sábado, 24 de novembro de 2007

ALBERTO COSTA [PAD'ZÉ]: NOTA BREVE (PARTE II)


Alberto Costa [Pad'Zé]: nota breve – Parte II

Aconteceu que o Pad'Zé, no ano de 1899, troca palavras pouco elogiosas com o lente Henrique Teixeira Bastos, no que resulta, após processo disciplinar respectivo, o seu afastamento da Universidade por dois anos. Na recusa do exílio coimbrão, Pad'Zé vê-se com a polícia à sua procura, ante a algazarra e gozo dos seus companheiros que acompanhavam a caricata situação. De comum acordo com o seu amigo Afonso Lopes Vieira [foto acima, Lopes Vieira e o Pad'Zé], por fim, lá partiu o "rebelde" Alberto Costa para Lisboa, a cumprir a sentença de expulsão da Universidade.

Porém, "não querendo sacrificar o pecúlio familiar à sua desditosa sorte" [cf. Rosa, 2000], parte para S. Tomé, onde é gerente e administrador de uma roça. Ao mesmo tempo que trava conhecimento com António José de Almeida [que aí era clínico desde 1896]. Depois desse exílio forçado, agora homem "rico", regressa de novo a Coimbra, onde chega no Outono de 1901. E não faz por mais; fica hospedado num dos "melhores hotéis da cidade", enquanto procurava residência na Rua da Matemática. Ao que parece, o assombro pela súbita "regeneração" do antigo boémio foi total na Academia. No entanto, a mudança face à Universidade e à vida, foi fugaz. Em breve, na sua casa da Rua da Matemática, onde um grupo de fiéis amigos se instalou [caso de Aquiles Gonçalves, mais tarde um dos grevistas da questão académica de 1907, Manuel Pessanha, Carlos Mendonça] regressaria à sua "anterior faceta" de boémio. Nessa ocasião, além do jovem republicano Carlos Mendonça, conhece Aníbal Soares [mais tarde advogado, redactor do jornal monárquico Diário Ilustrado, do jornal O Nacional e, ainda, do Diário Nacional, director do Correio da Manhã, deputado fiel a João Franco, anti-republicano e exilado pós a instauração da República], de quem foi bastante amigo. Muda de habitação, instalando-se nos Palácios Confusos, enquanto tem mesa e roupa lavada em casa de um familiar, um primo padre, que o pai lhe disponibilizou.

A vida política anda agitada no país e a Academia de Coimbra não fica indiferente, pelo contrário. O "nosso" Pad'Zé continua, ainda, "insubmisso", vadio e de casa em casa, fazendo amigos em diferentes quadrantes políticos [Campos Lima, Carlos Amaro, Alberto Machado, etc.], estuda por fim. Termina a sua formatura a 21 de Julho de 1904, partindo para a sua aldeia de origem. Mas depressa entende que à "falta de agitação" o melhor seria ir para Lisboa onde se instala. E, tal era a sua reputação de invulgar causídico que Alexandre Braga o convida a trabalhar no seu escritório, na Rua do Ouro. Começa, a partir daí, a sua aproximação aos meios republicanos e a crença na "revolução" que virá um dia.

[a continuar]

J.M.M.

PAD'ZÉ - O LIVRO DO DOUTOR ASSIS


O Livro do Doutor Assis

"O Livro do Doutor Assis. Pensamentos - conceitos - anedotas - larachas - chalaças - agudezas - subtilezas - facecias - dictos de espirito - calembourgs e charadas do Doutor Assis Capataz das Finanças no primeiro Estabelecimento scientifico do paiz

Com um portrait-charge do auctor, uns 'Breves traços sobre a organização e funcionamento do Primeiro Estabelecimento scientifico referido' e uma "Rapida excursão pelas memorias do meu tempo de Coimbra - Com a valiosa collaboração d'uma sociedade de homens de lettras", por Alberto Costa, ex-Pad Zé
"

Lisboa, Livraria Classica de A. M. Teixeira & C.ta, 1905 (aliás 1906, 4ª ed.)

J.M.M.

sexta-feira, 23 de novembro de 2007

ESTADOS AUTORITÁRIOS E TOTALITÁRIOS E SUAS REPRESENTAÇÕES:PROPAGANDA,IDEOLOGIA, HISTORIOGRAFIA E MEMÓRIA



(Seminário Internacional de Coimbra)

Organizado pelo Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX, vai realizar-se no Arquivo da Universidade de Coimbra, nos próximos dias 28, 29 e 30 de Novembro de 2007, um novo colóquio dedicado à História Contemporânea.

Conta com a presença de diversos reputados investigadores neste domínio da História. Destacam-se entre eles, pelo trabalho que vêm desenvolvendo nesta área, com multiplas publicações sobre esta temática dos regimes autoritários e suas formas de propaganda e difusão ideológica: Luís Reis Torgal, Carlos Cordeiro, Armando Malheiro da Silva, Heloísa Paulo, Alberto De Bernardi, Nuno Rosmaninho, Álvaro Garrido, João Paulo Avelãs Nunes, António Rafael Amaro, Joana Brites, Alexandre Ramires e Fernando Rosas, entre outros.

Como o espaço é limitado e porque a temática é bastante interessante, certamente os lugares serão insuficientes para todos os interessados. Por outro lado, o CEIS 20 tomou a iniciativa, que se saúda, de conseguir creditar esta acção para os Professores dos Grupos 200, 400 e 410, Registo nº CCPFC/ACC - 48806/07, permitindo obter 1 crédito na área específica da formação, conforme o estipulado no novo Estatuto da Carreira Docente e no Despacho 16794,de 3 de Agosto.

O programa completo deste colóquio pode ser consultado aqui.

Com os votos do maior sucesso para mais esta iniciativa do CEIS 20.

A.A.B.M.

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

ALBERTO COSTA [PAD'ZÉ]: NOTA BREVE (PARTE I)


Alberto Costa, aliás Alberto António da Silva Costa [ou Pad’Zé], nasce na Aldeia de Joanes, perto do Fundão, a 15 de Abril de 1877. Era filho de Agostinho da Costa Nogueira (empregado de balcão, depois professor da escola camarária no Fundão, administrador do concelho, tendo pertencido ao partido regenerador local) e de Maria Rosa da Costa [cf. J. Mendes Rosa, in Pad'Zé. O Cavaleiro da Utopia, Junta Freguesia de Aldeia de Joanes, 2000 - e que seguimos neste texto].

Alberto Costa faz os seus estudos primários na escola local, segue para a escola camarária no Fundão e, entre 1890-93, frequenta o Colégio de S. Fiel, então dirigido pela Companhia de Jesus [cf. Rosa, 2000]. No ano de 1893-94, Alberto Costa "matricula-se no Liceu da Guarda" e é aí, no dizer de J. Mendes Rosa [op.cit.] que nasce o "boémio" e "folgazão" que mais tarde a Academia de Coimbra bem conhecerá. Depois de um ano em casa "a amadurecer, a tomar juízo" [id. ibid], Alberto Costa ruma para Coimbra, em 1895, cursar Direito.

Chegado a Coimbra – onde é recebido em apoteose pela Academia, avisada previamente por confrades oriundos da Guarda (cf. Rosa, op. cit] da sua fama de irredutível boémio -, instala-se em casa particular, mas cedo ingressa numa República [situada na rua da Trindade. Mais tarde irá parar à Republica Açoriana, na rua da Matemática]. E é nessa casa de estudantes que lhe foram "impostas as insígnias da antonomásia" que o torna para todo o sempre, "aos olhos dos estudantes e da academia", o Pad'Zé ["em homenagem às minhas afinidades místicas, à minha face rapada de clérigo e aos meus óculos faiscantes de excogitador de textos bíblicos", dirá mais tarde o próprio Alberto Costa – in op.cit.].

Convive em diversas tertúlias e torna-se amigo, no percurso da sua atribulada vida coimbrã, de Afonso Lopes Vieira [que na altura vivia num quarto do antigo Convento dos Bentos, actual Instituto e Antropologia – cf. Rosa, op. cit.], Alberto Pinheiro Torres, D. Tomás de Noronha, José de Bianchi, Egas Moniz, entre outros. Para ganhar dinheiro e, ao mesmo tempo, fazer chacota de algumas revistas literárias então saídas, Pad’Zé fabrica nas aulas de Direito a Revista do Civil [I série, 1899, II numrs e II série, VII] vendendo-a, depois, aos estudantes da Universidade. Colaboraram fugazmente na revista, Santos Monteiro e Afonso Lopes Vieira.

Pad’Zé deixou-nos um curioso livro - "O Livro do Doutor Assis" [Coimbra, 1905] -, em que nos descreve esses tempos de antanho, de múltiplas facécias e povoado de curiosas personagens, entre as quais o Doutor Assis, excêntrico lente de Direito. Também no livro nos deixa algumas notas relevantes sobre o "Centenário da Sebenta"

[no final do século, organizaram-se várias comemorações - Camões, Marques de Pombal, Inf. D. Henrique, Morte do Padre António Vieira, etc. - e, como só em Coimbra aconteceria, um grupo de estudantes propôs uma comemoração (caricatural e de crítica social a esses eventos e aos sebenteiros) a que deu o nome de Centenário da Sebenta (28-30 Abril 1899). E, como seria de esperar, Pad'Zé figurava na sua comissão central, de que faziam parte ainda, Alexandre de Araújo e Albuquerque, João Eloy Cardoso, Veridiano Gonçalves, Vicente Câmara].

[a continuar]

J.M.M.

CENTENÁRIO DA SEBENTA



Nos dias 28, 29 e 30 de Abril decorreu em Coimbra uma sátira, levada a cabo por um grupo de estudantes da Academia, como resposta crítica e jocosa às inúmeras comemorações centenárias que pelo final do século XIX se realizaram no país. Do mesmo modo, tal centenário humorístico era, também, a ridicularização de um estudo universitário baseado exclusivamente na "sebenta", guia-de-estudo para os estudantes e/ou "bíblia" dos lentes.

J.M.M.

sexta-feira, 16 de novembro de 2007

GUERRA PENINSULAR - 200 ANOS


Guerra Peninsular – 200 anos - Exposição na Biblioteca Nacional

"A aventura napoleónica na Península Ibérica, que evocamos nesta exposição na sua dimensão portuguesa, correspondeu a uma fase decisiva da estratégia de Bonaparte que se revelará fatal. O seu projecto hegemónico passava por um controle mais apertado dos países aliados, como a Espanha, e pela eliminação dos apoios que a Inglaterra possuía no Velho Continente, muito em especial de Portugal. Duzentos anos depois, vamos lançar um olhar sobre esse período conturbado da nossa História, compreendido entre 1807 e 1814, e que ficou conhecido com múltiplas designações: Invasões Francesas, Guerra Peninsular, Guerra da Península, Guerra da Independência. Época complexa, plena de contradições e que foi de charneira na Europa e em Portugal ..."

[António Ventura (sublinhados nossos) - ler mais aqui]

Exposição na Biblioteca Nacional: de 6 de Novembro a 9 de Fevereiro de 2008.

J.M.M.

quinta-feira, 15 de novembro de 2007

HISTÓRIA DA REPÚBLICA - RAUL REGO


"A história da República está por fazer. Há muitas obras monográficas muito interessantes; mas não há nenhuma obra de conjunto. (...) Raul Rego, começando também nas origens das origens, isto é, nos alvores do século XIX, dispôs-se a preencher essa lacuna, lançando mãos ao que deve ser o livro da sua vida, pelo escrúpulo e paixão que nele tem posto. Não sendo obviamente neutral, visto que se trata de um republicano confesso, admirador dos grandes vultos da nossa Primeira República, pôs contudo na sua História da República Portuguesa a isenção, o profissionalismo e a independência crítica de que tem dado sobejas provas ao longo da sua vida, de grande jornalista, de escritor e de exemplar cidadão. (...)"

História da República Portuguesa, por Raul Rego. Pref. de Mário Soares. Edição do Círculo de Leitores, Lisboa, 1986-1987, V vols

["Profusamente ilustrada com retratos, fotografias de acontecimentos, reproduções de frontispícios de livros e publicações periódicas, etc. Encadernação editorial" - ver no catálogo da In-Libris]

J.M.M.

terça-feira, 13 de novembro de 2007

JORNAIS E PANFLETOS ANTI-NAPOLEÓNICOS


O "Vício da Liberdade": Jornais e Panfletos Anti-Napoleónicos (1807-1815)

A Hemeroteca Municipal de Lisboa continua com a sua excelente programação (local e virtual). Desta vez - e, como sempre, no Átrio e Escadaria da Hemeroteca Municipal de Lisboa – apresenta uma mostra documental, justamente intitulada «O 'Vício da Liberdade': Jornais e Panfletos Anti-Napoleónicos (1807-1815)» [do dia 12 de Novembro até 31 de Dezembro] e "que tem por objectivo revisitar a notável expansão que a imprensa periódica conheceu nesta época, primeiro com a 'terrível invenção dos jornais de Londres', depois com o aparecimento de novos periódicos no país, a par da disseminação de uma vasta e difusa literatura panfletária (folhas volantes, libelos, panfletos, manifestos, na sua maioria anti-franceses), num fenómeno sem precedentes na história editorial portuguesa".

Mais nos informa, que "serão exibidas espécies provenientes do espólio da Hemeroteca e de colecções particulares, constituindo algumas delas autênticas raridades bibliográficas, fundamentais para perceber o debate de ideias que se seguiu às Invasões Francesas”.

Do mesmo modo, disponibilizará on line alguns conteúdos digitalizados (panfletos, manifestos e libelos, editados entre 1807 e 1815), a partir do dia 27 de Novembro.

J.M.M.

EFEMÉRIDES DE NOVEMBRO I



Dia 1
1901 - O Governo proíbe um comício popular de protesto contra as congregações religiosas.
1906 - É dada posse à Comissão Municipal Republicana de Lisboa.
1907 - É eleita a Comissão Paroquial Republicana de Cacia (Aveiro). Nesta eleição foram eleitos como efectivos: João Ferreira, de Serrazola; António Rodrigues de Miranda, de Serrazola; João Afonso Fernandes, da Quinta do Loureiro.
Como substitutos foram eleitos: Manuel Neves Ferreira, de Cacia; José Simões Valente, da Póvoa; Francisco Joaquim Mendes, da Quintã.
Nesta ocasião foi também decidido fundar um centro democrático com aulas nocturnas para adultos, uma biblioteca e gabinete de leitura.
1907 - Reorganizou-se também em Vila Nova de Ourém a Comissão Municipal Republicana. Foram eleitos como efectivos: Álvaro Mendes, presidente; Joaquim F. Cordeiro, secretário; João Nicolau, tesoureiro. Como vogais foram eleitos: Artur de Oliveira Santos e Sotero Caio da Silva Neves.
Os substitutos eram: Manuel Joaquim de Oliveira; Joaquim Pereira; António Barbosa; José Francisco dos Reis e António Duarte.
1908 - Eleições municipais em todo o País, com excepção do Porto, obtendo os republicanos vitória completa em 12 municípios e parcial em 21.
1908 - No Centro do Largo de S. Carlos reuniram-se os deputados republicanos para deliberarem o aminho a seguir devido à perseguição que consideravam afrontosa ao vereador da Câmara Municipal de Lisboa, Tomás Cabreira.

Dia 2
1891 - É querelado um artigo publicado pelo livre-pensador, socialista e mais tarde republicano Heliodoro Salgado.
1898 - Entra na cadeia do Limoeiro o editor do País, sr. Júlio César Eustáquio dos Santos.
1902 - O Governo-Civil do Porto proíbe a circulação de um suplemento do Norte e manda apreender A Voz Pública.

Dia 3
1898 - É notificada uma querela à Folha do Povo.
1901 - O Dr. Alexandre Braga realiza no Clube Republicano José Falcão uma conferência de pendor anti-jesuítico.
1902 - É eleita a Comissão Municipal Republicana de Lisboa.
1907 - Sob a presidência de Bernardino Machado realiza-se a distribuição dos prémios da Escola Democrática.
1907 - Inauguração, no Porto, do Centro Democrático Dr. Afonso Costa.
1907 - O professor Borges Grainha realizou uma conferência no Ateneu Comercial de Lisboa, subordinada ao tema "Educação Cívica".
1908 - Suicida-se na redacção do jornal O Mundo, de que era redactor, o advogado Alberto Costa, vulgarmente conhecido como Pad-Zé. O seu funeral realizou-se civilmente por sua expressa determinação.

Dia 4
1883 - Morre em Lisboa João José Baptista, editor de várias obras de propaganda democrática.
1900 - No teatro D. Afonso, do Porto, realizou-se um banquete de homenagem aos deputados republicanos, presidindo o Dr. Azevedo e Albuquerque.
1903 - Morre em Lisboa o dedicado republicano José Sebastião Teixeira Júnior.
1906 - Realiza-se a eleição camarária do Porto, sendo eleitos vários republicanos.
1907 - O Dr. Afonso Costa é recebido com grandes manifestações de simpatia em Mogofores e Anadia.


Dia 5
1850 - Nasce na Covilhã o jornalista e político republicano José Maria de Moura Barata Feio Terenas, que foi deputado republicano em 1908.
1886 - Funda-se em Lisboa o Clube Republicano Gilberto Rola, em homenagem ao militar, republicano e livre-pensador do mesmo nome.
1906 - É conhecido o resultado definitivo das eleições camarárias do Porto, vencendo por grande maioria a lista apoiada pelo Partido Republicano, o qual fica com os seguintes representantes: Drs. Duarte Leite, Nunes da Ponte, Germano Martins, António da Silva e Cunha, Xavier Esteves, Napoleão da Mata, Henrique de Oliveira e Machado Pereira.
1908 - Teófilo Braga inicia as conferências de protesto contra a perseguição de que foi vítima Tomás Cabreira.

Dia 6
1898 - Entra na cadeia do Limoeiro o sr. António José Martins, editor do jornal A Lanterna.
1900 - Morre em Camarate e é sepultado civilmente o democrata e livre-pensador Eduardo Augusto Pinto, fundador e secretário da Associação do Registo Civil.
1902 - A polícia impede a circulação de O Norte.

Dia 7
1871 - Nasce na Baía o Dr. José Bessa de Carvalho.
1884 - É eleito Grão-Mestre do Grande Oriente Lusitano Unido o republicano e democrata José Elias Garcia.
1886 - Realiza-se no Clube Republicano do Calvário um sarau anti-jesuítico.
1900 - São proclamados pelas Comissões Paroquiais Republicanas do Porto, candidatos a deputados o Dr. Afonso Costa, Xavier Esteves e Paulo Falcão.

Dia 8
1902 - Morre o Dr. José Isidoro Viana, republicano que prestou importantes serviços à propaganda do partido.
1905 - Realiza-se um sarau literário na Caixa Operária de Lisboa a favor de Angelina Vidal.

Dia 9
1881 - Pede a exoneração de Grão-Mestre do Grande Oriente Lusitano Unido o Conde de Paraty, que exercia o cargo desde Outubro de 1869, assumindo aí como Grão-Mestre o general Miguel Baptista Maciel.
1907 - Realiza-se a cerimónia de casamento civil de Julião Quintinha, em Silves. Foram testemunhas do acto Gregório Nunes Mascarenhas e Manuel Guerreiro da Costa.

Dia 10
1869 - Nasce no Porto o ilustre parlamentar e advogado Dr. Alexandre Braga.
1889 - Funda-se a Associação dos Carpinteiros Civis, de Lisboa.
1907 - Realiza-se no Centro Pátria Nova, em Carnaxide, a inauguração da missão pelo Método João de Deus.
1907 - No Centro Republicano Liberdade (Évora), inaugura-se solenemente o retrato do Dr. Bernardino Machado.

Dia 11
1908 - Uma comissão de democratas, presidida por Teófilo Braga, entrega a Magalhães Lima uma mensagem de reconhecimento pelos seus serviços prestados a favor de Portugal no estrangeiro.

Dia 12
1899 -Reune a Comissão Municipal Republicana de Vila Nova de Gaia, resolvendo apresentar como candidato republicano o Dr. João de Menezes.
1900 - Reune o Partido Republicano, resolvendo apresentar como candidatos por Lisboa os Drs. Bettencourt Raposo, José Estevão de Vasconcelos, Manuel de Brito Camacho, Alexandre Braga e João Viegas Paula Nogueira.

Dia 13
1886 - O Século publica uma lista de todas propriedades dos Jesuítas, em Lisboa, que eram conhecidas.
1889 - Enterro civil de António Teixeira Penha, livreiro. A Banda Filarmónica 24 de Agosto acompanha-o ao cemitério dos Prazeres tocando A Portuguesa, por esse ser o desejo do finado.
1894 - Ernesto Silva realiza uma conferência na Associação dos Pedreiros Portuenses.
1904 - Morre Florinda Bela, propagandista das reivindicações feministas.
1907 - Morre o velho e saudoso republicano Xavier da Silva.

Dia 14
1904 - Alfredo Augusto César da Silva realiza uma conferência na Associação Comercial dos Lojistas de Lisboa sobre o Marquês de Pombal.
1907 - Toma posse a Comissão Paroquial da Pena (Lisboa).

Dia 15
1900 - O Governador-Civil do Porto proíbe a realização de um comício republicano que se devia realizar no Teatro D. Afonso.
1907 - No Grémio Republicano Federal realiza uma conferência do Dr. Bernardino Machado.

[Na foto: Tomás António da Guarda Cabreira]

A.A.B.M.

sábado, 10 de novembro de 2007

13º CONGRESSO DO ALGARVE


A partir do próximo dia 15 e até dia 17 de Novembro vai realizar-se no Centro Cultural de Lagos o XIII Congresso do Algarve. Neste ano dedicando particular atenção aos seguintes assuntos: O Algarve e o Mar; Portugal e o Algarve; Quem decide (n)a Região?.

Neste evento serão apresentadas 115 comunicações que se repartirão por diversos painéis onde se destacam: Temas Culturais e Sociais, Ciência e Tecnologia e Economia e Políticas Regionais.

No painel dos temas Culturais e Sociais a História está em destaque. Apresentam-se trabalhos interessantes sobre personalidades, acontecimentos e ideias que marcaram a região algarvia.

Esta organização do Racal-Clube de Silves, com o apoio de todas as Câmaras Muncicipais do Algarve, o Alto Patrocínio de Sua Excelência o Presidente da República e o apoio de diversas entidades públicas e privadas, vai certamente permitir a discussão dos problemas, das iniciativas a desenvolver e as concretizações dignas de realce que têm vino a ser alcançadas.

Nos três dias em que decorre o Congresso vão participar como convidados especiais para realizar intervenções: os Drs. Rui Rio, José Apolinário e Vitor Cabrita Neto - Contributos para a Governabilidade a nível nacional, regional e local (dia 15 de Novembro); os Drs. Adriano Moreira, João Guerreiro e Rui Loureiro - Portugal, o Algarve e o Mar (dia 16 de Novembro); os Drs. Vasco Graça Moura, Júlio Barroso e João Faria - Lagos dos Descobrimentos (dia 17 de Novembro).

Com os votos do maior sucesso para mais esta iniciativa a todos os títulos louvável.

A.A.B.M.

sexta-feira, 9 de novembro de 2007

ACÁCIO TOMÁS DE AQUINO: NOTA BREVE


Nasce em Lisboa [Alcântara] a 9 de Novembro de 1899 [cf. António Ventura, Memórias da Resistência ao Estado Novo, Lisboa, CML, 2001]. Nascido de família operária foi trabalhador da construção civil, da Câmara Municipal de Lisboa [1918] e ferroviário [1926-1933]. Nos anos 20 milita na corrente anarco-sindicalista, e pertence às Juventudes Sindicalistas e à CGT, onde desempenha cargos importantes. Associado do Sindicato dos Metalúrgicos [1916], dos Trabalhares do Município [1918] e da Construção Civil [1919-1933]. Foi, ainda, secretário da Federação dos Sindicatos da Construção Civil e da Confederação Geral do Trabalho [cf. Ventura, 2001].

A partir do golpe de 28 de Maio de 1926, passa à semi-clandestinidade. No 18 de Janeiro de 1934 [vidé a propósito, "O 18 de Janeiro de 1934 e alguns antecedentes: depoimento colectivo", por Acácio Tomás de Aquino et al, Lisboa, A Regra do Jogo, 1978], faz parte do comité de acção da CGT [com Custódio da Costa e Serafim Rodrigues] que decreta a greve geral. Porém não participa no acontecimento por ter sido preso a 11 de Dezembro de 1933, sob acusação de tentar fornecer bombas a outros militantes insurreccionais [cf. Ventura, 2001]. Pelo facto é condenado [a 9 de Março de 1934] a 12 anos de degredo, tendo seguido para Angra de Heroísmo, de onde foi transferido para a Colónia Penal do Tarrafal [23 de Outubro de 1936].

No Tarrafal tem papel activo na Organização Libertária Prisional, onde a confrontação entre a corrente libertária e a Organização Comunista Prisional é evidente e conhecida [vidé o seu depoimento em O Segredo das Prisões Atlânticas, Lisboa, A Regra do Jogo, 1978].

Regressa a Portugal a 10 de Novembro de 1949, sendo-lhe concedida a liberdade definitia a 22 de Novembro de 1952. No 25 de Abril colabora em organizações libertárias, funda o "Centro de Estudos Libertários" e aparece como impulsionador do jornal A Batalha.

Morre em Lisboa, a 30 de Novembro de 1998. Era casado com a militante anarquista Luísa do Carmo Franco Elias Adão [1914-1999].

Acácio Tomás de Aquino colabora em diversos periódicos, como "O Construtor", "A Batalha" ou a "Voz Anarquista" [cf. Ventura, 2001].

J.M.M.

quinta-feira, 8 de novembro de 2007

ALMANACH ENCYCLOPEDICO ILLUSTRADO PARA 1908


Almanach Encyclopedico Illustrado para 1908

... Lisboa, Empreza do Almanach Encyclopedico Illustrado. Proprietário e Editor: Abel d’Almeida. Coordenador: Agostinho Fortes.

Nota: o Almanach Encyclopedico Illustrado para 1909 (só se publicaram II anos ?), insere um trabalho curioso sobre "O Almanach", noticiando as primeiras publicações deste género.

De outro modo, não confundir este Almanach com um saído em 1857, e muito raro, impresso na Typografia Franco- Portugueza de Lallemant & Cia (Rua do Thesouro Velho, 6, Lisboa), com o nome de Almanach Illustrado e Encyclopedico. Este de 1857 é um Almanach importante pelo estimado artigo/ensaio do "bibliófilo e publicista portuense oitocentista" Tito de Noronha acerca da "História da Imprensa", com curiosos dados sobre os impressores e as tipografias em Portugal e no mundo.

J.M.M.

A Editora Zéfiro publicou uma nova obra dedicada ao assunto que temos vindo a tratar neste nosso espaço, que gostosamente divulgamos para todos os que se interessam pela temática. Da autoria de Jorge Morais, jornalista que trabalhou em jornais como República, A Luta, Jornal Novo, A Tarde, O Diabo, Correio da Manhã, Tal&Qual, Independente, 24horas, entre outros.

Publicou vários livros onde se destacam: Alentejo Saqueado (reportagens, 1975), Um Texto do Passado (comentário à doutrina de «Como Se Levanta Um Estado», de Oliveira Salazar, 1977), Primeiros Sinais da Pedra (poesia, 1987), O Desembarque (estudo sobre o exílio da Família Real portuguesa, in O Embarque/Um Dia na História de Portugal, 1990), Dom Duarte (perfil biográfico do 22º Duque de Bragança, 1995), Aventuras Trans-Ideológicas (ensaio sobre alteridade e transgressão em Ezra Pound, 1999), No Rasto dos Leões (prosa, 2000) e Com Permissão de sua Magestade (2005).

Desenvolve ainda actividade docente no Instituto Superior de Línguas e Administração de Lisboa.

Vejamos então o texto que acompanha a divulgação da obra:

A Mais Secreta e Pérfida Conspiração da História Contemporânea de Portugal
Os monárquicos dissidentes e a Carbonária envolvidos no conluio para derrubar a Coroa Portuguesa.

A crónica, a par e passo, de uma trama que vitimou o Rei e o Príncipe Real em 1908 e deu lugar, 33 meses depois, ao fim da Monarquia Constitucional e à instauração da República no nosso país.

Num texto de grande rigor historiográfico e inteiramente baseado em fontes certificadas, usando uma linguagem acessível e cativante, o autor retrata o caos de uma Nação no limiar do século do povo.



ÍNDICE DA OBRA
Do Regicídio à República

I
O Princípio do Fim
O atraso de Portugal. O vício rotativista. A «questão dos tabacos». A dissidência fatal de José Maria de Alpoim

II
Uma Solução «de Esquerda»
A última valsa rotativista. Actividade republicana. João Franco e o «governo à inglesa». Salto para a ditadura. Planos para «eliminar» Franco

II
Franco ou D. Carlos?
A hábil tese de Aquilino e as suas entrelinhas. D. Carlos como alvo da conspiração. O «escândalo dos adiantamentos» à Casa Real

IV
Em Campanha pela Europa
A agitação de Magalhães Lima. Aliança com a Inglaterra. Relações maçónicas luso-britânicas. Uma conjuntura «propícia»

V
Maçons, Republicanos e Carbonários
O «ideário republicano». Laicismo e registo civil. Relações com o Grande Oriente. Lojas «avançadas». As Carbonárias e os «grupos civis»

VI
Boatos e Bombas
Explosão na Estrela. Reunião «nos descampados de Algés de Cima». Folhetos escandalosos. A «Coruja». Atentados e regicídios no mundo

VII
O Ano de Todos os Perigos
A greve estudantil. A educação dos Príncipes. «A ditadura» como tema da campanha republicana. A decomposição galopante do sistema

VIII
A Pena e a Espada
Os jornais em Portugal. A «mordaça» e a liberdade constitucional. Escritores e revolucionários. Mais livros escandalosos

IX
O Rei em Vila Viçosa
As rotinas da Família Real. D. Carlos, lavrador alentejano. A prisão de António José de Almeida, «o idolatrado caudilho» republicano

X
A Revolução Sai à Rua
Afonso Costa toma a chefia da conspiração. A aliança com os dissidentes. A intentona do elevador. A fuga de Alpoim para Espanha

XI
A Trama do Regicídio
As quatro fontes principais. «Dois políticos portugueses» numa reunião em Paris. Avisos diplomáticos sobre a segurança do Rei

XII
Armas e Dinheiro
Os «contos de réis» de José de Alpoim. Um armeiro encomenda carabinas. Comunicações interceptadas. Uma carta reveladora

XIII
Últimas Combinações
A reunião da Loja Montanha. A distribuição das armas num «velho casarão de Xabregas». As três brigadas regicidas. Costa e Buíça

XIV
A Matança
Em Vila Viçosa, nas Necessidades e no Café Gelo. Descarrilamento na Casa Branca. Buíça escreve a última carta. A estranha «premonição» dos criados de Alpoim. Dispõem-se os regicidas no Terreiro do Paço. Um tiro soa na «tarde diáfana»

O Dia Seguinte

Cronologia Pertinente

Bibliografia Mínima e Obras de Referência


Mais uma obra que aconselhamos aos nossos ledores, pelo interesse que tem sobre o assunto e pelas pistas que apresenta para interpretar o acontecimento que no próximo ano assinalará o seu centenário.

A.A.B.M.

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

DA ETIQUETA [G-Z]


Da Etiqueta [G – Z]

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Foto: biblioteca de S. Bento

DA ETIQUETA [A-F]


Da Etiqueta [A – F]

1880 * 25 de Abril * 28 de Maio 1926 * II Guerra Mundial * 31 de Janeiro * 5 de Outubro * A Choldra * A Lanterna * A Luz * A Monarquia * A Nação * A Paródia * A. Herculano * A. Monteiro Valente * Abranches Ferrão * Acúrsio da Neves * Adelino Gomes * Adelino da Palma Carlos * Administração Pública * Afonso Costa * Agatão Lança * Albano Coutinho * Alberto Carlos Lima * Alberto Xavier * Alcobaça * Alexandre Braga * Alfarrabistas * Alfredo da Cunha * Alfredo P. Gomes * Alfredo Pimenta * Algarve * Aliança Republicana e Socialista * Alice Samara * Alma Nova * Almanaque Republicano * Almanaques * Almocreve das Petas * Álvaro de Castro * Alves Correia * Alves da Veiga * Anarquismo * Aniversário * Antero de Quental * António Baeta * António José Almeida * António Maria Silva * António Sérgio * António Granjo * António Sérgio * António Ventura * APH * APHES * Aquilino Ribeiro * Aquilino Ribeiro Machado * Arlindo Vicente * Associações * Ateneu Comercial * Augusto Casimiro * Aurélio Ferreira * Aveiro * Azedo Gneco * Bandeira de Portugal * Bandeira Vermelha * Barros Bastos * Beja * Benoliel * Bento Gonçalves * Bernardino Machado * Bernardino Pereira Pinheiro * Bernardo de Passos * Bibliografia * Biblioteca Nacional * Bibliotecas * Biobibliografia * Biografia * Bissaya-Barreto * Borges Grainha * Braga * Bragança * Bulhão Pato * CADC * Cadernos Coloniais * Câmara Reys * Campos Lima * Cândido dos Reis * Capitães Abril * Carbonária * Cardeal Saraiva * Carlos Ferrão * Carlos Olavo * Carlos Paredes * Carrilho Videira * Cartaz * Cartofilia * Cecílio de Sousa * CEIS 20 * Censura * Centro Eleitoral Republicano * CEP * CEPP * Coimbra * Colóquio * Comício Republicano * Conferência * Conferências do Casino * Congresso * Constituição * Crise Académica 62 * Crises Académicas * Cunha Leal * Curso Livre * D. António Ferreira Gomes * D. Carlos * D. Manuel II * Da Cunha Dias * Damião Peres * David Neto * Deportados * Dia de Portugal * Digitalizados * Ditadura Militar * Diário Popular * Editoras * Editorial * Editorial Cosmos * Eduardo Burnay * Eduardo Frias * Efemérides * Eleições Presidenciais * Elias Garcia * Emídio Garcia * Estado Novo * Estevão de Vasconcelos * Ex-Libris * Exilados Políticos * Exposição * Famalicão * Faro * Fascismo * Felizardo Lima * Fernando Pessoa * Fernão Botto Machado * Ferroviários * Fevereiro de 1927 * Figueira da Foz * Filipe Viegas Aleixo * Flausino Torres * Fotografia * Francisco Martins Rodrigues * Francisco Pulido Valente * França Borges * Freire de Andrade

[a continuar]

terça-feira, 6 de novembro de 2007

UM ANO DEPOIS...


Este nosso modesto espaço assinalou hoje o seu primeiro ano de existência. Foi um ano de surpresas, de trabalho, de pesquisa e de divulgação de alguns aspectos e figuras da nossa História recente.

Durante este ano divulgamos acontecimentos, assinalamos efemérides, elaboramos biografias, dedicamos algum do nosso escasso tempo para estudar e conhecer um pouco mais melhor dados e factos já caídos no esquecimento. Defendemos a manutenção e a revitalização do papel da nossa memória histórica, em particular, dos episódios ligados à implantação da República. Como dissemos no nosso editorial e mantemos, "o Almanaque Republicano é um álbum onde se vai perfilar uma geração sonhadora, generosa e messiânica, que é afinal o nosso costumado fadário, o nosso "eterno retorno", foi isso que nos comprometemos e procuramos cumprir ao longo de um ano.

Recebemos e continuamos a receber alguns estímulos pelo trabalho empreendido. Será trabalho inglório dirão muitos, mas é um trabalho feito por quem gosta da nossa História, dos nossos momentos de glória, mas também dos momentos de profundo desalento. Não estamos desanimados, porque no início não tinhamos grandes expectativas sobre a visibilidade desta temática. Não tocamos, em regra, assuntos no nosso quotidiano político ou sobre a notícia efémera que marca os nossos noticiários. Procuramos descobrir aquelas notícias que não são divulgadas pela imprensa ou pela televisão, mas não deixamos de estar atentos e intervir sempre que um assunto nos mereça mais cuidado. Vamos tentar manter a linha que traçamos com coerência, procurando aprofundar ou aprender novas temáticas e descobrir mais figuras.

Propomo-nos continuar a divulgar a História que se vai fazendo. Temos critérios que procuramos respeitar e que desejamos manter. Divulgaremos a bibliografia de História que vai aparecendo, em particular a que tem ligação com o assunto que escolhemos tratar, bem como as iniciativas que vão acontecendo um pouco pelo País, para mostrar a riqueza da nossa história e da importância de ela ser conhecida por todos. Por outro lado, vamos continuar a divulgar biografias de personalidades, escritores, jornalistas, poetas e políticos que estiveram na origem da implantação da República; continuar a divulgar efemérides; elaborar a listagem da imprensa republicana nos diferentes distritos; entre outros assuntos.

Aos 18880 leitores que visitaram o nosso sítio e pesquisaram 26918 páginas, aos 156 blogues que durante este ano nos linkaram, aos nossos cerca de 50 visitantes assíduos e aos nossos comentadores habituais o nosso bem haja.

Esperamos continuar por aqui, acompanhando o processo que conduziu à implantação da República em 1910, procurando divulgar e participar nas Comemorações do Centenário da Implantação da República.

Viva a República!
Viva Portugal!

A.A.B.M.
J.M.M.

PRIMEIRO ANIVERSÁRIO


Almanaque Republicano – Primeiro Aniversário

"Alma! Eis o que nos falta. Porque uma nação não é uma tenda, nem um orçamento uma bíblia". [Guerra Junqueiro]

Faz hoje um ano que lançámos o Almanaque Republicano. Exemplar único da Alma Republicana, na blogosfera indígena. Pouso de genuína "ascendência portucalensis". Lugar dum tempo de antiquíssima saudade, e que em boa hora retomámos em merecida ventura. Eis, passado um ano, o canto, a gesta e a demanda admirável de uma "geração sonhadora, generosa e messiânica", como aqui dissemos.

Depois, e regularmente, temos vindo a fazer espaço de reflexão, de invocação - sem mandas aos profanos mas em testemunho de gratidão -, de remanso espiritual. Mas, também, não evitámos "perturbar as almas" e "desorientar os espíritos”" [F. Pessoa], nessa viagem. O legado do antes e depois da re-volução ("movimento novo") será sempre - para nós - esse passo interior ou iluminante, fundo dos tempos ou luzeiro de soidade.

Na nossa incursão à Alma Republicana surge, por isso, um abraço humílimo, restaurado, ao antiquíssimo cantar do "espírito lusitano" que a tradição fez sorrir. Os "nossos antigos" [Antero] não morreram, mas ainda não estão. Por isso continuamos em "velada d'armas". O Édito dessa anunciação ainda é o rasto do nosso versejar. Ainda é o alento que rompe sombras, "pois não há sono no mundo" [F. Pessoa].

E por isso temos tenção de continuar. Entretanto um abraço.

J.M.M.
A.A.B.M.

domingo, 4 de novembro de 2007

XXVII ENCONTRO DA ASSOCIAÇÃO PORTUGUESA DE HISTÓRIA ECONÓMICA E SOCIAL


XXVII Encontro da Associação Portuguesa de História Económica e Social
Globalização: Perspectivas de Longo Prazo

Vai decorrer também nos próximos dias 16 de 17 de Novembro de 2007, na Faculdade de Economia da Universidade Nova de Lisboa, mais um encontro da APHES com um intenso programa durante dois dias.

Entre os múltiplos painéis a trabalhar encontram-se:
- Conflitos, Justiça e Redes Sociais no Antigo Regime;
- Dos Quatro cantos do Mundo: Ordens Religiosas e Globalização nos Impérios Ibéricos;
- A Importância do Dinheiro;
- Comércio, Agricultura e Infraestruturas;
- A Seda Indiana, Império e Globalização (Sécs. XV - XX)
- A Globalização e a Indústria Automóvel;
- Crescimento Económico em Portugal: o passado e perspectivas para o futuro;
- Relações Internacionais e Poder na Época Moderna;
- Educação Popular e Regeneração Social;
- Indústria Automóvel e Caminhos-de-Ferro;
- Educação, Instituições e Globalização;
- O Desenvolvimento do Comércio e das redes de negócio (sécs. XVI a XVIII);
- Infraestruturas Urbanas;
- O Consumo dos textêis e as organizações de comércio na Península Ibérica;
- Trabalho e Migrações;
- Globalização e Modernização Urbana: Lisboa e Barcelona;
- As Multinacionais e a Globalização dos Bens Culturais;
- Empresas e Mercados (sécs. XIX - XX);
- O impacto da Globalização nos vinhos ibéricos;
- A Mobilidade Social e Intergeracional em Portugal nos séculos XIX e XX;
- O Bem-Estar na Europa do Sul;
- Perspectivas Macro e Micro;
- Planeamento Urbano e Empresariado no Brasil;
- Políticas e Mercados (sécs. XVIII a XX);
- Mercados e Integração.



Para consultar o programa completo, painéis, oradores e horários ver aqui.

Mais uma iniciativa da Associação Portuguesa de História Económica e Social que não podemos deixar de assianalar pela importância que vão alcançando as suas iniciativas.

A.A.B.M.

IX CURSO LIVRE DE HISTÓRIA CONTEMPORÂNEA: HISTÓRIA, MEMÓRIA E DEMOCRACIA - PORTUGAL/ESPANHA



Entre 12 e 17 de Novembro de 2007 vai realizar-se em Lisboa, na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas em parceria com a Fundação Mário Soares, mais um curso livre de História Contemporânea. A coordenação do curso pertence ao Prof. Dr. Fernando Rosas e vão apresentar comunicações e testemunhar sobre alguns episódios da sua vida figuras bem conhecidas da nossa História Contemporânea, bem como do país vizinho.

Entre os muitos oradores presentes ao longo de vários dias, permitam-nos destacar entre os espanhóis: Carme Molinero, Ismael Saz, Joseph Sanchez Cervelló e Santiago Carrillo.

De entre os portugueses destacamos: Fernando Rosas, Manuel Loff, Luís Reis Torgal, António Costa Pinto, José Pacheco Pereira e Mário Soares.

O programa completo pode ser consultado aqui.

Com os votos do maior sucesso para mais este evento.

A.A.B.M.

sexta-feira, 2 de novembro de 2007

TERTÚLIAS DA REVISTA HISTÓRIA


Na próxima quarta-feira, dia 7 de Novembro, vai realizar-se no Fórum da FNAC, ao Chiado, em Lisboa, mais uma iniciativa da Revista História. O local de encontro mantem-se, mas o horário para a realização das tertúlias passou para as 19.30 h, tendo desta vez como dinamizadores do evento António Louçã e Carlos Taibo, que vão dedicar a sua particular atenção à Revolução Soviética, em especial desde a formação dos sovietes até ao desmantelamento da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas.

Aproveitando para relembrar que a revolução que se iniciou na Rússia,há 90 anos atrás, teve uma repercussão muito grande em toda a Europa, culminando com a retirada da Rússia da Iª Guerra Mundial e provocando a queda do Czar e da família Romanoff. Por outro lado, contribuiu para o aparecimento de uma potência militar que se impôs no mundo até 1989. Mas que condições, que conjuntura existia na Rússia à época? As revoltas, de carácter socializante, foram atendidas ou, inversamente, contribuiram para um agravamento significativo das condições de vida das populações?

O Almanaque Republicano associa-se a mais esta iniciativa e divulga o evento, apelando à participação de todos os interessados nestas temáticas.

A.A.B.M.

quinta-feira, 1 de novembro de 2007

BERNARDO DE PASSOS (Parte II)


Porque somos republicanos?
Somos republicanos porque sabemos prezar a nossa dignidade de homens. Um rei é sempre um vexame para a dignidade humana.
Que simboliza, que quer dizer o ceptro do rei? A vara, o bastão deprimento do mando...
O ceptro dum rei é o seu cajado de pastor. Porque para os reis, o povo é um rebanho de gado humano, rebanho de que eles são os guardadores...

(Bernardo de Passos, "República", O Povo Algarvio, Loulé, nº 46, Ano II, 30-07-1910)

O poeta algarvio, pouco reconhecimento obteve a nível nacional, mas encontrou ainda espaço para publicar algumas das suas poesias em publicações de algum interesse.
Assim, encontram-se poesias de Bernardo de Passos, na Águia, Porto, 1-12-1910 a Maio-Junho de 1932, dirigida inicialmente por Álvaro Pinto (até 1921). Nesta revista colaboravam alguns dos homens importantes da República como Jaime Cortesão,Teófilo Braga, Raúl Proença, entre muitos outros.

Colaborou ainda no semanário literário que se publicou em Faro, Alma Lusitana, dirigido por Gonçalves Torres e João Matos, onde colaboraram também: José Dias Sancho, Manuel Caetano de Sousa, Roberto Nobre, José Neves e António do Nascimento. Esta publicação iniciou em 5 de Outubro de 1919 e terminou a 22 de Fevereiro de 1920.

Foi também colaborador da revista Alma Nova, dirigida por Mateus Moreno, primeiro de Faro e mais tarde de Lisboa, que inicia publicação em 20-09-1914 e termina em Dezembro de 1925.

Publicou poemas seus no Boletim da Sociedade Literária de Almeida Garrett, que se editou em Lisboa em 1903, dirigido por Alberto Bessa.

Era um dos colaboradores do semanário olhanense O Cruzeiro do Sul, onde Aquilino Ribeiro publicou os primeiros textos e onde participaram também Cândido Guerreiro, Carlos Pádua, João Lúcio, Francisco Marques da Luz (Marcos Algarve), Maria Carolina Frederico Crispim (Maria Veleda) e Rodrigues Davim. Este semanário publicou 24 números entre 22 de Janeiro de 1903 e 2 de Julho desse ano.

Publicou ainda no semanário Eco Literário de Vila Fraca de Xira (1911), na revista Figueira, da Figueira da Foz, dirigida por Pedro Fernandes Tomás e Eloy do Amaral. Na revista quinzenal de literatura, do Porto, Germinal, dirigida por J. Gonçalves e A. Bastos, entre 1-07-1901 até Julho de 1901. Na consagrada revista Portucale, publicada no Porto sob a direcção de Augusto Martins, Cláudio Basto e Pedro Vitorino. Também na revista literária mensal editada por Cândido Chaves em Lisboa intitulada Renascença(1903).

Finalmente, encontram-se traços da sua poesia na Revista Coimbrã. Era uma publicação comercial de Coimbra que começou a atacar cada vez mais as políticas que se opunham à Monarquia.


Encontram-se alguns contributos interessantes sobre esta personalidade aqui.

A.A.B.M.

terça-feira, 30 de outubro de 2007

BERNARDO DE PASSOS (Parte I)



Nasceu em S. Brás de Alportel a 29 de Outubro de 1876. Era filho de Bernardo Rodrigues de Passos (também ele republicano e anticlerical, tendo o seu funeral sido realizado de forma civil e envolto em polémica) e de Maria Joaquina Dias de Passos. Seu pai era figura importante entre os artistas algarvios e desenvolvendo também alguma actividade poética, colaborando em diversos jornais da época.

Desde muito jovem começou a colaborar em jornais locais muitas vezes utilizando pseudónimos como Bráz Brazil ou Passos Junior. Era um dos colaboradores regulares de O Povo Algarvio [semanário republicano de Loulé] e desde jovem se afirmou em defesa do Partido Republicano. Colaborou ainda na Província do Algarve, de Tavira; no Correio do Sul, de Faro, entre outros.

Destinado à vida comercial exerceu ainda funções de caixeiro no estabelecimento de João Manuel Rodrigues de Passos e de José Dias Sancho [importantes casas comerciais no Algarve]. Dedicou-se ainda à farmácia, chegando mesmo a ir a Lisboa para a farmácia de António Augusto da Silva Pratas, na rua de S. Bento, para aprender a profissão.

Regressa a S. Brás como ajudante de escrivão do Juízo de Paz e como solicitador, cargos que exerceu até ao amanhecer do regime republicano. Depois da implantação do novo regime foi Administrador do Concelho de Faro e Comissário de Polícia no Algarve. Anos depois é nomeado Chefe da Secretaria da Câmara Municipal de Faro, cargo que desempenhou até ao fim dos seus dias.

Escreveu algumas obras de poesia que estava muito impregnada da ideologia política que defendia. Publicou um panfleto anticlerical A Reacção no Algarve, em 1909. É considerado um dos principais dinamizadores do republicanismo na região algarvia, em particular na sua freguesia, S. Brás de Alportel que foi elevada à categoria de concelho após a implantação da República.

Entre as suas obras destacam-se: Adeus (1902), Grão de Trigo (1908), Portugal na Cruz (1909), Árvore e Ninho, Bandeira da República (1913) e Aldeia em Festa entre outras obras.

Morreu em Faro a 2 de Junho de 1930.

"JORNAL DE DOMINGO" E "A IMPRENSA" - HEMEROTECA




"Jornal do Domingo" e "A Imprensa" na Hemeroteca Digital

Mais dois títulos foram objecto de digitalização pela Hemeroteca Municipal de Lisboa. Um verdadeiro serviço público, aqui, à disponibilidade de um simples clique. Trata-se, agora, de dois periódicos publicados em Lisboa no século XIX, o "Jornal de Domingo" e "A Imprensa".

"Jornal de Domingo" – AnoI, nº1 (20 de Fevereiro de 1881) ao nº? (6 de Maio de 1883) -, publicado em Lisboa, Tipographia e Lytographia Casa Portugueza. Proprietário: Augusto de Sampayo Garrido. Director literário (a partir do nº 11) Pinheiro Chagas. Redactores: Eduardo Garrido, Francisco Palha, Gastão Mesnier, Pinheiro Chagas, Ramalho Ortigão, Serpa Pinto. Alguns colaboradores: Alberto Oliveira, Alberto Pimentel, Alfredo Taunay, Antero de Quental, António Ennes, Bordallo Pinheiro, Brito Aranha, Bulhão Pato, Castro Alves, Christovão Ayres, Cunha Bellem, Cunha e Sá, Delphim de Almeida, Eça de Queiroz, Fernando Caldeira, Gervásio Lobato, Gomes Leal, Gomes da Silva, Gonçalves Crespo, Guerra Junqueiro, Jayme Batalha Reis, Júlio César Machado, Latino Coelho, Luciano Cordeiro, Machado de Assis, Magalhães Lima, Rangel de Lima, Sousa Viterbo, Urbano de Castro.

"A Imprensa" - nº1 (Outubro de 1885) ao nº 72 (de 1891) - era uma "revista científica, literária e artística" quinzenal, publicada em Lisboa pela Imprensa Nacional. Direcção de Afonso Vargas (escritor e jornalista). De entre os colaboradores surgem Albertina Paraíso, Brito Aranha, César da Silva, Costa Alegre, D. João da Câmara, F. Pereira e Sousa, Gualdino Gomes, Guerra Junqueiro, João de Deus, José Pessanha, Latino Coelho, Silva Pereira. Apresenta crítica literária, contos, comentários (sobre Karl Marx ou Lassalle), desenhos e gravuras (de Lopes Mendes, Armando Pedroso, João Pedroso, Pastor, Filipe Fernandes). Curiosamente, Afonso Vargas considera o seu periódico de pendor "socialista-conservador".

J.M.M.

domingo, 28 de outubro de 2007

OBRAS COMPLETAS DE BERNARDINO MACHADO


Anunciamos aqui que a Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão lançou no passado dia 5 de Outubro o primeiro volume dedicado à Ciência, das Obras Completas de Bernardino Machado.

Nesta obra presta-se particular atenção ao papel de Bernardino Machado enquanto cientista. Abordam-se temáticas ligadas à Física e à Matemática que conheceram grandes avanços na segunda metade do século XIX, sendo reeditados os seguintes textos:
- Theoria Mechanica da Reflexão e da Refracção da Luz: segundo Fresnel (1876);
- Dedução das Leis dos Pequenos Movimentos Periódicos Próprios da Força Elástica (1876);
- Theoria Mathematica das Interferencias (1876).

O caso deste último texto manifesta particular interesse porque serviu para a dissertação a concurso à Faculdade de Filosofia da Universidade de Coimbra, as “Theses de Philosophia Natural” (1876), dissertação defendida na Universidade de Coimbra em 9 de Junho de 1876.

Ao longo dos próximos três anos devem ser lançados mais três títulos dedicados à sua actividade política, ao seu pensamento pedagógico e à publicação de alguma da correspondência deste estadista que se encontra no Museu Bernardino Machado, em Vila Nova de Famalicão.

O responsável por esta colecção é o professor Norberto Cunha que, com o apoio da Câmara Municipal, está a desenvolver um interessante trabalho na divulgação do papel de Bernardino Machado e na recuperação do papel da Iª República em Portugal.

[Na foto: dois netos de Bernardino Machado, Manuel Sá Marques e Aquilino Ribeiro Machado durante o lançamento da obra no passado dia 5 de Outubro de 2007.]

A.A.B.M.

sábado, 27 de outubro de 2007

EFEMÉRIDES DE OUTUBRO (Parte II)


Dia 16
1899 - Morre em Viseu o notável poeta e escritor Alexandre da Conceição.
1908 - O Dr. Bernardino Machado inicia a série de conferências de propaganda municipalista organizada pela Comissão Municipal de Lisboa.

Dia 17
1898 - Rosa Machado realiza, na Loja Liberdade de Lisboa uma conferência sobre Gomes Freire de Andrade, comemorando o aniversário da morte do 3º Grão-Mestre da Maçonaria Portuguesa.
1898 - O jornalista Baptista Machado era condenado a 20 dias de prisão por delito de imprensa.
1898 - Morre em Coimbra o director de O Conimbricense, Joaquim Martins de Carvalho.
1903 - Funda-se, em Lisboa, a Associação dos Compositores.

Dia 18
1817 - É enforcado em S. Julião da Barra, o nobre patriota general Gomes Freire de Andrade.
1898 - A Loja União Independente realiza na Associação Comercial dos Lojistas de Lisboa, uma sessão comemorativa da morte afrontosa do general Gomes Freire de Andrade, sendo conferente Alfredo Augusto César da Silva.
1897 - O Directório Republicano, eleito dias antes, elege o Dr. Manuel de Arriaga para seu presidente.
1908 - Realiza-se um comício no Samouco onde discursa o Dr. Alberto Costa.
1908 - Grande manifestação junto ao túmulo de Heliodoro Salgado.

Dia 19
1879 - o Dr. Rodrigues de Freitas é eleito deputado pelo Porto. Nestas eleições a lista republicana obtém 746 votos em 15 assembleias de Lisboa.
1890 - Funeral do propagandista e fundador do Centro Democrático, José Maria Chaves.
1908 - Morre repentinamente em Lisboa o dedicado democrata Candido Nicolau Artur Braga.

Dia 20
1865 - Nasce em Moura o Dr. Afonso de Lemos, vereador da Câmara Municipal de Lisboa.
1888 - Morre Júlio Cardoso, tesoureiro do Club Vieira da Silva, de Lisboa.
1907 - Inauguração em Aveiras de Cima da Escola Dr. Francisco Maria de Almeida Grandela.
1907 – O professor Agostinho Fortes realiza uma conferência na Associação do Registo Civil.
1907 – Realiza-se a festa do terceiro aniversário da Sociedade das Escolas Liberais a que preside o Dr. Bernardino Machado.


Dia 21
1906 - Inauguração em Lisboa (Benfica) da Escola Dr. Afonso Costa, mandada construir pelo industrial e comerciante Francisco de Almeida Grandela.

Dia 22
1854 – Nasce no Porto o professor Santos Pousada.
1881 – Morre em Viseu o jornalista João da Silva Mendes.
1893 – Grande homenagem prestada pelo Partido Republicano ao jornalista Alves Correia.
1893 - Realiza-se um grandioso comício operário no Teatro Alegria, em Lisboa.
1898 - A Loja Liberdade de Lisboa, realiza uma sessão magna para assinalar a morte de Gomes Freire de Andrade no novo templo Gomes Freire, do Grande Oriente Lusitano Unido.
1907 – Realiza-se um cerimónia de homenagem, nas Caldas da Rainha, ao Dr. Afonso Costa e Francisco Grandela.
1908 – O Mundo entrevista o Ministro da Guerra Brasileiro, o marechal Hermes da Fonseca, de passagem em Lisboa.

Dia 23
1880 - Greve dos corticeiros de Lisboa.
1880 - Em Bruxelas surge o primeiro número do semanário comunista-anarquista, "A Liberdade".
1881 – Inaugura-se em Alhandra o Centro Eleitoral Alhandrense.
1896 - Os cocheiros de Lisboa fundam a Associação "A Lusitana".
1897 – Morre em Lisboa o dedicado propagandista António Pacheco Moreira Lobo, que durante mais de 20 anos prestou relevantes serviços ao Partido Republicano.

Dia 24
1881 – Morre em Coimbra o general José Maria de Pina, que tomou parte, desde 1833 a 1847, nas campanhas pela implantação e consolidação do liberalismo em Portugal.
1881 – Inaugura-se, em Lisboa, o Clube Anselmo Xavier, na Rua do Recolhimento, 51, 1º andar.
1883 – Inicia publicação no Funchal o semanário República.
1884 - Pede a exoneração de Grão-Mestre pró-interino o general Miguel Batista Maciel.
1907 – Realiza-se a eleição da Comissão Paroquial Republicana de S. Brás de Alportel.
1908 – O administrador de Vila Franca de Xira proíbe João Chagas de ali realizar uma conferência de carácter político.

Dia 25
1850 – Nasce, em Vila Real, o professor do Instituto de Agronomia e Veterinária Alves Torgo, fundador do Centro Escolar Afonso Costa.
1903 - Sessão de homenagem a Ernesto Silva.
1908 – Grandes comícios de propaganda em Lisboa e Sobral de Monte Agraço. No primeiro discursaram Teófilo Braga, Manuel de Arriaga, Cunha e Costa, Tomás Cabreira, Miranda do Vale e José de Abreu, e no segundo Bernardino Machado, França Borges, Alberto Costa e António Bernardo.
1908 – A Associação do Registo Civil procede à distribuição no Campo Grande, em Lisboa, de um bodo a 100 pobres.
1908 – Realizam-se grandes comícios de propaganda em Palmela, Caparica, Samouco, Olivais, Barreiro, Oeiras, Caneças e Seixal.

Dia 26
1869 – Nasce em Mourão o professor Agostinho Fortes que foi vereador da Câmara Municipal de Lisboa.
1881 – Inaugurou-se em Grândola o Centro Eleitoral Republicano.
1884 – Morre no Porto o poeta e livre-pensador Ernesto Pires.

Dia 27
1905 - Uma delegação maçónica constituída por Luís Augusto Ferreira de Castro, Luís Filipe da Mata e José Maria de Moura Barata Feio Terenas vão receber o presidente francês Loubet e entregam-lhe uma mensagem. A Instituição "O Vintem das Escolas" organiza em honra do Presidente Loubet um canto coral com 1500 crianças das suas escolas, que entoam entre outros cânticos a Marselheza e vão decorados com a medalha comemorativa da visita de Loubet a Portugal e os rapazes com os seus vistosos fardamentos.
1905 – Emile Loubet, presidente da República Francesa, visitou Lisboa.
1907 – Inauguração da Escola do Centro Capitão Leitão, em Almada.

Dia 28
1840- Morre José Fontana, um dos obreiros do socialismo em Portugal.
1883 – Comício republicano para apresentação da lista dos candidatos aos cargos municipais, realizado no Chalet do Rato (Lisboa).
1885 - Morre o propagandista Francisco Ferreira da Costa.
1898 – França Borges, preso como responsável pela publicação de um artigo intitulado “Actualidade”, no jornal Lanterna, de que era director.
1906 – É eleita a Comissão Municipal Republicana de Lisboa.
1906 – O Dr. Bernardino Machado procede à entrega dos prémios aos alunos da Academia de Instrução Popular.

Dia 29
1888 – Morre em Lisboa, vitimado pela tuberculose Carlos Augusto Ramires, sócio fundador do Clube Vieira da Silva.
1908 – O Mundo recebe a comunicação de ter sido inaugurado em 14 de Julho no Pará o Centro Republicano Português, cujos primeiros corpos dirigentes são eleitos e tomam posse em 15 de Outubro.

Dia 30
1887 – Morre, em Sacavém, José Joaquim Miranda, tesoureiro da Associação Escolar 24 de Agosto de 1820.
1900 – O Jornal de Abrantes entrega a França Borges a pena de oiro adquirida por subscrição pública aberta nas colunas daquele jornal, em homenagem à luta travada na Pátria contra o jesuitismo.
1906 – Regressa a Portugal o Dr. Alves da Veiga.

Dia 31
1864 – Nasce em Almeirim o Dr. Guilherme Godinho, que em 1908 era presidente da Câmara Municipal.
1896 - O professor e irmão Diogo Rosa Machado, realiza um eloquente discurso na Loja Liberdade de Lisboa.
1898 – Entra na cadeia, a fim de cumprir uma pena de cadeia o editor de O País, Paulo da Fonseca
1901 – No Centro Escolar Dr. Afonso Costa realiza uma conferência anti-clerical o sr. Augusto José Vieira.
1901 - Realiza-se, no Porto, o I Congresso da Indústria Têxtil.
1908 - O Mundo anuncia a prisão, por seis meses, no forte da Graça, em Elvas, do militar e professor Tomás Cabreira.


Foto: o general Gomes Freire de Andrade.

[actualizado]
A.A.B.M.

D. MANUEL II E A PRINCESA AUGUSTA VITÓRIA


D. Manuel II [1889-1932] e esposa, Augusta Vitória [1890-1966: filha do príncipe Guilherme de Hohenzollern-Sigmaringen e de Maria Teresa de Bourbon, casou em 4 de Setembro de 1913 com D. Manuel II, seu segundo primo, pois eram bisnetos de D. Maria II e D. Fernando de Saxe-Coburgo-Gotha]

J.M.M.

quinta-feira, 25 de outubro de 2007

CONGRESSO INTERNACIONAL COMEMORATIVO DA GUERRA PENINSULAR


A Academia Portuguesa da História, o Centro de Estudos Anglo-Portugueses, a Sociedade Histórica da Independência de Portugal e o Centro de História da Universidade de Lisboa vão realizar nos próximos dias 7-9 de Novembro de 2007, um Congresso para assinalar a passagem dos 200 anos das Invasões Napoleónicas em Portugal.

As sessões terão lugar em Lisboa na Fundação Calouste Gulbenkian, na Avenida de Berna.

Qualquer contacto ou pedido de informação deverá ser dirigido a ceap@fcsh.unl.pt ou pelo telefone 21 795 88 48.

Coordenação: Professora Doutora Maria Leonor Machado de Sousa
Centro de Estudos Anglo-Portugueses
Av. de Berna, 26-C Gab. 204
1069-061 Lisboa
Telefone: +351.21.795 88 48

A partir de 6 de Novembro de 2007 estará patente na Biblioteca Nacional uma exposição bibliográfica e iconográfica relativa à Guerra Peninsular, organizada pelos Professores António Ventura (Centro de História da Universidade de Lisboa) e Maria Leonor Machado de Sousa (Centro de Estudos Anglo-Portugueses).

Com os votos do maior sucesso para mais esta iniciativa. O programa do Congresso pode ser consultado aqui

[Post Corrigido,com o nosso pedido de desculpas pelo engano na versão inicial.]

A.A.B.M.

HISTÓRIA DE PORTUGAL OU A EDIÇÃO (DITA) DE BARCELOS


Damião António Peres [Lisboa, 1889-Porto, 1976] tirou o Curso Superior de Letras (em Lisboa), foi professor do ensino liceal (Funchal, Gil Vicente e Rodrigues de Feitas) e reitor no Liceu do Funchal, depois leccionou na FLUP e na FLUC (1931). Historiador [da expansão ultramarina] e reputado numismata, dirigiu o Arquivo Histórico da cidade do Porto. Fundou a Revista de Estudos Históricos (1924-26) e, mais tarde, participa na fundação da Revista Portuguesa de História (Coimbra, 1941). Foi, entretanto, chefe de gabinete dos Ministros de Instrução Pública (1925-27; no caso eram Leonardo Coimbra e Alfredo de Magalhães). Desempenha as funções de Director da BGUC (1940-43). Foi fundador da Academia de História e sócio efectivo da Academia de Ciências de Lisboa (1957). Damião Peres "constitui um expoente da historiografia portuguesa na época do Estado Novo, sem representar predominantemente e abertamente a ideologia ‘integralista’ ou salazarista" [António Nóvoa, in Dicionário dos Educadores Portugueses, Edição ASA, 2003 – ver biografia na p.1077-1080, que seguimos de perto]

Na Foto a edição monumental comemorativa do 8º Centenário da Fundação da Nacionalidade, da História de Portugal. Direcção literária de Damião Peres. Direcção artística de Eleutério Cerdeira. Barcelos. Portucalense Editora, 1928/1981 (data do II Suplemento 'Livraria Civilização'), 8+2 vols (suplementos), i.é, 10 vols., incluidos I e II (suplementos) e um de 'índices'.

J.M.M.