quinta-feira, 29 de maio de 2014

ESCRITAS E CULTURAS NA EUROPA MODERNA - COLÓQUIO

Realiza-se amanhã, 30 de Maio de 2014, no Auditório da Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, o Colóquio Escritas e Culturas na Europa Moderna.

Pode ler-se na nota de divulgação deste interessante colóquio:

Programa:
09h30 – Sessão de Abertura
10h00 – Écrit et Cultures dans l’Europe Moderne
Roger Chartier (Collège de France)

Sobre este reconhecido investigador acerca dos assuntos da História da Cultura, do Livro e do seu papel ao longo do tempo, pode consultar-se um Currículo Vitae AQUI.

11h00 – Mesa Redonda (moderador, Hermenegildo Fernandes (CH-ULisboa/FL))
Luís Filipe Barreto (CCCM/CH-ULisboa/FL)
João Luís Lisboa (CHC/UNL)
Paula Morão (CEC-ULisboa/FL)

15h00 – Mesa Redonda (moderador, Jorge Ramos do Ó (UIDEF/IE-ULisboa))
Manuel Frias Martins (PDCC/ CLEPUL)
Justino Magalhães (UIDEF/IE-ULisboa)
Ana Cristina Araújo (CHSC-UC)


17h00 – Conferência de Encerramento
António Feijó (VICE-REITOR da ULisboa/CEAUL

Este colóquio conta com a coordenação de:
Justino Magalhães
Hermenegildo Fernandes

Uma iniciativa da Universidade de Lisboa, a acompanhar com toda a atenção e que merece a melhor divulgação.

A.A.B.M.

terça-feira, 27 de maio de 2014

III CONGRESSO ANUAL DE HISTÓRIA CONTEMPORÂNEA


Nos próximos dias 5 a 7 de Junho de 2014, realiza-se na Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra o III Congresso Anual de História Contemporânea.

Pode ler-se na nota de divulgação do congresso:
A Rede de História Contemporânea, constituída por diversos centros de investigação nacionais, vai realizar o III Congresso Anual de História Contemporânea, nos dias 5 a 7 de Junho de 2014, na Universidade de Coimbra, organizado pelo Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX (CEIS20), da Universidade de Coimbra, e pelo Centro de Estudos de História Contemporânea (CEHC-IUL), do Instituto Universitário de Lisboa.
O Congresso pretende proporcionar um espaço de debate científico aberto a todos os investigadores de História Contemporânea, promover a divulgação de novos estudos nesta área, em particular de jovens investigadores, e reforçar a cooperação entre os diversos centros de investigação. À semelhança do que aconteceu nos I e II Congressos, realizados em Lisboa em Maio de 2012 e em Évora em Maio de 2013, estamos convictos que, à semelhança dos congressos anteriores, este também terá uma ampla participação de investigadores de todas as Universidades nacionais, constituindo uma expressão significativa da dinâmica de investigação nesta área do conhecimento.  

O congresso organiza-se nos seguintes painéis temáticos:
Quinta-feira, 5 de junho
Indústria, economia e técnicas
Moderação: Fernanda Rollo (IHC-FCSH-UNL)
Arquitetura, arte e urbanismoModeração: Magda Pinheiro (CEHC, ISCTE-IUL)
Política, guerra e organização militarModeração: João Paulo Avelãs Nunes (CEIS20; FLUC)

Sexta-feira, 6 de junho
Cidade, sociabilidades e grupos popularesModeração: Maria João Vaz (CEHC, ISCTE-IUL)
-Colonialismo, Império e descolonizaçãoModeração: Julião Soares Sousa (CEIS20)
Política e administração localModeração: Ana Maria Pina (CEHC, ISCTE-IUL)
Ciência, tecnologia e inovaçãoModeração: Álvaro Garrido (CEIS20 – FEUC)
Política, imprensa e representaçõesModeração: Francisco Pinheiro (CEIS20)
Cidade, operariado e habitaçãoModeração: Maria João Vaz (CEHC, ISCTE-IUL)
Mulher, educação e pedagogiaModeração: Manuela Tavares Ribeiro (CEIS20; FLUC)
Politica, Estado-Providência e cidadaniaModeração: António Rafael Amaro (CEIS20; FEUC)
Política e conflitos sociais
Moderação: Álvaro Garrido (CEIS20; FEUC)
Desporto, associativismo e dinâmicas sociais
Moderação: Gonçalo Rocha Gonçalves (CEHC, ISCTE-IUL)
Nação, ideologias e percursos políticosModeração: Joaquim Romero Magalhães (FEUC)

Sábado, 7 de junho
Nação, cultura e cidadania
Moderação: Jorge Pais de Sousa (CEIS20)
Justiça e controlo socialModeração: Gonçalo Rocha Gonçalves (CEHC, ISCTE-IUL)
Relações internacionais, conflitos e informaçãoModeração: João Paulo Avelãs Nunes (CEIS20; FLUC)
Revolução e representações políticasModeração: António Rafael Amaro (CEIS20; FEUC)

 Comissão OrganizadoraAntónio Rafael Amaro, Álvaro Garrido, João Paulo Avelãs Nunes; (CEIS20)
Maria João Vaz, Ana Maria Pina, Gonçalo Gonçalves, (CEHC-IUL)

Comissão CientíficaCarlos Bastien (GHES)
Gaspar Martins Pereira (CITCEM)
José Manuel Brandão (CEHFCi)
Luís Alberto Marques Alves (CITCEM)
Luís Farinha (IHC)
Luís Reis Torgal (CEIS20)
Magda Pinheiro (CEHC-IUL)
Maria de Fátima Nunes (CEHFCi)
Maria Fernanda Rollo (IHC)
Maria Manuela Tavares Ribeiro (CEIS20)
Nuno Estêvão Ferreira (CEHR)
Nuno Madureira (CEHC-IUL)
Nuno Valério (GHES)
Paulo Fontes (CEHR)

Entre os convidados destacam-se as presenças dos reconhecidos historiadores: 
- Josep Sanchez Cervelló;
- Miriam Halpern Pereira;
- entre muitos outros investigadores

O programa completo do congresso pode ser consultado AQUI.

Com os votos do maior sucesso.

A.A.B.M.

sábado, 24 de maio de 2014

A MAÇONARIA E A PARTICIPAÇÃO DE PORTUGAL NA I GUERRA MUNDIAL


LIVRO: A Maçonaria e a Participação de Portugal na I Guerra Mundial. Sangue, lágrimas e “aventais” na Europa e em África;
AUTORES: Pedro Ramos Brandão & António Chaves Fidalgo;
EDIÇÃO: Casa das Letras, 2014, 256 p.
"No ano em que se comemora o centenário do início da Primeira Guerra Mundial justifica-se uma reflexão sobre um conflito que contou com a participação dos portugueses e mudou para sempre a vida da humanidade. Desapareceram impérios, redefiniram-se fronteiras, a ciência e a tecnologia foram colocadas de forma sistematizada ao serviço da capacidade destruidora dos instrumentos de guerra e várias nações, líderes do desenvolvimento industrial e cultural do mundo.

Entre julho de 1914 e novembro de 1918, os portugueses participaram em três frentes de combate: Angola, Moçambique e Flandres. Portugal tinha recentemente implantado a república e a vida social, económica e política do país evidenciava uma forte e natural instabilidade que foi acelerada pela cisão do velho Partido Republicano Português e pelas diferentes tentativas de restauração da monarquia. Por detrás desta nossa participação encontram-se algumas relações causais entre a maçonaria (organizada no Grande oriente Lusitano) e as decisões de diferentes governos republicanos que originaram o envolvimento de Portugal na Grande Guerra" [AQUI]
 
Lançamento dia 27 de Maio
 
ÍNDICE d'A Maçonaria e a Participação de Portugal na I Guerra Mundial AQUI
 
J.M.M.
 

OS MILITARES E A POLÍTICA- O 25 DE ABRIL


Na próxima quarta-feira, dia 28 de Maio de 2014, no ISCTE, pelas 18 horas, vai proceder-se à apresentação da obra Militares e Política: o 25 de Abril, que conta com a colaboração de vários autores como: Luísa Tiago de Oliveira, Luís Alves de Fraga, Ana Mouta Faria, Aniceto Afonso, Pedro Lauret e Carlos de Almada Contreiras.
Assinalando o 40.º aniversário da Revolução portuguesa, que, segundo Samuel Huntington, abriu uma nova vaga revolucionária mundial, publica-se o livro “Militares e Política: o 25 de Abril”.
O livro estrutura-se em duas partes, antecedidas por uma abertura testemunhal e literária de Carlos de Almada Contreiras.
A primeira parte debruça-se sobre os três ramos militares e a mudança política, tendo capítulos de Aniceto Afonso, Pedro Lauret e Luís Alves de Fraga.
A segunda parte versa sobre o fim da PIDE/DGS e a libertação dos presos políticos em Portugal e nas colónias, sendo composta por capítulos de Luísa Tiago de Oliveira e Ana Mouta Faria.
Pretende-se contribuir para uma visão plural dos problemas, fazendo dialogar investigações provenientes de perspectivas diversas e permitindo o avanço do conhecimento e o reforço da cidadania.
A apresentação da obra irá estar a cargo dos Professores João Freire e Jacinto Godinho, que fará a projecção de um documentário, bem como uma reportagem de Ana Luísa Rodrigues.

Uma obra a descobrir e a divulgar, quando se assinalou o 40º aniversário do 25 de Abril de 1974.
Com os votos do maior sucesso.

A.A.B.M.

quinta-feira, 22 de maio de 2014

JORNAIS DIGITALIZADOS NA BIBLIOTECA NACIONAL DIGITAL

A Biblioteca Nacional colocou online mais um conjunto de jornais. Facto que se saúda!

Desta vez foram disponibilizados um conjunto de jornais sobretudo de pendor operário e socialista, alguns deles muito importantes para acompanhar a evolução das organizações, associações, sindicatos e cooperativas criadas pelo movimento socialista português desde finais do século XIX até quase à implantação da República.

Os jornais agora disponibilizados são:
- Ilustração Mundial, Londres, 1918 [publicação inglesa, em português, muito ilustrada com fotografias e gravuras sobre a 1ª Guerra Mundial]
A federação : orgão das associações federadas e do povo operario em geral. - A. 1, nº programa (17 Dez. 1893)-a. 7, nº 328 (15 Abr. 1900). - Lisboa : [s.n.], 1893-1900.
O pensamento social : não mais deveres sem direitos, não mais direitos sem deveres / [dir. José Fontana e Antero de Quental]. - A. 1, nº 1 (Fev. 1872)-a. 2, nº. 51 (5 Abr. 1873). - Lisboa : Typ. do Futuro, 1872-1873. [Semanário da Fraternidade Operária. Contava como colaboradores Nobre França, José Fontana, Oliveira Martins, Eduardo Maia, Azedo Gneco, entre outros.]
O protesto operario : orgão do Partido Operário Socialista. - A. 1, nº 1 (5 mar. 1882) - a. 10, nº 596 (22 abr. 1894). - Lisboa. - Porto : P.O.S., 1882-1894.[Dirigido por Luís Figueiredo e contando com colaboradores como Angelina Vidal, Azedo Gneco, Nobre França, Gedes Guinhones, Fernando Alves, Viterbo de Campos, Manuel José da Silva, Ramos Lourenço, etc.]
O revolucionario : folha socialista / ed. resp. Paulo da Fonseca. - A. 1, nº 1 (18 Mar. 1893)-s. 2, a. 4, nº 17 (18 Out. 1896). - Lisboa : P. da Fonseca, 1893-1896. [Órgão do Partido Socialista Português, ligado à tendência marxistas de Azedo Gneco. Editor: António Augusto Marques; Dir. Azedo Gneco; Redactor: Sousa Neves; Colaboradores: Bartolomeu Constantino, Sotomayor Júdice, Angelina Vidal, entre outros]. 

Mais uma excelente notícia de um organismo público, ao colocar à disposição de todos um conjunto muito significativo de fontes de informação.

Vale a pena uma visita demorada pelos diferentes jornais.

A.A.B.M.

SITUAÇÃO POLÍTICA - POR RAUL PROENÇA



SITUAÇÃO POLÍTICA - Manifesto por Raul Proença, “distribuído em separata do n.º 2 da revista Águia (2.ª série)”, 5 de Fevereiro de 1912

J.M.M.

NA MORTE DE RAUL PROENÇA [20 DE MAIO 1941]

 
 

 
J.M.M.

quarta-feira, 21 de maio de 2014

A QUESTÃO RELIGIOSA


JOSÉ D’ARRIAGA. “A Questão Religiosa”, Livraria de Alfredo Barbosa de Pinho Lousada (Largo dos Loyos, 50), Porto 1905, XIV+106 p.
"Do Prefácio do autor, que, em vésperas da queda da monarquia, alerta para o verdadeiro inimigo da inteligência e do progresso:

« … Combatendo a reacção religiosa, não queremos attentar contra as crenças dos que a promovem e sustentam, mas trazer a paz e harmonia a todas as seitas por meio da tolerancia, que constitue a base fundamental das sociedades contemporaneas.
Não é este opusculo um grito de guerra, como o são as obras publicadas pelas associações catholicas: é mais um brado a favor da tranquillidade dos povos, tão perturbada n’estes ultimos tempos pela reacção religiosa [...].

A campanha das associações catholicas consiste em guerrear nos paizes catholicos todas as religiões estranhas, oppondo-se ao livre exercicio dos seus cultos, e pedindo aos governos medidas de rigor contra ellas. Pretende manter em nossos dias os antigos fóros e privilegios da igreja catholica, os quaes foram origem do antigo regimen absoluto, e da intolerancia religiosa, que produziu os autos de fé, os carceres da Inquisição e cruzadas expurgatorias, etc.
A mesma reacção religiosa préga o exterminio dos que não pensam com a igreja catholica, dos que não acceitam seus dogmas e preceitos, dos livres pensadores, e de todos os que sahiram do gremio catholico. [...]»

via FRENESI
J.M.M.

terça-feira, 20 de maio de 2014

CONFERÊNCIA – MAÇONARIA E DITADURAS NA EUROPA



CONFERÊNCIA: "Maçonaria e Ditaduras na Europa
ORADOR: prof. José Adelino Maltez;

DIA: 24 de Maio 2014 (16,00 horas);
LOCAL: Coimbra Business School, ISCAC [Quinta Agrícola, Bencanta, Coimbra];
ORGANIZAÇÃO: Museu Maçónico Português | Parceria com o ISCAC [Ciclo “Novos Paradigmas e Maçonaria]

“Se é um facto que em Portugal os maçons ao longo dos séculos da sua existência sofreram “na pele” perseguições, torturas e tentativas de marginalização social, política e económica, a maçonaria como instituição no Regime do Estado Novo, também por via da instituição da lei “Cabral” de Maio de 1935, de extinção das Sociedades Secretas, viu “encerradas as suas portas”, fechada a sua sede (na Rua do Grémio Lusitano) e aí ser instalada a sede da Legião Portuguesa.

Fica célebre a defesa da Maçonaria por Fernando Pessoa, em artigo publicado no Diário de Lisboa nesta época.

É igualmente um facto que depois de 1919 e sobretudo depois do crash da Bolsa de 1929 se assistiu ao início da emergência de um novo paradigma económico na Europa, também é um facto que se assistiu ao despontar de regimes totalitários e mais tarde de fascismos de várias matizes.

Na difícil convivência dos maçons com as diversas formas de ditaduras, vimos em Espanha o regime de Franco fuzilar inúmeros maçons, conotados como tal, as suas sedes serem destruídas e vandalizadas, assim como os seus arquivos, as suas famílias serem perseguidas, as instituições democráticas por si arduamente construídas serem completamente aniquiladas.

Na Alemanha com o regime Nacional Socialista e posteriormente com o III Reich de Hither e persistente perseguição, destruição de sedes (vendidas em leilão, transformadas em armazéns…), sendo por fim os maçons, como os judeus encarcerados nos campos de concentração, onde morreram inúmeros maçons e até Grão-Mestres por exaustão, não deixando, apesar das situações extremas e penosas a que foram sujeitos de se reunir e manter a chama viva da defesa da liberdade de consciência e da dignidade da pessoa humana, mantendo sempre presente a esperança de construção de uma humanidade mais solidária e de afirmação dos valores de construção dos estados democráticos de direito.

É exemplo desta circunstância os maçons alemães nos campos de concentração adoptarem a “Flôr de miosótis” como símbolo de reconhecimento e esperança, embora com ele guardando a memória, “Forget me not” das situações difíceis que tiveram de ultrapassar. Este símbolo foi posteriormente adoptado por uma loja de ingleses que estiveram na Alemanha.

Na Itália com o regime fascista de Mussolini os maçons foram perseguidos, mortos e deportados e a Maçonaria viu igualmente as suas instalações serem destruídas bem como os seus arquivos, numa tentativa de apagar a sua memória.  

Em França com o regime Vichy assiste-se igualmente a perseguições e interdições ferozes. O mesmo acontece na Áustria, Polónia, Roménia…

Apesar das ferozes tentativas de aniquilar os maçons e a Maçonaria estes souberam sempre estar na linha da frente na construção dos Estados Democráticos de Direitos e na defesa da tolerância, da paz, da liberdade de consciência, da justiça social, da dignidade da pessoa humana, da solidariedade social e da elevação intelectual e espiritual do ser humano, lutam assim e sempre pela edificação dos valores humanistas, como soi dizer-se, pelo aperfeiçoamento do ser humano e por uma humanidade mais justa e perfeita.

[Fernando Castel-Branco Sacramento - Director do MuseuMaçónico Português]

J.M.M.

segunda-feira, 19 de maio de 2014

A MEMÓRIA DO ELEFANTE


A MEMÓRIA DO ELEFANTE. Jornal de Música Popular, Jazz, Erudita e Rádio – Ano I, nº 1 (1971 – saiu um número experimental a 25 de Fevereiro de 1970 (!?), segundo a BNP) ao Ano IV, nº 13 (Dezembro de 1974); Edição: Mário Jorge Morais; Direcção: Joaquim Lobo; Administração: Rua dr. Vasco Valente, 40, 2º, Porto (depois na Rua Passos Manuel, nº 134, 1º, Porto); Relações Públicas: João Afonso Almeida; Supervisão: Pedro Nunes; Impressão: Empresa de Publicidade do Norte, Porto (depois Tip. Aliança, Porto); Porto, 1971-1974, 13 numrs
[Alguma] Colaboração/textos assinados: António Barredo Oliveira, António José Fonseca, Jorge Lima Barreto, Mário Gonçalves, Octávio da Fonseca e Silva, Pedro Proença, Renato Silva, …
Do seu nº 11 (Janeiro de 1974), transcrevemos [via nosso post no Almocreve das Petas, com a data de 7 de Abril de 2004 – para que se conste], o seguinte:

A Memória do Elefante tem sido e continua a ser por enquanto, um trabalho quase só de amadores não remunerados cuja acção procura concretizar um ideal de crítica. Estamos alheios aos jogos de interesses que orientam, sub-repticiamente ou não, muitos representantes da nossa informação profissional (orgulhosamente). Os nossos redactores não têm obrigação de, como último recurso de incapacidade, encher umas quantas folhas de papel com as futilidades mais incríveis da vida mundana de personalidades pseudo-importantes do nosso putrefacto meio artístico, precisamente as personalidades «progressistas» (ah! ah!) que conduzem à recuperação da contra-cultura. A Memória do Elefante não é de, nem para escatófagos (…)” [A Memória do Elefante, nº 11, Janeiro de 1974]
“… A música urbana, na noção ideal, está ligada à vanguarda e à revolução sob todas as formas. Neste sentido pode dizer-se que em Portugal não há música urbana. Está, por aqui, num estado embrionário, simplista e pseudo-artístico. Abortadas que resultaram as experiências bem desenvolvidas mas inacabadas da Filarmónica Fraude e Quarteto 1111, não há para já perspectiva de uma música nova …” [Octávio Fonseca e Silva, in José Afonso, ibidem]
Em Janeiro de 1973 (nº10), lia-se: “Este artigo é uma pequena e despretenciosa homenagem a Guy Debord e à I. S. Funda-se numa aplicação das teses reais do livro «A Sociedade do Espectáculo» e numa relação afectiva que a carta recentemente recebida dum fugitivo em França, Pedro Jofre, reavivou decisivamente …” [Jorge Lima Barreto, in Jazz In Situ, ME nº 10, Agosto 1973].
Refira-se que este importante jornal de contracultura, transgressor nos seus textos e de um grafismo estético inovador, estava de algum modo ligado à denominada extrema-esquerda, acentuando a “radicalização política” que marca os anos 70 entre a juventude. Não por acaso teve, a partir de 1973, apoio da revista “Mundo da Canção”, surgida em 1969 (o nº1 data de Dezembro de 1969), ela própria, embora noutro registo, de estimada intervenção social e, por isso, incómoda ao regime.   

J.M.M.

sábado, 17 de maio de 2014

CONFERÊNCIA – FILOSOFIA E MAÇONARIA NOS SÉC. XVIII E XIX


CONFERÊNCIA: "Filosofia e Maçonaria nos Séc. XVIII e XIX
ORADOR: prof. Francisco Teixeira;
DIA: 23 de Maio 2014 (19,00 horas);
LOCAL: Grémio Lusitano [Rua do Grémio Lusitano, 25, Lisboa];

ORGANIZAÇÃO: Museu Maçónico Português [Ciclo “Sextas de Arte Real”]

A maçonaria no seu ideário de valores, na simbólica da sua ritualística, sempre foi influenciada e enformada pelas visões filosóficas e espirituais de cada época.

A maçonaria emerge dos valores da tolerância, da liberdade de consciência, do primado do indivíduo e de autonomia, decorrentes do iluminismo experimentalista inglês e da Royal Society do séc. XVIII; “bebe” dos valores e do ideário dos enciclopedistas e da Revolução Francesa. É perpassada pelo pensamento das correntes rosacruzes, teosóficas, da filosofia perene, do ocultismo do séc. XIX, …

A filosofia e pensamento positivista “penetra” a Maçonaria e adaptam-se rituais e práticas maçónicas. No espaço público os santos são substituídos pelos heróis, pelos artistas e pelos homens de letras. O ateísmo ganha espaço na convivência plural e fraternal, onde reinam várias correntes filosóficas e de pensamento.

A Maçonaria enriquece-se com outros olhares, outros enfoques, outras formas de perscrutar a vida e o outro. Nos dias actuais, na sociedade, ganha supremacia o pragmatismo da visão mercantilista, o Estar, o Parecer, o efémero e a sociedade espectáculo, que se  opõem à essência e ao Ser. A maçonaria, na sua espiritualidade, não está imune à influência destas novas tendências.  

Os interesses materiais sobrepõem-se aos interesses espirituais, da solidariedade e da fraternidade. O tempo acelera e somos desapossados do nosso tempo interior, o que se reflecte na vivência actual da Maçonaria

[Fernando Castel-Branco Sacramento - Director do Museu Maçónico Português]

J.M.M.

quinta-feira, 15 de maio de 2014

VI CONFERÊNCIAS DA PRIMAVERA: O SINDICALISMO DURANTE O ESTADO NOVO (1926-1974)


Realiza-se amanhã, sexta-feira, 16 de Maio, no Museu da Indústria Têxtil da Bacia do Ave, em Vila Nova de Famalicão as VI Conferências da Primavera, desta vez subordinadas ao tema O Sindicalismo Durante o Estado Novo (1926-1974).

Este colóquio conta com alguns dos reconhecidos investigadores no panorama da historiografia nacional dedicada ao sindicalismo conforme se pode verificar no programa que se apresenta abaixo, entre eles: Albérico Afonso, Joana Dias Pereira, Maria Inácia Rezola, Ana Sofia Ferreira, Maria João Raminhos Duarte, João Madeira e José Manuel Lopes Cordeiro.

16 de Maio
VI Conferências da Primavera, “O Sindicalismo durante o Estado Novo, 1926-1974”
Museu da Indústria Têxtil da Bacia do Ave, Vila Nova de Famalicão
A Câmara Municipal de V. N. Famalicão, através do Museu da Indústria Têxtil da Bacia do Ave (http://museudaindustriatextil.org), leva a efeito no próximo dia 16 de Maio as VI Conferências da Primavera, este ano, consagradas ao tema “O Sindicalismo durante o Estado Novo, 1926-1974”, a realizar nas suas instalações, no lugar do Outeiro-Calendário.
Esta iniciativa integra-se nas comemorações do 40º Aniversário do 25 de Abril promovidas pela Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão.

A participação é gratuita, mediante a inscrição através do E-mail: geral@museudaindustriatextil.org


Programa

10h30: Sessão de Abertura

10h45 – Joana Dias Pereira, A liquidação do sindicalismo livre (1926-1934)
11h15 – Hermínio Nunes, Do Antigo Regime ao Estado Novo - O sindicalismo de ofício entre o operariado da Marinha Grande
11h45 – Albérico Afonso, O movimento operário em Setúbal no período da Ditadura Militar – Da resistência revolucionária à humilhação paternalista
12h15 – Maria Inácia Rezola, Sindicatos e Sindicalismo Católico no Estado Novo Salazarista
12h45 – Debate

Almoço livre

15h00 – Ana Sofia Ferreira, Reflexões em torno de uma prática sindical à margem do PCP durante o marcelismo
15h30 – Maria João Raminhos DuarteO Sindicalismo no Estado Novo: a organização do PCP e o entrismo no Algarve
Pausa para café
16h00 – João Madeira, As greves e os sindicatos - padrões reivindicativos no marcelismo
16h30 – José Manuel Lopes Cordeiro, As eleições para o Sindicato Têxtil de Delães em 1971, e algumas questões da história do movimento operário 
17h00 – Debate
17h30 -  Encerramento das VI Conferências

Moderador: Artur Sá da Costa, Coordenador da Rede Municipal de Museus, da Câmara Municipal de V. N. de Famalicão.

Mais uma excelente iniciativa que se realiza em Vila Nova de Famalicão e que recomendamos a todos os que visitam regularmente este nosso espaço.

Com os nossos votos do maior sucesso para este evento.

A.A.B.M.

quarta-feira, 14 de maio de 2014

CENTENÁRIO DA PARTICIPAÇÃO PORTUGUESA NA GRANDE GUERRA: CICLO DE CONFERÊNCIAS

O Museu Militar do Porto está a iniciar a partir de amanhã, 15 de Maio, sempre pelas 16 horas e ao longo de três semanas consecutivas um conjunto de conferências abordando a questão do Centenário da Participação de Portugal na Grande Guerra.

Participam como conferencistas:
Dia 15: José Guilherme Abreu;
Dia 22: Catarina Sousa;
Dia 28: Sérgio Veludo Coelho.

O programa detalhado pode e deve ser consultado acima.

Um ciclo de conferências a acompanhar.

A.A.B.M.

CÂNDIDO GUERREIRO E A IMPRENSA DA SUA ÉPOCA: CONFERÊNCIA

Amanhã, 15 de Maio de 2014, pelas 15 horas, na Sala de Seminários da Reitoria, em Gambelas (Faro), realiza-se por iniciativa da  Biblioteca da Universidade do Algarve, uma conferência sobre o poeta Francisco Xavier Cândido Guerreiro (Cândido Guerreiro).

São conferencistas Luís Guerreiro e João Minhoto Marques.

Pode ler-se na nota de divulgação do evento:

Palestra "CÂNDIDO GUERREIRO E A IMPRENSA DA SUA ÉPOCA", por Luís Guerreiro e João Minhoto Marques, que terá lugar no próximo dia 15 de maio de 2014 (5ª feira), às 15h00, na Sala 
de Seminários da Reitoria em Gambelas (Edifício da Biblioteca, 1º andar).

Organizada pela Faculdade de Ciências e Humanas e Sociais em parceria com a Biblioteca da UAlg, esta iniciativa surge no seguimento do lançamento do livro "Cândido Guerreiro - 
Obras I", reedição da obra do poeta de Alte, há muitos anos esgotada, e que agora surge organizada por João Minhoto Marques.
A entrada é livre e confere certificado de participação.

Esperamos que vá ao encontro dos seus interesses e contamos com a sua presença.

Uma iniciativa que se recomenda aos nossos ledores na região de Faro.

A.A.B.M.

CURSO LIVRE MAÇONARIA E CARBONÁRIA



DATAS: de 22 de Maio a 28 de Junho 2014 ;
LOCAL: Biblioteca Museu da República e Resistência [Espaço Universitário, Rua Alberto de Sousa, 10 A, Lisboa;
ORGANIZAÇÃO: Museu Maçónico Português & Biblioteca Museu da República e Resistência;
PROGRAMA: AQUI

De 22 de Maio a 28 de Junho de 2014, das 18.00H às 20.00H, o Museu Maçónico Português, promove um conjunto de oito conferências integradas no Curso Livre “Maçonaria e Carbonária a realizar em parceria com a Biblioteca Museu da República e Resistência, nas suas instalações do Espaço Cidade Universitária, na Rua Alberto de Sousa, nº 10 A - Zona B do Rêgo. As inscrições poderão ser feitas através do tel. 213 424 506, ou do e-mail museumaconicoportugues@gmail.com.

O Curso Livre “Maçonaria e Carbonária” resultou, em boa hora, de uma proposta apresentada pela Biblioteca Museu República e Resistência (BMRR) ao Museu Maçónico Português, no sentido de organizar este curso com vista a facultar ao público da BMRR uma informação mais sistematizada e consistente sobre os grandes temas que enformaram a vivência da Maçonaria em Portugal, nomeadamente as eventuais relações com a Carbonária, que já foi tema, em tempo pretérito, de debate e publicação por aquela instituição.

Nesta ordem de ideias, seleccionaram-se oito temas em torno dos quais se organizaram correspondentes conferências, recorrendo à colaboração de oradores de reconhecidos créditos na abordagem de cada um deles.

Assim, desde os movimentos espirituais e filosóficos do início do séc. XVIII, em que emerge a Maçonaria em Inglaterra, passando pelos seus primórdios em Portugal, este Curso Livre abordará todo um conjunto significativo de temas, ao longo da existência de mais de 280 anos da Maçonaria no nosso país, culminando com uma conferência sobre os caminhos e encruzilhadas com que esta se confronta na sociedade global em que vivemos, face aos problemas, desafios e oportunidades que esta nos apresenta, que será, melhor do que ninguém, abordada pelo Prof. Doutor António Reis – Past Grão Mestre do Grande Oriente Lusitano e Presidente do CLIPSAS (organismo internacional que visa reagrupar as Obediências Maçónicas da maçonaria liberal e adogmática de todo o mundo e congregar maçons, homens e mulheres, que considerem que a "Liberdade Absoluta de Consciência é a grande vitória da humanidade sobre ela mesma").

O preço de inscrição neste Curso Livre é de 20€ e dá direito a

- frequência às oito conferências, referidas no seu programa

- documentação de apoio, para cada conferência, a enviar via e-mail

- visita guiada ao Museu Maçónico Português, no final do Curso

- almoço no restaurante do Palácio Maçónico, no final do Curso

- diploma de frequência do Curso"

CUSTO: 20€ (inclui frequência do curso livre, documentação de apoio, visita guiada ao Museu Maçónico, almoço no Restaurante do Palácio Macónico);


Inscrições e pagamento: museumaconicoportugues@gmail.com

[Fernando Castel-Branco Sacramento - Director do Museu Maçónico Português]

 J.M.M.