sábado, 31 de dezembro de 2011

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

LUTA ARMADA NO MARCELISMO


DEBATE - Luta Armada no Marcelismo
DIA: 21 de Dezembro 2011 (18 horas);
LOCAL: Aljube (ao lado da Sé de Lisboa);
PARTICIPANTES: Fernando Pereira Marques (LUAR); Carlos Antunes (BR) e Raimundo Narciso (ARA);
ORGANIZAÇÃO no âmbito da Exposição A Voz das Vítimas

"O recurso à luta armada foi uma opção relevante da oposição ao regime ditatorial, designadamente no consulado marcelista, que antecedeu o 25 de Abril de 1974.

O lançamento de acções armadas como via para o derrube do regime e de apoio às lutas de libertação dos povos coloniais foi uma das expressões dos debates ideológicos e políticos que marcaram essa fase final do regime fascista.

A diferente natureza das organizações envolvidas nessas acções corresponde à pluralidade do posicionamento político dessas iniciativas – cuja influência se alargou a momentos posteriores
"

J.M.M.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

MANIFESTO - HISTORIADORES CONTRA A SUPRESSÃO DO FERIADO DA "IMPLANTAÇÃO DA REPÚBLICA" E DO "DIA DA RESTAURAÇÃO"




MANIFESTO DE 40 HISTORIADORES CONTRA A SUPRESSÃO DOS FERIADOS DE 5º DE OUTUBRO E DO 1º DE DEZEMBRO [clicar, no documento acima, em View Fullscreen para ler melhor]

"... Apelamos a que os cidadãos deste país se oponham determinadamente a tal propósito. Atacar os marcos simbólicos da memória e da cidadania é o primeiro passo para ofender os direitos que eles representam e protegem..." [sublinhados nossos]

J.M.M.

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

PRAÇA VELHA, Nº30



Vai ser apresentada, no próximo dia 15 de Dezembro de 2011(quinta-feira), a partir das 18 horas, na Biblioteca Municipal da Guarda, na Sala Tempo e Poesia da Biblioteca Municipal Eduardo Lourenço, o nº 30 (2º semestre de 2011) da revista de cultura do município da Guarda, Praça Velha.

O 30º número conta com colaborações de Aires Dinis, António Morgado, Augusto Moutinho Borges, Carlos d´Abreu e Emilio Rivas Calvo, Francisco Manso, Franklin Braga, Hermínio Ferraz, Jesué Pinharanda Gomes, José d´Encarnação, José Luís Lima Garcia e Roberto Merino.

Este número conta com a Grande Entrevista à Pintora Evelina Coelho é conduzida por Américo Rodrigues.

Poemas e Contos conta com a participação de Daniel Rocha, João Esteves Pinto e José Ferraz Alçada.

Portfolio é da responsabilidade de Pedro Carvalho.

Recensões críticas de livros e Cd’s inclui colaborações de António Morgado, Carlos Canhoto, Cecília Falcão, Cristina Fernandes, Daniel Rocha, Helena Santana, Jorge Torres, José António Afonso Rodrigues, José Pires da Cruz, José Pires Manso, Manuel Abrantes Domingos, Manuel Sabino Perestrelo, Maria Antonieta Garcia e Rosário Santana.

Este número termina com a já habitual Súmula de Actividades Culturais.

Uma interessante revista semestral que se publica na cidade da Guarda há vários anos e que conta habitualmente com vários artigos de interesse para a história regional e local.

A acompanhar com todo o interesse.

A.A.B.M.

ABECEDÁRIO SIMBIÓTICO - JOSÉ ADELINO MALTEZ


LIVRO: Abcedário Simbiótico - Um digesto político contemporâneo com exemplos sagrados e profanos;
AUTOR: José Adelino Maltez;
EDIÇÃO: Campo da Comunicação.

APRESENTAÇÃO:

DIA: 16 de Dezembro 2011 (18,30 horas);
LOCAL: Hotel Holiday Inn Lisbon – Continental (Sala Lisboa), Rua Laura Alves, nº 9.
ORADOR: Paulo Teixeira Pinto.

"De muitas sementes e alegrias está feito este novo e inesperado livro do Adelino Maltez! Abecedário Simbiótico poderia ser mais um livro sobre Maçonaria. O conteúdo de muitas das suas entradas são sobre temas, símbolos, significados, história da Maçonaria ou Maçon e a eles também se referem as siglas ou a biografia. Mas o livro é mais do que tudo isso: tem uma relação de mútua dependência com as coisas do mundo, em benefício mútuo" [Fernando Lima, in prefácio - AQUI]

J.M.M.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

A MAÇONARIA NA SOCIEDADE - DO SÉCULO XVIII AO SÉCULO XXI


CONFERÊNCIA: A Maçonaria na sociedade – do século XVIII ao século XXI;
DIA: 15 de Dezembro de 2011 (14 horas);
LOCAL: Sala Multiusos 2(Edifício ID, Piso 4) da FCSH da Universidade Nova:
ORADOR: António Lopes (FCSH-UNL);
ORGANIZAÇÃO: Instituto de História Contemporânea - Ciclo Modernidade e Tradição (FCSH-UNL).

"A tradição constitui-se como uma memória do passado, fundada na transmissão, onde estão presentes sinais, símbolos ou outras formas de registo, que desembocam no enriquecimento intelectual desde que também se constitua como um acto refletido e na maior parte das vezes simbólico. Constituindo uma forma de interiorizar valores, ela é também mais do que um depósito de saberes que passa de mão em mão.

Entendeu-se desde sempre em maçonaria de que o Conhecimento não se dá nem se recebe. Ele é fruto de um trabalho continuado baseado no estudo, na reflexão, na transmissão de saberes, mas muito especialmente, em simultâneo com uma crescente elaboração dos esquemas mentais de racciocínio.

Estão assim criadas as bases para a existência de dois mitos: um primeiro da tradição, perdido na poeira dos tempos e outro de modernidade, criado com base no aperfeiçoamento individual. O primeiro justifica a repetição e a segurança, o segundo permite-lhe inventar-se todos os dias, criando uma dinâmica interna, que a Maçonaria transporta desde o século XVIII até aos dias de hoje
" [AQUI]

NOTA: Esta conferência integra-se no Ciclo Modernidade e Tradição (Economia, Sociedade e Inovação no Mundo Contemporâneo) que se tem vindo a realizar durante este mês e que prossegue até ao próximo mês de Janeiro de 2012.

J.M.M.

ESTUDOS DO SÉCULO XX DE 2011



Vai ser apresentada amanhã, 13 de Dezembro de 2011, a partir das 18 h., no Teatro Académico Gil Vicente, em Coimbra, o volume 11 (2011) da revista Estudos do Século XX.

O apresentante deste volume será o Doutor Fernando Catroga.

O presente volume era subordinado ao tema: Fazer História Contemporânea e foi coordenado pelo Doutor Luís Reis Torgal.


Uma iniciativa a acompanhar com toda a atenção.
A.A.B.M.

REVISTA DE HISTÓRIA E TEORIA DAS IDEIAS 2011



Foi recentemente apresentado o último volume da Revista de História e Teoria das Ideias da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra.

Do Índice pode retirar-se o seguinte:

Nota de Apresentação

João Gouveia Monteiro, A arte militar na Europa dos séculos XI-XIII – um vade mecum

Fernando Taveira da Fonseca, As Artes no Colégio e na Faculdade. (Coimbra, 1535-1555)

José Abreu e Paulo Estudante, A propósito dos livros de polifonia impressa existentes na Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra. Uma homenagem ao musicólogo pioneiro Manuel Joaquim

Frederico Lourenço, Schopenhauer e a metafísica da música

Joana Duarte Bernardes, A eterna repetição de Ícaro. Para uma poética da dança

Luís Calheiros, A metade nocturna do belo: o horrível nas artes. (Subsídios críticos para um estudo diacrónico da fealdade artística)

Maria de Lurdes Craveiro, Arte, história da arte e historiografia artística

Anabela Bravo, Ensaio sobre o mundo da arte e a sua relação com a crítica institucional

Maria João Cantinho, Da fotografia e dos seus efeitos

Delfim Sardo, Retrovisor

Fausto Cruchinho, Cinema e Portugal: não reconciliados

Jorge Seabra, Análise fílmica

Sérgio Dias Branco, Film noir, um género imaginado

Abílio Hernandez Cardoso, Cinema e poesia, ou o coração da memória

Ricardo Revez, Fialho de Almeida e as correntes estético-literárias no final do século XIX em Portugal

Paulo Archer, Mitopeia. Notações para uma poiética do tempo e da história nos estilhaços da antropodiceia pessoana

Maria António Hörster e Isabel Pedro dos Santos, Memórias culturais na literatura infanto-juvenil portuguesa contemporânea. O caso da série “Triângulo Jota”, de Álvaro Guimarães

António Pedro Pita, Da centralidade política da arte no século XX português

Maria João Simões, Impressões do sensível: elos entre literatura e estética

João Maria André, Artes e multiculturalidade: o teatro como campo de diálogo intercultural

Norberto Ferreira da Cunha, A arte do ensaio: a vocação socrática de Proteu

Varia
Ana Vaz Milheiro, Escolas em Angola durante o Estado Novo: arquitectura e arte
Paulo Archer de Carvalho, Para uma perspectiva da historiografia da cultura (1916-1958). Joaquim de Carvalho: metodologia e epistemologia II

Uma das reputadas revistas científicas de História que se publica em Portugal.

A ler com toda a atenção.

A.A.B.M.

domingo, 11 de dezembro de 2011

ALBERTO SOUSA (1880-1961): OS ROSTOS DA REPÚBLICA NA IMPRENSA DA ÉPOCA



Na Hemeroteca de Lisboa, vai realizar-se no próximo dia 14 de Dezembro de 2011, pela 17 horas, na Sala do Espelho, uma conferência por António Valdemar (Jornalista e Membro da Academia de Ciências de Lisboa) intitulada Alberto Souza (1880-1961): Os Rostos da República na Imprensa da Época

Uma pequena biografia sobre a personalidade pode ser consultada AQUI, AQUI, uma outra nota mais detalhada pode ser consultada AQUI.

Uma interessante iniciativa que o Almanaque Republicano não podia deixar de divulgar.

A acompanhar com todo o interesse.

A.A.B.M.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

SEBASTIÃO MAGALHÃES LIMA (1850-1928)


Sebastião de Magalhães Lima (1850- 7 de Dezembro de 1928)

Ontem - dia 7 de Dezembro - passou mais um aniversário da morte de Sebastião de Magalhães Lima, um dos apóstolos da República.

FOTOS: "O bilhete postal da esquerda é o nº 8 de uma série editada por A Editora, desenhada por Alfredo Cândido. Tem a legenda 'Pela Pátria e pela República e...pelas (Loiras)', está assinado e datado: 'Alfredo Cândido, 1906'

O da direita é uma 'Edição do Grémio Lusitano - Lisboa- Portugal'. Tem a legenda "Sebastião de Magalhães Lima 1850-1928 - Advogado, jornalista, pacifista, propagandista republicano. Fundador da Liga Portuguesa dos Direitos do Homem, Grão-Mestre da Maçonaria Portuguesa."


via Memória da República, com a devida vénia.

J.M.M.

A PRIMEIRA REPÚBLICA E OS CONFLITOS DA MODERNIDADE (1919-1926)


LIVRO: A I República e os Conflitos da Modernidade (1919-1926): A Esquerda Republicana e o Bloco Radical;
AUTORA: Ana Catarina Pinto;
EDIÇÃO: Caleidoscópio.

"Propomos uma hipótese de inteligibilidade do período terminal, aparentemente caótico, da Primeira República: à semelhança de outros países europeus, a especificidade dos anos 20 portugueses reside num fenómeno de polarização política da sociedade, na mobilização e organização de forças mediante os quadrantes da esquerda e da direita modernas.

À luz desta linha interpretativa, avançamos com um estudo exploratório onde se evidencia o processo de autonomização da esquerda republicana, bem como a existência de um bloco radical, agregando diversas manifestações do fenómeno de polarização à esquerda.

Esperamos demonstrar que o ocaso do regime republicano não foi um mero caso de definhar de idiossincrasias políticas anómalas, nem as atribulações dos anos de 1919 a 1926 foram meros figurinos de conteúdos antigos e decadentes, mas sim a expressão de novos modelos políticos que se insinuavam. Em Portugal, como na maioria dos países europeus, o modelo ditatorial venceu, perdurando aqui durante quase meio século, cristalizado no regime do Estado Novo.

A compreensão da contemporaneidade portuguesa depende do estudo e conhecimento da história da Primeira República do pós-guerra e dos conflitos da modernidade
" [ler AQUI]

J.M.M.

ASSOCIAÇÃO ESCOLA 31 DE JANEIRO (PAREDE)


LIVRO: Associação Escola 31 Janeiro: 100 anos de Instrução, Educação e Progresso (Parede) [livro Comemorativo do seu Centenário];
AUTOR: Rui Pinto;
EDIÇÃO: Associação 31 de janeiro, com apoio da C. M. de Cascais.

" ... A Associação-Escola 31 de Janeiro é uma das muitas instituições de ensino fundadas no alvorecer da República. Perseguindo o ideal republicano do direito à instrução e face à insuficiência da oferta prestada pela rede de ensino público da época, a 1 de janeiro de 1911 esta associação sem fins lucrativos fundou [um dos 12 fundadores foi Abeillard de Vasconcelos - ver AQUI] uma escola privada com o intuito de contribuir para a cobertura da escolaridade obrigatória no concelho de Cascais.

'O grande desafio para os fundadores da Escola e dos seus seguidores foi conciliar a sobrevivência de uma instituição privada de ensino com os ideais republicanos da educação', refere o autor do livro, agora editado com o apoio da Câmara Municipal de Cascais. A opção pela gestão direcionada para o alargamento do ensino ao maior número de crianças possível e não para a obtenção de lucros criou algumas dificuldades à sustentabilidade da escola que durante os primeiros anos funcionou sem instalações próprias e totalmente dependente do pagamento das quotas dos associados, do financiamento camarário e da angariação de fundos através do desenvolvimento de atividades lúdicas e culturais. Frequentemente a sua missão estendia-se para além das obrigações educacionais e, a partir de 1927, a escola passou a prestar apoios sociais aos alunos mais necessitados ...
[ler AQUI - ler Origem e História AQUI]

J.M.M.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

CINQUENTENÁRIO DA REPÚBLICA - SEARA NOVA


SEARA NOVA: Número Comemorativo do Cinquentenário da República, nº 1378-79-80. Agosto-Setembro-Outubro de 1960

Na Capa: Foto do Comício republicano realizado em Lisboa "para tratar de assuntos municipais" (21 de Março de 1909)

SUMÁRIO: Editorial [sobre o cinquentenário da República, com curioso desenho (1955) de Lima de Freitas] / "República Desconhecida", por António José Saraiva / "As primeiras leis da República e a mulher", de Maria Lamas / "José Félix Henriques Nogueira o primeiro republicano português", por José Tengarrinha / Jaime Cortesão [com um desenho "alusivo à tomada do forte de Monsanto ocupado pelos sediciosos monárquicos em 1919", de Francisco Valença] / "Passado e Presença da Seara Nova", por Câmara Reys / "Uma obra republicana fracassada: as Escolas Primárias Superiores", de J. Sant'Ana Dionísio / "A República e o Ensino Superior Científico", de J. Sant'Ana Dionísio / "Recordações de há meio século", por Galino Marques [curioso texto rememorativo da instauração da República] / "4 de Outubro de 1910", por Alexandre Miranda / "Unidade Republicana", de José Magalhães Godinho [com foto de Machado Santos] / "Cinquentenário da República e cinquenta anos de evolução económica portuguesa", de Armando de Castro / "O 5 de Outubro comemorado em França, Inglaterra e Brasil" [com fotos da deposição de flores no túmulo de Afonso Costa e do banquete que reuniu, em França, "centena e meia" de democratas portugueses] / "O Velho Gervásio", por Mayer Garção / "Jaime Cortesão - Notas para o estudo da sua figura e obra", por A. H. de Oliveira Marques / "Angelina Vidal e a sua contribuição para a implementação da República", de Lília da Fonseca / "Subsídios para o estudo do movimento Democrático em Portugal", por Alexandre Cabral / "Os homens da República e o ensino de teatro em Portugal", de Rogério Paulo / "A República e o Ultramar", por Augusto Casimiro [um texto bem curioso] / ... /

J.M.M.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

HISTÓRIA ECONÓMICA DE PORTUGAL 1143-2010


LIVRO: História Económica de Portugal (1143-2010);
AUTORES: Costa (Leonor Freire), Lains (Pedro), Miranda (Susana Munch);
EDIÇÃO: Esfera dos Livros.

APRESENTAÇÃO:

DIA: 7 de Dezembro (18,30 horas);
LOCAL: Auditório do Banco de Portugal (R. Francisco Ribeiro, 2, Lisboa);
ORADORES: José da Silva Lopes e Joaquim Romero Magalhães

"Leonor Freire Costa, Susana Munch Miranda e Pedro Lains apresentam-nos a História Económica de Portugal, de 1143, data da fundação do reino, até aos dias de hoje. Trata-se de uma obra de referência, num só volume, que nos permite traçar a evolução da economia portuguesa ao longo dos seus mais de oito séculos de história, dentro de fronteiras, nas suas relações com a Europa, os impérios e o resto do mundo. Tendo Portugal como objeto de estudo, na procura de crescimento económico, estagnação e crise, os autores analisaram de forma criteriosa, numa linguagem clara e rigorosa, a evolução demográfica, as transformações institucionais, quando e como avançou ou recuou a agricultura, quando as manufacturas tiveram maior ou menor importância, quando se expandiu o comércio interno e externo para a Europa e para o império, a evolução da produção e da produtividade, os impostos, preços e salários" [ver AQUI]

J.M.M.

sábado, 3 de dezembro de 2011

O REPUBLICANISMO AUTORITÁRIO DE BASÍLIO TELES (1856-1923)



AUTOR: Pedro Miguel Martins
Formato 17 x 24 cm, brochado com badanas

Nº de páginas 592

ISBN 9789896581343

Pode ler-se na sinopse da obra:
Basílio Teles (1856-1923) foi um dos ideólogos e pensadores mais importantes do republicanismo português finissecular. Todavia, representou, como nenhum outro, uma corrente ideológica autoritária ainda pouco conhecida e estudada entre nós, quanto à sua génese, fontes e bases teóricas, precisamente os aspectos que este trabalho explora. Num contexto histórico conturbado, Basílio Teles desenvolveu, ao longo de obra vasta, uma apurada e lúcida reflexão no âmbito da filosofia e das ciências sociais, tendo em vista um plano de reformas para a república vindoura. Apesar do empenho cívico e postura distanciada e crítica de intelectual que sempre cultivou, as suas propostas económicas e políticas, por diversas razões, não entusiasmaram os seus pares nem foram concretizadas na I República. De qualquer forma, a obra de Basílio Teles, a despeito do seu convicto modernismo, em certos aspectos, influenciou intelectuais e políticos que marcaram a vida política portuguesa após a I República. O estudo do seu pensamento numa perspectiva sistemática constitui, pois, uma peça fundamental, não só para o conhecimento de uma feição esquecida do republicanismo positivista, mas também para a compreensão de uma das visões mais elaboradas do autoritarismo emergente no pensamento político português contemporâneo.

As referências à obra e a capa foram retiradas da editora AQUI.

Esta obra que foi uma das escolhidas pela Comissão Nacional para as Comemorações do Centenário da República para edição, analisa a personalidade de Basílio Teles.

Ao longo das quase seis centenas de páginas, Pedro Miguel Páscoa Santos Martins, analisa diversas facetas deste ideólogo do republicanismo português. Assim, organizou o livro em três partes e onze capítulos.

A primeira parte aborda os Contextos, a nota biobibliográfica, as raízes do pensamento de Basílio Teles, a sua origem social e a formação no Liceu Nacional do Porto. Destaca, de forma pormenorizda a formação na Academia Politécnica do Porto, identificando interações que podem ter influenciado o pensamento desta personalidade.

Na segunda parte, estuda a relação de Basílio Teles com as correntes filosóficas dominantes no seu tempo, em particular o positivismo. Analisando e explicando alguns dos aspetos dominantes do pensamento desta personalidade. Num texto pródigo em referências filosóficas e em notas de rodapé que nos remetem para a importância de outras leturas.

Na terceira parte, a mais extensa, dividida em seis capítulos, abordam-se as ideias sociais, políticas e económicas de Basílio Teles. Começando por tentar compreender Basílio Teles enquanto intelectual, passando pelo seu papel enquanto participante na revolta de 31 de Janeiro de 1891 e as consequências que teve na sus vida. De seguida, a sua preocupação com as questões económicas e a abordagem às diversos facetas da sua estratégia de regeneração nacional.
Um dos pontos fundamentais deste trabalho centra-se na problemática autoritária que envolve a personalidade de Basílio Teles, e que o autor procura sobretudo mostrar como o republicano portuense se afirmava como "um crítico severo do capitalismo da Regeneração, da mesma forma que do parasitismo clientelar associado ao rotativsimo do regime constitucional" (p. 375), mas também se afastava das versões socializantes do republicanismo, "da mesma forma que não aceitava as suas visões individualistas-liberais" (p. 376). Assim, conclui Pedro Miguel Martins, "a sua [Basílio Teles] posição sobre a ditadura não parece ser apenas ditada por motivações tácticas ou conjunturais, mas corresponde a uma posição de fundo, à aplicação de uma perspectiva sobre o político que tem um enraizamento ideológico coerente" (p. 399).

Outro dos capítulos centra-se na problemática da questão religiosa em Basílio Teles, salientando que o intelectual portuense era um defensor acérrimo da liberdade de consciência, fruto da influência da filosofia positivista. Mas era simultaneamente um crítico da intolerância sectária, qualquer que ela fosse.

Por último, são analisadas as noções de nacionalismo, racionalismo e republicanismo. Conceitos chave para se compreender o discurso e a produção literária de Basílio Teles e que Pedro Miguel Martins procura contextualizar estes conceitos e explicá-los na lógica do reformismo e do pragmatismo da personalidade do ilustre pensador e ensaísta portuense.

No final da obra, e um aspecto sempre digno de menção, temos uma extensa compilação de fontes utilizadas. Obras de Basílio Teles, artigos em jornais, manuscritos, obras sobre esta personalidade já publicadas e diversa bibliografia sobre alguns dos temas que foram desenvolvidos ao longo do trabalho. Por último, um índice remissivo, extremamente útil para todos os interessados em pontos mais localizados que possam interessar aos investigadores.

Uma obra que não podemos deixar de recomendar aos nossos ledores, mesmo com todas as dificuldades que todos atravessamos, um bom livro e um conjunto de ideias interessantes que nos permitem também compreender o tempo em que vivemos.

A.A.B.M.

PORTUGAL LAICO - A EMÍLIO LOUBET (1905)



PORTUGAL LAICO - A EMÍLIO LOUBET (1905)- Medalha comemorativa da visita do presidente da república francesa, Emilio Loubet, a Lisboa.

Emílio Loubet [1838-1929], [7º] Presidente da República Francesa visitou Portugal em Outubro de 1904 (onde foi recebido em apoteose pelo povo de Lisboa) e, novamente, no ano seguinte (27 de Outubro de 1905), prosseguindo "intensa actividade diplomática" com o Rei D. Carlos.

Como AQUI referimos, uma "delegação maçónica constituída por Luís Augusto Ferreira de Castro, Luís Filipe da Mata e José Maria de Moura Barata Feio Terenas vão receber o presidente francês Loubet e entregam-lhe uma mensagem". Do mesmo modo, a instituição O Vintem das Escolas organizou "em honra do Presidente Loubet um canto coral com 1500 crianças das suas escolas, que entoam entre outros cânticos a Marselheza e vão decorados com a medalha comemorativa da visita de Loubet a Portugal e os rapazes com os seus vistosos fardamentos".

FOTOS via Memória da República, com a devida vénia.

J.M.M.

HISTÓRIA DA FRANCO-MAÇONARIA EM PORTUGAL (1733-1912)


LIVRO [reed.]: História da Franco-Maçonaria em Portugal (1733-1912);
AUTOR: Manuel Borges Grainha;
EDIÇÃO: Nova Vega [reed. 2011]

"A História da Franco-Maçonaria em Portugal, de M. Borges Grainha, foi publicada pela primeira vez em 1912. O seu sucesso foi de tal ordem que logo conheceu nova edição em 1914.

A razão entende-se facilmente na medida em que ela corresponde a uma tentativa de historiar, tão completamente quanto possível, a Maçonaria em Portugal, desde o seu início no século XVIII, no período compreendido entre 1733 e 1912, e é publicada numa época agitada, pouco depois da implantação da República, no quadro dos conflitos que decorrem desse evento, entre a Maçonaria e a Igreja, em Portugal como noutros países.

Outro aspecto relevante que Borges Grainha salientou enquanto membro do Grande Oriente Unido em 1914, e está patente nesta obra, é o de que 'o espírito da Maçonaria é o espírito da libertação, da solidariedade e do aperfeiçoamento social e humano'. Extinta pelo Estado Novo em 1935, ano em que Salazar decretou a proibição de todas as sociedades secretas, a Maçonaria recolheu a uma espécie de clandestinidade, nunca deixando de existir apesar da forte repressão que abatia sobre ela
" [ler MAIS AQUI]

J.M.M.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

PELO 5 DE OUTUBRO COMO FERIADO NACIONAL!


Cidadãs/Cidadãos

Atendendo a que:

- O Governo da República anuncia que, entre os feriados a suprimir a partir de 2012, está o 5 de Outubro;

- Aos signatários deste documento, como Republicanos recentemente envolvidos nas Comemorações do Centenário da República, parece aberrante a intenção manifestada;

- A reivindicação Republicana ainda necessita do concurso dos que como Republicanos se consideram;

Convidamos-las(os) a:

Almoçar no próximo dia 8 de Dezembro, quinta-feira, feriado nacional, pelas 13h00, no 'Still Is', aos Arcos do Jardim, em Coimbra, para connosco reflectir sobre os melhores caminhos a trilhar para a materialização da nobre causa de manter o 5 de Outubro como Feriado Nacional.

O almoço custa €22,50, é pago à entrada e as inscrições deverão ser feitas, desde já e até às 24h00 de terça-feira, 06 de Dezembro, para José Dias josemsdias48@gmail.com ou 919726959.

VIVA O 5 DE OUTUBRO! VIVA A REPÚBLICA!

Coimbra, 1 de Dezembro de 2011

Amadeu Carvalho Homem, Anabela Monteiro, Augusto Monteiro Valente, Carlos Esperança, Fernando Fava, José Dias

via Amadeu Carvalho Homem (Facebook)

J.M.M.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

1913 - COMEMORAÇÃO DO 1º DE DEZEMBRO


1913 - COMEMORAÇÃO DO 1º DE DEZEMBRO (Cerimónia Oficial)

O Chefe de Estado, Manuel de Arriaga; o Presidente do Conselho de Ministros, Afonso Costa; membros do Ministério e da Câmara Municipal de Lisboa; ouvindo o discurso de Silva Amado, junto ao monumento dos Restauradores, na Cerimónia Oficial da Comemoração do 1º de Dezembro.

FOTO de Joshua Benoliel (1873-1932) - in Arquivo Municipal de Lisboa, reproduzida na revista "O Occidente", 10 de Dezembro de 1913 [digitalizado pela Hemeroteca Municipal de Lisboa]

J.M.M.

O VISCONDE DA RIBEIRA BRAVA NO PARLAMENTO



FOTO: "OS TUMULTOS NA ÚLTIMA SESSÃO PARLAMENTAR em 9 de Setembro de 1905: O sr. Visconde da Ribeira Brava interpelando o presidente da Cãmara dos Deputados - O sr. Visconde da Ribeira Brava pedindo a palavra - A agitação na Câmara"

via ILUSTRAÇÃO PORTUGUESA, nº 98, de 18 de Setembro de 1905, p. 732.

J.M.M.

A RESTAURAÇÃO DE PORTUGAL


"Em 1640, uns bravos que não olhavam para os homens do país vizinho, positivamente como nós olhamos para as mulheres, tiveram a ideia de os despedir da sua longa visita de sessenta anos e, um dia, ao jantar, atiraram-lhes com os pratos à cara, voltaram a mesa de banquete e arremessaram-nos pelas portas e janelas.

Este facto, que pode parecer, à primeira vista, de uma indelicadeza espantosa, tem todas as cores de uma bela acção, quando se pense que os portugueses entravam no banquete para servir à mesa, de onde os haviam tirado à força.

Ora a luta pela vida é uma verdade incontestável e fatal; demais os hóspedes comiam como uns desalmados e os pobres criados limitavam-se a escorropichar os copos ou a engolir sorrateiramente alguma batata frita, no caminho da cozinha para a casa de jantar.

Isto era triste, e como a paciência tem limites, um belo dia levantaram-lhes a manjedoura, como se costuma dizer, furaram uns, esfolaram outros, e esta coisa foi chamada a Restauração de Portugal


in A comedia portugueza: chronica semanal de costumes, casos, política, artes e letras, 1 de Dezembro de 1888 [digitalizado via Hemeroteca Municipal de Lisboa]

J.M.M.