terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

COMEMORAÇÕES DO BICENTENÁRIO DE ALEXANDRE HERCULANO NA TORRE DO TOMBO


Na próxima quinta-feira, dia 3 de Fevereiro de 2011, pelas 15 horas, vai realizar uma conferência na Torre do Tombo o historiador Professor Doutor António Borges Coelho, para assinalar o bicentenário do nascimento de Alexandre Herculano.

Para evidenciar o acontecimento vai estar presente S. Exª o Secretário de Estado da Cultura, Dr. Elísio Summaviele.

Uma actividade a acompanhar com todo o interesse.

A.A.B.M.

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

FONTES ONLINE PARA ESTUDAR O 31 DE JANEIRO


Existem actualmente um conjunto apreciável de fontes disponíveis em vários espaços que nos permitem acompanhar e compreender o que foi o 31 de Janeiro de 1891.

Em primeiro lugar, começando pela Biblioteca Nacional Digital, onde é possível consultar alguns títulos imprescíndíveis para compreender a época, os acontecimentos e o contexto político e social em que ocorreram.
Para começar recomendamos uma visita a os Debates, para compreender a versão republicana da origem dos acontecimentos, que foi obrigado a suspender publicação devido aos acontecimentos do Porto.
Encontra-se também disponível o Jornal do Porto, que permite acompanhar de alguma forma a realidade portuense pré e pós revolta de 31 de Janeiro.
Pode ainda recorrer-se a um jornal de província, como O Viriato de Viseu, um bissemanário, para perceber o eco dos acontecimentos em algumas regiões do País e as leituras e interpretações que se fizeram dos eventos na cidade invicta.

Também na BIBRIA, de Aveiro, é possível consultar uma das fontes mais importantes para se compreender o 31 de Janeiro, porque o Povo de Aveiro era dirigido por Francisco Manuel Homem Cristo, um dos homens que integrava, à época, o Directório do Partido Republicano Português. Com uma ressalva, para a necessidade de ter que realzar a pesquisa, porque a colocação da ligação só remete para a página inicial com todos os jornais, não permitindo a colocação directa, como acontece na Biblioteca Nacional.

No caso da Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra, na Alma Mater também é possível utilizar um dos seus periódicos.
O Tribuno Popular, permite acompanhar os acontecimentos e a sua repercussão em Coimbra, durante os anos que antecedem e sucedem aos acontecimentos.

Finalmente, na Hemeroteca Digital de Lisboa é possível localizar também na revista Ocidente iconografia e relatos sobre as incidências da revolta republicana na cidade do Porto, em especial no nº 437 e seguintes, onde se encontram elementos interessantes para completar os dados.

Possívelmente existirão outras fontes já disponíveis online que não conhecemos, mas estas que aqui recordamos aos nossos ledores já permitem alguma variedade de informação e aspectos de maior detalhe que possibilitam a realização de um estudo especifico ou abrangente sobre os factos ocorridos na cidade do Porto.

A.A.B.M.

31 DE JANEIRO DE 1891 - SALVÉ


"AOS VENCIDOS DA REVOLUÇÃO REPUBLICANA 1891"

FOTO - Rua de 31 de Janeiro, na cidade do Porto. Foi "aberta" ao público em 1805, e designada como Rua Nova se Santo António ["devido à existência da Igreja de Santo António dos Congregados"]. Com a implantação da República passa a ter a designação, como "homenagem à revolta republicana de 31 de Janeiro de 1891", de Rua de 31 de Janeiro. No Estado Novo, a toponímia regressa à sua versão original e só depois do 25 de Abril de 1974 recupera o nome de Rua de 31 de Janeiro.

via blog Sabor a Porto, com a devida vénia.

J.M.M.

domingo, 30 de janeiro de 2011

FRANCISCO GRANDELA NA ACADEMIA PORTUGUESA DA HISTÓRIA



Na próxima quarta-feira, dia 2 de Fevereiro de 2011, pelas 15 horas, vai ser apresentada a comunicação Francisco Grandella - Comerciante e Republicano, pelo académico de número Prof. Doutor Miguel Corrêa Monteiro, na Academia Portuguesa da História.

Recorde-se que Francisco Grandela, nascido em 1853, filho de médico de província, começou actividade como marçano aos 11 anos de idade, foi o fundador, em 1881, da Loja do Povo que constituiu a primeira experiência comercial daquele que viria a ser o dono dos célebres Armazéns Grandella, em Lisboa. Modelando o seu ambicioso projecto pelo exemplo dos armazéns Printemps parisienses, prosperou rapidamente. Fundou o Teatro da Rua dos Condes e o célebre Club dos Makavenkos sobre que deixou impressas as respectivas Memórias (1919).

Foi um empresário português que construiu um dos maiores impérios comerciais da viragem do século XIX para o século XX. As suas técnicas comerciais assentaram na propaganda e no preço fixo. Com a fundação dos Armazéns Grandela na Baixa lisboeta, conseguiu empreender uma concorrência comercial muito forte ao pequeno comércio, com preços mais baixos. De ideologia republicana, participou na primeira vereação republicana de Lisboa, em 1908, amigo íntimo de Afonso Costa, veio a ser um dos principais defensores e mecenas do regime implantado a 5 de Outubro de 1910, tendo mesmo chegado a financiar as actividades conspirativas e revolucionárias do Partido Republicano.

Faleceu no seu palacete da Foz do Arelho em 20 de Setembro de 1934.

Sobre Francisco Grandela, publicou recentemente António Mendes Nunes, no diário i dois interessantes artigos, que podem ser consultados AQUI e AQUI.

Uma iniciativa a todos os títulos interessante, para se descobrir novas facetas daquele que deixou uma empresa comercial com bastante impacto durante grande parte do século XX.

Uma actividade a não perder.

A.A.B.M.

PRAÇA VELHA Nº 28


O presente número da Praça Velha, revista de cultura do distrito da Guarda, dedicado à República tem o índice que a seguir se discrimina:
Revista Praça Velha, Nº 28:

A República
A contribuição determinante da Inglaterra Monárquica para a implantação da República em Portugal - O processo repúblicano na Guarda
Adriano Vasco Rodrigues
Sidonismo na Guarda - Parlamentarismo, Presidencialismo e Luta de Classes
Aires Antunes Dinis
Pela Mulher: uma reflexão sobre o femeninismo na I República
Antonieta Garcia
República e Municipalismo
António Rafael Amaro
Abílio Guerra Junqueiro e as Casas Museu. Coleccionar para educar na República
Augusto Moutinho Borges
La República Portuguesa. Opiniones favorables y contrarias en la presa española
Carlos d'Abreu
Emilio Rivas Calvo
O Património Artístico do Paço Episcopal e Seminário arrolado em tempos de República
Dulce Helena Borges
5 de Outubro - Uma Reconstituição
Ernesto Rodrigues
Augusto Gil: o jornalista de A Actualidade
Helder Sequeira
Afonso Costa, o Orador para um estudo retórico . Algumas considerações preambulares
José Manuel Trigo Mota da Romana

Património e História
Património Cultural, Língua Portuguesa e Relações Internacionais
Alexandre António da Costa Luís
Carla Sofia Xavier Luís
Colégio S Fiel: O que foi feito das suas colecções científicas?
António Salvado Morgado
A Ponte Romana sobre a Ribeira de Cesarão em Vilar Maior
José António Rebocho Esperança Pina

Portfolio
Luís Rebelo
Grande Entrevista

Prof. Gomes Canotilho
"Não me imagino, hoje, no outro Portugal, sem liberdades republicanas e espaços públicos"
Entrevista conduzida por Fernando Paulouro Neves

Poesia
Manuel A. Domingos

Recenções Críticas

Súmula

Uma revista com interessante conjunto de investigadores, uns naturais, outros residentes e outros ainda a investigarem sobre temáticas ligadas à região. Salienta-se também pela qualidade de alguns dos artigos que recomendamos aos nossos ledores.

A.A.B.M.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

ANTÓNIO ALEIXO NO ARQUIVO MUNICIPAL DE LOULÉ


Amanhã, sábado, 29 de Janeiro de 2011, vai realizar-se uma conferência no Arquivo Municipal de Loulé, pelas 15 horas, sobre o poeta popular algarvio António Aleixo: traços biográficos e evocações.

O conferencista é João Romero Chagas Aleixo, habitual colaborador da imprensa local e actualmente aluno finalista do curso de História.

Durante esta conferência será apresentado pelo professor catedrático Romero Magalhães, um novo caderno do Arquivo, o número 5, sobre esta temática, com o título Ensaios Aleixianos.

Para mais detalhes sobre esta actividade e o conferencista consultar AQUI.

Uma actividade a acompanhar com interesse.

A.A.B.M.

TRAVESSA DO GUARDA-MÓR, AO BAIRRO ALTO


"O ano de 1869 apresentou-se como uma data muito importante no processo de unificação e expansão da Maçonaria Portuguesa. Três das quatro obediências existentes chegaram a um acordo de unificação. O Grande Oriente Português, (já de si resultado da união anterior, entre o Grande Oriente de Portugal, a Grande Loja Portuguesa, a Confederação Maçónica e a Federação Maçónica), o Grande Oriente Lusitano e o Oriente do Rito Escocês, recriando-se assim o Grande Oriente Lusitano Unido (...)

Em 17 de Novembro de 1879, instala-se o Grande Oriente Lusitano Unido num amplo palácio na Travessa do Guarda-Mór, ao Bairro Alto, comprado por um grupo de maçons, ao pai de José Relvas. Esta aquisição confere ao GOLU uma das melhores sedes Maçónicas de todo o mundo.

'... O prédio apalaçado, na esquina da Rua da Atalaia, com esta Travessa [do Guarda-Mór], foi adquirido em 1875 pelo Grande Oriente Lusitano Unido que se fundara em 1869 [1879] e estava instalado antes na Rua Nova do Carmo, nº 35. Foi José Elias Garcia, grão-mestre da maçonaria desde 1885, quem, ao passar pelas cadeiras da vereação municipal poucos anos depois, promoveu (1888) que esta travessa do Guarda-Mór se chamasse do Grémio Lusitano. Oficialmente a instituição Maçónica desapareceu do nosso país; o ano passado o edifício, já antes encerrado, foi tomado pelo Governo, instalando-se nele a Acção Social e Política da Legião Portuguesa.

O prédio de nada interessante possue; as obras que anteriormente lhe foram feitas, depois do assalto que o Grémio Lusitano
sofreu em 1918, levaram alguma coisa que restasse do casarão oitocentista ...' (...)

A 16 de Abril de 1929, terça-feira, o Palácio Maçónico é assaltado pela polícia, cumprindo as ordens do Ministro do Interior, José Vicente de Freitas, um coronel madeirense de 60 anos e grande inspirador da União Nacional.

Vicente Freitas intimou o Grémio Lusitano a encerrar o Palácio Maçónico, proibindo toda e qualquer reunião portas adentro. Vários maçons foram presos, por desobediência, mas libertados algum tempo depois. A excepção foi, Ramon Nonato de La Féria, iniciado em 1914 na Loja Cândido dos Reis, de Lisboa. Era o Presidente do Conselho da Ordem e foi preso de 1937 a 1939 sem culpa formada, sob acusação de ser maçom (...)

A 18 de Maio de 1931, as autoridades fecham e selam o Palácio Maçónico, por ordem de outro Ministro do Interior, Lopes Mateus, figura-chave na fundação e estruturação da União Nacional. (Filipe Ribeiro de Meneses, autor da biografia política de Salazar, afirma que Lopes Mateus era maçom.)

Em 1936, são instalados neste edifício os Serviços de Acção Social e Política da Legião Portuguesa. A Rua do Grémio Lusitano, passou outra vez a Travessa do Guarda-Mór (...)

Em 1974, depois de um novo assalto, este já no rescaldo da revolução de 25 de Abril, foi restituído ao Grande Oriente Lusitano que o fez reconstruir e onde se voltou a reunir a Maçonaria Portuguesa.

O Palácio Maçónico consta de rés-do-chão e mais três andares. No rés-do-chão funciona o Grémio Lusitano, associação cultural e benemérita, legalmente constituída e que serve de ligação oficial entre a Maçonaria e o mundo profano. Ainda no rés-do-chão se aloja o Museu Maçónico, salas para convívio, bar e restaurante. No primeiro estão localizados os serviços administrativos, a biblioteca e o arquivo, o gabinete do Grão-Mestre e do Conselho da Ordem, espaços que podem ser visitados por profanos. O segundo e o terceiro andares, são ocupados por templos e são restritos aos maçons.

Em 1978, a Câmara Municipal de Lisboa, através de edital, devolve a Lisboa e aos Maçons o nome da Rua onde está o seu Palácio, Rua do Grémio Lusitano, uma das mais bonitas sedes Maçónicas ..." [ler O TEXTO INTEGRAL AQUI]

in Travessa do Guarda-Mór, ao Bairro Alto, por António Borges M:. M:. [via Resp.'. L.'. Ocidente nº196 ao Oriente de Lisboa] - sublinhados nossos.

J.M.M.

Vai realizar-se hoje, dia 28 de Janeiro, pelas 17.30 h, no edifício da Biblioteca de Gambelas, em Faro, a conferência de Maria Isabel Rosa Dias, intitulada A 1ª República na Imprensa Regional Algarvia: o exemplo do semanário louletano O Primeiro de Maio.

A conferência insere-se no ciclo «A República: Figuras, Escritas e Perspectivas», resultado da colaboração entre a Câmara Municipal de Olhão (Biblioteca) e a Faculdade de Ciências Humanas e Sociais da Universidade do Algarve.

Maria Isabel Rosa Dias é docente de Literatura Portuguesa na Faculdade de Ciências Humanas e Sociais da Universidade do Algarve.

Uma actividade que recomendamos a todos os nossos ledores.
A.A.B.M.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

II CICLO DE CONFERÊNCIAS "PENSAR PORTUGAL NO CONTEXTO EUROPEU"



CONFERÊNCIA: Pensar Portugal no contexto Europeu
DIA: 27 de Janeiro de 2011 (19 horas)
ORADOR: Manuel Salgado
LOCAL: Palácio do Grémio Lusitano [Sala José Estevão]
ORGANIZAÇÃO: Loja Europa / Dr. Paulo Nora & Dr. Luís Rebelo.

J.M.M.

PESTANA JÚNIOR, PROFETA REPUBLICANO


Vai realizar-se no próximo dia 28 de Janeiro, no Palacete Viscondes de Balsemão, do Pelouro do Conhecimento e Coesão Social da Câmara Municipal do Porto, na Praça Carlos Alberto (Cedofeita), no Porto, pelas 18 horas, a apresentação do livro Pestana Júnior, Profeta Republicano.

A apresentação da obra de Aires Henriques e Catarina Pestana Henriques, vai ser feita pelo Prof.Doutor António José Queirós, da Universidade do Porto.

Um evento a acompanhar com todo o interesse.

A.A.B.M.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

A REPÚBLICA E A I GUERRA MUNDIAL

Nos Paços do Concelho, em Lisboa, vai realizar-se, no próximo dia 27 de Janeiro, pelas 18 horas, uma conferência pelo Doutor Luís Farinha. O tema desta conferência é A República e a I Guerra Mundial. Será certamente uma oportunidade para se reflectir sobre as razões profundas que levaram o nosso País a envolver-se neste primeiro grande conflito mundial. Encontrando também um conjunto de factores que produziram a divisão na sociedade portuguesa do tempo, apoiando ou criticando essa mesma intervenção. Por outro lado, as dificuldades enfrentadas pelo CEP, tanto em África como em França. O aparecimento do movimento sidonista e as suas repercussões no desenrolar da participação portuguesa na Guerra. Finalmente, todo o conjunto de consequências que se verificaram no contexto político-económico português no pós-guerra. Pode ler-se na apresentação desta conferência: O nosso país entrou formalmente no conflito em função da declaração de guerra que lhe foi comunicada pela Alemanha a 9 de Março de 1916, na sequência do apresamento dos navios germânicos na costa lusitana, realizado a pedido da Grâ-Bretanha. A verdade é que, anteriormente, tropas portuguesas já haviam sido enviadas para Angola e Moçambique com o intuito de travar as investidas alemãs contra essas colónias africanas. A participação portuguesa no teatro de operações europeu, que se efectivou em 1917, com a chegada à Flandres do Corpo Expedicionário Português (CEP) e com o envio do Corpo de Artilharia Independente (CAPI), representou um enorme esforço de mobilização de meios humanos e financeiros, implicando a incorporação de cerca de 200.000 homens e a afectação, directa e indirecta, de recursos militares e civis. Nesse mesmo ano, emergiam no campo de batalha novos instrumentos de destruição, como o carro de combate, a aviação militar e a intensificação do uso de gases letais, ao mesmo tempo que desembarcavam forças norte-americanas no teatro de operações europeu. Também em 1917, a revolução russa punha fim ao império csarista e levava ao poder o partido bolchevique, dirigido por Lenine, confirmando assim de algum modo o seu entendimento de que a revolução nasceria necessariamente da acumulação das tensões e rivalidades das forças económicas imperialistas do capitalismo. Em Portugal, entretanto, é instituída a censura, são proibidas actividades consideradas contrárias ao interesse do esforço de guerra, é restabelecida a pena de morte, é limitado o consumo de electricidade e gás, são adoptadas medidas de racionamento de bens alimentares, é aceite a criação de uma base naval norte-americana em Ponta Delgada, etc. - cavando ainda mais o fosso que afastava a população da difícil e intrincada vida política, em que se sucediam governos, como o de União Sagrada, e golpes militares, como o de Sidónio Pais. A 9 de Abril de 1918, uma vigorosa ofensiva alemã no sector português de La Lys desarticula o Corpo Expedicionário Português (CEP). As baixas cifram- se em mais de 7.000 homens, entre soldados e oficiais. Iniciada a 28 de Julho de 1914, a Grande Guerra arrastar- se-ia até 11 de Novembro de 1918, deixando Portugal à beira do colapso financeiro e com um agravamento substancial dos problemas sociais, além da incapacidade política de formação de governos capazes de levar por diante programas continuados e coerentes. Justificada pela defesa das possessões coloniais, a entrada de Portugal na guerra alcançou, embora com pesadas consequências, esse objectivo, garantida a sua permanência pelo Tratado de Versalhes. Uma actividade desenvolvida em parceria com a Fundação Mário Soares, que recomendamos a todos nossos ledores que possam assistir. A.A.B.M.

domingo, 23 de janeiro de 2011

REVOLTAR PARA RESISTIR. A MAÇONARIA EM ALMADA (1898-1937), DE ANTÓNIO VENTURA


Vai ser apresentado o livro do Professor António Ventura, cuja convite apresentamos acima, no próximo dia 26 de Janeiro, pelas 18:30, na Rua do Grémio Lusitano nº 25, em Lisboa.

Para apresentar a obra foi convidado António Valdemar.

Como principais destaques podemos referir, as actividades maçónicas durante a República e já durante a clandestinidade, as biografias de António de Moura Borges, Vice-Almirante Custódio José de Borja, Elias Garcia, João Fiel Stockler entre outros.

Procura também elaborar um pequeno resumo histórico dos triângulos e Lojas do Concelho de Almada como o Triângulo nº 6 (1898), Triângulo nº 315 (1931, onde vem uma biografia extensa do Dr. Basílio Lopes Pereira múltiplas referências e Mário Cal Brandão), a Loja Revoltar (1932, cujo venerável foi o Dr. Mário Cal Brandão, de que fizeram parte alguns dos mais conhecidos opositores ao Estado Novo como Ângelo Zuzarte Casimiro, Alexandre Babo, Manuel João da Palma Carlos e Francisco Keil do Amaral, entre muitos outros, ilustrado com algumas fotografias dos obreiros da loja).

Uma actividade a acompanhar com toda a atenção.
A.A.B.M.

O INIMIGO Nº 1 DE SALAZAR, DE PEDRO JORGE CASTRO


Vai ser apresentado amanhã, 24 de Janeiro, pelas 18:30h, na Fundação Mário Soares, o livro de Pedro Jorge Castro intitulado O Inimigo nº 1 de Salazar, editado pela Esfera dos Livros.

A apresentação da obra estará a cargo do Dr. Mário Soares.

Esta obra aborda a figura de Henrique Galvão e o protagonismo que passou a dispor depois do assalto ao paquete Santa Maria e do desvio do avião da TAP.

Pode ler-se na sinopse da obra:
Naquela manhã de 22 de Janeiro de 1961, os passageiros do paquete de luxo Santa Maria Aperceberam-se de que algo estava errado. Havia marcas de sangue no chão. Um homem armado impedia-lhes o acesso ao convés superior. Na sala do pequeno-almoço, não havia o habitual menu para a escolha dos pratos. Os empregados, com ar tenso, fazem correr a notícia, em voz baixa: «Uns rebeldes tomaram conta do navio.» A liderá-los está o capitão Henrique Galvão, o inimigo número um de António de Oliveira Salazar. Fervoroso salazarista, Henrique Galvão começa a desiludir-se e a afastar-se dos ideais defendidos pelo Estado Novo em 1949 quando afronta o regime na Assembleia Nacional, onde denuncia a escravatura e vários negócios promíscuos que envolvem a Administração de Angola. Estava aberta a porta para o confronto entre os dois homens que se conheciam bem. Seguiu-se uma tentativa falhada de atentar contra a vida do presidente do Conselho, em 1951, a prisão, uma espectacular fuga do Hospital de Santa Maria e o exílio. Salazar terá desabafado na altura: «Vamos arrepender-nos mil vezes. É muito mais perigoso que (Humberto) Delgado.» Salazar não estava enganado. Galvão escreve uma violenta carta aberta a Salazar, prepara a «Operação Dulcineia», que durante largos dias ocupa páginas e páginas da imprensa internacional. O regime ficava exposto. O exílio no Brasil não trava o seu ímpeto de lutador anti-fascista. Segue-se o sequestro de um avião da TAP e o depoimento contra Portugal na sede das Nações Unidas, arriscando-se a ser preso e extraditado para Portugal.

Uma iniciativa que recomendamos.

A.A.B.M.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

CARLOS CANDIDO DOS REIS (Parte II)


Na tarde do dia 3 de Outubro de 1910, ao saber-se que o então chefe do governo, Teixeira de Sousa, tinha sido avisado do golpe republicano e pusera de prevenção as tropas leais à causa monárquica, a maioria dos chefes republicanos propôs um adiamento do golpe, ao que se opôs o Almirante Cândido dos Reis. Dado que era o chefe militar e principal dinamizador da revolta, a sua posição levou a que esta ocorresse. Antes dos primeiros momentos da revolta, a 3 de Outubro de 1910, o Dr. Miguel Bombarda, um dos chefes civis do golpe e senhor de muitos dos seus segredos, é atingido a tiro por um doente mental do Hospital de Rilhafoles. Com receio da descoberta da conspiração a maioria das unidades militares comprometidas no movimento não chegou a revoltar-se e muitos oficiais do exército, julgando tudo perdido, haviam abandonado o entrincheiramento da Rotunda. Cândido dos Reis, pensando estar o golpe frustrado, não quis seguir para bordo de um dos navios que estava implicado no movimento. Libertou os camaradas de armas dos compromissos assumidos e dirigiu-se ao local onde estava instalado o quartel-general da revolução. Terá procurado saber informações acerca do decurso da revolta, mas a falta de notícias concretas e a desorganização instalada terão provocado mais desespero e descrença no sucesso de mais esta tentativa de revolta dos republicanos.

Despediu-se dos oficiais da Marinha mais próximos e horas depois, cerca das 6 horas da manhã era encontrado morto na Azinhaga das Freiras, tendo-se suicidado em consequência não só dos factos, mas também do seu temperamento hipocondríaco que lhe proporcionava crises de entusiasmo e de depressão frequentes.

Pertencia à Carbonária e horas antes de ser dado início ao movimento revolucionário, apesar de parte dos conspiradores defender o seu adiamento com receio do seu malogro, bateu-se energicamente pela execução do plano tal como este havia sido delineado sem alterações ou adiamentos, tendo conseguido vingar a sua opinião.

Na madrugada de dia 4 de Outubro, embora a revolução estivesse já na rua, convence-se que tudo está perdido e suicida-se. O golpe acabou afinal por triunfar e poucas horas depois é proclamada solenemente a República do alto da varanda da Câmara Municipal de Lisboa.

A República prestou-lhe sentida homenagem. Considerado um dos mártires da revolução de 5 de Outubro, a vereação da Câmara Municipal de Lisboa, atribuiu o seu nome à antiga Rua D. Amélia em 13 de Outubro de 1910 [Cf. Maria Calado, Lisboa. Roteiros Republicanos, CNCCR, Quidnovi, Matosinhos, 2010, p. 85]

Era tido como uma pessoa prudente, mas corajosa e sobretudo com muito mérito na sua área de actividade, tendo por isso recebido vários louvores e condecorações. Apesar de ter sido agraciado com o grau de oficial da Ordem de Avis e a de Cavaleiro da Torre e Espada pelos seus feitos na marinha, foi desde muito novo um adepto republicano de firmes convicções, tendo participado activamente na luta antimonárquica.

O nome do Almirante Carlos Cândido dos Reis foi utilizado não só em ruas e avenidas, mas também para substituir o nome de "D. Carlos I"[2] no principal cruzador da esquadra portuguesa. Sobre os funerais de Cândido dos Reis e de Miguel Bombarda mereceram a publicação de um decreto, de 13 de Outubro de 1910, que procurava plebiscitar a República recentemente implantada. Os seus funerais, organizados civilmente “foram os primeiros a merecerem honras nacionais. O novo poder apoderou-se dos corpos para os homenagear, e o povo republicano da capital deu ao acontecimento uma amplitude inusitada” e acrescenta que se procurava “consagrar civilmente dois heróis póstumos de uma revolução que ali mesmo buscava o seu reconhecimento popular” [Fernando Catroga, O Céu da Memória. Cemitério Romântico e Culto Cívico dos Mortos, Minerva, Coimbra, 1999, p. 167].

O cortejo fúnebre foi longo e carregado de simbologia. Tudo foi pensado na lógica do novo regime, mostrando todo um conjunto complexo de relações e leituras ideológicas e políticas. A organização do préstito e a disposição dos vários grupos de republicanos criando uma hierarquia de valores, estabelecendo uma parada de vitória, com o desfile simbólico das forças sociais e políticas que tinham assumido o poder em Portugal. A cerimónia visava, com toda a encenação que foi preparada, procurar legitimar o poder republicano [Fernando Catroga, idem, p. 319].

Uma personalidade fundamental a história da implantação da Republica, que o Almanaque Republicano homenageia, com este pequeno tributo, na semana em que se assinala o seu nascimento, a uma personalidade que desempenhou um papel fundamental na preparação da revolta de 5 de Outubro de 1910.

A.A.B.M.

CARLOS CANDIDO DOS REIS (Parte I)


Na semana em que se assinalou o nascimento daquele que foi um dos mártires republicanos da rvolução de 5 de Outubro de 1910, lembramos o Almirante Cândido dos Reis, que a toponímia republicana se encarregou de espalhar pelo País com grande prodigalidade, porque muitas são as terras onde o seu nome surge e muitas vezes poucos sabem sequer quem foi.

Carlos Cândido dos Reis nasceu em Lisboa a 16 de Janeiro de 1852, entrando como voluntário para a Armada aos 17 anos. Em 1 de Outubro de 1870 é guarda marinha. Promovido a capitão-tenente em Dezembro de 1892 e a capitão-de-mar-e-guerra em Dezembro de 1901. Em 9 de Julho de 1909 requereu a aposentação com o posto de vice-almirante. Durante a sua longa carreira na Marinha foi comandante das canhoneiras Bengo e Quanza. Comandou a Escola de Alunos Marinheiros do Porto, a Escola de Torpedos Fixos e foi comandante da 2ª e da 4ª divisão do corpo de marinheiros. Foi ainda instrutor da Escola Prática de Artilharia Naval e instrutor da aula profissional na dita escola. Foi ainda nomeado vogal das comissões de aperfeiçoamento de artilharia naval.

Apesar de uma carreira brilhante, quer no comando de vasos de guerra, quer na direcção de estabelecimentos escolares navais, é passado à reforma, no posto de vice-almirante, em 9 de Julho de 1909.

Convictamente republicano, toma parte activa na luta antimonárquica, sendo membro destacado da Junta Liberal, proferindo conferências de cariz anticlerical na Associação dos Lojistas. É o autor dos planos para a malograda 'intentona do elevador da Biblioteca', em 1908. Dessa tentativa nos dá conta Brito Camacho:

aí pela meia-noite, lívido, com um ligeiro tremor na voz, aparece-nos Cândido dos Reis, a perguntar o que se devia fazer. Respondemos-lhe que nada havia a fazer senão esperar. Mas ele era de outra opinião e francamente no-la expôs com a firmeza e decisão que punha sempre nas suas palavras.

- Não, alguma coisa há a fazer. Vou ao corpo de marinheiros e senão me estoirarem logo à entrada, venho com eles para a rua. Depois será o que for.

Respondemos-lhe simplesmente – Isso seria apenas uma loucura, se não fosse também um crime, porque toda essa gente seria fuzilada pela municipal e os regimentos continuariam aferrolhados nos quartéis.

Cândido dos Reis ficou por instantes calado numa concentração de espírito que tinha alguma coisa de terrível, porque era toda a sua alma elaborando um pensamento trágico.

- Bem nesse caso vou fazer saltar os miolos.” [Cf. Brito Camacho, “Dr. Miguel Bombarda e almirante Cândido dos Reis”, Almanaque d’A Luta, Lisboa, 1911, p. 143]


O fracasso de 1908 fez aumentar o empenho de Cândido dos Reis “na sua actividade contra a Monarquia; para ter os movimentos mais livres, e porque se tornara altamente suspeito às autoridades, passou à reforma” [Cf. David Ferreira, “Carlos Cândido dos Reis”, Dicionário de História de Portugal, vol. V, Dir. Joel Serrão, Livraria Figueirinhas, Porto, 1992, p. 266-267].

Pertencia à Maçonaria tendo sido iniciado com o nome simbólico de Pêro de Alenquer, em 1909, pelo Grão-Mestre Sebastião de Magalhães Lima e integrou a Loja José Estêvão, de Lisboa. Em 1910 atingiu o grau de Mestre [Cf. A. H. Oliveira Marques, Dicionário da Maçonaria Portuguesa, vol. II, Editorial Delta, Lisboa, 1986, p. 1217-1218.].

Após o fracasso da tentativa de 28 de Janeiro de 1908, retoma a sua actividade como conspirador, integrando a Carbonária, com o nome simbólico de Marceau. Conhecem-se as suas estreitas relações de amizade com José de Castro, o ilustre advogado que presidia à Comissão de Resistência da Maçonaria. A revolução que se preparava devia ter como chefe o próprio Cândido dos Reis.

Desde Outubro de 1909 que existem notícias do avanço da organização revolucionária militar que conduziria ao 5 de Outubro de 1910. Nela encontramos desde o início as referências a Cândido dos Reis e aos membros da Carbonária que dinamizaram as reuniões preparatórias em casa de Magalhães Lima e onde participavam António Maria da Silva, Machado Santos. Neste círculo restrito participavam João Augusto Fontes Pereira de Melo, o coronel Ramos da Costa, Afonso Palla, Amaro de Azevedo Gomes, Aníbal Sousa Dias, Carvalho Araújo, Duarte de Almeida e Castro Morais entre outros oficiais [Cf. João Augusto Fontes Pereira de Melo, A Revolução de 4 de Outubro (Subsídios para a História). A Comissão Militar Revolucionária, Guimarães Editores, Lisboa, 1912 ou ainda a agenda detalhada de João Chagas que Carlos Olavo publica em Homens, Fantasmas e Bonecos, Portugália Editora, Lisboa, 1950 ?, p. 34 e ss]

Eleito deputado pelo círculo de Lisboa, na lista republicana, em Setembro de 1910, não chegou, devido à queda do regime monárquico, a tomar assento nas Cortes. Participa activamente nos preparativos do movimento revolucionário do 5 de Outubro de 1910, sendo o responsável pela sua componente militar. Na tarde desse dia 3 de Outubro, Cândido dos Reis participou com Brito Camacho numa festa de propaganda republicana efectuada no Centro Pátria, em Algés [Cf. Brito Camacho, “Dr. Miguel Bombarda e almirante Cândido dos Reis”, Almanaque d’A Luta, Lisboa, 1911, p. 144].

[Em continuação]

A.A.B.M.

O MUNICIPALISMO E A REPÚBLICA POR MARIA FERNANDA ROLLO



Vai realizar-se amanhã, dia 22 de Janeiro de 2011, na Biblioteca Municipal de Silves, pelas 16 horas, a conferência da Professora Maria Fernanda Rollo, subordinada ao título O Municipalismo e a República.

A Doutora Maria Fernanda Rollo é doutorada em História Económica e Social Contemporânea pela Universidade Nova de Lisboa (UNL) e professora Auxiliar do Departamento de História da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da UNL.

É autora das seguintes publicações: “Portugal e o Plano Marshall”, “Percursos Cruzados“, “Inovação e produtividade: o modelo americano e a assistência técnica americana a Portugal no pós-guerra", “Heranças da Guerra: o reforço da autarcia e os ‘novos rumos’ da política económica”, entre outros trabalhos.

Informações/Contactos:
- Gabinete de Arqueologia, Conservação e Restauro, telefone: 282 444 100
email arqueologia@cm-silves.pt.

Uma actividade que recomendamos
A.A.B.M.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

LUÍS BIGOTTE CHORÃO - POLÍTICA E JUSTIÇA NA I REPÚBLICA VOL.1 (1910-1915)


LIVRO: Política e Justiça na I República vol. 1: 1910-1915
AUTOR: Luís Bigotte Chorão
EDITORA: Letra Livre

APRESENTAÇÃO E LANÇAMENTO: 27 de Janeiro de 2010 (18,30 horas)
LOCAL: Espaço Justiça do Ministério da Justiça (Praça do Comércio)
PARTICIPANTES: Dr. Fernando Catroga [FLUC] e Dr. António Hespanha [FDUL]

No próximo dia 27 de Janeiro (18,30 horas – Espaço Justiça, Ministério da Justiça) será apresentada a primeira parte da trilogia "Política e Justiça na I República, Um regime entre a legalidade e a excepção", vasto e imponente trabalho da autoria do jurista-historiador dr. Luís Bigotte Chorão. Investigador muito "cá de casa", e a quem dedicamos o preito da nossa admiração e distinção, terá na apresentação pública deste seu primeiro volume o dr. Fernando Catroga e o dr. António Hespanha, individualidades que não requerem apresentações.

O Almanaque Republicano fará referência, nos próximos dias, a este primeiro e notável volume que ora se dá à estampa - cujo viço de estilo e serenidade de erudição e escrita nos encanta -, que, certamente, contribuirá para uma profícua análise e reflexão histórica da "experiência que se iniciou com a fundação da República ... e se estendeu ao longo de dezasseis anos incompletos para soçobrar ingloriamente na sequência das desencontradas, mas, a final, vitoriosas arrancadas de Maio de 1926” [p.5 da op. cit].

J.M.M.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

NÚCLEO DOS "COMPANHEIROS DA REPÚBLICA"



BOLETIM de inscrição do Núcleo dos "Companheiros da República".

Curioso documento [clicar para ler o texto] de um denominado grupo, "Núcleo dos Companheiros da República" (de que não obtivemos qualquer referência), que consta do processo da PIDE [PSE n.º 3320, NT 4241], existente na Torre do Tombo (e que apresentamos, com a devida vénia). Leia-se, com atenção, os nove pontos dos Deveres do Núcleo [clicar na foto].

J.M.M.

FERNÃO MENDES PINTO EM TERRAS DE ALMADA


LIVRO: Fernão Mendes Pinto em terras de Almada
AUTOR: Fernando- António Almeida
EDITOR: C. M. de Almada

"Assinalando os quinhentos anos do nascimento de Fernão Mendes Pinto, a Câmara Municipal de Almada promoveu, ao longo de 2010, um conjunto de iniciativas culturais sobre a vida e obra deste andarilho das sete partidas.

Almada teve o privilégio de acolher Fernão Mendes Pinto, por volta de 1562, depois de ter percorrido distantes terras, conhecido outras culturas e outros povos do Extremo Oriente. Neste concelho deu forma escrita à Peregrinação e desempenhou cargos públicos, como juiz na vila e mamposteiro da Gafaria de São Lázaro e da Albergaria de Santa Maria de Almada. Fernão Mendes viria a falecer a 8 de Julho de 1583.

A Peregrinação escrita em Palença, concelho de Almada, foi publicada em 1614. Uma grande obra da época dos Descobrimentos onde o andarilho deixou exaradas as suas aventuras, desventuras, memórias, críticas e ficções.

Considerando que Fernão Mendes Pinto, uma das figuras mais emblemáticas da cultura portuguesa, faz parte da história e da memória deste concelho, a Câmara Municipal decidiu publicar este texto 'Fernão Mendes Pinto em Terras de Almada', (excerto do trabalho: Fernão Mendes Pinto. Um Aventureiro no Extremo Oriente, editado em 2006), da autoria do investigador dr. Femando-António Almeida, para divulgação e distribuição gratuita na comunidade educativa do concelho


[Eng.º António José de Sousa MendesVereador da Cultura de Almada, in Apresentação, "Fernão Mendes Pinto em terras de Almada", Almada, Câmara Municipal, 2010 – publicação comemorativa para assinalar os 500 Anos do nascimento de Fernão Mendes Pinto]

J.M.M.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

SEMINÁRIOS DO CENTRO DE HISTÓRIA DA UNIVERSIDADE DE LISBOA

No próximo dia 15 de Março de 2011, vai realizar-se o III Seminário de História e Cultura Política, subordinado ao tema: Monarquia e República. Pode ler-se na apresentação deste seminário: O objectivo do seminário deste ano é aprofundar criticamente o conhecimento sobre pensadores portugueses, através das doutrinas políticas que perfilharam relacionadas com a Monarquia e com a República. Pretende-se que, anualmente, se continue a realizar este seminário – com um tema de base – e que as perspectivas analíticas comunicadas sejam feitas através de vários olhares disciplinares, em particular a partir da história, da filosofia e da ciência política, daí o desejo que participem especialistas desses saberes. A reflexão crítica produzida visa estimular a vivificação da memória da cultura política e a construção historiográfica das ideias políticas e sociais contemporâneas, dentro da área do pensamento europeu, ibero-americano e português, um mundo aberto, plural e conflitual, onde há ainda um grande campo de investigação e reflexão crítica a desenvolver. O Coordenador deste seminário é o Doutor Ernesto Castro Leal. A sessão vai realizar-se no Anfiteatro III e conta com as seguintes participações: - Pedro Calafate; - José Esteves Pereira; - Norberto Ferreira da Cunha; - António Ventura; - Carlos Cordeiro; - Ernesto Castro Leal. Informações / Inscrições centro.historia@fl.ul.pt Dentro de dias far-se-á a divulgação do programa completo deste seminário a todos os interessados. Uma interessante actividade promovida pelo Centro de História e que recomendamos a todos os nossos ledores na região de Lisboa e outros interessados na temática. A.A.B.M.