quarta-feira, 31 de outubro de 2012

O MARQUÊS DE POMBAL E O TERRAMOTO DE 1755


CONFERÊNCIA:  "O MARQUÊS DE POMBAL E O TERRAMOTO DE 1755"

DIA: 8 Novembro 2012 (21,30 horas);
LOCAL: Palácio do Egipto (Oeiras).

ORADORES: Francisco Moita Flores | Eng. Carlos de Sousa Oliveira;
ORGANIZAÇÃO: Luchapa.

J.M.M.

terça-feira, 30 de outubro de 2012

XV JORNADAS HISTÓRICAS DE SEIA: HISTÓRIA E ALIMENTAÇÃO


Vão realizar-se nos próximos dias 15, 16 e 17 de Novembro, as XV Jornadas Históricas de Seia subordinadas ao tema: História e Alimentação - saberes, cheiros e sabores, com coordenação científica do Professor Fernando Catroga.

Ao longo de três dias vão discutir-se os problemas das alterações na alimentação ao longo do tempo.

Entre os investigadores que vão apresentar as suas comunicações contam-se: Maria Helena da Cruz Coelho, Rui Cascão, Paula Barata Dias, José Sobral, Albano Figueiredo, Gonçalo Reis Torgal, Álvaro Garrido, Fernanda Cravidão entre outros.

O programa completo das jornadas pode ser consultado AQUI.

Um evento também creditado pelo CCPFC/ACC com 1 crédito para todos os docentes do Ensino Básico e Secundario.

A.A.B.M.

ENCONTROS DE OUTONO 2012 EM FAMALICÃO


Realizam-se, no próximo mês de Novembro, nos dias 23 e 24, em Famalicão, a nova edição dos Encontros de Outono.

O tema principal deste ano é  A Agricultura Portuguesa. Da regeneração oitocentista ao século XXI e conta com a participação de alguns investigadores e especialistas como: Aurélio de Oliveira, Helder Adegar da Fonseca, Bernardino Ferreira da Cunha, Fátima Nunes, Isabel Mariano Ribeiro, Teresa Nunes, António José Queiroz, Fernando Rosas, Luciano Amaral, Fernando Oliveira Baptista, Arlindo Cunha, António José Girão, José Martino e Cláudio Torres.

O programa dos Encontros poder ser consultado AQUI.

No blogue do Dr. Manuel Sá Marques também pode ser encontrada informação útil sobre a ligação de Bernardino Machado à agricultura AQUI.

Um evento que está a tentar ser creditado para os grupos docentes de História (grupos 200 e 400); Geografia (420); Economia (430); de Biologia e Geologia (230 e 520).
(15h = 0,6 créditos)
 .


A acompanhar com toda a atenção.

A.A.B.M.

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

CONFERÊNCIA: "PORTUGAL E O HOLOCAUSTO"


CONFERÊNCIA:  "PORTUGAL E O HOLOCAUSTO. APRENDER COM O PASSADO, ENSINAR PARA O FUTURO"

DIAS: 29 a 30 Outubro 2012;

PROGRAMA E ORADORES LER AQUI

"O objectivo desta conferência é contribuir para o aumento do conhecimento académico e promover a compreensão do Holocausto e do papel de Portugal durante esse período da História bem como apoiar o ensino do Holocausto em Portugal"

"Devemos contar aos nossos filhos, mas, mais do que isso, devemos ensiná-los. Porque lembrança sem determinação é um gesto vazio. A consciência sem acção não altera nada. Neste sentido, "nunca mais" é um desafio para todos nós - para fazermos uma pausa e reflectirmos". [Presidente Barack Obama, Abril de 2012]

J.M.M.

MANUEL TEIXEIRA GOMES


"A 18 de Outubro de 1941 morre em Bougie, na Argélia, onde se havia exilado depois de resignar ao cargo, o 7º Presidente de Portugal, Manuel Teixeira Gomes.

Em 1950, no aniversário da sua morte o corpo é trasladado para a cidade de Portimão de onde era natural, numa cerimónia a que assistiram as suas duas filhas".

via Museu da Presidência da República Facebook

J.M.M.

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

JOÃO VILLARET: UMA DELÍCIA POUCO CONHECIDA


David Ferreira a contar de 25 Out 2012 - RTP Play - RTP

Hoje, pela manhã, ouvi na rádio e não podia deixar de partilhar pela mensagem.

David Ferreira apresenta-nos alguns detalhes que envolveram as obras de construção do Metro em Lisboa e como a Censura da época deixou passar a letra de uma música com críticas claras ao regime vigente: Salazarismo (1956).

São só 5 min. de audição.

Uma pequena delícia.

A.A.B.M.

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

CENTENÁRIO DA "UNIÃO DAS MULHERES SOCIALISTAS"


CENTENÁRIO DA FUNDAÇÃO DA “UNIÃO DAS MULHERES SOCIALISTAS

CONFERÊNCIA: "Elas e as Outras";
ORADORA: Isabel Lousada (CESNOVA-FCSH-UNL);
DIA: 31 de Outubro (19 horas);
LOCAL: Biblioteca-Museu República e Resistência Grandella (Estrada de Benfica, , Lisboa);
ORGANIZAÇÃO: CMLisboa | BLX | VITRIOL | CESNOVA.

J.M.M.

DA REPÚBLICA AO ESTADO NOVO: CONFERÊNCIA


Realiza-se amanhã, 25 de Outubro de 2012, na Biblioteca Museu República e Resistência - Espaço Grandela, a conferência do Professor António Ventura: Da República ao Estado Novo, integrada no ciclo Ferramentas para a Cidadania que tiveram lugar durante o mês de Outubro.

Esta iniciativa está prevista começar pelas 18.30h.

Um evento a acompanhar com toda a atenção.

A.A.B.M.

PEÇA DO MÊS NO MUSEU DA ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA

Está patente no Museu da Assembleia da República, como peça do mês de Outubro, o busto da República, feito pelo escultor Francisco Santos.

As restantes peças do Museu do Parlamento podem ser consultadas AQUI.

A.A.B.M.

BERNARDO MARQUES: COMO DIRECTOR ARTÍSTICO DAS REVISTAS "PANORAMA", "COLÓQUIO" E "LITORAL"

Realiza-se amanhã, 25 de Outubro de 2012, na Sala do Espelho, na Hemeroteca Municipal de Lisboa, pelas 18 horas, a conferência que se encontra em epígrafe.

O conferencista é Jorge Silva (Designer Gráfico).

Esta conferência insere-se no ciclo evocativo dos 50 anos da morte de Bernardo Marques.

Com os votos do maior sucesso.

A.A.B. M.

terça-feira, 23 de outubro de 2012

EVOCAÇÃO DE ADELINO DA PALMA CARLOS

Vai realizar-se na Biblioteca Museu República e Resistência- Espaço Cidade Universitária um conjunto de cerimónias que evocam o 20º aniversário do falecimento do Professor Adelino da Palma Carlos.

No próximo dia 25 de Outubro de 2012, pelas 18 horas, procede-se à abertura deste ciclo evocativo que termina a 8 de Novembro de 2012.

A evocação é composta de depoimentos de diversas personalidades, de conferências e de exposições conforme se pode verificar pelo cartaz acima exposto.

As duas conferências serão proferidas pelos professores Luís Bigotte Chorão e Maria Inácia Rezola.

A acompanhar com toda a atenção.

A.A.B.M

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

HISTÓRIA DA REVOLUÇÃO FRANCEZA


LUIZ LANC - "HISTÓRIA DA REVOLUÇÃO FRANCEZA" [Ornada de 600 gravuras executadas pelos mais distinctos artistas, sobre desenhos de H. de la Charlerie. Traducção de Maximiano Lemos Junior], Porto, Lemos & Cª — Editores 1889-1891, IV vols.

O livro que se vae ler foi, durante dezoito annos, a occupação, o encanto e o tormento da minha vida. Como muitos outros, poderia eu conciliar o favor do maior numero, parecendo adorar os que o mundo adora e vilipendiando todos os que elle vilipendiou. Teria podido cortejar com proveito, por uma ostentação d’admirações banaes e odios já feitos, o que alguns chamam a cinsciencia publica. Mas o que governa os meus pensamentos e ordena a minha palavra não é a vossa consciencia ou a d’elles: é a minha. Para quem ama a verdade com um amor digno d’ella, que importa a opposição da terra inteira, se, a respeito de qualquer ponto, toda a terra se engana ou mente? Um homem honesto só tem medo de si próprio.(...)

via IN-LIBRIS

J.M.M.

domingo, 21 de outubro de 2012

DAVID MAGNO (Parte III)


Anos mais tarde surgiram as críticas e as insinuações à sua acção no campo de batalha pelo que pediu para ser julgado. Durante o julgamento feito por cinco juízes, no Tribunal Militar Territorial do Porto, estes acabam por confirmar a relevância dos serviços prestados por David Magno. Um dos responsáveis pelas acusações feitas foi o coronel Bento Roma, que numa conferência pública feita na Escola do Exército, em 1921, quando era precisamente Bento Roma que era acusado de, durante os dias de combate em Abril de 1918, não ter dado ordem de tiro aos soldados da sua companhia. Como já se viu David Magno foi ilibado das acusações, mas a Bento Roma que o atacou publicamente também nada aconteceu.

Ainda em França presta serviço como ajudante na 4ª e 5ª brigadas e como ajudante de campo do general comandante da segunda divisão do Corpo Expedicionário Português, e, finalmente, como comandante do Quartel General, função por onde veio a receber outra condecoração, a da Cruz de Cristo, com palma.

Mais tarde, na sequência da revolta de 3 de Fevereiro de 1927 foi deportado para o Sul de Angola, tendo antes passado pelos Açores e Guiné. Reabilitado foi promovido a major e em 14 de Março de 1932, mas optou por passar à situação de reserva.

Paralelamente à sua carreira militar exerceu intensa actividade literária, sendo autor de diversas obras, algumas das quais escritas com base na sua experiência de guerra, para além de ter sido membro da Sociedade Portuguesa de Antropologia e Etnologia, da Revista Militar e da Comissão de História Militar.

Colaborador regular da imprensa desde os 15 anos. Conhecem-se as suas colaborações nas seguintes publicações: O Lamecense, Progresso, Bracarense, Exército Ilustrado (1898), Exército Português, Revista Militar, Boletim da Sociedade de Geografia e Luz e Crença.

David Magno foi casado com Antónia Augusta da Costa de quem teve duas filhas. Porém, elas faleceram muito novas. Teve também um filho Júlio David José Gonçalves Magno, médico, que exerceu a sua actividade na cidade do Porto, e mais tarde na cidade de Lamego, onde era muito estimado.

David Magno faleceu em Lamego em 30 de Setembro de 1957, existindo ainda na freguesia de Almacave, uma rua com o seu nome, além de uma outra rua, no Porto, também com o seu nome. Em 1960 foi publicado David Magno: o "Mutu-Ua 'Nguzu" da occupação de Caculo Caenda, capital dos Dembos, herói de les lobes (Flandres), uma homenagem ao combatente em África e na Grande Guerra.

Localizaram-se os seguintes trabalhos deste autor:
- Crónicas do Minho, 1895;
- “Relatórios dos serviços militares do Lombige” (Governo Geral da Província de Angola), Relatórios. 1910, Luanda. A actividade de um capitão-mor astuto nos Dembos.
- Monografia da Região dos Dembos, 1912;
- “A ocupação dos Dembos”, Revista Militar, Ano LXVI, nº 9, Setembro de 1914. Como apoderar-se dos Dembos segundo Magno.
- A sublevação dos Dembos de 1913,  Dembos - povos de Angola, Boletim da Sociedade de Geografia de Lisboa. - Série 34, nº 10-12 (1916), p. 332-356 - Série 35, nº 1-3 (1917), p. 60-77 - nº 4-6 (1917), p. 106-131
- Os Dembos nos anais de Angola e Congo,  Lisboa, Coelho da Cunha, Brito & Cª, 1917. - 121 p.
- Livro da Guerra de Portugal na Flandres, 1920;
- Etnografia dos Dembos, Porto, Imprensa Portuguesa, 1921. - 43 p.
- “A música no Exército” in Revista Militar, Lisboa, vol.75, nº 12, 1926.
- A situação portuguesa, Porto, Companhia Portuguesa Editora, 1926. - 325 p. : il. ; 19 cm
Resumo Histórico do Regimento de Infantaria n.º 9, Lamego, 1930.
- Guerras angolanas, Porto, Companhia Portuguesa, 1934. - 106 p.
- Descobrimentos e Sacrifícios dos Portugueses no Império e no Mundo,

BIBLIOGRAFIA CONSULTADA:
- AFONSO, Aniceto, Grande Guerra. 1914-1918, col. Batalhas da História de Portugal, Quid Novi, Matosinhos, 2006;
- FRAGA, Luís Alves, Guerra & Marginalidade. O Comportamento das Tropas Portuguesas em França (1917-1918), Col. História Militar, Prefácio, Lisboa, 2003;
-Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira, vol. VIII, Editorial Enciclopédia, Lisboa-Rio de Janeiro, s.d., p. 935;

[FOTO: Ambleteuse, 05/07/1918 - 1ª.Cruz de Guerra da Batalha de La-Lys - General Tamagnini de Abreu condecora David Magno o paladino da resitência de 9,10 e 11 de Abril e protagonista da acção militar de Les Lobes, extraída da publicação já mencionada na Parte II]


A.A.B.M.

LEILÃO DE LIVROS DE JOSÉ F. VICENTE

A partir de amanhã e até quarta-feira, entre 22 e 24 de Outubrode 2012, a firma José F. Vicente Leilões, vai levar a efeito um IMPORTANTE LEILÃO DE LIVROS, MANUSCRITOS, FOTOGRAFIA, GRAVURA, DESENHO E PINTURA. Este leilão vai realizar-se no Palácio da Independência, no Largo de São Domingos, em Lisboa, a partir das 21horas e apresenta um conjunto de 1440 lotes.

Apesar dos tempos não serem muito favoráveis para estes eventos, os apaixonados pelos livros, gravuras e fotografias muitas vezes não conseguem resistir a algumas peças que são apresentadas. Entre muitas peças de merecimento salientamos um conjunto de fotografias e gravuras, em particular sobre assuntos africanos, uma camiliana apreciável e um conjunto de revistas e jornais do século XIX e XX pouco vulgar e certamente procuradas por muitos apreciadores. Realizamos uma análise ao catálogo e seleccionamos algumas espécies que sugerimos aos nossos ledores que a seguir apresentamos:

022 ALMEIDA, António José de. - EM HONRA DOS SOLDADOS DESCONHECIDOS. Discursos. Na sala e no átrio do Palácio do Congresso, em 7 de Abril de 1921. Lisboa. Imprensa Nacional. 1921. In-4º de 27 págs. Enc.
Pouco vulgar. Encadernação modesta.

071 ARQUIVO NACIONAL. Director: Rocha Martins. Editor: Américo de Oliveira. Ano I - Nº 1. Lisboa. 15 de Janeiro de 1932 (ao Ano XI - Nº 522. 7 de Janeiro de 1942). 522 Números. In--Fólio. Encs. em 11 Vols. Colecção completa. Repositório da vida nacional, relatando tudo o que de importante se passou em Portugal e no Mundo, no campo das artes, literatura, história, etc. Encadernações uniformes em tela. Bem conservados.

073 ARTE. Archivo de obras de arte. Director e Gravador: Marques Abreu. 1º Anno - 1905 (ao Anno VIII. 1912). Porto. 1905 (a 1912). 8 Anos. Encs. em 2 Vols.
Colecção completa desta Rara publicação. Edição luxuosa, ilustrada com centenas de gravuras que representam desenhos, esculturas, monumentos, pinturas, etc. Encadernações mais recentes em sintético, com ferros a ouro nas lombadas
e pastas.

259 CATALOGUE DE LA BIBLIOTHÈQUE DE MM. FERNANDO PALHA. Première Partie (a Quatrième Partie). Lisbonne. Imprimerie Libanio da Silva. 1896. 4 Partes. Encs. em 2 Vols. Brs. Catálogo precioso. Colecção completa.

279 CLARO, António. - MEMÓRIAS DE UM VENCIDO... que são a pintura fiel, quanto possível, das minhas recordações desde 1882 a 1921. Porto. Livraria e Imprensa Civilisação - Editora. 1924. In-8º de 258, [1] págs. Enc. De grande importância para a história académica e política da época. Encadernação meia de pele. Com capas.

300  CONTEMPORANEA. Grande Revista Mensal. Director: José Pacheco. Números 1, 2 e 3. Lisboa. Oficinas: Imprensa Libânio da Silva. 1922. 3 Nos. In-4º Encs. em 1.
São apenas os números 1 a 3 desta rara revista de índole modernista de que se publicaram 13 números. Ilustrados no texto e em separado. Bem conservados. Encadernação inteira de pele. Conservam as capas de brochura.


503  FRANÇA, José Augusto. - A ARTE EM PORTUGAL NO SÉCULO XIX. Volume I - Primeira Parte (1780-1835) e Segunda Parte (1935-1880). Volume II - Terceira Parte (1880-1910) e Quarta Parte (depois de 1910). Lisboa. Livraria Bertrand. 1966. 2 Vols. In-8º Encs. Primeira edição. Profusamente ilustrados a negro e a cores. Encadernações editorias em tela, com as sobre-capas.

506 FRANÇA, José Augusto. - ZÉ POVINHO NA OBRA DE RAFAEL BORDALO PINHEIRO. 1875/1904. 120 estampas seleccionadas nas publicações: A Lanterna Mágica. O António Maria. Pontos nos II A Paródia. Álbum de Glórias. Design Gráfico de José Cândido. Lisboa. Livraria Bertrand. 1975. In-4º de 121 págs. Cart. Comemorativa do Centenário. Cartonagem editorial

597  HISTÓRIA DA LITERATURA PORTUGUESA ILUSTRADA. Publicada sob a direcção de Albino Forjaz de Sampaio. Volume Primeiro (ao Volume Terceiro). Paris-Lisboa. 1929 (a 1932). 3 Vols. In-4º. Encs. Edição monumental, impressa sobre papel couché e ilustrada com centenas de gravuras, no texto e em separado, algumas a cores. Encerra colaboração de Afonso Lopes Vieira, Fidelino de Figueiredo, Fortunato de Almeida, José Joaquim Nunes, José Leite de Vasconcelos, Amzalak, Reinaldo dos Santos, Vitorino Nemésio, Damião Peres, etc., etc. Encadernações editoriais em tela com ferros a ouro e a seco nas lombadas e pastas. Colecção com falta do volume 4º publicado anos mais tarde. Assinatura de antigo proprietário nos anterrostos. Bem conservados.

598 HISTÓRIA DE PORTUGAL. Edição monumental. Comemorativa do 8º Centenário da Fundação da Nacionalidade. Profusamente ilustrada e colaborada pelos mais eminentes historiadores e artistas portugueses. Direcção literária de Damião Peres. Direcção artística de Eleutério Cerdeira. Volume I (ao Volume VII + 2 Suplementos e Índices). Barcelos. Portucalense Editora. MCMXXVIII (a MCMLXXXI). 10 Vols. In-8º Encs.Colecção completa. Contém o volume de Franco Nogueira, História de Portugal. 1933:1974. II Suplemento, publicado em 1981. Ilustrada no texto e em separado a negro e a cores. Encadernações editoriais inteiras de pele.

617 IN MEMORIAM DE CAMILLO. Coordenado por E. A. e V. A. Direcção artística de Saavedra Machado. Lisboa. Casa Ventura Abrantes. MCMXXV. In-Fólio de [8], 851, [4] págs. Br. Encerra colaboração valiosa. Profusamente ilustrado. Bem conservado.

618 IN-MEMORIAM DE HENRIQUE MARQUES. 1859-1933. Organizado por seus filhos. Lisboa. 1934. In-4º de 218 págs. Enc. Valioso livro de memórias deste famoso editor e livreiro. Muito ilustrado. Encadernação em meia de pele. Com capas.

619 IN MEMORIAM DE JOSÉ RÉGIO. Porto. Brasília Editora. 1970. In-8º de 558, [1] págs. Br. Encerra colaboração de Adolfo Casais Monteiro, Agustina Bessa Luis, Alberto de Serpa, Ana Hatherly, Couto Viana, Fernando Namora, Jorge de Sena, José-Augusto França, Natália Correia Ruy Belo etc. Ilustrado.

652  JURISCONSULTOS PORTUGUESES DO SÉCULO XIX. Volume I (e Volume II). Direcção e colaboração de José Pinto Loureiro. Lisboa. Edição do Conselho Geral da Ordem dos Advogados. 1947 (e 1960). 2 Vols. In-4º Brs. Colaboração de Alberto Martins de Carvalho, Alfredo Ary dos Santos, Guilherme Braga da Cruz, Paulo Merêa, Adelino da Palma Carlos, Cabral Moncada, João Gaspar Simões, etc. Bem conservados. 

809 MARQUES, A. H. de Oliveira. - AFONSO COSTA. Lisboa. Editora Arcádia. 1972. In-8º de 429 págs. Br. Da colecção A Obra e o Homem. Ilustrada extra--texto. Assinado pelo autor. Exemplar manuseado

839 MARTINS, Rocha. - PIMENTA DE CASTRO. Lisboa. Oficinas Gráficas do "A B C". In-4º de 319, [1] págs. Enc. Biografia importante. Rara. Profusamente ilustrada. Encadernação moderna em material sintético. Conserva as capas de brochura.

841  MARTINS, Rocha. - VERMELHOS, BRANCOS E AZUIS. Homens de estado, homens de armas homens de letras. (Portugal dos nossos dias). Lisboa. Vida Mundial Editora. 1948 (a 1951). 4 Vols. In-4º Encs. Colecção completa. Publicada primitivamente em fascículos. Revestidos de boas encadernações meias de pele.

864 MESQUITELLA, D. Bernardo da Costa. - MARINHEIROS DE PORTUGAL. Lisboa. Portvgalia Editora. 1923. In-8º de 302, [2] págs. Enc. Com cartas-prefácio de Gago Coutinho e Sacadura Cabral. Com ilustrações do Comandante Pinto Basto,Capitão Menezes Ferreira e Carlos da Moita e Silva. Encadernação meia de pele. Sem capas. Assinatura no frontispício.

894  MUSEU ILLUSTRADO. Album Litterario. Sociedade Athena. Director geral: David de Castro. Administrador: Arnaldo Rocha. Primeiro Anno. Porto. Typographia Commercial Portuense. 1878. In-4º de [4], 312 págs. Enc. É apenas o primeiro dos dois volumes publicados desta importante obra. Encerra colaboração de Antero de Quental, Alberto Pimentel, Camilo Castelo Branco, Eça de Queiroz, Tomás Ribeiro, etc. Ilustrado com o retrato dos colaboradores e estampas extra-texto, abertas a aço. Encadernação moderna meia de pele.

936  NOTAS SOBRE PORTUGAL. Volume I (ao Volume II). Lisboa. Imprensa Nacional. 1908. In-4º 2 Vols. Encs.Edição apresentada à Exposição Nacional do Rio de Janeiro em 1908. Colaboração de António Arroio, Joaquim de Vasconcelos, João Barreira, Ernesto Vieira, etc. Bons exemplares. Ilustrada com mapas a cores extra-texto e fotogravuras no texto. Boas encadernações meias de pele. Conservam as capas de brochura.

941 OCCIDENTE (O). REVISTA ILLUSTRADA DE PORTUGAL E DO ESTRANGEIRO. Anos de 1880, 1881 e 1882. Lisboa. 1881 (a 1882). 3 Vols. In-4º Encs. Encadernações editoriais com defeitos. Ilustrados.

965  PAIS, Sidónio. - DISCURSO PRONUNCIADO PELO PRESIDENTE DA REPUBLICA PORTUGUESA DR. SIDONIO PAES, NA CAMARA MUNICIPAL DE LISBOA, NO ACTO DA SUA PROCLAMAÇÃO. Lisboa. Impressão Africana. S. data. 1 Folha. In-Fólio.

1009  PIMENTEL, Alberto. - FIGURAS HUMANAS. Lisboa. Parceria António Maria Pereira. 1905. In-8º de 199, [1] págs. Enc. Edição primeira. Encadernação editorial em tela.

1025 PINHEIRO, Rafael Bordalo. - ÁLBUM DAS GLÓRIAS. Textos de João Rialto, João Ribalto e outros. Edição fac-similada do original. Prefácio de José-Augusto França. Lisboa. Mores Editores. 1969. In-4º [12] págs. e 39 Estampas. Enc. Edição numerada. Encadernação editorial em tela. Bom exemplar.

1026 PINHEIRO, Rafael Bordallo. - RAPHAEL BORDALLO PINHEIRO. I - O CARICATURISTA Desenhos escolhidos por Manuel Gustavo Bordallo Pinheiro. Com um estudo de Manoel de Sousa Pinto. Lisboa. Livraria Ferreira. 1915. In--4º de LXXXVII, 155 págs. Enc. Muito ilustrado. Pouco frequente. Encadernação meia de pele, com capas.

1109  REVISTA CONTEMPORANEA DE PORTUGAL E BRAZIL. Primeiro Anno. 1 de Abril de 1859 (ao Volume V). Lisboa. Typographia do Futuro. 1859 (a 1865). 5 Vols. In-4º Encs. Encerra colaboração valiosa, sendo de destacar a de Camilo Castelo Branco. Ilustrados com retratos dos escritores mais destacados da época, entre os quais Camilo e gravuras reproduzindo trabalhos dos nossos melhores artistas e desenhos do Rei D. Fernando e de Annunciação. Encadernações meias de pele. Bons exemplares. O volume V não possui o frontispício.

1112 REVISTA DE PORTUGAL. Eça de Queiroz Director. Volume I (ao Volume IV). Porto. Editores, Lugan & Genelioux, Successores de Ernesto Chardron. 1889 (a 1892). 4 Vols. In-8º Encs. Colecção completa. Reimpressão. Encerra colaboração de Fialho de Almeida, Oliveira Martins, Ramalho Ortigão, Antero de Quental, Raul Brandão, António Feijó, Leite de Vasconcelos, etc. Encadernações em material sintético. Com capas.

1113 REVISTA ESTRANGEIRA. Um Volume contendo muitas biographias de contemporaneos illustres; artigos relativos á memorável campanha do Oriente; viagens; contos; narrativas; costumes; poesias; etc. E mais de 80 gravuras e lithographias. 1853-1862. Lisboa. Typographia de Castro & Irmão. 1853-1862. In-4º de 406 págs. Enc. Colecção completa, composta de 12 fascículos. Revista de grande interesse literário, apresentando nas suas páginas biografias de homens ilustres, contos, narrativas, costumes, poesia, viagens, teatro, etc. Reportagens da guerra do Oriente, viagem da Rainha Victória a França e a Exposição Universal de Paris. Ilustrada com gravuras, retratos, figurinos, etc. Assinatura antiga no frontispício. Encadernação da época meia de pele.

1349 UNIVERSO (O) ILLUSTRADO. Semanario de Instrucção e Recreio. Publicado por uma sociedade. 1877 (a 1884). Lisboa. Typographia de Mattos Moreira & Cª. 1877 (a 1884). 5 Vols. In-4º Encs. Colecção incompleta. Publicou-se até 1887. Encerra colaboração valiosa. Ilustrada. Encadernações meias de pele.

O catálogo completo, para os interessados pode ser descarregado AQUI.

Uma oportunidade muito interessante para muitos dos apreciadores do livro antigo que não podíamos deixar de recomendar.

A.A.B.M.


MARIANO [CYRILO] DE CARVALHO, "Os Planos Financeiros do Sr. …" [pref. Mariano Pina], Lisboa, Typ. da Companhia Nacional Editora, 1893, XX+366 pgs.
"Vasto conjunto de artigos que o ministro da Fazenda, Mariano de Carvalho, fez vir a público no Diário Popular da época em tentativa de ir explicando as suas decisões políticas (…) ‘n’uma das circunstancias financeiras e economicas mais graves e mais delicadas por que este paiz tem passado (…)’.
Diz-nos o prefaciador a dado passo, determinando o espírito da escrita:
(…) se todos quantos prezam e admiram o seu talento poderoso e creador – viessem submeter este livro, onde se acham archivadas as suas idéas e os seus planos economicos e financeiros, ao supremo tribunal da intriga politica e d’aquella jacobinagem que, nos papeis, diariamente, anda cultivando a injuria. Semelhante procedimento seria mais do que simples destempero; – seria a abdicação da propria dignidade, seria o reconhecimento tacito de que os intrigantes de todas as especies e de todas as cathegorias tinham inteira razão, quando açacalavam as suas calumnias contra uma das mais proeminentes individualidades da politica contemporânea (…)"
via FRENESI
THOMAZ ANTONIO DA GUARDA CABREIRA, "O Problema Financeiro e a sua Solução por …", Lisboa, Imprensa Africana (de António Tibério de Carvalho), 1912, 104 pgs.
Na preparação do orçamento para o exercicio de 1909-10, a unica preoccupação do governo foi reforçar a base das finanças do Estado, fixando as receitas e despezas annuaes de modo que o seu equilibrio ficasse estavel no futuro, evitando além d’isso toda a emissão de novos emprestimos e apressando a amortisação dos emprestimos já contractados.” Annuario Financeiro do Japão, Tokio, 1910.
N’estas linhas, escriptas pelo Sr. Wakatsuki, vice-ministro das finanças do imperio nipponico, está condensado o plano financeiro que reorganisou as finanças japonezas sob uma forma que causa a admiração de toda a Europa. Equilibrar o deficit; não augmentar a divida publica, senão em casos especiaes; procurar a amortisação d’essa divida por uma forma systematica e regularisar os cambios, eis a formula da nossa regeneração financeira como foi a do Imperio do Sol Nascente.
Portugal padece das tres doenças que caracterisam um paiz de finanças avariadas: deficit orçamental permanente, divida publica elevadissima, para a qual vão transitando annualmente os deficits, e circulação fiduciaria inconvertivel, cuja maior parte é absorvida pelo Estado, São estes os tres aspectos do problema financeiro nacional, para o qual urge encontrar uma solução (…)” [in Prefácio]
via FRENESI
J.M.M.

ANALYSE DO ORÇAMENTO OU A QUESTÃO FINANCEIRA RESOLVIDA


► JOSÉ BARBOSA LEÃO (dr. cirurgião de brigada do Exército, 1818-1888), "Analyse do Orçamento ou a Questão Financeira Resolvida", Porto, Typographia de Antonio José da Silva Teixeira (Rua da Cancela Velha), 1868.

"Como é sabido, o problema do desequilíbrio orçamental do país e a sua solução descarregada sobre os mais pobres sob a forma de impostos tem, desde longa data, sido endémico. Aqui, em pleno reinado de D. Luís, e logo a seguir a uma justa revolta popular denominada Janeirinha, mais um cidadão bem intencionado vinha dar notícia do seu diagnóstico do mal financeiro que assolava então – desta feita, um cirurgião militar...

O subtítulo constituía, por si só, um programa de trabalhos, mas o certo é que logo em Maio de 1870 um golpe militar encabeçado pelo duque de Saldanha só vem agravar as tensões revoltosas. Nessa mesma altura está em germe a criação do Centro Democrático de Lisboa, de inspiração republicana e socializante, a partir do qual a propaganda das ideias revolucionárias nunca mais parou

via FRENESI.

J.M.M.

sábado, 20 de outubro de 2012

PELA GREI - ÓRGÃO DA LIGA DE ACÇÃO NACIONAL


PELA GREI. Revista para o Ressurgimento Nacional. Pela Formação e Intervenção de uma Opinião Pública Consciente: órgão da Liga de Acção Nacional

Ano I, Vol. I, nº 1 (Março 1918) ao nº 7 (20 de Maio 1919); Administração e Redacção: Rua do Salitre, 55, 3º, Lisboa; Editor e Director: António Sérgio; Secretário: Augusto Reis Machado; Impressão: Tipografia do Anuário Comercial, Praça dos Restauradores, 24 [ao nº 4, na Tip. da Renascença Portuguesa, R. dos Mártires da Liberdade, Porto]; 1918-19, 7 numrs

Colaboração: António Arroyo, António Sérgio, Augusto Celestino da Costa, Augusto Reis Machado, Constantino José dos Santos, Ezequiel de Campos, F[rancisco] Reis Santos, Jayme de Magalhães Lima, João Perestrello, Pedro José da Cunha, Raul Proença, Silva Telles.

"Publicada em Lisboa entre Março de 1918 e Maio de 1919, sob direcção de António Sérgio, Pela Grei assume-se como veículo para a regeneração nacional, inicialmente através do apoio ao Sidonismo (instaurado em 8 de Dezembro de 1917), mas evoluindo rapidamente para uma proposta autónoma (…)

No geral, a revista Pela Grei manteve sempre a mesma estrutura ou organização gráfica: um editorial a abrir, não assinado, seguido depois por artigos de fundo, assinados, sobre questões políticas, económicas, sociais, financeiras, educativas, demográficas, culturais (embora em menor número, merecendo destaque um artigo de Raul Proença, “O problema das bibliotecas em Portugal”, publicado nos números 1 e 3); finalmente, a fechar, incluía os ‘Depoimentos’ e sobretudo os ‘Comentários’, mais regulares, sobre a actualidade nacional e estrangeira, quase sempre da responsabilidade de António Sérgio e Ezequiel de Campos

[Álvaro Costa de Matos, in Ficha Históricaler TUDO AQUI]

Ficha Técnica LER AQUI.

J.M.M.

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

IN MEMORIAM MANUEL ANTÓNIO PINA


IN MEMORIAM MANUEL ANTÓNIO PINA [Sabugal, 1943- Porto, 2012]

Palavras não me faltam, (quem diria o quê)
faltas-me tu poesia cheia de truques
De modo que te amo em prosa, eis o
lugar onde guardarei a vida e a morte[M.A.P, in “Palavras Não"]

A meu favor tenho o teu olhar
testemunhando por mim
perante juízes terríveis:
a morte, os amigos, os inimigos.


E aqueles que me assaltam
à noite na solidão do quarto
refugiam-se em fundos sítios dentro de mim
quando de manhã o teu olhar ilumina o quarto.


Protege-me com ele, com o teu olhar,
dos demónios da noite e das aflições do dia,

fala em voz alta, não deixes que adormeça,
afasta de mim o pecado da infelicidade” [M.A.P, in “Algo Parecido Com Isto, da Mesma Substância”]


“No quarto ao lado alguém
a noite passada morreu,
provavelmente eu.
Os livros, as flores
da mesa de cabeceira
conhecerão estas últimas coisas
em algum sítio da minha alma?” [M.A.P, in “Cuidados Intensivos”]

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

IN MEMORIAM DE GOMES FREIRE DE ANDRADE



IN MEMORIAM DE GOMES FREIRE DE ANDRADE [n. 27 Janeiro 1757, Viena - m. 18 de Outubro 1817, Forte S. Julião da Barra]

"... Naquele dia 18 de Outubro (1817) fazia um frio que se sentia até às entranhas. Gomes Freire subiu ao patíbulo com passos lentos mas seguros. No seu espírito deveriam passar em retrospectiva os anos de glória militar, as alegrias e tristezas da sua vida. Deitou um último olhar aos soldados e quis dizer algumas palavras em louvor da Pátria e do rei, abafadas, ao que dizem escritos da época, pelos cânticos dos padres que estavam presentes.

Entregou-se às mãos do carrasco. Laço apertado em volta do pescoço e segundos depois o seu corpo baloiçava, inerte, pendurado no cadafalso da tirania. Depois de enforcado e decapitado, o seu corpo foi queimado com o alcatrão enviado do Alfeite por ordem de D. Miguel Pereira Forjaz. O corpo, ao que se diz mal queimado, seria posteriormente deitado ao mar que, simbolicamente, o devolveria a terra, tendo os seus restos mortais sido então enterrados na praia ..."

[António Lopes, in "Gomes Freire de Andrade Um Retrato do Homem e da sua Época", Lisboa, Edição Grémio Lusitano, 2003]



in Conferência "A Conspiração de 1817 contra a vida do General Gomes Freire de Andrade 3º Grão-Mestre da Maçonaria Portugueza", 1903 [trata-se da Conferência dada pelo Ir:. Boer, Gr:. 25, na noite de 18 de Outubro de 1903 no Templo José Estevão, no Grémio Lusitano]

J.M.M.

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

HOMENAGEM A JOÃO DOMINGOS BOMTEMPO


HOMENAGEM | EXPOSIÇÃO A JOÃO DOMINGOS BOMTEMPO

DIA: 18 de Outubro 2012 (18,30 horas);
LOCAL: Museu Maçónico Português (Rua do Grémio Lusitano 25, Lisboa).

CONFERÊNCIA(S): "A Maçonaria em Portugal no virar do século XVIII", por Francisco Carromeu | "Da música barroca à música romântica", por Raúl Mesquita | "Domingos Bomtempo O Maçon, o Homem e a Obra", por Laureano Carreira.

EXPOSIÇÃO: documentos evocativos da sua vida e obra

«Com esta homenagem celebramos os 170 anos do seu falecimento, que teve lugar em 18 de Agosto de 1842, então referido na coluna de necrologia da Revista Universal Lisbonense, nos seguintes termos:

'A casa do Senhor encheu-se de lucto por quem tantas vezes a encheu de harmonias. A arte, ess'outro templo de Deus e do génio, pagou o seu tributo ao artista illustre, que por ella e para ella vivera e morrêra'.»  [via Grande Oriente Lusitano]

J.M.M.

DAVID MAGNO (Parte II)


Em 1916, durante a tentativa de revolta de Dezembro desse ano, o então capitão David Magno também toma partido. Em 1917, parte para a Flandres, onde veio a desempenhar papel de relevo.


“No dia verdadeiramente primaveril de 21 de Abril de 1917, saiu o 1º  Batalhão do Regimento de Infantaria nº13 da Linda Vila Rial, capital  transmontana, em dois combóios[...] As companhias atravessaram a cidade envoltas em uma multidão que não sabia senão acompanhar-nos ao som de uma música, que não fazia vibrar o sentimento dos soldados nem do povo[...]Alguns soldados, embriagados, para espalharem melhor as paixões, trepavam às carruagens do comboio. Esquecidos dos túneis, chocavam com as entradas dos mesmos e assim morriam estupidamente, sem que a isso aos superiores fosse possível obstar”
(palavras de David Magno)

O nome de David José Gonçalves Magno surge também ligado ao episódio da última condenação à morte de um português por suspeita de deserção e traição no campo de batalha. Neste caso de um soldado, João Augusto Ferreira de Almeida [João Augusto Ferreira de Almeida embarcou para França a 16 de Março de 1917, integrando o contingente do Corpo Expedicionário Português, como soldado condutor, tendo-se tornado tragicamente conhecido como "o fuzilado português". A sua execução teve lugar na manhã de 16 de Setembro de 1917 depois de ter sido julgado e condenado no Tribunal de Guerra pela acusação de tentativa de passagem para o inimigo, sentença que foi objecto de recurso pelo defensor oficioso de Ferreira de Almeida, mas que foi confirmada numa nova audiência ocorrida apenas quatro dias antes do fuzilamento.], que se encontrava no sector de Neuchapelle.

Na noite de 29 de Julho de 1917, o referido soldado abordou vários camaradas de armas, em separado e solicitou que lhe apontassem onde ficavam as trincheiras inimigas, parecendo mesmo disposto a entregar dinheiro a quem lhe fornecesse as indicações pretendidas, ao mesmo tempo mostrava uma arma e mapas do sector. Face a esta situação foi, de forma célere, organizado um julgamento, que se baseou nos testemunhos recolhidos e que teve lugar no dia 15 de Agosto de 1917, em Roquetoise. O tribunal de guerra então organizado era constituído na presidência pelo coronel António Luís Serrão de Carvalho; o promotor de justiça era o Dr. Joaquim Aguiar Pimenta Carneiro; o secretário era o tenente José Rosário Ferreira; o defensor oficioso era o capitão Joaquim Baptista Leone Júnior e o júri era constituído pelo major Joaquim Freire Ruas, capitão Adriano Augusto Pires, capitão David José Gonçalves Magno, alferes Joaquim António Bernardino e alferes Arnaldo Armindo Martins.

O acusado negou ter cometido o crime de que o acusavam e apresentou como atenuante para a sua situação o facto de ter um conhecimento imperfeito do prejuízo que poderia causar.
Foram apresentados os seguintes quesitos no julgamento:
1º- o facto de o arguido, em 29.07, encontrando-se na primeira linha, tentar passar para o inimigo, perguntando a várias praças o caminho, e oferecendo a uma dinheiro para que lhe prestasse essa informação [dado como provado por maioria]
2º- o facto de o arguido querer indicar ao inimigo os locais ocupados pelas tropas portuguesas, constantes de duas cartas itinerárias de que era portador [dado como não provado por unanimidade];
3º- o mau comportamento do réu [provado por unanimidade];
4º- o crime ser cometido em tempo de guerra [provado por unanimidade];
5º- o réu ter cometido o crime com premeditação [provado por maioria];
6º- o crime ter sido cometido, tendo o agente a obrigação especial de o não cometer [provado por maioria];
7º-estar ou não provado o imperfeito conhecimento do mal do crime [provado por maioria].
Dado que o primeiro quesito foi dado como provado e esse bastava para o poder condenar à morte, foi o que acabou por acontecer e o réu deveria ser condenado à morte com exautoração.


O resultado da sentença não foi do agrado da defesa que ainda interpôs recurso, tendo sido realizado novo julgamento em 12 de Setembro de 1917 e na véspera do julgamento o advogado de defesa ainda tentou uma diligência que poderia atrasar o julgamento: solicitou uma avaliação por um médico, para avaliar a sanidade mental do soldado condenado, mas não o requerimento foi indeferido pelo juiz-auditor entretanto nomeado, Dr. José Maria de Magalhães Pais Pinheiro, que elaborou a sentença definitiva em moldes semelhantes à que tinha sido proferida anteriormente. Em resultado disto, João Augusto Ferreira de Almeida acabou por ser executado em 16 de Setembro de 1917, tendo o seu corpo sido sepultado inicialmente no cemitério de Lavantie e mais tarde trasladado para o cemitério de Richebourg, onde ainda se encontra.

Conforme se pode verificar David Magno fazia parte do conjunto de jurados que  condenaram este soldado à pena máxima.
Combateu depois em França, durante a Primeira Guerra Mundial, onde por feitos em combate, foi o primeiro português a ser condecorado com a cruz de guerra e a cruz de Cristo com palma. Foi um dos oficiais presentes em 9 de Abril de 1918, onde foi um dos protagonistas da famosa Batalha de La Lys, como comandante da 3ª Companhia do Regimento de Infantaria 13. Foi um dos protagonistas do combate de Lawe-Les Lobes (Lacouture), enfrentando fortes combates nos dias 9, 10 e 11 de Abril de 1918, ao lado das tropas escocesas da 51ª Divisão. Estes combates provocaram pesadas baixas e a sua acção de comando foi questionada e posta em causa.
Acerca deste combate conseguimos obter o seguinte relato que se segue:

Na madrugada de cinco para seis de Abril, sob constantes bátegas de chuva açoitada por um forte vendaval, o Batalhão de Infantaria 13 desloca-se de Riez Bailleud para Lacouture, ficando em reserva da 5.ª Brigada. Na alvorada do dia seis, a 5.ª Brigada rende a 1.ª no sector de Ferme du Bois, ficando assim escalonada: subsector direito, Infantaria 10; subsector esquerdo, Infantaria 17; apoio, Infantaria 4, com duas companhias na Rue du Bois e as outras duas na Rue des Chavattes; reserva, Infantaria 13, em Lacouture; comando da Brigada em Cense de Raux. Como o sector era totalmente desconhecido, o dia sete foi passado em reconhecimentos.

Pelas 20 horas do dia oito de Abril, inesperadamente e contra toda a expectativa, a 5.ª Brigada informa que o Batalhão 13 seria rendido no dia seguinte por tropas britânicas, notícia confirmada mais tarde, por volta das 22 horas, exactamente quando a artilharia inimiga batia, com rajadas de quatro a cinco minutos de duração e intervaladas de 10 a 15 minutos, todas as posições das nossas baterias e os principais cruzamentos de estrada. O bombardeamento prolongou- se até à uma da madrugada, do dia nove, sempre com extrema violência.

Pelas quatro horas e 15 minutos do dia nove de Abril, os alemães tomam a ofensiva, iniciando a “Operação Georgett” com um intenso bombardeamento de artilharia e de morteiros pesados contra as frentes da 2.ª Divisão portuguesa e da 40.ª Divisão inglesa utilizando granadas explosivas de gás fosgénio e mostarda. O objectivo era neutralizar a artilharia aliada e isolar os comandos das brigadas e batalhões. O bombardeamento prolonga-se até às sete horas, atingindo as primeiras linhas e os acantonamentos à retaguarda, inclusive o do Batalhão 13, em Lacouture. Logo de seguida, o Batalhão perde o contacto telefónico com o comando da Brigada, ficando por sua conta e risco, sem informação sobre o modo como estavam a decorrer os combates.

O comando do Batalhão envia os primeiros agentes de ligação para o comando da Brigada, mas estes não regressaram. O bombardeamento alemão atinge o comando do Batalhão, localizado na Senechal Farm. A situação ficou insustentável, tornando-se o número de feridos extremamente preocupante.

Pelas nove horas e meia, surge o contra-mestre de corneteiros de Infantaria 17, afirmando que os alemães tinham atacado as linhas às oito e meia, que já se tinham apoderado de todo o sistema de defesa das primeiras linhas e aprisionado os Batalhões 17 e 4, encontrando-se já muito próximos daquela posição.

Face a tão preocupantes notícias e sem qualquer contacto com o escalão superior, não recebendo deste quaisquer indicações sobre o que fazer, o comandante do Batalhão resolve actuar por sua própria iniciativa e ordena: à 1.ª e à 2.ª Companhia que ocupem as trincheiras em frente da Senechal Farm, as quais seguem de imediato aos seus destinos; à 3.ª Companhia para se concentrar na Senechal Farm; e à 4.ª Companhia que se constitua como reserva do Batalhão.

A ordem da Brigada para o Batalhão 13 reforçar as primeiras linhas tinha sido efectivamente expedida, mas a ordenança encarregue de a entregar enganou-se no caminho e, em vez de se dirigir a Lacouture, apareceu às dez e meia em Masplaux, no caminho de Locon. A 3.ª Companhia comandada pelo capitão David Magno, cujo acantonamento na Ferme Bourel tinha sido severamente flagelado pela artilharia inimiga, encontrava-se já muito desorganizada, com a maior parte dos seus soldados dispersos pelo campo, quando recebe a ordem para se concentrar na Senechal Farm.

Com o remanescente da Companhia, o capitão Magno segue para Church Road, mas, ao sair do reduto, erra a direcção, dirige-se para Vieille Chapelle e junta-se a um núcleo de forças de Infantaria 14 que, atrás do reduto, ocupavam umas pequenas trincheiras. Mais tarde, retira para o canal de Lawe e reúne-se ao destacamento escocês pertencente ao 6.º Batalhão, dos Seafort Highlanders, da 51.ª Divisão, que defendia aquele canal. Pelas 11 horas, uma parte da 1.ª Companhia que não consegue chegar ao seu destino é aprisionada com todos os seus oficiais. As trincheiras entre a Queen Mary e a King’s George, na 1.ª linha de defesa, encontram-se defendidas pela 2.ª Companhia, uma parte da 3.ª e dois pelotões da 1ª. No reduto de Lacouture, na 2.ª linha de defesa, encontram-se os comandos do Batalhão 13 e 15, com as praças das respectivas formações, e a parte da 4.ª Companhia do Batalhão 13 que não está empenhada no serviço de reabastecimento de munições. As tentativas de obter munições são goradas.

Pelas 11 e meia, aparecem numerosos fugitivos que estabelecem um certo pânico entre os soldados do Batalhão 13, mas consegue-se que contribuam para o esforço de defesa. A situação tinha-se tornado desesperada. Pelas 14 horas, prosseguem os combates sem que o comando do Batalhão consiga obter notícias sobre a situação em que se encontravam as unidades em 1.º escalão e as suas companhias mais avançadas. As ordenanças que se enviavam a colher informações não voltavam.
Eram umas três horas da tarde quando o inimigo, já em grande número, cercava a posição enquanto os nossos soldados apanhavam os últimos cartuchos do fundo da trincheira.

Pelas 15 horas e 30 minutos, surgem novas forças inimigas que, pela direcção seguida, despertam na guarnição de Lacouture a forte suspeita de que as companhias que ocupavam aquelas posições tinham sido vencidas. Em breve, o facto é confirmado pela chegada dos restos da 1.ª Companhia e de outras, que informam da rendição das suas unidades.

Das quatro às sete da manhã, os alemães rompem novo e violento bombardeamento sobre o reduto de Lacouture. A situação torna-se insuportável. Pelas 11 horas, quando os portugueses gastavam os últimos cartuchos, apresenta-se na frente da posição, um maqueiro do Batalhão 13, que fora aprisionado na véspera, comunicando que os alemães intimavam a rendição e mandavam dizer que, em caso de negativa, tudo seria destruído. Os dois majores portugueses e o major inglês reúnem-se para avaliar a situação, chegando à conclusão que era inútil prolongar a resistência, uma vez que a possibilidade de serem reforçados estava perdida.

Resolvem entregar-se, saindo do “block-house” para conferenciar com o inimigo. Passado algum tempo, aparecem o major do Batalhão 15 e o major inglês, ficando reféns o major do Batalhão 13 e o ajudante do Batalhão 15, dando aquele ordens às praças para se desarmarem, rendendo-se ao fim de 30 horas de combate. A 4.ª Companhia tinha-se já rendido após o seu comandante ter sido feito prisioneiro. Por outro lado, o capitão Magno, com as 60 praças do Batalhão 13 e do 15 que tinha conseguido reunir, continua a combater ao lado dos escoceses até ao dia 11, quando lhes é dada ordem de retirada pelo comando inglês, por se ter reconhecido a impossibilidade de sustentar a sua posição por mais tempo.

Dizimado, enfraquecido, e esgotado por um combate longo e intenso, o Batalhão 13 só se entregou quando o adversário já tinha ultrapassado, numa extensão superior a cinco quilómetros, toda a frente de batalha correspondente a Lacouture. Pelejava já o inimigo em Estaires, Lestrem e Lawy, e ainda no reduto de Lacouture se defendia um punhado de portugueses.
O capitão Magno e os soldados que lhe restavam abandonaram a linha de fogo, após terem combatido durante 56 horas. Esta foi a última força a retirar do campo de batalha e a ela pertenceram os últimos mortos portugueses na Flandres.

O desempenho operacional do Batalhão foi reconhecido na imprensa internacional: o “Times”, então um dos jornais mais importantes de Londres, refere-se à acção do Batalhão no dia nove de Abril, afirmando que “...os restos de um batalhão português que defendia Lacouture bateram-se com um valor extraordinário...”; enquanto que o “Telegrame”, a 12 de Abril, afirmava que “...a história um dia falará da heróica resistência dos portugueses que, às 15 horas, ainda se batiam em Lacouture...”, e no seu número de quatro de Maio, referia que “...as companhias deste batalhão (o “13”) que se encontravam em Lacouture, combatiam ainda às três horas da tarde do primeiro dia de batalha...”. Como resultado da sua acção, o Batalhão 13 foi condecorado com a Cruz de Guerra de 1.ª Classe, a qual pende da gloriosíssima bandeira do R.I. 13, assim como do peito de muitos dos seus soldados.
[Consultar texto completo AQUI]

[em continuação]
A.A.B.M.