segunda-feira, 26 de novembro de 2007

JOSÉ FRANCISCO AZEVEDO E SILVA (Parte I)

Ontem assinalou-se o aniversário do nascimento de uma das figuras, que em nossa opinião, mereceria um estudo biográfico mais pormenorizado, que ainda não foi realizado. Aqui fica o nosso pequeno contributo.

Este advogado e magistrado, nasceu em Loulé em 25 de Novembro de 1858, e morreu em 28 de Janeiro de 1936. Tirou o curso do liceu em Lisboa, onde, em 1879, fundou o jornal A Tribuna do Povo; fixou depois residência em Coimbra, para fazer a sua formatura em Direito, e ali fundou, em 1880, o primeiro grupo de estudantes republicanos; prosseguindo numa activa propaganda dos ideais democráticos, fundou e dirigiu, naquela cidade, o jornal Evolução, onde publicou artigos que lhe valeram, por duas vezes, em 1882 e 1883, ser riscado da Universidade, onde só foi readmitido depois do protesto unânime dos estudantes.

Durante a sua permanência em Coimbra pertenceu, como assinala Trindade Coelho[In Illo Tempore] ao denominado grupo do Lusitano, onde participavam também personalidades como: João Arroio, Pinto de Mesquita, João Pinto Rodrigues dos Santos, Dinis da Mota e Aristides da Mota, Henriques da Silva, Manuel Ramos, entre outros, que se destacavam pela defesa dos ideais positivistas tão em voga na época.

Em 1884, abriu banca de advogado em Lisboa e dirigiu outro jornal, A Era Nova, em 1885, e, mais tarde, em 1905 a Revista de Direito; colaborou também, na Revista Republicana, em 1897; neste mesmo ano de 1897, fundou o Grupo Republicano de Estudos Sociais , de que foi o mais entusiástico e dedicado elemento, e, em 1898, com Basílio Teles, Duarte Leite e Veríssimo de Almeida, foi eleito para o Directório do Partido Republicano Português, tal como já o tinha sido em 1891, ao serviço do qual pôs a sua grande inteligência e inexcedível actividade, sendo um dos signatários do programa partidário publicado em 1891; acompanhou Basílio Teles, como precioso auxiliar, durante o período de preparação da revolta de 31 de Janeiro.

[Foto de José Francisco Azevedo e Silva, Diário de Lisboa, 28-01-1936, in Fundação Mário Soares, com a devida vénia.]

[em continuação]

A.A.B.M.

1 comentário:

AT disse...

Sei que o meu bisavô foi um homem extraordinário. Tenha muita pena, que vindo duma família monárquica, se tenha tornado republicano.
Bisneta AT