quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

1961 - O ANO DE TODOS OS PERIGOS



CICLO 1961 - O ANO DE TODOS OS PERIGOS. Desvio do Santa Maria, Lutas de Libertação, Golpes Militares, A Queda de Goa. Era o princípio do fim (Debates, Filmes, Conversas ...)

DATA: dia 19 de Fevereiro 2011 (15 horas);
LOCAL: Picoas Plaza (Rua Tomás Ribeiro, 65, Lisboa);
ORGANIZAÇÃO: CES (Centro de Estudos Sociais)

CONFERENCIA: Porque rugem as ondas do mar: Desvio do Santa Maria. Ataque à prisão de S. Paulo. Descontentamento militar. Lutas civis;
ORADOR: Fernando Rosas;
FILME: "Santa Liberdade", de Margarita Ledo Andion

"O ano de 1961 foi, para o regime salazarista, o ano de todos os perigos, vindo a revelar-se como o annus horribilis do ditador. Em distintos contextos, múltiplos acontecimentos marcariam esse ano, prenúncio do final do regime colonial-fascista português. Porque uma das linhas de orientação temática do CES aposta no aprofundar do conhecimento sobre o espaço de expressão portuguesa – e sobre as suas ligações históricas – este conjunto de sessões procura reflectir sobre um espaço unido por várias histórias e lutas.

Em 2011 passam 50 anos sobre esse ano de todos os perigos. Boa ocasião para recordar factos muitas vezes esquecidos, ouvindo os seus protagonistas, enquadrando-os na história comum que une Portugal e os países em que se transformaram – ou se integraram – as suas possessões coloniais...
"

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J.M.M.

EDUCAR. EDUCAÇÃO PARA TODOS. ENSINO NA I REPÚBLICA



EXPOSIÇÃO: Educar. Educação para todos. Ensino na I República;
ORGANIZAÇÃO: Comissão Nacional para as Comemorações do Centenário da República com o apoio da Parque Escolar;
COMISSÁRIA: Maria Cândida Proença

LOCAL: Lisboa, Palácio Valadares (Largo do Carmo);
DATA: 17 de Fevereiro a 30 de Junho de 2011 (das 10,00-18,00 horas).

"Com esta exposição pretende dar-se a conhecer a um público vasto a importância da obra republicana no ensino, realçando o alcance e as características das inovações introduzidas. A exposição desenrola-se ao longo de onze salas onde serão abordados os aspectos mais significativos da obra republicana no ensino ..."

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J.M.M.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

LEILÃO DE LIVROS NA RENASCIMENTO



DESTAQUES DO CATÁLOGO DA RENASCIMENTO

A realizar no próximo dia 17 de Fevereiro de 2011, pelas 21.30 h, o leilão de uma importante biblioteca. Vejamos então algumas sugestões:

009
ALBUM DO ZÉ POVINHO DO PORTO. Porto. Papelaria e Typographia Academica. 1908. In-8º Enc.

023
ALMADA. O Escritor. O Ilustrador. Lisboa. 1993. In-8º de 351, [3] págs. Br.

049
ARQUIVO NACIONAL. Director: Rocha Martins. Editor: Américo de Oliveira. Ano I - Nº 1. Lisboa. 15 de Janeiro de 1932 (ao Ano XI - Nº 522. 7 de Janeiro de 1942). 522 Números. In-Fólio. Encs. em 11 Vols.

054
ATHENEU (O). ARTISTICO-LITTERARIO. Gazeta Illustrada. I Série. Nº 1 - 1880 (ao Numero 27) e II Série. Nº 1 (ao Nº 25 - 1881). Director: Ferreira de Brito. Porto. 1880 (a 1881). 2 Séries. In-4º. Encs. em 1 Vol Colecção completa. Encerra colaboração de Teófilo Braga, Guerra Junqueiro, Antero de Quental, Gomes de Amorim, Guilherme Braga, Barros Lobo, João de Deus, Gonçalves Crespo, etc. Ilustrado. Exemplar com alguns defeitos marginais e rasgão nas págs. 191/191 da 1ª série, sem perda de texto. Encadernação sem valor.

084
BOTTO, António. - MOTIVOS DE BELLEZA. Lisboa. Portvgalia Livraria-Editora. 1923. In-8º de 172, [2] págs. Br. Edição primitiva. Com uma notícia por Fernando Pessoa. Com carimbos e assinaturas de antigos possuidores. Capa de brochura da frente com falta de pedaço de papel, sem afectar letras do texto.

095
BURNETT, William Hickling. - VIEWS OF CINTRA. London. Published by Josh. Dickinson. S.data. (18..). Fólio máx. de [1] fl. e 14 Gravuras. Enc. A capa de brochura da frente reproduz parte do poema de Lord Byron: “Child Harold”. A folha inumerada contém a dedicatória ao Rei William the Fourth. As 14 magníficas litografias estão impressas sobre papel china e finamente coloridas à mão. Com picos e manchas de acidez nas margens. Encadernação moderna meia de chagrin, com defeitos. Duarte de Sousa, 117. Peça de colecção.

139
CASTRO, Ferreira de. - A VOLTA AO MUNDO. Lisboa. Empresa Nacional de Publicidade. 1944. In-4º de 678, [2] págs. Enc. Bela edição, muito ilustrada a negro e a cores, ouro, prata e metais, no texto e em separado. Encadernação inteira de pele, com ferros a ouro na lombada e pastas.

189
FREIRE (MÁRIO), João Paulo. - LISBOA DO MEU TEMPO E DO PASSADO. DO ROCIO Á ROTUNDA.
Jornada em 2 volumes. Lisboa. Parceria António Maria Pereira. 1929 (e 1930). 2 Vols. In-4º Encs. Colecção completa. De grande importância para a história de Lisboa. Ilustrados. Encadernações originais do editor em pele, a do 2º volume com falta de pedaço de pele na lombada.

231
ILUSTRAÇÃO MODERNA. Publicação mensal. Editor-Director: Marques Abreu. 5º, 6º e 7º Ano – 1930 1931-1932. Porto. Imprensa das Oficinas de Fotogravura de Marques Abreu. 1930 (a 1932). In-4º Encs. em 1. Colecção incompleta desta importante revista de que se publicaram 58 números e que terminou
em 1932. Ilustrada. Encadernação meia de pele.

255
LEIRIA, Mário Henrique. - DEPOIMENTOS ESCRITOS. Contos, poemas e cartas de amor. Lisboa. Editorial Estampa. 1997. In-8º de 340, [1] págs. Br. Da colecção Ficções. Bom exemplar.


306
MENESES, Ludovico de. - CAMILO. Documentos e factos novos. Lisboa. Portvgalia Editora. 1924. 3 Vols. In-8º Encs.

320
MUSEU ILLUSTRADO. Album Litterario. Sociedade Athena. Director geral: David de Castro. Administrador: Arnaldo Rocha. Primeiro Anno. Porto. Typographia Commercial Portuense. 1878. In-4º de [4], 312 págs. Enc. É apenas o primeiro dos dois volumes publicados desta importante obra. Encerra colaboração de Antero de Quental, Alberto Pimentel, Camilo Castelo Branco, Eça de Queiroz, Tomás Ribeiro, etc. Ilustrado com o retrato dos colaboradores e estampas extra-texto, abertas a aço. Encadernação moderna meia de pele.

457
SILVA, Inocêncio Francisco da. – DICCIONARIO BIBLIOGRAPHICO PORTUGUEZ. Estudos de... Applicaveis a Portugal e ao Brasil. Tomo I (ao Tomo XXII, Aditamentos ao Dicionário Bibliográfico Português, por Martinho da Fonseca e Guia Bibliográfica por Ernesto Soares). Lisboa. Imprensa Nacional. 1858 (a 1923), 1927 e 1958. 23 Vols. In-8º Encs.

474
TEIXEIRA-GOMES, Manuel. - INVENTÁRIO DE JUNHO. Lisboa. Seara Nova. 1933. In-4º de 160 pág. Enc.


Para os potenciais interessados em assistir ao leilão, abaixo segue o endereço e contactos da Renascimento Avalições e Leilões S.A.:
Rua Agostinho Lourenço 20 C (ao Areeiro)
1000-011 Lisboa
E-mail: renascimento-sa@hotmail.com
Telefone: (+351) 218 458 130 / 40 / 50
Fax: (+351) 218 462 363

Um leilão a seguir com todo o interesse.
A.A.B.M.

MUSEU DA REVOLUÇÃO


Um dos aspectos ainda pouco conhecidos, ou pelo menos por esclarecer, é a curta existência do Museu da Revolução Republicana.

Em Fevereiro de 1911, o Museu situado na Rua Miguel Lupi, inaugurava a sala João Chagas com espólio pessoal do ilustre republicano.

Através da notícia publicada na Capital, 8-02-1911, Ano I, p. 2 conforme a imagem da esquerda atesta, na sala existiam documentos de diversos tipos, em especial sobre a revolução de 31 de Janeiro e sobre o período da propaganda republicana.

Na imagem da direita, da revista Ilustração Portuguesa, nº 261, p. 234, vêm duas fotografias do recheio do museu.

Segundo a imprensa da época no dia da inauguração visitaram o museu cerca de 5000 pessoas. Será que actualmente não haveria público para este tipo de museu?

Actualmente, coloca-se o problema de saber onde ficou o espólio desse museu? Alguém nos consegue esclarecer?

A.A.B.M.

domingo, 13 de fevereiro de 2011

ANTÓNIO TELMO - A AVENTURA MAÇÓNICA


Lançamento do Livro (póstumo) de António Telmo: "A Aventura Maçonica. Viagens à Volta de um Tapete. Seguido de Autobiografia e Sobrenatural em Luís de Camões"

DIA: 14 de Fevereiro (21 horas)
LOCAL: Círculo Eça de Queiroz [Largo Rafael Bordalo Pinheiro, 4]
APRESENTAÇÃO: Nuno Nazareth Fernandes
EDITORA: Zéfiro

J.M.M.

sábado, 12 de fevereiro de 2011

ENCONTROS COM O PATRIMÓNIO - O MUSEU DE PORTIMÃO


A TSF tem vindo a apresentar um programa aos sábados, entre as 12 e as 13 horas, que resulta de uma parceria com o IGESPAR,onde se fala de sítios com história, paisagens e pessoas, o passado e o presente. Pelo microfone do repórter Manuel Vilas-Boas, e pela conversa com diferentes especialistas, ficamos a conhecer Portugal na sua variedade de monumentos, locais, sítios muitas vezes escondidos.

Neste programa já se têm dado a conhecer vários monumentos, museus, lugares de memória que por um motivo ou outro merecem a visita e a divulgação junto dos portugueses, conforme se pode constatar pelos programas guardados pela estação de rádio que podem ser consultados e ouvidos em qualquer momento AQUI.

Desta vez, Manuel Villas-Boas deslocou-se a Portimão para conhecer melhor o processo de transformação da antiga fábrica da Feu Hermanos no actual Museu de Portimão. A acompanhá-lo nesta visita contou com a companhia de José Gameiro, António Rosa Mendes, Maria João Raminhos Duarte e António Magalhães Barros Feu.

A ouvir com toda a atenção, consultando este e outros programas disponibilizados pela TSF.

A.A.B.M.

ANNES BAGANHA (Parte I)

Com o nome completo de Domingos Rodrigues Annes Baganha, nasceu em Alcácer do Sal, a 20 de Fevereiro de 1847. Era filho de Luís José Annes Baganha e de Maria da Piedade Vaz Baganha. Fez os seus estudos no Arsenal da Marinha, onde ainda realizou o exame de mecânica, mas acabou por frequentar o Instituto Industrial, onde veio a concluir o seu curso devido à obtenção de uma bolsa de estudo no Instituto Agrícola em 1863. Em 27 de Janeiro de 1867 foi colocado, por decreto, como médico veterinário, no posto de Intendente de Pecuária do distrito de Faro, onde permaneceu durante 22 anos de muito trabalho científico e literário. Em 1899 abandonou o Algarve em direcção a Lisboa, após algumas desilusões na vida política. Foi da sua autoria o recenseamento dos gados do distrito de Faro, efectuado em 1870, bem como a colecção de produtos agrícolas do Algarve, que esteve patente nas exposições de Lisboa realizadas em 1884 e 1888 e na exposição de Paris efectuada em 1889. Realizou ainda um estudo sobre a filoxera na região sotavento do Algarve, em 1886; o inquérito agrícola do distrito em 1887, etc. Participou ainda em várias comissões de serviço no âmbito das suas atribuições, entre elas inspector do matadouro de Faro (Março de 1882 a Dezembro de 1888); pesquisa filoxérica nos concelhos do sotavento algarvio (1886); combate contra a difteria em Viseu (1889); combate contra a entrite infecciosa nos equídeos do concelho de Sintra (1889); serviço no combate à febre aftosa no distrito de Évora (1892); polícia do serviço sanitário em Santarém (1893). Foi director interino do Hospital Veterinário de 1892 a 1893. Em 22 de Setembro de 1887 foi alvo de uma tentativa de assassinato em que lhe provocou profundos ferimentos. Segundo a imprensa da época terá sofrido quatro golpes de navalha que o deixaram bastante maltratado . Anes Baganha foi igualmente um grande defensor do método pedagógico de João de Deus, de quem foi discípulo e recebeu o diploma que o habilitaria a formar outros professores do ensino primário nas escolas que o Governo Civil subsidiava e que ele fundou nas cidades de Faro e Portimão. Foi ele quem iniciou no Algarve uma série de conferências para demonstrar as vantagens da utilização do método de João de Deus. Fez diversas conferências em Faro e Portimão, e, nesta última localidade começou-se logo a utilizar este método, o que foi difundido através do jornal da terra que aconselhava todas as câmaras a seguir o mesmo exemplo. A sua irmã, Inácia Ludovina Annes Baganha Leal foi também uma das mais salientes figuras do ensino primário no Algarve, que também utilizava o método de João de Deus, fundando escolas primárias, algumas com a ajuda financeira de importantes figuras republicanas locais. No campo literário, este autor deixou diversos trabalhos publicados como Rapida Notícia do Estado do Gado Lanígero no Algarve e Proposta para o seu melhoramento futuro (1873), Relatório Acerca do Progresso das Indústrias Pecuárias do Algarve (1874), Sempre Livres (1874), O Médico dos Animais - Tratado Prático e Popular que Ensina a Conhecer as Principaes Moléstias que Atacam toda a Qualidade de Gado em Portugal (1877), Camões (1880), Documento Para a História do Homicídio Frustrado (1888), As Vacas Leiteiras (1897), O Tratamento da Febre Aftosa (1902); O Cavalo: conhecimentos práticos do seu organismo (em co-autoria com A. Schwarz, 1904). Colaborou ainda em vários órgãos da imprensa regional e em publicações de carácter político como a Encyclopedia Republicana (Lisboa, 1882), Jornal dos Artistas (Portimão, 1875-1877); O Distrito de Faro (1876-1913); O Contemporâneo (Lisboa, 1879-1881); Notícias do Algarve (Lagos, 1880); Jornal de Agricultura e Artes Correlativas (Porto, 1880-1883); A Arte Musical (Lisboa, 1899-1915). Dispersou também a sua colaboração em inúmeras publicações de carácter agrícola como: Archivo Rural; Jornal Oficial de Agricultura; Agricultor Portuguez; Gazeta das Aldeias; Agricultura Portuguesa; Agricultura Nacional. Participou no Congresso Nacional da Tuberculose (Coimbra, 1895), onde apresentou uma memoória intitulada Defesa da Saúde Pública contra a Tuberculose Bovina. Apresentou diversos relatórios no Boletim da Direcção Geral de Agricultura. Manifestou também interesse pelas questões pedagógicas, referimos a sua defesa do método de João de Deus, e publicou nesse âmbito: Noções Elementares de Pedagogia; Compêndio de Moral; Analyse da Linguagem Portuguesa. Colaborou ainda com variadíssimas publicações ligadas à instrução e ensino. Sócio de diversas associações como a Sociedade Protectora dos Artistas de Faro, membro da Scuola Dantesca Napolitana, entre outras. Faleceu em Lisboa, em 6 de Fevereiro de 1911.

A.A.B.M.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

REVISTA ALTITUDE DE 2010


O presente número da revista Altitude, publicação da Assembleia Distrital da Guarda, é integralmente dedicado às Comemorações do Centenário da República.

O actual número desta revista vai ser apresentado no próximo dia 15 de Fevereiro de 2011, pelas 21 horas, no Governo Civil da Guarda e conta com um conjunto relevante de investigadores que a seguir discriminamos:

São no total 20 artigos dedicados à República na Guarda, de autores como Tiago Tadeu, Aires Antunes Diniz, Helena Santana e Rosário Santana, José Luís Lima Garcia, Carlos de Abreu e Emílio Rivas Calvo, Augusto Monteiro Valente, João Paulo Martins das Neves, Jesué Pinharanda Gomes, António Morgado, Carla Alexandra Santos, Maria Leonor Caetano Frias, Adriano Vasco Rodrigues, Márcia Trabulo, António Sousa Júnior, Ana Manso e Francisco Manso e Carlos Berrincha.

Uma publicação a não perder.
A.A.B.M.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

RETRATOS REPUBLICANOS


RETRATOS de Machado Santos, Maria Veleda e João Chagas;
FUNDO: DBG - Documentos Bernardino Machado.

via Fundação Mário Soares.

J.M.M.

ARTE DE GUERRA - PROPAGANDA DA II GUERRA MUNDIAL


EXPOSIÇÃO: A Arte de Guerra. Propaganda da II Guerra Mundial;
LOCAL: Museu do Caramulo;
DATA: 18 de Dezembro a 31 de Maio de 2011;
ORGANIZAÇÃO: Museu do Caramulo.

"...no ano em que se celebram 65 anos sobre o fim do maior conflito da história da humanidade. A exposição está patente de 18 de Dezembro a 31 de Maio de 2011, com mais de 100 peças originais, como cartazes, panfletos, filmes ou crachás de vários países intervenientes na guerra como os EUA, Alemanha, Inglaterra, França, Itália, Japão ou a União Soviética. Esta exposição temporária pretende mostrar a propaganda sob o enquadramento de forma de arte que ela assumiu, cumprindo com o objectivo de uma qualquer outra obra de arte: provocar emoções nas pessoas e mudar o mundo.

O cartaz impresso foi a principal forma de propaganda, sobretudo pela facilidade de produção e de aplicação em qualquer local, permitindo que a mensagem estivesse sempre presente junto dos cidadãos, e apelando a que dessem, produzissem e se sacrificassem em prol do esforço de guerra. Os cartazes eram também a forma de propaganda mais democrática, chegando de forma igual a todo o tipo de pessoas. Estes cartazes são exemplo de que a guerra não aconteceu apenas nas frentes de batalha, mas que as populações nas nações envolvidas foram mobilizadas num apoio activo para o esforço de guerra pelas imagens fortes dos cartazes.

Produzidos por ministérios e agências governamentais, organizações independentes (como a resistência) ou empresas privadas, este meio de comunicação transmitiu a sua mensagem combinando ilustrações com forte teor emocional com mensagens de texto fáceis de decorar. Se na Primeira Guerra Mundial os cartazes eram mais artísticos e mais sombrios, a propaganda da Segunda Guerra Mundial (principalmente a partir de 1943) passou a recorrer a mensagens de texto simples com imagens estilizadas feitas pela indústria publicitária para uma maior eficácia e compreensão ...
"

via Museu do Caramulo no Facebook [sublinhados nossos]

J.M.M.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

VISÃO HISTÓRIA - CONSPIRAÇÕES CONTRA O REGIME


No mais recente número da revista Visão História, subordinada ao tema Conspirações Contra o Regime, Os momentos marcantes e as figuras-chave que abalaram a ditadura militar, Salazar e Marcelo Caetano é possível encontrar os seguintes artigos:

Pedro Caldeira Rodrigues – O grande desafio à ditadura militar , p. 10-13
Nove meses após o golpe militar de 28 de maio de 1926, a revolta republicana de 3a 9 de fevereiro de 1927, centrada no Porto mas com focos em todo o País, será o mais sério desafio à ordem nova militar-nacional. A sua derrota abrirá caminho para a emergência do Estado Novo de Salazar.

Pedro Caldeira Rodrigues - O último combate do sindicalismo livre, p. 20-23
A tentativa de greve geral revolucionária de 18 de janeiro de 1934 foi um dos mais importantes atos de protesto unitário do movimento sindical organizado, em confronto aberto com o Estado Novo em processo de institucionalização. O Reviralho também esteve envolvido, mas o rescaldo foi uma "ferida funda".

Álvaro Garrido - Marinheiros amotinados no Tejo, p. 24-27
Em setembro de 1936, o levantamento dos sargentos e praças de diversos navios da Armada provocou as maiores dores de cabeça ao governo de Salazar, que reprimiu a revolta de forma sangrenta.

Alexandra Correia - Uma bomba à porta da missa, p. 28-31
A explosão foi espetacular, mas Salazar escapou sem um arranhão. Os anarquistas entraram para a história da resistência ao Estado Novo à força de dinamite.

Miguel Carvalho - O milionário e o golpe, p. 32-33
A 10 de abril de 1947, um levantamento militar tentou derrubar Salazar. Todos os conspiradores foram presos. Todos? Não. Salvou-se um famoso industrial, acusado de financiar a revolta. Chamava-se Lúcio Tomé Feteira.

Vânia Fonseca Maia - Herói amordaçado, p. 34-35
A candidatura do general Norton de Matos à Presidência parecia trazer os ventos democráticos necessários à abertura do regime. Uma ilusão desfeita longe da boca das urnas.

Filipe Luís - A saga do general sem medo, p. 42-47
Em 1958, um ciclone chamado Humberto Delgado varreu o País. E uma geração de portugueses nasceu então para a cidadania. Foi preciso esperar 16 anos. Mas do legado do candidato independente às eleições presidenciais de 1958 fica o primeiro passo decisivo no caminho para a liberdade. Acompanhe esta aventura vertiginosa.

Ana Margarida de Carvalho - A grande evasão, p. 48-51
O dia em que dez comunistas, um guarda coadjuvante e um romance único escaparam da prisão-fortaleza mais inexpugnável do fascismo. Um alento para a resistência, um rude rombo na autoestima do regime.

Francisco Galope - Um navio chamado liberdade, p. 52- 57
De como um punhado de guerrilheiros abalou a ditadura ao tomar o controlo do Santa Maria.

Francisco Galope - O mistério do doce de goiaba, p. 58-59
O regime receou que os operacionais do desvio do Santa Maria transformassem as serranias entre o Alentejo e o Algarve na Sierra Maestra peninsular.

Luís Almeida Martins - A tarde dos generais, p. 60-61
Sem o apoio popular que não procurara, terminaria ingloriamente o golpe palaciano de abril de 1961.

J. Plácido Júnior - A revolução que veio do céu, p. 62-67
Uma ordem de Salazar, de abate de um avião da TAP, desviado por um grupo de insurrectos para arremesso de panfletos antirregime sobre Lisboa e outras zonas do País, foi sabotada pelo comando da Força Aérea. Sub-repticiamente. A aventura ao pormenor.

Emília Caetano - E não lhe deram um quartel, p. 68-71
Delgado acreditava que bastaria tomar uma unidade militar, para que todas se sublevassem. O assalto ao quartel de Beja foi uma das mais espetaculares operações contra o regime.

Paulo Pena - Dezoito anos que abalaram a ditadura, p. 72-73
A oposição estudantil a Salazar não parou de crescer desde 1956.
As universidades foram uma "fábrica" de politização
.

Luís Almeida Martins - O aventureiro da liberdade perdida, p. 74-80
Palma Inácio teve uma vida autêntica pelo menos tão aventurosa como a do imaginário Indiana Jones, com a diferença de que a colocou por inteiro ao serviço da luta altruísta contra a ditadura de Salazar e Caetano.

Luís Almeida Martins - Entrevista Camilo Mortágua: 'A luar era um cozido à portuguesa', p. 81-83
Um ativista "lendário" faz revelações sobre a luta armada contra o Estado Novo.

João Pacheco - Quando o partido se armou, p. 88-91
Nos últimos anos da ditadura, o País acordou várias vezes ao som de atentados da ARA. Com a Acção Revolucionária Armada, o PCP tinha-se decidido por fim a combater o Estado Novo com bombas.

Paulo Chitas - Bombas contra o regime, p. 92-95
Os operacionais das Brigadas Revolucionárias comandados por Carlos Antunes e Isabel do Carmo realizaram 15 ações armadas. Não sitiaram Marcelo Caetano, mas contribuíram para acossar a ditadura.

Nuno Miguel Guedes - Entre o céu e o mundo, p. 96-97
A ocupação da Capela do Rato, em Lisboa, por um grupo de católicos progressistas que ali promoveu uma vigília contra a Guerra Colonial abalou o regime e marcou o fim da "Primavera Marcelista".

Lápis azul
Uma das armas do regime foi o controlo total do que era publicado na Imprensa. Provas tipográficas de todos os textos eram enviadas à Censura, que as devolvia com os cortes a introduzir, e que muitas vezes eram a totalidade do texto .

Um número particularmente interessante da Visão História que apresenta também um excelente conjunto de infografias a separar os períodos por que passou o Estado Novo, acompanhado de iconografia bastante interessante para documentar os artigos e ilustrar a época.

A.A.B.M.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

ANTÓNIO JOSÉ DE ALMEIDA PENACOVA E A REPÚBLICA

Conforme se pode ver no cartaz que acima apresentamos, vai realizar-se na próxima sexta-feira, dia 12 de Fevereiro de 2011, no âmbito das comemorações do Centenário da República, vai proceder-se no município de Penacova à inauguração da nova Biblioteca Municipal de Penacova, iniciativa a todos os títulos louvável, que não podemos deixar de saudar. Para assinalar o acontecimento vai realizar-se um colóquio subordinado ao tema A República, António José de Almeida e a importância de uma Casa-Museu, que conta com as seguintes participações: - Luís Reis Torgal: António José de Almeida e a República; - David Almeida: Penacova e a República; - Diogo Gaspar: António José de Almeida e o Museu da Presidência da República; - Norberto Cunha: A Importância de uma Casa-Museu como Centro de Animação Cultural; - António Arnaut: República e Cidadania. Vai ser também inaugurada a exposição organizada por Alexandre Ramires intitulada António José de Almeida e a Caricatura na I República. Uma iniciativa a acompanhar com todo o interesse. A.A.B.M.

REPÚBLICAS EM PARALELO: PORTUGAL-ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA


A Fundação Luso-Americana apresentou ontem uma publicação que procura estabelecer algumas pontes entre os regimes que em Portugal assinalaram agora o centenário e o que existe nos EUA desde a sua independência. O título da obra ilustra o objectivo que foi proposto: Repúblicas em Paralelo: Portugal-Estados Unidos da América.

Para analisar as realidades de ambos os países foram convidados quatro consagrados professores de universidade portuguesas e americanas. Participam com os seus estudos e análises:
- Alexander Keyssar
- António Reis
- Horst Mewes
- Fernando Catroga
- José Esteves Pereira

Os textos do presente trabalho foram apresentados num colóquio realizado pela Fundação Luso-Americana no passado dia 21 de Maio de 2010.

A.A.B.M.

domingo, 6 de fevereiro de 2011

PORTIMÃO E A REVOLUÇÃO REPUBLICANA


TÍTULO: Portimão e a Revolução Republicana;
AUTOR(es): José Tengarrinha (coord.) et al;
EDITOR: Texto Editora;
ANO: 2010.

Esta interessante peça bibliográfica da história local de Portimão, que teve o apoio da sua Câmara Municipal e edição via Texto Editora, "é um notável trabalho de investigação … feito por especialistas" [Manuel da Luz, in Nota Introdutória, p. 9] que nasceram ou aí viveram e “vem revelar muito do que foi, em Portimão, esse tempo que precedeu a República e as grandes transformações a que assistiu nos anos subsequentes” [ibid.].

E assim, de facto, é. O estudo aqui reunido – sob organização e coordenação escrupulosa do dr. José Tengarrinha – reconstitui, como nota o Coordenador [in Prefácio],"com bastante intensidade", a revolução e o ideário republicano, acompanha a organização do Partido Republicano no Algarve e o papel influente do notável cidadão e figura intelectual que foi Manuel Teixeira Gomes, regista a relevância da actividade de propaganda e a resistência da imprensa algarvia, distingue a importância e implantação das associações secretas (Carbonária e Maçonaria). Por outro lado, as profundas "mudanças estruturais" verificadas, e que desde finais de Oitocentos se observa pelo agonizar da monarquia, em particular a indelével presença de "novas elites" comerciais, industriais, sociais e políticas que dominam e revitalizam a sociedade local [veja-se, em pormenor, o texto "A Elite Política Local" (pp. 129-145) do nosso camarada de blog, Artur Mendonça e os contributos estimáveis de Valdemar Coutinho sobre a estrutura económica, o associativismo, a educação e as actividades culturais], acentuam uma curiosa "continuidade e ruptura", a que não foi de todo alheio a "clientela", justamente criada pelos "benefícios" dessa mesma elite. Assim, a melhoria das condições de vida das populações ocorrida desde os "primeiros anos da revolução" - e que estão consagradas nos trechos apresentados na II parte da obra -, revelam o empenho dos republicanos locais e marca a integração activa de Portimão (e do Algarve) "num projecto nacional que configurou, para o futuro, uma nova dimensão da relação entre região e nação" [José Tengarrinha, p.16].

Parabéns pela surpreendente iniciativa que, em boa hora, a C. M. de Portimão, proporcionou aos seus munícipes e a todos nós.

Do Sumário:

I: Portimão e a República - A Monarquia e os Monárquicos [Maria João Raminhos Duarte] / O Algarve no virar do século: o despertar [idem] / A Recepção da Revolução [Valdemar Coutinho] / A República e os Republicanos [M.J.R.D.] / Os Monárquicos no novo regime [idem] / A Igreja, os católicos e o movimento anticlerical [idem] / A Maçonaria em Portimão [António Ventura] / Topografia e Toponímia portimonense. Lugares de memória republicanos [Alberto Piscarreta; Luís Vidigal; M.J.R.D.; Artur Mendonça];

II: As mudanças estruturais – A elite política local [Artur Mendonça] / A evolução na estrutura da sociedade [Valdemar Coutinho] / A estrutura económica: agricultura, pescas, oficinas, fábricas e comércio [V.C.] / Os meios de comunicação marítimos e terrestres. A circulação de mercadorias, pessoas e ideias [V.C.] / Ensino oficial e particular. As actividades culturais [V.C.] / O Associativismo em Portimão [V.C.] / Urbanismo e Património Arquitectónico [V.C.];

III: Política – O quadro político: Análise comparativa dos resultados eleitorais antes e depois do 5 de Outubro (a nível nacional e local) [Luís Vidigal] / Os deputados do Algarve na Constituinte de 1911 [Artur Mendonça];

IV: Manuel Teixeira Gomes e a oposição ao Estado Novo [Maria João Raminhos Duarte].

J.M.M.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

AS MULHERES E A I REPÚBLICA NO MUSEU BERNARDINO MACHADO


No Museu Bernardino Machado, em Famalicão, vai realizar-se amanhã, dia 4 de Fevereiro de 2011, pelas 21.30h, uma conferência do Prof. Doutor Fernando Catroga, sobre As Mulheres na República.

Esta iniciativa integra-se no ciclo de conferências sobre esta temática que o Museu Bernardino Machado está a promover.

Uma conferência a não perder.
A.A.B.M.

MAÇONARIA E POLÍTICA - II CURSO DE HISTÓRIA DA MAÇONARIA


II CURSO DE HISTÓRIA DA MAÇONARIA
ORGANIZAÇÃO: Centro de História da Universidade de Lisboa;
DATA: 18 de Maio de 2011 a 20 de Julho de 2011;
LOCAL: Fac. Letras da Univ. de Lisboa (Anfiteatro III)
INSCRIÇÃO: Centro de História da Univ. de Lisboa.

CALENDARIZAÇÃO:

- 18 de Maio: A Maçonaria e a Política, por José António Ferrer Benimelli (U. Zaragoza);
- 25 de Maio: Maçonaria, Política e Direito, por José Adelino Maltez (ISCSP);
- 1 de Junho: Bases Maçonicas do Modelo Constitucional Liberal Português, por João Alves Dias (FCSH/UNL);
- 8 de Junho: Gomes Freire a a Maçonaria, por António Lopes (Museu Maçonico Português);
- 15 de Junho: Miguelismo e Anti-maçonismo, por Maria Alexandre Lousada (FLUL/CEG);
- 22 de Junho: Costa Cabral e a Maçonaria, por José Brissos (CH/FLUL);
- 29 de Junho: República e Maçonaria, por António Ventura (CH/FLUL)
- 6 de Julho: Norton de Matos e a Maçonaria, por Helena Pinto Janeiro (IHC/UNL);
- 13 de Julho: Maçonaria, Resistência e Estado Novo, por António Ventura (CH/FLUL);
- 20 de Julho: Maçonaria e Política, Hoje, por António Reis (IHC/FLUL - GM do GOL).

J.M.M.

O VÍCIO EM LISBOA - FERNANDO SCHWALBACH


TÍTULO: O Vício em Lisboa (reed.);
AUTOR: Fernando Schwalbach [pref. Paulo Guinote];
EDITOR: Parceria A. M. Pereira;
ANO: 1912 [aliás 2011].


J.M.M.

VIVA A REPÚBLICA! ABAIXO OS LADRÕES!


TÍTULO: Viva a República! Abaixo os Ladrões! Memória Ideológica no Centenário da República;
AUTOR: J. Varela Gomes;
EDITOR: Letra Livre
ANO: 2011

"Varela Gomes , o velho militar anti-fascista, que se define como um 'autor clandestino numa democracia filofascista', acaba de editar na Letra Livre uma antologia de textos polémicos onde a partir da analise da Primeira República, a propósito das comemorações do Centenário, desmonta o revisionismo histórico feito pelos políticos e historiadores da Situação e comenta a evolução da II República" [via Letra Livre]

J.M.M.

VIANA NA INSURREIÇÃO DE 1919


VIANA NA INSURREIÇÃO DE 1919. Impressões e notas - de A. Ferreira Soares, Ponte do Lima. Tipografia Guimarães. 1920. In-4.º de 94-IV págs. B.

"I. ASPECTO GERAL DOS SUCCESSOS. I - A "obra" do "grande morto". II Impressões da festanga desde a cidade ás aldeias. II. UM DEPOIMENTO. I. Isolamento do governador civil. II - Á morte de Sidonio - Aparecimento das Juntas. III - Attitude final - Horas de luscofusco. IV - A "coluna rialista" traz a monarquia. V - Para as prisões (notas sôltas). VI - Restabelece-se a ordem.

Deve ter sido muito reduzida a tiragem deste curioso trabalho, importante para Viana do Castelo"

via Livraria Manuel Ferreira

J.M.M.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

A NOVA REPÚBLICA DO PÓS-GUERRA (1919-1926)


O grupo de trabalho República e Republicanismo, do Intituto de História Contemporânea, promove amanhã, 2 de Fevereiro, no âmbito do tema Transformação do Corpo Político Partidário, na sala multiusos 3, uma conferência subordinada ao título em epígrafe a proferir por Ana Catarina Pinto e por Ernesto Castro Leal.

Uma iniciativa a todos os títulos interessante para se compreender todo o conjunto de transformações que provocam um agravamento da situação política, económica e social no nosso País. Intensificam-se as revoltas dos militares e assiste-se a uma crescente proliferação de forças políticas que se vão fraccionando e reorganizando. Surgem novos líderes políticos, enquanto que os líderes tradicionais da República se vão gradualmente afastando ou sendo substituídos, emergem novas personalidades que vão marcar a etapa final da I República Portuguesa.

A acompanhar com todo o interesse.

A.A.B.M.