quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

ESTUDOS LOCAIS SOBRE A REPÚBLICA EM 2010



O Almanaque Republicano, ao longo do ano de 2010, tomou conhecimento dos seguintes estudos locais que a seguir se apresentam organizados por distritos e por ordem alfabética. Certamente não serão todos os que se publicaram, porém pode ser um útil instrumento de trabalho que pode e deve ser actualizado com a colaboração dos nossos ledores. Agradecem-se novas referências.

Estamos também a tentar preparar uma listagem das revistas locais que publicaram números especiais dedicados à República no respectivo concelho. Agradecemos que nos enviem referências, pois gostaríamos de apresentar uma listagem semelhante só para as revistas.

Distrito de Aveiro:
- Ferreira, Delfim Bismarck; Vigário, Rafael Marques, Albergaria-a-Velha 1910 - Da Monarquia à República, ADRAV, 2010.
- Matos, Luis Augusto Eça de, Homenagem a um Republicano de Estarreja - Francisco Moura Coutinho de Almeida D`Eça, Câm. Mun. Estarreja, 2010
- Republicar Anadia. Memórias da Implantação da República, Câmara Municipal de Anadia, 2010

Distrito de Beja:
- Baião, Francisco José, Imagens e Memórias: a 1.ª República no Concelho de Viana do Alentejo, Edição da Câmara Municipal de Viana do Alentejo
- Pata, Arnaldo da Silva, A Câmara Municipal de Castro Verde durante a I República (1910 –1926), Câmara Municipal de Castro Verde, 2010.
- Piçarra, Constantino, Beja Republicana, Editora 100 Luz, Beja, 2010
- Rego, Miguel, Apontamentos sobre a história eleitoral em Castro Verde (1908 – 1915), C. M. Castro Verde, 2010.

Distrito de Braga:
- Ferraz, Norberto Tiago, Cabeceiras de Basto: do fim da monarquia ao 28 de Maio, Edição da Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto, 2010.
- Gomes, Joaquim da Silva, 100 Anos da República — Deputados, Procuradores, Senadores e Ministros Naturais do Distrito de Braga, Braga, 2010.
- Meireles, Maria José, 5 de Outubro – Viva a República, Húmus, 2010.

Distrito de Bragança:
- Andrade, António Júlio, História Política de Torre de Moncorvo 1890 – 1926, Câmara Municipal de Torre de Moncorvo, 2010.
- Fernandes, Adília, História da Primeira Republica de Torre de Moncorvo, Câmara Municipal de Torre de Moncorvo, 2010.
- Vilares, João Baptista & Silva, Lurdes Graça Cunha e, Para a História da Traulitânea. Um voluntário da República na defesa de Mirandela, C. M. de Alfândega da Fé, 2010.

Distrito de Castelo Branco:
- Martins, Marta; Mata, Maria de Fátima, Ilustres Republicanos do Concelho da Sertã, Câm. Mun. Sertã, 2010.

Distrito de Coimbra:
- I Centenário República. Sinais da República nas nossas Colecções [cat. Exposição], Museu Municipal Santos Rocha, Bib. Mun. Pedro Fernandes Tomás, C. M. Figueira da Foz, 2010.
- Alves, Diniz Manuel, Commercio da Lousã. 500 Dias até á República, Câmara Municipal da Lousã.
- Biscaia, Álvaro Cação, A Figueira da Foz e o 5 de Outubro de 1910, Figueira da Foz, 2010.
- Homem, Amadeu Carvalho, Memorial republicano, Câmara Municipal de Coimbra (Departamento de Cultura / Divisão de Acção Cultural), 2010

Distrito de Évora:
- Bernardo, Maria Ana, Sociedade e elites no concelho de Évora. Permanência e mudança (1890-1930), Évora, Universidade de Évora, 2010 (Tese de doutoramento).



Distrito de Faro:
- Azevedo, Manuela, Cartas de M. Teixeira Gomes a João de Barros.
- Baptista, José Alberto, Lagos, o Republicanismo e a Administração Municipal (1908-1914), C.M. Lagos, 2010.
- Cabrita, Aurélio Nuno, A Proclamação da República no Algarve, Gente Singular, Faro, 2010.
- Duarte, Afonso Cunha, A República e a Igreja no Algarve, C. M. S. B. Alportel, 2010.
- Fernandes, José Carlos; Gomes, Roberto, José Mendes Cabeçadas Júnior - Um Espírito Indomável, C. M. Loulé, 2010.
- Marcos, João Nuno Aurélio, Lagoa Liberal, Republicana e Maçónica, C.M. Lagoa, 2010.
- Mendes, António Rosa, Olhão nos Primeiros Dias da República, C. M. Olhão, 2010.
- Pires, Paulo, Estudos sobre a I República em São Brás de Alportel e Faro, C. M. S. B. Alportel, 2010.
- Queiroz, Jorge; Manteigas, Rita, A 1ª República em Tavira. Transformações e Continuidades. Catálogo da Exposição, Museu Municipal de Tavira / Câm. Mun. Tavira, 2010.
- Sampaio, José Rosa, Monchique na Primeira República, C. M. Monchique, 2010.
- Tengarrinha, José Manuel (coord.), Portimão e a Revolução Republicana, Texto Editora/C.M.Portimão, 2010

Distrito da Guarda:
- Oliveira, Luís Cabral, Seia na Política e na República. Cartas políticas da família Motta-Veiga antes e depois do 5 de Outubro, Câm. Mun. Seia, 2010.

Distrito de Leiria: ???

Distrito de Lisboa:
- AA.VV., Lisboa Republicana. Espaço e Memória. Catálogo da Exposição, Lisboa, Câm. Mun. Lisboa-Gabinete de Estudos Olisiponenses, 2010
- Valdemar, António, Loures, a Republica em 4 de Outubro, Loures, 2010
- Ventura, Alexandra Maria Barros, Alenquer, 5 de Outubro de 1910. A República na Imprensa Local, C. M. Alenquer, 2010

Distrito de Portalegre:
- Almeida, Cláudia; Aguiar, Maria; Fiel, Maria, Cheira-me a República..., Câmara Municipal de Sousel, Sousel, 2010;

Distrito de Porto:
- Ferreira, José Coelho, A Primeira República e Penafiel
- Cordeiro, José Manuel Lopes, História do Porto. Desafios à República – Cidade Inconformada e Rebelde. Porto: QuidNovi, 2010.


Distrito de Santarém:
- Noras, José Raimundo, Fotobiografia de José Relvas 1858-1929, 2010.
- Pais, José João Marques, Vale de Cavalos, Uma terra disputada, 2010.
- Torres Novas. República. Exposição, Museu Municipal Carlos Reis, Torres Novas, 2010
- Silva, Victor Manuel Dias da, 1º Centenário – A República na Moita, Junta de Freguesia da Moita, 2010.

Distrito de Setúbal:
- Arranja, Álvaro, Anarco-Sindicalistas e Republicanos - Setúbal na I República, Centro de Estudos Bocageanos, Setúbal, 2010.
- Ventura, António, Revoltar para Resistir. A Maçonaria em Almada (1898-1937), Cam. Mun. Almada, 2010.

Distrito de Viana do Castelo:
- Bento, Paulo Torres, Da Monarquia à República no concelho de Caminha. Crónica Política (1906-1913), Caminh@2000, Caminha, 2010.
- Peixoto, António Maranhão; Silva, Porfírio Pereira da; Viana, Rui Faria, No Centenário da Implantação da República, Viana do Castelo, 2010.

Distrito de Vila Real:
- Aires, Joaquim Ribeiro, A República no Distrito de Vila Real, Maronesa, 2010
- Neves, Elísio Amaral, O 5 de Outubro em Vila Real – Antologia.

Distrito de Viseu:
- Magalhães, Joaquim Romero, Os combates do Cidadão Manuel Ferreira Martins e Abreu, Câm. Mun. Mortágua, 2010.

Distrito da Funchal:
- Henriques, Aires B. & Catarina Pestana, Pestana Júnior "Profeta" Republicano, Edição "Villa Isaura", Pedrógão Grande, 2010
- Moura, Mário, Cinco Vidas, Ribeira Grande, 2010

Aguardam-se por novas referências que serão aqui disponibilizadas.

[Em actualização]

A.A.B.M.
J.M.M.

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

OS ALFARRABISTAS NA TSF


A Rádio TSF tem vindo a realizar ao longo desta semana uma interesante iniciativa de divulgação de alguns dos alfarrabistas portugueses. Um conteúdo da responsabilidade de Fernando Alves e Mésicles Helin que merecem a nossa melhor atenção, pelos diálogos sempre

Já foram emitidos programas sobre o alfarrabista Chaminé da Mota, do Porto, que pode ser acompanhado AQUI, outro programa sobre a Livraria Letra Livre e outro sobre a livraria D'Outro Tempo. Aguardam-se agora com curiosidade os restantes programas.

O programa pode ser ouvido de segunda a sexta, depois das 10h00, com repetição depois das 20h00.

Um programa a acompanhar com todo o interesse ao longo desta semana e que gostaríamos que se pudesse prolongar por mais algum tempo.

A não perder.
A.A.B.M.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

A IMPLANTAÇÃO DA REPÚBLICA NO ARQUIVO DISTRITAL DE FARO


No próximo dia 30 de Dezembro, vão realizar-se no Arquivo Distrital de Faro, pelas 15 horas, duas iniciativas no âmbito do Centenário da República:

- A Implantação da República em Tavira, por Ofir Chagas;

- A Implantação da República no Algarve, nos fundos documentais do Arquivo Distrital de Faro. Uma leitura do acesso à documentação, por Paulo Mariz Lourenço.

Uma importante iniciativa onde se divulgará uma parte da investigação feita por Ofir Chagas no Arquivo Distrital de Faro, estudando e analisando a documentação sobre a acção e os acontecimentos em Tavira.

Por outro lado, Paulo Mariz Lourenço apresentará algumas sugestões para consulta da documentação e dos fundos existentes no arquivo que permitem estudar o período em questão.

Uma actividade a a companhar com todo o interesse.

A.A.B.M.

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

HISTÓRIA DA PRIMEIRA REPÚBLICA EM TORRE DE MONCORVO 1910-1926


LIVRO: História da Primeira República em Torre de Moncorvo (1910-1926)
AUTOR: Adília Fernandes
EDITORA: Edição Palimage com o apoio da Câmara Municipal de Torre de Moncorvo(2010)

"O livro História da Primeira República em Torre de Moncorvo (1910-1926) centra-se no estudo das especificidades da acção republicana neste concelho, desde o acto revolucionário fundador da República Portuguesa até ao seu ocaso.

Pretende-se que a diversidade dos temas abordados e a correspondente conceptualização permita vislumbrar os contornos sociais, políticos, económicos e culturais subjacentes a todo este breve mas rico e intrincado percurso. Combinam-se os factos cronologicamente encadeados e a sua interpretação, advinda do recurso a condicionantes estruturais locais de vários tipos, com as sucessivas e indispensáveis remissões para o enquadramento nacional. Tal processo não podia deixar de se submeter à teorização republicana, componente fundamental para o entendimento de posições tão imperativas como, por exemplo, a que correspondeu ao fenómeno religioso ...
" [ler AQUI]

J.M.M.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

REVOLTAR PARA RESISTIR. A MAÇONARIA EM ALMADA (1898-1937), PELO PROF. ANTÓNIO VENTURA



Vai ser lançado ao público, no próximo dia 21 de Dezembro, terça-feira, pelas 21.30 horas, na Oficina da Cultura, em Almada o livro do Professor Doutor António Ventura, da Univeridade de Lisboa, intitulado, Revoltar para Resistir. A Maçonaria em Almada (1898-1937).

Uma obra editada pela Câmara Municipal de Almada.

Um livro que resulta da investigação que este professor tem vindo a realizar sobre diferentes pontos do País, com base nos fundos existentes no Arquivo do Grande Oriente Lusitano. Aguardam-se, portanto, com curiosidade as notas biográficas dos almadenses que integraram a Maçonaria no final da Monarquia até ao início do Estado Novo.

A acompanhar com todo o interesse.

A.A.B.M.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

AS BULAS DO SR. OLIVEIRA SALAZAR E A SUA INFALIBILIDADE



AS BULAS DO SR. OLIVEIRA SALAZAR E A SUA INFALIBILIDADE. Arranque-se a Máscara - por Um Oficial do Exército [clicar para ler]

via Torre do Tombo

J.M.M.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010


No próximo sábado, dia 18 de Dezembro de 2010, no Arquivo Municipal de Loulé, pelas 15 horas, vai realizar-se uma conferência sobre um dos republicanos locais: Paulo Madeira um louletano da República.

Pode ler-se na nota de imprensa sobre o evento que nos foi enviada para divulgação:

Paulo Madeira destacou-se no período da propaganda republicana nos últimos anos da Monarquia. Natural de Alte, fundou em Loulé, em 1909, e dirigiu um jornal republicano, anti-clerical intitulado “O Povo Algarvio”.

Com uma linguagem dura e por vezes bastante violenta para com os sacerdotes, envolveu-se em confronto directo com os Padres de Paderne e S.Sebastião de Loulé, o que lhe valeu dois processos em Tribunal e, neste último caso, a prisão.

Depois de implantada a República continuou com os seus artigos a denunciar processos de corrupção e atropelos à legalidade, desta feita por seus antigos correligionários o que lhe acarretou dissabores, o fim do jornal em 1912 e a sua retirada para a Argentina, desiludido com o rumo da República, e onde acabaria por morrer nos anos trinta.

O conferencista, Luís Guerreiro, é Chefe de Divisão da Cultura e Museus da Câmara Municipal de Loulé. Engenheiro de formação, desde cedo se interessou pela área da História. A par das funções que exerce na Autarquia, é também investigador da História local e regional.


Uma actividade de âmbito local a não perder.
A.A.B.M.

O IDEÁRIO DE "A ÁGUIA" E DA "RENASCENÇA PORTUGUESA"


Amanhã, 14 de Dezembro de 2010, vai realizar-se em Lisboa, nas instalações da Hemeroteca de Lisboa, pelas 18 horas, uma conferência sobre O Ideário de «A Águia» e da «Renascença Portuguesa», pelo escritor, professor e ensaísta Miguel Real.

Uma actividade a não perder.
A.A.B.M.

domingo, 12 de dezembro de 2010

BIBLIOTECA EUGÉNIO DA CUNHA E FREITAS (PARTE II)



O Livreiro/Leiloeiro Pedro de Azevedo vai realizar a partir de amanhã, em Lisboa, no Amazónia Lisboa Hotel [Trav. Fábrica dos Pentes, 12/20], a segunda parte do leilão da Biblioteca de Eugénio da Cunha e Freitas.

Neste catálogo estão descritas 650 lotes, que vão ser leiloadas ao longo de dois dias. Na segunda-feira, dia 13 de Dezembro, vão a leilão os lotes 1 a 350 e na terça-feira, 14 de Dezembro, vão os restantes desde 351 a 650.

No bem elaborado, ilustrado e descrito por Pedro de Azevedo, como é habitual, seleccionamos alguns títulos do catálogo que nos foi enviado:

5 – Álbum de costumes portugueses: cinquenta cromos copias de aguarellas originais/ de Alfredo Roque Gameiro, Columbano Bordallo Pinheiro, Condeixa, Malhoa, Manuel de Macedo, Rafael Bordallo Pinheiro e outros; com artigos descritivos de Fialho de Almeida, Júlio César Machado, Manuel Pinheiro Chagas, Ramalho Ortigão e Xavier da Cunha. – Lisboa: David Corazzi, 1888.

21 – ANNUARIO da Sociedade Nacional Camoneana-1º ano, 1881. – Porto. 317, [3] p.

25 – ARAGÃO, Maximiano de – Vizeu: apontamentos históricos. – Vizeu: Typ. Popular; Tipografia Sequeira, 1894-1936. – 6 vols. Em 3; 22 cm.

28 – ARQUIVO do Alto Minho: repositório de estudos e documentos regionais. – 1º volume [1ª série] a IV volume da 2ª série (s.d.[1945]-1965). – Viana do Castelo: s.n., s.d., [1945] – 1965. – 14 vols. Em 10; il.;

29 – ARQUIVO Histórico de Portugal/Directores José da Cunha Saraiva e António Machado de Faria. – Volume primeiro a volume V (1932-1950). – Lisboa: Bertrand (Irmãos), 1932-1950. 5 volumes.; il.; 24 cm.

30 – ARQUIVO LITERÁRIO/ Deffim Guimarães. – Vol. 1º, tomo 1 a vol. 4, tomo 16º (Outubro-Dezembro de 1922 a Janeiro - Junho de 1928). – Lisboa: Livraria Guimarães, 1922-1928. – 16 tomos; 24 cm.

32 – ARTE portuguesa: revista de archeologia e arte moderna/director literário Gabriel Pereira; director artístico E. Casanova; secretário da redacção D. José Pessanha. – Nº 1, ano I a nº 6, ano I (Janeiro a Junho de 1895). – Lisboa: E. Casanova, 1895. – 6 números em 1 vol. (144 p.): il.; 38 cm.

79 – CASTELO BRANCO, Camilo (ed. Lit.). – Cancioneiro alegre de poetas portuguezes e brazieleiros / commentado por Camillo Castello Branco. – Porto; Braga: Livraria Internacional, 1879. – XIX, 550 p.; 19 cm.

89 – CENACULO (O): revista contemporânea da litteratura portugueza (1875). – Lisboa: Typ. de Christovão Augusto Rodrigues, 1875. – 251, IV p.; 23 cm.

90 – CESAR, Vitoriano José. – Invasões Francesas em Portugal. – Lisboa: Typ da Cooperativa Militar, 1904-1908. – 2 vols. Em 1; 24 cm.

91 – CHAGAS, João; COELHO, Ex-Tenente. – História da Revolta do Porto de 31 de Janeiro de 1891: depoimento de dois cúmplices. – Lisboa: Empreza Democrática de Portugal, 1901. – IV, 470 p.; il.; 24 cm.

94 – CHRONICA moderna: revista illustrada do ano de 1881 / dirigida por Gervásio Lobato. – (1 de Janeiro a 31 de Dezembro de 1881) – Lisboa: Empreza Litteraria de Lisboa, 1881. – 416 p.; 23 cm.

112 – CONTEMPORANEO (O): livros, palcos, quadros, salas / redactores Gervásio Lobato, Pedro Vidoeira, Salvador Marques, Sousa Bastos. – Nº 1, 1º ano a nº 115, 8º ano (1875 a 1882), Lisboa: s.n., 1875-1882. – 115 números em 4 vols.; il.; 30 cm.

235 – LIVRO d’ouro da primeira viagem de S. M. El-Rei D. Manuel II ao norte de Portugal em 1908: chronica photographica por Carlos Pereira Cardoso; commentada por Joaquim Leitão, Marques Gomes e António de Azevedo. – Foz do Douro: Carlos Pereira Cardoso, 1909. – 194, [1] p.; il.; 33 cm.

321 – NAVARRO, Alberto (Visconde da Trindade). – Ensaios bio-bibliográficos. – Lisboa: Livraria Férin (depositária), 1961-1965. – 3 vols.; il.; 24 cm.

2ª Sessão, 14 de Dezembro de 2010-12-12

355 – PESSANHA, José Benedito de Almeida – Os Almirantes Pessanhas e sua descendência. – Porto: Imprensa Portuguesa, 1923. – 190, [2]; il.; 23 cm.

361 – PINHEIRO, Rafael Bordallo (il.) – Os Mutilados de Sacavém: os officiaes do seu regimento. – Lisboa: Typ. Castro Irmão, 1886. 16 p.; il.; 24 cm.

363 - PINHEIRO, Rafael Bordallo, Álbum das Glórias. – Nº 1 a 39 (Fevereiro de 1880 a Abril de 1902). – Lisboa: Typ. Editora, 1880-1902. – [33] p.; 34 litografias coloridas; 39 cm.

368 – PORTUGAL pitoresco: publicação mensal / sob a direcção de Augusto Mendes Simões de Castro. – Nº 1 a nº12 (Janeiro a Dezembro de 1879). – Coimbra: Imprensa da Universidade, 1879. – 12 números (192 p.) em 1 vol.; il.; 25 cm.

393 – REVISTA (A) / da “Solução Editora”/ Director Rogério de Figueiroa Rêgo. – nº 1 a 18. – Lisboa: Júlio de Sousa. 1929-1931. – 18 números em 1 vol. (350, [1] p.): il.; 27 cm.

434 – SECCO, António Luís de Sousa Henriques. – Mappa do Districto Administrativo de Coimbra, designando segundo a ordem alphabetica dos concelhos todas as freguezias de que estes se compõem, pela mesma ordem. Os oragos das mesmas freguezias. As distancias que há da cabeça destas à cabeça do concelho respectivo. Todas as povoações, casaes e quintas que pertencem a cada uma das freguesias. Os fogos que tem as mesmas povoações, casaes e quintas. – Coimbra: Imprensa da Universidade, 1854. [4], 118 p.; 22 cm.

435 - SECCO, António Luís de Sousa Henriques. – Memórias do tempo passado e presente para lição dos vindouros. – Coimbra: Imprensa da Universidade, 1880. – VIII, 804, [1] p.; 21 cm.

Conclui com um conjunto de manuscritos com elementos sobre vários concelhos, em espeical do Norte do País, Penafiel, Guimarães, Porto, Santo Tirso (muitos documentos), Viana do Castelo, Barcelos, Vila da Feira, Paços de Ferreira, mas também de Elvas, Santarém, Lisboa, Torres Vedras, entre muitas outras localidades.

Um evento a não perder pelos bibliófilos.

A.A.B.M.

AO PAÍS - MANIFESTO DA LIGA DOS ESTUDANTES REPUBLICANOS DE LISBOA



AO PAÍS - Manifesto da Liga dos Estudantes Republicanos de Lisboa, 5 de Outubro de 1927 [via Torre do Tombo]

NOTA: Em 1900 é constituída a Liga Académica Republicana [os associados reuniam-se nas instalações do jornal de Magalhães Lima, A Vanguarda], que publica (no dia 31 de Janeiro de 1901) o periódico "A Liberdade" [alguns colaboradores foram Magalhães Lima, Agostinho Fortes, Brito Camacho, França Borges, Heliodoro Salgado, João Chagas, Sampaio Bruno, Manuel Coelho, Mayer Garção, Alexandre Braga, Guerra Junqueiro, Celestino de Almeida, Jacinto Nunes], aparecendo como "Jornal dos Estudantes Livres" e com o subtítulo (1 de Maio de 1901) de "Diário Republicano Académico" [cf. Ana M. Caiado Boavida, "Tópicos sobre a prática politicas dos estudantes republicanos (1890-1931)", Análise Social, Vol. XIX, 77-78-79, 1983].

O Centro Republicano Académico de Coimbra data de 1906 e o Centro Democrático Académico de Lisboa, de 1909.

Em Abril de 1918 há lugar a uma reunião, convocada por uma "comissão de alunos da Universidade de Lisboa", visando fundar uma "Liga Republicana" [Liga Nacional da Mocidade Republicana] onde se possam congraçar ‘todos os republicanos da nova geração, com ou em filiação partidária’ [idem]. Curiosamente, em Coimbra os republicanos estão organizados no Bloco Académico Republicano e no Porto o trabalho era a "organização do respectivo Grémio Académico Republicano" [1918]. A luta contra a ditadura sidonista e a "arrogância dos monárquicos de todos os matizes" sobressaia. Porém as graves divisões entre os republicanos foram fatais.

Em Agosto de 1918 "ainda decorre a discussão do programa da Liga" e o jornal porta-voz da Liga Nacional da Mocidade Republicana, "A Mocidade", sai nesse mesmo ano [colaboram Nóbrega Quintal, João Camoesas]. Entretanto a Cruzada Nun'Álvares Pereira, formada por estudantes nacionalistas e conservadores, é fundada a 18 de Julho de 1918 [dela fazem parte o tenente João Afonso de Miranda]

Em 1924 procura-se formar a União da Mocidade Republicana, com José Rodrigues Miguéis (ligada à Seara Nova) como presidente.

A 9 de Abril de 1927 um "grupo de rapazes republicanos de Coimbra, mais ou menos dispersos e confundidos no seio dum grémio de estudantes de fama reaccionária, resolveram desfazer esse equívoco e definir, num momento notoriamente difícil da vida nacional, que coisa é o seu republicanismo e em que princípios basilares se sustenta uma consciência cívica de que se ufanam" [idem – texto publicado na Gente Nova, n.º 1, de 9 de Abril de 1927] relança as actividades do Centro Republicano Académico de Coimbra, a partir do jornal Gente Nova [1927-1928; lideram Carlos Cal Brandão, Paulo Quintela, Sílvio Lima, Vitorino Nemésio (que foi seu Presidente), Joaquim Cordeiro e colaboram no jornal José Rodrigues Migueis e António Sérgio (exilado em Paris)]. Entretanto os monárquicos e integralistas de Coimbra organizam-se à volta do periódico "A Ide’a Nova" [nº1, 8/12/1927; dir. Bento Caldas, José Adriano Pinto Coelho, António Quitério], defensor da "Igreja, da Pátria, da Ditadura Militar e da necessidade do Rei" [idem]

Em Dezembro de 1927 a Liga dos Estudantes Republicanos de Lisboa participa nas manifestações do dia da Restauração e em Maio de 1928 sai o mais importante jornal da academia republicana, "Liberdade" [1928-1933; participam Virgílio Marinha de Campos (dir.), Vasco da Gama Fernandes, Fernando de Morais Cabral, Alberto Pinto de Sousa, Carlos Bana, Serra Frazão], que no seu nº de 12 de Janeiro de 1933 aparece como "Semanário Republicano de Esquerda"]. No final do ano constitui-se o Batalhão Académico Anti-Fascista ou BAAF [dele faziam parte António Maldonado de Freitas, Asdrúbal de Aguiar, Heliodoro Caldeira, Teófilo Carvalho dos Santos, Alberto Pinto de Sousa, Vasco da Gama Fernandes]

Ainda em 1928, é reactivado o Centro Académico Republicano do Porto [entre eles estavam Emídio Guerreiro, Jaime Gouveia], que "publica o primeiro número do seu jornal", "Democracia", no dia do aniversário do 31 de Janeiro de 1891. A oposição republicana á Ditadura tornava forma.

Não por acaso, no ano lectivo de 1930-31 as "eleições nas três associações académicas do País são ganhas por estudantes republicanos" [em Lisboa a Direcção eleita era composta por Ernesto Carvalho dos Santos, Bernardino Machado Vaz, Heliodoro Caldeira, Eugénio Higgs Ribeiro e João de Brito Terenascf. Cristina Faria, As Lutas Estudantis contra a Ditadura (1926-1932), Colibri, 2000]. E acreditava-se num "retorno rápido à República liberal e parlamentar" [idem]. Curiosamente uma parte importante dos dirigentes que enquadravam as várias organizações de estudantes republicanos na luta contra a ditadura, nas três Academias do país, foi iniciada em lojas maçónicas, sendo as principais, a Loja Acácia e Rebeldia, ambas de Lisboa, a Loja A Revolta, de Coimbra, e a Loja Comuna, da cidade do Porto [sobre o assunto ver a obra citada de Cristina Faria, 2000].

J.M.M.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

HISTÓRIA A DEBATE EM SANTIAGO DE COMPOSTELA

Na próxima semana, entre os dias 15 e 19 de Dezembro de 2010, em Santiago de Compostela, vai realizar-se um importante colóquio sobre a ciência História, será o IV Congreso Internacional Historia a Debate. PROGRAMA GENERAL IV CONGRESO INTERNACIONAL HISTORIA A DEBATE History under Debate. L’histoire en débat 15-19 diciembre 2010 Santiago de Compostela LUGAR DE CELEBRACIÓN Facultades de Ciencias de la Comunicación y Filología Campus Norte de la Universidad de Santiago SESIONES SIMULTÁNEAS COORDINADOR Carlos Barros (Universidad de Santiago) SECRETARIO Israel Sanmartín (Universidad de Santiago) RESPONSABLE DE PRENSA Xan Pereira (Universidad de Santiago) COMISIÓN DE ORGANIZACIÓN Xiana Barros (European University Institute, Italia) Francisca Colomer (Centro de Profesores y Recursos, Murcia) Mariela Coudannes (Universidad Nacional del Litoral, Argentina) Antonio Duplá (Universidad del País Vasco) Flavia Pascariello (Universidad de Cádiz) Juan Manuel Santana (Universidad de las Palmas de Gran Canaria) Roberto J. González Zalacain (Universidad de La Laguna) O programa completo e detalhado deste colóquio pode ser consultado em http://www.h-debate.com/. O colóquio está dividido nas seguintes secções: I. OFICIO DE HISTORIADOR 1. Nuevas relaciones entre historiadores y fuentes 2. Innovaciones paradigmáticas 3. Nuevo paradigma educativo 4. Historiador, público y valores 5. Lo nuevo y lo viejo en teoría de la historia II. HISTORIOGRAFÍA 1. Escuelas del siglo XX, retos del siglo XXI 2. De las especialidades al debate general 3. Dos décadas de Historia a Debate 4. Redes y tendencias actuales 5. Historiografía de paradigmas 6. Historiografía y contextos políticos MESAS REDONDAS I. HISTORIA INMEDIATA A. El siglo de Obama B. Crisis 2008-2010 mirada histórica C. Gobernanza mundial, pasado y futuro D. Movimiento social global, pasado y futuro E. El estancamiento de Europa F. América Latina en transformación G. Historia y cambio climático H. Historia y justicia universal II. HISTORIA, SUJETOS, ESCRITURA I. El historiador de sí mismo J. Historia académica y ficción histórica K. Historiadores y memoria histórica L. Bolonia y enseñanza de la historia A página com os currículos dos palestrantes e respectivos textos ou resumos podem ser consultados AQUI(Ponencias aceptadas) Entre os portugueses que vão participar neste colóquio contam-se: Lia Nunes, José João Lucas, José Amado Mendes, António Manuel Hespanha e Fernando Rosas. Uma actividade a acompanhar com todo o interesse. A.A.B.M.

9 DE DEZEMBRO – "JOURNÉE DE LA LAICITÉ EN FRANCE"



"La France est une République Laïque. C'est à dire qu'elle reconnaît à tous ses citoyens:

1) la Liberté de Conscience: chacun a le droit de croire ou de ne pas croire, le droit de choisir en toute liberté une option spirituelle (religieuse, athée, agnostique) ou de n'en pas choisir
2) l'Égalité des options spirituelles ou philosophiques
3) l'Universalité de la Loi qui est la même pour tous et qui est soucieuse du seul intérêt général.

La Laïcité implique la neutralité de l'État qui ne doit privilégier aucune option spirituelle ou religieuse. Cela a été rendu possible en France par la loi du 9 décembre 1905 dite loi de séparation des églises et de l'État.

La Laïcité permet et impose de séparer sphère publique et sphère privée:

-dans la sphère publique ce qui rassemble les citoyens, hommes et femmes, à égalité de droits et de devoirs. On y trouve la justice, l'enseignement, la santé et la protection sociale, la sécurité et les autres services publics.
-dans la sphère privée ce qui peut diviser les citoyens: foi, convictions, particularismes. C'est le lieu de la liberté de conscience.

Cette séparation permet le Vivre Ensemble dans une société riche de la diversité de ses membres.

Pour construire la République Laïque, notre pays a mis en place l'École Publique, gratuite, obligatoire et laïque qui a pour mission de former les citoyens instruits, libres et responsables sans lesquels une Démocratie ne peut pas fonctionner.

En ce jour anniversaire de la promulgation de la loi de séparation des églises et de l'État, les organisations sous signées désirent attirer l'attention des Pouvoirs Publics, des Élus, des Collectivités, des Associations et de tous les Citoyens sur l'impérieuse nécessité de défendre chaque jour et partout le principe de Laïcité, les Services Publics et l'Ecole Publique, Laïque, Obligatoire et Gratuite.
A Niort le 9 décembre 2010


[ce texte a été conçu et approuvé par les représentants deux sèvriens des associations suivantes – ver AQUI]

Délégués départementaux de l'Education Nationale(DDEN)
Fédération des Conseils de Parents d'Elèves (FCPE)
Grand Orient de France
Libre Pensée des Deux Sèvres
Ligue de l'Enseignement
UNSA Education"

J.M.M.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

DIGITALIZADOS – REVISTAS & JORNAIS DO ESPÓLIO BERNARDINO MACHADO



A Fundação Mário Soares – que tem prestado um serviço público inestimável à cultura portuguesa – disponibilizou online um conjunto de publicações periódicas pertencentes ao espólio Bernardino Machado, doado pela família Machado Sá Marques, que aqui saudamos com especial estima e amizade.

Assim, no espólio online referente a Bernardino Machado, é possível encontrar um conjunto curioso de documentos – correspondência variada, fotos, desenhos, recortes de jornais, panfletos, notas & registos políticos, jornais e revistas -, que diz respeito:

- Actividade Pedagógica e Cultural;
- Actividades Políticas: antes de 1903; após 1903; Sidonismo; Exílios [do inventário, registemos alguma documentação referente ao período 1926-1942, em especial os testemunhos da Aliança Republicano-Socialista da Régua, um assinado pela Federação dos Anarquistas Portugueses Exilados, uma circular emitida pelo Diário da Noite (jornal republicano, 1932), outras provenientes do Mestre da Loja Cap. Areop. Montanha, Val. de Lisboa, de cunho maçónico];
- Agendas [trata-se de notas do punho de Bernardino Machado, com referências a diversos acontecimentos nacionais; em especial registe-se os relativos à revolta de Dezembro de 1917 e ao Sidonismo];
- Desenhos e Caricaturas [aponte-se, pelo seu carácter invulgar, o Caderno intitulado "Conheces-me? Concurso de Mascarados", retirado de um jornal, que apresenta um vasto número de caricaturas bem curiosas sobre alguns dos nomes sonantes da República];
- Documentos Pessoais;
- Fotografias [uma nos suscita a atenção, aquela que reproduz, num "verso de panfleto", os retratos de João Chaves, Maria Veleda e Machado Santos];
- Manuscritos & apontamentos avulsos [trata-se de diversos apontamentos tomados por Bernardino Machado no decorrer da sua vida política e social];
- Recortes/Jornais: conjunto apreciável de jornais e revistas, números únicos publicados, alguns raros, de importância para a bibliografia republicana, como, por exemplo:

31 de Janeiro (1910) / 5 de Outubro (1925) / A Bomba (Porto, 1912) / A Caveira (Lx, 1914) / A Comédia Portuguesa (1902) / A Farça (1910) / A Garra (1911) / A Nova Pátria (nº comemorativo da revolução de 31.JAN.1891 e da proclamação da República em 05.OUT.1910 e 1911) / A Paródia / A Raça (Abril 1930) / A Sátira (1911, ed.Stuart Carvalhais) / A Semana (1911, dir. Emílio Costa) / A Verdade (Janeiro 1934) / Charivari (1914) / Diário da Noite (1932) / Dó-Ré-Mi (1914) / Maria Rita (1932) / O Cidadão Soldado (1913) / O Clarim (1921) / O Despertar (1914) / O Espectro (1925, dir. Artur Leitão) / O Malho (revista brasileira) / O Matias (1913) / O Mundo (vários recortes) / O Sorvete (1898) / O Thalassa (alguns números) / O Vira (1906, direc. Alberto Costa) / O Zé (1910) / Os Pontos (1903) / Papagaio Real (1914, dir. Alfredo Lamas / Recortes diversos de jornais / Republica (numrs. espaciais comemorativos) / Repúblicas (jornal de 1884) / Varões Assinalados (1909).

consultar o espólio Bernardino Machado AQUI.

J.M.M.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

JACINTO SIMÕES (FILHO) 1925-2010 – PARTE II


No início de 1946, Jacinto Simões participa na fundação da Juventude Socialista Portuguesa [JSP], fazendo parte do seu directório inicial [com Manuel Sertório, João Prestes Salgueiro Filho, João Cardoso Ferreira, Alfredo de Sousa Pimentel, Mário Trigueiros, José Domingos de Abreu e Fernando Maia Lopes Correia – ver Susana Martins, Socialistas na Oposição ao Estado Novo, Casa das Letras, 2005, p. 59]. A JSP com outros agrupamentos socialistas vão dar origem à Aliança Socialista [AS] em Julho de 1949, visando a constituição de um Partido Socialista Unificado [ibidem, p. 63]. Tal, porém, não acontecerá.

Na eleição presidencial de 1949, Jacinto Simões apoia a candidatura oposicionista de Norton de Matos. No dia 8 de Janeiro desse ano integra a delegação juvenil que vai apresentar cumprimentos ao general e dar a sua adesão á candidatura [ver Diário de Lisboa, 9 de Janeiro de 1949].

Em 1952, pela mão de Vasconcelos Frazão, assistente do médico Luís Hernâni Dias Amado [Dias Amado, figura de relevo da oposição, foi um dos fundadores da União Socialista, do MUNAF e do MUD, enquanto na maçonaria, depois da sua iniciação em 1928, na Loja Madrugada nº 339 de Lisboa, atingiu altos cargos, tendo sido membro do Conselho da Ordem durante a clandestinidade e seu presidente de 1957 a 1974 – cf. A. H. Oliveira Marques, Dicionário de Maçonaria Portuguesa, vol. I], Jacinto Simões entrou para a Maçonaria, tendo adoptado o n.s. de Voltaire [cf. Casa 4, ibidem, p. 133]. A sua iniciação processa-se num "quarto andar da Av. Duque de Loulé" [ibidem], dado a ocupação do Grémio Lusitano, como resultado do decreto que extinguia a maçonaria. Jacinto Simões atingiu o grau 33 do REAA, pertenceu à Loja Simpatia e União, nº4 do REAA, da qual foi Venerável [Loja fundada em Lisboa em 1899 - resultante da fusão das lojas Simpatia e União Independente -, Capitular, Areopagita e Consistorial, uma das lojas que não abateu colunas durante a clandestinidade] e no GOL exerceu o cargo de Grão-Mestre Adjunto.

Jacinto Simões dedicou-se, com paixão, à sua profissão de médico nefrologista e "era um médico-sábio" [ler a homenagem que José Manuel dos Santos lhe fez nas páginas da revista Actual, Expresso de 13 Novembro de 2010]. Figura marcante e um dos iniciadores da hemodiálise em Portugal, foi "pioneiro no tratamento da insuficiência renal, por hemodiálise e transplante", exerceu medicina nos Hospitais Civis, foi professor universitário, tendo sido director clínico do Serviço de Nefrologia do Hospital de Santa Cruz, em Lisboa.

Era um homem de cultura, de tertúlias, "generoso e autoritário, pródigo e curioso, mordaz e caprichoso, sagaz e impulsivo" [José Manuel dos Santos, ibidem]. Curiosamente, acolheu em sua casa – ele, republicano e maçon – João Camossa, um seu amigo de escola e seu compadre, um rebelde "monárquico-anarquista-advogado-erudito-vagabundo", uma figura pública de grande encantamento, que pedindo-lhe para dormir lá em casa uma noite, por lá ficou trinta anos, até morrer.

Publicou os livros de poesia: "Latitudes" (1999), "Recaídas" (2001) e "Poemas Imprevistos" (2003).

Morreu no passado dia 7 de Novembro de 2010, em Lisboa.

J.M.M.

JACINTO SIMÕES (FILHO) 1925-2010 – PARTE I


Jacinto Simões (filho), aliás José Jacinto de Sousa Gonçalves Simões, nasceu em Lisboa a 1 de Novembro de 1925. Seu pai, Jacinto Simões, com agitada vida política, era um indefectível republicano, com participação nas lutas em defesa da República e contra a ditadura.

[Jacinto Simões (pai), nasceu na Figueira da Foz a 7 de Novembro de 1886, tirou o curso de oficial miliciano (em 1918, era alferes do Serviço de Administração Militar) e licenciou-se (1920) em Direito [cf. Grande Enciclopédia Luso-Brasileira]. Republicano e maçon [cf. Jacinto Simões, in Pedro Manuel Pereira & António Neves Pereira, Casa 4 A Loja dos Grão-Mestres Sympathia e União 1859-2009, p.127], participa nas forças republicanas que combateram a revolta monárquica de 1919, em Monsanto e no Norte do País. Entre 1921 e 1926 é administrador do Porto de Lisboa [cf. Gr. Enc. Port-Bras.]. Com o pronunciamento militar de 28 de Maio de 1926, de Gomes da Costa, que põe termo à I República e estabelece a ditadura, Jacinto Simões (pai), conspira e na sequência da malograda revolta do Castelo (revolta dos Caçadores 7, no Castelo de S. Jorge, do dia 20 de Julho de 1928) é preso (ver Diário de Lisboa, 21 de Julho de 1928, capa) e enviado (em 1929?) para o exílio em Angola (cf. Casa 4, ibidem). Foge para França (1931?) e em Paris convive com os exilados políticos, Raul Proença, Jaime Cortesão, António Sérgio, Agostinho da Silva, ao mesmo tempo que frequenta os cursos livres de Sociologia, Filosofia e Direito Público na Sorbonne. Regressa a Portugal em 1933 (?Nota: nas escassas obras por nós consultadas, Casa 4 e Gr. Enc. Port-Bras., as datas, quer da sua ida para Paris, quer do seu regresso do exílio, não são coincidentes, o que levanta inúmeros problemas), e "exerce funções na Real Companhia Vinícola do Norte de Portugal entre 1933 e 1936" (cf. Gr. Enc. Port-Bras.). Fez parte (Dezembro de 1943) da Comissão Executiva do MUNAF (juntamente com Piteira Santos, Bento de Jesus Caraça, José Magalhães Godinho, Francisco Ramos da Costa, José Moreira de Campos e Manuel Serra), que era presidido pelo general Norton de Matos e participa (após a célebre reunião política de 8 de Outubro de 1945 no Centro Escolar Republicano Almirante Reis) na constituição do MUD, fazendo parte da sua Comissão Central. Agastado pela divisão entre os oposicionistas, durante a campanha de Norton de Matos, decide abandonar a "política activa", regressando á Escola Veiga Beirão e exercendo a advocacia. Colaborou em várias publicações, como a Seara Nova, O Povo de Viana de Castelo e A Luta. Apoiou, ainda, a campanha de Humberto Delgado. Morre em Lisboa a 12 de Novembro de 1958]

Após completar os estudos liceais no liceu Camões, em 1943, Jacinto Simões (filho) ingressou na Faculdade de Medicina de Lisboa, participa no associativismo estudantil e conclui a licenciatura, em 1949, com 18 valores. Em 1946, Jacinto Simões entra para o MUD Juvenil e, no seu 4º ano de curso, é membro da Comissão Nacional Estudantil do MUDJ. Na data colabora na revista Seara Nova, "pela mão de Câmara Reis que tinha sido seu professor do liceu Camões" [cf. Casa 4, ibidem, p. 130].

[continua]

J.M.M.

domingo, 5 de dezembro de 2010

REVISTA ESTUDOS DO SÉCULO XX E OUTROS COMBATES PELA HISTÓRIA

Vão ser apresentadas no próximo dia 7 de Dezembro, pelas 18 h, no Foyer do Teatro Académico Gil Vicente, o número 10, da Revista de Estudos do Século XX e Outros Combates pela História. O presente número da revista esteve subordinado ao tema "Crises do século" e foi coordenado pela Prof. Doutora Manuela Tavares Ribeiro e vai ser apresentada pelo Doutor Luís Bigotte Chorão. Quanto à obra Outros Combates Pela História, vai ser apresentada pelo Doutor Sérgio Campos Matos. Uma actividade a acompanhar com todo o interesse. A.A.B.M.

ENCRUZILHADAS - MANUEL TEIXEIRA GOMES, LUZ E SOMBRA NO HORIZONTE INCERTO

Na próxima sexta-feira, dia 10 de Dezembro, no Auditório do Museu de Portimão, vai realizar-se o colóquio Encruzilhas - Manuel Teixeira Gomes: Luz e Sombra no Horizonte Incerto, que conta com a coordenação científica do Prof. José Manuel Tengarrinha. Afirma-se na nota informativa deste colóquio: O Colóquio Manuel Teixeira Gomes, Luz e Sombra no Horizonte Incerto, é um importante encontro científico que vai juntar alguns dos melhores investigadores em História Contemporânea e que contribuirá para lançar luz sobre a participação de Manuel Teixeira Gomes neste período crucial para o nosso país que cobre os últimos anos da Monarquia, a implantação da República, a participação de Portugal na Grande Guerra e as complexas negociações que levaram à Paz; e igualmente a instabilidade política e as vicissitudes dos governos da Primeira República, nomeadamente os do mandato presidencial do escritor e diplomata portimonense. Participam no colóquio: - Fernando Rosas: Teixeira Gomes e a Nova República do pós-guerra - Maria João Raminhos Duarte: Teixeira Gomes e a Oposição ao Estado Novo - António Ventura: A Maçonaria e a I República - Duarte Ivo Cruz: Manuel Teixeira Gomes e as negociações do Tratado de Versalhes (1919) - Isabel Nobre Vargues: O jornalista Norberto Lopes e o cidadão de Bougie, Teixeira Gomes: um encontro no exílio e um estudo para a história e memória política e cultural da República - Fernanda Rollo: A República e o Desenvolvimento - Mostafa Zekri: Mediterrâneo e Mediterraneidade - António Valdemar: Temporalidade e Intemporalidade de Manuel Teixeira Gomes No final do colóquio, proceder-se-á à apresentação da obra Portimão e a Revolução Republicana, coordenada pelo Prof. José Tengarrinha. A.A.B.M.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

A REPÚBLICA - A LUTA E O MOVIMENTO DE MULHERES

Vai realizar-se amanhã, dia 4 de Dezembro, a partir das 15.30 h, na Biblioteca Municipal António Ramos Rosa, em Faro, um debate organizado pelo Movimento Democrático de Mulheres (MDM), subordinado ao tema A República - A Luta e o Movimento de Mulheres. Participam neste evento, conforme se pode verificar no convite acima, Ana Paula Zeverino, Maria João Raminhos Duarte e Dulce Rebelo. Uma actividade a não perder. A.A.B.M.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

FIGUEIRA DA FOZ - "A MAÇONARIA E A IMPLANTAÇÃO DA REPÚBLICA EM PORTUGAL"



EVENTO: Apresentação do livro "A Maçonaria e a Implantação da República em Portugal", de Pedro Ramos Brandão & António Chaves Fidalgo (Casa das Letras);

DIA: 4 de Dezembro (16,30 horas);
LOCAL: Auditório Municipal da Figueira da Foz;
ORGANIZAÇÃO: Divisão da Cultura do Município da Figueira da Foz/ Biblioteca Pública Municipal Pedro Fernandes Tomás.

J.M.M.

AS MULHERES E A REPÚBLICA



Vai realizar-se, no dia 3 de Dezembro, no Museu da Guarda, pelas 21 horas, uma tertúlia entre os investigadores João Esteves (moderador), Natividade Monteiro e Regina Tavares da Silva.

Na organização destas tertúlias republicanas estão Helena Carvalhão Buescu e Maria Alexandre Lousada.

João Esteves, investigador reconhecido sobre a questão da mulher, das organizações por elas criadas durante a República e também autor do blogue Silêncios e Memórias , tal como Natividade Monteiro que tem dedicado a sua investigação a algumas das mulheres importantes na causa republicana como Maria Veleda. Por seu lado, Regina Tavares da Silva, também ela com obra publicada sobre o tema, em especial a A Mulher: Bibliografia Portuguesa Anotada (Monografias, 1518-1998) com inúmeras referências bibliográficas sobre autoras e autores que publicaram sobre a mulher.

Uma actividade que o Almanaque Republicano não pode deixar de recomendar a todos os seus ledores.

A.A.B.M.