quinta-feira, 30 de junho de 2011

III ENCONTRO DE JOVENS INVESTIGADORES DO CEIS 20

Vai realizar-se amanhã, dia 1 de Julho, e dia 2, na Sala Sá de Miranda, na Casa Municipal da Cultura, em Coimbra o III Encontro de Jovens Investigadores do CEIS 20, da Universidade de Coimbra. Na Comissão Cientifica encontramos: Prof.ª Doutora Maria Manuela Tavares Ribeiro; Prof. Doutor João Rui Pita Na Comissão Organizadora: Prof. Doutor João Rui Pita; Mestre Isabel Maria Freitas Valente; Mestre Clara Isabel Serrano O programa completo do encontro pode ser consultado AQUI. Uma oportunidade para se trocar experiências, conhecer as novas áreas de investigação que estão a desenvolver-se, em especial as àreas de História da Saúde, as Relações Internacionais, a visão portuguesa dos acontecimentos internacionais e alguns aspectos parcelares do pensamento de alguns dos nossos intelectuais. A.A.B.M.

terça-feira, 28 de junho de 2011

JORNAIS REPUBLICANOS: 1848-1926



A Biblioteca Nacional de Portugal, anuncia a publicação do inventário Jornais Republicanos Portugueses 1848-1926 durante o mês de Junho. A obra contou com a Coord., Org. e Pesquisa de Luís Sá, Manuela Rêgo; colaboração Maria Fernanda Casaca Ferreira, Lisboa, Biblioteca Nacional de Portugal, 2011.

A Biblioteca Nacional de Portugal apresenta, no âmbito do Centenário da República e da Constituição de 1911 e com o Alto Patrocínio da Assembleia da República, um repositório de mais de 1100 títulos de jornais republicanos publicados em Portugal Continental, nos arquipélagos dos Açores e da Madeira, nas antigas colónias africanas e asiáticas e nas comunidades portuguesas no Brasil, entre 1848 e 1926, confirmando o papel fundamental que a imprensa desempenhou na difusão do ideário republicano entre os portugueses.

Os primeiros jornais, impressos clandestinamente, resultaram da iniciativa de algumas das figuras mais relevantes do setembrismo de esquerda como José Estêvão, Rodrigues Sampaio ou Oliveira Marreca, em 1848, em Lisboa. Vinte e um anos mais tarde, surgem novos títulos, também de duração efémera e sempre na capital. Mas desde os primórdios e até final da I República encontramos jornais editados por todo o País – continente e ilhas –, muitos em pequenas vilas e alguns nas colónias e nas comunidades lusas no Brasil, contrariando a visão de que a influência do Partido Republicano Português se circunscreveu apenas às principais cidades (Lisboa, Porto e Coimbra).

A BNP disponibiliza, assim, aos investigadores, aos apaixonados pela Historia da República e ao público em geral uma obra que se revela da maior utilidade para o aprofundamento da investigação, designadamente, do Republicanismo, da História da Imprensa e da História Regional e Local.


Uma obra imprescindível para os investigadores e para todos os interessados pela História do Republicanismo em Portugal, que o Almanaque Republicano não pode deixar de recomendar aos seus ledores, visto que fizemos uma tentativa de dar a conhecer a imprensa republicana em vários distritos, mas circunscrevemos a nossa pesquisa até à implantação da República, conforme pode ser confirmado AQUI.

A não perder.

A.A.B.M.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

DUARTE PACHECO - DO TÉCNICO AO TERREIRO DO PAÇO



Vai ser apresentado amanhã, 28 de Junho, pelas 17 horas, o livro Duarte Pacheco - Do Técnico ao Terreiro do Paço, produzido no âmbito do Centenário do IST, complemento da sua exposição física, patente ao público entre 23 de Maio e 23 de Novembro.

A apresentação da obra vai ter lugar na Câmara Municipal de Lisboa, na Sala do Arquivo dos Paços do Concelho e conta com a participação de António Costa (Presidente da Câmara de Lisboa) e António da Cruz Serra (Presidente do Instituto Superior Técnico).

Segue-se uma mesa redonda que conta com a participação de:
Ana Homem de Melo e Sandra Vaz Costa (autoria dos textos)
Irene Pimentel (Historiadora)
Palmira F. Silva (Instituto Superior Técnico)
Anabela Valente (Gabinete de Estudos Olisiponenses)

Um evento a acompanhar com todo o interesse e que recomendamos a todos os nossos ledores.

A.A.B.M.

CARTILHA DO POVO (EDIÇÃO FAC-SIMILADA)


LIVRO: Cartilha do Povo (Edição fac-similada);
AUTOR: José Falcão;
EDITORA: C. M. de Miranda do Corvo /Edições Minerva;

C/ Nota Explicativa por Carlos Ferreira; um importante Perfil de José Falcão, por Amadeu Carvalho Homem; uma valiosa Introdução sobre as diferentes edições da Cartilha, por Fernando Fava e Palavras de Abertura, pela Pres. C. M. Miranda do Corvo, Fátima Ramos. Na capa, a foto de José Falcão, nos seus "tempos de estudante", cedida por Alexandre Ramires (CEIS-20).

José Falcão, para além de ter sido das raras vozes que se ergueram a favor dos revoltosos da Comuna de Paris, foi também um dos mais obstinados divulgadores da ideia republicana. Este propósito de tornar acessível ao povo a nova mensagem política sofria o obstáculo da elevadíssima taxa de analfabetismo.

No início do último quartel do século XIX, mais de quatro quintos da população portuguesa não sabia ler, escrever e contar. Os livros, brochuras e jornais eram apenas lidos por uma minoria da burguesia culta, concentrada sobretudo em Lisboa, no porto e em Coimbra.

O problema da instrução pública esteve sempre presente nas preocupações dos evangelizadores republicanos. Foi esse o objectivo de José Falcão, quando elaborou e fez imprimir a sua memorável Cartilha do Povo. Impressa em papel modesto, para que os custos pudessem ser facilmente suportados, esta Cartilha obedeceu também à directriz de ser facilmente entendida por gente humilde, caldeada em trabalhos de invulgar dureza e, até então, desprezada pelas regiões da governação. Para isso, o autor praticará nela o método do diálogo, imaginando uma conversa entre José Povinho, inculto mas cheio de vontade de aprender, e João Portugal, personagem letrada …
" [Amadeu Carvalho Homem, in Cartilha do Povo (ed. fac-similada)]

NOTA: das várias (18) edições da Cartilha do Povo, entre 1884-1909, registe-se que 4 (quatro) foram promovidas pela Comissão Republicana de Miranda do Corvo: três em 1906 e uma outra em 1908 [cf. Fernando Fava, "Introdução", p.XXX].

A Comissão Republicana de Miranda do Corvo integrava: Joaquim Pereira Falcão, António da Silva Bastos, João Baptista Leitão Pimenta, Manoel Pereira Batalhão e José Maria Baptista.

De referir que esta edição reproduz (ainda) as capas de outras edições da Cartilha, entre elas uma edição popular (1896) promovida pelos estudantes republicanos de Coimbra [Typ. Minerva, Vila Nova de Famalicão]; uma outra (1908) com edição de José Luz, impressa na Figueira da Foz; a edição feita pela Commissão parochial republicana de Beringel (1909); outra edição (1909) promovida pela Comissão Republicana de Taveiro e Ribeira de Frades [composta por Júlio de Figueiredo Fonseca, José E. Pereira Plácido, Manuel Duarte Esmeraldo, José S. Rôlla e António S. Rôlla] ; e uma outra (ainda de 1909) patrocinada pela Comissão Organizadora do Centro Republicano Dr. Fernandes Costa, Freguesia de Santa Cruz de Coimbra [comissão onde pontificavam António Ribeiro das Neves Machado, Afonso Augusto Pessoa, João Martins, Joaquim Luiz Olavo Júnior, António D’Oliveira, Pedro Leite Pinheiro e António Simões]. Uma outra edição, por nós referenciada, pode ser consultada AQUI.


J.M.M.

domingo, 26 de junho de 2011

LEILÃO. LIVROS E MANUSCRITOS DO SÉCULO XVI A XX



A Leilões Artes e Letras, vai realizar amanhã, 27 de Junho de 2011, pelas 21 horas, em Lisboa, no Palácio da Independência um leilão de livros e manuscritos dos séculos XVI a XX, dedicado a temas como: Literatura, Viagens, Estrangeiros sobre Portugal, Livros Ilustrados, Arte.

Num total 532 lotes a leilão, encontramos alguns que seleccionamos, relacionados a com a República ou publicados na época e que possam ter algum interesse para os nossos ledores.

Aos que cultivam o gosto pelo livro, ainda e especialmente em papel, aqui deixamos algumas sugestões aos nossos ledores:

- 005 AFONSO LOPES VIEIRA. IN MEMORIAM. Lisboa. Livraria Sá da Costa, Editora.In-4º de 267, [1] págs. Br.

- 007 ALBUM DE PHOTOTYPIAS DA EXPOSIÇÃO RETROSPECTIVA DE ARTE ORNAMENTAL EM LISBOA. MDCCCLXXXII. Clichés de Carlos Relvas e phototypias de Leipold. Lisboa. S. data (1882). 95 Estampas. In-Fólio. Enc.

- 008 ALBUQUERQUE, António de. – O MARQUEZ DA BACALHOA. Romance. Bruxelles. Imprimerie Liberté. 1908. In-8º de 338 págs. Enc.

- 013 ANNUARIO DA SOCIEDADE NACIONAL CAMONEANA. 1º Anno - 1881. Porto. Sociedade Nacional Camoneana. 1881. In-8º de 317, [2] págs. Enc.

- 037 ARTE. Archivo de obras de arte. Director e Gravador: Marques Abreu. 1º Anno – 1905 (ao Anno VIII. 1912). Porto. 1905 (a 1912). 8 Anos. Encs. em 2 Vols.

Uma interessante camoneana, com destaque para uma edição dos Lusíadas de 1731, entre várias outras obras sobre e de Luís de Camões, entre os lotes 74 e 88.

- 093 CARREIRO, José Bruno. – ANTERO DE QUENTAL. Subsidios para a sua biografia. Volume I (e volume II). Lisboa. 1948. 2 Vols. In-4º Brs.

- 117 CENTAURO. Revista Trimestral de literatura. No. 1. 1916. Lisboa. Contexto Editora. 1982. In-8º de XVI, [1], 88 págs. Br

- 150 DIAS, Carlos Malheiro. - DO DESAFIO Á DEBANDADA. I - O Pesadêlo. II - Chéque ao Rei. Lisboa. 1912. Lisboa. 1912. 2 Vols. In-8º Encs.

- 247 LIMA E CRUZ MAGALHÃES, Dr. Magalhães. - RAFAEL BORDALO PINHEIRO MORALIZADOR POLITICO E SOCIAL, pelo Dr. Magalhães Lima. O Museu Rafael Bordalo Pinheiro, por Cruz Magalhães. Coimbra. Imprensa da Universidade. 1925. In-8º de 71 págs. Br.

- 340 OSÓRIO, Ana de Castro. – HISTÓRIAS MARAVILHOSAS DA TRADIÇÃO POPULAR PORTUGUESA. Recolhidas e contadas por... Lisboa. Sociedade de Expansão Cultural. S. data. 2 Vols. In-4º Encs.

- 350 PALMEIRIM, Luis Augusto. - OS EXCENTRICOS DO MEU TEMPO. Lisboa. Imprensa Nacional. 1891. In-8º de [4], 376, [1] págs. Cart.

- 354 PESSANHA E WENCESLAU DE MORAES, Camilo. - CAMÕES NAS PARAGENS ORIENTAIS. Porto. S. data. In-8º de 14, [2] págs. Br.

- 383 PRIMEIRA EXPOSIÇÃO DE “EXLIBRIS” EM PORTUGAL. Segunda colectânea documental para a sua história. 1768- 1923. Lisboa. Imprensa Nacional de Lisboa. 1928. In-4º de 68, [1] págs. Br.

- 391 QUESTÃO (A) DINÁSTICA. Documentos para a história. Mandados coligir e publicar pela Junta Central do Integralismo Lusitano. Lisboa. Empresa Nacional da Industrias Gráficas. 1921. In-Fólio de 61 págs. Br.

- 419 ROCHA, Dr. Augusto. – ANTHERO DE QUENTAL. Perfil psychico. Coimbra. Imprensa Academica. 1900. In-4º de 33 págs. Br.

- 484 TRIPTICO. Arte. Poesia. Critica. Números 1 e 2. Coimbra. 1924. 2 Nos. In-Fólio. Brs.

- 528 RENOVAÇÃO. Revista quinzenal de Arte, Literatura e Actualidades. Números 10 a 23. Lisboa. 1925 (a 1926). 14 Nos. In-4º Brs.

O Catálogo completo pode ser consultado AQUI.

A.A.B.M.

PRESIDENTES ENTRE O PÚBLICO E O PRIVADO (1910-1926)


LIVRO: Presidentes ente o Público e o Privado (1910-1926), p.259[2];
AUTORES: Alexandra Silva [Manuel de Arriaga], Amadeu Carvalho Homem [Teófilo Braga], Anabela Nunes Monteiro [Bernardino Machado], Maria Antónia Lucas da Silva [Sidónio Pais], Fernando Fava [Canto e Castro], António Maduro [António José de Almeida] & Miguel Santos [Manuel Teixeira Gomes] – coord. (e conclusão) de Fernando Fava [com uma nota de Fátima Ramos e apresentação de Carlos Ferreira, Pres. da Com.Org. das Comemorações do Centenário da República em Miranda do Corvo];
EDIÇÃO: C. M. de Miranda do Corvo /Edições Minerva;

A Câmara Municipal de Miranda do Corvo e as Edições Minerva (Coimbra), com o apoio da Comissão Organizadora das Comemorações do Centenário da República em Miranda do Corvo [Carlos Jorge R. do Vale Ferreira, Anabela Nunes Monteiro, António da Torre Órfão e Victor Ferreira Gonçalves] deram a lume a excelente obra "Presidentes ente o Público e o Privado (1910-1926)".

Da vida pública e privada sobre esses nossos estimados "cidadãos da República" – Manuel de Arriaga, Teófilo Braga, Bernardino Machado, Sidónio Pais, Canto e Castro, António José de Almeida e Manuel Teixeira Gomes -, fica "o desnudamento de aspectos menos conhecidos da vida destes homens, que se notabilizaram e fizeram história durante esse período a que chamamos Primeira República Portuguesa" [Fernando Fava, p. 254].

O Almanaque Republicano saúda com consideração e estima, na pessoa de Carlos Ferreira, a generosa actividade e a elevada qualidade dos trabalhos patenteada pela Comissão Organizadora das Comemorações do Centenário da República em Miranda do Corvo, que muito honra a edilidade.

Saúde e Fraternidade!

J.M.M.

ESTATUTOS DA SOCIEDADE DE INSTRUCÇÃO E BENEFICIENCIA A VOZ DO OPERÁRIO


DIPLOMA e ESTATUTOS da Sociedade de Instrução e Beneficiência A VOZ DO OPERÁRIO, Lisboa, Tipografia de A Voz do Operário (Travessa das Mónicas, 17), 1913.

NOTA: Trata-se dos Estatutos aprovados em 30 de Abril de 1904 e distribuído aos associados pelo custo de 60 réis [via Torre do Tombo]

ESTATUTOS da Sociedade de Instrução e Beneficiência A VOZ DO OPERÁRIO AQUI Digitalizados

J.M.M.

sábado, 25 de junho de 2011

MARINHA DE CAMPOS (PARTE III)


Artur Marinha de Campos foi um dos subscritores do manifesto em favor do divórcio ainda em 1909, que corria pelas páginas do jornal O Mundo,conforme se pode ver AQUI.

Sabemos que perdeu dois filhos, um em 1908, facto que é referido numa das cartas a Afonso Costa, e outro em 6 de Julho de 1910, Vasco Marinha de Campos, vítima das consequências de uma cirurgia ao apêndice.

Artur Marinha de Campos passou a exercer as funções de inspector da Previdência Social nos últimos anos da sua vida.

Participou no Congresso Colonial de 6 a 10 de Maio de 1924.

Após a publicação da portaria a suspender o recrutamento de mão de obra para S. Tomé, pela portaria de 11 de Fevereiro de 1925, do Boletim Oficial da colónia (Portaria do Ministério das Colónias), foi nomeado o funcionário Artur Marinha de Campos para ir a Angola e Moçambique.

Colaborações na imprensa:
- Almanaque Cosmopolita para 1900, Tipografia do Comércio, Lisboa, 1899;
O Radical / Artur Marinha de Campos. — Lisboa 1908,ano 1, nº1 a nº 88, de 15 de Agosto de 1908;
- Tribuna de África, Lisboa, 1913;
- A Luta, Lisboa, 1906;
- O Mundo, Lisboa, 1900;
- A Capital, Lisboa, 1910.

Publicou:
- O convenio luso transwaaliano de 1 de Abril de 1909, Lisboa : Typographia Bayard, 1909. - 30 p.
- Sonhava! Quarto centenário da chegada de Vasco da Gama a Callecut, Luanda : [s.n.], 1898. - 8 p. ; 26 cm. - Chegada de Vasco da Gama (navegador português) a Callecut (Índia) descrita em poema.
- Depois da victoria: drama original em 1 acto, Arnaldo Bordalo, Lisboa, 1916, 16 p.
- Ironias de Namorados, Lisboa, 1921 [imitação satírica do livro de Virgínia Vitorino];
Sobre Marinha de Campos:
- Cabo Verde, Abusos, Violencias e Despotismos de Governador Marinha de Campos. Lisboa: Imprensa de Manuel Lucas Torres, 1911.
- Galileu Galilei de Cabo Verde. A propósito de um folheto intitulado “Quatro Meses e Meio de uma administração ultramarina a pontapés ou a administração do Sr. Marinha de Campos” por Azarias Gomes Cabral, Lisboa, 1912.

BIBLIOGRAFIA CONSULTADA:
- CHORÃO, Luís Bigotte, Política e Justiça na I República, Letra Livre, Lisboa, 2011;
- LEMOS, Mário Matos e, Jornais Diários Portugueses do Século XX. Um Dicionário, Ariadne Editora/CEIS20, Coimbra, 2006;
- REIS, Célia, “Cabo Verde”, O Império Africano. 1890-1930, Coord. A. H. de Oliveira Marques, Nova História da Expansão Portuguesa, Dir. Joel Serrão e A.H. de Oliveira Marques, Editorial Estampa, Lisboa, 2001, p. 103-105;
- RIBEIRO, Aquilino, Um Escritor Confessa-se, Bertrand, Lisboa, 1974
- SERRÃO, Joaquim Veríssimo, A Primeira República (1910-1926), História de Portugal, vol. XI. , Editorial Verbo, Lisboa, 1989.

A.A.B.M.

sexta-feira, 24 de junho de 2011

O SÉCULO E O 7º CENTENÁRIO DE SANTO ANTÓNIO DE LISBOA


Jornal O SÉCULO: vários números do jornal republicano O Século [dias 9, 23, 26, 27, 28, 29 e 30 de Junho de 1895; e do dia 1 e 2 de Julho] com especial referência às comemorações do 7º Centenário de Santo António de Lisboa [a comissão promotora dos festejos de Santo António de Lisboa - realizada a 13 de Junho de 1895 - tem a assinatura do Marquês de Pombal (presidente), Conde de Burnay (tesoureiro), Conde d'Avila (secretário), Júlio Augusto de Oliveira Pires, Marquês de Fronteira, na qualidade de vogais, e Carlos da Silva Pessoa, escrivão - cf. Torre do Tombo]

Este conjunto de números do periódico O Século "estende por vários dias simultaneamente todo um historial do santo, do mesmo modo que vai dando notícia, pela negativa, dos festejos citadinos que rodearam as ditas comemorações.

Luís Krus a Arlindo Caldeira referem no seu livro 8.º Centenário do Nascimento de Santo António (CTT Correios, Lisboa, 1995):

'... Uma outra forma de aproveitamento político da figura de Santo António ocorreu em 1895, por ocasião das comemorações do que se convencionou chamar o sétimo centenário do seu nascimento. Os organizadores tinham claramente o propósito de fazer da efeméride, que conjugava as solenidades religiosas com aspectos culturais e festejos populares, uma resposta católica e monárquico-conservadora às comemorações dos centenários de Camões (1880) e do Marquês de Pombal (1882), que tinham tido um carácter anticlerical e republicano, constituindo manifestações de propaganda com grande impacto. A comemoração antoniana acabou, em parte, por ser um fracasso, pois militantes anarquistas e maçónicos, diz-se que com a cumplicidade de alguns sectores monárquicos, boicotaram as principais manifestações públicas, lançando a confusão no programa comemorativo e desprestigiando os seus organizadores e os seus propósitos ...'


via Livraria Frenesi, com a devida vénia.

NOTA: sobre a contestação ao Centenário Antoniano de 1895 - nomeadamente os trabalhos decorrentes do Congresso Anticlerical de 25 e 18 de Junho de 1895 - ler MAIS AQUI.

J.M.M.

A POLÍTICA FEMININA DO ESTADO NOVO


LIVRO: A Cada Um o Seu Lugar. A Política Feminina do Estado Novo;
AUTORA: Irene Flunser Pimentel;
EDITORA: Temas & Debates;

APRESENTAÇÃO: dia 25 de Junho (18.00 horas);
LOCAL: Auditório do Museu do neo-Realismo (Vila Franca de Xira).
APOIO: C. M. Vila Franca de Xira e Museu do Neo-Realismo.

«Um 'lugar para cada um e cada um no seu lugar' era uma das normas preferidas de António Carneiro Pacheco, ministro da Educação Nacional de Salazar. Esta frase podia ter sido proferida pelo próprio Salazar ou por um dos principais mentores do seu regime: indica elitismo, uma vontade de manter compartimentações sociais estanques - sem mobilidade profissional, social e política - e revela uma noção determinista segundo a qual cada um nasceria com a missão de desempenhar determinada função. A frase também se aplicava evidentemente às mulheres, às quais o Estado Novo atribuiu um lugar e um lugar e um papel específicos - diferentes consoante a classe a que pertencia - no seio da família e da sociedade" [AQUI]

J.M.M.

quarta-feira, 22 de junho de 2011

A QUEDA DA PRIMEIRA REPÚBLICA - POR ANTÓNIO REIS

COLÓQUIO: A Queda da Primeira República; DIA: 28 de Junho de 2011 (18.00 horas): ORADOR: António Reis; LOCAL: Paços do Concelho da C.M.Lisboa (Sala do Arquivo); ORGANIZAÇÃO: Fundação Mário Soares & C.M.Lisboa. [Trata-se do] "décimo sexto de uma série de 18 colóquios sobre questões essenciais da história do regime republicano, sob o tema 'A Queda da I República', [e] será apresentada por António Reis, historiador" "A I República, implantada em 1910, conheceu uma vida atribulada. De um lado, as incursões monárquicas. Do outro, a relação conturbada com a Igreja Católica. Também, a crescente crispação com o mundo operário e sindical. E, depois, os efeitos internos da participação na I Guerra Mundial, de que não está alheada a instabilidade verificada nos comandos militares. A tudo se somou a própria vertigem política dos seus principais dirigentes e agrupamentos partidários, muitas vezes reféns de alianças pouco esclarecidas ou momentâneas e, sobretudo, destituídas de objectivos de médio e longo prazo. E, no entanto, essa mesma frágil República soube, ao longo da sua existência, criar uma nova realidade no país, mais moderna e aberta à inovação e às experiências internacionais. E, em muitos campos, lavrou uma obra notável. Mas, terminado o conflito mundial, a economia e a sociedade apareciam exaustas, sem perspectivas claras de solução para muitos problemas. Ao mesmo tempo, na Europa, afirmavam- se forças de índole ditatorial e de concentração de poderes, quer políticos, quer económicos, ancoradas também na reacção ao liberalismo político e, sobretudo, na reacção à bolchevização das lutas operárias ..." [ler TUDO AQUI] J.M.M.

sábado, 18 de junho de 2011

ARTUR MARINHA DE CAMPOS (Parte II)


[Na imagem, o primeiro número do jornal O Radical, dirigido por Marinha de Campos, em Lisboa, era um jornal matutino, com 4 páginas e seis colunas, propriedade da empresa O Radical, que tinha por administrador J. Pedro Amado e cuja redacção, administração e tipografia se situavam no Poço Novo, 27-2º e a impressão era feita nas Oficinas de F. de Miranda e Sousa, Rua do Salgueiro, 28. Teve uma duração eférmera, visto que só se publicaram 88 números, tendo o último sido publicado em 15 de Agosto de 1908]

Em 1913, Artur Marinha de Campos, já na situação de reforma da Marinha, foi enviado a Moçambique com o objectivo de fazer a concordância entre a prática quotidiana e a legislação existente sobre o problema dos prazos na Zambézia.
Para isso, o titular da pasta das Colónias, Almeida Ribeiro, procurou alcançar um compromisso com três objectivos:

1- a protecção e melhoramento das populações indígenas;
2- o desenvolvimento económico da região da Zambézia;
3- os interesses financeiros e políticos da colónia ou da metrópole.
Para alcançar este objectivo Marinha de Campos devia elaborar um relatório circunstanciado da missão, facto que fez e que foi publicado no Diário do Governo de 30 de Setembro de 1913.

Conforme se pode ver nas imagens que se seguem:












[Em continuação]

A.A.B.M.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

ARTUR MARINHA DE CAMPOS (Parte I)


Oficial da Armada, nasceu em Lisboa em 1871 e m. em I9-X- I930.

Teve um certo relevo na política dos últimos anos da monarquia. Tendo seguido João Franco quando este fazia oposição, combateu-o energicamente quando passou a governar em ditadura.

Aquilino Ribeiro refere-se ao oficial da Marinha portuguesa Artur Marinha de Campos nas suas memórias, onde refere que este franquista, depois irredutível inimigo de Franco quando enveredou pela ditadura, dando à estampa uma carta onde o criticava de forma violenta. Nessa carta, Marinha de Campos, atacava as medidas ditatoriais de João Franco, acusava-o de responder aos parlamentares no Diário do Governo, aos jornalistas no Tribunal da Boa Hora e ao povo o forte de Caxias ou o cemitério dos Prazeres.
Aquando da preparação do golpe que devia terminar com a ditadura de João Franco, Marinha de Campos tornou-se porta-voz do grupo dos revoltosos. Este contactou com Alfredo Luís da Costa onde afirmou que a tropa não sairia enquanto João Franco não fosse afastado ou mesmo eliminado [Aquilino Ribeiro, Um Escritor Confessa-se, Bertrand, Lisboa, 1974, p. 337-338].

Marinha de Campos, um dos mais intrépidos conspiradores contra a Monarquia e tornou-se num dos principais chefes da marinha na revolução de 5 de Outubro de 1910, juntamente com José Carlos da Maia, Ladislau Batalha, Mariano Martins, Vasconcelos e Sá ou Machado Santos. Mostrou-se um grande organizador, demonstrando coragem e tenacidade. Combateu a Monarquia colaborando em diversos órgãos da imprensa escrita, como a Pátria, a Luta e O Mundo, para além de ter sido o director do efémero jornal O Radical entre outras colaborações na imprensa, que adiante referiremos com maior detalhe.

Integrou também o comité revolucionário em que participou Mascarenhas Inglês e os chefes republicanos Alexandre Braga, França Borges e Afonso Costa, além do próprio José de Alpoim e Egas Moniz, facto que lhe permitiu alcançar alguma notoriedade.

Caracterizava-se pelo seu espírito combativo, com poder de liderança, facto que lhe provocou problemas com o Ministro da Marinha Amaro de Azevedo Gomes, já que não reconhecia no ministro qualidades para representar a Marinha no primeiro governo republicano, no entanto devido às suas relações de amizade com Afonso Costa conseguiu a nomeação para Governador de Cabo Verde.


Em 29 de Outubro de 1910 foi feita a nomeação de Marinha de Campos para o cargo de Governador da Província de Cabo Verde, onde tomou posse em 14 de Novembro de 1910, e foi exonerado pelo ministro Azevedo Gomes, em Abril de 1911, facto que provocou profunda polémica entre Brito Camacho e Afonso Costa.

Ao aportar á cidade da Praia, capital da província, o governador, Marinha de Campos, proibiu o desembarque de D. José Alves Martins, sob o falso pretexto de que o povo assim o exigia, por acreditar que o desembarque do Bispo suspenderia algumas das medidas que tencionava implementar.
Tendo chegado à Praia em princípios de Dezembro de 1910, o primeiro Governador da República, Marinha de Campos, proíbe-lhe o desembarque na capital e os seus amigos e correligionários vexam-no de todas as formas, a bordo.

Como resultado, veio a demissão do governador Artur Marinha de Campos. As dificuldades económicas, sociais e políticas do arquipélago permaneciam, quando não agravavam.

Nos cerca de quatro meses e meio do governo de Marinha de Campos em Cabo Verde foi necessário ultrapassar e decidir em momentos delicados, como:
- acabar com a tentativa de revolta da guarnição do Zambeze, que se recusava a cumprir a cerimónia da continência;
- enfrentar a greve dos trabalhadores das carvoeiras;
- combater a intransigência dos gerentes das mesmas companhias, tendo mesmo instruções de Lisboa, para o não fazer;
- o motim dos nativos de Santa Catarina, na ilha de Santiago, que tinham feito saques e roubos em plantações e que se enfrentaram com as forças militares;
- conflitos com o juiz da comarca, Dr. Emérico de Alpoim, com o delegado Gomes de Pinho e com o inspector da fazenda Fontoura de Carvalho que o acusavam de abuso de autoridade e, sobretudo, de fomentar um movimento que podia conduzir ao separatismo;
- expulsão de alguns funcionários coloniais;
- uma sindicância ao seminário-liceu e a suspensão de um professor, o cónego Ferreira Coimbra;
- a prisão do padre Duarte da Graça;
- proibiu a prática dos responsos;
- mandou prender as Irmãs da Caridade, apesar de já estarem secularizadas;
- mudou as elites municipais locais.

Marinha de Campos enquanto governador causava bastante polémica com os seus discursos, com a sua acção política e com as suas convicções. Um dos aspectos que também suscitou bastante polémica durante a sua permanência em Cabo Verde foi com o seu anticlericalismo. Este aspecto fê-lo, no entanto, conseguir o apoio de alguns sectores da sociedade local. Alguns desses apoiantes encontrou-os no jornal A Voz de Cabo Verde. Surgiram também organizações que o apoiaram como os Bombeiros Voluntários da Praia; Centro Democrático Marinha de Campos, no Mindelo, o Clube Republicano Marinha de Campos (Brava).

Toda a acção de Artur Marinha de Campos provocou muita celeuma em Cabo Verde e o próprio acabou por alimentar mais polémica ao afirmar publicamente que, “se estivesse no arquipélago em 1903, aquando da grande fome, se teria revoltado” [Célia Reis, “Cabo Verde”, O Império Africano. 1890-1930, Coord. A. H. de Oliveira Marques, Nova História da Expansão Portuguesa, Dir. Joel Serrão e A.H. de Oliveira Marques, Editorial Estampa, Lisboa, 2001, p. 105 apud João Nobre de Oliveira, A Imprensa Cabo-Verdiana, Macau, 1998, p. 180 e 245 ]

[Em continuação]
A.A.B.M.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

5 DE OUTUBRO 1910 - COMITÉ REVOLUCIONÁRIO DA MARINHA


FOTO [clicar]: COMITÉ REVOLUCIONÁRIO DA MARINHA

- 1ºplano (da esquerda para a direita):Dr. Vasconcelos e Sá, 2º Tenente Sousa Dias, 1º Tenente António Ladislau Parreira, 2º Tenente Tito de Morais, comissário naval Costa Gomes;

- 2ºplano (da esquerda para a direita): 2º Tenente Mendes Cabeçadas, comissário naval Mariano Martins, 1º Tenente João Fiel Stockler, 2º Tenente José Carlos da Maia, 2º Tenente Silva Araújo.

via Ilustração Portuguesa

J.M.M.

A BANDEIRA NACIONAL E A REPÚBLICA PORTUGUESA


[II] TERTÚLIA: A Bandeira Nacional e a República Portuguesa;
DIA: 18 de Junho (16 horas);
LOCAL: Auditório da Casa da Cultura D. Pedro V (Mafra);
CONVIDADO: Jorge de Matos [Academia Lusitana Heráldica];
ORGANIZAÇÃO: Rotary Club de Mafra [apoio da C.M. Mafra]

O Rotary Club de Mafra está a organizar um Ciclo de Tertúlias [sete ao todo, tentando abordar temáticas ligadas à arte, simbolismo, sociedade ou república] no âmbito das comemorações dos "100 Anos da Maçonaria no Concelho de Mafra". O evento decorrerá sempre ao terceiro sábado de cada mês. A I Tertúlia – com o título “A Maçonaria no Concelho de Mafra” – teve já lugar no passado dia 21 de Maio e como convidado o prof. António Ventura.

Esta II Tertúlia abordará "A Bandeira Nacional e a República Portuguesa" e estará a cargo de Jorge de Matos, da Academia Lusitana de Heráldica. Como sempre, será realizada na Casa da Cultura D. Pedro V (em Mafra), no próximo dia 18 de Junho (16 horas).

J.M.M.

terça-feira, 14 de junho de 2011

EXPOSIÇÃO: PRAIA DE QUARTEIRA UM SÉCULO DE EVOLUÇÃO TURÍSTICA


No ano em que se assinala o Centenário da Institucionalização do Turismo em Portugal, vai ser inaugurada no próximo dia 18 de Junho de 2011, pelas 18 horas, na Praia de Quarteira, concelho de Loulé, uma exposição dedicada ao tema.

Sendo Quarteira um dos polos do turismo algarvio, muitas vezes apontada como um dos maus exemplos em termos de urbanismo, sofreu uma evolução que teve as suas vicissitudes. Houve muitas personalidades que propagandearam as virtudes do turismo na região algarvia ao longo tempo. Lembramos algumas: Maurício Monteiro, Mário Lyster Franco, Julião Quintinha, General Leonel Vieira, sem esquecer os elementos do Algarve que participaram na Sociedade de Propaganda de Portugal, como o Eng. Manuel Roldan e Jaime de Pádua Franco, entre muitos outros. Foi também durante a República que se organizaram as Comissão de Iniciativa e Turismo, mais a Junta de Turismo de Quarteira, Junta de Freguesia e Câmara Municipal.

Tendo como ponto de partida a inauguração do caminho-de-ferro, sobretudo a Estação Loulé/Quarteira, esta iniciativa pretende demonstrar como uma aldeia piscatória se transformou numa zona turística, com todas as suas vicissitudes, em grande medida devido à acção dos organismos locais de turismo, Comissão de Iniciativa e Turismo da Praia de Quarteira e depois Junta de Turismo de Quarteira, e das autarquias, Câmara Municipal de Loulé e Junta de Freguesia de Quarteira

Esta exposição documental retrata um século de evolução onde são focados temas como os organismos locais do turismo, a animação, os transportes e alojamentos.

Horário: diariamente das 9h30 às 18h00, até 1 de Julho; diariamente das 16h00 às 23h00, a partir de 1 de Julho e ficará patente até 17 de Julho, na Galeria de Arte da Praça do Mar.

A.A.B.M.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

ARQUIVOS DO SILÊNCIO: ESTILHAÇOS E MEMÓRIAS DO IMPÉRIO


Vai realizar-se em Lisboa, nos dias 16 e 17 de Junho, um curso de formação organizado pelo CES e coordenado por: Maria Paula Meneses, Catarina Gomes e Bruno Sena Martins.

Pode ler-se na divulgação deste curso de formação:
O tema da Guerra Colonial tem vindo a conhecer novas revelações suscitando debates sobre o sentido desta guerra e das lutas nacionalistas, associadas aos processos de independências em meados dos anos 70. Questionar o colonial implica o levantar de inúmeras questões, quer nos espaços metropolitanos imperiais, quer nos vários contextos colonizados. A luta pela independência de Angola, da Guiné e de Moçambique esteve intimamente ligada a outros processos geopolíticos, a apoios do continente africano e à luta contra o fascismo em Portugal. Esta senda anti-colonial envolveu a rejeição da discriminação racial e das fronteiras sulcadas pelo imperialismo num apelo à conjugação de esforços para resistir à opressão colonial e fascista, transformando-as numa causa única contra um opressor comum. Esta relação obriga a repensar o tempo da história e a própria História.
O ritmo crescente das polémicas associadas a este conflito opõe-se todavia ao ritmo lento da constituição de saberes académicos. Este curso procura cruzar olhares e perspectivas sobre a última etapa da história colonial de Portugal, abrindo portas para uma análise mais profunda dos vários sujeitos e narrativas que este violento processo encerrou em si, integrando oradores com diferentes percursos.
O curso desenvolver-se-á ao longo de dois dias, integrando várias sessões em que se procurarão discutir problemas associados ao ‘desarquivar’ de memórias. A partir das propostas e das inquietações que os estudos pós-coloniais têm trazido, este curso pretende ampliar o questionamento do moderno encontro colonial de modo multidimensional, problematizando o direito às memórias e às verdades históricas, e ampliando a reflexão sobre as formas contemporâneas com que a experiência colonial se manifesta e se reproduz nos nossos dias. Integrará ainda a apresentação (com a presença da realizadora) do filme Dundo (2009). O debate que se seguirá contará com a presença da jornalista Nicole Guardiola, e abrirá campo para uma discussão mais abrangente abordando temas e tensões em torno da Guerra Colonial e das lutas nacionalistas em Portugal. O curso encerrará com uma mesa redonda que contará com a participação de académicos, jornalistas e activistas políticos
.

Participam como formadores: Aniceto Afonso, Natércia Coimbra, Elsa Peralta, Bruno Sena Martins, Benedito Machava, Carolina Peixoto e Iolanda Vasile, entre outros.

O programa completo pode ser consultado AQUI e a Ficha de Inscrição pode ser acedida AQUI.

Uma actividade que merece toda a divulgação e apoio.

A.A.B.M.

OS FILHOS DA GUERRA COLONIAL:PÓS-MEMÓRIA E REPRESENTAÇÕES

Vai realizar-se amanhã e depois, dia 14 de Junho e 15 de Junho, no CES-Lisboa, um colóquio organizado pelo Centro de Estudos Sociais, com o título em epígrafe que é a todos os títulos de grande interesse para uma sociedade que ainda conserva/esconde alguns traumas com um longo período de 14 anos de guerra (1961-1975). Pode ler-se na sinopse de apresentação do colóquio: Entre 1961-1974 Portugal manteve em Angola, Moçambique e Guiné-Bissau uma longa Guerra Colonial não publicamente assumida. A memória desta Guerra na sociedade portuguesa contemporânea liga-se a três acontecimentos históricos marcantes: o final da ditadura salazarista, o 25 de Abril de 1974 e a descolonização. A grandeza destes acontecimentos na história contemporânea portuguesa, por um lado, e a quase inexistência de estudos de história colonial portuguesa, por outro, permite que a Guerra Colonial seja vista como algo externo e não como algo de profundamente interno a Portugal e aos países africanos entretanto independentes. Assim, ela apresenta-se incompreensível e mantém-se reservada aos grupos que são portadores da sua memória: os ex-combatentes e as suas famílias. O presente projecto de investigação aprofunda algumas linhas críticas sobre a Guerra Colonial a partir de testemunhos de filhos de ex-combatentes, ou seja, a partir da pós-memória da Guerra, a memória daqueles que não a experienciaram, mas cresceram mergulhados em narrativas da guerra vivida pela geração dos seus pais. A abordagem transdisciplinar que propomos – combinando áreas como a crítica literária, os estudos culturais, a psiquiatria, a sociologia, a história, ou a ciência política – usufrui do actual debate teórico sobre três directrizes: a pós-memória no âmbito da memória familiar e colectiva; o trauma no âmbito da reflexão crítica sobre o pós-Guerra Civil de Espanha, o pós-Holocausto, o pós-guerra da Argélia, o pós-Vietname, e o pós-Apartheid; e as contra-histórias marginais que surgem a partir da problematização do silêncio ontológico que funda o subalterno numa linha crítica que une Gramsci à tradição dos Subaltern Studies e dos estudos pós-coloniais. No programa do colóquio constam personalidades de relevo como: Margarida Calafate Ribeiro, António Sousa Ribeiro, Bernard McGuirk, Roberto Vecchi, Rui Mota Cardoso, Luiz Gamito,Ivone Castro Vale, Aida Dias, entre vários outros. O programa completo pode ser consultado AQUI. Uma iniciativa que se recomenda. A.A.B.M.

PESTANA JÚNIOR "PROFETA" REPUBLICANO - APRESENTAÇÃO DO LIVRO NO GRÉMIO LUSITANO



LIVRO: Pestana Júnior «Profeta» Republicano;
AUTORES: Aires Henriques & Catarina Pestana Henriques;

[II] APRESENTAÇÃO: dia 15 de Junho (18.00 horas);
LOCAL: Grémio Lusitano (Sala Magalhães Lima), Rua do Grémio Lusitano, nº 25, ao Bairro Alto;
APRESENTAÇÃO: pelo Prof. António Ventura.

O “trabalho biográfico” – Pestana Júnior «Profeta» Republicano - de Aires B. Henriques [contacto via Facebook] e Catarina Pestana Henriques [bisneta do biografado] sobre a figura inolvidável de Manuel Gregório Pestana Júnior, natural de Porto Santo [impoluto republicano, um dos intransigentes da Greve de 1907 de Coimbra, maçon e antigo carbonário, publicista e advogado, deputado Constituinte e ministro da I República, e depois um dos resistentes e combatentes contra a Ditadura militar e salazarista, pagando por isso a prisão e o desterro], e que AQUI e AQUI referenciámos, será apresentado (homenageado) em Lisboa no próximo dia 15 de Junho, justamente na Sala Magalhães Lima do Grémio Lusitano. A apresentação estará a carga do prof. António Ventura.

PEDIDO AQUISIÇÃO DO LIVRO endereçado a: Aires Henriques, Villa Isaura, Troviscais, 3270-15 , Pedrogão Grande

J.M.M.

domingo, 12 de junho de 2011

O ENSINO LIVRE (1871-1872)



O ENSINO LIVRE - [Ano I, nº1 (8 de Outubro 1871) ao nº 51 (29 de Setembro 1872)], Lisboa; Proprietários: Joaquim José Annaya, Carlos Borges; Administrador: Joaquim José Annaya; Colaboração: A. de Castro, A. M. C. L. [correspondência], Alfredo Júlio de Brito [dir. Escola Central Primária de Lisboa], António da Costa, António Sérvulo da Mata, E. [correspondente do Porto], E. Motta, F. J. de Campos Rodrigues, Francisco Adolfo Varnhagen, J. A. Simões Raposo, J. P. [correspondente de Coimbra], João Semana, Lucílio [Cartas a Lucílio], M.C.R. [correspondência], Nelson [correspondência], Pedro Maria de Aguilar, Viscondessa de Tagilde [Folhetim]; Administração e Redacção: Praça de D. Pedro (Rossio), 102, 1º [a partir do nº7, na rua dos Retroseiros, 46, 1º; depois ao nº14, para a rua do Crucifixo, 62-66], Lisboa; Tipografia Central, Rua dos Retroseiros, nº46, Lisboa [ao nº14, Tip. do Ensino Livre, rua do Crucifixo]; publica-se semanalmente, aos Domingos [vende-se na Livraria do sr. Lavado, Rua Augusta, 95].

FOTO: reprodução da capa do nº 2 d’O Ensino Livre, via Biblioteca Nacional.

NOTA: interessante periódico onde se pretende debater o estado da Instrução Pública, apresentando como "indispensáveis para a reforma e desenvolvimento da educação em Portugal: liberdade de ensino, descentralização administrativa e articulação da iniciativa privada com a oficial" [cf. "A Imprensa de Educação e Ensino", dir. António Nóvoa, Lisboa, 1993, p. 347-48]. Alguns textos a registar:

A "História da Instrução Popular em Portugal, desde a fundação da Monarquia até aos nossos dias", por D. António da Costa [do nº1 ao nº6]; a necessidade de "reactivar a Associação de Professores"; um curioso anúncio do "Horário das Aulas da Escola Académica"; as "Cartas a Lucílio"; o "Quadro Nominal dos Discípulos" leccionados no ano de 1871, pelo Instituto Caligráfico, dirigido por Carlos Silva [nº15]; a "Proposta de lei de Instrução Pública” [apresentação e debate, com realce para um texto crítico de Simões Raposo – ao nº19 e segs]; um polémico texto [com cont.] contra o Reitor do Liceu Nacional de Lisboa [nº21 e segs, onde são referenciados abusos, ilegalidades e transgressões da lei na época de exames. A polémica trouxe à liça um curioso (e violento) debate entre os articulistas dos jornais a Crença Liberal e a Gazeta do Povo contra os d’ O Ensino Livre]; um In Memoriam de Pedro Augusto Adolfo Mauperrin [nº28]; uns "Apontamentos para a História do Ensino dos Surdos-Mudos em Portugal" e a notícia da reunião iniciadora da comissão para a fundação de uma Escola própria [nº35].

O Ensino Livre AQUI digitalizado.

J.M.M.

sexta-feira, 10 de junho de 2011

TRICENTENÁRIO DE CAMÕES


Foi a partir de 1880, que um grupo de personalidades organizou um conjunto de cerimónias para assinalar o nascimento daquele que era o mais conhecido dos nossos poetas - Luís Vaz de Camões.

No jornal Tribuno Popular, de Coimbra, encontramos o relato dos acontecimentos conforme foram analisados na época por quem os viveu. Um testemunho sobre os acontecimentos que pode ser acompanhado em vários números deste bi-semanário conimbricense que podem ser consultados AQUI.

Um tema, entre muitos outros possíveis de acompanhar, na imprensa de Coimbra, disponível online na Alma Mater da Universidade de Coimbra.

A.A.B.M.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

A VIDA CULTURAL NA LISBOA DA I REPÚBLICA (1910-1926)


LIVRO: [... de Actas do Colóquio Nacional] A Vida Cultural na Lisboa da I República (1910-1926);

APRESENTAÇÃO: dia 16 de Junho (18.00 horas);
PARTICIPAÇÃO: Catarina Vaz Pinto (Vereadora da Cultura CML), António Reis, Álvaro Costa de Matos;
ORGANIZAÇÃO: GEO (Gabinete de Estudos Olisiponenses)
LOCAL: Palácio de Beau Séjour (Estrada de Benfica,368,Lisboa).

J.M.M.

terça-feira, 7 de junho de 2011

MULHERES NA PRIMEIRA REPÚBLICA


LIVRO: Mulheres na I República. Percursos, Conquistas e Derrotas;
COORDENAÇÃO: João Esteves, Natividade Monteiro, Zília Osório de Castro;
EDIÇÃO: Colibri.

"Esta obra, significativamente intitulada Mulheres na 1ª República. Percursos, Conquistas e Derrotas, constitui um contributo assinalável para o conhecimento do início do caminho da contemporaneidade percorrido pelas mulheres. Vitoriosas ou não estiveram lá e marcaram com a sua presença situações bem diversificadas. Sem que tenha a pretensão de ser exaustiva, esta obra foca um certo número de situações consideradas exemplares de uma sociedade em mutação e do lugar que as mulheres aí pretendiam ocupar. Por estas características, considera-se um ponto de partida para novos estudos sobre a história das mulheres, e com eles, sobre a história da sociedade em geral em que a sua dignidade humana e cidadania cívica e política devem ocupar o lugar a que têm jus" [ler AQUI]

J.M.M.

À CONVERSA COM AMADEU CARVALHO HOMEM


Vai realizar-se amanhã, dia 8 de Junho, pelas 18 horas, na Biblioteca Municipal de Coimbra, uma conversa com o Prof. Doutor Amadeu Carvalho Homem.


O tema genérico da conversa vai ser Os Símbolos da República a propósito da polémica que envolveu a escolha da nova Bandeira Nacional, problema a que já fizemos referência AQUI ou AQUI.


Uma iniciativa a não perder.

A.A.B.M.

domingo, 5 de junho de 2011

O REPUBLICANO 1869



O REPUBLICANO. Folha do Povo. Liberdade, Igualdade, Fraternidade - [Ano I, nº1 (1869) ao nº3 (1869)], Lisboa; Administração: Rua da Penha de França (ao Colégio dos Nobres), 52, 1º, Lisboa; Tipografia Lusitana, Rua Nova da Palma, 89-91, Lisboa [nº2, na Tip. Lisbonense, Largo de S. Roque, 7, Lisboa]

O Republicano digitalizado na Biblioteca Nacional, AQUI.

J.M.M.

sábado, 4 de junho de 2011

ANATOMIA POLÍTICA


"É justo que pensemos um pouco na Pátria. Porque enfim, temos uma pátria. Temos pelo menos – um sítio. Um sítio verdadeiramente é que temos: isto é – uma língua de terra onde construímos as nossas casas e plantamos os nossos trigos. O nosso sítio é Portugal" [Eça de Queirós, As Farpas, Janeiro de 1872]

"Portugal é uma nação enferma do pior género de enfermidade, o langor, o enfraquecimento gradual que, sem febre, sem delírio, consome tanto mais seguramente quanto se não vê órgão especialmente atacado, nem se atina com o nome da misteriosa doença. A doença existe, todavia. O mundo português agoniza, afectado de atonia, tanto da constituição íntima da sociedade, como no movimento, na circulação da vida política" [Antero de Quental, 1868]

"Portugal é uma fazenda, uma bela fazenda, possuída por uma parceria. Como vocês sabem, há parcerias comerciais e parcerias rurais. Esta de Lisboa é uma parceria política, que governa a herdade chamada Portugal … Nós, os Portugueses, pertencemos todos a duas classes; uns cinco a seis milhões que trabalham na fazenda, ou vivem dela a olhar, como o Barrolo, e que pagam; e uns trinta sujeitos em cima, em Lisboa, que formam a parceria, que recebem, e que governam. Ora eu, por gosto, por necessidade, por hábito de família, desejo mandar na fazenda. Mas para entrar na parceria política, o cidadão português precisa uma habilitação – ser deputado" [Eça de Queirós, in Revista Moderna]

"Cada país tem o governo que lhe é adequado; a sociedade portuguesa, sustada sem seu desenvolvimento, nunca chegou a ser um organismo colectivo, vivendo do seu trabalho, com ideal político comum, capaz de se raciocinar e exprimir uma vontade geral. Ela constitui sem dúvida uma excepção na Europa, Ontem como hoje, tem sido sempre uma sociedade de aventureiros. Emudecida sobre as questões referentes ao bem da comunidade, só a interessam a emigração e as aventuras d’além-mar. O que cada um deseja é que o deixem sair”" [Alberto de Sampaio, in Revista de Portugal]

"Creio que isto é uma raça perdida. Começo a crer que biologicamente a nossa decadência degenerativa é manifesta. Não se trata apenas duma desagregação de alma colectiva, trata-se duma dissolução mais funda, mais íntima, passada na alma de cada um. Dá vontade de morrer – de vergonha" [Manuel Laranjeira, Diário Íntimo]

"Doze ou quinze homens, sempre os mesmos alternadamente possuem o Poder, reconquistam o Poder, trocam o Poder" [Eça de Queirós, Farpas, Junho 1871]

"A península Ibérica parece que herdou uma neurose – que em Espanha se tornou um génio raiado de loucura e, em Portugal, degenerou em imbecilidade misturada de velhacaria. Junte a isto (para Portugal), as influências hereditárias de uma avara genética, e explica muita coisa do País" [Eça de Queirós, A Capital]

"Em Portugal o cidadão desapareceu. E todo o País não é mais do que uma agregação heterogénea de inactividades que se enfastiam" [Eça de Queirós, Farpas III]

"O bacharel, tendo a consciência da sua superioridade intelectual, da autoridade que ela lhe confere, dispõe do mando; ao futrica resta produzir, pagar para que o bacharel possa viver, e rezar ao Ser Divino para que proteja o bacharel" [Eça de Queirós, Farpas III]

“O que um pequeno número de jornalistas, de políticos, de banqueiros, de mundanos decide no Chiado que Portugal seja – é o que Portugal é" [Eça de Queirós, O Francesismo]

in João Medina, "Eça Político", Seara Nova, 1974

via Almocreve das Petas

J.M.M.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

O MUNDO DO TRABALHO NO SUL DE PORTUGAL

Como já referimos AQUI, vai realizar-se nos próximos dias 3 e 4 de Junho, o encontro de investigadores que se dedicam ao estudo do tema em epígrafe, cujo programa já apresentamos anteriormente. Esta iniciativa resulta da parceria estabelecida entre o Instituto de História Contemporânea da FCSH-UNL em colaboração com a Universidade Popular do Porto, o CEIS XX, o Museu de Portimão e o ISMAT estão a organizar um conjunto de Encontros subordinados ao tema Áreas industriais e Comunidades operárias. A 1ª Sessão destes encontros, que terá lugar no Museu de Portimão entre 3 e 4 de Junho de 2011. Áreas Industriais e comunidades operárias Encontros de investigadores locais: divulgação de estudos monográficos Comissão Científica: Ana Nunes de Almeida, Bruno Monteiro, Frédéric Vidal, Joana Dias Pereira, Manuel Loff, Maria João Raminhos Duarte e Silvestre Lacerda I Sessão – O Mundo do Trabalho no sul de Portugal: bolsas industriais e comunidades rurais: (Junho no Museu de Portimão) II Sessão – o mundo do trabalho na grande Lisboa: industrialização e suburbanização (Outubro na Voz do Operário) III Sessão – o mundo do trabalho no grande porto: urbanidade e ruralidade (Dezembro na Casa Sindical) Um conjunto de iniciativas a acompanhar com todo o interesse. A.A.B.M.

II JORNADAS DE HISTÓRIA E FILATELIA


Numa organização do CEIS20 vai realizar-se amanhã, 2 de Junho de 2011, uma interessante sessão sobre a relação do selo com a História. Ao longo de um dia, os apaixonados pela Filatelia e pela História, compreenderão melhor a utilização que se foi fazendo do selo, ao longo do tempo, pelo poder político.

O programa encontra-se organizado da seguinte forma:

09h30
Entrega da documentação
Sessão de Abertura

10h00 – 10h20
Comunicação de Abertura

A Importância Cultural do Selo
João Rui Pita (FFUC/CEIS20/SFAAC)

10h30 – Pausa

10h45 – 13h00

Ricardo Jorge símbolo de um processo com duzentos anosAna Leonor Pereira; João Rui Pita (FLUC/CEIS20; FFUC/CEIS20)

Vacinação – O Novo Paradigma Terapêutico
Sandrine Martins Pinto (CEIS20)

Da filatelia de Vidal à (in)suficiência da Constituição da República
Lia Raquel Neves (CEIS20)

Apresentação da obra História e Filatelia - I
Maria Manuela Tavares Ribeiro (FLUC/CEIS20)

13h00 – Almoço

15h00 – 17h30

A República e o Ensino
Luís Reis Torgal (FLUC/CEIS20)

O 25 de Abril na filatelia
Natércia Coimbra (Centro 25 Abril)

Portugal e a União Europeia – 25 anos de integração
Isabel Maria Freitas Valente (FLUC/CEIS20/SFAAC)

Debate

Moderadora
Maria Manuela Tavares Ribeiro

16h30 – Pausa

Comunicação de Encerramento

O Selo Postal nas suas diversas acepções
Eurico Lage Cardoso (filatelista)

COMISSÃO CIENTÍFICA
Profª Doutora Maria Manuela Tavares Ribeiro
Prof. Doutor João Rui Pita

COMISSÃO ORGANIZADORA
Prof. Doutor João Rui Pita
Mestre Isabel Maria Freitas Valente
Mestre Nuno Cardoso

ENTRADA LIVRE
CERTIFICADO E DOCUMENTAÇÃO: 5€

Uma iniciativa a acompanhar com todo o interesse.
A.A.B.M.