quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

GRÉMIO LUSITANO – REVISTA, ANO 14, N.º 29, 2025

 


Grémio Lusitano – Ano 14 29, 2025, p.80; Propr. Grémio Lusitano; Editor: Grémio Lusitano; Director: Pedro Luiz de Castro; Director-Adjunto: Henrique Monteiro; Coord.: Pedro Luiz de Castro, Álvaro Carrilho, Inês Marques; Grafismo: Álvaro Carrilho; Redacção: Rua do Grémio Lusitano, 25, Lisboa.

TÁBUA: Maçonaria Inglesa versus Francesa

Editorial: A Universalidade Maçónica [Pedro Luiz de Castro] / Maçonaria Inglesa versus Maçonaria Francesa [Fernando Cabecinha] / Da Religião Natural à Religião Revelada – Pensar livre e plural [José Manuel Martins] / História da Maçonaria Inglesa [John Hamill] / História da Maçonaria francesa no final do século XVIII [Pierre Menvielle Tichadel] / O GADU na Tradição Maçónica Francesa: Dificuldades e Incompreensões Históricas [Roger Dachez] / O Versus e o Paradoxo. Rito Francês versus Rito Escocês. A Maçonaria versus partidos políticos [Inácio Ludgero] / Os arquitetos da maçonaria inglesa (1720-1740) [Richard Andrew Berman] / Dois Ritos: REAA e RF. Dois Caminhos, uma mesma Luz, um só ideal [António Maria da Fonseca] / Regulares Ingleses contra Liberais Franceses. Um panorama atual da Maçonaria Mundial [Jean-Moïse Braitberg] / Representações da Maçonaria Portuguesa na Cultura Popular [Paulo Mendes Pinto & Isabel Landeiro] / Só reconhecidos por todos como livres e iguais [Francisco Carromeu] / Versus. Algumas ideias sobre a convergência das Maçonarias e Ritos Maçónicos [Manuel Pinto dos Santos] / Para lá do canal da mancha. É tudo diferente! [Joaquim Grave dos Santos].

Revista à venda no Grémio Lusitano.

“… A Maçonaria sempre pugnou pelas conquistas sociais, num clima de Liberdade, de Igualdade e de Fraternidade entre os Homens. Sempre foi, por isso mesmo, uma ameaça para aqueles que pretendiam a perpetuação de um determinado «status quo» baseado no controle da sociedade por elites religiosas, políticas, sociais ou económicas.

Não admira, portanto, que a Igreja, e governos totalitários tenham e continuem a perseguir a Maçonaria, exatamente pelos nobres ideais que representou e continua a representar.

Este número da Revista do Grémio Lusitano dedica-se, pois, a uma análise sob vários ângulos do que foram e têm sido, as duas principais correntes de pensamento maçónico existentes no mundo: a inglesa e a francesa.

Muita coisa as une, algumas coisas as separam. Rituais, formas distintas de olhar e interpretar ou interagir com a sociedade, fazem destes «primos», amigos colaborantes e unidos, num desejo comum de tornar o mundo um lugar substancialmente mais decente para se viver, do que aquele em que atualmente nos encontramos” [Pedro Luiz de Castro, p. 3]

 


“A Maçonaria Inglesa tem as suas ra1zes na fundação da Grande Lo1a de Londres em 1717, considerada o berço da Maçonaria especulativa moderna. Desde então, a influência inglesa espalhou-se pelo mundo, estabele­cendo o que é conhecido como o modelo das Grandes Lojas Regulares.

A Maçonaria Francesa, por sua vez, consolidou-se a partir da criação do Grande Oriente de França em 1773. O contexto iluminista francês e a influência revolucionária moldaram fortemente o seu carácter, tornan­do-a mais aberta a reformas e ao debate filosófico.

Enquanto a Maçonaria Inglesa mantém uma postura trad1c1onaltsra, exigindo a crença num Ser Supremo (o Grande Arquiteto do Universo) como requisito fundamental para a iniciação, valorizando a espirituali­dade, a moralidade e a filantropia, com forte ênfase na discrição e no simbolismo, a Maçonaria Francesa, especialmente após 1877 aboliu a obrigação da crença num Ser Supremo, tornando-se mais secular e racionalista. O foco deslocou-se para a liberdade de consciência, o laicismo, o progresso social e o debate filosófico.

[…] Ambas, no entanto, partilham valores fundamentais como a frater­nidade, o aperfeiçoamento pessoal e o compromisso com a socie­dade, refletindo as suas respetivas culturas e contextos históricos.

Esta Revista convida, pois, à leitura e reflexão dos textos nela inseridos, na procura de conhecimento capaz de nos consciencializar para que serve a Maçonaria, quais as suas principais valências e a mensagem que pretende transmitir.

A bem da dignidade do ser humano e do humanismo” [Fernando Cabecinha, Grão-Mestre GOL, p. 5]

J.M.M.

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