas reformas legislativas, com vista aos melhoramentos materiais e morais dos povos, e a solucionar a questão das finanças públicas.

O último período governativo de Loulé parecia promissor, tendo aglutinado ao seu redor grandes nomes do seu partido, mas inesperadamente seria confrontado com o golpe de estado designado da Saldanhada (1870), que fez o País mergulhar numa ditadura.

Nos últimos anos de vida ainda seria elevado ao cargo vitalício de Presidente da Câmara dos Pares do Reino (1870-1872), do qual pediria a demissão devido a arreigados princípios de coerência ideológica, convictamente liberais.

Em 1875, aquando das suas exéquias, António Cândido sintetizaria o excepcional contributo de Loulé para a consolidação do regime monárquico constitucional – “durante a sua vida pública dependeu em grande parte do seu nome e da sua pessoa o justo equilíbrio das tradições do passado com as aspirações do futuro

[AQUI – Resumo da Tese de Doutoramento em Altos Estudos em História, da FLUC] – com sublinhados nossos.

J.M.M.

quinta-feira, 22 de novembro de 2018

O SÉCULO DOS PRODÍGIOS: A CIÊNCIA NO PORTUGAL DA EXPANSÃO



LIVRO: O Século dos Prodígios: A Ciência no Portugal da Expansão;
AUTOR
: Onésimo Teotónio Almeida;
EDIÇÃO: Quetzal Editora, 2018, 392 p.

“Neste livro, Onésimo Teotónio Almeida presta especial atenção aos séculos XV e XVI, afastando-se de qualquer perspectiva nacionalista, na qual alguns historiadores portugueses incorrem, ora pecando por excesso, ao exagerarem as nossas pretensões em matéria de ciência, ora por defeito ao ignorarem o papel que de facto tivemos.

Ao mesmo tempo, tenta corrigir a historiografia anglo-americana que não prestou a devida atenção ao ocorrido em Portugal nesse período. Com efeito, durante o final da Idade Média foram surgindo em Portugal sinais de um inovador interesse pela natureza e pelo conhecimento empírico dela, assim liderando um dos grandes momentos de viragem na História da Ciência.

Este livro é uma revisitação dos anos de ouro da história portuguesa: O Século dos Prodígios é a revelação de como no nosso país, durante o chamado período da Expansão, surgiu e cresceu um núcleo duro de pensamento e trabalho científico verdadeiramente pioneiro, sem o qual as viagens desses séculos teriam sido impossíveis” [AQUI]

J.M.M.

ENCONTROS DE OUTONO 2018, EM FAMALICÃO

A partir de amanhã, 23 de Novembro de 2018 e no dia seguinte, 24, realiza-se, em Famalicão, mais uma  edição do colóquio Encontros de Outono. O tema geral do colóquio é: "As Relações entre Portugal e os EUA. Da I República à Democracia Abrilista (1910-1975)".

O colóquio é organizado pelo Museu Bernardino Machado e vai realizar-se na Casa das Artes, em Vila Nova de Famalicão.

O programa é  o seguinte:
O evento conta com alguns investigadores reconhecidos como:
- António José Telo;
- Fernanda Rollo;
- Daniel Marcos;
- Fernando Martins;
- Aurora Almada e Santos;
- Pedro Aires de Oliveira;
- Nuno Simas.

NOTA: As inscrições e a participação nas conferências são gratuitas e dão direito a um Certificado de Participação.

Acreditado pelo Centro de Formação Científica (CCPFC).
Grupos: Português e HGP (200); História (400); Creditação: 12h

Informações mais detalhadas podem ser obtidas AQUI.

Com os votos do maior sucesso.

A.A.B.M.

quarta-feira, 21 de novembro de 2018

A MAÇONARIA EM ÉVORA (1908-1936) - CONFERÊNCIA



DIA: 22 de Novembro de 2018 (18,30 horas);

LOCAL: Biblioteca Pública de Évora [Largo do Conde de Vila Flor 4, Évora];
ORGANIZAÇÃO: Centro de História da UL | IHCFCSH-UNL | Centro de Estudos de História e de Filosofia da Ciência da Universidade de Évora.

ORADOR: Prof. António Ventura

"O Centro de História da Universidade de Lisboa irá promover uma conferência intitulada "A Maçonaria em Évora (1908-1936)", a ter lugar na Biblioteca Pública de Évora, no próximo dia 22 de novembro.

A conferência será proferida pelo Professor Doutor António Pires Ventura, Professor Catedrático do Departamento de História da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.

Organização: Centro de História da Universidade de Lisboa; Instituto de História Contemporânea da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa; Centro de Estudos de História e de Filosofia da Ciência da Universidade de Évora" [AQUI]

J.M.M.

terça-feira, 20 de novembro de 2018

25 º ANIVERSÁRIO DA REVISTA AL-ULYA


No âmbito das comemorações do 25º aniversário da revista de História e Património Local de Loulé vai realizar-se amanhã, 21 de Novembro de 2018, no Convento Espírito Santo, em Loulé, um colóquio que assinala a efeméride.

O evento conta com um dia repleto de investigadores de sólida reputação a apresentar alguns dos trabalhos de investigação que já foram sendo publicados na revista ao longo do tempo e que agora merecem apresentação pública. Assinala-se que o evento, inicialmente previsto para um espaço mais reduzido, teve que ser alterado para um espaço mais amplo, face ao número de inscrições que foram feitas para participar no colóquio, facto que se saúda e que mostra como estas iniciativas conseguem ter acolhimento assinalável junto da população quando os temas lhes dizem mais e são mais próximos da vida concreta das pessoas.

Entre os investigadores convidados a participar contam-se:
- João Sabóia;
- Manuel Pedro Serra;
- Joaquim Romero Magalhães;
- Luís Miguel Duarte;
- Maria Helena da Cruz Coelho;
- Bernardo Vasconcelos e Sousa;
- Mário Varela Gomes;
- José d' Encarnação;
- Guilherme de Oliveira Martins;
- José Carlos Vilhena Mesquita;
- Luís Reis Torgal;
- Francisco Lameira;
- Marco Sousa Santos;
- Pedro Gomes Barbosa.

Lembra-se ainda que os artigos publicados se encontram disponíveis online para consulta dos potenciais interessados AQUI, os vários números já disponíveis podem ser descarregados AQUI, além disso, para os investigadores, também é possível consultar o catálogo do Arquivo Municipal de Loulé (um dos arquivos com informação organizada e disponível aos investigadores) que pode ser consultado AQUI.

Com os votos do maior sucesso para a iniciativa e longa existência para a publicação.

A.A.B.M.

A GUERRA E OS ISMOS: DE 1918 A 2018 - CONFERÊNCIA


No Agrupamento de Escolas de Pombal - Escola Secundária de Pombal, realiza-se amanhã, 21 de Novembro de 2018 uma conferência para assinalar o Centenário do Armistício e o final da Grande Guerra, tendo por conferencista o Doutor Sérgio Neto, investigador do Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX (CEIS 20 - Universidade de Coimbra) e do Instituto de História Contemporânea (FCSH-Universidade Nova de Lisboa).

A sessão decorre a partir das 9.30h, no auditório Dra. Gabriela Coelho, da Escola Secundária de Pombal.

O tema da conferência será A Guerra e os Ismos: de 1918 a 2018.

O conferencista, Sérgio Neto, licenciou-se em História pela Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra em 2000 e tem desenvolvido a sua investigação em torno do colonialismo e da Grande Guerra. Recebeu o prémio da Fundação Eng. António de Almeida nesse ano. Investigador do Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX. Em 2007 concluiu o Mestrado em História Contemporânea.
Desenvolve a sua actividade profissional como professor dos ensinos básico e secundário, tem vindo a realizar investigação sobre a história político-cultural de Cabo Verde desde 2001, altura em que ganhou o Prémio “Estímulo à Investigação” do Serviço de Ciência da Fundação Calouste Gulbenkian, na área – “Colonialismo e Pós-Colonialismo no Espaço Lusófono”. 
Concluiu o Doutoramento em Altos Estudos Contemporâneos (Estudos Internacionais Comparativos) pela Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra em 2014. 
Os resultados conheceram publicação em diversos artigos.
Tem publicadas entre outras as seguintes obras:

O Currículo Vitae detalhado da produção científica pode ser consultado AQUI.

Com os votos do maior sucesso para esta iniciativa de âmbito escolar.

A.A.B.M.


terça-feira, 13 de novembro de 2018

MUSEU DA REPÚBLICA E MAÇONARIA ENCERRA EM PEDRÓGÃO GRANDE



MUSEU DA REPÚBLICA E MAÇONARIA ENCERRA EM PEDRÓGÃO GRANDE, por A.B.H.
Depois de há praticamente duas décadas desempenhar uma relevante função turística e cultural na unidade de turismo rural “Villa Isaura”, na aldeia dos Troviscais, no concelho de Pedrógão Grande, em pleno Centro do país, o MUSEU DA REPÚBLICA E MAÇONARIA encerra definitivamente as suas portas ao público no próximo dia 31 de Dezembro.

Trata-se de um dos três raros museus no seu género existentes em Portugal e Espanha, sendo os outros dois em Lisboa e Salamanca. O MUSEU DA REPÚBLICA E MAÇONARIA ganhou notoriedade a partir de 13 de Outubro de 2012, quando formalizou com a Maçonaria Portuguesa/Grande Oriente Lusitano (GOL) um protocolo de colaboração, o qual contou em Pedrógão Grande com a presença do Poderoso Grão-Mestre do GOL, Dr. Fernando Lima.
Mas a sua actividade e colaboração com diversas outras instituições nacionais é muito anterior, designadamente através da cedência de peças e documentação, e reporta-se às comemorações dos 200 anos da Maçonaria em Portugal em 2002 (CM de Lisboa), 1º Centenário da República (em 2010-2011, no Palácio de Belém / Presidência da República e Casino da Figueira da Foz), Museu José Malhoa (Caldas da Rainha), Câmaras Municipais de Miranda do Corvo, Ansião, Condeixa-a-Nova, Figueiró dos Vinhos, Castanheira de Pera e Oliveira do Bairro. Nos últimos anos beneficiaram ainda do seu apoio e acervos o Museu do Aljube em Lisboa (2015) e o Panteão Nacional / Direcção Geral do Património Cultural (2017).
Contudo, apesar da sua manifesta importância nos domínios histórico e cultural, o MUSEU DA REPÚBLICA E MAÇONARIA tem vindo sistematicamente a ser ignorado em termos de apoios financeiros e institucionais por parte dos poderes públicos, designadamente por parte do Ministério da Cultura que, desprezando a qualidade e real importância dos seus acervos, acentua o seu carácter particular e a sua pequena dimensão para negar os apoios de que carece para se manter aberto ao público.
Não compreendem os proprietários do MUSEU DA REPÚBLICA E MAÇONARIA tal desinteresse público quando:
 1 - ele é actualmente o Museu mais significativo a nível nacional no seu género, a avaliar pelas sucessivas visitas de técnicos e requisições de materiais para documentarem exposições organizadas inclusive pela RPM (Rede Portuguesa de Museus);
2 - o Estado Português se dispõe a despender em Peniche – no Litoral português - quase quatro milhões de euros na instalação do Museu da Resistência e Liberdade, sabendo que idênticos princípios e objectivos são defendidos – no Interior / na Região Centro – pelo MUSEU DA REPÚBLICA E MAÇONARIA, a um custo (autárquico) que certamente não chegaria aos 5% daquele dispêndio público.
Contra esta disparidade de poderes, que beneficia sobretudo o Litoral rico em desfavor do Interior pobre, bem assim como os Museus da RPM contra os Museus particulares, não nos resta outra hipótese que não seja rendermo-nos nesta luta desproporcionada, assumindo a nossa relativa pouca importância, na guarda de um património próprio que amamos, mas que lamentamos não poder pôr ao serviço das gerações futuras, a quem gostaríamos de proporcionar uma outra história de amor e luta pelos sagrados princípios da liberdade, igualdade, fraternidade, justiça e tolerância.
Pedrógão Grande, em 12 de Novembro de 2018
Aires B. Henriques [AQUI - sublinhados nossos]
 
J.M.M

domingo, 11 de novembro de 2018

CENTENÁRIO DO ARMISTÍCIO DA I GRANDE GUERRA

 
 
 
J.M.M.

[A ACADEMIA DE SCIENCIAS DE PORTUGAL] – ÀS ACADEMIAS E UNIVERSIDADES DAS NAÇÕES CIVILIZADAS, A PROPÓSITO DO MANIFESTO DOS INTELECTUAIS ALEMÃES, 1914

 
 
 
[A Academia de Sciencias de Portugal] Às Academias e Universidades das nações civilisadas, a proposito do manifesto dos intelectuais alemães | Aux Académies et aux universités des nations civilisées, à propos du manifeste des intellectuels allemands, Lisboa, Academia das Ciências, 1914
 
NOTA: Trata-se da resposta da Academia das Ciências de Lisboa ao “Manifesto dos 93”, publicado a 4 de Outubro de 1914 por 93 proeminentes cientistas, prêmios Nobel (assinaram 7 deles; expl. Max Planck), professores, economistas, juristas, biólogos [Ernst Haeckel], arquitetos [Ludwig Hoffmann], teólogos, escritores [Ludwig Fulda foi quem escreveu o manifesto], poetas e artistas alemães, que declaravam o seu inequívoco apoio à acção e guerra alemã. Seguiram-se, nesta campanha de propaganda alemã, outros manifestos assinados por um vasto grupo de docentes universitários. Curiosamente Albert Einstein, não só recusou a assinatura do “Manifesto dos 93” como deu o seu acordo ao manifesto pacifista que saiu depois na Europa.   
J.M.M.