domingo, 30 de dezembro de 2018

HELIODORO SALGADO – UM HOMEM DE LUTAS




LIVRO: Heliodoro Salgado – Um Homem de Lutas;
AUTOR: José Pedro Maia Reis;

EDIÇÃO: do Autor, Janeiro de 2019.

LANÇAMENTO:

DIA: 4 de Janeiro 2019 (21,00 horas);
LOCAL: Auditório da Junta de Freguesia de Bougado (Rua 16 de Maio, Santiago de Bougado, Trofa).

112 Anos passados sobre o passamento de Heliodoro Salgado (1861-1906) – livre-pensador e um dos mais importantes propagandistas republicanos, “anarquista intervencionista” e militante anticlerical assumido -, nascido a 8 de Julho de 1861 em S. Martinho de Bougado, José Pedro Reis recorda a sua figura na obra (edição de Autor), justamente intitulada, “Heliodoro Salgado – Um Homem de Lutas”. Heliodoro Salgado, muito cá de casa, merece toda a atenção que lhe seja devida. A não perder, portanto, a leitura de mais um testemunho sobre esta ilustre figura do republicanismo português.

NOTA: No Almanaque Republicano pode, AQUI, consultar os verbetes sobre essa singular figura que foi Heliodoro Salgado

“A curiosidade em compreender o passado, conhecer nomes, locais que marcam a identidade de uma comunidade são os anseios de um historiador e quando se cresce numa cidade que ouvimos repetidamente o mesmo discurso, “não há importância histórica”, aguça ainda mais o engenho em procurar referências mesmo que essas referências sejam ínfimas.

Recebendo o livro do saudoso Professor Napoleão Sousa Marques: “Duas comunidades um só povo” destacando um capítulo naquela monografia sobre os alegados ilustres da Trofa. Obviamente que no 4º ano de escolaridade capta mais a atenção as imagens de uma escavação arqueológica do que um nome de um ilustre desconhecido.

Os anos passaram, milhares de vezes a passar naquela rua, a Rua Heliodoro Salgado, que fica junto ao Estádio do Clube Desportivo Trofense, apoiada na singularidade do nome, sempre foram aguçando a curiosidade em saber sempre mais sobre quem teria sido.

Na faculdade com licenciatura e mestrado praticamente concluído com uma tese que se debruçava sobre a história da terra que me acolheu e aos poucos e poucos a necessidade de saber mais sobre o biografado ia aumentando.

Comum no ser humano a necessidade de encontrar referências na sua área profissional e tentar aprender com essas mesmas referências, na leitura do livro de António Ventura, “Anarquistas republicanos e socialistas em Portugal – as convergências possíveis (1892-1910) ” escreveu que para compreender Heliodoro Salgado era necessário escrever um livro, um projeto para fazer várias referências ao seu legado.

Após uma breve pesquisa procurando saber algumas referências sobre a vida de Heliodoro Salgado, surgiram informações na imprensa que no seu funeral estiveram presentes mais de cem mil pessoas, comprovando o enorme reconhecimento da sua vida que merece ser recordo, explanado e sobretudo divulgado para com a sociedade. Obviamente que a necessidade de perceber e compreender quem era esta figura ganhava cada vez mais importância.

O ser humano deve ser curioso, deve procurar saber sempre mais e as primeiras pesquisas foram ocorrendo, primeiro na internet e posteriormente nas bibliotecas, aliada com a compra de livros sempre procurando saber mais quem foi o filho desta terra que marcou profundamente a sociedade, podendo usar a expressão popular, “a ferros” a sociedade portuguesa e a política lusa no final do século XIX e início do século XX.

Ao longo desta biografia procurarei sempre explanar com o máximo rigor que for possível encontrar com a elevada quantidade e qualidade de informação dispersa, por vezes confusa e a inexistência praticamente de artigos científicos contudo, nunca desanimar quando o desejo é enorme, quando a vontade é superior a todo o resto, reforçada quando no passado se criticou a existência de um arruamento com o seu nome no seu concelho natal, procurando desprezar o seu legado.

Apresentada de seguida uma viagem no tempo, o contar da vida do maior político trofense que infelizmente o tempo tentou apagar e fazer morrer, contudo, só morremos quando nos esquecem"

[José Pedro Maia Reis, in prefácio ao livro]
 
J.M.M.

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