Grémio Lusitano – Ano
14, nº 29, 2025, p.80; Propr. Grémio Lusitano; Editor:
Grémio Lusitano; Director:
Pedro Luiz de Castro; Director-Adjunto:
Henrique Monteiro; Coord.:
Pedro Luiz de Castro, Álvaro Carrilho, Inês Marques; Grafismo: Álvaro Carrilho; Redacção:
Rua do Grémio Lusitano, 25, Lisboa.
► TÁBUA: Maçonaria Inglesa versus Francesa
Editorial: A Universalidade Maçónica [Pedro Luiz de Castro]
/ Maçonaria Inglesa versus Maçonaria Francesa [Fernando
Cabecinha] / Da Religião Natural à
Religião Revelada – Pensar livre e plural [José Manuel Martins] / História
da Maçonaria Inglesa [John Hamill]
/ História da Maçonaria francesa no
final do século XVIII [Pierre Menvielle Tichadel] / O GADU na Tradição Maçónica Francesa: Dificuldades e Incompreensões
Históricas [Roger Dachez] / O Versus
e o Paradoxo. Rito Francês versus Rito Escocês. A Maçonaria versus partidos
políticos [Inácio Ludgero] / Os
arquitetos da maçonaria inglesa (1720-1740) [Richard Andrew Berman] / Dois Ritos: REAA e RF. Dois Caminhos, uma
mesma Luz, um só ideal [António Maria da Fonseca] / Regulares Ingleses contra Liberais Franceses. Um panorama atual da
Maçonaria Mundial [Jean-Moïse Braitberg] / Representações da Maçonaria Portuguesa na Cultura Popular [Paulo Mendes
Pinto & Isabel Landeiro] / Só
reconhecidos por todos como livres e iguais [Francisco Carromeu] / Versus. Algumas ideias sobre a convergência
das Maçonarias e Ritos Maçónicos [Manuel Pinto dos Santos] / Para lá do canal da mancha. É tudo
diferente! [Joaquim Grave dos Santos].
Revista à venda no Grémio Lusitano.
► “… A Maçonaria sempre pugnou pelas
conquistas sociais, num clima de Liberdade, de Igualdade e de Fraternidade entre
os Homens. Sempre foi, por isso mesmo, uma ameaça para aqueles que pretendiam a
perpetuação de um determinado «status quo» baseado no controle da sociedade por
elites religiosas, políticas, sociais ou económicas.
Não admira, portanto, que a Igreja, e governos totalitários tenham
e continuem a perseguir a Maçonaria, exatamente pelos nobres ideais que representou
e continua a representar.
Este número da Revista do Grémio Lusitano dedica-se, pois, a uma
análise sob vários ângulos do que foram e têm sido, as duas principais
correntes de pensamento maçónico existentes no mundo: a inglesa e a francesa.
Muita coisa as une, algumas coisas as separam. Rituais, formas
distintas de olhar e interpretar ou interagir com a sociedade, fazem destes «primos»,
amigos colaborantes e unidos, num desejo comum de tornar o mundo um lugar substancialmente
mais decente para se viver, do que aquele em que atualmente nos encontramos”
[Pedro Luiz de Castro, p. 3]
► “A Maçonaria Inglesa tem as suas ra1zes na fundação da Grande Lo1a de Londres em 1717, considerada o berço da Maçonaria especulativa moderna. Desde então, a influência inglesa espalhou-se pelo mundo, estabelecendo o que é conhecido como o modelo das Grandes Lojas Regulares.
A Maçonaria Francesa, por sua vez, consolidou-se a partir da criação do Grande Oriente de França em 1773. O contexto iluminista francês e a influência revolucionária moldaram fortemente o seu carácter, tornando-a mais aberta a reformas e ao debate filosófico.
Enquanto a Maçonaria Inglesa mantém uma postura trad1c1onaltsra,
exigindo a crença num Ser Supremo (o Grande
Arquiteto do Universo) como requisito fundamental para a iniciação, valorizando
a espiritualidade, a moralidade e a filantropia, com forte ênfase na discrição
e no simbolismo, a Maçonaria Francesa, especialmente após 1877 aboliu a obrigação
da crença num Ser Supremo,
tornando-se mais secular e racionalista. O foco deslocou-se para
a liberdade de consciência, o laicismo, o progresso social e o debate filosófico.
[…] Ambas, no entanto, partilham valores fundamentais como a fraternidade,
o aperfeiçoamento pessoal e o compromisso com a sociedade, refletindo as suas respetivas
culturas e contextos históricos.
Esta Revista convida, pois, à leitura e reflexão dos textos nela inseridos, na procura de conhecimento capaz de nos consciencializar para que serve a Maçonaria, quais as suas principais valências e a mensagem que pretende transmitir.
A bem da dignidade do ser humano e do humanismo” [Fernando
Cabecinha, Grão-Mestre GOL, p. 5]
J.M.M.


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